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Título do livro: Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem
Autor do livro: Ellen G. White
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Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
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Categoria
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Estilo de vidaTranscrição
00:00Paulo, o apóstolo da fé e da coragem. Capítulo 26. Durante sua permanência em Roma.
00:10Uma vez em Roma, foi permitido a Paulo morar por sua conta, tendo em sua companhia o soldado que o
00:16guardava.
00:17Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa que alugara, onde recebia todos que o procuravam pregando o reino
00:25de Deus,
00:25e com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.
00:33Atos 28, versos 16, 30 e 31.
00:37Segundo a lei romana, o julgamento de Paulo não poderia ocorrer até que seus delatores estivessem presentes em pessoa para
00:46apresentarem suas acusações.
00:48Eles ainda não haviam chegado da Palestina. Nem se sabia em Roma se eles já tinham iniciado sua longa viagem.
00:57Portanto, o julgamento poderia ser adiado indefinidamente.
01:01Pouca consideração era mostrada pelos direitos daqueles que se supunha ter violado a lei.
01:07Era frequente o caso de um acusado ser mantido na prisão por um longo tempo,
01:13pela demora dos promotores em apresentar suas acusações,
01:16ou seu julgamento poderia ser adiado pelo capricho daqueles que estavam no poder.
01:22Um juiz corrupto poderia manter um prisioneiro encarcerado por anos,
01:27como fez Félix no caso de Paulo, para satisfazer o preconceito popular ou na esperança de conseguir o suborno.
01:35Esses juízes eram, porém, submissos a um tribunal mais elevado,
01:40e isto, em alguma medida, servia como restrição sobre eles.
01:45Mas o imperador não estava sujeito a tal restrição.
01:49Sua autoridade era virtualmente ilimitada,
01:52e com frequência ele permitia que o capricho, a maldade ou mesmo a indolência
01:57retardasse ou impedisse a administração da justiça.
02:01Os judeus de Jerusalém não tinham nenhuma pressa em apresentar suas acusações contra Paulo.
02:07Eles haviam sido repetidamente frustrados em seus desígnios,
02:11e não tinham nenhum desejo de arriscar outra derrota.
02:15Lísias, Félix, Festo e Agripa tinham todos declarado acreditar na inocência de Paulo.
02:21Seus inimigos poderiam esperar ser bem-sucedidos somente se, pela intriga,
02:28conseguissem influenciar o imperador a seu favor.
02:32A demora favoreceria seu objetivo,
02:35pois lhes concederia tempo para aperfeiçoar e executar-se as estratagemas.
02:41Na providência divina, toda esta demora resultou num avanço do Evangelho.
02:47Paulo não foi obrigado a uma vida de inatividade.
02:51Foi-lhe permitir encontrar-se livremente com seus amigos
02:54e teve permissão de morar em uma casa cômoda,
02:58onde diariamente apresentava a verdade àqueles que se reuniam para ouvir suas palavras.
03:04Assim, durante dois anos, ele continuou pregando o reino de Deus
03:08e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum,
03:12ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.
03:16E seus labores não estavam limitados à pregação do Evangelho.
03:20O cuidado de todas as igrejas ainda estava sobre ele.
03:24Sentia profundamente o perigo que ameaçava
03:27aqueles por quem ele tinha trabalhado tão ardentemente
03:31e procurou tanto quanto possível
03:33suprir por meio de comunicações escritas
03:36o lugar de sua instrução pessoal.
03:40Enviou obreiros consagrados para trabalhar nas igrejas que ele havia fundado
03:44e também nos campos que ele não tinha visitado.
03:48Esses mensageiros lhe prestaram fiel serviço
03:51e, estando em comunicação com eles,
03:54mantinha-se informado no que concernia a condição e perigos das igrejas
03:59e era habilitado a exercer uma constante supervisão sobre elas.
04:04Desse modo, enquanto aparentemente separado do trabalho ativo,
04:08Paulo exercia uma influência maior e mais duradoura
04:12do que se estivesse livre para viajar entre as igrejas,
04:16como nos anos anteriores.
04:18Como prisioneiro do Senhor,
04:20ele retinha mais firmemente as afeições de seus irmãos na fé
04:24e suas palavras impunham ainda maior atenção e respeito
04:28do que quando estava pessoalmente com eles.
04:32Quando, a princípio, seus discípulos souberam que seu amado mestre
04:35fora feito prisioneiro,
04:37lamentaram e não quiseram ser consolados.
04:41Não antes que Paulo fosse deles separado,
04:44compreenderam o quão pesados eram os encargos
04:47que ele tinha levado em benefício deles.
04:50Até então, tinham-se em grande parte
04:52excusado de responsabilidades e obrigações,
04:55mas agora deixados em sua inexperiência
04:58a aprender as lições que tinham ouvidado,
05:01e sentindo que nunca mais seriam beneficiados pelo trabalho do apóstolo,
05:06apreciaram seus conselhos,
05:07advertências e instruções que ele lhes enviava,
05:11como nunca dantes.
05:12E ao aprenderem de sua coragem, fé e mansidão
05:16em sua longa prisão,
05:19foram também estimulados a maior fidelidade e zelo na causa de Cristo.
05:24Entre os assistentes de Paulo em seus labores,
05:27havia muitos de seus anteriores companheiros e co-obreiros.
05:32Lucas, o médico amado,
05:34que o tinha assistido em sua viagem a Jerusalém,
05:37que havia estado com ele durante os dois anos de sua prisão em Cesareia,
05:41e que o havia acompanhado em sua última e perigosa viagem,
05:46estava ainda com ele.
05:47Timóteo também ministrava para o seu conforto.
05:51Tíquico era seu emissário,
05:53levando suas mensagens às diferentes igrejas que juntos eles tinham visitado.
05:59Demas e Marcos também estavam com ele.
06:02Marcos tinha sido uma vez recusado por Paulo como indigno de o acompanhar,
06:07porque quando o seu auxílio era mais necessário,
06:10havia deixado o apóstolo e retornado para seu lar.
06:14Ele viu que, como companheiro de Paulo,
06:16sua vida seria de constante labuta,
06:19ansiedade e abnegação,
06:20e desejou um caminho mais fácil.
06:23Isto levou o apóstolo a sentir que não podia confiar nele,
06:27e esta decisão provocou a infeliz desavença entre Paulo e Barnabé.
06:33Desde então, Marcos tinha aprendido a lição que todos devem aprender,
06:38que as reivindicações de Deus estão acima de todas as outras.
06:41Ele viu que não havia dispensa na luta cristã.
06:45Tinha obtido mais clara e mais perfeita visão do seu modelo, Jesus,
06:50e tinha visto em suas mãos as cicatrizes de seu conflito para salvar os perdidos.
06:56Ele se dispôs a seguir o exemplo de zelo e dedicação de seu mestre,
07:00para que pudesse ganhar almas para Cristo e a bem-aventurança do céu.
07:05E agora, partilhando a sorte de Paulo, o prisioneiro,
07:10Marcos compreendeu melhor do que nunca
07:12que é infinito lucro ganhar a Cristo a qualquer custo
07:16e infinita perda ganhar o mundo e perder a alma
07:19por cuja redenção foi o sangue de Cristo derramado.
07:23Marcos era agora um útil e amado auxiliar do apóstolo
07:27e continuou fiel até o fim.
07:29Escrevendo de Roma pouco antes do seu martírio,
07:33Paulo ordenou a Timóteo,
07:35Toma contigo, Marcos, e traz-o,
07:38pois me é útil para o ministério.
07:41Demas era agora um fiel ajudador do apóstolo.
07:44Porém, alguns anos depois, na mesma carta a Timóteo,
07:48em que elogia a fidelidade de Marcos,
07:51Paulo escreve,
07:52Demas, tendo amado o presente século, me abandonou.
07:56Pelo ganho mundano, Demas abandonou seus mais nobres
08:00e mais elevados ideais.
08:03Com que pouco discernimento fizer a ele a troca.
08:06Os que possuem apenas riquezas e honras mundanas
08:09são realmente pobres,
08:11por muito que possam orgulhosamente chamar seu.
08:15Os que escolhem sofrer por amor de Cristo
08:18possuirão as riquezas eternas,
08:20serão herdeiros de Deus e co-herdeiros de seu Filho.
08:24Podem não ter na terra um lugar onde reclinar a cabeça,
08:28mas no céu o Salvador a quem eles amaram
08:31está preparando mansões para eles.
08:34Muitos, em seu orgulho e ignorância,
08:37esquecem que as coisas humildes são poderosas.
08:40Afim de sermos felizes,
08:42devemos aprender a abnegação aos pés da cruz.
08:45Não queremos nenhuma esperança terrena
08:47tão firmemente arraigada
08:49que não possamos transplantá-la para o paraíso.
08:52Paulo não estava sozinho nas provações que suportou
08:56por causa do amor à comodidade e desejo de ganho mundano
09:00de seus professos irmãos.
09:02Sua experiência é ainda partilhada pelos fiéis servos de Cristo.
09:07Muitos, mesmo daqueles que professam crer
09:10nas verdades solenes para este tempo,
09:13sentem apenas pouca responsabilidade moral.
09:15Quando veem que o caminho do dever está assediado
09:19de perplexidades e provações,
09:22escolhem para si mesmos um caminho
09:23onde é necessário menos esforço,
09:26onde na carreira há menos riscos,
09:28menos perigos a enfrentar.
09:31Por evitar egoisticamente responsabilidades,
09:34aumentam os encargos dos fiéis obreiros
09:37e, ao mesmo tempo, separam-se de Deus
09:39e perdem a recompensa que poderiam ter ganho.
09:42Todos os que trabalham com fervor e abnegação,
09:47em amor e temor,
09:48Deus os tornará colaboradores seus.
09:51Cristo os contratou ao preço do seu próprio sangue,
09:55penhor de um peso eterno de glória.
09:58De cada um de seus seguidores,
10:00ele requer esforços que correspondam dentro do possível
10:03ao preço pago e ao infinito galardão oferecido.
10:07Entre os discípulos que ministravam a Paulo em Roma
10:11estava Onésimo,
10:12um escravo fugitivo da cidade de Colossos.
10:15Ele pertencia a um cristão chamado Filemón,
10:19membro da igreja de Colossos.
10:21Mas ele tinha lesado seu senhor e fugido para Roma.
10:25Ali, esse escravo pagão,
10:27dissipador e sem princípios,
10:29foi alcançado pelas verdades do Evangelho.
10:32Ele tinha visto e ouvido Paulo em Éfeso
10:35e agora, na providência de Deus,
10:37o encontrou outra vez em Roma.
10:40Na bondade de seu coração,
10:43o apóstolo procurou aliviar a pobreza
10:45e a angústia do desventurado fugitivo
10:48e, a seguir, procurou derramar luz da verdade
10:51em sua mente obscurecida.
10:54Onésimo ouviu atentamente as palavras de vida
10:57que uma vez havia desprezado
10:59e foi convertido à fé em Cristo.
11:01Ele agora confessou seu pecado contra seu senhor.
11:05E, com gratidão, aceitou o conselho do apóstolo.
11:09Ele tinha se tornado caro a Paulo
11:11por sua piedade, mansidão e sinceridade,
11:14e não menos por seu terno cuidado
11:16pelo conforto do apóstolo
11:18e seu zelo em promover a obra do Evangelho.
11:22Paulo viu nele traços de caráter
11:24que poderiam torná-lo útil no labor missionário
11:27e, alegremente, o teria conservado em Roma.
11:31Mas não faria isto sem um pleno consentimento
11:34de Filemón.
11:35Decidiu, portanto, que Onésimo retornasse
11:38sem delonga a seu senhor
11:39e prometeu responsabilizar-se
11:41pela soma da qual Filemón tinha sido lesado.
11:44Estando prestes a despachar Tíquico
11:47com cartas para várias igrejas da Ásia Menor,
11:50enviou Onésimo em sua companhia
11:52e sob seu cuidado.
11:54Era uma severa prova para esse servo
11:57apresentar-se ao senhor a quem havia causado dano.
12:00Mas fora convertido de verdade
12:03e, penoso como era,
12:05não se furtou a este dever.
12:07Paulo tornou Onésimo portador
12:10de uma carta a Filemón
12:11na qual, com grande delicadeza e bondade,
12:14pleiteava a causa do servo arrependido
12:17e notificava seus próprios desejos
12:19em relação a ele.
12:21A carta começava com uma afetuosa
12:23saudação a Filemón
12:24com um amigo e cooperador.
12:27Graça e paz a vós outros
12:29da parte de Deus nosso Pai
12:31e da do Senhor Jesus Cristo.
12:33Dou graças ao meu Deus
12:35lembrando-me sempre de Ti
12:37nas minhas orações,
12:38estando ciente de Teu amor
12:40e da fé que tens
12:41para com o Senhor Jesus
12:42e todos os santos,
12:44para que a comunhão da Tua fé
12:46se torne eficiente
12:47no pleno conhecimento
12:49de tudo o bem que há em nós
12:51para com Cristo.
12:52O apóstolo procurava gentilmente
12:55lembrar Filemón
12:56de que todo bom propósito
12:58e traço de caráter
12:59que ele possuía
13:00eram devidos
13:01à graça de Cristo,
13:02pois somente isto
13:04o levava a diferir
13:05dos perversos e pecadores.
13:07A mesma graça
13:08poderia tornar
13:09o degradado criminoso
13:10um filho de Deus
13:11e um mútil colaborador
13:13do Evangelho.
13:15Embora Paulo pudesse
13:16com autoridade
13:17ter imposto a Filemón
13:18seu dever como cristão,
13:20por causa do seu amor
13:22por ele,
13:23não ordenaria,
13:24mas preferiria
13:25a linguagem da súplica.
13:26Sendo que sou
13:28Paulo,
13:29o velho
13:29e agora
13:30até prisioneiro
13:31de Jesus Cristo,
13:32sim,
13:33solicito-te em favor
13:34de meu filho Onésimo,
13:36que gerei
13:37entre algemas.
13:39Ele antes
13:40te foi inútil,
13:41atualmente,
13:41porém,
13:42é útil
13:42a ti e a mim.
13:44Ele pede
13:45a Filemón
13:46que o receba
13:46como seu próprio filho.
13:48Diz que era
13:49seu desejo
13:50reter Onésimo,
13:51que ele poderia
13:51desempenhar
13:52boa ajuda
13:53para ele,
13:54ministrando-lhe
13:54em suas cadeias,
13:56como Filemón
13:57mesmo teria feito.
13:58Mas não desejava
14:00seus serviços
14:00a menos que Filemón
14:02voluntariamente
14:02o liberasse.
14:04Podia ser
14:05que,
14:05na providência
14:06de Deus,
14:07Onésimo
14:07tivesse deixado
14:08seu senhor
14:09por algum tempo,
14:10de modo tão impróprio
14:11para que,
14:12convertendo-se,
14:12pudesse retornar,
14:14ser perdoado
14:15e recebido
14:16com tal afeição
14:17que preferisse
14:18ficar com seu senhor
14:19para sempre,
14:20não como escravo,
14:21antes,
14:23muito acima
14:23de escravo
14:24como irmão
14:25caríssimo.
14:27Acrescenta ao apóstolo,
14:29se, portanto,
14:30me consideras
14:30companheiro,
14:31recebe-o
14:32como se fosse
14:33a mim mesmo.
14:34E se algum dano
14:35te fez
14:36ou se te deve
14:37alguma coisa,
14:38lança tudo isso
14:39em minha conta.
14:40Eu,
14:41Paulo,
14:41de próprio punho
14:43o escrevo,
14:44eu pagarei
14:44para não te alegar
14:45que também
14:46tu me deves
14:47até a ti mesmo.
14:49Paulo se propôs
14:51voluntariamente
14:52assumir
14:53o débito
14:53de outro.
14:54Ele faria
14:55reparação
14:55por um crime
14:56cometido por outro
14:57para que
14:58o transgressor
14:59fosse poupada
15:00a agrura
15:00da punição
15:01e outra vez
15:02pudesse gozar
15:03dos privilégios
15:04que havia perdido.
15:05O apóstolo
15:07bem conhecia
15:07a severidade
15:08com que os senhores
15:09tratavam seus escravos
15:11e sabia também
15:12que Filemón
15:12estava muito indignado
15:14com a conduta
15:15de seu servo.
15:16Portanto,
15:17escreveu-lhe
15:18de maneira
15:18a despertar
15:19seus mais profundos
15:20e ternos sentimentos
15:22de cristão.
15:23A conversão
15:24de Onésimo
15:25o tornara
15:25um irmão
15:26na fé
15:27e qualquer punição
15:28aplicada
15:29a esse novo
15:29converso
15:30de trevas
15:31do paganismo
15:32seria considerada
15:33por Paulo
15:34como se fosse
15:34aplicada
15:35a ele mesmo.
15:36Qual apropriada
15:38a ilustração
15:39do amor de Cristo
15:40para com o pecador
15:41arrependido?
15:42Como o servo
15:44que defraudara
15:44seu senhor
15:45não tinha nada
15:46com o que fazer
15:47a restituição,
15:48o pecador
15:49que tem roubado
15:50a Deus
15:50de anos
15:51de serviço
15:52não tem meios
15:53de cancelar
15:54o débito.
15:55Jesus se interpôs
15:57entre o pecador
15:58e a justa ira
15:59de Deus
15:59dizendo
16:00Eu pagarei
16:01o débito.
16:02Que o pecador
16:03seja poupado
16:04da punição
16:05de sua culpa.
16:06Eu sofrerei
16:07em seu lugar.
16:09Depois de oferecer-se
16:10para assumir
16:11o débito
16:12de Onésimo,
16:12Paulo recordou
16:14a Filemón
16:14o quanto ele próprio
16:15era devedor
16:16ao apóstolo.
16:18Devia-lhe
16:18de uma maneira
16:19especial
16:19seu próprio ser,
16:21sendo que Deus
16:22havia feito
16:22de Paulo
16:23o instrumento
16:24de sua conversão.
16:25Então,
16:26num fervoroso
16:27e terro apelo,
16:28suplicou a Filemón
16:29que assim como ele
16:30por sua liberalidade
16:32tinha reanimado
16:33os santos,
16:34também reanimaria
16:35o espírito
16:36do apóstolo
16:37concedendo-lhe
16:38esta causa
16:39de regozijo.
16:40Certo como estou
16:42da tua obediência,
16:43acrescentou-lhe.
16:44Eu te escrevo
16:45sabendo que farás
16:46mais do que estou pedindo.
16:48Esta epístola
16:49é de grande valor
16:50como ilustração
16:51prática
16:52da influência
16:52do Evangelho
16:53sobre as relações
16:55entre senhores
16:56e servos.
16:57A escravidão
16:58era uma instituição
16:59estabelecida
17:00em todo o Império Romano
17:01e tanto senhores
17:02como escravos
17:03eram encontrados
17:05na maioria
17:05das igrejas
17:06pelas quais
17:07Paulo trabalhou.
17:09Nas cidades
17:10onde os escravos
17:11eram muitas vezes
17:12muito mais numerosos
17:14do que a população
17:15livre,
17:16leis da mais
17:16terrível severidade
17:18eram consideradas
17:19necessárias
17:20para mantê-los
17:20em sujeição.
17:22Um romano rico
17:23possuía centenas
17:24de escravos
17:25de toda a categoria,
17:27de todas as nações
17:28e de toda a habilidade.
17:30O Senhor
17:30tinha pleno controle
17:32sobre a alma
17:32e o corpo
17:33dessas criaturas
17:34desajudadas.
17:36Podia infligir-lhes
17:37qualquer castigo
17:38que desejasse,
17:40mas se um deles
17:41por vingança
17:42ou autodefesa
17:43ousasse levantar
17:44a mão
17:45contra seu proprietário,
17:46toda a família
17:48do ofensor
17:48poderia ser
17:49desumanamente
17:50sacrificada,
17:51por mais inocente
17:53que fosse.
17:55Mesmo o mais leve
17:56erro,
17:57acidente
17:57ou descuido
17:58era punido
17:59sem misericórdia.
18:01Alguns senhores
18:02mais humanos
18:03do que outros
18:03eram mais indulgentes
18:05para com seus servos,
18:06mas a grande maioria
18:07dos ricos e nobres
18:08entregava-se
18:10sem restrição
18:10à luxúria,
18:11paixão e apetite
18:13e tornavam
18:14seus escravos
18:15miseráveis vítimas
18:16do capricho
18:17e tirania.
18:18A tendência
18:19de todo o sistema
18:20era desesperadamente
18:22degradante.
18:24Não era obra
18:24do apóstolo
18:25subverter violentamente
18:27a ordem estabelecida
18:28da sociedade.
18:29Tivesse ele
18:30tentado isso,
18:31teria impedido
18:32o sucesso
18:33do Evangelho.
18:34Mas ele ensinava
18:35os princípios
18:36que atingiam
18:37o próprio fundamento
18:38da escravatura,
18:39os quais,
18:40se postos
18:41em execução,
18:42minaria seguramente
18:44todo o sistema.
18:46Onde está
18:47o Espírito do Senhor,
18:48aí há liberdade,
18:50declarou ele.
18:51A religião de Cristo
18:53tem um poder
18:53transformador
18:54sobre aquele
18:55que a recebe.
18:56O escravo convertido
18:58tornara-se membro
18:59do corpo de Cristo
19:00e como tal
19:01devia ser amado
19:02e tratado
19:03com o irmão.
19:05Coerdeiro
19:05com o seu Senhor
19:06das bênçãos
19:07de Deus
19:08e dos privilégios
19:09do Evangelho.
19:10Por outro lado,
19:11os servos
19:12deviam cumprir
19:12seus deveres,
19:14não servindo
19:14à vista
19:15como para agradar
19:16a homens,
19:17mas como servos
19:18de Cristo
19:19fazendo de coração
19:20a vontade
19:21de Deus.
19:22O cristianismo
19:24cria um forte
19:25laço de união
19:26entre o Senhor
19:26e o servo,
19:27o rei
19:28e o súdito,
19:29o ministro
19:30do Evangelho
19:31e o mais degradado
19:32pecador
19:32que encontrou
19:33em Cristo
19:34alívio
19:35do seu fardo
19:35de crime.
19:36Foram lavados
19:38no mesmo sangue,
19:39vivificados
19:40pelo mesmo Espírito,
19:41são feitos
19:42um em Cristo Jesus.
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