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No 6º episódio da temporada do programa Mundo Business, Ricardo Frizera recebeu no estúdio Felipe Fioroti, sócio da Brava Entretenimento. A importância de se reinventar e explorar a criatividade, principalmente neste momento de muitas restrições, foi um dos assuntos debatidos no programa.
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NotíciasTranscrição
00:00Fique agora com o programa Mundo Business.
00:07BM Vitória, sua concessionária BMW no Espírito Santo.
00:11BM Vitória, sua concessionária BMW no Espírito Santo.
00:28Olá, seja bem-vindo ao programa Mundo Business deste domingo.
00:32Hoje nós vamos conversar com o maior empresário de entretenimento do Espírito Santo, Felipe Fiorotti.
00:37Também vamos falar sobre o mercado imobiliário aqui no estado, Vitória, Vila Velha, Serra, Linhares,
00:43o que está acontecendo com Luiz Henrique Stanger e dicas para você investir em imóveis com Ana Luíza Porto.
00:51Também vamos mostrar sobre a qualidade do padrão construtivo dos empreendimentos de alto padrão
00:57que estão sendo lançados aqui em Vitória e região.
01:01Fica aí que Mundo Business começa agora.
01:08A liderança de hoje já produziu mais de mil eventos para mais de um milhão de pessoas
01:13e já faturou em um ano mais de 40 milhões de reais produzindo eventos.
01:18Hoje eu estou aqui com Felipe Fiorotti, CEO da Brava e maior empresário de entretenimento do Espírito Santo.
01:24Fiorotti, muito obrigado pela presença.
01:26Obrigado a você, Ricardo, pela oportunidade aqui de mais uma vez estar contando um pouquinho da nossa história empresarial
01:31nesse programa que já está virando referência aqui no estado.
01:34Felipe, vamos começar falando um pouco sobre a sua trajetória.
01:37A gente já conversou há algum tempo sobre como que você começou nesse mercado,
01:41que é um mercado tido como desafiador.
01:43Queria saber, queria que você contasse aqui para os nossos telespectadores
01:47como é que foi o início da sua jornada empreendedora.
01:50A minha história começou, eu gosto de contar ela da pré-história até a história.
01:55A história começou ali por volta de 2002, quando eu já estava na faculdade,
01:59mas a minha pré-história começou em 97, era o meu aniversário ali, eu estava fazendo meu aniversário de 14
02:05anos.
02:06E aí meu irmão chegou para mim e falou, olha, vamos fazer uma festa?
02:10Falei, pô, vamos? Aonde? No porão de casa.
02:13Falei, pô, legal, e aí, como?
02:15Aí ele falou, olha, seu aniversário está chegando, você fala que é seu aniversário.
02:18E ali eu fiz minha primeira festa, era a festa do porão, e aí eu fiz lá no Corel Draw,
02:26na época, em 97.
02:27Que é um software de fazer desenho.
02:28Um software de fazer desenho, fiz o convite, o ingresso, comecei a vender.
02:32Na época só existia festa americana, e eu era ali dentro da escola vendendo os ingressos.
02:37Você vê como que eram as coisas.
02:39E aí meu pai, meu pai era um técnico de eletrônica, eu falei, pai, vamos construir.
02:44E ele tinha uma loja de som de carro.
02:46Eu fui lá, peguei as caixas de som automotivo, coloquei e falei, olha, vamos construir a iluminação, né?
02:52E ali a gente pegamos o projeto, construímos ali, a gente chamava até de farolzinho, né?
02:58Aquele conjuntinho de 3, 4 lâmpadas coloridas e a luz estroboscópica, que era aquele flash de luz que fica piscando.
03:07E a gente mesmo construiu, e ali eu fiz minha primeira festa, minha primeira label, que era a festa do
03:12porão.
03:13Fiz em 97, 98, 99.
03:15Que foi no porão da sua casa.
03:16Que foi no porão da minha casa, eu fiz duas edições no porão da minha casa, depois eu fiz na
03:19laje do amigo meu, que não era na laje, era um terraço.
03:22O terraço dele era bacana, tinha uma piscina, a gente começou a fazer lá, mas continuou como festa do porão
03:28e tal.
03:29E nessa época eu também virei DJ, fazia, tocava nas festas, toquei em festas de 15 anos, toquei em várias
03:35festinhas, a galera me ligava.
03:37Como eu já tinha iluminação, já tinha um som, por conta dos eventos, as pessoas me ligavam.
03:42Cara, você quer tocar aqui?
03:43Aí eu ia lá tocar, enfim.
03:45Também fui DJ aí nessa pré-história, nesse período.
03:48E aí da pré-história para a história?
03:50Da pré-história para a história foi quando eu entrei na faculdade, eu tinha parado para poder estudar.
03:55Tinha parado de fazer tudo para poder estudar, né?
03:58Foram dois anos estudando para conseguir passar ali na UFSS.
04:00Na época o vestibular ali era uma guerra, era muito difícil.
04:03Você passou em direito na UFSS?
04:04Passei em direito, era muito disputado.
04:07Eu parei dois anos da minha vida para poder estar estudando, né?
04:12Aquele garoto que entrou dentro da faculdade, que não tinha recursos ali para poder aproveitar,
04:18queria ter uma rendinha extra.
04:21E aí começou ali a empreender e a tentar fazer algumas coisas.
04:24Comecei trabalhando ali prafletando, depois como barman, fui DJ um tempo atrás.
04:32E aí eu, naquela fase ali, eu falei, ah, depois de alguns anos já trabalhando para outras pessoas,
04:41falei, ah, agora eu vou começar a fazer meus próprios eventos.
04:43E ali foi no ano de 2003 que eu resolvi ali começar a fazer minhas primeiras festas.
04:50Isso aí, você começou então panfletando no sinal e depois começou a fazer festas pequenas dentro de casa, é isso?
04:56É, na verdade a gente começou trabalhando, panfletando para os eventos, né?
04:59Para os eventos, tá.
05:00Então, geralmente a mídia para eventos é mais ali focada na faculdade, na porta da faculdade, na porta do colégio.
05:05E depois, quando eu entrei dentro da UFSS, fui formado em Direito na UFSS,
05:13surgiu a oportunidade de fazer os eventos universitários ali, o evento da turma, o evento do curso, da faculdade.
05:20Ali nasceram algumas que a gente chama de labels, né?
05:23São projetos que a gente fazia.
05:26Inclusive tem uma que eu carrego até hoje, já são quase 20 anos de festa,
05:30uma festa que eu carrego, foi um dos meus primeiros eventos.
05:34Qual que é?
05:34É o Bebo Direito, que acho que todo universitário, acho que do estado já deve ter ido em alguma oportunidade,
05:41né?
05:41E depois foi um evento também que virou um evento do curso de Direito da UFSS, foi para Direito da
05:45FDV,
05:46enfim, foi uma festa bem tradicional aí, já é bem tradicional aqui no estado.
05:51E ali eu comecei, né?
05:53Estou ganhando, perdendo, ganhando e perdendo, né?
05:56É um mercado muito difícil, não é fácil, porque é um mercado onde você...
06:01Não existe margem de lucro.
06:03Eu sempre brinco com a galera assim, qual é a margem de lucro do evento?
06:06Não existe, existe margem de risco, apenas.
06:09A de lucro, você pode ter um faturamento alto e mesmo assim não sobrar nada.
06:16Isso acontece até hoje, até nos dias de hoje.
06:18É natural, é normal, é um mercado de alto risco, é um mercado difícil.
06:23Onde você depende, além do seu trabalho, você depende ainda de vários fatores externos.
06:31Temperatura, clima, pressão, o próprio efeito manada, concorrência no dia, período do ano, enfim.
06:39Às vezes você está fazendo um determinado evento no período onde está todo mundo guardando dinheiro para o verão,
06:45ou naquele dia ali choveu, ou se você está fazendo um evento para o público universitário, é provas, né?
06:54Sempre há, são vários fatores que têm que ser estudados, né?
06:57O profissional do evento, ele tem que estar sempre antenado, principalmente do meu segmento,
07:02que é um segmento de aberto ao público, de venda de ingressos, né?
07:07Você tem que estar sempre...
07:08É um mercado mais difícil, com certeza.
07:12É um mercado também que as pessoas glamourizam mais, né?
07:18Dão mais glamour, porque você está ali em contato com o artista,
07:20mas é um mercado, com certeza, mais difícil e mais desafiador.
07:23E aí, desse início lá das festas pequenas, da panfletagem,
07:28até começar a fazer grandes projetos, como você trouxe aqui para o Espírito Santo,
07:33grandes projetos, projetos inovadores, artistas, pela primeira vez aqui no Estado.
07:38Fala um pouco para a gente como é que foi essa virada aí do Felipe,
07:42que panfletava na porta das universidades, para o Felipe empreendedor,
07:46de começar a fazer esses eventos.
07:48E quais foram os grandes eventos que vocês trouxeram para cá?
07:51Então, por eu ser uma família de poucos recursos, né?
07:56Tudo na minha vida eu tinha que ser com o pé muito no chão e dando um passo de cada
08:02vez.
08:02E também, assim, eu sempre tive, digamos assim, a humildade necessária para entender
08:11até onde a minha capacidade técnica poderia ir e de que forma eu poderia realizar e crescer
08:20sem, digamos assim, sem atalhos, né?
08:25Sem atalhos, sem ter que procurar, às vezes, atropelar algum outro profissional que já esteja no mercado.
08:35Então, eu sempre tive muito cuidado de procurar meu espaço.
08:38Eu comecei produzindo alguns eventos universitários,
08:41depois eu passei a trabalhar com casas noturnas, lá por volta de 2005, 2006.
08:46Havia sempre intercessões, ao mesmo tempo que eu estava ali trabalhando muito na noite,
08:50em casas noturnas, eu também fazia um ou outro show, tentava almejar alguma coisa maior.
08:57E ali foi 2006, 2007, 2008, eu fui trabalhando com projetos em casas noturnas
09:03e também alguns eventos maiores.
09:05Quando foi 2008 para 2009 ali, eu achei um nicho de mercado que ainda não era explorado aqui no Estado
09:12e pouco explorado no Brasil, que era produzir shows, não shows grandes,
09:18mas shows bacanas de artistas de médio porte, em casas noturnas, com capacidade acima de mil pessoas.
09:26Isso foi um estalo legal.
09:29Ali eu comecei a ter contato maior com artistas de médio porte.
09:34Você tem alguns nomes para a gente?
09:36Estamos falando de Anitta, estamos falando de Naldo, estamos falando do MC Marcinho, do Bochecha, da Valesca,
09:44do próprio Tiro Ternura, que era do Thiago Martins e do Molejo.
09:48Nós estamos falando de 2008, 2009, não estamos falando dos dias atuais.
09:52Então são artistas ali que estavam crescendo, que estavam subindo na carreira.
09:57E foi um nicho de mercado também que eu achei que foi muito legal,
10:00que era ali o funk e o pop.
10:05Porque na época o ritmo número um era o axé ainda,
10:08e o axé era um ritmo, vamos dizer assim, dominado por outros players que já estavam trabalhando há muito tempo
10:15ali.
10:16Então eu tive que achar, procurar, eu até brinco que foi uma estratégia ali do Oceano Azul.
10:23Procurei um nicho de mercado que ainda as pessoas não estavam utilizando.
10:26E esse nicho foi, além de trazer o funk, tirar ele da periferia, levar ele para as classes mais abastadas,
10:35com projetos desse porte, em boates, em casas noturnas,
10:42também foi o meu primeiro contato com artistas que já tinham algum nome, já estavam na mídia, já estavam mais
10:51fortes.
10:52Então ali começou e dali eu tive coragem de fazer, de tentar voos mais altos,
10:59que foi 2011, 2012, 2013, eu acho que foi realmente ali 10 anos de mercado,
11:04foi quando eu comecei a fazer grandes eventos e grandes shows.
11:07Aí, desse início aí, de 10 anos de mercado, até agora, quais foram os grandes eventos que você realizou?
11:14Alguns exemplos desses grandes eventos, alguns cases de sucesso que você tem aqui no Estado,
11:19como um dos maiores eventos que já foram feitos aqui na história do Rio de Janeiro?
11:22É, dali em diante a gente fez todos os shows do Brasil hoje.
11:26Então estamos falando aí no Pop, Dinando Reis, Frejá, Lulo Santos, no Sertanejo, Gustavo Lima, Jorge Matheus,
11:34Zaneto Cristiano, Henrique Juliano, no Funk, também praticamente todo mundo, o próprio Denis, com o Baile do Denis,
11:41que foi um grande projeto, Anitta, Ludmilla, no Eletrônico, Vintage, Alok, Dub Dois,
11:50acho que assim, no Axé, Durval Lelys, Bel Marques, enfim, eu acho que é praticamente toda essa gama de artistas
11:58que a galera hoje ouve, que a turma tá ouvindo, de lá pra cá a gente fez todos, foi assim,
12:03um ritmo muito forte, né?
12:06E cara, eu acho que assim, pra falar de projetos, vamos lá, Ricardo, vamos citar aqui um projeto de casa,
12:13a gente fez aí, a gente, ficamos quatro anos comandando o Multiplace Mais,
12:19que era uma casa muito tradicional no estado, e graças a Deus a gente teve a oportunidade lá de bater
12:27todos os recordes do Mais,
12:28a gente teve recorde de público durante a temporada de verão, a gente teve o recorde da segunda quinzena de
12:33público,
12:34nós tivemos recorde de bilheteria e saímos da casa com um dever de casa cumprido, com uma missão cumprida,
12:44tivemos um case muito legal com o Café de La Muzique, mas eu gosto muito de citar o Embrasado,
12:49o Embrasado é uma casa em Vitória, uma casa no meio da Praia do Canto, que já são três anos,
12:58três anos de sucesso,
12:59as pessoas adoram lá, é uma casa que vai ao encontro do que as pessoas querem hoje, quando casas noturnas
13:06realmente caíram,
13:07as pessoas, a gente está falando de um pré-pandemia, mas as casas noturnas vêm caindo,
13:13essa proposta de casa noturna, hoje a nova geração já não consome,
13:18o Embrasado é uma casa que as pessoas gostam muito de consumir, porque é aberto, porque é descontraído,
13:23porque é diurno também às vezes, porque é diurno, começa mais cedo,
13:28então acho que isso tudo fez com que o Embrasado tenha sido um case de casa muito especial.
13:34case de evento, eu vou citar o Baile do Dênis, eu não poderia deixar de citar,
13:40o Baile do Dênis realmente foi uma virada de chave muito legal para o Dênis, para mim,
13:47foi meu primeiro show com 16 mil pessoas, acima de 10 mil, já foi para 16,
13:53e era uma coisa que eu galgava, fazer shows acima de 10 mil pessoas,
13:59que ficaram raros, cada vez mais raros, antes eram mais fáceis, hoje são mais raros,
14:05porque as pessoas procuram também eventos menores.
14:07Foi algo que eu venho construindo com o próprio artista, foi uma construção,
14:12eu, artista empresário, desde o iniciozinho lá, a gente veio levando ele para todos os cantos do Estado,
14:18foi bem planejado, foi um evento planejado e a gente conseguiu ter um sucesso,
14:24que ecoou no Brasil inteiro, virou referência para o artista, virou referência...
14:28Você lançou o Baile do Dênis, ou isso?
14:30Eu não lancei, já tinha sido lançado no Rio, já tinha tido a primeira edição,
14:35mas os que tiveram maior público e maior sucesso foram aqui no Estado,
14:38e isso enche a gente de orgulho, porque realmente o super baile,
14:43esse baile de super produção foi lançado aqui, com uma produção enorme, gigante,
14:51com fogos, com toda a parte de periotecnia, com esse público foi aqui realmente.
14:58Então foi daqui que nasceu o super baile, que a gente gosta de dizer.
15:02Uma casa, um projeto?
15:04Um projeto, cara, eu acho que a gente tem que falar aí do The Best Summer of Your Life,
15:10que eu acho que foi um divisor de águas para Guarapari.
15:14Porque esse projeto foi quando eu realmente acreditei que Guarapari poderia funcionar ao longo do mês inteiro.
15:23Antes, Guarapari se restringia muito à parte do pré-Réveillon, Réveillon e a primeira quinzena.
15:31Eu falei, cara, vamos estender esse projeto, vamos fazer esse projeto durar o mês inteiro.
15:37E com várias casas funcionando.
15:41Então, no primeiro ano, foi um pouco da Lua Azul, Mansão 300 e Multiplace Mais,
15:47de uma maneira harmônica e unificada.
15:50Depois, no ano seguinte, a gente já estava ali lançando o Café de la Musique.
15:57Então era Multiplace Mais, Café de la Musique e Pedreira.
16:02Então eu acho que foi um projeto que conseguiu, de certa forma, colocar Guarapari no mapa,
16:12no circuito dos grandes balneários do Brasil.
16:15E isso é um motivo também de orgulho.
16:18A gente começou a fazer eventos todos os dias e deu certo.
16:22Felipe, quais são as principais características que você acredita que você precisou ter
16:27para fazer esses projetos, eventos, casas de sucesso?
16:31E quais as características que você precisou também buscar em outras pessoas,
16:36sejam os artistas, sejam os seus sócios,
16:38para fazer com que essa equipe se complementasse e as coisas conseguissem avançar da forma como avançaram?
16:44Olha, primeiro, eu acho que assim, eu sempre fui uma pessoa muito destemida.
16:51E porque, na verdade, a minha faculdade, meu curso em Direito na UFSS,
16:57ele era um curso de segurança.
17:00Era quando eu estava terminando o curso, eu tinha que decidir entre o Direito e minha carreira de eventos.
17:08E ali naquele momento eu falei, cara, se tudo der errado, eu volto para o Direito.
17:13Eu volto para a casa da mamãe e do papai, estudo que nem um doido e vou passar em alguma
17:21coisa e vou me garantir.
17:23Então, exatamente por essa garantia, eu sempre fui muito destemido por achar que eu teria um Porto Seguro.
17:30E o Porto Seguro não era meu pai e minha mãe, o Porto Seguro eram os meus estudos.
17:36Por isso que eu falo para todo mundo que é importante a capacitação, porque o Porto Seguro de todo mundo
17:42é a sua capacitação.
17:44Ninguém vai tirar o seu conhecimento de você.
17:48Eles podem tirar o seu dinheiro, eles podem tirar a sua carreira, a sua profissão, mas o seu intelecto, o
17:55seu conhecimento, ninguém vai tirar.
17:56Esses relacionamentos também, os de verdade.
17:59Os relacionamentos de verdade também, com certeza.
18:01Então, assim, eu tinha como Porto Seguro o meu curso e dali eu fui de maneira destemida empreender.
18:12E fui empreender com o que eu mais gostava, que era eventos.
18:19Então, não era trabalho, era diversão.
18:22A gente brinca, é clichê falar que quando você trabalha com o que você gosta, você não trabalha.
18:30E para mim não era trabalho.
18:32Eu acordava de manhã com vontade de fazer.
18:35Quando você acorda de manhã com vontade de fazer, ninguém vai te segurar.
18:38Felipe, agora falando do momento atual, do setor de entretenimento na pandemia.
18:44A gente sabe que as festas tiveram que ser interrompidas por muito tempo.
18:49E a expectativa do público é muito grande de que essas festas voltem a acontecer.
18:53As pessoas estão querendo sair de casa, estão querendo voltar para os bares, voltar para as festas, voltar para os
19:01eventos.
19:02A gente vê em alguns países do mundo já uma liberação total.
19:05E aqui no Brasil tem sido um pouco mais lento.
19:08O que está acontecendo que está tornando essa retomada tão difícil?
19:12Olha, primeiro são os problemas que a gente já naturalmente já vem enfrentando e todos sabem que é a parte
19:19da vacinação.
19:20O Brasil é um país continental, com mais de 200 milhões de habitantes.
19:26Então, apesar de ser considerado também uma máquina de vacinar, a gente tem o SUS que vacina muito bem.
19:34A gente não estava com uma disponibilidade tão grande de vacinas.
19:38No momento atual, eu acho que está faltando um pouquinho de planejamento da vacinação.
19:44Uma matéria, inclusive, foi uma percepção que eu tive e acabou coadunando com uma matéria que eu li no Brasil
19:51Journal,
19:51que a vacinação no Brasil não acompanhou a entrega de vacinas.
19:56Ou seja, muita gente fala, ah, quero mais vacina, quero mais vacina.
20:00Mas a vacinação não está condizente com a quantidade de vacinas que estão sendo entregues nesse momento.
20:06Então, nesse momento, o que precisa ser feito agora é a aceleração da vacinação.
20:12A gente está com, só no Espírito Santo, chegando agora nas próximas 48 horas,
20:16uma quantidade de mais de 130 mil vacinas, nós vamos ter aí mais de 500 mil vacinas paradas.
20:23E não faz muito sentido essas vacinas estarem paradas, porque, em sua maioria, elas são da AstraZeneca Oxford,
20:30que o período para a segunda dose é de 90 dias.
20:33E a gente já tem aí a projeção de que nós próprios vamos produzir o IFA, né?
20:39E não temos...
20:41O IFA é a matéria-prima necessária para produzir as vacinas.
20:44O Brasil agora vai ser independente na produção de IFA.
20:48Então, não há nenhum motivo que preveja que nós não teremos uma entrega constante da Fiocruz.
21:00Ou seja, a gente poderia estar utilizando essas vacinas agora.
21:04Lembrando que a Oxford, na maioria dos estudos, já reduz em 50% a taxa de contaminação
21:10a partir da primeira dose e já imuniza em 70%.
21:14Então, são doses preciosas que poderiam estar sendo utilizadas.
21:17E aí, olhando para o reflexo disso dentro do setor de entretenimento.
21:20Levando isso para o setor de entretenimento, nós vamos ter uma redução, com certeza, dos números.
21:24Nós vamos ter uma quantidade de pessoas já vacinadas com a primeira dose maior.
21:28E, mais rapidamente, nós vamos ter segunda dose.
21:30Ou seja, a gente mais rapidamente vai poder estar voltando com as nossas atividades.
21:35Mas, voltando com as atividades, eu acho que o que está faltando para nós aqui,
21:38do Espírito Santo e em alguns locais, é mais, vamos dizer assim, coragem e pioneirismo de fazer as coisas
21:46da maneira correta e com a ciência do lado.
21:51Hoje a gente já tem testes de PCR com 96% de acertabilidade e testes rápidos,
21:58que saem ali de 15 a 25 minutos o teste.
22:01Então, assim, para voltar aos eventos, na minha cabeça é muito simples.
22:08É testar todo mundo.
22:09Fazer eventos livres de Covid.
22:11Então, a sua sugestão é que vocês mesmo testem as pessoas que querem participar dos eventos.
22:16Sim.
22:16A Abrap já tem programado um evento teste.
22:20A Abrap, que é a Associação de Eventos.
22:22A Associação Brasileira de Produtura de Eventos, o Sessional Espírito Santo,
22:25já tem um evento teste para ser marcado.
22:27Mas a gente vê muita demora em relação às autoridades para que isso seja efetivamente já programado, marcado.
22:37A gente vê que, infelizmente, se coloca em segundo plano os eventos, né?
22:44Mas eu acho que os eventos poderiam contribuir e muito no combate.
22:50Esse setor sofreu muito durante a pandemia.
22:52Foi o primeiro que parou e vai ser o último que vai voltar.
22:54Praticamente todas as atividades já voltaram.
22:57A gente falando aí em arrecadação para o Estado.
23:00O Estado do Espírito Santo, em 2020, praticamente não teve muita variação na arrecadação.
23:06A gente viu grandes empresas aqui do Estado que tiveram, vamos dizer assim...
23:11Bons resultados.
23:12Bons resultados.
23:13Com a pandemia, a gente vê Vale do Rio Doce.
23:15Especial exportadoras de commodities, Vale.
23:17Exatamente.
23:18Então, o Espírito Santo não deixou de arrecadar, ou seja, o Espírito Santo ainda teve os incentivos federais.
23:25O Espírito Santo está com receita, está com caixa para fazer essas testagens, para ajudar esse setor.
23:33E a gente não vê efetivamente uma ajuda efetiva.
23:38Quando se libera o valor lá pelo Bands, o que eu vejo é o setor de bares e restaurantes com
23:44extrema dificuldade.
23:47O setor de eventos...
23:47Para tomar os empréstimos do Bands.
23:48Tomar os empréstimos, porque exigem muitas garantias.
23:52A gente não teve, assim como na Europa, subsídios para esses setores de bares e restaurantes.
23:58Então, assim, a gente sabe que o setor de serviços é o setor que emprega mais no Brasil.
24:02Então, falta esse apoio, falta essa atenção, falta esse carinho com o setor que gera tanto turismo,
24:14gera entretenimento, tem uma força de relacionamento muito grande.
24:18A gente vai ver isso em 2022, nas próximas eleições, como esse setor vai se organizar para ter força realmente
24:25nas eleições.
24:27E eu acho que é um setor que está um pouco abandonado.
24:30Bacana. Felipe, para finalizar aqui, um bate-bola, uma liderança que te inspira?
24:34Roberto Medina.
24:36Roberto Medina, que é o CEO, o fundador do Rock in Rio, não é isso?
24:39Exato.
24:40Uma empresa que te inspira?
24:41Apple.
24:43Um princípio não negociável?
24:45Honestidade.
24:46Uma vitória?
24:47Viver da minha profissão.
24:48Uma derrota?
24:49Perder coisas que você construiu.
24:52Melhor investimento?
24:54Meus estudos.
24:55O pior investimento?
24:56Mexer com formaturas.
25:00Um livro?
25:02Outlier.
25:03A virada de chave na sua vida?
25:05O Baile do Denis, de 2016.
25:07Felipe, se pudesse deixar um recado para quem nos assiste agora, qual seria?
25:12Você só tem uma vida.
25:16E ser feliz, como Aristóteles dizia, é você ter o que fazer, ter o que amar e ter o que
25:25querer.
25:26Então, para ser feliz plenamente, você vai ter que fazer alguma coisa.
25:31Então, faça o que você ama, faça o que você gosta, que o resto vai ficar mais fácil.
25:37Show, Fiorotti.
25:38Muito obrigado pela entrevista, parabéns pela trajetória.
25:40Esperamos te rever em breve, nas festas, nos shows, nos bares.
25:44Espero rever você, Ricardo.
25:46Espero rever todo mundo que está nos assistindo também nos eventos.
25:50Eu acho que é um desejo de todo mundo estar participando e estar voltando a curtir os shows, curtir as
25:54festas.
25:54E ter esse entretenimento aí que todo mundo ama, né?
26:02Mundo Imobiliário.
26:06Ofrecimento Alu Nobre.
26:20O mercado imobiliário de luxo e alto padrão no Brasil tem algumas peculiaridades.
26:26Uma delas é o descolamento do crescimento do Brasil.
26:30Mesmo em meio à crise gerada pela pandemia, o mercado de alto padrão, quando o assunto são imóveis, não parou.
26:37Muito pelo contrário.
26:39Empurrado pela baixa taxa de juros, esse mercado viu as vendas decolarem tanto de apartamentos, como de casas e terrenos
26:47para construção.
26:51Segundo o radar imobiliário da Apex Partners, no primeiro trimestre de 2021, Vitória registrou 193 vendas de imóveis residenciais.
27:01Um crescimento de 127% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
27:07O mesmo estudo registrou um preço de até 20 mil reais o metro quadrado.
27:13Nesses imóveis, se destaca o maior investimento em acabamento, decoração e um forte gasto com arquitetura de forma geral.
27:24Hoje vamos conhecer a empresa Capixaba, que é referência quando o assunto são esquadrias de alumínio.
27:31Eu estou na Alunobre, empresa que já participou de diversos lançamentos imobiliários e construção de casas de alto padrão.
27:38Para isso, vou conversar com as lideranças à frente da empresa.
27:52Seu Paulo, as esquadrias de alumínio são muito importantes para as construções.
27:58Não só as esquadrias, como também os revestimentos de fachada.
28:02Eu queria que o senhor me dissesse qual é o objetivo de uma boa qualidade na esquadria e no revestimento.
28:09Eu costumo dizer ao cliente, enfatizar, que às vezes não é dado o valor exato à esquadria.
28:20Mas é importantíssimo, porque é ela que vai isolar o ambiente externo do interno.
28:29E os revestimentos também protegem as obras, evitando as patologias muito comuns na construção civil, nas alvenarias.
28:39Perfeito.
28:40Você revestindo a alvenaria, você vai evitar as patologias existentes em pastilhas, cerâmicas.
28:46Muito comum, além da limpeza, que o pó de minério aqui é bem intenso e facilita nesse caso.
28:55Além do vida também, que facilita a limpeza.
28:59Então eu digo que a esquadria é o que dá um acabamento final ao empreendimento.
29:10Perfeito.
29:10Então a gente pode dizer que a esquadria é tão importante quanto, vamos falar assim, a estrutura que foi construída.
29:20Porque se você constrói uma coisa muito boa e depois vai mobiliar por dentro e decorar, mas a falha na
29:27esquadria, quando chover, ventar e poeira, etc., vai estragar tudo lá dentro.
29:33Ela tem que ser aplicada para justamente ter um conforto termoacústico, que eu definiria como um termoacústico.
29:41Ela tem que ter um bom isolamento térmico, através de alguns vidros e devido à demanda, cada empreendimento tem uma
29:48demanda.
29:50E acústico também, ela tem que ser bem vedada.
29:53Hoje com cada dia mais exigência de isolamento acústico e cada dia vai ter mais.
29:58Tanto das normas como dos clientes.
30:00Quanto das normas já está aí.
30:02Já está.
30:02A norma já está aí e cliente cada dia mais exigente.
30:06Nesse segmento que eu estou focado, que é o alto padrão.
30:09Que é o alto padrão.
30:10E falar em alto padrão, o senhor teve uma trajetória até alcançar esse know-how e também reconhecimento do mercado
30:19de parceiros.
30:20Você conta um pouquinho para a gente como é que foi essa caminhada até onde a gente está hoje aqui
30:24com a Alonobre?
30:25Nesses 35 anos que a gente fez esse ano, em março, eu sempre tive, desde quando comecei a empresa, eu
30:34sempre pensei em ser diferente.
30:36O que é ser diferente?
30:39É chegar primeiro de qualquer...
30:41Antes que tenha demanda, eu já estou oferecendo a demanda.
30:46Como foi isso?
30:47Foi através da primeira feira que eu fui internacional, que foi em 94, na Itália.
30:52De lá abriu a minha mente para enxergar as possibilidades e que o mercado estava carente.
30:59Aqui no Brasil não tinha nem de perto aquilo que eu vi lá.
31:03Isso pode exemplificar o que você viu lá naquela época, em 94?
31:07Exatamente.
31:08Acabamento, o cuidado da funcionabilidade do produto, componentes de alto padrão, de funcionamento e tecnologia agregada.
31:19Tecnologia de máquinas, equipamentos.
31:20Foi aí que a gente, definitivamente, eu optei por esse público, que é o do alto padrão, o que requer
31:30um pouco mais de elaboração no produto.
31:34E, obviamente, insumos e produtos de qualidade vão transformar esquadrias e revestimento de qualidade.
31:44Sim.
31:44Logicamente, aí você está com alto valor agregado, embarcado no produto.
31:50Perfeito.
31:51Quais seriam aí um diferencial que a Alunobre enxergou primeiro no mercado e disponibilizou para o cliente?
31:57Exatamente, design de produto.
32:00Perfeito.
32:00São esquadrias que atingem grandes vãos, com desempenho, que tenha bom desempenho acústico, principalmente.
32:10Perfeito.
32:11Térmico aqui, a gente não tem uma variação muito grande em temperatura, então não é tão impactante, mas acústica sim.
32:19Tem várias demandas já no mercado.
32:22Então, eu falo dessa antecipação e oferecer ao cliente, antes que ele pense, você já oferece.
32:31E já mostra também, já mostra o diferencial, o que ele tem que observar numa esquadria.
32:40Aí a gente sempre teve um showroom para o cara tocar no produto, para ele ver vídeos, sempre teve.
32:48Perfeito.
32:48Tocar, o cara precisa de tocar no produto.
32:50Para entender que é aquilo que ele vai utilizar ao longo da vida útil ali, que é uma vida inteira
32:55de um imóvel, né?
32:56E às vezes, nem todo mundo pensa assim, né?
32:59Fala que é assim, mas o cara fala, sim, mas cadê o produto?
33:03Não entendi.
33:03É preciso de tocar no produto para ver o diferencial, exatamente isso aí.
33:07Seu Paulo, queria agradecer, abrir as portas da Alunobre e estar com a gente nesse projeto.
33:12É uma grande honra para o mundo imobiliário retratar a sua história para o mercado.
33:16E é isso aí, agradeço a você. Obrigado.
33:18Obrigado.
33:31Eu estou aqui com o Bernardo Grasseli, ele que é arquiteto urbanista com passagens pelo exterior
33:36e trabalha na DG Projetos, do engenheiro de Ocelio Grasseli, há mais de 40 anos no mercado.
33:44Bernardo, seja muito bem-vindo.
33:45Obrigado pelo convite.
33:46A gente tem visto, principalmente localmente, que a arquitetura está num desenvolvimento partindo quase que para a arte, né?
33:56Com esses projetos que vão muito para o lado de esculturas ali, você vinha comentando comigo.
34:03Isso.
34:04Eu queria que você falasse um pouquinho sobre essa virada da arquitetura local e como é que é isso para
34:08você.
34:09Os projetos, hoje em dia, eles têm tomado uma pegada de design muito forte.
34:15Porque o mercado aprendeu que dar essa característica num prédio mais individual, mais marcante, ajuda a vender.
34:23Não é só mais um prédio no contexto.
34:26É o prédio com aquelas características.
34:29Então, todo projeto agora é uma oportunidade de ousar um pouco mais e dar uma trabalhada melhor nas formas e
34:40na arquitetura.
34:41Agora, tem locais e tem tipos de obra que você sonha, né?
34:47Que dão muita liberdade.
34:49Que foi o caso do Celso Calmon.
34:51É um prédio num terreno amplo.
34:54É um prédio um por andar, que dá muita liberdade.
34:58É muito esbelto, né?
34:59E é um prédio de altíssimo padrão.
35:01Então, na concepção dessa obra em particular, a gente pôde ousar bastante.
35:11E o argumento de venda nosso foi justamente esse.
35:14Olha, nós não temos muitas oportunidades de fazer arquitetura tão arrojada assim.
35:22Se não for num prédio, no coração da Praia do Canto, um por andar de altíssimo padrão,
35:28eu não consigo fazer um design assim em lugar nenhum do mundo.
35:32Tem que ser aqui.
35:33Tem que ser aqui.
35:33Aí eles toparam, né?
35:35Legal.
35:35Então, a gente fez esse tipo de arquitetura assim, bem escultural, né?
35:43Usando bastante das formas, da transição de planos, abas.
35:50Você me dizia que é escultural, pra gente explicar pro nosso telespectador,
35:55porque escultura tem uma só cor, mas...
35:59Mas muita forma.
36:00Muita forma.
36:00Muita volumetria.
36:02Volumetria.
36:02E isso que nós trabalhamos.
36:03Uma cor única aqui, na fachada inteira, mas com muita saliência, muita reentrança,
36:10muita mudança de planos e deu essa característica interessantíssima no prédio,
36:14que não precisou de usar cor.
36:16Muito legal.
36:16A gente usou só uma cor e já deu o recado todo com forma.
36:20Muito legal.
36:20Que é uma arquitetura muito mais cara e muito mais complicada.
36:23E nesse caso aqui, né?
36:25Que além de ter essas variações de forma, nós temos muitas áreas curvas aqui.
36:33Então, pouquíssimos fabricantes de esquadria iriam conseguir executar esse tipo de design
36:41nesse material.
36:55Eu tô aqui com o Felipe Garaípe, ele que é diretor comercial na Alunobro Industrial,
37:01empresa do ramo de metal mecânica e fábrica de esquadrias de alumínio.
37:06A gente tá aqui hoje numa obra de altíssimo padrão.
37:10Os apartamentos aqui têm mais de 200 metros quadrados.
37:13O que chama atenção nesse caso foi o design do prédio,
37:17que eu vou dizer assim que é um dos mais diferenciados até o momento da Ilha de Vitória.
37:23Como é que foi pra Alunobre estar participando desde a concepção do projeto
37:28até a parte principal, que é a instalação das esquadrias?
37:31Sim, foi bem desafiador, né?
37:34Porque realmente é um prédio sem precedentes aqui em Vitória,
37:39a nível de estética, acabamento, design, exigência também, né?
37:44E nos últimos tempos, graças a um trabalho de longo prazo,
37:50a gente tem tido muito essa questão da normatização,
37:54de não ter só a estética, mas também trazer o desempenho
37:57pras pessoas que adquirem o imóvel, pra que elas comprem o imóvel
38:01e realmente vivam felizes dentro dele durante muito tempo.
38:04E falando nisso, em capacidade técnica,
38:08quais são os principais processos na cadeia de produção das esquadrias de alumínio
38:14pra poder garantir essa qualidade que alcance aí as normas,
38:21tanto do conforto quanto de acústica?
38:23Qual é o diferencial hoje da Alunobre?
38:26Apesar da obra em si, do projeto, ele tem uma característica artesanal
38:32pelo formato e pela própria concepção do projeto, né?
38:38A gente trabalha hoje com profissionais de mais de 20 anos de carreira no setor,
38:43incluindo o nosso diretor, né?
38:45Que é o Paulo.
38:46E toda essa experiência alinhada com bons fornecedores que a gente tem,
38:51com bons parceiros também, parceiros clientes na construção dos prédios,
38:57ajuda a gente a chegar nesse resultado final com qualidade, com estética, com acabamento,
39:04além de toda a nossa planta industrial com maquinário de altíssimo padrão,
39:10de última geração.
39:12Então, basicamente, é conhecimento técnico, tecnologia e bons parceiros
39:16que permitem a gente a chegar num resultado como esse.
39:20A gente viu muita gente partindo para a construção de casas, né?
39:24Os condomínios horizontais, muitos deles tiveram sold out, ou seja,
39:28venderam tudo que tinham em estoque e as pessoas estão até fazendo a revenda desses terrenos
39:33para a construção de casas.
39:36Vocês estão atuando muito forte, né?
39:38Não só nos condomínios horizontais, mas também em bairros como Mata da Praia,
39:43Ilha do Boi, Ilha do Frade.
39:45Como é que é esse trabalho com o cliente de casas, né?
39:48No prédio é uma situação mais de linha de produção,
39:52apesar do trabalho ser bem artesanal e de perto,
39:56mas como é que é tratar ali o cliente e cada casa de um jeito, de um projeto?
40:01Nesse mercado, ele tem um viés muito específico, né?
40:05Que o cliente, ele não conta com uma assessoria de engenharia e arquitetura
40:11igual a um prédio com um porte desse que a gente está.
40:15Então, quando eles procuram a alo nobre,
40:19geralmente para esses projetos de alto padrão,
40:22a gente oferece, além de técnica, acabamento, qualidade,
40:25a gente traz uma segurança para o cliente
40:29de que durante a avaliação do projeto, a avaliação de soluções,
40:34a gente tenta trazer não só o projeto do arquiteto à vida, né?
40:38Como trazer também para o cliente esse desempenho,
40:41já que ele não vai ter todo esse corpo técnico
40:44que uma construtora ou uma empresa
40:47que está desenvolvendo um projeto mais vertical tem, né?
40:52E aí é legal dizer o seguinte, né?
40:54A casa de praia vai ter um tipo de vidro e um tipo de linha de esquadria,
41:00a casa de montanha outra, às vezes um local tem muito barulho,
41:05uma rua mais tranquila, tudo isso vai mudando, né?
41:07Sim, exatamente.
41:08Tudo isso é um...
41:10Por isso que a gente se propõe a analisar pessoalmente
41:13cada projeto de casa, porque ele é muito específico.
41:18O cliente que está ali dentro, ele tem uma demanda muito específica,
41:21então não tem como a gente trabalhar esse tipo de projeto
41:25de uma forma industrial, apesar da empresa ser industrial.
41:31Hoje, vimos que o mercado imobiliário está aquecido
41:35no segmento de luxo e alto padrão.
41:37O Espírito Santo viu novos edifícios serem erguidos e entregues
41:42em áreas nobres e condomínios horizontais de casa se multiplicarem.
41:46Diante desse cenário do mercado imobiliário,
41:49as empresas que participam da cadeia da construção também crescem,
41:53como é o caso das fabricantes de esquadrias.
41:55Com toda a cadeia de fornecedores e construtores aquecida,
41:59o mercado imobiliário segue sendo um importante gerador de riqueza
42:03em empregos no Brasil e no Espírito Santo.
42:22E agora, nós vamos conversar sobre as tendências do mercado imobiliário
42:26no Espírito Santo com o nosso colunista de mundo imobiliário,
42:30Luiz Henrique Stange.
42:31E também vamos dar dicas sobre como investir em imóveis
42:34com a colunista de finanças de AZ, Ana Luíza Porto.
42:46Bom, agora falando sobre as tendências do mercado imobiliário
42:49no Espírito Santo em 2021.
42:51Eu destacaria três pontos aqui, a gente conversando.
42:54Primeiro, a cidade de Linhares e os condomínios horizontais
42:56próximos à Lagoa.
42:57Vila Velha e o novo bairro de Vila Velha.
43:01E Vitória, a Cúmula da Jurema e a Enseada do Soar.
43:04A começar por Linhares, o que está acontecendo lá?
43:06Bom, Linhares está passando por um grande momento de expansão,
43:11recebendo diversos investimentos de indústrias, do agro.
43:16E isso tudo está refletindo ali no mercado imobiliário.
43:20Inclusive, a gente ouviu relatos de imóveis de alto padrão
43:23sendo vendidos com até R$10 mil o metro quadrado.
43:28Para Linhares isso é muito, né?
43:29Para Linhares isso é muito, mas a gente começa a ver
43:32os condomínios em volta da Lagoa,
43:34novos empreendimentos sendo estudados,
43:37as loteadoras de olho ali, também nas classes mais baixas,
43:41que acreditando nessa pujança da cidade,
43:45mediante esses investimentos que, obviamente,
43:47por exemplo, as fábricas recentes lá, a fábrica de café...
43:51Olan, Cacique.
43:52Exatamente.
43:53Elas geram ali um movimento de pessoas,
43:57de funcionários, prestadores de serviço
43:59e tudo isso reflete na locação e na compra.
44:03E Vila Velha?
44:04Bom, Vila Velha a gente teve uma notícia bacana,
44:07todo mundo sempre viu ali um esqueleto,
44:09um empreendimento subindo,
44:11e aí eles estão aí na reta final para entrega
44:14e é o primeiro empreendimento de um bairro de 650 mil metros quadrados,
44:21o primeiro bairro planejado de Vila Velha,
44:23que está num entroncamento bem interessante
44:26entre a Rodovia do Sol e a Darli Santos,
44:29com acesso muito rápido também para Leste-Oeste,
44:32para desaguar lá para Cariacica.
44:34Eu citaria que achei muito interessante a inspiração
44:39em empreendimentos como a Península, na Barra da Tijuca,
44:42e também no Parque Global em São Paulo.
44:45Bacana.
44:46Agora olhando para Vitória,
44:47a gente tem na Curva da Jurema um novo parque,
44:50um novo empreendimento ali atrás do shopping também,
44:53e aí em Cedro do Suá que está se revitalizando
44:55e indo para a parte residencial.
44:56Bom, a gente olhando ali,
44:59a Curva da Jurema é um baita de um cartão postal,
45:02não tem um turista,
45:04ou até mesmo nós que caminhamos ali todos os dias
45:06que não goste de passar ali contemplando o mar e a praia.
45:11A gente vê as obras em ritmo acelerado,
45:14a notícia já foi amplamente divulgada,
45:18alguns dizem que até vazada,
45:19sobre esse parque que vai ser entregue ali para toda a sociedade,
45:24que vai ter segurança patrimonial no horário de funcionamento
45:28e também diversas obras de arte espalhadas pelo parque.
45:33É um investimento de 20 milhões de reais que está sendo entregue ao povo capixaba,
45:36isso é importante frisar.
45:37Muito bom.
45:38E obviamente, Ricardo,
45:39quando você fala que ali vai ter um parque,
45:43a gente pode esperar também uma revitalização ainda maior e melhor
45:47dos quiosques da Curva da Jurema.
45:49A Polícia Militar ali.
45:50Exatamente, a Polícia Militar chegou ali com um batalhão
45:54para fazer uma presença de segurança,
45:57alguns quiosques já foram revitalizados
45:59e estão funcionando a pleno vapor
46:02quando existe o relaxamento das medidas de distanciamento,
46:05então eu acho que toda aquela área ali
46:07ela vai sofrer uma mudança muito positiva para a capital.
46:11Stanja, Curva da Jurema, vai virar Jurema Internacional
46:14em referência lá a Jurema Internacional,
46:17lá no sul do país, onde tem os beach clubs,
46:20é um lugar super movimentado de jovens,
46:22festas, atrações turísticas, uma vista muito bacana,
46:26vai virar Jurema Internacional?
46:28Olha, se depender dos empreendedores, vai, né?
46:31Com esse tanto de investimento, com o projeto que vai ser lindo,
46:35entregue para a sociedade, o visual, o calçadão, tudo junto,
46:39o caminho vai ser esse.
46:41Eu tenho dúvida que vai ser a maior transformação imobiliária,
46:44talvez do século até agora em Vitória,
46:46essa revitalização da Curva da Jurema que está sendo feita,
46:49isso é muito positivo para a sociedade.
46:51Eu acredito.
46:52E aí, para a gente finalizar essa parte,
46:55você falou para mim sobre a Enseada do Soar.
46:57Por que a Enseada do Soar?
46:58A Enseada do Soar, durante muito tempo,
47:00era conhecida somente por ser ali, eu digo,
47:03que é o coração financeiro, empresarial, né?
47:08Muitos escritórios, advocacia, consultórios.
47:11Vários empreendimentos foram entregues,
47:13eles estão ali com uma ocupação bem bacana,
47:16e agora a gente vê ali com o metro quadrado
47:19na faixa de R$9.500, R$9.000,
47:23a gente tem grandes empreendimentos,
47:25todos eles com baita lazer,
47:27tecnologia embarcada nas unidades,
47:30as fachadas diferenciadas,
47:33e vai se tornando um bairro mais ocupado.
47:38Pode-se dizer que ele vai trazer bastante qualidade
47:41para quem escolher a Enseada do Soar também para morar,
47:43porque se for o caso e o emprego,
47:46o escritório estiver ali do lado,
47:48vai literalmente andando.
47:58Bom, a gente está falando muito sobre imóveis aqui nesse programa,
48:01e agora para falar das dicas específicas
48:03com relação à compra de um imóvel.
48:06Estamos aqui com a colunista de finanças de AZ,
48:09Ana Luísa Porto, aqui na APX Investimentos.
48:11Ana, primeiro, obrigado.
48:13Eu queria saber o seguinte,
48:15para quem vai comprar o imóvel agora,
48:17é melhor fazer aquele financiamento a perder de vista,
48:20pagando parcela aí até 2050,
48:23ou melhor pagar a vista?
48:25Ei, Ricardo, tudo bem?
48:26Obrigada pelo convite mais uma vez.
48:28Essa é uma pergunta difícil de responder,
48:31porque a gente tem mais de uma variável.
48:33Primeiro, se você vai tirar o seu recurso que está aplicado,
48:36quanto que esse recurso está rendendo?
48:38Ah, está rendendo 8%,
48:40e você vai pegar um financiamento.
48:42Hoje a gente está num momento histórico de taxas muito baixas,
48:45e hoje você consegue alguns financiamentos
48:47a taxa de 6,70%, 6,80%, 7%.
48:51Ao ano, né?
48:52Ao ano, exatamente.
48:53Então, no final das contas,
48:55nem sempre o financiamento vai ser ruim,
48:57mas você tem que comparar
48:58tanto a taxa do que você contrata,
49:00quanto a taxa que o seu recurso está aplicado,
49:02que é o seu custo de oportunidade.
49:04Então, essa resposta eu não posso te falar
49:07cravada, é bom ou ruim, depende.
49:09Ou seja, tem que ver quanto o seu dinheiro renderia
49:11ou está rendendo em outras aplicações,
49:13e ver se vale a pena você fazer um financiamento.
49:16Ou seja, se o que está rendendo nessas aplicações
49:19é menor do que o valor da taxa
49:21que você contrataria no financiamento, é isso?
49:23São duas formas de capitalização diferentes.
49:26O seu investimento,
49:28ele vai ganhando juros sobre juros,
49:30é o poder dos juros compostos.
49:31Então, o seu montante vai aumentando.
49:34Ou seja, cada dia você ganha mais dinheiro,
49:35porque vai se valorizando.
49:36Em cima do seu dinheiro.
49:37Vai se valorizando.
49:38Exatamente.
49:38E no financiamento, é o contrário.
49:41À medida que vai reduzindo o seu saldo devedor,
49:44vai reduzindo a sua dívida,
49:45vai reduzindo aquele incidente de juros.
49:48Então, no final das contas,
49:50tem que se fazer cálculo.
49:51Como para tudo na vida, tá?
49:52A gente tem que calcular,
49:54tem que comparar para ver se é bom ou ruim.
49:56Agora, Ana, existem outras formas de investir em imóveis
50:00que não comprando um imóvel na planta
50:02ou comprando um apartamento pronto.
50:04Que forma é essa?
50:06Então, Ricardo, outra forma de você investir em imóvel,
50:09não precisando comprar o ativo,
50:11comprar o tijolo, o apartamento, a terra, a casa,
50:14são os fundos imobiliários.
50:16É uma opção de você comprar um pedacinho de vários ativos.
50:19Num fundo imobiliário, você pode ter um pedaço de shopping,
50:21um pedaço de galpão logístico,
50:23várias opções que aí te fazem com que você diversifique
50:26um pouco mais seus investimentos.
50:28E ele tem uma forma muito mais fácil de você acessar.
50:32Quando você compra um imóvel,
50:33você precisa imobilizar um valor muito grande,
50:35600 mil, 700 mil, enfim.
50:37Um milhão, muitas vezes mais.
50:39Exatamente.
50:40E aí, quando você vai comprar um fundo imobiliário,
50:42a partir de 100 reais,
50:43algumas cotas, você já consegue comprar a cota desse fundo.
50:47E aí você já tem acesso a isso,
50:49reduzindo o seu risco de não ter a concentração em um imóvel só.
50:54E tem a liquidez.
50:55O imóvel, quando você precisa vender,
50:57você sabe que muitas vezes,
50:58quando você precisa do recurso,
50:59não vai estar no melhor momento de vender,
51:02não vai achar o preço que você quer.
51:03Tem que achar um comprador.
51:04A liquidez é a facilidade de vender e comprar.
51:07De ter o dinheiro na mão.
51:08De ter o dinheiro na mão.
51:08Tem muito mais facilidade de negociar,
51:10no fim das contas, é isso.
51:12Exatamente isso.
51:12Você vai ao mercado,
51:14negocia suas cotas,
51:15vendeu em dois dias, na verdade,
51:16tem a liquidação na sua conta.
51:18Então, você tem muito mais agilidade
51:20do que se você fosse vender um imóvel.
51:21e muito menos custos também.
51:23Porque quando você vende um imóvel,
51:24você sabe que tem vários outros processos
51:26burocráticos e custosos
51:27para que você possa receber esse dinheiro.
51:39Bom, esse foi o programa Mundo Business
51:41deste domingo,
51:42trazendo novidades como o quadro Mundo Imobiliário.
51:45Agradeço a sua atenção,
51:47te espero no próximo domingo
51:48e lembro que você pode sempre acompanhar
51:50os bastidores aqui das gravações
51:52lá no meu Instagram,
51:53arroba ricardofrizeira,
51:55só se canhar SQR Code
51:56que está aparecendo aqui na tela
51:57e também no Instagram,
51:58arroba folhabusiness
51:59e no Instagram, arroba estanger.luiz
52:01do nosso amigo Luiz Estanger,
52:03do Mundo Imobiliário.
52:04Muito obrigado pela sua audiência
52:05e até o próximo domingo.
52:06E aí
52:07E aí
52:09E aí
52:09E aí
52:11E aí
52:12E aí
52:13E aí
52:14E aí