- há 1 dia
Título do livro: Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem
Autor do livro: Ellen G. White
Acesse o link da playlist completa deste livro:
https://dailymotion.com/playlist/xcnvua
Ajude-nos a narrar mais livros com sua contribuição financeira:
https://ellenwhiteaudio.org/pt/doar/
Ouça online ou baixe em seu dispositivo esse e outros audiolivros em:
https://www.ellenwhiteaudio.org/pt/
Siga-nos em nossas mídias sociais:
• Youtube: https://www.youtube.com/@EllenWhiteAudioPortugues
• BitChute: https://www.bitchute.com/channel/ellenwhiteaudiopt/
• Rumble: https://rumble.com/c/c-2322164
• Spotify: https://open.spotify.com/show/6fvYEO1BeaJe1bM74i6daE
• Facebook: https://www.facebook.com/EllenWhiteAudioPT/
• Instagram: https://www.instagram.com/ellenwhiteaudiopt/
Para saber, aprender mais sobre nossos pioneiros ou adquirir esse e outros livros, acesse:
https://www.editoradospioneiros.com.br
Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
Autor do livro: Ellen G. White
Acesse o link da playlist completa deste livro:
https://dailymotion.com/playlist/xcnvua
Ajude-nos a narrar mais livros com sua contribuição financeira:
https://ellenwhiteaudio.org/pt/doar/
Ouça online ou baixe em seu dispositivo esse e outros audiolivros em:
https://www.ellenwhiteaudio.org/pt/
Siga-nos em nossas mídias sociais:
• Youtube: https://www.youtube.com/@EllenWhiteAudioPortugues
• BitChute: https://www.bitchute.com/channel/ellenwhiteaudiopt/
• Rumble: https://rumble.com/c/c-2322164
• Spotify: https://open.spotify.com/show/6fvYEO1BeaJe1bM74i6daE
• Facebook: https://www.facebook.com/EllenWhiteAudioPT/
• Instagram: https://www.instagram.com/ellenwhiteaudiopt/
Para saber, aprender mais sobre nossos pioneiros ou adquirir esse e outros livros, acesse:
https://www.editoradospioneiros.com.br
Ellen Gould White (1827 — 1915) foi uma escritora cristã norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. É uma das escritoras mais traduzidas da história da literatura mundial e é considerada profetisa pelos adventistas do sétimo dia. Ela recebeu de Deus orientações preciosas sobre: educação, família, saúde, espiritualidade, profecias e outras. Experimente, ouça e seja muito abençoado!
Categoria
🛠️
Estilo de vidaTranscrição
00:00Paulo, o apóstolo da fé e da coragem. Capítulo 24. A viagem e o naufrágio.
00:09Mas já agora vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio.
00:17Porque esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo dizendo,
00:24Paulo, não temas, é preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos
00:33navegam contigo.
00:34Atos 27, de 22 a 24.
00:38Quando foi decidido que navegássemos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da
00:46corte imperial.
00:49Embarcando num navio adramitino, que estava de partida para costear a Ásia, fizemos-nos ao mar indo conosco a Aristarco,
00:58Macedônio de Tessalônica.
01:01Adramitio estava situado na costa ocidental da província da Ásia, portanto o navio que para lá arrumara não viajaria para
01:09Roma.
01:10Nesse navio era possível fazer apenas um trecho da viagem.
01:14Mas, em algum dos pontos maiores em que a embarcação tocasse, era provável que eles encontrassem um navio no qual
01:22pudessem embarcar para Roma.
01:25No primeiro século da Era Cristã, as viagens por mar, bem como por terra, encontravam muito mais dificuldades do que
01:32no tempo presente.
01:34As artes de construção naval e navegação não eram tão desenvolvidas como agora.
01:40Os marinheiros faziam sua rota pelo sol e as estrelas, e quando estes não apareciam e havia indícios de tempestade,
01:49eles temiam aventurar-se ao alto mar.
01:52A estação do ano em que a navegação era segura já estava muito avançada, antes de o apóstolo partir de
02:00Cesareia, e se aproximava rapidamente o tempo em que as viagens por mar estariam encerradas para o ano.
02:07Cada dia de tardança aumentava o perigo da viagem.
02:11Mas a viagem que seria difícil e perigosa para o viajante comum, seria duplamente probante para o apóstolo como prisioneiro.
02:20Os soldados romanos eram considerados responsáveis pela segurança dos seus prisioneiros, e se algum deles escapasse, os soldados teriam que
02:30pagar com a própria vida por isso.
02:32Isto havia levado ao costume de acorrentarem os prisioneiros pelo seu pulso esquerdo ao pulso esquerdo dos soldados.
02:40Assim, além de o apóstolo não poder ter nenhuma liberdade de movimento, era colocado em próxima e constante ligação com
02:47homens do mais incompatível e repulsivo caráter.
02:51Homens que eram não apenas mal educados e grosseiros, mas que, devido à desmoralizadora influência de seu ambiente, haviam se
03:00tornado brutais e degradados.
03:02Este costume, porém, era menos rigidamente observado a bordo do que quando os prisioneiros estavam em terra firme.
03:10Uma circunstância suavizou grandemente as agruras da sorte de Paulo.
03:14Foi lhe permitido usufruir da companhia de seus irmãos, Lucas e Aristarco.
03:19Em sua carta aos Colossenses, ele fala do último como um prisioneiro comigo.
03:25Mas foi um ato de escolha por causa de sua afeição a Paulo, que Aristarco partilhou de sua posição, a
03:32fim de poder confortá-lo em suas aflições.
03:36A viagem começou favoravelmente, e no dia seguinte após a partida, lançaram âncora no porto de Sidon.
03:43Ali, o centurião Júlio, que ouvira o discurso do apóstolo perante a gripa, e que tinha sido favoravelmente disposto para
03:50com ele,
03:51tratando Paulo com humanidade e sendo informado de que havia cristãos no local, permitiu-lhe ir ver os amigos e
03:59obter assistência.
04:01O favor foi altamente apreciado pelo apóstolo, que estava com a saúde debilitada e apenas escassamente provido de assistência ou
04:10conforto para a longa viagem.
04:13Sua breve estada em Sidon foi como um oásis em seu melancólico e enfadonho caminho,
04:19e demonstrou ser para ele um conforto e encorajamento durante as turbulentas semanas sobre o mar açoitado pela tempestade.
04:28Havendo deixado Sidon, o navio encontrou ventos contrários, e tendo-se desviado de uma rota direta, seu progresso foi muito
04:36lento.
04:37Em Mirra, na província de Lícia, o centurião encontrou um grande navio de Alexandria,
04:43que viajava para a costa da Itália, e para esse navio transferiu imediatamente seus prisioneiros.
04:50Mas os ventos eram ainda contrários, e o progresso do navio foi bem lento e difícil.
04:56— Escreve Lucas.
04:58— Navegando vagarosamente muitos dias, e tendo chegado com dificuldade de fronte de Qunido,
05:05não nos sendo permitido prosseguir por causa do vento contrário,
05:09navegamos sob a proteção de Creta, na altura de Salmona.
05:14Costeando-a penosamente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos.
05:19Em Bons Portos, eles foram forçados a ficar por algum tempo, esperando ventos favoráveis.
05:26Por essa época, terminava a estação judaica de navegação.
05:30Os gentios consideravam seguro viajar até uma data posterior,
05:34mas não havia nenhuma esperança de concluir a viagem antes do inverno.
05:38A única questão a ser agora decidida era se deviam permanecer onde estavam
05:44ou tentar alcançar um lugar mais favorável para invernar.
05:49O assunto foi calorosamente discutido e finalmente referido pelo centurião a Paulo,
05:54o qual conquistara o respeito tanto dos soldados como da tripulação.
05:59Sem hesitação, Apóstolo aconselhou ficar em onde estavam.
06:03Disse ele,
06:05Senhores, vejam que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo,
06:10não só da carga e do navio, mas também da nossa vida.
06:14Mas o mestre do navio que estava a bordo e a maioria dos passageiros e a tripulação
06:19não quiseram aceitar este conselho.
06:23Insistiram que o porto de Bons Portos não era senão imperfeitamente protegido dos ventos hibernais
06:29e que a cidade, sendo tão pequena, oferecia pouca ocupação para trezentos marinheiros e passageiros
06:36durante uma permanência de vários meses.
06:40O porto de Fenice, a apenas trinta e quatro milhas de distância,
06:45tinha um bem protegido ancoradouro
06:47e era, em todos os aspectos, um lugar muito mais desejável para invernar.
06:52O centurião decidiu seguir o discernimento da maioria.
06:56De comum acordo, soprando brandamente o vento sul,
07:00deixaram Bons Portos com a lisonjeira perspectiva de que dentro de algumas horas
07:05chegariam ao porto desejado.
07:09Todos agora se regozijavam de que não tivessem seguido o conselho de Paulo,
07:14mas suas esperanças estavam destinadas a ser rapidamente desapontadas.
07:19Não tinham prosseguido muito, quando um vento tempestuoso veio do sul,
07:24tal como naquela latitude frequentemente sucede,
07:27e irrompeu sobre eles com implacável fúria.
07:31Desde o primeiro momento em que o vento atingiu o navio,
07:35a embarcação entrou em condição desesperadora.
07:39Tão repentinamente surgiu o vento que os marinheiros não tiveram tempo de se preparar
07:43e tão somente tiveram de deixar o navio à mercê da tempestade.
07:49Depois de algum tempo, eles se aproximaram da pequena ilha chamada Calda
07:53e, enquanto estavam sob seu abrigo, fizeram tudo o que estava em seu poder,
07:59preparando-se para o pior.
08:01O bote salva-vidas, seu único meio de escape no caso de um navio afundar,
08:06estava amarrado e sujeito a ser feito em pedaços a cada momento.
08:10O primeiro trabalho foi içar este bote para bordo.
08:13Isto não era fácil, porque, em meio àquela tormenta,
08:17era com a maior dificuldade que os marinheiros podiam realizar a mais simples tarefa.
08:23Todas as precauções possíveis foram tomadas para tentar tornar o navio firme e seguro,
08:29e então não havia mais nada a fazer, senão derivar à mercê do vento e das ondas.
08:35Não havia nenhum lugar em que eles pudessem correr para abrigo.
08:38O vento os estava levando, e mesmo a exígua proteção oferecida pela pequena ilha não durou muito.
08:46Tal foi o desastroso fim daquele dia, que havia começado com suaves brisas e altas esperanças.
08:53Toda noite a tempestade rugiu e o navio fazia água.
08:57No dia seguinte, todos a bordo, soldados, marinheiros, passageiros e prisioneiros,
09:03uniram-se em lançar ao mar tudo o que podia ser dispensado.
09:07Veio outra vez à noite, mas o vento não cessou.
09:11O navio batido pela tempestade, com seu mastro despedaçado e velas rotas,
09:16era atirado de um lado para o outro pela fúria do vendaval.
09:20A cada momento parecia que o madeiramento dos costados iria se abrir.
09:25Enquanto a embarcação rodopiava e estremecia sob o choque da tempestade,
09:30a invasão da água mais aumentava e passageiros e tripulação trabalhavam constantemente nas bombas.
09:37Não havia um momento de descanso para ninguém a bordo.
09:40E ao terceiro dia, escreve Lucas, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio.
09:48E não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol, nem estrelas.
09:52Mas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se, afinal, toda esperança de salvamento.
09:59Um profundo desânimo caiu sobre aquelas trezentas almas,
10:03depois de flutuar quatorze dias desajudados e sem esperança,
10:07sob um céu sem sol e sem estrelas.
10:10Não tinham nenhum meio de cozinhar, nenhum fogo podia ser aceso.
10:15Os utensílios tinham sido arrastados para o mar.
10:18E a maior parte das provisões estava molhada e estragada.
10:22De fato, enquanto seu navio estava lutando contra a tempestade e as ondas prefiguravam a morte,
10:29ninguém desejava alimento.
10:32No meio daquele terrível cenário, o apóstolo mantinha a calma e a coragem.
10:37Não obstante estivesse ele sofrendo fisicamente mais do que todos,
10:41tinha palavras de esperança para o momento mais crítico,
10:45uma mão auxiliadora em cada emergência.
10:49Nesse tempo de provação, Paulo agarrou-se pela fé no braço do poder infinito,
10:54apoiando seu coração em Deus,
10:57e no meio do desânimo circundante, sua coragem e nobreza de alma
11:01brilharam com um mais claro fulgor.
11:04Enquanto todos ao redor aguardavam apenas rápida destruição,
11:08esse homem de Deus, na serenidade de uma consciência irrepreensível,
11:13estava derramando suas ardentes súplicas em favor de todos.
11:17Paulo não temia por si mesmo.
11:20Tinha certeza de que não seria tragado pelas águas em fúria.
11:24Deus lhe preservaria a vida para que pudesse testificar da verdade em Roma.
11:30Mas seu coração humano se comovia de piedade pelas pobres almas que lhe estavam ao redor.
11:36Pecadoras e degradadas como eram, não estavam preparadas para morrer.
11:41E ele suplicava ardentemente a Deus para que lhes poupasse a vida.
11:46Foi-lhe revelado que sua oração havia sido atendida.
11:49Quando houve calmaria na tempestade,
11:52de sorte que sua voz pudesse ser ouvida,
11:55ele pôs-se no convés e disse,
11:58Senhores, na verdade era preciso terem me atendido e não partir de Creta
12:03para evitar este dano e perda.
12:05Mas já agora vos aconselho, bom ânimo,
12:08porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio.
12:13Porque nesta mesma noite um anjo de Deus de quem eu sou e a quem sirvo
12:18esteve comigo dizendo,
12:19Paulo, não temas, é preciso que compareças perante César.
12:25E eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo.
12:30Portanto, senhores, tem de bom ânimo,
12:33pois eu confio em Deus que sucederá do modo por que me foi dito.
12:37Porém, é necessário que vamos dar a uma ilha.
12:41A essas palavras reviveu a esperança.
12:44Passageiros e tripulantes se ergueram de seu desânimo
12:47e aplicaram todo o esforço para salvar a vida.
12:51Ainda havia muito a ser feito.
12:53Tudo o que estivesse a seu alcance devia ser feito para evitar a destruição.
12:57Porque Deus ajuda somente aqueles que se ajudam.
13:01Foi somente na décima quarta noite de tormenta,
13:05sobre as ondas negras e encapeladas,
13:07quando no meio do ruído da tempestade,
13:10os marinheiros distinguiram o som de ondas de arrebentação
13:13e suspeitaram que estavam se aproximando de alguma terra.
13:18E lançando o prumo, acharam vinte braças.
13:21Passando um pouco mais adiante,
13:23tornando a lançar o prumo,
13:25acharam quinze braças.
13:27Eles eram agora ameaçados por um novo perigo,
13:30o de seu navio ir dar em algum rochedo.
13:34Imediatamente lançaram quatro âncoras,
13:37que era a única coisa que poderia ser feita.
13:39Ao longo de todas as restantes horas daquela noite,
13:43eles esperaram,
13:44sabendo que cada hora dessas poderia ser a última.
13:48A infiltração de água aumentava constantemente
13:51e o navio poderia afundar a qualquer momento,
13:54mesmo se as âncoras estivessem firmes.
13:58Finalmente, através da chuva e da tempestade,
14:01uma luz cinzenta incidiu sobre seus rostos pálidos e cadavéricos.
14:06Os contornos da costa tempestuosa podiam ser vagamente vistos,
14:11mas não se percebia um só sinal de terra conhecida.
14:15Os egoístas marinheiros pagãos
14:17decidiram abandonar o navio e os tripulantes
14:20e salvar-se no bote que eles tinham com tanta dificuldade e sado a bordo.
14:26Simulando que podiam fazer algo mais para garantir a segurança do navio,
14:30eles soltaram o bote e começaram a baixá-lo para o mar.
14:33Tivessem eles feito isso,
14:36teriam sido despedaçados sobre as rochas,
14:39enquanto que todos a bordo teriam perecido
14:42devido à incapacidade deles de manejar o navio que estava afundando.
14:47Nesse momento, Paulo percebeu o mau intento
14:50e evitou o desastre.
14:52Com sua habitual e pronta energia e coragem,
14:55disse ele ao centurião e aos soldados,
14:58Se estes não permanecerem a bordo,
15:01vós não podereis salvar-vos.
15:03A fé do apóstolo em Deus não vacilou.
15:06Ele não tinha dúvida concernente à sua própria preservação.
15:10Mas a promessa de segurança à tripulação
15:12tinha sido condicional ao seu cumprimento do dever.
15:17Os soldados, dando ouvidos às palavras de Paulo,
15:20imediatamente cortaram os cabos do batel
15:23e o deixaram cair ao mar.
15:26A hora mais crítica estava ainda diante deles,
15:29quando a habilidade, coragem e presença de espírito
15:33de todos a bordo seriam testadas.
15:36De novo, o apóstolo disse palavras de encorajamento
15:39e rogava a todos, marinheiros e passageiros,
15:43que tomassem algum alimento, dizendo,
15:45Hoje é o décimo quarto dia em que, esperando,
15:49estás sem comer, nada tendo provado.
15:51Eu vos rogo que comais alguma coisa,
15:55porque disso depende a vossa segurança,
15:57pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo.
16:01Paulo mesmo deu o exemplo.
16:04Tendo dito isto, tomando um pão,
16:06deu graças a Deus na presença de todos
16:08e, depois de o partir, começou a comer.
16:12Todos cobraram ânimo e se puseram também a comer.
16:15Aquela exausta, molhada e desanimada multidão de 276 almas,
16:22que não fosse Paulo ter-se-ia desanimado e desesperado,
16:26agora tomou um novo ânimo e uniu-se ao apóstolo
16:29em sua primeira refeição em 14 dias.
16:32Depois disso, sabendo que seria impossível salvar a carga,
16:36eles aliviaram o navio lançando ao mar o trigo com que estava carregado.
16:40A luz do dia tinha agora rompido plenamente,
16:44mas eles nada podiam ver que lhes determinasse o lugar em que estavam.
16:49Contudo, avistaram uma enseada onde havia praia,
16:52então consultaram entre si se não podiam encalhar ali o navio.
16:57Levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar.
17:01Largando também as amarras do leme
17:03e, alçando a vela de proa ao vento,
17:06dirigiram-se para a praia.
17:08Dando, porém, no lugar onde duas correntes se encontravam,
17:12encalharam ali o navio.
17:13A proa encravou-se e ficou imóvel,
17:16mas a popa se abria pela violência do mar.
17:19Paulo e os outros prisioneiros estavam agora ameaçados
17:23por um perigo muito mais terrível do que o naufrágio.
17:26Os soldados viram que, nesta crise,
17:29ser-lhes-ia impossível vigiar os prisioneiros.
17:32Cada homem teria de fazer todo o possível para salvar-se.
17:37Entretanto, se algum dos prisioneiros faltasse,
17:40perderiam a vida os responsáveis por eles.
17:43Por isso, os soldados desejavam matar todos os prisioneiros.
17:47A lei romana sancionava essa cruel prática
17:50e o plano teria sido imediatamente executado
17:53não fosse aquele a quem todos,
17:55soldados e prisioneiros, deviam sua preservação.
17:59Júlio, o centurião, sabia que Paulo tinha sido um instrumento
18:03para salvar a vida de todos a bordo
18:06e achava que seria a mais vil ingratidão
18:09permitir que ele fosse morto
18:11e, além disso, convencido de que o Senhor estava com Paulo,
18:15temia fazer-lhe mal.
18:17Portanto, deu ordens para que se poupasse a vida dos prisioneiros
18:21e mandou que todos os que soubessem nadar
18:24se lançassem ao mar e se salvassem em terra.
18:27Os demais, agarrando-se em tábuas e em outros destroços do navio,
18:32foram levados à terra pelas ondas.
18:35Quando se verificou a lista, nenhum faltava.
18:38Quase trezentas almas, marinheiros, soldados,
18:42passageiros e prisioneiros
18:43estavam naquela tempestuosa manhã de novembro
18:46sobre a praia da ilha de Malta.
18:50E havia alguns que se uniram a Paulo e seus irmãos
18:53em dar graças a Deus
18:54que lhes havia preservado a vida
18:56e trazido-os salvos à terra
18:59através dos perigos do grande abismo.
19:02Os náufragos foram bondosamente recebidos
19:05pelos bárbaros de Malta.
19:07Por causa da chuva, todo o grupo estava encharcado e tremendo
19:10e os ilhéus acenderam uma imensa fogueira de gravetos
19:14e acolheram a todos em seu aprazível calor.
19:18Paulo estava entre os mais ativos em recolher combustível.
19:22Enquanto ele lançava ao fogo um feixe de gravetos,
19:25uma víbora que havia subitamente revivido de seu torpor
19:28por causa do calor,
19:30fugiu dos feixes de madeira e lhe acometeu a mão.
19:34Os circunstantes foram tomados de horror
19:37e vendo por suas correntes que Paulo era um prisioneiro,
19:40diziam uns aos outros,
19:42Certamente este homem é assassino,
19:44porque salvo do mar, a justiça não deixa viver.
19:49Mas Paulo sacudiu o réptil no fogo
19:52e não sofreu nenhum mal.
19:54Conhecendo a venenosa natureza da serpente,
19:57todos o observaram de perto por algum tempo,
20:00esperando no momento vê-lo cair,
20:03contorcendo-se em terrível agonia.
20:05Mas como não se seguisse nenhum resultado desagradável,
20:09mudaram de parecer e, como o povo de Listra,
20:13diziam que lhe era um Deus.
20:15Por esse acontecimento,
20:17Paulo ganhou uma forte influência sobre os ilhéus
20:20e procurou empregá-la fielmente
20:22para levá-los a aceitar as verdades do Evangelho.
20:25Por três meses, o pessoal do navio permaneceu em Malta.
20:29Durante este tempo,
20:30Paulo e seus companheiros de trabalho
20:32aproveitaram cada oportunidade
20:34para pregar as boas novas de salvação.
20:37O Senhor operou por meio deles de um modo notável
20:41e, por amor a Paulo,
20:42todo o grupo foi tratado com grande bondade,
20:45todas as suas necessidades foram supridas
20:48e, ao partirem, foram liberalmente providos
20:50de todo o necessário para a viagem.
20:53Os principais incidentes de sua permanência
20:56são assim descritos por Lucas.
20:59Perto daquele lugar havia um sítio
21:01pertencente ao homem principal da ilha,
21:03chamado Públio,
21:06o qual nos recebeu
21:07e hospedou benignamente por três dias.
21:10Aconteceu achar-se enfermo,
21:12de desenteria,
21:13ardendo em febre o pai de Públio.
21:16Paulo foi visitá-lo
21:17e, orando,
21:18impôs-lhe as mãos e o curou.
21:21À vista deste acontecimento,
21:23os demais enfermos da ilha
21:24vieram e foram curados,
21:25os quais nos distinguiram com muitas honrarias
21:28e, tendo nós de prosseguir viagem,
21:31nos puseram a bordo
21:32tudo o que era necessário.
Comentários