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  • há 18 horas

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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:04No último capítulo, a Emília conseguiu enganar o tonto do pesadelo.
00:09Isso é muito fácil, não é?
00:10O pesadelo se engana até sozinho e o coronel Timbó foi com tudo para invadir o sítio.
00:15Só que o caipora deu um jeito e ele se perdeu na mata.
00:18Agora, o caipora e a sacizada pegou o Timbó.
00:22Irmã, irmã, o que é que estão falando aí, não?
00:25Você sabe muito bem.
00:27A gente está falando do saci que você prendeu na garrafa.
00:30Não prendi saci nenhum.
00:32Prendeu sim.
00:33Você falou.
00:34Você é um mentiroso.
00:35A gente ouviu o médico.
00:36Esse é o jeito de ser vós.
00:38Não engana, mas...
00:39Você disse que tinha um saci na garrafa, não foi?
00:41É.
00:42É, nós insistimos que você solte ele.
00:44Eu não tenho saci coisa nenhuma guardada em lugar nenhum.
00:48E dá licença que eu vou passar e arredo o tempo.
00:51Você não fala mentira, você fala a verdade.
00:53Se não tira teu curo e pode passecar no som.
00:55Não tenho...
00:56Ai, que seduam.
00:58O que é isso?
00:59Vai sair daqui não.
01:00Ô, madrugada.
01:02Vai me responder agora o que é que eu coloque você no caldeirão?
01:06Mas eu não fiz nada, Cuca.
01:08Não menta.
01:09O que é que você estava tramando com o Nastácia?
01:13Eu?
01:14Ele?
01:15E tem outro estrofício aqui além dele?
01:18Responda.
01:19Ah, eu estava pedindo um omelete para a tia Anastácia.
01:27Foi isso mesmo.
01:29Eles estavam pedindo para fazer um omelete.
01:31Ah, um omelete.
01:33E onde estão os ovos?
01:35Ah, onde é que estão os ovos?
01:38Os ovos?
01:40Então, foi exatamente isso que eu estava falando.
01:42Para ele, se não tem ovo, como é que eu vou fazer um omelete sem ovo, gente?
01:47Tchau, tchau.
01:48E o que é que você está esperando?
01:50Vá.
01:51Eu?
01:52Vá logo buscar esses ovos.
01:54Ah, então quer dizer que você também quer ovos, agora.
01:57É, agora que você deu a ideia, me deu uma vontade de comer omeletes também.
02:04Ah, sim.
02:06Anda, vá logo buscar esses ovos, estrofício.
02:16O diaço.
02:18A minha alma está com aquela boneca enxerida e eu aqui, eu aqui caçando ovo para a tia Anastácia fazer
02:25um omelete para a coca, fora o contra-filula.
02:28Isso é foda.
02:30Isso é foda.
02:30Isso é foda.
02:37Ai, que susto, Emília.
02:45Trouxe a tia Anastácia.
02:48Cadê a tia Anastácia, pedavela?
02:54Eu disse, cadê a tia Anastácia?
03:03Você não vai me dar aquele chocolate, hein?
03:05Olha, olha.
03:07Está vendo?
03:08Não, não, não.
03:09Espera só um pouco, seu guloso.
03:11Mas eu estou com fome.
03:13Ai, mas eu só vou te dar quando a gente chegar na caverna da cuca.
03:17Mas por que você quer ir na caverna da cuca?
03:19Eu vou salvar até Anastácia, já disse, senhora.
03:21Mas a cuca é muito malvada.
03:23Ai, você vai me ajudar, não vai, Rabicó?
03:26Eu?
03:26Eu não.
03:27Eu não entro na caverna da cuca nem para pegar um chocolate do tamanho de uma árvore.
03:33Eu não entro de jeito nenhum.
03:34Oh, Rabicó.
03:35Rabicó, espere.
03:36Rabicó, onde você vai?
03:39Ai, Oxi.
03:40Agora vou ter que achar a caverna da cuca e tirar a Tia Anastácia de lá sozinha.
03:59Deixa que eu ajudo, Dona Vê.
04:02É, vovó, essa panela é muito pesada para a senhora.
04:07Poxa, muito obrigada, Visconde.
04:10Ah, que saudade.
04:14Que falta me faz, Anastácia.
04:16Ela pegava essas panelas com a maior facilidade.
04:19Sem contar a alegria da presença dela aqui.
04:25Ah, vovó, tá todo mundo sentindo muita falta de Anastácia.
04:30Pois é.
04:30É, mas com a ajuda do pesadelo, a Emília vai trazer a Tia Anastácia de volta logo logo.
04:34Ai, eu espero que sim, Visconde.
04:37Eu espero que sim.
04:39O que a senhora tá fazendo, Dona Bento?
04:40Pamonha, o doce preferido do meu compadre, Coronel Teodorico.
04:46Pamonha.
04:47É.
04:48Doce de milho.
04:49Milho amassado.
04:56Desculpe, Visconde.
04:58Gente, vou falar no Coronel Teodorico.
05:02Ele anda sumido, né?
05:04É, faz tempo que ele não aparece.
05:06Ele não vai sair de casa por um bom tempo, com medo do Caipora.
05:10O pobre tomou um susto e tanto.
05:13Ele deve ter medo é do tal Coronel Timbó que tá lá na casa dele.
05:17Esse sim, que é um homem horrível.
05:19Muito pior do que qualquer criatura da mata.
05:23Minha Nossa Senhora, Timbó trancou a janela pelo lado de fora só pra eu não poder sair.
05:29Pô, não tô dizendo.
05:30Aquele tem parte com capeta.
05:32Ele é uma peste.
05:34Cala a boca, seu tagarela.
05:36Não tá vendo que eu já tô nervoso o suficiente?
05:39Ah, meu Deus, nessa hora, aqueles bandidos mal encarados já devem estar chegando lá no sítio.
05:45Deus, ajude que eles não façam mal pra minha comadre.
06:06Mas que coisa estranha.
06:09Primeiro aquele Coronel Timbó.
06:11Depois dos capangas deles, esse e os outros aí?
06:15O que será que eles estão fazendo na mata?
06:16É o que você me disse, eles contam tudo, né?
06:19Antes de desmatar.
06:21Eles parecem perdidos, Badal.
06:26Mas onde é que você vai, Pedrinho?
06:28Eu vou voltar pro sítio, tá?
06:30Com esses capangas mandando por aí?
06:32Eles podem estar aprontando alguma.
06:34Ei, ei.
06:35Olha, olha.
06:36Você me avisa se você viu o zumpinho, tá bom?
06:39Pode deixar, Badal.
06:40Aperta aí.
06:46Que danado zumpinho, fica fugindo de mim, porque não quer voltar pra casa.
06:51Mas eu pego ele de jeito.
06:54Chega, chega de cão, chega.
06:57Eu confesso.
06:59Despeça.
07:01Sim, eu confesso, eu falo tudo.
07:04Tudo bem.
07:05Mas primeiro, me tirem daqui.
07:10Solta.
07:13Então você confessa que perdeu o saci na garrafa?
07:16Que nem a gente ouviu você dizer da primeira vez.
07:17Eu não confesso em nada.
07:19Vocês ouviram, foi muito mal.
07:21Eu disse que sei quem é que tem.
07:26O saci na garrafa.
07:27Sabe mesmo?
07:28E quem é esse?
07:29Ah, esse não.
07:31É.
07:32É uma mulher.
07:34Mulher?
07:34Ih, que mulher é essa?
07:35Desembuça logo, homem.
07:37É Dona Benta.
07:38Dona do sítio do pica-pau amarelo.
07:41Ah!
07:42Ah, isso mesmo.
07:47A Dona Benta foi quem guardou o amigo de vocês, saci, dentro da garrafa, viu?
07:54No sítio do pica-pau, fizeram judiação.
07:57É muita cara de pau, ela prendeu o nosso irmão.
08:00É, vamos-se embora, saci-zada.
08:02Vamos pegar essa tal de Dona Benta.
08:04Vamos, vamos, vamos.
08:11Tá uma delícia, vovó.
08:14Ainda bem que o Biscojo não tá vendo eu comer essa pamonha, né?
08:17E o Pedrinho e a Emília?
08:20Ah, eles tão por aí.
08:21Será que eles não vão querer comer pamonha também, hein?
08:25Pedrinho, Emília, eu fiz pamonha.
08:29Oh, pamonha.
08:33Não muda de assunto, pesadelo.
08:36Você ainda não me disse.
08:38Por que não trouxe essa amistadinha?
08:42Fala logo, senão eu rasgo sua alma.
08:46Hum, não, não, não, não, Emília, não.
08:48Não, muito obrigado.
08:50Eu não quero ficar desalbado.
08:52Mentira.
08:54Emília, sabe o que aconteceu?
08:56É o seguinte.
08:57Bem que eu tentei trazer a tia Nastácia pra cá, sabe?
09:01Mas é que a cuca, a cuca chegou bem na hora.
09:04E esses cestos aí?
09:06Ah, ó, o cesto?
09:07Ah, sim, tem o cesto aí.
09:09É pra pegar ovos.
09:11É, você ia roubar o pedrinho.
09:14É, é, Laura, foi a cuca que mandou, entendeu?
09:18A cuca que mandou, porque ela ia pedir pra tia Nastácia fazer uns omelete pra ela, sabe?
09:25Omelete, é?
09:26Isso.
09:34Cuidado aí, Scott, não vai me quebrar um ovo nenhum.
09:38Eu estou tentando, Emília, estou tentando.
09:40Oh, escuta aqui, gente, será que isso aí vai dar certo?
09:43Porque é o seguinte, é o seguinte, se a cuca me pega, ela me leva pro caldeirão vivo.
09:51Claro que vai dar certo.
09:52Ah, o que o riscão está colocando dentro dos ovos é planta dormida.
09:58Sumo de planta dormideira, Emília.
10:00Estou mergulhando os ovos numa solução aquosa de planta dormideira.
10:04É um sonífero poderosíssimo.
10:06É sonífero?
10:08É uma coisa pra dormir.
10:09Sonífero.
10:10Sono sonífero.
10:11Aí, aí, quando a cuca comer os ovos, ela vai cair no sono profundo.
10:19Como da bela dança.
10:20E aí, a gente vai lá e tira de uma chata.
10:27Muito bom, muito bom, hein?
10:29Viu?
10:29Muito bom, hein, né?
10:31Nossa, essa emília.
10:33Como ele é simpático.
10:41Antílio, tranquilo?
10:42Me dá, me dá a outra pata.
10:44Viu?
10:45A outra pata não, a outra mão, por favor.
10:49Como ousa me dar ordens?
10:52Desculpa.
10:53Desculpa, senhora.
10:55Por favor, você não pode me passar a outra pata?
10:57Ou, quer dizer, a outra mãozinha?
11:01Obrigada.
11:07Não.
11:10Mas que cutícula mais dura, meu Deus do céu.
11:15Ai, sua sogueira.
11:17O que você quer?
11:18Arrancar minhas garras?
11:20Dona Pouca, a senhora vai me desculpar, mas eu não sou manicure, não, gente.
11:25Eu sou cozinheira.
11:28Aqui você faz o que eu mando.
11:30Faz o que eu quero.
11:31E se não fizer direito, eu transformo você em tartaruga.
11:35Tartaruga?
11:36Ah, meu salão de costas.
11:39Dona Pouca, eu tô muito velha.
11:41Eu não vou aguentar aquele casco pesado nas minhas costas, não, gente.
11:46Então faça seu trabalho direito, inútil.
11:50E cuidado com as minhas garras.
11:56Pelas barbas de Netuno, outra ruga no canto do meu olho.
12:02Ai, eu tô ficando semelhinha, amorosa.
12:09Também, essa poção de beleza da Pouca, hein?
12:14Não presta pra nada.
12:16É uma bela de uma porcaria.
12:20Ai, o que que é isso?
12:23Agora deu pra chover ponte de creme?
12:26Olha lá, que bonitinho.
12:28Escuta aqui, você é muito mal educado.
12:30Quando já se viu o cacainho na cabeça dos outros, eu vou te jogar no lixo, viu?
12:35Aqui na mata não é o seu lugar.
12:38Ainda bem que não quebrou os ovinhos.
12:43Também era só o que faltava.
12:45Olha que alívio, é fofo, hein?
12:47Ela é um pouco.
12:49A Pouca vai dormir todos os estes ovos e ela vai dormir durante 100 anos.
12:54E eu, eu comprei com ele pra poder comer toda a comida da caverna.
13:04E aí, então, a senhora gostou da unha?
13:10É, é, dá pro gasto.
13:14São Jorge, tá perfeitão.
13:17Tão nervosa por até tomar um lugar d'água.
13:21Onde é que tem aqui uma...
13:23Uma agulha, hein, dona?
13:24Será que não tem água aqui nessa caverna, não, dona?
13:27Tem ali na garrafa azul.
13:36Nessa aqui?
13:38É, nessa mesmo.
13:43Ih, mas que frustro.
13:45Peraí.
13:46Não, peraí.
13:48Peraí.
13:48Não, não, não, não.
13:51Lá!
13:52Lá!
13:52Lá, não!
13:52Lá, não!
13:54Lá!
13:55Uau!
13:58Só sacizada mal-educada!
14:00Porém, é que você não dá pressa assim, hein?
14:04Vai!
14:05Ai.
14:05Ai, ai, ai.
14:06Ai, ai.
14:08Ai.
14:08Ai, ai.
14:08Ai, ai, ai.
14:09Ai, ai, ai.
14:09Ai, os olhos que estão estão, ah, ainda bem, ainda bem que não te junei em todo.
14:15Também era só o que faltava, né?
14:23Ai, a cuca vai ter que me fazer outra poção da beleza.
14:28Nossa senhora, quem é você?
14:33Quem é você? Pergunto eu, menino.
14:40A laça acusada, deve de ser aquela.
14:44A tal da dona Bento prendeu nosso pão na garrafa.
14:47Ela mesmo, galera.
14:48Agora ela vai ter de se haver com o Caipor.

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