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  • há 9 horas
Título do livro: As Aventuras do Capitão José Bates
Autor do livro: José Bates

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Transcrição
00:00As Aventuras do Capitão José Bates Capítulo 17
00:06Reavivamento Espiritual Batismo Unindo-me à Igreja
00:12Sociedade de Temperança O Exército da Água Fresca Cold Warrior Arm
00:19Outra Viagem Regras da Viagem
00:22Viagem de Temperança Altar de Orações a Bordo
00:27Jornal Marítimo Bissemanal Culto de Domingo
00:32Chegada à América do Sul Paraíba, Bahia, Piratas, Santa Catarina
00:39Durante a primavera de 1827, fomos abençoados com um reavivamento espiritual em Fairhaven, especialmente na Igreja Cristã.
00:50Naquela época, a minha mente estava mais ou menos inclinada à ideia de que deveria me unir a alguma denominação
00:57cristã.
00:58Minha esposa havia sido membro da Igreja Cristã muitos anos antes do nosso casamento.
01:04Por participar com ela, após nosso casamento de alguns cultos, quando eu estava em casa,
01:10fiquei até certo ponto familiarizado com a compreensão que a Igreja Cristã tinha da Bíblia.
01:16Eles consideravam as Escrituras como sua única regra de fé e prática, renunciando assim a todos os credos.
01:24Meus pais eram membros de longa data da Igreja Congregacional,
01:28em companhia de todos os filhos que até o momento haviam se convertido,
01:33e esperavam ansiosamente que nós também nos uníssemos a eles.
01:36Eles, porém, mantinham alguns pontos de fé que eu não conseguia entender.
01:41Vou citar apenas dois, o modo de batismo e a doutrina da trindade.
01:47Meu pai, que já era diácono por muitos anos nessa igreja,
01:51se esforçava para me convencer de que eles estavam certos em questões de doutrina.
01:56Eu lhe disse que minha mente estava confusa a respeito do batismo.
02:01Ele então me disse,
02:05Respondi-lhe que isso poderia ser de acordo com a fé dele,
02:09mas a Bíblia ensinava que devemos primeiro crer e depois ser batizados.
02:14Marcos capítulo 16, 16 e 1 Pedro 3, 21.
02:19E falei que quando bebê eu ainda não tinha capacidade para crer.
02:23Com respeito à trindade, concluí que era impossível acreditar
02:27que o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, também era o Deus Todo-Poderoso,
02:32o Pai, ou seja, que os dois constituíam um único ser.
02:37Eu disse ao meu Pai,
02:39Se o Senhor conseguir me convencer de que o Senhor e eu somos uma única pessoa,
02:44de que o Senhor é meu Pai e eu sou o Seu Filho,
02:47mas também que eu sou o Seu Pai e o Senhor é meu Filho,
02:51aí então acreditarei na trindade.
02:53Nossa controvérsia quanto a esses pontos me levou a dedicar-me de modo especial à oração,
03:00sobretudo no que diz respeito ao batismo.
03:03Depois de orar a respeito ao abrir a Bíblia,
03:06me deparei com o Salmo 27.
03:08Quando terminei o último verso, disse a mim mesmo,
03:12Senhor, eu quero.
03:14Se eu esperar por Ti e segundo a Tua palavra,
03:18devo ser imerso,
03:19sepultado com Cristo através do batismo.
03:22Colossenses capítulo 2, verso 12
03:25Deus fortaleceu o meu coração e me libertou a partir daquele momento.
03:30Passei a enxergar o meu dever com clareza.
03:33Sua promessa era doce e poderosa.
03:36Em poucos dias fui batizado por imersão e me uni à igreja cristã.
03:42No mesmo dia, enquanto trocávamos de roupa,
03:45pedi ao pastor M, que me havia batizado,
03:48que me ajudasse a criar a sociedade de temperança.
03:51Como eu não precisava mais me preocupar com a questão do batismo,
03:55fui fortemente impressionado com a importância
03:58de unir as minhas forças à de outros
04:00para impedirmos, se possível,
04:03os estragos crescentes causados pela intemperança.
04:06Percebi que a decisão que eu havia feito
04:08de deixar de usar bebidas intoxicantes
04:11foi um dos passos mais importantes
04:13que eu havia tomado em minha vida.
04:15Assim, eu desejava ardentemente a mesma bênção
04:19para todos os que me rodeavam.
04:22O pastor M foi a primeira pessoa que pedia ajuda nesse empreendimento.
04:27Não conseguindo sua ajuda, prossegui sozinho
04:29e apresentei um papel para que as pessoas interessadas se inscrevessem.
04:33O pastor G, o ministro da Igreja Congregacional,
04:37seus dois diáconos e alguns dos principais homens dessa igreja
04:41assinaram o papel alegre e prontamente,
04:45doze ou treze no total,
04:47e imediatamente convocamos uma reunião.
04:49Assim foi organizada a Sociedade de Temperança de Fairhaven.
04:54A maioria dos homens da nossa sociedade
04:57havia sido capitães marinheiros
04:59e haviam testemunhado a influência degradante
05:02que as bebidas alcoólicas exerciam em seus usuários
05:05tanto fora quanto dentro de casa.
05:08Eles pareciam, portanto, os mais prontos e dispostos
05:11a dar seus nomes e usar sua influência
05:14para impedir aquele vício monstruoso.
05:16O pastor G exclamou.
05:19Ora, capitão Bates,
05:21faz tempo que eu estou esperando presenciar essa obra.
05:24A reunião foi organizada
05:26e escolhemos o capitão Stephen Mary Hill como presidente
05:30e o senhor Charles Drew como secretário.
05:33Durante a discussão sobre a elaboração de uma constituição,
05:37foi votado que nós nos comprometeríamos
05:40em nos abster do uso de bebidas destiladas.
05:43Como éramos pioneiros nesse empreendimento,
05:46votamos que as bebidas destiladas eram
05:49rum, gin, conhaque e whisky.
05:52O vinho, a cerveja e a sidra eram tão ampla
05:56e livremente utilizados como bebida
05:58que a maioria de nossos membros não estava disposta
06:01a colocar esses itens na lista.
06:03A minoria ali levantou dúvidas
06:06quanto à possibilidade de sustentarmos
06:08o espírito da nossa constituição
06:10sem a abstinência de todas as bebidas intoxicantes.
06:15Um dos nossos membros, conhecido por sempre,
06:18tratar muito bem seus amigos visitantes,
06:20perguntou, Sr. Presidente,
06:22o que devo fazer quando meus amigos
06:24vierem me visitar de Boston?
06:27Faça o que eu faço, Capitão S.,
06:29disse outro membro.
06:30Faz dez anos que não ofereço
06:32qualquer bebida alcoólica forte em minha casa.
06:35Ah, você está enganado, disse o presidente.
06:38Faz vinte anos.
06:40O presidente com certeza disse aquilo
06:42porque o homem havia parado
06:44de seguir os costumes da época
06:46em oferecer bebida alcoólica forte
06:48aos seus amigos antes que outros
06:50estivessem prontos para se unir a ele.
06:53Perguntamos se alguém tinha conhecimento
06:55de alguma outra sociedade de temperança.
06:58Alguns responderam que havia em Boston
07:01um grupo que havia decidido recentemente
07:03que, em vez de comprar bebidas destiladas
07:06em pequenas quantidades nas lojas,
07:08eles comprariam pequenos barris
07:10para consumirem em suas próprias casas.
07:13Aquela associação se chamava
07:15a Sociedade do Barrilete.
07:18A verdade é que se alguma sociedade
07:20de temperança tivesse sido organizada
07:23antes da nossa em Fairhaven,
07:25o fato era desconhecido para nós.
07:28Pouco tempo depois de nossa organização
07:31como sociedade, descobrimos que um dos nossos membros
07:34havia violado o compromisso.
07:36Ele negou o fato.
07:38Nós, porém, lhe dissemos
07:40Você estava intoxicado.
07:43Ele afirmou que não tinha bebido nada
07:45além de sidra, e isso era permitido.
07:48Ficamos sabendo que sua esposa
07:50preferia muito mais que bebesse conhaque,
07:53pois quando ele se embriagava com a sidra,
07:55ele novamente ficava violento como antes.
07:59Durante o inquérito desse membro,
08:01ele continuava a declarar
08:02que não havia violado a letra da Constituição.
08:05Mas ficou evidente para a sociedade
08:07que ele havia violado tanto a intenção
08:10quanto o espírito da Constituição.
08:12Mas isso ele não estava disposto a admitir,
08:15nem mesmo a prometer-se reformar.
08:18Portanto, ele foi desligado do grupo.
08:21Foi a partir daquele momento
08:23que a sociedade viu a necessidade
08:25de substituir na Constituição
08:27as palavras bebida destilada
08:29por todas as bebidas intoxicantes,
08:32ou algo que pudesse sustentar e ajudar a causa.
08:36A partir daí, uma reforma aconteceu,
08:39o que finalmente resultou
08:41em um abandono de toda e qualquer bebida alcoólica,
08:44a não ser para fins medicinais.
08:46Essa reforma nos deixou conhecidos
08:48como os abstemios estritos.
08:51Antes disso, a nossa sociedade
08:53já havia se tornado muito popular.
08:56Nossas reuniões públicas, por sua vez,
08:58sempre estavam lotadas
09:00de todas as classes de pessoas
09:02desejosas de ouvir as palestras
09:04a respeito do assunto.
09:06Muitos conversos de ambos os sexos
09:08também se comprometiam alegremente
09:11com a Constituição da sociedade.
09:13Muitos cidadãos de New Bedford
09:16que vieram ouvir também se uniram a nós.
09:19Seguindo nosso exemplo,
09:20organizaram uma sociedade
09:22na cidade deles,
09:23e em outras também.
09:25Arranjos foram feitos,
09:26e em pouco tempo,
09:28uma sociedade de temperança
09:29foi organizada no condado de Bristol.
09:31E em seguida fundou-se
09:34a Sociedade de Temperança
09:35do Estado de Massachusetts.
09:38Jornais, folhetos e panfletos
09:39a respeito da temperança
09:41se multiplicaram pelo país.
09:43E logo a oposição começou a atacar
09:46como um violento mar,
09:47fazendo com que a maré da temperança
09:50baixasse por um tempo.
09:52Surgiu então o Exército da Água Fresca,
09:55formado por crianças pequenas
09:57de quatro anos para cima,
09:59unindo-se em coro
10:00em prol da água pura e fresca,
10:03cantando o seguinte refrão,
10:05Água pura e fresca,
10:07bebida só água fria e sem mistura.
10:10Os apelos simples e inspiradores
10:13daquelas crianças,
10:14especialmente nos encontros
10:16das sociedades que formaram,
10:18pareceram dar um novo impulso à causa,
10:21despertando mais uma vez
10:22os seus pais
10:23para a necessidade
10:24de se absterem
10:25de todas as bebidas intoxicantes.
10:29Examinando os meus papéis outro dia,
10:31vi o livro que continha
10:33o nome de quase 300 crianças
10:35que haviam feito parte
10:36do Exército da Água Fresca
10:38de Fairhaven.
10:39Durante nossos trabalhos
10:41em prol da temperança,
10:42meu irmão F. chegou
10:44da América do Sul
10:45no Imperatriz.
10:46E o navio logo voltou
10:48para a América do Sul
10:49com o carregamento surtido,
10:51mas dessa vez
10:52sob meu comando.
10:54Partimos de New Bedford
10:56na manhã do dia 9 de agosto
10:57de 1827.
10:59Dessa vez, porém,
11:01achei muito mais difícil
11:02me separar da minha família
11:04e amigos do que nunca.
11:05O nosso piloto nos fez partir
11:07em meio a um forte vento
11:09que nos levava mais uma vez
11:10ao impetuoso oceano
11:12para mais uma longa viagem.
11:15Como de costume,
11:16as nossas âncoras
11:17foram guardadas
11:18e todo o preparativo feito
11:20para o caso
11:21de sermos tomados
11:22por uma tempestade.
11:24Ao cair da noite
11:25ao sairmos
11:26do farol de Geyrheed,
11:27a mais ou menos
11:2925 quilômetros
11:30de distância,
11:31todos foram chamados
11:32para a polpa
11:33do tombadilho superior.
11:35Todos,
11:36com exceção de um,
11:37eram estranhos para mim,
11:38pois tinham vindo
11:39direto de Boston
11:41num dia anterior.
11:42Li os nossos nomes
11:44fez o acordo
11:44para realizarmos a viagem,
11:46que estava nos papéis
11:48de embarque.
11:49Pedia a atenção
11:50dos marinheiros
11:50enquanto eu especificava
11:52as regras e regulamentos
11:53que eu gostaria
11:55que fossem observados
11:56durante a nossa viagem.
11:58Falei com eles
11:59sobre a importância
12:00de cultivarmos
12:01bons sentimentos
12:02uns para com os outros
12:04enquanto estivéssemos
12:05em alto mar,
12:06sozinhos,
12:07durante a viagem programada.
12:09Eu disse que havia
12:11testemunhado muitas vezes
12:12os sentimentos de ódio
12:14e amargura surgirem
12:15a bordo
12:15pela simples razão
12:17de os marinheiros
12:18não serem chamados
12:19pelo nome próprio.
12:20Assim falei.
12:22Aqui está o William Jones.
12:24Agora vamos nos lembrar
12:25de que enquanto estivermos
12:26fazendo essa viagem,
12:28devemos chamá-lo
12:29de William.
12:30Aqui está o John Robinson.
12:32Chamem-no de John.
12:34Este é o James Stubbs.
12:36Devemos chamá-lo
12:37de James.
12:39Não vamos permitir
12:40que ninguém seja chamado
12:41de Bill, Jack ou Jim por aqui.
12:44Assim li todos os nomes
12:46dos marinheiros
12:46bem como o do primeiro
12:48e do segundo imediato
12:49e pedi que todos
12:50se dirigissem um ao outro
12:52de maneira respeitosa,
12:54chamando um ao outro
12:55pelo próprio nome.
12:56E se os oficiais
12:58se dirigissem a eles
12:59de outra maneira,
13:00pedi que o fato
13:01me fosse relatado.
13:03Outra regra
13:04que estabeleci
13:05foi a de não blasfemar
13:06ou falar palavrões
13:07durante a viagem.
13:08William Dunn
13:10se dirigiu a mim
13:11quando citei
13:12essa regra.
13:13Mas esse privilégio
13:14sempre me foi concedido,
13:15senhor.
13:16Bem, respondi,
13:18a que você não terá.
13:20E então citei
13:21o terceiro mandamento
13:22bíblico
13:22e enquanto tentava
13:24mostrar o quanto
13:24era perverso
13:25blasfemar
13:26e falar palavrões,
13:27ele me interrompeu
13:29e apenas me disse,
13:30não consigo evitar, senhor.
13:32Então eu vou ajudá-lo
13:34a evitar, respondi.
13:35Ele começou a argumentar
13:37sobre isso e disse,
13:38quando sou chamado
13:39no meio da noite
13:40para encurtar as velas
13:41por causa do mau tempo
13:42e as coisas não dão certo,
13:45eu xingo
13:45antes mesmo de pensar.
13:47Eu lhe disse,
13:48se você fizer isso
13:49a bordo desse navio,
13:51vou lhe dizer
13:52o que farei com você.
13:53Vou lhe pedir
13:54para descer
13:55e deixarei
13:56que seus companheiros
13:57façam o seu trabalho
13:58por você.
14:00Dunn percebeu
14:01que isso lhe traria
14:02desonra
14:02e em seguida
14:04disse,
14:04vou tentar, senhor.
14:06Outra regra
14:07era que não seria
14:08permitida
14:09nenhuma lavagem
14:10ou reparos de roupas
14:11aos domingos.
14:12Eu disse à tripulação,
14:14tenho uma variedade
14:16muito boa
14:16de livros e artigos
14:17que permitirei
14:18que vocês leiam
14:19aos domingos.
14:20Também vou me esforçar
14:21para instruí-los
14:22para que possamos
14:23guardar esse dia
14:24sagrado para o senhor.
14:26Vocês terão
14:27todos os sábados
14:28à tarde
14:28para lavar
14:29e consertar
14:30suas roupas,
14:30tanto em mar aberto
14:32quanto no porto
14:33e espero que apareçam
14:35todas as manhãs
14:36de domingo
14:36com as roupas limpas
14:37e quando a portarmos
14:39vocês poderão
14:40tirar a tarde
14:41de sábado
14:41para irem
14:42até a praia,
14:43conhecerem o lugar
14:44e comprarem
14:45o que desejarem.
14:47Isso se vocês
14:48retornarem sóbrios
14:49a bordo à noite,
14:50pois todos nós
14:51observaremos
14:52o dia de repouso
14:53a bordo
14:54no porto
14:54e não será permitido
14:56nenhuma liberdade
14:57para ir aos domingos.
14:59Ao ouvir isso,
15:00o dano se pronunciou
15:01mais uma vez.
15:02Mas essa é uma
15:03prerrogativa
15:04dos marinheiros.
15:05Eu sempre tive
15:06liberdade
15:07de sair aos domingos
15:08e eu sei disso
15:09muito bem,
15:10eu disse
15:11o interrompendo,
15:12mas eu não posso
15:13lhe dar essa liberdade.
15:15Tentei então
15:16ressaltar
15:16como era errado
15:17violar o dia
15:18sagrado de Deus
15:19e como eles
15:20aproveitariam
15:21muito mais o tempo
15:22se lessem
15:23e fortalecessem
15:24a mente
15:25em vez de se unirem
15:26nesse dia
15:27a toda a impiedade
15:29que os marinheiros
15:29estavam acostumados
15:31a praticar
15:31nos portos
15:32estrangeiros.
15:33E mais uma coisa,
15:35quero que saibam
15:36que não temos
15:36nenhuma bebida
15:37alcoólica
15:38ou intoxicante
15:39a bordo.
15:40Fico feliz
15:41em saber disso,
15:42disse John R.
15:43Talvez aquela
15:44fosse a primeira
15:45viagem que ele
15:46fazia sem bebida
15:47alcoólica.
15:48Eu disse,
15:49temos uma garrafa
15:50de conhaque
15:51e uma de gin
15:52no armário
15:53de remédios.
15:54Elas serão
15:54administradas a vocês
15:56como os outros
15:57remédios
15:57quando eu julgar
15:59necessário.
16:00Essa é toda
16:01a bebida
16:01alcoólica
16:02que temos
16:02a bordo
16:03e toda
16:04que pretendo
16:04ter a bordo
16:05desse navio
16:06durante esta viagem.
16:07Proíbo estritamente
16:09que vocês tragam
16:10qualquer tipo
16:10de bebida
16:11alcoólica
16:12a bordo
16:12quando vocês
16:13tiverem a liberdade
16:14de ir até a praia
16:15nos portos
16:16estrangeiros.
16:16Eu gostaria
16:17muito de poder
16:18convencê-los
16:19a nunca beber
16:20quando estiverem
16:21na praia.
16:22Quando vocês
16:23forem convocados
16:24para realizar
16:24algum serviço
16:26durante o período
16:27em que vocês
16:27estiverem de plantão
16:28lá embaixo
16:29esperamos que subam
16:31rápida e alegremente.
16:33Cumprida a obrigação
16:34vocês poderão
16:35voltar a seus aposentos
16:37e continuar
16:38o plantão
16:38da manhã
16:39embaixo.
16:40Se vocês
16:41aderirem
16:41a essas regras
16:42e se comportarem
16:43como homens
16:44serão bem tratados
16:46e nossa viagem
16:47será agradável.
16:48Em seguida
16:49me ajoelhei
16:50e entreguei
16:51as nossas vidas
16:51ao grande Deus
16:52cujas misericórdias
16:54estão sobre
16:55todas as obras
16:56de suas mãos
16:57para que ele
16:58nos protegesse
16:59e guiasse
16:59ao longo
17:00da viagem
17:00pelo oceano
17:01até nosso
17:02porto de destino.
17:04Na manhã
17:05seguinte
17:05todos
17:06exceto o timoneiro
17:07foram convidados
17:08para ir até a cabine
17:09a fim de se juntarem
17:11a nós
17:11na oração matinal.
17:13Dissemos-lhes
17:14que aquele
17:15seria o nosso
17:15costume
17:16todas as manhãs
17:17e noites.
17:18Acrescentei
17:19que seria
17:19um prazer
17:20para nós
17:21termos a presença
17:22de todos
17:22conosco
17:23para que pudéssemos
17:24orar
17:25com e por eles.
17:27Além disso
17:28para incentivar
17:29ainda mais
17:29a tripulação
17:30a ler
17:31e a fortalecer
17:32a mente
17:32nos propusemos
17:33a pôr em circulação
17:34durante a viagem
17:35um periódico
17:36duas vezes por semana
17:38nas manhãs de terça
17:39e sexta-feira.
17:41Antes de partirmos
17:42eu havia preparado
17:43um estoque de livros
17:44com os últimos jornais
17:46bem como
17:47com o último volume
17:48de um periódico
17:49religioso semanal
17:50bem interessante
17:51chamado
17:52O Arauto de Sião
17:54publicado em Boston.
17:56Começamos a circulação
17:57de periódicos
17:58com a primeira edição
17:59do volume
18:00e determinamos
18:01que só entregaríamos
18:02a próxima edição
18:03se os marinheiros
18:04devolvessem
18:05a anterior.
18:06Assim que cada edição
18:08me era devolvida
18:09eu a colocava
18:10embaixo da pilha
18:11de revistas
18:12do volume.
18:13Depois de seis meses
18:14todos os números
18:15já teriam sido circulados
18:16e poderíamos reiniciar
18:18com a primeira edição
18:20novamente.
18:21A ideia de um periódico
18:23bissemanal
18:23em alto mar
18:24deixou a tripulação
18:25muito interessada.
18:27Quando a primeira edição
18:28começou a ser circulada
18:29novamente
18:30e os marinheiros
18:31começaram a reler
18:32o volume
18:33eu não ouvi
18:34sequer uma palavra
18:35sobre já terem visto
18:36aqueles periódicos
18:37antes.
18:38O interesse deles
18:39pelas revistas
18:40continuou no decorrer
18:42de toda a viagem.
18:43Durante o turno
18:44da manhã
18:45nos aposentos
18:45de baixo
18:46eu costumava
18:47ficar andando
18:48sem ser notado
18:49e prestava atenção
18:50para ouvir
18:51alguns deles
18:52lendo o periódico
18:53matinal
18:53em voz alta
18:54e fazendo observações
18:56sobre o assunto
18:57lido.
18:58Aos domingos
18:59quando o clima
19:00estava apropriado
19:01tínhamos o culto
19:02religioso
19:03no tombadilho
19:04superior
19:04caso contrário
19:06o fazíamos
19:06na cabine
19:07e geralmente
19:08liamos alguns
19:09bons sermões
19:10selecionados
19:11ou a Bíblia.
19:13Quando aportados
19:14não conseguimos
19:15ter toda a atenção
19:16dos marinheiros
19:17no domingo
19:18como acontecia
19:19em alto mar.
19:20Às vezes
19:21parecia difícil
19:22para eles
19:23serem privados
19:24do privilégio
19:24de irem
19:25até o litoral
19:26com outros grupos
19:27de navios
19:28que passavam
19:28por nós
19:29com esse objetivo.
19:31Mas nós
19:31desfrutávamos
19:32de paz
19:33e tranquilidade
19:34enquanto a tripulação
19:35de outras embarcações
19:36ficava em meio
19:38a algazarras
19:39e embriaguez.
19:40Era muito gratificante
19:42depois de algumas semanas
19:43vê-los escolhendo
19:45alguns livros
19:45da nossa pequena biblioteca
19:47nas manhãs de domingo
19:49lendo essa boa literatura
19:51bem como a Bíblia
19:52a fim de fortalecerem
19:54a mente.
19:55Eles estavam agora
19:56tão diferentes
19:57com relação
19:58a sua conduta passada
19:59a bordo do navio.
20:01Eles pareciam também
20:02animados e dispostos
20:04a obedecer
20:04quando convocados.
20:06E assim
20:06continuou durante
20:07toda a viagem.
20:09Depois de uma viagem
20:10de 47 dias
20:11chegamos com segurança
20:13a Paraíba
20:14na costa leste
20:15da América do Sul.
20:17De lá
20:17continuamos
20:18nossa viagem
20:19até a Bahia
20:20ou Salvador
20:20aonde chegamos
20:22no dia 5 de outubro.
20:24Como não encontramos
20:25procura
20:26pelo nosso carregamento
20:27seguimos rumo
20:28a Santa Catarina.
20:30Na noite anterior
20:31a nossa chegada
20:32à Bahia
20:32fomos atacados
20:33e detidos
20:34por um navio
20:35pirata
20:35de Buenos Aires.
20:36O capitão
20:37achava
20:38que estávamos
20:38levando munição
20:39e pólvora
20:40para os seus inimigos
20:41os brasileiros.
20:42Depois de convencê-los
20:44do contrário
20:45por fim
20:45nos liberaram.
20:46que estávamos
20:49no dia 5 de outubro.
20:49Obrigado.
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