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Conscientização sobre hábitos saudáveis e exames preventivos é a principal estratégia para reduzir o surgimento de novos casos da doença.
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Transcrição
00:01Agora a nossa conversa é sobre os avanços e os desafios quando falamos sobre o câncer.
00:08Mesmo com o avanço da ciência em diagnóstico e também no tratamento,
00:13o câncer ainda é a segunda maior causa de morte no país. É impressionante.
00:18Um dado que a gente tem é que até 2028 são esperados 781 mil novos casos de câncer por ano
00:27no Brasil.
00:27Muita gente aí com a expectativa de ser diagnosticada com essa doença
00:33que já se aproxima inclusive das doenças cardiovasculares. É muito preocupante.
00:38E a gente quer discutir aqui hoje o que explica tanto os novos casos esperados.
00:43Será que o envelhecimento da população tem relação? Os nossos hábitos diários?
00:48O que eles falam sobre essa prevenção? O risco de contrair, de aumentar as chances de caso
00:56dessa doença. E o diagnóstico tardio, será que tem relação também com o sucesso,
01:02com o avanço no tratamento? A gente está falando sobre isso hoje porque dia 8 de abril
01:07é o dia mundial de combate ao câncer. É uma data que reforça a importância da prevenção
01:13e também os cuidados com a saúde. Afinal, as nossas escolhas diárias e também outros fatores
01:19que a gente vai descobrir aqui hoje podem diminuir ou aumentar os riscos dessa doença.
01:24É por isso que agora a gente traz orientações importantes e também esclarecimentos
01:29para ajudar na prevenção e no combate ao câncer.
01:32Aqui na nossa mesa, a gente está com a oncologista
01:39Eldevais Soares, oncologista do Hospital Santa Rita, um nome chique, né?
01:44Difícil de pronunciar. E também a nossa querida Emília, que é cabeleireira, 57 anos, paciente
01:51oncológica, né? Está aí no segundo encontro com o câncer de mama, né? Emília vai compartilhar
01:57um pouquinho a trajetória com a gente. Mas eu já queria começar, antes de conhecer um pouco
02:02a sua história, Emília, falar, né? Porque hoje é um dia de conscientização que se lembra
02:08de um dia de combate ao câncer. Se a gente for falar sobre o que a gente pensava do câncer
02:14no passado e o que a gente pensa hoje sobre chance de cura, sobre o quanto a gente já
02:20chegou nessa meta, né? Como é que a gente está hoje em dia, doutora?
02:25Bom, hoje é o dia do combate ao câncer. Combate ao câncer, a gente pode, na prevenção,
02:31evitar de ter o câncer. Nós podemos ter um diagnóstico precoce, porque o diagnóstico
02:39precoce, o tratamento é mais efetivo e nós temos também o combate ao câncer mesmo, o
02:45tratamento mais evoluído a cada dia. E ele vai, ele está tendo evolução e cada dia
02:52melhor. Então, a gente não pode ter medo do câncer. E a informação salva. Por isso,
02:58eu estou muito feliz aqui hoje, Júlia, falando com seus telespectadores sobre o câncer, porque
03:05a gente tem que tirar o mito de ser uma doença terminal. Nós podemos prevenir, nós podemos
03:12tratar, nós podemos combater. Perfeito, já começamos com uma mensagem super positiva,
03:18né, doutora? Realmente, a gente já avançou muito a chance de cura e quanto mais cedo descobri
03:24melhor. A gente está vendo aqui a Emília, né? Está aí bonitona, aqui na mesa, esbanjando
03:30saúde. Emília, fala um pouquinho sobre o seu encontro com o câncer de mama, né? Como
03:35é que você recebeu o diagnóstico? Foi em que ano, assim?
03:37Foi em 2014, né? O primeiro diagnóstico é muito difícil, foi muito difícil. Graças
03:46a Deus, né? Tive o apoio da minha família, primeiramente Deus, né? Meu marido, que sempre
03:53esteve do meu lado, me ajudando, meus filhos, o meu anjo da guarda, né? Doutor Edel Vaz.
04:00E foi isso, foi difícil. Passei por ele, voltei outra mulher, né? Porque a gente não volta
04:08a mesma pessoa, a gente volta diferente. E é isso. E agora estou passando novamente, né?
04:14Pelo segundo câncer, mas estou diferente. Estou com muita fé, muita segurança, apoio
04:22totalmente do Hospital Santa Rita, né? Com as terapias, tudo. Realizando o meu sonho, que
04:30eu sempre, eu era uma pessoa que trabalhava muito, deixava tudo pra lá, não corria atrás
04:36dos meus sonhos. Hoje estou fazendo uma faculdade de serviço social. Estou tão feliz. E eu
04:42vivo cada dia, como se fosse o último. E vivo com intensidade. Existe muita
04:49vida depois do diagnóstico, né? E no caso da Emília, ela fez um tratamento. Que tipo
04:57de tratamento? Ela fez cirurgia. E hoje, que tipo de tratamento ela faz? Digo porque
05:01muitas pessoas ainda têm essa imagem do câncer, acham que automaticamente vai perder
05:06o cabelo, vai ter que fazer quimioterapia. Mas não é bem assim. Hoje a medicina também
05:10avançou muito em relação a isso, né? Sim. Na evolução dos tratamentos, a gente sempre
05:15tenta a eficácia do tratamento, a cura e diminuição dos efeitos colaterais. Pra paciente
05:23ter uma vida normal. E hoje, alguns cânceres, a gente pode falar que é até uma doença crônica.
05:30Mas Emília não. Emília aqui, que nós até se encontramos hoje no estúdio, por uma
05:35coincidência, ela é minha paciente. Foi muito legal chegar aqui e encontrá-la.
05:41A Emília, nós detectamos o primeiro câncer e o segundo, precocemente. Ela operou, teve
05:49infelizmente retirar a mama toda, fazer a mastectomia. Da primeira vez, ela fez quimioterapia,
05:55ela perdeu o cabelo, que é sofrido. Mas como Emília disse, é um sofrimento que traz
06:05alguma evolução da pessoa. E eu evoluo junto com eles, com meus pacientes. Tenho que
06:10agradecer a todos, todos os dias. E aí, hoje, no segundo câncer da Emília, que ela conseguiu
06:18enfrentar melhor, ela toma um comprimido. É uma hormonioterapia. Tem alguns efeitos
06:24colaterais que a Emília sofre, que tem que lutar contra eles. O principal são dores
06:30nas articulações, uma dificuldade imensa de emagrecer, né, Emília? Qualquer biscoitinho
06:37pode engordar, como a gente diz, né? Só de olhar pra comida. Tem uns calores, diminuição
06:44do sono. Mas são efeitos colaterais que Emília e eu junto, o Hospital Santa Rita, com
06:51algumas atividades, acupuntura, reiki, que o Santa Rita oferece, é o acolhimento mesmo
06:59desse paciente pra esse tratamento. E ele chega lá, chega na cura.
07:04Pensar que é um processo, né, doutora?
07:06Isso, Júlia.
07:07Um processo.
07:07Trabalha pra ser temporário, né? Agora, a Emília falou de alguns hábitos aí de vida
07:12que ela tinha, ela falou um pouco do estresse, enfim, são muitos fatores, né, os diretamente
07:17ligados a isso. O que que no nosso dia a dia, assim, existem cânceres que são, a gente
07:24pode prevenir com hábitos diários? Quais são eles?
07:27Sim. Trinta, cinquenta por cento dos cânceres podem ser evitados com algumas práticas de
07:35saúde do dia a dia. Não são simples, porque o primeiro, o cigarro. O cigarro hoje a gente
07:43já sabe que é carcinogênico. O segundo, que chegou nos Estados Unidos e já está estampado
07:50que é carcinogênico, é o álcool, que está presente na nossa vida o tempo inteiro. Nas
07:56nossas festas, nas reuniões entre amigos. Mas que no futuro próximo, ele vai ser como
08:02um cigarro. Ele é um carcinogênico. Então, quanto menos álcool na sua vida, melhor. Mais
08:09você vai prevenir câncer. Atividade física. Atividade física diminui a chance de você
08:16ter câncer, praticamente quase todos. Não ter é obesidade, obesidade mórbida. Então, com
08:24atividade física, uma boa alimentação, você ter um peso mais ou menos, não precisa
08:30ser magricelo, não precisa ser esquelético. Mas ter uma composição corporal normal ajuda
08:37a não ter câncer. Muito, muito importante, Júlia, a vacinação. Hoje, algumas vacinas vão
08:45erradicar o câncer. O principal, o câncer do HPV. A vacina do HPV vai erradicar em pouco
08:54tempo o câncer provocado pelo HPV. Quais são esses câncer? Câncer de colo de útero, câncer
09:00de canal anal, câncer de pênis e câncer de cabeça e pescoço. Então, é muito importante
09:07vacinar. Não ter medo das vacinas. A vacina contra hepatite B também ajuda a não ter o câncer
09:13de fígado. Bom, outras coisas também são os check-ups, são os exames de rastreamento,
09:22são os exames que você faz quando ainda não sente nada. A mamografia, uma vez por ano,
09:29a partir dos 40 anos. O preventivo, que antes a gente fazia todo ano e que vai mudar. Hoje,
09:36nós podemos fazer o preventivo, ele vai direto procurar o DNA do HPV. E se no seu preventivo
09:45não tem o DNA do HPV, você vai poder retornar na sua médica para fazer o preventivo em cinco
09:52anos, que até ontem era anual. Isso vai ajudar muito. Por quê? Hoje, a gente procurava no preventivo
10:01as lesões que o HPV provocava. Hoje, a gente procura o HPV, o DNA do HPV. E aí, nós vamos
10:09conseguir prevenir mais o câncer de colo de útero. Bom, tomou a vacina, ainda tem que fazer o
10:17preventivo? Sim. A vacina é, ela vai erradicar, mas a prevenção também existe do preventivo.
10:27Ou seja, a doutora tá falando, então, que até o rastreio, né, pra gente conseguir chegar mais rápido
10:32a esse diagnóstico, hoje também já avançou muito, porque é interessante a gente passar essa mensagem.
10:38Sim. Existem mais possibilidades da gente conseguir diagnosticar cedo e conseguir ter um tratamento
10:44de sucesso, chegar mais perto da cura. No caso da Emília, ela não diagnosticou tão cedo, né?
10:51Não é, Emília? Quando você diagnosticou o primeiro, né? Já tava um pouco mais avançado.
10:56E ainda assim, ela conseguiu ter uma qualidade de vida, uma sobrevida. Inclusive, doutora,
11:02a gente tava até conversando antes, qual é a sobrevida que se dá, né? Que as pessoas acham
11:06que um diagnóstico vai ser uma sentença, mas não, né? Em muitos casos, a pessoa consegue
11:11ter muita sobrevida, muitos longos anos de vida, né?
11:14Júlia, muitos casos têm cura, então, eu nem falo em sobrevida. A pessoa diagnosticou
11:21o câncer, tratou e curou. Ela vai seguir a vida dela. Procurando, né, é sempre ter
11:29uns hábitos saudáveis pra não ter outro câncer.
11:32E em casos que a pessoa já descobre tarde, ainda assim é possível, né?
11:35Sim. Aquele paciente com, geralmente, com metástase, né? Essa é a palavra. É um câncer
11:40avançado que algum, a maioria dos casos, a gente não consegue a cura, a gente consegue
11:46um controle da doença. É, muda muito de câncer pra câncer, mas câncer de mama,
11:54vamos falar aqui com a Emília, tá aqui, né? É um câncer de mama metastático, que a mulher
12:00teve um câncer na mama, tem uma metástase no osso, no pulmão, ou no fígado, ou até
12:05mesmo no cérebro. Um pouco tempo atrás, era três anos de sobrevida pra essa
12:10mulher. Hoje, podemos falar em dez, quinze anos de sobrevida. E uma sobrevida boa dessa
12:17mulher trabalhando, convivendo em casa, praticamente sem ter o carimbo de uma mulher doente.
12:27Que é justamente a vida que você vive hoje, né, Emília? Você tá tomando a medicação,
12:32mas a sua vida, a sua rotina, convivendo aí com o câncer depois da cirurgia, como é que tá?
12:37Sim, agora eu tenho vida, né? Eu, antes era aquela correria, só trabalho, não tinha
12:43tempo pros meus filhos. Hoje, eu levanto, eu tenho uma turma do meu café da manhã na
12:50padaria, antes de ir trabalhar. Eu tenho um projeto social, que é o Instituto Monte Senhor, que cuido de
12:59crianças, sou voluntária na casa do menino e eu não tenho tempo pra pensar na doença. Eu só tenho tempo
13:07de
13:07lembrar dos dias da minha consulta, das minhas terapias, que o Santa Rita, ele dá um suporte muito grande.
13:13E assim, eu melhorei muito. Eu, as únicas coisas que me lembra que eu tenho alguma coisa, são as dores
13:21que a gente...
13:21Das articulações que a gente tem. Mas o restante, não. Eu tô assim, com a vida, eu só não falo
13:28que eu tô levando uma vida normal,
13:30porque eu lembro que é disso, mas assim, e minha vida melhorou. O estresse, eu diminui tudo. Tudo, aquela correria,
13:37eu tenho mais tempo com minha família, eu tenho mais tempo comigo, me cuidando e indo mais ao médico, vendo
13:44mais
13:45minha médica. E é isso, tô bem, graças a Deus. Dá mais vontade de viver, né? Não, cada dia mais.
13:53Eu tenho vontade de tudo,
13:54assim, eu tenho vontade... Tinha coisas... Eu vou te falar uma coisa, assim, a gente, às vezes, se priva de
14:01muita coisa na vida.
14:03Até, às vezes, uma comida. Você fala, eu, hein? Aquilo é caro. Deus me... Não, você, depois do câncer, você
14:09quer tudo.
14:10Você quer experimentar tudo na vida. E é isso.
14:14E a gente nem precisa chegar a um diagnóstico, que a gente fala tanto de prevenção, estamos falando de prevenção.
14:20A gente não precisa chegar ao diagnóstico pra, necessariamente, mudar hábitos de vida, que é justamente que vão prevenir
14:27um diagnóstico dessa doença, né, doutora? Desde hoje, então, acho que a mensagem, né, no Dia Mundial de Combate ao
14:33Câncer
14:33é pensar que existem fatores diversos, né, mas existem também escolhas que a gente faz no dia a dia
14:39que podem nos auxiliar, né? E caso a gente chegue ao diagnóstico, que existe, que tem, né, saída, solução.
14:47Uma qualidade de vida, como a Emília tá mostrando pra gente, né?
14:50Sim, é muito importante o paciente diagnosticado com câncer não ter medo, procurar ajuda, procurar seu tratamento.
15:00O câncer... O câncer tem... A evolução do tratamento é tão grande e o principal é a gente passar essa
15:10evolução,
15:11a informação, pra todos terem acesso. E hoje o Santa Rita é muito importante.
15:15Nós vamos ter o quarto congresso de Oncologia no Santa Rita, dia 15, 14 e 15 de maio,
15:23que vai juntar várias especialidades da saúde, médicos, enfermeiros, psicólogos, fonodiólogos,
15:31nutricionistas, radioterapeutas, cirurgiões do Brasil todo pra discutir o tratamento.
15:38Por quê? Mesmo com as nossas prevenções dos hábitos bons diários, os tratamentos de...
15:45Os exames de precoce que pra gente achar o câncer, algumas pessoas vão ter câncer.
15:52Não pode ter medo, o tratamento existe e ele está evoluindo.
15:56E nesse congresso vamos discutir muito no Brasil todo, pessoas do Brasil com bastante conhecimento
16:04pra gente dar todo o suporte pro nosso paciente.
16:08Que é muito importante pro paciente ser acolhido quando ele tem o diagnóstico,
16:14quando ele inicia o tratamento.
16:16E a esperança ou a positividade é importante sim.
16:22Faz diferença.
16:23Faz toda a diferença.
16:24A forma como a gente encara a doença faz diferença.
16:27E tendo essa noção que a gente está avançando hoje nesse dia de autocombate ao câncer.
16:33A gente tem um exemplo aqui da Emília mostrando, né?
16:35Emília falou que não tinha muito costume de fazer o rastreio.
16:39Não.
16:40Os exames dela não eram tão específicos.
16:43Ela fazia só o básico do dia a dia.
16:45Sim.
16:45O alerta então da doutora de fazer esse check-up aqui.
16:48Ela passou todos os exames específicos.
16:50Não é só hemograma não, gente.
16:52São exames específicos que o homem e a mulher precisam fazer, né, doutora,
16:56pra poder chegar a esse diagnóstico.
16:58E chegando, o câncer não precisa ser esse fantasma, né?
17:02Não.
17:03Não precisa.
17:04Existe possibilidade realmente de cura, de tratamento,
17:07que tá cada vez mais avançado, né?
17:10Sim, com certeza.
17:11Então, só reforçando os exames de rastreamento.
17:15É a mamografia, a partir dos 40 anos, o preventivo, a partir de 20 anos ou do início da relação
17:23sexual,
17:24a colonoscopia, a partir dos 45 anos, e no homem, o toque retal e a dosagem do PSA acima de
17:3450 anos.
17:35Lógico que todos têm particularidades.
17:37Se tem mais câncer na família, às vezes, os exames de rastreamento começam um pouco mais cedo
17:44ou são feitos com maior intensidade.
17:47E aí, as particularidades são discutidas, paciente, com o seu médico.
17:51Mas, no geral, é isso.
17:54Perfeito, doutora.
17:56Passando aí, então, o check-up.
17:58Você, né, procura, então, esses especialistas.
18:01Gostaria de agradecer a presença das duas aqui na mesa.
18:04Emília, vida longa e com qualidade de vida, com bem-estar, vontade de viver.
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