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Transcrição
00:00Agora o número de casos de violência doméstica cresceu 14% no primeiro trimestre desse ano no estado de São
00:07Paulo.
00:07Assunto para o repórter Matheus Dias chegando aqui com a gente.
00:10Quais os tipos de crime mais registrados em todo esse período?
00:15Bem-vindo, Matheus. Boa noite pra você.
00:19Tiago, uma ótima noite pra você. Uma ótima noite a quem nos acompanha.
00:23Esses dados são da Secretaria de Segurança Pública que apontam que só nos primeiros três meses desse ano
00:29a cada um minuto e meio uma mulher sofre violência doméstica aqui no estado de São Paulo.
00:35Eles divulgaram dados e um documento que apontam, já respondendo a sua pergunta,
00:40quais são os principais tipos da violência sofrida pelas mulheres dentro de casa.
00:44Essa violência a gente separou uma arte, inclusive, com esses dados, Tiago, que apontam quais são esses casos
00:51e entre eles falam que a ameaça é o principal tipo de crime, a principal natureza do crime sofrido pelas
00:58mulheres
00:58com mais de 26 mil boletins de ocorrência registrados só nos três primeiros meses desse ano.
01:05Calúnia, difamação ou injúria foram crimes também relatados por mais de 21 mil vítimas
01:11e mais de 18 mil sofreram lesão corporal dolosa.
01:15Agora, Tiago, os crimes, porém, que tiveram maior aumento na comparação do primeiro trimestre desse ano
01:20com o primeiro trimestre do ano passado, foram no âmbito da dignidade sexual,
01:24seguidos por constrangimento ilegal e pela divulgação de fotos e vídeos íntimas.
01:30A Secretaria de Segurança Pública relata ainda que as principais vítimas desses casos,
01:35desses crimes, estão na faixa dos 21 e dos 35 anos, Tiago.
01:40Tendo ainda mais um dado preocupante, segundo as autoridades,
01:43teve aumento também do ano passado para esse ano em relação às vítimas que tinham medidas protetivas.
01:50Só nos três primeiros meses desse ano, no estado de São Paulo,
01:54mais de 3 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica,
01:58tendo já registrado o boletim de ocorrência e tendo também a posse da medida protetiva,
02:05ou seja, da restrição permitida por lei e distanciamento dos agressores.
02:10Mesmo assim, os crimes voltaram a ser praticados.
02:13Esse aqui é um dado preocupante, um dado claro que é bastante combatido,
02:20ou tende a ser bastante combatido pelas autoridades, ainda mais agora,
02:23já que na semana passada foi anunciada, então, a Coronel Glauci Anselmo Cavalli,
02:29como a primeira comandante-geral da Polícia Militar, mulher aqui no estado de São Paulo.
02:34Ela que já disse logo no dia do anúncio dela como comandante,
02:37que vai frisar e vai aumentar o combate à violência doméstica para tentar reverter esses números.
02:45Essa aqui também é uma pauta da campanha de Tarcísio de Freitas
02:48na tentativa da reeleição aqui no comando do estado, viu, Tiago?
02:51Sem dúvida. Matheus Dias, esse problema crônico, um desafio, não só de São Paulo,
02:57mas também de todo o país.
02:59Até daqui a pouquinho e em um minutinho a gente faz o intervalo para as nossas praças
03:04e eu volto com a Priscila Silveira para comentar esse assunto importante.
03:07Até daqui a pouquinho, para outras informações, jp.com.br.
03:11Bom, Priscila, enquanto a gente está nesse intervalo, a gente volta em um minutinho.
03:15É bom lembrar o seguinte, você também da área do direito, muito ligada a esses casos, né,
03:21também porque atua muito em relação a isso.
03:24O ponto principal é, muitas vezes, a falta de notificação, a subnotificação.
03:30Esses são os números conhecidos.
03:32Esses são números de pessoas que fazem o boletim de ocorrência,
03:35que há essa informação mais clara, talvez nos grandes centros,
03:39com uma estrutura policial maior.
03:41É possível ter mais informações em relação a isso,
03:45mas, de qualquer forma, o Brasil é um país gigantesco
03:48e é preciso não só aprimorar o aparato policial,
03:53mas também a consciência das pessoas, a educação das pessoas.
03:57E muitas dessas delegacias estão se aperfeiçoando para o atendimento à mulher.
04:02Porque, às vezes, claro, a mulher tem medo de denunciar,
04:05tem a questão dos feminicídios também,
04:07mas, de qualquer forma, é algo que está evoluindo,
04:10mas é preciso sempre fazer alertas.
04:13Aqui com a Priscila Silveira, discutindo os casos da violência contra a mulher.
04:17Diga, Priscila.
04:19Sim, Tiago, aqui a gente tem que colocar dois pontos que são importantes.
04:22Primeiro, que muitas vezes a vítima acha que ela é culpada.
04:25Então, ela se envergonha de procurar o Estado para poder rechaçar a violência.
04:29Muitas vezes, também, ela nem sabe que ela está dentro de um ciclo de violência,
04:34porque, como bem colocou aqui o Matheus,
04:35a gente tem violência sexual, violência patrimonial.
04:39A gente tem violência física, a gente tem violência psicológica.
04:43E aí, às vezes, a vítima, ela pensa que há somente a violência física,
04:48que é aquela que é aparente.
04:50Mas a gente tem a violência que é da alma, por exemplo,
04:53quando ela tem humilhação e xingamentos.
04:55E quando você diz sobre a subnotificação,
04:57o que faz com que...
04:58Hoje a gente tem diversos canais de denúncia,
05:01campanhas de conscientização, inclusive, diz que 180, né?
05:05Só que esse aumento também aparece,
05:07porque as mulheres, elas passam a denunciar um pouco mais
05:11diante do conhecimento que estão dentro desse ciclo da violência.
05:14Agora, existe dependência econômica,
05:17muitas vezes elas não vão denunciar,
05:18porque dependem dos maridos.
05:20A gente tem aí o uso de drogas, muitas vezes.
05:23Às vezes, a gente tem a naturalização dessa violência, desse ciclo.
05:27Falha na proteção e uma grande coisa que tem acontecido, Thiago,
05:31é a reação ao empoderamento feminino.
05:33Em muitos casos, essa violência aumenta
05:35quando a mulher, ela tenta romper a conquista de autonomia
05:39ou até mesmo denunciar.
05:41Por isso que hoje a gente tem inúmeros cenários dessa violência
05:45e muitas delas, inclusive, pensam que a violência é aquela apenas física.
05:50Então, quando chega na física, muitas vezes a violência inicia dela,
05:54mas muitas vezes também não parte da violência física.
05:57Então, às vezes, a mulher está sendo xingada, humilhada
05:59e ela não sabe que está dentro dessa violência.
06:01E também um ponto aqui, para fechar a minha fala,
06:03é a dificuldade de muitas mulheres.
06:05A violência, ela acontece sem distinção de cor.
06:08É óbvio que mulheres pretas, elas sofrem mais, inevitavelmente,
06:11mas atinge pessoas pobres, ricas, sem distinção de classe.
06:15E a maioria dessas pessoas que são pobres, Thiago,
06:17nem sabe, muitas vezes, onde procurar auxílio pelo Estado.
06:21É comum a gente, às vezes, perguntar à pessoa
06:24nem sabe para onde procurar e onde achar a ajuda do Estado.
06:29Então, o que a gente precisa?
06:30Ser um multiplicador de informações.
06:33Então, quando a mulher, ela se sente vítima de violência,
06:36que ela procure, porque o Estado é dever do Estado
06:39trazer aí todas as políticas públicas para essas mulheres
06:42que são vítimas de violência.
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