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Título do livro: Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem
Autor do livro: Ellen G. White
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Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
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Categoria
🛠️
Estilo de vidaTranscrição
00:00Paulo, o apóstolo da fé e da coragem. Capítulo 5. Pregando entre os gentios.
00:08A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das
00:15insondáveis riquezas de Cristo. Efésios 3, verso 8.
00:21De Antioquia da Piscídia, os apóstolos foram para Icônio. Esse lugar era um grande refúgio para os amantes do prazer
00:30e para pessoas que não tinham na vida nenhum objetivo especial.
00:34A população era composta de romanos, gregos e judeus. Como em Antioquia, aqui os apóstolos iniciaram seus labores nas sinagogas
00:44do seu próprio povo, os judeus.
00:46Eles depararam com assinalado sucesso. Muitos judeus e gregos aceitaram o evangelho de Cristo.
00:54Mas, como nos lugares anteriores, onde os apóstolos tinham trabalhado, os judeus incrédulos deram início a uma irrazoável oposição
01:03a aqueles que aceitavam a verdadeira fé, e até onde estava em seu poder incitaram os gentios contra eles.
01:10Os apóstolos, porém, não se desviaram facilmente de sua obra, pois muitos estavam diariamente aceitando a doutrina de Cristo.
01:19Eles prosseguiram fielmente, mesmo em face da oposição, inveja e preconceito.
01:26Milagres eram diariamente operados pelos discípulos através do poder de Deus,
01:31e aqueles cuja mente estava aberta à evidência foram influenciados pelo convincente poder desses acontecimentos.
01:38A crescente popularidade da doutrina de Cristo despertou os incrédulos judeus para a nova oposição.
01:47Estavam cheios de inveja e ódio, e decididos a deter imediatamente os labores dos apóstolos.
01:53Dirigiram-se às autoridades e representaram a obra dos apóstolos sob a mais falsa e distorcida luz,
02:00levando os oficiais a temer que toda a cidade estivesse em perigo de ser incitada à insurreição.
02:08Declararam que grande número estava se unindo aos apóstolos, e sugeriram que isso tinha em vista desígnios secretos e perigosos.
02:16Em consequência destas acusações, os discípulos foram repetidamente levados diante das autoridades.
02:23Mas em todos os casos eles se defenderam tão habilmente que, embora os magistrados tivessem prevenção contra eles
02:31pelas falsas declarações que tinham ouvido, não ousaram condená-los.
02:36Puderam apenas reconhecer que os ensinamentos dos apóstolos visavam tornar os homens cidadãos virtuosos e cumpridores da lei.
02:44Os judeus e gregos destituídos de preconceito assumiram a posição de que a moralidade e a boa ordem da cidade
02:52melhorariam
02:53se os apóstolos tivessem permissão de permanecer e trabalhar ali.
02:57Nas ocasiões em que os apóstolos eram levados diante das autoridades, sua defesa era tão sensata
03:04e a declaração que eles davam de sua doutrina era tão clara e compreensível
03:09que uma considerável influência era exercida em seu favor.
03:12A doutrina que eles pregavam ganhava grande publicidade naquele lugar
03:17e era levada diante de um número ainda maior de ouvintes não preconceituosos.
03:23Os judeus perceberam que seus esforços para impedir o trabalho dos apóstolos eram sem proveito
03:29e apenas resultavam em acrescentar maior número à nova fé.
03:33Por causa disso, o furor dos judeus chegou a tal ponto que decidiram alcançar seus objetivos de qualquer modo.
03:41Despertaram as piores paixões na turba ruidosa e ignorante,
03:45criando um tumulto que eles atribuíram à ação dos apóstolos.
03:49Então se prepararam para fazer uma falsa acusação e obter o auxílio dos magistrados para levar avante seu propósito.
03:57Decidiram que os apóstolos não deviam ter nenhuma oportunidade de defesa,
04:02mas que o poder da turba deveria interferir e pôr um fim aos seus labores,
04:07apedrejando-os até a morte.
04:10Amigos dos apóstolos, apesar de descrentes,
04:13os advertiram dos desígnios dos maliciosos judeus
04:17e insistiram que eles não se expusessem inutilmente à sua fúria,
04:21mas fugissem para salvar sua vida.
04:24Concordes, eles partiram secretamente de Icônio,
04:27deixando os fiéis e facções contrárias lutando por si mesmos,
04:32confiantes de que Deus daria a vitória à doutrina de Cristo.
04:36Mas de maneira nenhuma saíram em definitivo,
04:39propuseram retornar após acalmado o excitamento e completar a obra iniciada.
04:45Aqueles que observam e ensinam as obrigatórias reivindicações da lei de Deus
04:50frequentemente recebem, de certa forma,
04:53tratamento semelhante ao que foi dado aos apóstolos em Icônio.
04:57Frequentemente enfrentam uma acerba ou oposição de líderes religiosos
05:01que persistentemente recusam a luz de Deus
05:05e que, por meio de distorções e falsidades,
05:08fecham todas as portas pelas quais o mensageiro da verdade
05:12poderia ter acesso ao povo.
05:14Em seguida, os apóstolos foram para Listra e Derbe,
05:18cidades da Licaônia.
05:20Estas foram habitadas por um povo supersticioso e pagão,
05:24mas entre eles havia almas que ouviriam e aceitariam a doutrina de Cristo.
05:29Os apóstolos preferiram trabalhar nestas cidades
05:32porque ali não enfrentariam o preconceito e a perseguição dos judeus.
05:38Agora eles entraram em contato com um elemento inteiramente novo,
05:42a superstição e idolatria pagã.
05:45Apesar de a perseguição e oposição os assaltar de todos os lados,
05:50a vitória ainda coroava seus esforços
05:52e conversos eram diariamente acrescentados à fé.
05:56Em Listra não havia nenhuma sinagoga judaica,
05:59embora existissem alguns judeus ali.
06:02O templo de Júpiter ocupava uma posição notável na cidade.
06:06Paulo e Barnabé se apresentaram juntos ao povo,
06:08ensinando a doutrina de Cristo com grande poder e eloquência.
06:13A população crédula acreditou que eles fossem deuses descidos do céu.
06:18Ao explicarem os apóstolos sua crença ao povo ali reunido,
06:22os adoradores de Júpiter procuraram ligar essas doutrinas
06:25o mais rapidamente possível com sua própria fé supersticiosa.
06:31Paulo dirigiu-se a eles em língua grega,
06:33apresentando para sua consideração tais assuntos
06:36que os levariam a uma compreensão correta
06:39daquele que deveria ser o objeto de sua adoração.
06:43Dirigiu-lhes a atenção ao firmamento dos céus,
06:46o sol, a lua e as estrelas,
06:49a bela ordem das sucessivas estações,
06:52as poderosas montanhas cujos picos estavam coroados de neve,
06:56as árvores altaneiras e as variadas maravilhas da natureza
07:00que mostravam uma capacidade e exatidão
07:03além da compreensão finita.
07:06Mediante essas obras visíveis do Todo-Poderoso,
07:09os apóstolos conduziram o espírito dos gentios
07:12à contemplação da grande mente do universo.
07:16Paulo, então, lhes falou acerca do Filho de Deus
07:19que veio do céu ao mundo por haver amado os filhos dos homens.
07:23A vida e ministério de Jesus foram apresentados a eles.
07:27Sua rejeição por parte daqueles a quem vier a salvar,
07:31seu julgamento e crucifixão por homens ímpios,
07:35sua ressurreição dentre os mortos para finalizar a obra na terra
07:38e sua ascensão ao céu para ali atuar como advogado do homem
07:43na presença de Deus.
07:45Com o espírito e o poder de Deus,
07:48Paulo e Barnabé pregaram o Evangelho de Cristo.
07:51Estando Paulo a falar sobre as obras de Cristo
07:54como alguém que curava os enfermos e sofredores,
07:58percebeu um coxo, cujos olhos estavam fixos nele
08:02e que recebia com fé as suas palavras.
08:05O coração de Paulo encheu-se de simpatia para com o enfermo,
08:09cuja fé ele discerniu.
08:11E o coxo ansiosamente se apegou à esperança
08:15de que poderia ser curado por esse Salvador anunciado pelos apóstolos
08:19que, embora houvesse ascendido ao céu,
08:22era ainda amigo e médico dos homens,
08:25exercendo mais poder do que quando estivera na terra.
08:28Na presença da Assembleia Idólatra,
08:31Paulo ordenou ao coxo que se pusesse de pé.
08:35Até então o coxo não podia fazer mais do que assentar-se,
08:38mas agora ele se apegou com fé às palavras de Paulo
08:41e obedeceu instantaneamente ao seu mando
08:45e pela primeira vez na vida pôs-se de pé.
08:48Com esse esforço de fé lhe vieram as forças
08:51e aquele que havia sido coxo andou e saltou
08:54como se nunca tivesse experimentado uma enfermidade.
08:58Esta obra realizada em favor do coxo
09:00foi uma maravilha para todos os que a contemplaram.
09:04O fato ficou tão bem conhecido
09:06e a cura foi tão completa
09:08que não houve lugar para ceticismo da parte deles.
09:12Os licaônios estavam convencidos
09:14de que um poder sobrenatural
09:16acompanhava os labores dos apóstolos
09:19e clamaram com grande entusiasmo,
09:22dizendo que os deuses tinham descido do céu até eles
09:25na semelhança de homens.
09:27Esta crença estava em harmonia com sua tradição
09:30de que os deuses visitavam a terra.
09:33Conceberam a ideia de que as grandes divindades
09:36pagãs Júpiter e Mercúrio
09:38estavam em seu meio na pessoa de Paulo e Barnabé.
09:42O primeiro eles acreditavam ser Mercúrio
09:45porque Paulo era ativo,
09:46fervoroso e eloquente em palavras de advertência e exortação.
09:51Acreditavam que Barnabé era Júpiter,
09:53o pai dos deuses,
09:54por causa de sua venerável aparência,
09:57sua digna compostura
09:59e a suavidade e benevolência expressas em seu semblante.
10:03As novas da cura milagrosa do coxo
10:06logo foram divulgadas em toda aquela região,
10:09até ser despertada uma excitação geral
10:12e os sacerdotes do templo dos deuses
10:15se preparavam para honrar os apóstolos
10:17como visitantes das cortes celestiais,
10:20sacrificando-lhes animais
10:22e trazendo ofertas de grinaldos e coisas preciosas.
10:25Os apóstolos tinham procurado retiro e descanso em um lar privado,
10:30quando sua atenção foi despertada para o som da música
10:33e os brados entusiásticos de uma vasta multidão
10:37que se aproximava da porta da casa onde eles estavam hospedados.
10:42Quando os ministros de Deus se certificaram da causa daquele alvoroço
10:46e o motivo de tal excitamento,
10:48ficaram cheios de indignação e horror.
10:51Rasgaram suas vestes e saltaram para o meio da multidão
10:55para impedir novas demonstrações.
10:58Paulo, clamando com uma voz que sobrepujava o barulho da multidão,
11:02captou-lhe a atenção
11:03e, cessando subitamente o tumulto, disse
11:06— Senhores, por que fazeis isso?
11:10Nós também somos homens como vós,
11:12sujeitos aos mesmos sentimentos,
11:14e vos anunciamos o Evangelho
11:16para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo,
11:20que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles,
11:24o qual, nas gerações passadas,
11:26permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos.
11:30Contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo,
11:34fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas,
11:39enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.
11:43O povo ouviu as palavras de Paulo com manifesta impaciência.
11:48Sua superstição e entusiasmo em relação aos apóstolos
11:51tinham sido tão grandes que estavam relutantes em reconhecer o seu erro
11:55e ter suas expectativas e propósitos frustrados.
12:00Não obstante terem os apóstolos negado positivamente a divindade a eles atribuída
12:05e o esforço de Paulo para dirigir a mente deles ao verdadeiro Deus
12:09como o único objeto digno de adoração,
12:13foi ainda muito difícil desviá-los de seu propósito.
12:17Eles raciocinavam que tinham visto com os próprios olhos
12:20o miraculoso poder exercido pelos apóstolos,
12:23que tinham visto um coxo que nunca dantes usar a seus membros
12:27saltar e regozijar-se com perfeita saúde e vigor,
12:32por meio do exercício do maravilhoso poder exercido por esses estrangeiros.
12:37Mas, depois de muita persuasão da parte de Paulo
12:40e da explicação da verdadeira missão dos apóstolos,
12:44o povo relutantemente foi levado a desistir do seu propósito.
12:49Eles, apesar de não terem ficado satisfeitos,
12:52levaram os animais sacrificiais de volta.
12:55Ficaram, porém, desapontados
12:57porque sua crença de seres divinos visitando a Terra
13:00não pôde concretizar-se nessa ocasião.
13:03O que pensavam eles teria trazido bênçãos a eles
13:07e teria exaltado sua religião perante o mundo.
13:11E agora uma estranha mudança veio sobre o povo volúvel e excitável
13:15porque sua fé não estava ancorada no verdadeiro Deus.
13:19Os judeus opositores de Antioquia,
13:22por meio de cuja influência os apóstolos foram expulsos,
13:25daquele distrito, uniram-se a certos judeus de icônio
13:28e foram no encalço dos apóstolos.
13:31O milagre operado sobre o coxo
13:33e o efeito sobre aqueles que o testemunharam
13:36despertaram-lhes a inveja
13:38e os levaram a ir para o cenário do trabalho dos apóstolos
13:42e espalhar sua falsa versão sobre a obra.
13:45Negaram que Deus tivesse alguma parte nela
13:48e afirmaram que isso era realizado pelos demônios,
13:51a quem esses homens serviam.
13:54A mesma classe de pessoas havia outrora acusado o Salvador
13:58de expulsar demônios pelo poder do príncipe dos demônios.
14:01Eles o haviam denunciado como um enganador
14:04e agora infligiam a mesma ira irracional contra os apóstolos.
14:09Por meio de falsidades,
14:11insuflaram no povo de Listra
14:13a amargura de espírito pela qual eles mesmos atuavam.
14:18Afirmaram estar inteiramente familiarizados
14:20com o trabalho de Paulo e Barnabé
14:22e de tal modo representaram mal sua obra e caráter
14:26que esses pagãos que estiveram prontos
14:28a adorar os apóstolos como seres divinos
14:31agora os consideravam piores do que criminosos
14:34e qualquer que os tirasse do mundo
14:36prestaria um bom serviço a Deus e à humanidade.
14:40Aqueles que creem e ensinam as verdades
14:43da palavra de Deus nestes dias
14:45deparam com oposição semelhante
14:47de pessoas inescrupulosas
14:49que não aceitam a verdade,
14:51que não hesitam em prevaricar
14:52e mesmo fazer circular as mais vis-falsidades
14:56a fim de destruir a influência
14:58e obstruir o caminho daqueles
15:00que Deus enviou com uma mensagem
15:02de advertência ao mundo.
15:04Enquanto uma classe compõe as falsidades
15:07e as circula,
15:08outra classe se encontra de tal modo
15:10cega pelos enganos de Satanás
15:12que as recebe como se fossem
15:14palavras de verdade.
15:16Acham-se nas armadilhas do ar que inimigo
15:19enquanto se lisonjeiam
15:20de que são filhos de Deus.
15:22É por este motivo, pois,
15:24que Deus lhes manda a operação do erro
15:26para darem crédito à mentira,
15:29a fim de serem julgados
15:30quantos não deram crédito à verdade.
15:33Antes, pelo contrário,
15:35deleitaram-se com a injustiça.
15:37O desapontamento experimentado pelos idólatras
15:41por ser-lhes recusado o privilégio
15:43de oferecer sacrifícios aos apóstolos,
15:45os preparou para se voltarem
15:47contra esses ministros de Deus,
15:49com um entusiasmo que se aproximava
15:52daquele com que os haviam saudado
15:54como deuses.
15:55Os maliciosos judeus não hesitaram
15:58em tirar plena vantagem da superstição
16:00e credulidade desses pagãos
16:02para realizar os seus cruéis desígnios.
16:05Incitaram-nos a atacar à força
16:07os apóstolos e os admoestraram
16:10a não permitir a Paulo
16:11uma oportunidade de falar,
16:13alegando que,
16:14se lhe fosse permitido este privilégio,
16:16ele poderia enfeitiçar o povo.
16:18Os listrianos precipitaram-se
16:21sobre os apóstolos
16:22com grande raiva e fúria.
16:24Atiraram pedras violentamente
16:26e Paulo, ferido, machucado e desfalecido,
16:29sentiu que seu fim era chegado.
16:32O martírio de Estevão
16:33foi-lhe trazido vividamente à memória
16:36e a parte cruel que ele desempenhara
16:38naquela ocasião.
16:39Caiu no chão aparentemente morto
16:42e a turba enfurecida arrastou
16:44seu corpo inconsciente
16:45para fora da cidade.
16:47O apóstolo menciona esta ocorrência
16:50na enumeração que mais tarde fez
16:51de seus sofrimentos por amor da verdade.
16:55Fui três vezes fustigado com várias,
16:57uma vez apedrejado,
16:59em naufrágio três vezes,
17:01uma noite e um dia passei
17:02na voragem do mar,
17:04em jornadas,
17:05muitas vezes em perigos de rios,
17:07em perigos de salteadores,
17:09em perigos entre patrícios,
17:11em perigos entre gentios,
17:12em perigos na cidade,
17:14em perigos no deserto,
17:16em perigos no mar,
17:17em perigos entre falsos irmãos.
17:20Os discípulos rodearam o corpo de Paulo,
17:23lamentando sobre aquele
17:24que supunha o estar morto,
17:26quando ele subitamente levantou a cabeça
17:28e se ergueu com o louvor de Deus nos lábios.
17:31Para os discípulos,
17:33isto era semelhante a uma ressurreição,
17:35um milagre de Deus para preservar
17:37a vida de seu fiel servo.
17:40Rejubilaram-se com inexprimível alegria
17:42por sua restauração
17:44e louvaram a Deus com renovada fé
17:46na doutrina pregada pelos apóstolos.
17:50Esses discípulos eram recém-convertidos à fé
17:53por intermédio dos ensinos de Paulo
17:55e tinham permanecido firmes,
17:57não obstante a falsa representação
17:59e malévola perseguição dos judeus.
18:02De fato, a irracional oposição
18:04daqueles homens ímpios
18:06apenas havia confirmado
18:07esses consagrados irmãos na fé em Cristo
18:10e a restauração de Paulo à vida
18:12parecia colocar o cinete de Deus
18:15sobre sua fé.
18:17Timóteo fora convertido
18:19pelo ministério de Paulo
18:20e fora uma testemunha ocular
18:22dos sofrimentos do apóstolo nessa ocasião.
18:25Estivera ao lado do seu corpo
18:27aparentemente morto
18:28e o viu erguer-se ferido e coberto de sangue,
18:32não com gemidos ou murmurações nos lábios,
18:35mas com louvores a Jesus Cristo
18:37por ser-lhe permitido sofrer por seu nome.
18:41Em uma das epístolas de Paulo a Timóteo,
18:43o apóstolo faz referência
18:45ao conhecimento que Timóteo tinha desse episódio.
18:48Timóteo se tornou o mais importante auxílio
18:51para Paulo e para a igreja.
18:52Foi o companheiro fiel do apóstolo
18:54em suas provações e em suas alegrias.
18:57O pai de Timóteo era grego,
19:00mas sua mãe era judia
19:01e ele tinha sido completamente educado
19:04na religião judaica.
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