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  • há 11 minutos
Agro Business EP34

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Notícias
Transcrição
00:00Música
00:09Chuva deixa rastro de destruição em propriedades rurais do norte do estado.
00:15Música
00:17Nós estamos contabilizando em torno de 5 a 6 milhões de reais.
00:20Com dificuldade no ecoamento da produção, cai a oferta de alimentos do Seasa de Cariacica.
00:27Música
00:29As pessoas não conseguiam chegar até o Seasa para fazer as suas vendas.
00:34Casal de Geronimo Monteiro transforma hobby em lucro.
00:38A criação de rãs começou há 6 anos e hoje matrizes são vendidas até para outros estados.
00:46Música
00:47Aqui a gente consegue tirar até 3 desobras durante o ano.
00:51Foco no meio ambiente.
00:53Empresa e produtores investem em fertilizantes de base orgânica.
01:00Música
01:00O ganho, talvez, principal seja que a gente está melhorando o nosso solo.
01:06A gente não está agredindo o nosso solo.
01:09Tradição com mais de 100 anos.
01:11Em Castelo, região sul do estado, tem família que produz torresmo prensado.
01:19É feito com muito amor e carinho para o cliente.
01:22Ele é muito bem cuidado.
01:23Jovem investe no cultivo de plantas raras e exóticas.
01:27Tem espécie que custa até 8 mil reais.
01:31Música
01:34Hoje eu trabalho mais com as plantas exóticas.
01:36Tanto para a coleção quanto para a venda.
01:39Música
01:42Em tempo em que se discute tanto o SG, ou seja, governância, meio ambiente, social e corporativo,
01:51vinhamos conhecer uma fábrica de fertilizantes com base orgânica em Ibatiba.
01:56Vamos mostrar como é possível aliar meio ambiente, tecnologia e também sustentabilidade.
02:04Música
02:07Giovanni é produtor de café.
02:09Em Iuna, região das Montanhas Capixabas, cresceu e criou suas raízes.
02:14Minha família é do ramo do café a vida inteira.
02:17A gente trabalhou com café, trabalha com café, vive especificamente do café.
02:22E Giovanni, qual é a sua maior preocupação quando você olha para uma lavoura?
02:26A gente tem que entender, eu particularmente, a gente e a nossa família em si,
02:31a gente tem o cuidado com uma planta, com o café, com a nossa cultura,
02:34mas também a gente tenta hoje trabalhar com, cuidando assim também do solo.
03:04Música
03:04E talvez essa seja uma preocupação de vários produtores hoje da nossa região,
03:10a nossa também sempre foi uma preocupação.
03:14A gente sempre tentou cuidar de verdade do solo e a partir de agora,
03:20a gente de alguns anos para cá, dois, três anos para cá,
03:23a gente tem se preocupado mais, feito um trabalho, um manejo diferente na nossa cultura hoje,
03:28cultura do café.
03:29E o que mudou?
03:31Olha, a gente tem ganhos, né?
03:34O ganho, talvez, principal seja é que a gente está melhorando o nosso solo, né?
03:40A gente não está agredindo o nosso solo.
03:42E isso nos leva a produzir melhor.
03:58Música
03:59A gente já vê, claro, a diferença da recuperação das plantas em si,
04:13muito mais sadias.
04:14A cor, né?
04:16Pode ver aqui que é muito mais verde.
04:19Lógico que é um ganho que a gente vai ter com mais tempo, né?
04:24Digamos assim, não dá para a gente começar agora, eu já vejo resultado um mês depois,
04:29dois meses depois, a gente sabe que tem que ser a longo prazo.
04:32E a gente aderiu, né?
04:35A gente está gostando desse trabalho e a tendência é que a gente continue trabalhando dessa forma.
04:42Música
04:43O fertilizante organo mineral é uma fonte alternativa interessante em relação aos convencionais,
04:50além de ser mais sustentável.
04:52Pois você sabe o que é?
04:54O organo mineral é a junção do fertilizante mineral com o fertilizante orgânico.
04:59Essa mistura, essa formulação, ela traz benefícios no programa de nutrição das plantas,
05:05porque a gente agrega, além dos elementos dos minerais,
05:08outros elementos que vêm da matéria orgânica,
05:10micro-organismos que melhoram o solo, tornando o solo mais ativo,
05:14e ainda fornecem substâncias úmicas, que estimulam o desenvolvimento da planta.
05:17Música
05:20O mercado do adubo organo mineral vem crescendo gradativamente no Brasil.
05:26Em 2020, o setor de fertilizantes especiais alcançou uma receita superior a 10 bilhões de reais,
05:33o que representa um crescimento de 41% em relação ao ano anterior.
05:38Os organo minerais foram responsáveis por movimentar quase 2 bilhões de reais,
05:44uma alta de 80,5%.
05:47Pensando nisso, a empresa Capixaba Natufert está investindo 15 bilhões de reais
05:52na expansão para ampliar sua capacidade.
05:56O nosso principal produto, que é o orgânico, ele é um fertilizante que passa por vários processos,
06:02um processo duplo de compostagem, vários enriquecimentos, alguns tratamentos, inoculações,
06:08e a gente mantém todo esse processo de maneira natural.
06:12A gente quer preservar, a gente entende que é necessário preservar os micro-organismos benéficos do produto,
06:18para que a gente tenha, no final, um fertilizante de alto desempenho agronômico.
06:23Então, esse processo é lento, é demorado.
06:26Para isso, a gente ampliou muito a nossa capacidade de armazenagem dessa base orgânica,
06:33praticamente dobrando a nossa capacidade de produção.
06:36Com mais tempo de compostagem, a gente garante um produto cada vez melhor.
06:45Até o ano passado, a capacidade de produção da empresa ficou na faixa de 20 mil toneladas por ano
06:52e, com a expansão da fábrica, já passa de 30 mil toneladas.
06:59A expansão das áreas de armazenamento permite a ampliação do tempo de compostagem,
07:05melhorando qualidade e preservando ainda mais os micro-organismos benéficos às plantas.
07:11Esse aqui já é um insumo nosso, um composto que está em processamento.
07:16Ele já passou por várias fases, já teve enriquecimento, tratamento e agora está na fase de descanso.
07:22Esse produto aqui é o produto que vai ser destinado às misturas,
07:28nas diversas linhas que a gente tem e nas formulações também diversas,
07:32para atender todas as culturas em todas as fases.
07:39Entre as novidades, a área de produção também conta agora com um sistema de envase em big bags,
07:45o que permitirá atender melhor os produtores que já estão adquirindo fertilizantes nesse tipo de embalagem.
07:52O big bag é uma opção de embalagem muito econômica, de fácil armazenagem, transporte e manuseio.
07:59O produtor de grãos e cereais, de modo geral, ele prima pela utilização de menor quantidade de mão de obra.
08:08E o big bag propicia isso, a oportunidade de você fazer o trabalho com poucas pessoas,
08:13gerar poucos resíduos e, de modo geral, isso traz um ganho de produtividade para o produtor.
08:24Inovações e expansão para atender o mercado de fertilizantes que passou por mudança e muitas incertezas neste ano.
08:322022 foi um ano atípico, um ano que teve uma guerra, iniciou-se uma guerra no início do ano,
08:37que influenciou significativamente o mercado de fertilizantes, principalmente do ponto de vista de preços.
08:43Porém, olhando o Comunato Ferti, a gente vem com um crescimento bom nos últimos três anos e esse ano não
08:50foi diferente.
08:51Esse ano a gente vem vendendo mais do que o ano anterior, com margens melhores, com volumes maiores.
08:56A única diferença foi que a gente teve uma composição de primeiro semestre versus segundo semestre diferente.
09:02A gente teve volumes do segundo semestre ainda maiores que o primeiro, mas não tão discrepantes como a gente viu
09:07nos anos anteriores.
09:08Um exemplo, Capixaba, que atua hoje no Brasil inteiro e quer continuar crescendo.
09:14Três dos 11 milhões de reais que serão investidos já estão aqui.
09:18A fábrica teve um incremento de produtividade com os investimentos feitos e, mais que isso,
09:23teve, além do incremento de produtividade, teve investimentos em armazenamentos, em logística, em vase.
09:30Então, além do nosso produto ter muita tecnologia e ser muito qualificado,
09:33a gente vai ter melhorias em manejo, melhorias em características físicas, melhorias em logística,
09:40melhorias em carregamento, melhoria na qualidade do caminhoneiro, da qualidade do produtor rural,
09:45da qualidade da revenda.
09:46Então, o nosso suporte à venda, o nosso suporte à logística está muito mais eficiente,
09:52trazendo um produto não só bom agronomicamente, como também bom do ponto de vista de manejo e logístico.
10:01A empresa se modernizou para ter maior qualidade de produtos, mais versatilidade nas entregas
10:09e continuar aumentando a participação no mercado agrícola, que está cada vez mais exigente.
10:15O produtor tem aderido muito bem a esse uso de produtos sustentáveis.
10:21Por quê?
10:21É um movimento que vem acontecendo no campo há alguns anos,
10:24a utilização de produtos que tragam menos dano ao solo e ao meio ambiente como um todo.
10:29E o uso de organo mineral traz esse benefício, por quê?
10:33A gente consegue melhorar a eficiência do fertilizante mineral,
10:36com isso a gente tem menos resíduo no solo, menor risco, por exemplo, de uma contaminação da água,
10:41e a gente consegue também melhorar a atividade biológica desse solo.
10:46E a gente consegue, com isso tudo, menos degradação e mais atividade biológica no solo,
10:50conservação da matéria orgânica,
10:52a gente consegue ter um sistema produtivo sustentável.
10:57Consciência ambiental que faz a nossa agricultura ser cada vez mais produtiva e forte para as próximas gerações.
11:05A gente tem que compreender que não é só produzir, né?
11:08A gente também tem que cuidar, porque a gente não depende só de hoje, só para hoje do café, da
11:15nossa cultura em si.
11:16A gente tem que preocupar com o nosso amanhã e com as gerações futuras.
11:33Em Jerônimo Monteiro, um casal encontrou na criação de rã uma verdadeira terapia.
11:40A arnicultura entrou na vida deles há seis anos, com apenas um tanque.
11:45E hoje eles já vendem matrizes para outros estados.
11:51A gente está em um ranário, local onde se criam rãs, um ramo da aquicultura para o cultivo de rãs
11:58comerciais.
11:59Aqui a gente encontra rãs nas diferentes fases de vida.
12:03São anfíbios, que do grego significa duas vidas.
12:06Isso porque o animal começa a vida na água e, na fase adulta, se divide entre água e terra.
12:12Neste ranário que fica em Jerônimo Monteiro, no sul do estado, toda a produção acontece em sistema de confinamento, dentro
12:19dos tanques.
12:22A produção de rãs pelo casal Antônio e Maria Binotti começou em 2016,
12:28quando o filho mais novo voltou de São Paulo com a ideia e uma caixa com algumas rãs da espécie
12:33touro,
12:33que é a imagem difundida no Brasil.
12:35Essa espécie chegou ao país em 1935.
12:39Ela veio lá da América do Norte e passou a ser criada em praticamente todo o sul e sudeste do
12:44país.
12:44O casal Capixaba decidiu, então, se aventurar nesse negócio, criar rãs.
12:50Nós nunca tínhamos nem visto, conhecia, esse tipo de girino de rã, que esse é um tipo rã-touro.
12:59A gente conhecia mais essa rã comum, né?
13:01O jeito que ensinaram para a gente era um jeito lá de São Paulo.
13:05E a temperatura aqui é bem diferente, aqui em Jerônimo Monteiro a temperatura é bem mais alta que lá em
13:10São Paulo.
13:11E as rãs não se adaptaram muito a essa temperatura quente.
13:15Aí começamos a fazer experiências, colocamos um sombrite onde as rãs estavam para refrescar um pouquinho.
13:22Aí agora já tem, não temos perca nenhuma de rã.
13:27O filho mais novo, que começou o projeto, precisou se mudar para outro estado, deixando o rãário com os pais.
13:33Todo o trabalho é feito só pelo casal.
13:36Da fase de desova, quando os ovos precisam ser pegos com cuidado do tanque onde acontece a reprodução,
13:42até a fase da engorda, o processo é bem minucioso e diário.
13:46É um trabalho diário, porque é um ser vivo, né?
13:49E precisa de higiene.
13:51A gente troca água todo dia, tanto das rãs adultas, quanto na parte de higienagem também.
13:57A gente, todo dia, a gente troca 15% da água.
14:00O que é mais difícil em criar rãs?
14:02Ah, eu acho que é o custo caro, né?
14:05Da ração.
14:06E também o trabalho da gente aqui todo dia, que todo dia tem que estar aqui.
14:12Toda a água usada nos suportes, tanques e piscinas, vem de poço artesiano,
14:17o que facilita para a adaptação e alimentação das larvas.
14:21Já quando esses animais estão numa fase posterior, ou seja, já são girinos com a cauda longa,
14:27começa-se a introduzir uma ração com proteína, específica para peixes.
14:31Na fase de imago, a ração é sólida.
14:34Frutas também são bem-vindas no cardápio alimentar desses animais.
14:38A gente apitou por esse sistema aqui, para elas darem mais desovas no ano, né?
14:44Quer dizer, no local lá, quando fala que é nos motéis, né?
14:49Que faz aquele lugar mais fechado para elas, elas não podem ficarem juntas,
14:54só colocam junto na hora do acasalamento e ela reproduz uma vez só.
14:58E aqui a gente consegue tirar até três desovas durante o ano das rãs.
15:03É um bem-estar animal.
15:05Também, né?
15:06É que elas ficam mais à vontade, mais livres.
15:11Com a chegada das chuvas, as rãs estão gostando desse clima mais ameno.
15:16O som que elas emitem revelam o bem-estar.
15:22No açude, elas se acasalam de agosto a maio.
15:26Em apenas uma reprodução, as fêmeas podem liberar de 25 a 30 mil ovos na água.
15:31Ao todo, as fases de uma rãs são desova, larvas, girinagem, metamorfose, imago e a fase da engorda,
15:40onde a rã fica até ser comercializada.
15:42Esta aqui é a última fase do processo de cultura de rãs.
15:46São nove meses da fase de larva até a fase adulta.
15:49Essas daqui mesmo estão prontas para serem comercializadas.
15:52Estão com uma média de 300 a 400 gramas.
15:55O casal aqui de Jerônimo Monteiro, que tem essa cultura de rãs, consegue comercializar 600 quilos de carne de rã
16:02por ano.
16:03Em todo o nosso estado, são cinco ranários, de acordo com dados do Incaper.
16:07Mas, olha, o Espírito Santo tem um potencial muito grande nessa cultura.
16:10Tanto porque a nossa temperatura é alta ao longo do ano,
16:13quanto porque os nossos vizinhos, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, compram muita carne de rã.
16:19Produzir essa cultura, ter essa cultura, é um verdadeiro prato cheio.
16:25De acordo com o seu Henrique, o investimento inicial para um ranário não é alto.
16:29O retorno vem apenas seis meses.
16:32Para começar uma criação, basta um tanque para o desenvolvimento dos girinos
16:36e dez baias de crescimento em uma pequena área.
16:38As vendas na propriedade dos Binote acontecem por meio de venda de matrizes para rinicultores de outros estados
16:45e a carne da rã para clientes da região de Cachoeira de Itapemirim e Vila Velha.
16:50Que produz, gente!
17:02Confira agora o Giro de Notícias da Semana.
17:10A produção nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas para 2023
17:17deve ter uma safra recorde de quase 294 milhões de toneladas,
17:24uma alta de 11,8% em relação a 2022.
17:28É o que revela o segundo prognóstico do IBGE, divulgado nesta semana.
17:33Quanto à estimativa de novembro para a safra de 2022,
17:37a alta é de 3,7% comparada a 2021,
17:42um crescimento de 9,4 milhões de toneladas.
17:46A área recolhida também será maior com relação ao ano passado,
17:50um total de 73 milhões de hectares, aumento de quase 5 milhões.
17:56Arroz, milho e soja são os três principais produtos
18:00que registraram aumento de colheita e área plantada.
18:04O Ministério da Agricultura aprovou 45 novos defensivos agrícolas formulados,
18:10ou seja, produtos que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores.
18:16Do total, 22 são produtos de baixo impacto,
18:2015 aprovados para uso na agricultura orgânica.
18:24Com a nova aprovação, o país passa a ter 112 produtos de baixo impacto registrados em 2022.
18:32Este é, até o momento, o maior número de registros de produtos desse perfil no mesmo ano.
18:40As exportações brasileiras de carne bovina in natura recuaram de outubro para novembro.
18:46Ainda assim, pesquisadores do CPEA destacam que os elevados volumes embarcados nos meses anteriores,
18:53principalmente em agosto e setembro,
18:56já garantiram um recorde anual para 2022.
18:59De janeiro a novembro deste ano, o Brasil já exportou 1,84 bilhão de toneladas de carne bovina,
19:0628% acima da quantidade escoada no mesmo período do ano passado,
19:12que foi de 1,43 bilhão.
19:14O valor exportado este ano já é recorde.
19:18Nos 12 meses de 2021, o país embarcou quase 1,5 bilhão de toneladas.
19:24Até então, 2020 sustentava o volume recorde, que foi de 1,72 bilhão de toneladas.
19:33Com o aumento dos casos de influência aviária na América do Sul,
19:37o Ministério da Agricultura intensificou as medidas de prevenção da doença no Brasil,
19:43apesar de nunca termos registrado ocorrências por aqui.
19:46A influência aviária, mais conhecida como gripe aviária,
19:50é uma doença viral altamente contagiosa, que afeta principalmente aves domésticas e silvestres.
19:57Até o momento, foram notificados focos da doença em países vizinhos,
20:01como Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Chile.
20:05Essa é a maior epidemia ocorrida no mundo.
20:08A maioria dos casos está relacionada ao contato de aves silvestres migratórias
20:13com aves de subsistência, de produção ou aves silvestres locais.
20:20A apresentadora do Agrobusiness, Stephanie Sampaio,
20:23foi destaque na 13ª edição do prêmio Somos COP Melhores do Ano,
20:28realizado pelo sistema OCB na quarta-feira em Brasília.
20:32O evento contou com a presença de mais de 200 cooperativas
20:36que prestigiaram iniciativas que inspiram nas sete categorias da premiação.
20:40Comunicação e Difusão do COP, COP Cidadã, Desenvolvimento Ambiental,
20:46Fidelização, Inovação, Intercooperação e Influenciador COP.
20:51Stephanie Sampaio ficou entre os cinco maiores influenciadores do cooperativismo do Brasil.
21:02Uma tradição com mais de 100 anos e continua ganhando paladar de muita gente.
21:08Em Castelo, sul do estado, tem família que produz torresmo prensado.
21:16Quando se repete um hábito, cria-se um costume.
21:19Repetindo o costume, nasce uma tradição.
21:22Em Castelo, no sul do Espírito Santo, uma tradição gastronômica
21:26preserva uma fonte de renda e o amor pela atividade.
21:29Fazer torresmo prensado.
21:31A iguaria da roça é a marca registrada da família Viganor.
21:38Tudo começou em 1920, quando o avô do Gildo fritava a carne do porco
21:43e depois guardava na própria gordura do animal, para conseguir preservar o alimento.
21:47Depois, o pai do Gildo oferecia o torresmo para chamar clientes para o seu comércio.
21:52Até que o Gildo começou a aprender essa técnica.
21:55Tinha o doce que minha mãe fazia também, mas o brinde era o torresmo prensado.
22:00E sábado, não tinha os lugares de ir, e eles iam ali na berberaria do meu pai
22:05para fazer esse corte de cabelo e comer o torresmo também, né?
22:09Nem a vez tinha cabelo para cortar, mas tinha o torremo para comer.
22:13As pessoas interessaram, gostavam, e já não estava dando conta de dar de graça mais.
22:19Quando foi que o senhor colocou a mão na massa?
22:22Olha, eu, desde de novo, né, 8, 10 anos de idade, meus avós que faziam,
22:28eu era curioso, ajudava a cortar o torcinho, cortava o dedo também.
22:32Mas, aí a gente, sei lá, foi aprendendo, vendo, fazer, né?
22:38Aí passou a ser até, meu pai fazia depois, meu avô,
22:42e, por certo tempo, perdeu essa vontade, esse gosto de fazer o torremo prensado.
22:48E eu vendo que nós tínhamos uma mercearia, eu e meus filhos, né,
22:53me ajudando a trabalhar, minha esposa, tendo uma mercearia,
22:56eu lembrei, né, da tradição do torremo prensado.
22:59Falei, gente, nós temos posto aí, não perder a tradição.
23:02Tanto tempo, quase 100 anos de tradição, né?
23:07Hoje, com 63 anos, seu Gildo continuou animado fazendo essa iguaria da roça,
23:12que é o toicinho do porco frito e prensado.
23:16Tradição que ele passou para os filhos,
23:18para não perder essa marca registrada da família e da própria cidade de Castelo.
23:22O município conta com 15 locais de venda do torresmo prensado.
23:27Tudo é bem artesanal.
23:28A carcaça é comprada de um abatedouro,
23:30mas todo o restante é feito pelas mãos do Gildo, por aqui mesmo.
23:34Primeiro, retira-se a manta do porco, que é o toicinho.
23:38Depois, se fatia em pedaços, uma mistura de carne e gordura.
23:42Para cada quilo de torresmo prensado, são utilizados 10 quilos de toicinho.
23:51Chegou a hora da fritura, que é a fase mais demorada.
23:551h20 em fogo médio e tudo no fogão à lenha,
23:58para dar aquele sabor bem caseiro.
24:00Na banha do porco, a carne é frita,
24:02e depois vai para uma máquina onde ela é prensada.
24:05O excesso de óleo sai e a peça de torresmo prensado está pronta.
24:09Todo o processo demora, em média, duas horas.
24:12Tem pessoas que preferem mais suculento,
24:14que se faz suculento é com mais gordura, né?
24:17Menos espremido.
24:19Mais seco, que a gente espreme mais.
24:22Demora mais um tempo para ficar espremendo,
24:24para ele ficar mais seco, né?
24:26Então, mais preferência do freguês.
24:28Nós preferimos uma média, nem muito suculento e nem muito seco,
24:33para poder ficar num padrão,
24:36desde quando nós começamos a aprimorar essa fabricação,
24:40e deu certo.
24:41Então, nós vamos continuar tentando desse jeito mesmo.
24:47Uma peça de 4 quilos de torresmo prensado custa 300 reais.
24:51Por aqui, nada se perde.
24:53A banha é vendida.
24:55Com a gordura da manta, se faz pururuca.
24:57O couro temperado dá para ser ingrediente na feijoada.
25:01E a carne se transforma em linguiça.
25:03Mas o carro-chefe mesmo é o torresmo.
25:05Está bem viável, bem lucrativo, entendeu?
25:09E a gente é o carro-chefe do nosso comércio,
25:12que vem, além do torresmo prensado,
25:14o pessoal vem buscar outros produtos similares do torresmo prensado, né?
25:18E a gente tem vários produtos caseiros, né?
25:23Que a gente tem da propriedade,
25:25que é incluído nessas vendas, além do torresmo prensado.
25:29E hoje nós temos, sim, boas vendas,
25:33essa satisfação é muito boa porque a pessoa retorna a buscá-lo.
25:39Todo o processo do torresmo prensado
25:41acontece aqui no distrito de Limoeiro mesmo, em Castelo.
25:44A prensa é na propriedade da família.
25:46Fica aqui nessa rua, gente, cinco minutinhos caminhando a pé.
25:49Já o principal ponto de comércio é nesse casarão aqui amarelo,
25:53logo à beira da rodovia S166.
25:55Há quem diga que esse ponto aqui entre Venda Nova do Imigrante e Castelo
25:59é fixo para quem é motorista.
26:01Mas olha, tem muito cliente aqui da comunidade
26:03que já garante o seu torresminho prensado há anos.
26:09Andréia Constantino é professora e fiel compradora
26:13dos produtos da família Viganor.
26:15Ela faz questão de sempre passar pela vendinha da família
26:18e garantir o seu estoque.
26:20Geralmente, uma vez por mês,
26:22o meu predileto é essa pururuca aqui,
26:24que é uma maravilha,
26:25e também a linguiça de porco, que é muito gostosa.
26:28E por que você sempre vem aqui para comprar?
26:31É o gosto que é especial, o preço também é bom,
26:34a amizade que já vai fazendo, como é que é?
26:36De tudo um pouco.
26:37Preço muito bom, atendimento maravilhoso,
26:40e como a gente é da comunidade,
26:42sempre um ajudando o outro.
26:45O principal ponto de venda do torresmo prensado
26:48é no comércio da família,
26:49mas eles também vendem sob encomenda e pela internet.
26:52O quilo é vendido por R$ 80,00.
26:55Por mês, são comercializados 200 quilos de torresmo prensado.
26:59Por ter uma rotatividade muito alta,
27:02o produto não fica nem uma semana exposto nas prateleiras.
27:05O torresmo prensado é vendido de acordo com o cliente.
27:08Ele vende mais de 300 a 400 gramas.
27:11Porém, o cliente que quiser 1 quilo, 2 quilos,
27:15vende de acordo com o que ele precisa.
27:17Peça, para evento, para festa,
27:20para esse todo tipo de ocasião,
27:22ele vai ter serpentia.
27:24É um ponto famoso de torresmo prensado.
27:27Então, a gente fica muito feliz por isso.
27:29É um ponto que a pessoa precisa de um tiragosto rápido,
27:32um torresmo prensado de qualidade,
27:33é aqui que se encontra.
27:37A forma de preparo do torresmo prensado
27:40chegou a castelo no final do século XIX
27:42pelos imigrantes italianos.
27:44De lá para cá, muitas famílias mantiveram essa tradição.
27:47A família Viganor foi uma delas.
27:49Já são quatro gerações de uma culinária
27:52que enche a boca e os olhos.
27:54Júnior já incorporou o ofício da família.
27:57A gente fica muito feliz
27:58por estar fazendo o torresmo prensado até hoje
28:02e mantendo essa tradição da família.
28:05O torresmo aqui desse comercial da sua família
28:08tem um sabor diferente, especial?
28:10Ah, tem sim, né?
28:11O torresmo prensado é feito com muito amor e carinho
28:15para o cliente.
28:16Ele é muito bem cuidado
28:18para ficar com uma qualidade muito boa.
28:23Dourado, crocante e saboroso.
28:25O torresmo prensado é um produto composto
28:27de amor por quem faz,
28:29tradição pelo ponto certo da prensa
28:31e simbolismo pelo que ele representa.
28:34Um produto que une amigos.
28:36Uma boa pedida para festas e celebrações.
28:38A linguiça de porco,
28:40para quem tem a fritadeira,
28:42maravilhosa para as mulheres.
28:44Nossa, é rapidinho, está prontinha e maravilhosa.
28:47A pururuca, nossa, com vinho,
28:49um churrasquinho, é tudo de bom.
28:51Petisco maravilhoso.
28:52Aquela roda de amigo,
28:53com samba, com a cerveja,
28:56com a pinguinha.
28:57Você pega na beira da praia,
29:01numa mesa lá,
29:02se você estiver em cinco,
29:04vai dar mais de cinquenta
29:07para rodar na mesa ali
29:08para comer que torre para você, cara.
29:26Chegou a hora do quadro,
29:27o especialista responde.
29:29Muitos produtores têm dúvida
29:30qual é o melhor período para se adubar.
29:33E por isso mesmo estou aqui hoje
29:34com o Maurício Cota.
29:35Maurício, qual a recomendação
29:36vamos mostrar para os produtores?
29:38Olha, geralmente,
29:40a época de adubação,
29:41ela se inicia quando se iniciam as chuvas.
29:45Primavera e se estende aí
29:47durante o verão,
29:48na maioria das regiões
29:50e das culturas.
29:52Para os produtores que fazem
29:53irrigações, fértil irrigações,
29:56esse período costuma se estender
29:58um pouco mais.
29:59Mas, na maioria dos casos,
30:01é durante mesmo a estação de chuvas,
30:03primavera e verão.
30:04Como é que a gente pode fazer
30:06uma adubação aí correta?
30:07Olha, o primeiro passo
30:09é que se faça análise de solo
30:12para se conhecer o solo
30:15que vai ser tratado,
30:16dependendo também da cultura.
30:19Um agrônomo, um técnico,
30:22um profissional da área
30:24pode indicar as melhores formulações
30:28de adubos para cada cultura,
30:30a partir da análise de solo.
30:32Lembrando que,
30:33após a análise de solo,
30:35se houver necessidade,
30:36se faz a correção de solo,
30:38geralmente com calagem,
30:39e aí vai ter várias formulações
30:43para formação,
30:45para plantio,
30:46para crescimento,
30:47para produção.
30:48Então, dependendo da fase da cultura,
30:51se tem várias formulações
30:53específicas e mais indicadas
30:54para cada caso.
30:57Um outro fator muito importante
30:58que não deve ser esquecido,
31:00não deve ser negligenciado
31:01de forma alguma,
31:02é também a recomposição
31:04da porção biológica do solo.
31:06E isso, no caso,
31:07com materiais orgânicos
31:08ou fertilizantes orgânicos,
31:11ou minerais específicos
31:12também para esse caso.
31:14E aí, eu sempre falo,
31:15muita gente pula o primeiro passo
31:18que você falou,
31:18a análise de solo.
31:20Uma coisa tão baratinha
31:21e que faz toda a diferença,
31:23né, Maurício?
31:24É, realmente é indispensável, né?
31:29Apesar de culturalmente,
31:31tradicionalmente,
31:32não se fazer muito a análise de solo,
31:34mas é a partir dela
31:35que se tem aí
31:37a maior possibilidade de acerto
31:40nas formulações,
31:41dosagens mais adequadas
31:43para cada cultura.
31:44Maurício, muito obrigada
31:45por ter respondido aí
31:46a dúvida dos nossos produtores.
31:47E você de casa,
31:48tem alguma dúvida?
31:49Manda para a gente
31:50que a gente responde aqui no programa.
31:52Basta mandar para o nosso e-mail
31:53stephanie-arrobafolhabusiness.com.br
31:56Eu aguardo a sua dúvida.
32:02E agora, nós vamos até Linhares,
32:04conferir os prejuízos
32:06provocados pelas chuvas
32:07que atingiram o nosso estado.
32:09Tem produtor que perdeu
32:10praticamente toda a lavoura.
32:13É muita água, filho.
32:16Olha, vem aqui na baixada,
32:17que vai morrer muito, ó.
32:19Toda a roça já morrendo, olha.
32:23Há três semanas,
32:24os pivôs centrais estão assim,
32:26parados.
32:27As chuvas que caíram no estado
32:28de meados de novembro até agora
32:30fizeram as máquinas de irrigação
32:32ficarem desligadas.
32:33Ora porque a plantação
32:35já estava bem molhada,
32:36ora porque o chão
32:37virou um verdadeiro lama-sal.
32:40Plantações inteiras
32:41ficaram debaixo d'água.
32:45Antônio toca essa propriedade
32:47há 20 anos.
32:48diz que sempre sofre com a época
32:50das águas,
32:50mas esse ano
32:51o volume de chuva
32:53foi bem maior.
32:54Foram volumes aí
32:55praticamente
32:56que a gente nunca viu
32:57aqui na nossa região.
32:59E essa água se juntou
32:59praticamente com dois dias
33:01aqui na fazenda.
33:02Havia um tempo já
33:03que não estava dando
33:03esse volume grande de água.
33:05O ano passado
33:05teve um volume grande de água,
33:07mas não chegou
33:07a esse prejuízo aqui.
33:09Agora esse ano
33:10veio de uma forma assim
33:11que ninguém nunca viu.
33:13Ao todo,
33:14ele tem sete propriedades
33:16em Linhares,
33:17onde cultiva mamão,
33:18café,
33:19coco e tem criação
33:20de gado para corte
33:21e leite.
33:22Em cada localidade,
33:23uma perda diferente
33:24pelo excesso de água.
33:26As culturas mais afetadas
33:27foram as de mamão
33:28e café.
33:29Antônio calcula
33:30que 20 hectares
33:31estão submersos.
33:33Essas áreas,
33:33pelos volumes muito altos
33:35que a gente teve de chuva,
33:36começou a juntar
33:36muita água nos passos.
33:38Então o gado
33:38fica sem passos
33:39e sem lugar
33:40até para ficar no seco.
33:41A gente foi obrigado
33:42a fim de semana agora
33:43a estar retirando
33:43todos esses gados
33:44dessas fazendas
33:44e estar levando
33:45para as partes mais altas
33:46das outras fazendas nossas.
33:47Esse gado de leite,
33:49para o corte,
33:50para o leite,
33:50também acaba sendo prejudicado,
33:52por exemplo,
33:52com o estresse do animal?
33:53Ah, sim,
33:54com certeza.
33:54Você pega um animal
33:55que, dependendo da manga
33:57que ele tiver,
33:57não tem um lugar seco
33:58para ele ficar,
33:59ele já vai ficando
33:59já estressado ali.
34:00O gado de leite
34:01pior ainda,
34:02porque o animal mais fraco,
34:04devido à raça ser holandesa,
34:05é um gado que aguenta
34:06bem menos estresse
34:07do que o zebu.
34:09Então o bezerro também
34:10já é mais fraco,
34:11requer uma atenção bem maior.
34:12E quando começa a chover
34:13muito assim,
34:14você tem muito problema
34:15de lama na entrada de curral,
34:16saída de curral,
34:17porque a vaca todo dia
34:18tem que vir para o curral
34:19para ser ordenhada.
34:20O gado de corte
34:20já não precisa,
34:21ele fica na manga
34:22e você só leva para o curral
34:23no dia que você precisa vacinar,
34:24fazer uns outros tratos
34:25ou embarcar
34:25para quando você vende.
34:28Desde sábado
34:29da semana passada,
34:30quando as chuvas começaram
34:31a cair mais fortemente
34:33na região,
34:34essa bomba trabalha
34:35sem parar.
34:36Ela tira 300 mil litros
34:37de água por hora,
34:38jogando em outra área
34:40do sítio
34:40que tem um melhor escoamento.
34:41Em apenas uma semana,
34:43já foram bombeados
34:44mais de 50 milhões
34:46de litros de água
34:47e o trabalho
34:48está bem longe
34:49de terminar.
34:52Essa área aqui
34:53era para ser plantação
34:54de café
34:54com safra
34:55para 2023,
34:56mas virou praticamente
34:57um açude, gente.
34:59Onde não tem água,
34:59o solo ainda está
35:00bem encharcado.
35:01Aqui nessa beiradinha
35:02está cheio de girino
35:03e ali atrás
35:04o que não faltam
35:05são patos.
35:06Se bobear,
35:06deve ter até peixe.
35:08É um cenário
35:08aquático
35:09quase que perfeito.
35:10Essa área toda
35:11só vai ser recuperada
35:12depois que esse volume
35:13todo de água baixar
35:14daqui a uns
35:15dois meses e meio
35:16a três.
35:17E o que não faltam
35:18são prejuízos.
35:20Eu acredito que hoje
35:21os prejuízos nossos
35:22nas fazendas
35:23que a gente tem
35:23que ir em área
35:23já giram em torno
35:24de um milhão de reais.
35:26Áreas de café,
35:27área de coco,
35:28área de mamão
35:29e prejuízo com gado também.
35:30As mangas com capim
35:31tudo morrendo
35:32devido a estar
35:33tudo debaixo de água.
35:34Isso afeta
35:34a safra de 2023?
35:36Com certeza.
35:37Café,
35:38a gente já estava
35:38se preparando
35:39para granar bem
35:40o caroço.
35:41Os solos vão ficar
35:42todos pobres
35:42porque esse volume
35:43grande de chuva
35:45que teve,
35:45os nutrientes
35:46vão se perder
35:47todos para o subsolo.
35:48Então a gente vai
35:48ter que fazer
35:49todo o trabalho
35:49de novo
35:50para a desotubação.
35:51É prejuízo
35:52em cima de prejuízo,
35:53na verdade.
35:57Antônio garante
35:57que tenta se prevenir
35:58ao máximo
35:59das condições climáticas
36:00extremas
36:01para garantir
36:02um equilíbrio
36:02nas produções
36:03dos alimentos.
36:04Mas ressalta
36:05que ser produtor
36:06rural
36:06não é fácil.
36:07Em um mesmo ano
36:08os extremos
36:09acontecem.
36:10Há 90 dias
36:11a gente estava
36:11perdendo gado
36:12por falta de capim.
36:13Hoje a gente
36:14está perdendo gado
36:15por estar em áreas
36:16que estão alagadas
36:17e não conseguem
36:18nem tirar o gado
36:18da fazenda.
36:19É tudo ao extremo.
36:20Quando chove,
36:21chove demais.
36:22Quando faz sol,
36:23faz sol demais.
36:27Além das perdas
36:28no plantio
36:29e colheita,
36:30a chuva também
36:30obstruiu muitos pontos
36:32da BR-101,
36:33o que dificultou
36:34o escoamento.
36:35No quilômetro
36:35170 da rodovia,
36:37que ligar a cruz
36:38a Linhares,
36:39dá para ter uma noção
36:40do tamanho da cratera
36:41que a chuva abriu
36:42na BR-101.
36:43Durante o dia,
36:44equipes da concessionária
36:45trabalhavam
36:46para fazer os reparos.
36:48Várias famílias
36:49ficaram desabrigadas.
36:50Tivemos um acumulado
36:52de quase 200 milímetros
36:53de chuva
36:54aqui em Linhares.
36:55Então isso mobiliza
36:56todas as equipes
36:57da prefeitura,
36:58tanto para o interior,
37:00lembrando que
37:00povoação,
37:01as estradas já estão
37:02interrompidas,
37:03assim como o degredo.
37:05Então estamos trabalhando
37:0724 horas por dia
37:08para tentar
37:09restabelecer a normalidade.
37:12Para tentar desviar
37:13da 101,
37:14que ficou bloqueada
37:15por uma semana,
37:16muitos veículos
37:17optaram por estradas rurais,
37:19que também estavam
37:20enlameadas.
37:21Nós mesmos,
37:22da reportagem,
37:23tivemos que pegar
37:23um caminho alternativo.
37:25Resultado?
37:26Carro atolado.
37:27Só conseguimos sair
37:28com a ajuda
37:28de um trator rural.
37:34Na propriedade do Clério,
37:36em Linhares,
37:37550 cabeças de gado
37:39tiveram que ir
37:40para um sítio próximo,
37:41porque não havia capim
37:42e a água só subia.
37:44Nós tivemos,
37:45nos últimos 20 dias,
37:47mais de mil milímetros
37:49em determinadas propriedades
37:51na nossa região.
37:53Uma das propriedades nossas
37:54recebeu mais de
37:551.100, 1.200 milímetros
37:56em 15 dias
37:58e aí o nível de água
38:00subiu muito.
38:01São propriedades
38:03de baixadas
38:03e essas propriedades
38:05elas alagaram
38:06praticamente 100%.
38:07Então tivemos
38:08que tirar o gado
38:08muito rápido,
38:10em dois, três dias.
38:11Não entrava caminhão,
38:12teve que ser
38:12moda-cavalo mesmo
38:14e tocando,
38:16até porque
38:16para onde o gado foi
38:18as estradas
38:19estão todas interrompidas,
38:20pontes quebradas.
38:21Então nós tivemos
38:21que tocar esse gado
38:22para outra propriedade,
38:23até mesmo à noite,
38:25trabalhando pesado
38:26para levar
38:27para não deixar
38:28nenhum
38:28vir a morrer
38:30ou se machucar
38:32dentro da propriedade.
38:32Além da perda
38:33da alimentação natural
38:34dos bichos,
38:35o pecuarista
38:36agora teme a perda
38:37de peso dos bovinos,
38:38devido ao estresse
38:39e à nova adaptação.
38:41Eu tenho que comprar
38:41comida para recompor
38:42a nutrição dele,
38:44então eu tenho que gastar
38:46com isso agora,
38:46financeiramente falando,
38:47isso é caro
38:48para sustentar um animal
38:50via coxo,
38:51e não via capim,
38:53igual é
38:53a nossa pecuária
38:55aqui,
38:56então assim,
38:57tem a perca
38:58de arroba
38:58e tem agora
38:59o investimento
38:59com alimentação.
39:02Nas plantações
39:03de café
39:04e mamão,
39:05os danos
39:05também foram grandes.
39:06Prejuízos não apenas
39:07que ele consegue
39:08contabilizar agora,
39:09de maneira geral,
39:10mas os que vão aparecer
39:11após toda essa crise
39:13passar.
39:13Mamão,
39:14nós temos prejuízo à vista
39:15que é a perca da planta.
39:16Hoje uma planta de mamão
39:17está em torno de 50,
39:1860 reais por pé,
39:19uma planta que está quase
39:20aí produzindo.
39:21Além de perder
39:2250, 60 reais,
39:23ainda tem a perca
39:23a prazo,
39:24que é o deixar de colher,
39:26era meu lucro
39:26que eu ia ter.
39:27Eu tenho famílias
39:28que moram na propriedade,
39:29que estavam trabalhando
39:30naquela função
39:31e hoje não tem mais
39:32nenhum serviço.
39:33O café,
39:34ele tem um prejuízo à vista,
39:35que é o que cai
39:37com as áreas alagadas,
39:38que é o que deixa
39:39de pesar
39:40e a perca que eu tenho
39:41também no solo.
39:42A gente chama de
39:43lavou a terra,
39:44então lavou o nutriente,
39:45levou tudo que tem
39:45de nutriente embora,
39:46carregou,
39:47lixiviou.
39:47Então quando o lixivia
39:48eu tenho que recompor
39:49tudo isso,
39:50eu tenho que colocar
39:51de volta tudo aquilo
39:52que tinha no meu solo.
39:54E quando a gente fala
39:54assim de prejuízos
39:55de uma maneira geral,
39:57tem como quantificar
39:57esses prejuízos?
39:59Eu e meus irmãos,
40:00nós somos parceiros,
40:01sócios nas atividades,
40:03nós estamos contabilizando
40:04em torno de 5 a 6 milhões
40:05de reais
40:06nas nossas propriedades.
40:22O excesso de água
40:23foi tão grande
40:24que acabou afetando
40:25a qualidade dos produtos.
40:26Na Ceasa de Cariacica,
40:28na Grande Vitória,
40:29a oferta de alimentos
40:30caiu em 16%.
40:34O alho é um dos temperos
40:36preferidos do brasileiro,
40:38mas a oferta do produto
40:40na Ceasa tem diminuído.
40:42No dia 25 de novembro,
40:4547 toneladas de alho
40:47estavam disponíveis
40:48para compra e venda.
40:50Uma semana depois,
40:51eram apenas 4 mil quilos.
40:54Uma redução de 91%.
40:56No mesmo período,
40:58veio menos morango,
40:59beterraba e tomate.
41:01O impacto das chuvas
41:02foi grande.
41:03Esses 15 dias para cá,
41:04com essa grande chuva,
41:05está estragando
41:06muita verdura na roça.
41:08Como a gente mora
41:09no interior,
41:09muitas coisas que são
41:10debaixo da terra,
41:12a produção está ficando
41:13muito ruim,
41:14apodrecendo,
41:15por excesso de água
41:17mesmo na margem.
41:18O produto vem
41:19com a qualidade bem inferior.
41:22Esse comerciante de melancia
41:23diz que tem tido
41:24dificuldade no abastecimento.
41:26Sabendo ser nosso aqui,
41:27100% de teixeira,
41:29teixeira de Feito Bahia.
41:30E por causa
41:31do acesso em linhares
41:32que está com problema,
41:33estrada ruim,
41:34muito buraco,
41:35barreira em estrada
41:36e difícil acesso.
41:38Mas não há
41:39desabastecimento,
41:40está dando para trabalhar.
41:43O fornecimento de frutas
41:45em geral tem sido
41:46bastante prejudicado,
41:48impactando no preço
41:49e na qualidade
41:50das mercadorias.
41:52A gente traz
41:53mercadoria de Rio Grande do Sul,
41:56Paraná,
41:56Santa Catarina
41:57e devido às ruas,
41:59barreiras,
42:00atraso de mercadoria
42:02no sul.
42:04Esse problema
42:05o Nordeste também
42:07não fica diferente,
42:08entendeu?
42:10tem caminhão que fica preso
42:12dois,
42:12três dias,
42:13tem que fazer desvio,
42:15isso encarece o frete,
42:17aí a demanda menor,
42:19fica mais caro
42:20e dependendo da região
42:22a qualidade cai também,
42:25mesmo caro,
42:26a qualidade do produto cai.
42:28O problema
42:29é a colheita
42:30de um chuveu,
42:32a durabilidade
42:33da fruta
42:34é bem menor.
42:36A combinação
42:38de chuvas intensas
42:39e estradas
42:40interditadas
42:41impacta diretamente
42:43na oferta
42:43de produtos
42:44na Seasa.
42:45De uma semana
42:46para outra
42:47houve redução
42:48de 16%.
42:49Para a gente
42:50ter uma noção,
42:51são 200 toneladas
42:53a menos
42:54de produtos
42:55comercializados.
42:56As hortaliças
42:57são as mais sensíveis,
42:58são as que têm
42:59tido prejuízo
43:01muito grande,
43:02principalmente
43:02com relação
43:03à produção.
43:04Tem havido
43:05uma queda
43:05muito grande
43:06também
43:06com relação
43:07às frutas
43:08em termos
43:09da qualidade
43:10delas,
43:11então nós temos
43:12frutas com menor
43:13qualidade,
43:14temos um impacto
43:15grande com relação
43:16às granjas,
43:18nós hoje
43:19o Espírito Santo
43:19é um dos maiores
43:20produtores de ovos,
43:22maiores produtores
43:23de frango,
43:24de carne,
43:25de galinha,
43:26do país
43:26e infelizmente
43:27nós não estamos
43:28tendo como
43:30retirar esses produtos,
43:32principalmente
43:33da região
43:33de Santa Leopoldina,
43:36Santa Maria de Etibá,
43:38Campinhos,
43:39Venda Nova
43:39do Imigrante,
43:40porque nós temos
43:41muito,
43:42estamos sofrendo
43:43muito com quedas
43:44de barreiras,
43:45a questão
43:46de estradas,
43:47existe,
43:48por exemplo,
43:49um mercado
43:50muito grande
43:50para o norte
43:51e para o nordeste,
43:52nós estamos aí
43:53com interdições,
43:54várias interdições
43:55da BR-101,
43:57então isso aí
43:58faz com que
43:59haja um aumento
44:00de custo,
44:01porque cada dia
44:02que você fica
44:02com frango
44:04na granja,
44:05você tem
44:06um custo maior,
44:07então eu entendo
44:08que esse prejuízo
44:10é muito grande
44:11e também
44:12o grande prejuízo
44:13de hortaliças,
44:14com a queda
44:15de produção
44:16e ao mesmo tempo
44:17com a perca
44:18no campo,
44:19isso traz
44:20um problema
44:21muito sério
44:21para o produtor rural
44:23em razão
44:24principalmente
44:24da qualidade
44:26do produto.
44:28A SEASA
44:29conta com
44:303.137
44:32produtores
44:33cadastrados,
44:34a maioria
44:35é de Santa Maria
44:36de Jeitibá,
44:37a região
44:37foi bastante
44:38afetada
44:39pelas chuvas.
44:40As pessoas
44:40não conseguiam
44:41chegar até o SEASA
44:42para fazer
44:43as suas vendas,
44:44um exemplo
44:45é de Santa Maria
44:46que é um dos maiores,
44:47nós temos o maior
44:47número de produtor rural,
44:49eles não conseguiam
44:50passar porque
44:50Santa Maria
44:51tinha muita água,
44:54não conseguiam
44:54passar,
44:55então uns
44:55ficavam lá
44:56e não conseguiam
44:57chegar aqui
44:58para fazer
44:58distribuição
44:58dos seus produtos.
45:00Os produtos
45:00estão mais caros,
45:02mas os preços
45:03devem baixar
45:04nos próximos dias.
45:05Quando há
45:06uma grande demanda,
45:08como houve
45:08o problema
45:09dessas chuvas,
45:10encarece um pouquinho,
45:12porque os produtos
45:13não conseguem
45:13chegar até o SEASA
45:15para distribuição,
45:16porém o que acontece,
45:17eu quero reafirmar
45:18para a população
45:18do nosso estado
45:19que desabastecimento
45:20não tem
45:21e nem vai haver.
45:22Já começaram
45:23a chegar até os produtos,
45:24aumentaram os produtos,
45:25aumentaram,
45:26cebola,
45:26batata que vem
45:27de fora do nosso estado
45:29e para chegar aqui
45:30os caminhões
45:30ficaram tudo parados
45:31e cebola e batata
45:32o período dela
45:34de degradação
45:36é bem menor
45:37do que um outro,
45:38entendeu?
45:38Então o que acontece?
45:40Chegou menos,
45:41aumenta um pouco o preço.
45:42Como está voltando
45:43o normal agora,
45:45quer dizer,
45:45o preço já está voltando
45:46se normalizar
45:48aqui no nosso estado.
46:00Confira agora
46:01as cotações
46:02do café da semana.
46:03O café
46:04Conilon tipo 7
46:05abriu a semana
46:06sendo negociado
46:07a 600 reais
46:08a saca,
46:09foi subindo
46:10e na sexta
46:11chegou ao patamar
46:12de 640 reais
46:14a saca,
46:15uma alta
46:16de 6,6%
46:17na semana.
46:18O Conilon tipo 7
46:208 foi cotado
46:21a 595 reais.
46:23Na sexta
46:24já havia subido
46:25para 635 reais,
46:28alta de 6,7%
46:30na semana.
46:31O Conilon tipo 8
46:32de acordo
46:33com o levantamento
46:34da Coabriel
46:34foi cotado
46:35na segunda-feira
46:36em 590 reais.
46:38O grão
46:38também subiu
46:39e encerrou a sexta
46:41em 630 reais
46:42a saca,
46:44alta de 6,7%
46:45na semana.
46:48Intervalo
46:49e no próximo bloco
46:50vamos até
46:50Vila Velha.
46:52Um jovem
46:53historiador
46:53passou a cultivar
46:55plantas raras
46:56e exóticas
46:56em casa.
46:58O negócio
46:58deu certo
46:59e tem espécies
47:00vendidas
47:01por até
47:028 mil reais.
47:03Até já!
47:21Cultivar plantas
47:22em casa
47:23se tornou
47:23uma paixão
47:24de muita gente
47:25na pandemia.
47:26E hoje eu te mostro
47:27um jovem
47:27que resolveu
47:28transformar
47:29o hobby
47:29de colecionar
47:30plantas exóticas
47:31e raras
47:31em um negócio
47:32rentável.
47:33Na sua loja
47:34online
47:34tem plantas
47:35de até
47:358 mil reais.
47:42De colecionador
47:43a lojista
47:44de plantas.
47:46Assim
47:46se denomina
47:47o Capixaba
47:48Alexandre.
47:49Apesar
47:50de pouca
47:50idade
47:51a paixão
47:51por plantas
47:52começou
47:53em 2019
47:54quando ele
47:55decidiu
47:55morar sozinho
47:56e precisou
47:57decorar a casa.
47:58Decidi
47:59antes um pouco
48:00da pandemia
48:00vir morar
48:01sozinho.
48:02Então
48:02colocar a plantinha
48:03dentro de casa
48:03assim como todo mundo quer
48:04dar uma vida
48:05para dentro de casa
48:06e tudo mais.
48:07O que aconteceu?
48:08A paixão
48:09cresceu
48:10mais do que devia
48:11eu acho até.
48:12Invadiu a casa toda
48:13né?
48:13Toda.
48:14Toda.
48:14E aí eu senti
48:15a necessidade
48:16de ir para um outro espaço
48:17e aí acabei
48:18abrindo a lojinha.
48:19Mas
48:19foi um grande processo
48:20até aí né?
48:24Alexandre
48:24segue o conceito
48:26moderno
48:26que consiste
48:27em utilizar
48:28a natureza
48:29como inspiração
48:30para toda
48:31decoração.
48:32O historiador
48:33por formação
48:34cuida as plantas
48:35em uma estufa
48:36em Vila Velha
48:37na Grande Vitória.
48:42Como ele já era
48:43colecionador
48:44de plantas exóticas
48:46a procura
48:47dos compradores
48:48pela internet
48:48foi quase
48:49espontânea.
48:51A página
48:52na web
48:52foi crescendo
48:53e os pedidos
48:54começaram a surgir.
48:56Em sua jornada
48:57Alexandre descobriu
48:59no Instagram
48:59uma ferramenta
49:00frutífera.
49:01Seu perfil
49:02dedicado
49:03às plantas
49:04reúne quase
49:0510 mil
49:06seguidores
49:06para trocar
49:07dicas
49:08e ensinar
49:09sobre
49:09diferentes espécies.
49:11Hoje eu posso
49:12fazer uma plantinha
49:12super ornamental
49:13muito bonita
49:14para quem quer ter
49:15plantas dentro de casa.
49:17Um filodeno lindo
49:18que é
49:18o filodeno
49:19de Andobuz.
49:20A loja online
49:21já existe
49:22há dois anos
49:23e já vendeu
49:24plantas
49:25com valores
49:25consideráveis.
49:27O preço
49:28varia
49:28de acordo
49:29com a espécie
49:30e também
49:31tamanho.
49:32Tem planta
49:32aqui
49:33que custa
49:34até
49:3410 mil
49:35reais.
49:36Eu comecei
49:36exatamente
49:37com as plantas
49:38totais
49:38plantas gerais
49:39de apartamento
49:40plantas
49:41para Urban Jungle
49:42só que hoje
49:43eu trabalho
49:43mais com as plantas
49:44exóticas
49:45tanto para coleção
49:45quanto para venda
49:46e temos alguns
49:47exemplos aqui atrás
49:48plantas mais baratas
49:50de preços menores
49:51como por exemplo
49:52o Antúrio
49:52Batman
49:53o Macrolóbio
49:54Batman
49:55ele é um híbrido
49:56muito bonito
49:57que custa
49:58em torno
49:58de 100
49:59150 reais
50:00e até as plantas
50:01mais caras
50:02também
50:02como por exemplo
50:03o Philodendron
50:04e o Semani
50:05que pode chegar
50:06a plantas
50:06de 8
50:0710 mil reais
50:08lembrando
50:09claramente
50:09que o valor
50:10das plantas
50:11escala
50:12de acordo
50:12com o tamanho
50:13também
50:13então
50:14uma planta
50:14menor
50:15vai custar
50:15menos
50:15já uma planta
50:16maior
50:17e mais
50:17enraizada
50:18mais estabilizada
50:18vai custar
50:19mais
50:22cerca de 90%
50:23dos compradores
50:24são de estados
50:26do sul
50:26sudeste
50:27e nordeste
50:28do país
50:29os capixabas
50:30ainda não investem
50:31tanto
50:32neste mercado
50:33as plantas exóticas
50:34são
50:35um hobby
50:37que está mais
50:38para a galera
50:39de São Paulo
50:40do Rio
50:40mas já tenho clientes
50:42aqui sim
50:42então tem 10%
50:43de clientes
50:44que estão aqui
50:44do nosso estado
50:45que compram comigo
50:46e que também
50:47estão
50:47cada vez mais
50:49se apaixonando
50:49pelas plantas exóticas
50:52e se você acha
50:53que é necessário
50:54cuidados especiais
50:56para ter
50:56dessas plantas
50:57em casa
50:58está enganado
50:59mesmo quem não
51:00tem intimidade
51:01com plantas
51:02pode pesquisar
51:03sobre os cuidados
51:04de cada tipo
51:05e assim
51:06começar um relacionamento
51:08que traz
51:09grandes benefícios
51:10para o imóvel
51:11e seus moradores
51:12às vezes o pessoal
51:13pensa que
51:14é um negócio
51:15muito difícil
51:16como eu vou fazer
51:17para cultivar
51:17uma planta
51:18tão cara
51:18e o principal medo
51:19que todo mundo
51:20me fala
51:20e se eu deixar morrer
51:23vou dar tão cara
51:24numa planta
51:25e se eu deixar morrer
51:25gente
51:26é mais fácil
51:27do que parece
51:27muitas pessoas
51:28ainda falam assim
51:29mas eu deixo morrer
51:30minha suculenta
51:31deixo morrer
51:31minha samambaia
51:32mas muitas vezes
51:33erram no cultivo
51:35dessas plantas
51:35a gente tem que pensar
51:37sempre
51:37eu dou essa dica
51:38para todos os clientes
51:39e dou agora
51:40para você ir de casa
51:40também
51:41quando você quer
51:42ter uma planta
51:42para que ela viva bem
51:43que ela cresça bem
51:44dentro do apartamento
51:45você precisa pensar
51:47na natureza
51:48como que ela é
51:49então na natureza
51:50onde ela fica
51:50normalmente você
51:51de casa vai
51:51numa cachoeira
51:52passa numa parte
51:54que tem uma mina
51:54de água
51:55você não vê uma samambaia
51:56ele vivendo super bem
51:57então gente
51:58porque ali a gente
51:59tem uma alta umidade
52:00né
52:00é uma região
52:01mais sombreada
52:02então não tenta
52:03colocar sua samambaia
52:04no sol
52:04que não vai dar certo
52:06borrifa a água nela
52:08que você vai ver
52:08sua samambaia
52:09exatamente
52:09você vai ver
52:10sua samambaia
52:11deslanchando
52:12então é só pensar direitinho
52:13como cultivar
52:14que dá certo
52:17no mar de concreto
52:19que são as grandes cidades
52:20a busca por algo natural
52:22é um movimento
52:24que vem crescendo
52:25muitas pessoas
52:26se a gente ver
52:27nossos pais
52:28às vezes
52:28avós
52:29tiveram
52:30cresceram num campo
52:31cresceram numa parte
52:32mais selva
52:33cresceram junto
52:34das plantas
52:35então quando a gente
52:36vem para
52:36para dentro da cidade
52:38a gente trazer essas plantas
52:39muita gente tem um apego afetivo
52:41também com as plantas
52:42né
52:42é
52:43ah porque quando vê samambaia
52:44lembra muito de casa de vó
52:45né
52:46da casa da tia
52:47então é nesse sentido
52:48assim que a gente consegue
52:49né
52:49também trazer
52:50essas plantinhas
52:52e
52:53deixar o
52:54nosso lar
52:55mais aconchegante
52:56o agrobusiness de hoje
53:06fica por aqui
53:07e eu queria agradecer
53:09a sua companhia
53:10em mais um domingo
53:11eu te espero
53:11semana que vem
53:12bom dia
53:13para saber mais
53:15sobre o mundo agro
53:16confira a coluna
53:17agrobusiness
53:18no folhavitoria.com.br
53:20e no nosso canal
53:22no youtube
53:23instagram
53:23arroba
53:24folhabusiness
53:25e também
53:26no meu instagram
53:27pessoal
53:27stefani.agronomia
53:29eu espero vocês
53:31nas redes sociais
53:32e no nosso canal
53:42e no nosso canal

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