- há 3 meses
Título do livro: Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem
Autor do livro: Ellen G. White
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Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
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Categoria
🛠️
Estilo de vidaTranscrição
00:00Paulo, o apóstolo da fé e da coragem.
00:04Capítulo 20
00:06Paulo, prisioneiro
00:08Por esta causa me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda a família, tanto no
00:16céu como sobre a terra.
00:18Efésios capítulo 3, versos 14 e 15
00:22No dia seguinte, Paulo passou a seguir o conselho dos anciãos.
00:26Naquela ocasião havia entre os crentes de Jerusalém, quatro pessoas que estavam sob o voto de Nazireu, quase já no
00:34final das obrigações.
00:36Certos sacrifícios para purificação ainda deviam ser oferecidos, os quais eram tão despendiosos a ponto de serem impossíveis para um
00:45homem muito pobre.
00:47Entre os judeus era considerado um ato piedoso que um homem rico custeasse as despesas e assim ajudasse seus irmãos
00:55mais pobres a concluir seu voto.
00:58Isto Paulo havia consentido em fazer pelos quatro cristãos nazireus.
01:02O próprio apóstolo era pobre, trabalhando com as mãos para ganhar o pão de cada dia.
01:08No entanto, ele voluntariamente responsabilizou-se por essa despesa e acompanhou os nazireus ao templo para se unir a eles
01:17nas cerimônias dos sete dias de purificação.
01:20Os que aconselharam Paulo a realizar esse ato de concessão não tinham considerado plenamente o grande perigo a que ele
01:28estaria exposto.
01:30Nessa ocasião, estrangeiros de todas as regiões do mundo apinhavam as ruas de Jerusalém e tinham prazer em congregar-se
01:38nos pátios do templo.
01:39Quando Paulo, no cumprimento de sua comissão, havia levado o evangelho aos gentios, tinha visitado muitas das maiores cidades do
01:48mundo
01:48e era bem conhecido de milhares que vieram de terras estrangeiras para assistir à festa.
01:55Entrando ele no templo, em uma cerimônia pública, estava arriscando a vida.
02:00Por vários dias entrou e saiu entre os adoradores, aparentemente despercebido.
02:06Porém, antes do final do período especificado, ao conversar com o sacerdote a respeito dos sacrifícios a serem oferecidos,
02:14foi reconhecido por alguns dos judeus da Ásia.
02:17Esses homens tinham sido derrotados em sua controvérsia com ele na sinagoga de Éfeso
02:22e haviam ficado muito enraivecidos contra ele ao testemunharem seu sucesso na fundação de uma igreja cristã naquela cidade.
02:31Eles agora ouviam onde não supunham que ele se aventuraria.
02:36Dentro dos próprios recintos do templo.
02:38Agora ele estava em seu poder e decidiram que sofresse por sua ousadia.
02:45Com a fúria de demônios, precipitaram-se sobre ele, clamando,
02:49Israelita, socorro!
02:51Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra
02:58este lugar.
02:59E enquanto o povo em grande excitamento se aproximava da cena,
03:04outra acusação foi acrescentada para excitar suas paixões ao mais alto grau.
03:09Ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado.
03:16Pela lei judaica, era crime punível com a morte a entrada de uma pessoa incircuncisa nos pátios internos do edifício
03:24sagrado.
03:25Paulo tinha sido visto na cidade em companhia de Trófimo, um efésio, e conjecturou-se que o houvesse trazido ao
03:32templo.
03:33Isto ele não fizera, e sendo ele mesmo judeu, seu ato de entrar no templo não era violação da lei.
03:40Mas, embora a acusação fosse inteiramente falsa, serviu para despertar o preconceito popular.
03:46E como o clamor se levantasse e fosse levado aos pátios do templo,
03:51as vastas multidões ali reunidas foram lançadas na mais violenta manifestação.
03:57A notícia rapidamente se espalhou por Jerusalém, e agitou-se toda a cidade, havendo concorrência do povo.
04:05O fato de que um apóstata de Israel ousasse profanar o templo,
04:10na mesma ocasião em que milhares de todas as partes do mundo tinham vindo ali para adorar,
04:17despertou as mais violentas paixões da multidão.
04:20Unicamente a reverência do povo pelo templo livrou Paulo de ser despedaçado no mesmo local.
04:27Com violentos golpes e brados de triunfo vindicativo, o arrastaram para fora do recinto sagrado.
04:34Agora que eles o tinham em seu poder, decidiram não perder sua presa.
04:39Ele deveria ser apedrejado até a morte como tinha sido Estevam anos antes.
04:45Eles já haviam chegado ao pátio dos gentios,
04:48e os levitas tinham fechado as portas atrás de si para que o lugar sagrado não fosse poluído de sangue
04:54quando foram interrompidos em seus criminosos desígnios.
04:58A notícia fora levada a Cláudio Lízias, comandante da guarnição romana,
05:03de que Jerusalém estava toda em confusão.
05:06Lízias bem conhecia os elementos turbulentos com quem tinha de tratar,
05:10e com seus oficiais e uma enérgica força de homens armados,
05:15correu para o pátio do templo.
05:17Não conhecendo a causa do tumulto,
05:20mas vendo que o furor da multidão era dirigido contra Paulo,
05:23o tribuno romano concluiu que ele deveria ser o egípcio rebelde,
05:28e que de maneira tão bem sucedida conseguira escapar de sua vigilância.
05:33Ordenou que Paulo fosse preso e atado entre dois soldados,
05:38sendo uma de suas mãos acorrentada a mão de um soldado,
05:41e a outra a mão de outro soldado.
05:44Então indagou a aqueles que pareciam ser os dirigentes do tumulto
05:48sobre quem era seu prisioneiro e de que crime era ele culpado.
05:53De pronto, muitas vozes se levantaram em altas e raivosas acusações.
05:57Mas por causa do alvoroço, o tribuno não pôde obter nenhuma informação satisfatória,
06:03e ordenou que o prisioneiro fosse removido para a fortaleza,
06:07onde estava o quartel romano.
06:09A fúria da multidão não conheceu limites
06:12quando viram que a presa estava prestes a ser arrancada de seu domínio,
06:17e a turba se agitava e se comprimia tão perto de Paulo
06:21que os soldados foram comperidos a levá-lo nos braços
06:24até as escadas que conduziam para fora do templo.
06:28Sacerdotes e povo eram movidos pelo mesmo espírito satânico
06:32que, trinta anos antes, os levara a clamar pelo sangue do Filho de Deus.
06:37Das escadas e da multidão abaixo, outra vez ecoou o brado ensurdecedor.
06:43Fora com ele! Fora com ele!
06:47No meio do tumulto, o apóstolo estava calmo e senhor de si.
06:51Seu pensamento permanecia em Deus
06:54e sabia que anjos do céu estavam ao seu redor.
06:57Não estava disposto a deixar o templo sem fazer um esforço
07:01para apresentar a verdade a seus compatriotas.
07:05Voltou-se, portanto, para o tribuno
07:07e, de maneira respeitosa, dirigiu-se a ele em grego, dizendo
07:11— É-me permitido dizer-te alguma coisa?
07:15Em espanto, Lízias ficou em dúvida se estava realmente equivocado
07:20em supor que o prisioneiro fosse o cabeça do bando de ladrões e assassinos
07:25da última rebelião.
07:27Em resposta, Paulo declarou que não era egípcio,
07:31mas judeu natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia,
07:36e rugou-lhe que lhe permitisse falar ao povo.
07:39O senhor havia dado a seu servo influência sobre o oficial romano
07:44e o pedido foi atendido.
07:46Paulo, em pé na escada, fez com a mão sinal ao povo.
07:51O gesto atraiu a atenção de todos, enquanto seu porte impunha respeito.
07:57A cena mudou tão subitamente como quando Cristo expulsou
08:01os vendilhões dos pátios do templo.
08:04O silêncio caiu sobre o mar de cabeça abaixo,
08:07e então Paulo dirigiu-se à multidão em língua hebraica, dizendo
08:11— Irmãos e pais, ouve agora minha defesa perante vós.
08:16Ante o som daquela língua considerada sagrada,
08:20houve um grande silêncio, e na quietude geral ele continuou.
08:25— Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia,
08:29mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel,
08:34segundo a exatidão da lei de nossos antepassados,
08:37sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós os sois no dia de hoje.
08:43Ninguém podia negar as afirmações do apóstolo,
08:46e estavam presentes muitos que podiam testificar de sua veracidade.
08:51Então ele reconheceu seu antigo zelo em perseguir este caminho até a morte,
08:57e narrou as circunstâncias de sua maravilhosa conversão,
09:00contando aos seus ouvintes como seu próprio coração orgulhoso
09:04tinha sido levado a se render ao crucificado Nazareno.
09:08Tivesse ele procurado entrar em disputa com seus oponentes
09:12e ter-se-iam recusado teimosamente a ouvir suas palavras,
09:17mas o relato de sua experiência foi acompanhado de um convincente poder,
09:21que naquele momento pareceu abrandar e subjugar seus corações.
09:26Ele procurou então mostrar que não tinha entrado de livre escolha na obra pelos gentios.
09:31Havia desejado trabalhar por sua própria nação,
09:35mas, nesse mesmo templo, a voz de Deus lhe falara em santa visão,
09:40dirigindo seu caminho para longe, aos gentios.
09:44Até aqui o povo o havia escutado com toda a atenção,
09:48mas quando Paulo mencionou o fato de ele ter sido designado como embaixador de Cristo aos gentios,
09:54o furor da multidão irrompeu de novo.
09:57Acostumados a se considerarem como o único povo favorecido por Deus,
10:02não podiam suportar o pensamento de que os menosprezados gentios
10:07participassem dos privilégios que até então tinham pertencido exclusivamente a eles.
10:13O orgulho nacional sobrepujava cada argumento que pudesse influenciar-lhes a razão
10:19ou despertar-lhes a reverência.
10:21Um acesso de fúria interrompeu o discurso,
10:24e todos a uma voz clamaram,
10:27Tira-ta o homem da terra, porque não convém que ele viva.
10:32Em seu excitamento, eles arrojavam de si suas capas,
10:35como tinham feito anos antes por ocasião do martírio de Estevão,
10:40e atiravam poeira para os ares em frenética manifestação de violência.
10:46Esta nova insurreição lançou o tribuno romano em grande perplexidade.
10:50Ele não havia compreendido o discurso de Paulo em hebraico,
10:55e concluiu do excitamento geral que o seu prisioneiro deveria ser culpado de algum grave crime.
11:02As ruidosas exigências do povo para que Paulo fosse entregue em suas mãos
11:07fizeram o comandante tremer.
11:09Ordenou que ele fosse levado imediatamente para o quartel,
11:13e examinado com açoites para que fosse forçado a confessar sua culpa.
11:18E assim foi.
11:20Ali no quartel, o corpo do apóstolo foi estendido,
11:24como o de um malfeitor comum para receber os açoites.
11:27Não havia nenhum amigo para defendê-lo.
11:30Achava-se em um quartel romano,
11:33circundado apenas por soldados brutais.
11:35Mas, como em uma ocasião anterior em Filipos,
11:39ele agora se livrou desta degradação e obteve vantagem para o Evangelho,
11:44apelando para os seus direitos de cidadão romano.
11:48Calmamente, disse ao centurião romano que estava dirigindo o interrogatório.
11:54Servosá por ventura lícito açoitar um cidadão romano sem estar condenado?
12:00O centurião foi imediatamente anunciar ao tribuno, dizendo
12:04O que estás para fazer?
12:06Porque este homem é cidadão romano.
12:09Ouvindo isto, Lízias temeu por si mesmo.
12:13Um cidadão romano não podia ser punido antes de ter sido legalmente condenado,
12:19nem tratado absolutamente dessa maneira.
12:21O tribuno bem sabia quão severas eram as leis que protegiam os direitos de cidadania.
12:27E se esta afirmação fosse verdadeira, ele tinha, em seu procedimento contra Paulo, violado essas leis.
12:35Foi imediatamente em pessoa ao prisioneiro e interrogou o quanto a verdade do que lhe dissera o centurião.
12:43Paulo assegurou-lhe que era de fato um cidadão romano, e tendo o oficial exclamado
12:48A mim me custou grande soma de dinheiro este título de cidadão.
12:53Paulo declarou, pois eu o tenho por direito de nascimento.
12:57A preparação para a tortura não prosseguiu, e os que estavam comissionados para examiná-lo o deixaram.
13:04Paulo foi, porém, ainda mantido sob guarda policial,
13:08sendo que a natureza do seu delito ainda não tinha sido investigada.
13:13No dia seguinte, o tribuno convocou uma reunião do sinédrio judaico com o sumo sacerdote,
13:19e trouxe Paulo da fortaleza, sob a proteção de uma escolta suficiente para guardá-lo
13:24de qualquer tentativa contra a sua vida.
13:28O apóstolo estava agora na presença daquele tribunal do qual ele próprio fora membro,
13:33aquele tribunal pelo qual Estevão tinha sido condenado.
13:37A lembrança daquela cena e de seus próprios esforços para assegurar a condenação do servo de Cristo
13:43vieram-lhe vividamente à memória.
13:46Ao contemplar aqueles que seriam seus juízes,
13:50reconheceu muitos que tinham sido seus colegas na escola de Gamaliel,
13:54e que também tinham se unido a ele em perseguir os discípulos de Jesus.
13:58Eles estavam agora tão ansiosos por condenar Paulo à morte,
14:03como estiveram por aniquilar Estevão.
14:05O porte do apóstolo era calmo e firme.
14:09A paz de Cristo, que lhe governava o coração, era expressa em seu semblante.
14:15Mas seu olhar de conscienciosa inocência ofendeu seus acusadores,
14:20e quando ele destemidamente se dirigiu a eles,
14:24varões irmãos, tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência até ao dia de hoje,
14:31reacendeu-se-lhes o ódio, e o sumo sacerdote ordenou que o ferissem na boca.
14:37Ante esta ordem desumana, Paulo exclamou,
14:40Deus há de ferir-te, parede branqueada.
14:43Tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei,
14:47e contra a lei mandas agredir-me?
14:49Estas palavras não foram uma explosão de paixão.
14:54Sob a influência do Espírito Santo,
14:56Paulo pronunciou uma denúncia profética semelhante àquela que Cristo havia pronunciado
15:02ao denunciar a hipocrisia dos judeus.
15:05O juízo pronunciado pelo apóstolo cumpriu-se terrivelmente
15:09quando o iníquo e hipócrita sumo sacerdote foi morto por assassinos na guerra judaica.
15:15Mas os circunstantes consideraram desrespeitosas as palavras de Paulo,
15:20e exclamaram com um horror,
15:23Estás injuriando o sumo sacerdote de Deus?
15:26Com sua cortesia costumeira, Paulo respondeu,
15:30Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote,
15:34porque está escrito,
15:35Não falarás mal de uma autoridade do teu povo.
15:39Paulo estava convencido de que não podia esperar um julgamento imparcial
15:43e uma decisão justa desse tribunal.
15:46E sua natural percepção e perspicácia o habilitaram a tirar vantagem das circunstâncias.
15:53O conselho do Sinédrio era constituído de fariseus e saduceus,
15:57que há muito tinham estado em desacordo sobre a doutrina da ressurreição.
16:02Sabendo isto, o apóstolo exclamou em tons claros e decididos,
16:17Estas palavras, apelando para a simpatia daqueles que concordavam com ele,
16:21no tocante à ressurreição, operou uma mudança no tribunal.
16:26Os dois partidos começaram a disputar entre si mesmos,
16:30e assim a força de sua oposição contra Paulo foi quebrada,
16:34pois, conquanto estivessem bem unidos na guerra contra o Evangelho,
16:39estavam divididos por uma barreira intransponível em outros assuntos de fé religiosa.
16:44Os fariseus lisonjearam-se de que haviam encontrado em Paulo
16:48um campeão contra seus poderosos rivais,
16:52e seu ódio contra os saduceus era ainda maior do que o ódio contra Cristo e seus apóstolos.
16:58Com grande veemência, eles agora começaram a vindicar Paulo,
17:02usando quase a mesma linguagem que Gamaliel tinha usado muitos anos antes.
17:08Nenhum mal achamos neste homem,
17:10e se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus.
17:15A sentença mal foi concluída antes que a sala do conselho
17:19se tornasse cenário da mais selvagem confusão.
17:23Os saduceus se esforçavam ardorosamente por apoderar-se do apóstolo para o matarem,
17:28e os fariseus estavam igualmente empenhados em seus esforços para o proteger.
17:34Outra vez parecia que ele seria despedaçado pelos irados contendores.
17:39Lízias, sendo informado do que estava ocorrendo,
17:43imediatamente deu ordens a seus soldados para que levassem o prisioneiro sem demora de volta para a fortaleza.
17:51Assim se encerraram as cenas desse dia cheio de acontecimentos.
17:55À noite, Paulo se encontrava no quartel romano,
17:59e seus únicos companheiros eram os rudes soldados,
18:02e os únicos sons que lhe caíam aos ouvidos
18:05eram as brutais pilhérias e revoltantes blasfêmias da soldadesca.
18:10Ele não era agora aborrecido pela presença de seus inimigos,
18:14nem apoiado pela simpatia de seus amigos.
18:18O futuro parecia envolto em trevas.
18:21Ele temia que seu procedimento pudesse não ter sido agradável a Deus.
18:25Afinal, poderia ser que ele tivesse cometido um erro nesta visita a Jerusalém?
18:31Dar-se-ia o caso de que seu grande desejo de estar em união com seus irmãos
18:36tivesse sido a causa desse desastroso resultado?
18:40A posição que os judeus como povo professo de Deus
18:44ocupavam perante um mundo incrédulo
18:47causava ao apóstolo intensa angústia de espírito.
18:51Que impressão aqueles oficiais pagãos teriam
18:54da conduta daqueles pretensos líderes religiosos?
18:58Alegando serem adoradores de Jeová
19:01e exercendo o sagrado ofício,
19:04entregavam-se não obstante ao descontrole
19:07de uma paixão cega e irracional,
19:09procurando destruir até mesmo seus irmãos
19:12que ousavam diferir deles em fé religiosa
19:15e transformando seu mais solene conselho deliberativo
19:18numa cena de discórdia e intensa confusão
19:22na qual senadores e magistrados romanos
19:25não se rebaixariam a empenhar-se.
19:28A causa do seu Deus tinha sido desonrada,
19:31sua religião nacional desacreditada.
19:35E agora Paulo estava na prisão
19:37e seus inimigos em sua desesperada maldade
19:40recorreriam a todos os meios para infligir-lhe a morte.
19:45Seria o caso de estar terminada sua obra pelas igrejas
19:48e que lobos vorazes estivessem para se introduzir nela,
19:52não poupando o rebanho.
19:54A causa de Cristo estava no seu coração
19:57e com profunda ansiedade ele via os perigos
20:00que ameaçavam as igrejas espalhadas
20:03e expostas às perseguições de homens,
20:06precisamente como os que ele encontraram
20:08no conselho do Sinédrio.
20:10Com angústia e desânimo ele chorou e orou.
20:14O Senhor não se esqueceu de seu servo.
20:16Guardara outra multidão assassina nos pátios do templo,
20:21estivera com ele perante o conselho do Sinédrio,
20:24com ele estava na fortaleza
20:26e teve a atenção de revelar-se a sua fiel testemunha.
20:30Como em ocasiões de provas várias vezes antes,
20:34Paulo foi agora confortado e animado por uma visão noturna.
20:39Tal visitação de fora concedida
20:41em casa de Priscila e Áquila em Corinto,
20:43quando ele planejava deixar a cidade para um campo mais seguro e próspero.
20:48E agora o Senhor estava ao seu lado e disse,
20:51Coragem!
20:53Pois do modo porque deste testemunho a meu respeito em Jerusalém,
20:57assim importa que também o faças em Roma.
21:00Havia muito que Paulo tinha planos de visitar Roma.
21:04Desejava muitíssimo testemunhar de Cristo ali.
21:07Mas compreendera que seus propósitos tinham sido frustrados pela inimizade dos judeus.
21:13Mal imaginava mesmo então que seria como prisioneiro do Senhor que haveria de ir a Roma.
21:20Nas pacíficas horas da noite,
21:22enquanto o Senhor visitava seu desencorajado servo,
21:26os inimigos de Paulo estavam avidamente tramando sua destruição.
21:30Quando amanheceu, os judeus se reuniram
21:33e sob anátema juraram que não haviam de comer nem beber
21:37enquanto não matassem Paulo.
21:40Eram mais de quarenta os que entraram nesta conspirata.
21:44Aqui estava um jejum tal como o Senhor condenara por intermédio de Isaías,
21:50muitos anos antes,
21:51um jejum para contendas e rixas
21:53e para ferir-des com punho iníquo.
21:56Os judeus procuraram assim dar ao seu plano diabólico a sanção da religião.
22:02Tendo-se fortificado pelo seu horroroso juramento,
22:06foram ter com os principais dos sacerdotes e membros do sinédrio
22:10e tornaram conhecido o seu propósito.
22:13Foi proposto solicitar que Paulo fosse levado outra vez perante o conselho,
22:18como se quisessem saber mais alguma coisa do seu caso
22:21e que os assassinos estariam de emboscada
22:24e o matariam no caminho ao vireire da fortaleza.
22:27Tal era o horrível crime mascarado sob o disfarce de zelo religioso.
22:33Em lugar de reprovar o esquema satânico,
22:36os sacerdotes e príncipes mais que depressa o aceitaram.
22:40Paulo havia dito a verdade
22:42ao comparar Ananias a um sepulcro branqueado.
22:46No dia seguinte, o plano teria sido posto em execução,
22:50não tivesse Deus por sua providência se interposto para salvar a vida de seu servo.
22:57Quando Pedro foi feito prisioneiro e condenado à morte,
23:01os irmãos oraram fervorosamente a Deus dia e noite pelo seu livramento.
23:05Mas nenhum interesse semelhante foi manifestado em favor daquele que era considerado
23:11como sendo uma apóstata de Moisés, um ensinador de perigosas doutrinas.
23:17Não era aos anciãos, cujo conselho havia conduzido a esta perigosa situação,
23:23mas à vigilante simpatia de um parente que Paulo devia seu escape de uma morte violenta.
23:30Um sobrinho de Paulo, a quem ele estava fortemente ligado,
23:34ouviu a respeito da criminosa conspiração e, sem demora, relatou o assunto ao apóstolo.
23:41Paulo chamou imediatamente um dos centuriões e solicitou-lhe que levasse o jovem ao comandante,
23:47dizendo que ele tinha importante formação a dar-lhe.
23:50O jovem foi, portanto, levado à presença de Cláudio Lízias,
23:55que o recebeu bondosamente e, tomando-o à parte, inquiriu sobre a natureza de sua mensagem.
24:02O jovem relatou os detalhes da conspiração e, com profundo sentimento,
24:07rogou ao comandante que não atendesse a solicitação que certamente seria feita
24:12para que Paulo fosse novamente levado perante o conselho.
24:16Lízias ouviu com cuidadosa atenção, viu as dificuldades da situação e instantaneamente formou seus planos.
24:24Preferindo, porém, não revelá-los, despediu o jovem,
24:27ordenando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia contado aquilo.
24:31Tendo o jovem se retirado, o comandante, chamando dois centuriões, ordenou
24:37Tende de prontidão, desde a hora terceira da noite,
24:41duzentos soldados, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros para irem até Cesareia.
24:48E preparai também animais para fazer Paulo montar e ir com segurança ao governador Félix.
24:55Lízias alegremente aproveitou esta oportunidade para se livrar de Paulo.
25:00Ele era o objeto de tão grande animosidade e sua presença criava tal exacerbamento
25:07que poderia ocorrer um tumulto entre o povo a qualquer hora com perigosas consequências para o próprio comandante.
25:14Os judeus, como povo, estavam em constante estado de excitamento e irritação
25:20e ocorreriam frequentemente tumultos.
25:23Pouco tempo antes, um cavaleiro romano de graduação muito mais elevada do que o próprio Lízias
25:29fora capturado violentamente e arrastado pelos enfurecidos judeus em torno dos muros de Jerusalém
25:36e finalmente decapitado porque receberam o suborno dos samaritanos.
25:41Sob a suspeita de crimes semelhantes, outros autos oficiais tinham sido aprisionados e arruinados.
25:48Se Paulo fosse assassinado, o tribuno poderia ser acusado de suborno para ser conivente com sua morte.
25:56Havia agora motivo suficiente para mandá-lo embora secretamente e assim se livrar de uma embaraçante responsabilidade.
26:04Era importante que nenhum tempo fosse perdido.
26:07Às nove da noite, o grupo de soldados, com Paulo no meio, saiu da fortaleza e atravessou as escuras e
26:14silenciosas ruas da cidade
26:16e, a passos rápidos, seguiu seu caminho rumo à Cesareia.
26:22Em Antipátride, a uns 60 quilômetros de Jerusalém, os viajantes pararam.
26:28Havia agora pouco perigo de ataque.
26:30De manhã, os 400 soldados de infantaria foram mandados de volta para Jerusalém, enquanto os cavaleiros continuaram viagem.
26:39A distância de Antipátride à Cesareia era de apenas uns 40 quilômetros
26:44e foi em plena luz do dia que Paulo, acompanhado pelos 70 cavaleiros, entrou na cidade.
26:52Quão diferente era sua presente escolta do humilde grupo cristão que o havia acompanhado em sua viagem à Cesareia,
27:00apenas alguns dias antes.
27:02Não obstante as diferentes circunstâncias, Paulo foi reconhecido por Filipe e por alguns outros dos seus companheiros cristãos
27:10ao entrarem em Cesareia, os quais ficaram com seus corações chocados e entristecidos
27:16ante a rápida realização de seus presságios.
27:20O centurião encarregado do destacamento entregou o prisioneiro ao governador Félix,
27:26apresentando-lhe também uma carta que lhe fora mandada pelo tribuno.
27:31Cláudio Lízias ao excelentíssimo governador Félix. Saúde!
27:36Este homem foi preso pelos judeus e estava prestes a ser morto por eles,
27:41quando eu, sobrevindo com a guarda, o livrei por saber que ele era romano.
27:46Querendo certificar-me do motivo por que o acusavam, filo descer ao cinédrio deles.
27:53Verifiquei ser ele acusado de coisas referentes à lei que os rege,
27:57nada, porém, que justificasse morte ou mesmo prisão.
28:01Sendo eu informado de que ia haver uma cilada contra o homem,
28:05tratei de enviá-lo a ti sem demora,
28:08intimando também os acusadores a irem dizer na tua presença o que há contra ele.
28:14Saúde!
28:15Depois de ler a comunicação,
28:18Félix inquiriu de que província era o prisioneiro,
28:21e sendo informado de que ele era da Cilícia,
28:24ordenou que o guardassem no pretório de Herodes,
28:28declarando que ouviria sobre o caso
28:30quando também viessem de Jerusalém os acusadores.
28:33O caso de Paulo não era o primeiro
28:35em que um servo de Deus encontrava entre os pagãos
28:38um abrigo contra a maldade do professo povo de Jeová.
28:42Em sua cólera contra Paulo,
28:45os judeus haviam acrescentado mais um crime
28:47ao tenebroso catálogo que marcava a história desse povo.
28:51Haviam endurecido ainda mais o coração contra a verdade
28:55e tornado mais certa sua condenação.
28:58Poucos compreendem o amplo significado das palavras ditas por Cristo
29:03quando na sinagoga de Nazaré apresentava-se como o ungido.
29:07Ele anunciara sua missão de confortar,
29:11abençoar e salvar os aflitos e pecadores,
29:13e então vendo que a incredulidade e o orgulho
29:16controlavam o coração de seus ouvintes,
29:19lembrou-lhes como Deus no passado
29:21se havia retirado de seu povo escolhido
29:24por causa de sua incredulidade e rebelião
29:27e se tinha manifestado aos das terras pagãs
29:30que não haviam rejeitado a luz do céu.
29:33A viúva de Sarepta e Naamã da Síria
29:36tinham vivido à altura de toda a luz que possuíam.
29:40Assim foram eles considerados mais justos
29:43do que o povo escolhido de Deus
29:45que se tinha desviado dele e sacrificado princípios
29:48por interesses e honras mundanas.
29:51É impossível que o profano e amante dos prazeres
29:55aprecie corretamente as mensagens de advertência e repreensão
29:59que Deus envia para corrigir os erros do seu povo.
30:02Não podem distinguir entre o fervor e o zelo do servo fiel
30:06e o fútil e superficial espírito daquele que é infiel.
30:11Um declara que a espada está vindo
30:14o outro protela para longe o dia mau.
30:17Um reprova fielmente o pecado
30:20o outro o desculpa e dissimula.
30:23Quando o professor povo de Deus se separa dele
30:26e perde a simplicidade da fé
30:28as palavras de seus mensageiros
30:30lhes parecem desnecessariamente
30:32ásperas e severas.
30:34Acariciam o preconceito
30:37e a descrença e finalmente colocam-se inteiramente
30:40do lado de Satanás.
30:42Suas sugestões parecem agradáveis e aprazíveis.
30:46Eles são controlados em espírito e opinião
30:48pelo ar que engana dor
30:50e tendo permitido a ele que lhes dirija os pensamentos
30:53logo lhe permitem que lhes dirija as ações.
30:57Cristo disse aos judeus de Nazaré
31:00quando esteve na sinagoga deles
31:02num dia de sábado
31:03uma terrível verdade
31:04ao declarar que com o apóstata Israel
31:07não havia segurança para o fiel mensageiro de Deus.
31:11Eles não reconheceriam seu valor
31:13nem apreciariam seus labores.
31:16Enquanto professavam ter grande zelo
31:18pela honra de Deus e o bem de Israel
31:20eram os piores inimigos de ambos.
31:24Por preceito e exemplo
31:25estavam levando o povo mais e mais longe
31:28da obediência a Deus
31:29e da pureza e simplicidade da fé
31:32levando-os para onde Deus não poderia revelar-se
31:36como sua defesa no dia da angústia.
31:39Deus enviou Elias à viúva de Sarepta
31:41porque não podia confiá-lo a Israel.
31:45Estas incisivas reprovações
31:47embora apresentadas pela majestade do céu
31:50os judeus de Nazaré recusaram ouvir.
31:53Apenas um momento antes
31:55eles tinham ouvido as graciosas palavras
31:57que procediam de seus lábios.
31:59O Espírito de Deus lhes falara o coração.
32:02Mas no momento em que uma reflexão
32:05foi-lhes apresentada
32:06na primeira insinuação
32:08de que pessoas de outras nações
32:10poderiam ser mais dignas
32:12do favor de Deus do que eles
32:13esses orgulhosos e incrédulos judeus
32:16ficaram frenéticos de furor.
32:19Teriam tirado a vida ao Filho de Deus
32:21não fosse a interposição dos anjos
32:24para seu livramento.
32:25Aqueles homens de Nazaré
32:27manifestaram o mesmo Espírito
32:29para com Cristo
32:29que seus antepassados tinham manifestado
32:32em relação a Elias.
32:34Cegados por Satanás
32:36não podiam perceber o caráter divino
32:39do Filho de Deus
32:39ou apreciar a verdade e pureza
32:42de suas instruções.
32:43As palavras de reprovação
32:46do Salvador aos homens de Nazaré
32:48se aplicam no episódio de Paulo
32:51não somente aos incrédulos judeus
32:53mas aos próprios crentes.
32:55Tivessem os dirigentes da igreja
32:57renunciado completamente
32:59aos seus sentimentos de amargura
33:01contra o apóstolo
33:02e o tivessem aceitado
33:04como alguém especialmente chamado por Deus
33:06para levar o Evangelho aos gentios
33:09o Senhor o teria poupado
33:11a fim de que ainda pudesse trabalhar
33:13pela salvação das almas.
33:15Aquele que vê o fim desde o princípio
33:17e que compreende o coração de todos
33:19viu qual seria o resultado
33:21da inveja e ciúme
33:23acariciados em relação a Paulo.
33:25Deus não havia ordenado
33:27em sua providência
33:28que os trabalhos de Paulo
33:29tão cedo tivessem fim
33:31mas não operou o milagre
33:33para conter o encadeamento
33:35de circunstâncias
33:36que a atitude dos dirigentes
33:38da igreja de Jerusalém
33:39havia acarretado.
33:41O mesmo Espírito
33:43está ainda produzindo
33:44semelhantes resultados
33:45a negligência em aproveitar
33:48e apreciar as provisões
33:49da Divina Graça
33:50tem privado a igreja
33:52de muitas bênçãos.
33:54Quantas vezes teria o Senhor
33:56prolongado a vida
33:57de algum fiel ministro
33:59tivessem seus labores
34:00sido apreciados?
34:02Mas se a igreja permite
34:04ao inimigo das almas
34:05perverter-lhe o entendimento
34:07de maneira que represente
34:09e interprete mal as palavras
34:10e atos do servo de Cristo
34:12se permite a si mesma
34:14opor-se e estorvar
34:16sua utilidade
34:17o Senhor remove dela
34:18a bênção que lhe havia dado.
34:21Satanás está constantemente
34:23operando por meio
34:24de seus agentes
34:25para desanimar
34:26e destruir aqueles
34:27a quem Deus tem escolhido
34:28para realizar uma grande
34:30e boa obra.
34:32Podem esses servos de Deus
34:34estar prontos a sacrificar
34:36até mesmo a própria vida
34:37para o avançamento
34:39da causa de Cristo.
34:40No entanto,
34:41o grande enganador
34:42levantará dúvidas,
34:44desconfianças,
34:45ciúmes referentes a eles
34:46que se mantidos
34:47minarão a confiança
34:49em sua integridade
34:50de caráter
34:50impedindo assim
34:52sua utilidade.
34:54Muitas vezes Satanás
34:55alcança êxito
34:56em acarretar
34:57sobre os servos de Deus
34:58por intermédio
35:00de seus próprios irmãos
35:01tal tristeza
35:02e angústia de coração
35:03que Deus graciosamente
35:05se interpõe
35:06para dar repouso
35:07a seus perseguidos obreiros.
35:09Depois que as mãos
35:11estão dobradas
35:12sobre o peito
35:12que já não pulsa,
35:14quando a voz de advertência
35:15e encorajamento
35:16está em silêncio,
35:18então a morte pode realizar
35:19o que a vida
35:20deixou de fazer.
35:21Então os obstinados
35:23podem ser despertados
35:25para ver e apreciar
35:26as bênçãos
35:27que repeliram.
35:28A grande obra
35:30para nós
35:30como cristãos
35:31não é criticar
35:32o caráter
35:33e motivos
35:34de outros,
35:35mas examinar
35:36de perto
35:36nosso próprio coração
35:37e vida
35:38e guardar-nos
35:39zelosamente
35:40contra as sugestões
35:42de Satanás.
35:43Devemos ter em mente
35:45que não são os que
35:45ouvem a lei
35:46que são justificados
35:48diante de Deus,
35:49mas os que a praticam.
35:51Se os princípios
35:53da lei de Deus
35:53governam
35:54o nosso coração,
35:55teremos o Espírito
35:56de Cristo,
35:58manifestaremos
35:58em nossa vida diária
36:00aquela misericórdia
36:01que é melhor
36:02do que sacrifício.
36:03Todo cristão
36:04deve ser um aprendiz
36:06na escola de Cristo
36:07e há necessidade
36:09de diligente
36:10e perseverante
36:10esforço
36:11para atingir
36:12aquela norma
36:13de justiça
36:13que a palavra
36:14de Deus requer.
36:16Cada um
36:17tem uma obra
36:17a fazer
36:18a fim de aprender
36:19as lições
36:20de justiça,
36:21humildade,
36:22paciência,
36:23pureza e amor.
36:25Estes traços
36:26de caráter
36:27são mais preciosos
36:28à vista
36:29de nosso Senhor
36:30do que oferendas
36:31de ouro
36:32ou prata.
36:33São de mais aceitáveis
36:35do que os mais
36:35custosos
36:36sacrifícios.
36:37Há hoje
36:38o mesmo sentimento
36:39de repúdio,
36:40a repreensão
36:41e correção
36:41entre o professo
36:42povo de Deus
36:43como nos dias
36:44de nosso Salvador.
36:46Existe a mesma
36:47disposição
36:48de inclinar-se
36:49para o mundo
36:50e seguir
36:50suas enganadoras
36:52aparências.
36:52A presença
36:54de membros
36:54ambiciosos,
36:55egoístas
36:56e oportunistas
36:57está pondo
36:58em perigo
36:58a igreja
36:59e o maior risco
37:01é o da conformidade
37:02com o mundo.
37:03Tais membros
37:04estão constantemente
37:05exercendo uma influência
37:07para unir a igreja
37:08mais intimamente
37:09com o mundo.
37:10Estão fazendo
37:11a obra
37:12de Satanás.
37:13Quando Deus
37:14envia seus servos
37:15com palavras
37:15de advertência
37:16ou conselho,
37:17esses traidores
37:19do sagrado depósito
37:20rejeitam
37:21a mensagem
37:22enviada
37:22pelo céu
37:23e desse modo
37:24não somente
37:24desdenham
37:25eles mesmos
37:26da graça
37:26de Cristo,
37:27mas levam
37:28também outros
37:29a abafar
37:30suas convicções
37:31e perder
37:32a oferecida
37:33bênção.
37:34Pela resistência
37:35à verdade,
37:36o coração
37:37de tais pessoas
37:38está se firmando
37:39na fatal dureza
37:40de contínua
37:41impenitência.
37:42Estão se enganando
37:44a si mesmos
37:45e enganando
37:46a outros.
37:46São cristãos
37:47professos,
37:49prestam
37:49homenagem exterior
37:50a Cristo,
37:51unem-se
37:52nos rituais
37:52do santuário
37:53e, no entanto,
37:54o coração
37:55cuja lealdade
37:56é o que Jesus
37:57preza,
37:58está alienado
37:59dele.
37:59Tem nome
38:00de que vivem,
38:01mas estão mortos.
38:02São deixados
38:03às trevas
38:04que escolheram,
38:05o negror
38:06da noite
38:07eterna.
38:08É uma coisa
38:09terrível
38:09para aqueles
38:10que professam
38:10ser filhos
38:11de Deus
38:12cruzar a linha
38:13de demarcação
38:14que deve separar
38:15a igreja
38:15do mundo.
38:17Esses
38:17professos
38:18crentes
38:19são os mais
38:19eficientes
38:20agentes
38:21de Satanás.
38:22Ele opera
38:23por intermédio
38:23deles com decisão,
38:25zelo e persistência,
38:27levando-os
38:28a projetar
38:28e executar
38:29perversidades
38:30contra os que
38:31são fiéis
38:31a Deus
38:32mais do que
38:33o pecador comum
38:34seria capaz
38:35de fazê-lo.
38:36A própria luz
38:37que eles têm
38:38desdenhado
38:39tornam suas trevas
38:40dez vezes maiores
38:42do que de outro
38:42modo seriam.
38:43Quando os homens
38:45recusam aceitar
38:46a luz
38:46que Deus
38:47em sua misericórdia
38:48lhes envia,
38:49não sabem
38:50para onde
38:51estão indo.
38:52Afastam-se
38:53gradualmente
38:54do caminho
38:54reto
38:55um passo
38:56de cada vez,
38:57mas esses
38:58sucessivos passos
38:59os levam
39:00diretamente
39:00para a perdição.
39:02Tais indivíduos
39:03colocam-se
39:04no terreno
39:04de Satanás
39:05e deixam-se
39:06controlar
39:07pelo espírito
39:08do inimigo.
39:09Não podem
39:10perceber
39:10a grande mudança
39:11que ocorre
39:12dentro deles.
39:13A transformação
39:14nunca é
39:15imediata,
39:16mas entrando
39:17eles na escola
39:18de Satanás,
39:19em vez de
39:19entrar na escola
39:21de Cristo,
39:21o grande
39:22enganador
39:23os educa
39:24para fazerem
39:25sua obra.
39:25E aí
39:26o
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