- há 9 horas
Título do livro: As Aventuras do Capitão José Bates
Autor do livro: José Bates
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Categoria
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Estilo de vidaTranscrição
00:00As Aventuras do Catão José Bates, capítulo 26, The Three Corners, Os Três Cantos, Reunião
00:11lotada, louvor, universalismo, locais de reunião, oposição, o sonho, um amplo jardim
00:22fronteiro.
00:23Os escravos são obrigados a ir à reunião sobre o advento, convencidos da verdade.
00:30De Maryland para casa, visita algumas ilhas do mar, o primeiro desapontamento no movimento
00:37do segundo advento, aguardando a visão, o tempo de tardança.
00:45Assim que chegamos ao lugar chamado The Three Corners, pela aparência do lugar, temíamos
00:50ter ali poucos ouvintes.
00:52Ali só havia uma escola, uma pensão, uma igreja metodista à distância e algumas casas
00:58espalhadas.
00:59Isso era tudo o que pudemos ver.
01:02Comprometemos-nos a começar a reunião naquela noite.
01:04Os administradores metodistas se recusaram a ceder à igreja deles.
01:09Por fim, conseguimos a escola para realizarmos o encontro daquela noite, e nos hospedamos
01:15na pensão universalista do Sr.
01:17Dunbar.
01:18Um pregador metodista daquela região nos disse que realizaram um culto no último domingo
01:24ali, e só haviam comparecido dezoito ouvintes.
01:28Ele disse, então, imagino que a doutrina de vocês atrairá alguns mais.
01:34Imagine a nossa surpresa, quando chegou a hora da reunião e encontramos o local cheio,
01:39a ponto de uma grande parte da congregação ter que ficar empoleirada em cima dos bancos,
01:45olhando por cima da cabeça das pessoas.
01:47Finalmente, encontramos um lugar para pendurarmos o gráfico de 1843.
01:53O irmão Gurney começou a cantar um dos hinos favoritos sobre o Advento, o que acalmou o
01:59auditório, deixando as pessoas em silêncio.
02:02A reunião continuou sendo assistida com profundo interesse até o final.
02:07Em seguida, falamos do nosso desejo de realizar mais quatro reuniões e de começar na tarde
02:13do dia seguinte. Porém, dissemos que não tínhamos um local aberto para nós.
02:18Depois de esperarmos o momento, o dono da pensão disse,
02:22— Senhores, podem realizar a reunião em minha casa.
02:27Hesitei por um momento questionando se seria apropriado realizar uma reunião do Advento
02:32num local onde se vendiam e consumiam bebidas sem restrição.
02:37Como ninguém mais se pronunciou, escolhi a pensão do Sr. Dunbar como local para a próxima
02:43reunião na tarde do dia seguinte.
02:45— Creio que marcamos para as duas da tarde.
02:48Depois de chegarmos à pensão, o Sr. Dunbar entrou acompanhado de várias senhoras, dizendo,
02:53— Cavalheiros, essas senhoras vieram para ouvir vocês cantarem mais de seus novos hinos.
02:59Elas estão encantadas com as músicas e interessadas na doutrina de vocês.
03:05Após o desjejum da manhã seguinte, o nosso anfitrião começou, de uma forma muito cavalheresca,
03:11a nos mostrar os pontos de vista inconsistentes de professos cristãos e as belezas da doutrina
03:17do universalismo. Para nos pouparmos de longos argumentos, dissemos a ele que não tínhamos
03:23nada a ver com a doutrina universalista. Dissemos que havíamos ido ali para pregarmos
03:28sobre a vinda de Cristo e que queríamos que ele e seus vizinhos se preparassem.
03:33Nossa conversa acabou ali e ele saiu. Depois de um tempo, ele voltou para a pensão e disse,
03:39— Bem, meus senhores, a igreja metodista está aberta para vocês palestrarem.
03:45Os administradores se sentiram mal por terem negado a vocês o uso da igreja deles.
03:50Ela já está pronta para a reunião do advento dessa tarde.
03:54— Não acreditei que eles deixariam vocês realizarem as reuniões na minha pensão.
03:59Assim que a nossa reunião começou naquela tarde, um homem que parecia inteligente e bem vestido
04:05entrou e sentou-se próximo ao centro da igreja.
04:09Enquanto eu explicava uma passagem do livro de Apocalipse, ele me olhou com seriedade e balançou a cabeça.
04:16Eu disse ao público,
04:17— Aqui está um senhor discordando com a cabeça. Ele não acredita.
04:21Antes de eu terminar o meu sermão e quando ainda estava citando outra passagem da mesma fonte,
04:27o homem repetiu o mesmo movimento.
04:30Eu disse,
04:31— Esse cavalheiro está discordando com a cabeça outra vez. Ele não crê.
04:36Seu semblante mudou e ele pareceu confuso.
04:39Quando o irmão Gurney e eu descemos do púlpito depois de encerrarmos a reunião,
04:44o homem se esforçou para abrir caminho através da multidão, pegou a minha mão e disse,
04:50— Eu quero que você vá para minha casa hoje à noite.
04:53Agradeci e disse, — Iria com prazer, mas tenho um amigo aqui.
04:58— Também quero que seu amigo vá.
05:00— Quero que você leve esse gráfico com você, ele disse, apontando para o gráfico de 1843.
05:07Outro homem também nos pediu para irmos à sua casa, para o jantar, cerca de três quilômetros de onde estávamos.
05:14E aquele primeiro homem disse que iria também.
05:17À noite, a nossa congregação foi maior e muito atenta.
05:21Após a reunião, nosso novo amigo levou-nos em sua carruagem com sua esposa.
05:26Logo depois que partimos, ele perguntou à esposa se ela se lembrava do sonho que ele lhe havia contado.
05:32E ela respondeu afirmativamente, — Bem, disse ele, esses são os dois anjos que vi.
05:39Ele começou a contar o seu sonho.
05:41Tudo o que contarei a seguir é o que consigo lembrar.
05:45Pouco antes de chegarmos a Three Corners, o homem havia sonhado que estava em companhia de dois anjos,
05:51que traziam boas novas, e ele se lembrava perfeitamente de como eles eram.
05:56Então, naquele momento em que você falou pela segunda vez que eu estava balançando a cabeça negativamente,
06:03prestei atenção em você.
06:05Pensei que já o tinha visto antes.
06:07Ali me lembrei do meu sonho e vi que, pela aparência pálida de vocês,
06:13vocês eram os dois anjos, principalmente você,
06:16por causa da verruga na sua bochecha direita que eu havia visto em meu sonho.
06:21Ele desceu da carruagem e abriu o portão de sua casa.
06:24Eu pensei que logo chegaríamos à sua casa.
06:27Depois de alguns momentos, o homem contou que eram cinco quilômetros do portão da frente até a sua casa.
06:34A plantação dele era grande e ele possuía muitos escravos.
06:38Era um homem com muito tempo livre e já tinha aprendido com algum autor
06:43alguns conceitos exóticos sobre o livro de Apocalipse.
06:47Foi por isso que ele havia balançado negativamente a cabeça enquanto eu fazia minha aplicação.
06:54Porque seus pontos de vista eram opostos aos meus.
06:57Ele e sua esposa nos trataram bem boa parte da noite.
07:01Até a hora de começarmos a reunião da tarde seguinte,
07:05ele ficou fazendo perguntas sobre a doutrina do advento, sobre o gráfico, etc.
07:10Quando a carruagem do Sr. Hurt estava pronta,
07:13ele pediu desculpas por seu descuido em não nos pedir para falar com seus servos, os escravos.
07:19Eu fiquei aliviado com o ocorrido, já que eu preferia falar com eles na congregação mista.
07:25Quando estávamos entrando na carruagem, ele disse ao seu cavalariço que estava segurando as rédeas.
07:32Sam, Harry ou algum outro nome, você pode dizer para todos comparecerem à reunião desta noite?
07:39Sim, senhor.
07:40Não se esqueça.
07:41Todos eles.
07:43Pode deixar, senhor, que vou me alembrar disso.
07:46Isso nos alegrou, pois gostaríamos que os escravos ouvissem a pregação juntamente com o seu senhor.
07:53O preceptor da escola e o Sr. Dunbar, o dono da pensão,
07:57eram os dois grandes líderes universalistas daquela região do país.
08:01Ambos agora estavam interessados na nova doutrina.
08:05O preceptor fechou a escola para participar da última reunião da tarde
08:09e entrou com três grandes livros debaixo do braço.
08:13Ele esperava, eu suponho, nos confundir em algumas das nossas explicações sobre as profecias,
08:19mediante citações de línguas mortas.
08:22Ele apelou para seus livros apenas uma vez,
08:25e não conseguindo provar seu ponto de vista, calou-se até o fim da reunião.
08:30Pela fisionomia deles, eu estava convencido de que ele e o Sr. Dunbar tinham se convencido da verdade.
08:37Quando o encontrei depois da reunião, arrastando seus livros para sua casa, eu disse,
08:43O que você acha do assunto agora?
08:45Eu desisto.
08:47À noite, a galeria estava lotada de negros.
08:50Inquestionavelmente, a maioria deles era composta de escravos do Sr. Hurt.
08:55Eles ouviram com evidente atenção.
08:58Qualquer coisa que resultasse em libertação de sua perpétua escravidão,
09:02era para eles boas novas.
09:04A congregação parecia muito disposta a ouvir.
09:08No fim da reunião, dissemos que tínhamos que seguir viagem rumo a Elk Town,
09:13cerca de 40 quilômetros ao norte,
09:15a fim de nos reunirmos com as pessoas de lá na noite seguinte.
09:19Dissemos também que gostaríamos que alguém dos nossos ouvintes ali nos levasse.
09:24O Sr. Hurt atenciosamente se ofereceu para nos levar até lá,
09:28em sua carruagem particular,
09:30e combinou conosco para ficarmos aquela noite em sua casa.
09:34Enquanto esperávamos por sua carruagem depois da reunião,
09:38o Sr. Dunbar veio até nós em particular para perguntar se aquela doutrina
09:43já tinha sido pregada no norte e também na Inglaterra,
09:46e se era daquela maneira que o irmão Miller a apresentava.
09:50Dissemos que sim,
09:52mas acrescentamos que o irmão Miller a explicava de forma superior
09:56e com uma luz muito mais clara do que nós tínhamos a capacidade de fazer.
10:01Ele então foi embora, parecendo estar em profunda angústia.
10:06O Sr. Hurt chegou com sua carruagem,
10:08e fomos embora com ele.
10:10Ele parecia muito perturbado enquanto relatava a própria experiência
10:14e a da esposa e como havia se recusado a ser um líder de classe entre os metodistas
10:20e lamentava que eles não pudessem se batizar.
10:23Em nosso trajeto na manhã seguinte,
10:25paramos na pensão e quando saímos do nosso quarto com a bagagem
10:29para acertarmos as contas,
10:31o Sr. Dunbar e o preceptor da escola
10:33estavam sentados na mesa do bar com as Bíblias abertas,
10:37ouvindo o Sr. Hurt contar sobre o sonho que tivera conosco
10:41e sobre sua fé na doutrina do segundo advento.
10:44O Sr. Dunbar e o preceptor disseram
10:47que enxergaram a verdade como nunca antes
10:49e insistiram para que ficássemos e continuássemos com as reuniões.
10:54Além disso, eles disseram,
10:56vocês estão convidados a pregar em uma cidade
10:59cerca de 20 quilômetros a leste daqui.
11:02Nós respondemos que o nosso compromisso anterior em Elk Town
11:06nos obrigaria a estar lá naquela noite.
11:08Então eles nos rogaram para retornarmos,
11:11porém os nossos compromissos eram ainda mais para o norte,
11:15portanto não poderíamos atender ao pedido deles.
11:18Deixando a pensão,
11:20o Sr. Hurt nos conduziu à sua carruagem
11:22e nos levou até Elk Town.
11:24A aproximadamente 40 quilômetros dali,
11:27apresentou-nos, bem como a mensagem,
11:29aos seus amigos no percurso.
11:32Em Elk Town, ele também se esforçou
11:34para viabilizar as nossas reuniões.
11:36Quando nos despedimos,
11:38depois de orar com ele, ele disse,
11:41daria tudo o que possuo aqui
11:43se eu pudesse ter o mesmo sentimento
11:45que creio que vocês têm com relação a esta obra.
11:48Depois disso, nunca mais ouvimos falar dele.
11:52Realizamos cinco reuniões
11:53no Palácio de Justiça de Elk Town.
11:56Alguns professaram crer
11:57e estavam ansiosos para ouvir mais
11:59se pudéssemos ter ficado com eles mais tempo.
12:02De Elk Town, pegamos o trem para a Filadélfia
12:05e de lá para a cidade de Nova York.
12:08Lá nos encontramos com o Sr. Miller,
12:10que tinha acabado de voltar de Washington, D.C.,
12:13onde estivera dando uma série de palestras.
12:16De Nova York, viajamos para o leste,
12:18a bordo de um navio a vapor
12:20de Long Island para Fall River, Massachusetts.
12:24À noite, depois de passarmos pelo Hurgate,
12:26penduramos o gráfico de 1843
12:29no centro da cabine dos passageiros.
12:32Depois de termos cantado um hino do Advento,
12:35um grupo grande de pessoas se aproximou
12:37e começou a indagar sobre as imagens no gráfico.
12:41Respondemos que, se eles se sentassem calmamente,
12:44tentaríamos explicar.
12:46Depois de um tempo, disseram estar prontos para ouvir,
12:49e assim o fizeram de maneira muito atenta por algum tempo
12:52até que fomos interrompidos por uma ventania crescente
12:55vinda do leste,
12:57o que nos obrigou a procurar um porto para atracar.
13:00Por conta do vendaval violento,
13:02a rota do navio foi alterada,
13:04e os passageiros desembarcaram na costa de Connecticut
13:07e seguiram de trem para Boston.
13:09O assunto do advento do Salvador
13:11foi retomado dentro dos vagões
13:14e continuou a ser discutido
13:16até que nos separamos na estação em Boston.
13:19Antes da passagem do tempo,
13:21o primeiro desapontamento,
13:22visitamos algumas ilhas pertencentes a Massachusetts
13:26e o Rhode Island,
13:27a saber,
13:28Nantucket,
13:29Martavinear
13:30e Block Island.
13:32Dos 10 ou 12 mil habitantes nessas ilhas,
13:35muitos professaram crer
13:36e se uniram ao movimento do advento.
13:40À medida que a primavera de 1844 se aproximava,
13:44e estávamos mais perto do tão esperado tempo
13:47divulgado pelo Sr. Miller e outros,
13:49em que se encerrariam os períodos proféticos
13:52da visão de Daniel
13:53que apontavam para a vinda do nosso Senhor e Salvador,
13:56a obra tornava-se cada vez mais entusiasmante.
14:00Provavelmente nada,
14:01desde o dilúvio nos dias de Noé,
14:03jamais chegou a se igualar
14:05àquele período de 1844.
14:08Naquela época,
14:09o ponto mais difícil de definir
14:11foi quando na história do mundo
14:13teriam se iniciado os 2.300 dias.
14:17Finalmente ficou estabelecido
14:19que o ano 457 antes de Cristo
14:22era o único período confiável.
14:25Portanto,
14:26a soma dos 457 anos antes de Cristo
14:30e os 1.843 anos completos depois de Cristo
14:34dava exatamente 2.300 anos completos.
14:38As Escrituras também deixavam claro
14:41que cada ano começava com a lua nova na primavera,
14:44apenas 14 dias antes da Páscoa anual.
14:48Ver Êxodo 12, de 1 a 6,
14:50e capítulo 13, de 3 a 4.
14:53Portanto,
14:54foi definido que o dia 17 de abril de 1844,
14:58de acordo com o calendário romano,
15:00correspondia ao fim do ano de 1843,
15:04de acordo com o calendário bíblico.
15:07A passagem desse período
15:08representou o primeiro desapontamento
15:11do movimento do advento.
15:12Aqueles que sentiam o peso da mensagem
15:15ficaram em profunda angústia de espírito.
15:18Foram cercados por aqueles que exultavam de alegria
15:21por causa do fracasso do cálculo.
15:23Naquele momento de provação,
15:25as Escrituras foram pesquisadas com muita diligência
15:28a fim de verificar, se possível,
15:30a causa do desapontamento.
15:33Na profecia de Abacuque
15:35foram encontradas algumas questões
15:36com relação à visão
15:38que nunca tinham sido particularmente examinadas antes.
15:41lê-se assim,
15:43porque a visão ainda está para cumprir-se
15:45no tempo determinado.
15:47Mas se a pressa para o fim não falhará.
15:50Se tardar, espera-o,
15:52porque certamente virá,
15:54não tardará.
15:55Abacuque, capítulo 2, versos 2 e 3.
15:59Naquela época, havia aproximadamente
16:0150 mil fiéis no movimento adventista,
16:04nos Estados Unidos e no Canadá,
16:06que nunca até a passagem do tempo
16:08tinham percebido ou entendido
16:10que havia uma tardança
16:12ou tempo de espera na visão.
16:14A passagem de Abacuque
16:16e outras passagens das Escrituras
16:18de igual importância
16:19incentivaram os provados
16:21a perseverar com fé inabalável.
16:23Eles eram diversas vezes atacados
16:26por seus adversários
16:27com questionamentos como
16:28O que vocês vão fazer agora,
16:31já que o tempo passou?
16:33Vocês determinaram o tempo
16:35para a volta de Cristo
16:36ao fim dos 2.300 dias
16:38da visão de Daniel.
16:40O tempo passou e Cristo não veio.
16:43Ora, por que não assumem
16:44que estavam errados
16:45e desistem logo de tudo?
16:47A resposta era
16:49porque o Senhor disse
16:51espera-o.
16:52Esperar pelo quê?
16:54Pela visão.
16:55Esperar por quanto tempo?
16:56Ele não disse por quanto tempo,
16:59mas disse espera-o,
17:00porque certamente virá.
17:02Vocês estão nos pedindo
17:03para desistir?
17:04Não ousaremos.
17:06Por quê?
17:07Porque a ordem do Senhor
17:08ao seu povo,
17:09confiante e desapontado
17:11neste momento especial
17:12do movimento do segundo advento,
17:15foi que esperássemos.
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