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  • há 9 horas
Título do livro: As Aventuras do Capitão José Bates
Autor do livro: José Bates

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Transcrição
00:00As Aventuras do Capitão José Beis
00:03Capítulo 8
00:05Chegando em Casa
00:07Viagem à Europa
00:09Uma pedra singular no oceano
00:12O inesperado começo do inverno
00:15A viagem chega ao fim
00:17Outra viagem
00:19Situações perigosas na baía de Chesapeque
00:22Criterion em perigo
00:24Naufragados durante uma tempestade de neve
00:28Uma visita a Baltimore
00:30A bordo do Criterion outra vez
00:33Carregamento a salvo
00:35Mais uma viagem
00:37O furacão
00:38O fim da viagem
00:40Casamento
00:41Outra viagem
00:43O capitão risando as velas em seu sonho
00:46O intendente naval do cartel nos proporcionou a cada um de nós
00:51o equivalente a uma semana de provisão para a viagem
00:55Fomos agraciados com um tempo bom
00:57E chegamos a Boston no terceiro dia de viagem de Nova Londres
01:01Onde vendemos o que sobrou das provisões
01:04O dinheiro foi suficiente para pagarmos a passagem e comprar algumas roupas
01:09Um amigo e vizinho do meu pai, o capitão T. Nye
01:13Estava em Boston a negócios
01:15E me emprestou 30 dólares
01:18O que me permitiu comprar algumas peças de roupa decentes para me apresentar aos meus amigos
01:23Na noite seguinte, 14 ou 15 de junho de 1815
01:27Tive o prazer indescritível de estar na casa dos meus pais em Farhaven, Massachusetts
01:33Em companhia de minha mãe, irmãos, irmãs e amigos
01:37Todos muito felizes por eu estar de volta ao círculo familiar
01:41E muitíssimo ansiosos para ouvir o relato dos meus sofrimentos e provações
01:46Durante os seis anos e três meses em que estive ausente
01:50Eles queriam ouvir o meu relato
01:52Pois a minha situação a bordo dos navios de guerra britânicos
01:55Bem como na prisão, durante os últimos cinco anos
01:59Tornar extremamente difícil a chegada até eles de qualquer uma de minhas cartas
02:04Todos bem sabiam que eu não tinha nada para exibir
02:08Como fruto de meus seis anos e quatro meses de sofrimento e trabalho intensos
02:12Senão algumas roupas velhas e gastas
02:15E uma pequena sacola de lona
02:17Que não teve nenhuma utilidade
02:19Desde aquela minha tentativa frustrada de fugir a nada do navio de guerra em 1814
02:25A única coisa que eu tinha era a minha experiência
02:28Cujo relato levou todos ao meu redor a chorar tão copiosamente
02:33Que preferi naquele momento mudar de assunto
02:36Esses homens que julgam o saber das coisas
02:39Disseram ao meu pai que se eu algum dia voltasse para casa
02:43Eu seria como outros marinheiros de guerra bêbados
02:46Meu pai estava viajando a negócios quando cheguei
02:49Mas voltou em poucos dias
02:51Nosso reencontro o afetou profundamente devido à intensa emoção
02:56Finalmente ele voltou ao normal e me perguntou se eu tinha prejudicado minha constituição física
03:02Não, pai
03:03Respondi
03:04Fiquei enojado com os hábitos intemperantes das pessoas com quem tive de conviver
03:09Não tenho nenhum desejo em especial por bebidas fortes
03:13Essas foram mais ou menos minhas palavras e isso aliviou naquela época
03:17Eu agora renovava os laços de confiança com alguém que havia sido meu companheiro desde pequeno
03:23Depois de algumas semanas após meu retorno
03:26Um velho amigo de escola chegou a New Bedford
03:29Num navio novo e me contratou como seu segundo imediato
03:33Para viajar com ele para a Europa
03:35A nossa viagem era para Alexandria, na Virgínia
03:39Ali faríamos um carregamento com destino a Bremen, na Europa
03:43Para depois voltarmos para Alexandria
03:45Na viagem de ida navegamos ao redor do norte da Inglaterra e da Irlanda
03:50Os marinheiros chamavam aquela passagem de Caminho do Norte
03:54Muitas vezes os marinheiros preferiam aquele percurso
03:58Em vez de irem pelo lado sul dessas ilhas, pelo canal inglês
04:03Naquele trajeto a noroeste da Irlanda
04:06A cerca de 320 quilômetros da costa
04:09Está localizada uma rocha solitária
04:12Elevada a 15 metros acima do nível do mar
04:15Chamada pelos navegadores de Rocal
04:18Ela tem o formato de um cone
04:20E parece com um pão de açúcar ou um farol à distância
04:24Estávamos indo em direção a ela
04:26E quando conseguimos observá-la ao meio-dia
04:29Estávamos nos aproximando dessa rocha singular no oceano
04:34Como o navio estava progredindo bem
04:37Com a ajuda de uma brisa constante
04:39O capitão se aventurou a conduzir a embarcação perto da Rocal
04:43O mar precipitava-se sobre suas reluzentes laterais
04:47Como provavelmente vinha fazendo desde o dilúvio
04:50Em que dava a aparência de um vidro polido em todos os lados
04:54Essa rocha sempre foi um terror para os marinheiros
04:58Quando se aproximavam dela durante uma tempestade
05:00Se aquela rocha pudesse falar
05:03Que histórias trágicas poderia ela contar?
05:07Histórias de milhares de tempestades terríveis
05:10E de centenas de milhares de vezes
05:12Em que o mar furioso se precipitou por todos os seus lados
05:16Histórias de como centenas de navios sobrecarregados
05:20Com um único ricochete ao ser atingido por uma tempestade
05:24Foram destruídos e despedaçados de súbito
05:27Histórias de pobres marinheiros sobressaltados
05:31Desavisados e despreparados
05:33Engolidos ao pé da rocha
05:35Histórias tristes e trágicas
05:37Que só conheceremos na íntrega na ressurreição dos mortos
05:41E ainda assim
05:42A rocha permanece inabalável e inamovível
05:46Desde o dia em que o criador a fez
05:49Depois de uma viagem bem sucedida
05:52Ancoramos no rio Wessor
05:54Cerca de 48 quilômetros abaixo de Bremen
05:57O inverno começou antes mesmo de descarregarmos toda a carga
06:02De modo que fomos obrigados a ficar ali até a primavera
06:06O fechamento daqueles rios frequentemente ocorre em uma noite
06:10E um longo inverno se inicia
06:12É incrível observar como o gelo aumenta tão rapidamente
06:17Num curto período de seis horas de maré cheia
06:19Chegando até mesmo de quatro metros e meio a seis metros de espessura
06:24Ao longo das margens
06:26Até aquele momento ainda não tínhamos visto nenhum gelo
06:30O dia estava agradável
06:32O vento havia mudado para o leste com um claro pôr do sol
06:35O nosso capitão e o timoneiro subiram a bordo para ancorar o navio
06:40E posicioná-lo entre dois desembarcadores especiais
06:44Que se estendiam perpendicularmente de uma barragem construída
06:48À margem do rio
06:49Até as águas profundas
06:51O propósito dessa estrutura
06:53Era criar um canal onde se poderia jogar gelo esmiuçado
06:57E retirado das embarcações que ali se abrigavam
07:00Os nativos haviam previsto
07:03Que o rio estaria coberto de gelo antes do amanhecer
07:06Algumas horas após escurecer
07:09O gelo começou a se formar e aumentar tão rápido
07:12Que mesmo com forte vento enchendo as nossas velas
07:16E todos os homens no molinete tentando enrolar a marra da âncora
07:20Que estava fincada junto ao cais principal
07:22Não conseguíamos aproximar o navio da margem
07:25Na tentativa de fugirmos do gelo avassalador
07:28E da força da maré alta
07:30Pela manhã ao nascer do sol
07:32Pareceu-nos aconselhável cortar a corda do molinete
07:36E prensar o navio horizontalmente
07:38Entre os ancoradoros
07:40Para que não ficasse solto
07:41E à mercê da ação do gelo
07:43E para nos proteger de uma inevitável destruição
07:46Mas felizmente o navio tomou o rumo certo
07:49E dentro de alguns minutos
07:51Graças à ação propulsora da maré e do gelo
07:54Foi conduzido entre os ancoradoros
07:56Até a margem do rio ao longo da barragem
07:59Esses diques são aterros erguidos para evitar que as águas do mar inundem as terras baixas
08:05Uma extremidade das nossas cordas foi imediatamente levada até as campinas
08:10E amarrada à madeira submersa
08:12Afim de nos manter livres do gelo no fluxo e refluxo da maré
08:16A esta altura julgamos que o gelo acumulado durante a noite
08:20Já estava a 6 metros de altura em nosso interior
08:23Na margem
08:24O navio foi bem danificado pelo gelo durante o inverno
08:28Depois de fazermos de maneira completa os reparos necessários
08:31Voltamos para Alexandria no verão de 1816
08:36Viajei outra vez de Alexandria para Boston
08:39Em Massachusetts
08:40Como imediato do navio Criterion
08:43De lá carregamos o navio e navegamos para Beltmore
08:46Onde descarregamos a nossa carga
08:48Fizemos outro carregamento e zarpamos para Nova Orleans
08:51Em janeiro de 1817
08:54Foi nesse mês que começou um dos invernos mais rigorosos jamais visto em anos
08:59Relatarei agora uma das circunstâncias que vivi para provar esse fato
09:04Um navio da Europa com um carregamento de passageiros
09:08Ancorou na baía de Chesapeake
09:11Cerca de 65 quilômetros abaixo de Beltmore
09:15Os passageiros viajaram no gelo até o porto e cidade de Anápolis
09:19A mais ou menos 3 quilômetros de distância
09:22Eu estava na cidade de Anápolis nessa época
09:25Me esforçando para encontrar cordas e âncoras
09:28Para aliviar o Criterion da situação perigosa em que ele se encontrava
09:32Como contarei posteriormente
09:34Ao sairmos do porto e velejarmos rio abaixo durante a tarde
09:38Percebemos que o gelo se formava tão rapidamente ao redor do nosso navio
09:42Que corríamos o perigo de sermos seriamente prejudicados
09:46Assim que alcançamos a fosa ou a entrada do rio
09:50O timoneiro deu ordens para prepararmos para ancorar e alificarmos até o amanhecer
09:55O capitão e eu não concordamos
09:58E tentamos persuadi-lo a continuar a toda marcha
10:01Até que o navio estivesse fora da área de gelo
10:04No entanto, ele pensava ao contrário e decidiu ancorar ali mesmo, na baía de Cheza Peak
10:10Na desembocadura do rio Patapsco
10:12A uns 25 km abaixo de Baltimore
10:16A maré estava tão baixa que o navio encalhou no banco de areia
10:20Nessa situação tínhamos que tirar o navio daquele encalhamento
10:24Pois caso contrário, o gelo ficaria cortando o casco do nosso navio até a maré subir
10:31Trabalhamos todos arduamente desde o início da manhã fixando nossas âncoras em terra firme
10:37A essas âncoras foram atados cabos estendidos até o navio
10:41E tentávamos içar o navio para fora do banco de areia e livrá-lo da ação do gelo
10:47A maré contudo começou a subir
10:49E quando ela chegou ao máximo concluímos que poderíamos navegar sobre o banco de areia
10:54Mas precisávamos trazer de volta nossas âncoras
10:58Enquanto eu e outros colegas puxávamos uma delas
11:02Com a ajuda de um longo bote
11:04A maré abaixou e o gelo começou a nos comprimir com tanta força
11:08Que fomos obrigados a deixar a âncora e voltarmos em direção à embarcação
11:13Ao nos aproximarmos a Sota Vento e estarmos para colocar as nossas mãos no navio
11:18O gelo de repente se soltou de onde estivera preso por alguns instantes a Barla Vento
11:24E nos levou para longe da embarcação
11:26Para uma estreita área de água limpa formada pelo desprendimento de gelo contra o lado do navio
11:32Passando pela proa e popa
11:35Quando conseguimos pegar os nossos remos para remarmos rumo ao navio
11:39Já havíamos desviado vários metros a Sota Vento
11:43E a área de água limpa se estreitou tanto
11:46Que os remos passavam por cima do gelo sendo agora inúteis
11:50Então lançamos mão da extremidade solta do gelo para içarmos o navio
11:54Mas o gelo partiu-se tão rapidamente em nossas mãos
11:58Que não conseguimos segurar o navio
12:01O capitão e o piloto estavam fazendo o que podiam
12:04Jogando remos e vários objetos flutuantes, cordas em nossa direção
12:08Mas éramos levados pela correnteza com a mesma rapidez que as coisas que eles jogavam
12:14Assim, em poucos instantes estávamos completamente cercados em uma imensidão de gelo
12:20Que nos afastava da nossa embarcação para baixo da baía de Seiza Peak
12:24Na mesma velocidade da maré baixa
12:27E corríamos o risco de sermos levados por um forte vento do noroeste
12:31Todos nós naquele barco estávamos vestidos com roupas finas de trabalho
12:37E com pouco espaço para nos movimentar e impedir nosso congelamento
12:41Já estávamos naquele bote desde as duas horas da tarde
12:45Ao pôr do sol olhamos para todos os lados para descobrirmos
12:49Como poderíamos nos movimentar e nos direcionar
12:52Caso o mar quebrasse o gelo que nos confinava
12:55Julgamos que estávamos a uma distância de 20 ou 25 quilômetros até a nossa embarcação
13:01À medida que ela se desvanecia da nossa vista
13:05A costa, distante a sota vento, parecia inacessível devido ao gelo
13:10A perspectiva de nos livrarmos até o dia seguinte nos parecia impossível
13:15Mesmo se qualquer um de nós conseguisse sobreviver à noite fria e penosa que estava diante de nós
13:22Algumas luzes espalhadas na direção do vento pela costa ocidental de Maryland
13:26A uns 11 ou 12 quilômetros de distância ainda nos deram um raio de esperança
13:32Embora estivessem naquele momento inacessíveis
13:35Mais ou menos às 9 horas da noite o gelo começou a se romper exatamente onde estávamos
13:41E rapidamente ficamos livres em mar aberto
13:44Remamos contra o vento em direção a uma das luzes acima mencionadas
13:48E em algumas horas as luzes da costa se apagaram
13:52Após seis horas de remadas incessantes contra o vento e o mar
13:56O bote atingiu o fundo a cerca de 200 metros da costa
14:01Pouco após deixarmos o bote devido ao pesado acúmulo de gelo
14:05Criado pelo impacto da água do mar no barco
14:08Tanto por dentro quanto por fora
14:10Ele logo se encheu de água e congelou
14:13Ficando o contorno de sua borda coberto de gelo
14:16O segundo imediato passou com dificuldade por entre o gelo e a água
14:21E foi até a margem procurar por uma casa
14:24Enquanto nos preparávamos para amarrar o bote
14:27Quando ele voltou nos trouxe boas notícias
14:30Não muito longe dali havia uma casa
14:33E a família estava fazendo uma fogueira para nós
14:36Já era três da manhã e havíamos passado mais ou menos treze horas no bote
14:41Quase sem pararmos de trabalhar e nos mexer
14:44Na tentativa de evitar que morrêssemos congelados
14:47Com exceção dos últimos quinze ou vinte minutos
14:51Ordenei que todos saíssem do bote
14:53A dor ao entrarmos na água
14:56Que estava com profundidade de aproximadamente um metro
14:59Foi indescritível quando o estado gélido do interior do nosso corpo
15:03Aflorou a superfície da pele
15:06Gritei outra vez para que saíssem do bote
15:09De repente vi que Tom, meu padrinho
15:12Estava de um lado do bote em um sono tão profundo
15:15Ou morrendo devido à rigidez do frio
15:18Que não conseguia acordá-lo
15:20Eu o puxei para fora do bote na água
15:23Mantendo a cabeça dele levantada até que ele gritou
15:26Onde estou?
15:27E se agarrou ao bote
15:29Vi que ainda havia outro no bote
15:32Stone, por que você não sai do bote?
15:34Eu vou sair
15:36Assim que tirar meus sapatos e meias
15:38Ele tinha ficado tão desnorteado
15:41Que não percebeu que seus pés
15:42Bem como os de nós todos
15:43Haviam ficado imersos na água e no gelo a noite toda
15:47Nós o tiramos do bote
15:49E fomos andando todos juntos
15:52Quando conseguimos abrir caminho
15:54Por entre o gelo recém formado
15:56E chegamos até a praia
15:57Estávamos tão entorpecidos
15:59Que não fomos capazes de escalar o rochedo
16:02Instruí os marinheiros a seguir pela praia
16:04Até chegarem à primeira fenda
16:06E eu viria com o Stone
16:08Assim que conseguisse colocar nele seus sapatos
16:11Ao entrar na casa
16:13Vi uma lareira bem grande
16:14E meus colegas com os pés próximos ao fogo
16:17Contorcendo-se em agonia
16:18Por causa dos membros inchados
16:20E a dor pungente
16:22Pedi que se afastassem do fogo
16:24Graças à providência divina
16:27Estávamos todos finalmente no lugar seguro
16:29E fiquei aliviado da ansiedade e expectativa
16:32Que quase me haviam dominado
16:34Retirei-me para o canto oposto
16:37Daquele cômodo
16:38E caí de tão exausto
16:40Assim que o gentil anfitrião
16:42E sua esposa me acudiram
16:43Eu saí de casa
16:45Apesar de me sentir ainda fraco
16:46E fiquei no lado de fora
16:48Onde havia neve profunda
16:50Parecia-me que ali dentro
16:52Seria quase impossível sobreviver
16:54A dor excruciante
16:55Que torturava todo o meu corpo
16:57Especialmente a minha cabeça
16:59Doresta causada pela baixa temperatura
17:01Em que meu corpo estava
17:03Assim o Senhor me livrou e me salvou
17:06Louvado seja o Seu nome
17:08Por manter-me afastado do fogo
17:10Até que minha temperatura gélida
17:12Voltasse ao normal
17:13Eu fui o único que escapei
17:15Da condição de ter membros
17:16Continuamente dormentes
17:18E doença prolongada
17:19Muitos anos depois disso
17:21Me encontrei com o Tom
17:23Na América do Sul
17:24Ele me disse o quanto sofrera
17:26E ainda sofria
17:27Desde aquela noite perigosa
17:28O capitão Mirica
17:30E sua esposa
17:31Pois este era o nome de família
17:33De nossos gentis amigos
17:35Nos proporcionaram
17:36Uma refeição quente
17:37E nos receberam bondosamente
17:39Em sua casa e à sua mesa
17:41Depois do nascer do sol
17:43Podemos ver com a ajuda
17:45De um binóculo
17:45O Criterion flutuando
17:47Sendo levado à deriva
17:48No gelo em nossa direção
17:50O Criterion mostrava
17:52A meio mastro
17:53Uma bandeira com sinal de perigo
17:55Entretanto nenhum ser humano
17:56Podia se aproximar do navio
17:58Enquanto ele estivesse
17:59No gelo flutuante
18:00Achamos que os nossos companheiros
18:03No Criterion
18:03Estavam afundando
18:05Pois o gelo havia perfurado o casco
18:07Antes de nos separarmos deles
18:09Assim que o Criterion
18:11Chegou a seis quilômetros
18:12Da costa de onde estávamos
18:14Podemos ver o capitão
18:15E o timoneiro andando no convés
18:17Vigiando para ver
18:18Qual seria o destino deles
18:20Em cima do rochedo
18:22Levantamos uma bandeira
18:23Para eles
18:24Mas aparentemente
18:25Não a notaram
18:26Vimos que o Criterion
18:27Estava inclinado
18:28Para este bordo
18:29Deixando os buracos
18:31Feitos pelo gelo
18:32A bombordo
18:32Para fora da água
18:34Antes do cair da noite
18:36O navio passou por nós
18:37Mais uma vez
18:38À deriva
18:39Na parte superior da baía
18:41Com a maré alta
18:42Assim continuou
18:43Por mais dois dias
18:44Até que uma violenta
18:46Tempestade de neve
18:47Do nordeste
18:48O conduziu
18:49Ao seu destino final
18:50Deixando-o preso
18:51Quando a tempestade
18:53Por fim diminuiu
18:54Utilizamos um binóculo
18:56Para vermos o Criterion
18:57Ele estava parado
18:59No Love Point
19:00No lado leste
19:01Da baía de Chesapeake
19:03A uns 20 quilômetros
19:04De distância
19:05Como não havia
19:06Nenhuma forma
19:07De nos comunicarmos
19:08Com os nossos companheiros
19:09Sofredores
19:10A não ser por meio
19:11De Beltmore
19:12E de lá rodear
19:13A parte superior da baía
19:15Atravessando o Susquehanna
19:17Decidi ir até Beltmore
19:19E informar os signatários
19:20E expedidores
19:21Da situação do navio
19:23O capitão Merica
19:24Me disse
19:25Que o percurso
19:26Seria de cerca
19:26De 48 quilômetros
19:28E boa parte
19:29Desse percurso
19:30Em meio ao bosque
19:31E por estradas ruins
19:32Principalmente
19:33Naquela ocasião
19:34Pois a neve
19:35Estava com mais ou menos
19:36Um metro de profundidade
19:38Ele disse
19:39Se você decidir ir
19:40E emprestarei meu cavalo
19:42Eu lhe empresto
19:43Um dólar
19:44Para as possíveis despesas
19:45Completou a esposa
19:46Do capitão
19:47Depois de uma
19:48Cansativa viagem
19:50Desde amanhã
19:50Até por volta
19:51Das nove da noite
19:52Cheguei a Beltmore
19:54Os consignatários
19:56Me providenciaram
19:57Dinheiro
19:57Para pagar
19:58Nossas refeições
19:59No litoral
20:00Por tanto tempo
20:01Quanto precisássemos ficar
20:03E me autorizaram
20:04A pedir
20:04Que os mercadores
20:05Em Anápolis
20:06Nos fornecessem
20:07Cordas e âncoras
20:08Se precisássemos
20:09Delas
20:10A fim de colocarmos
20:11O critério
20:11De volta ao mar
20:12Cerca de duas semanas
20:14Depois de termos
20:15Nos separado
20:16Do critério
20:17O clima
20:18Tornou-se
20:18Mais ameno
20:19E moderado
20:19E o gelo
20:20A deriva
20:21Já começava
20:22A se partir
20:22O capitão
20:24Meirica
20:24Juntamente
20:25Com alguns
20:25Dos seus escravos
20:26Nos ajudou
20:27A tirar
20:28O nosso bote
20:29Do gelo
20:29E a reparar
20:30Os estragos
20:31Com a nossa
20:32Tripulação
20:32Tanto já
20:33Recuperada
20:34E mais dois
20:35Escravos fortes
20:36Do capitão
20:36Meirica
20:37Empurramos
20:38O nosso bote
20:38Até que ele
20:39Atingiu
20:39Águas profundas
20:41Em seguida
20:42Subimos nele
20:43E com os nossos
20:44Remos
20:44E uma vela
20:45Emprestada
20:46Seguimos através
20:47Do gelo
20:47Quebrado
20:48Em direção
20:48Ao critério
20:49Quando nos aproximamos
20:51Do navio
20:52Percebemos
20:53Que ele estava
20:53Inclinado
20:54Para a costa
20:55E uma forte corrente
20:56Estava nos levando
20:57Para além do navio
20:58Rumo a um lugar
20:59Perigoso
21:00A menos que pudéssemos
21:01Pegar uma corda
21:02Para nos segurarmos
21:04Gritamos
21:04Mas ninguém respondeu
21:06Orderei aos homens
21:07Que gritassem
21:08O mais alto
21:09Que pudessem
21:09Até serem ouvidos
21:10Dois escravos
21:12Com medo
21:12De ficarmos presos
21:14No gelo
21:14Soaram um ruído
21:15Tão medonho
21:16Que o cozinheiro
21:17Colocou a cabeça
21:18Na parte superior
21:19Do navio
21:19E desapareceu
21:21Imediatamente
21:22Ao passarmos
21:23Pela proa
21:24Do critério
21:24Conseguimos pegar
21:26Uma corda pendurada
21:27Que nos manteve
21:28Em segurança
21:28O capitão
21:30E o timoneiro
21:30Vieram correndo
21:31Em nossa direção
21:32Consternados
21:33Quando pulei
21:34Ao converso navio
21:35Para encontrá-los
21:36Hora
22:03Hora
22:05E fora perdida
22:43Nascem o navio
23:04Depois
23:05Depois de desmontar
23:32Em circunstâncias
24:02Inusitadas
24:32O oficial da marinha
25:01Imedias ocidentais
25:04E os quadrantes
25:33Em Martinica
25:34Que acabei de contar
26:33Nenhuma ideia
27:03Salvadora
27:33E temendo
27:34Do capitão
28:03Bednay
28:23O caminho para Gothenburg
28:35Iluminada
28:35Agradável
28:36E clara
28:37Com uma brisa gostosa
28:38Soprando por todos os lados
28:40E todo o comboio
28:41Seguindo adiante
28:42Em ordem normal
28:43O capitão
28:44Hit me pediu
28:45Que eu seguisse
28:46Determinado navio
28:47Grande
28:47E cuidasse
28:48Para que ficássemos
28:49O mais próximo possível
28:50De sua popa
28:51E disse
28:52Que se víssemos
28:53Esse navio
28:53Em alguma dificuldade
28:55Poderíamos alterar
28:56O nosso curso
28:57A tempo
28:57De evitarmos
28:58O mesmo problema
28:59Antes que as minhas
29:00Quatro horas
29:01De guarda
29:02Tivessem chegado
29:03Ao fim
29:03O capitão
29:04Veio até o corredor
29:05E disse
29:06Senhor Bates
29:07O que pensa
29:08Que está fazendo
29:08Deixando as velas
29:09Nessa posição
29:10Enrole as velas
29:12Onde é
29:13Que está aquele navio
29:15Lá senhor
29:16Respondi
29:17A mesma distância
29:18Que estava
29:18Quando o senhor
29:19Desceu para repousar
29:20Vi que os olhos
29:22Dele estavam
29:23Arregalados
29:23Mas não acreditei
29:25Que ele estivesse
29:25Em seu juízo perfeito
29:27Por causa da maneira
29:28Categórica
29:29Como falou comigo
29:30Então eu disse
29:31Capitão Hitch
29:32Você está dormindo
29:33Dormindo
29:35Disse ele
29:36Em contrapartida
29:37Nunca estive
29:38Mais acordado
29:39Em toda a minha vida
29:39Enrole as velas
29:41Senti-me insultado
29:43Com aquele tratamento
29:44Arbitrário
29:45Incomum
29:45E sem a menor
29:46Razão aparente
29:47Então gritei
29:48A plenos pulmões
29:49Todos apostos
29:51Todos risando
29:52As velas
29:52Meu grito
29:54Acordou o capitão
29:54Que perguntou
29:55Qual é o problema
29:56Você veio dando ordens
29:58Para enrolarmos
29:58As velas
29:59Eu fiz isso mesmo
30:01Não, não
30:02Não sabia
30:03Peça que parem
30:04O que estão fazendo
30:05Vou descer outra vez
30:06Como o capitão Hitch
30:08Era coproprietário
30:09Do navio
30:10E com a perspectiva
30:11De ganhar
30:11Alguns milhares
30:12De dólares
30:13Com o carregamento
30:14De ferro
30:15Ele carregou
30:16O navio
30:16Ao extremo
30:17Mas não pareceu
30:18Prever qualquer perigo
30:19Em especial
30:19Até que nos deparamos
30:21Com uma tempestade
30:22De neve
30:22Ao entrarmos
30:23No mar do norte
30:24Aquela tempestade
30:26Nos fez ir
30:26Para o norte
30:27E nos aproximou
30:28Do rocal
30:28No momento
30:29De grande tempestade
30:30O que deixou
30:31A tripulação
30:32Muito ansiosa
30:33E temerosa
30:33Até que nos convencêssemos
30:35De que estávamos
30:36Fora de todo
30:37E qualquer perigo
30:39O que estávamos
30:41Para o norte
30:41Obrigado.
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