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O Morning Show debate a crise financeira que atinge 59% das famílias brasileiras e o impacto da escala 6x1 na saúde mental. Especialistas analisam o baixo engajamento profissional e a desigualdade salarial que penaliza as mulheres. Entenda como o endividamento e a busca por "bicos" afastam o Brasil do topo do ranking mundial da felicidade.

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/lMblY-6eWQc

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Transcrição
00:00Avisar que ainda nessa semana o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, deve fazer o que?
00:06Deve escolher quem vai ser o relator da PEC, né? Que vota o fim da escala 6x1.
00:13Alguns dos cotados são os deputados Paulo Asi e Paulinho da Força.
00:17É preciso dizer o seguinte, é preciso dizer o seguinte, que dependendo do relator o processo pode andar, pode empacar.
00:25O relator é um filtro, é um arquiteto do que vai ser apresentado.
00:30Diego, qual a sua expectativa com relação a isso?
00:34Olha, Fernando, do ponto de vista do trâmite legislativo, eu não tenho dúvida que esse projeto deve andar a passos
00:40largos no parlamento.
00:41É uma grande pauta para o governo que busca a reeleição.
00:44É interessante para a popularidade do centrão, que também muitos parlamentares buscam as suas reeleições.
00:50E é uma pauta que as pesquisas já levantam, que a despeito da falta de debate técnico, tem forte adesão
00:56popular.
00:56Então, o debate deve andar.
00:57Agora, o resultado disso para o Brasil, certamente, é algo que está numa zona muito cinzenta.
01:02Porque esse debate está sendo travado olhando únicamente para os votos que esse debate pode trazer.
01:08Não está olhando para o setor produtivo, que não está sendo consultado.
01:11Não está olhando nem mesmo para algumas categorias de trabalhadores que simplesmente gostariam de ter mais liberdade a respeito dos
01:18seus contratos.
01:19Então, muito possivelmente a respeito da escala 6x1, como em muitas outras pautas no país, nós não teremos o melhor
01:25resultado possível por falta de técnica no debate.
01:28Por falta de olhar do poder público para os reais problemas do Brasil.
01:32É muito fácil citar que o fim da escala 6x1 aconteceu em países...
01:36Nós voltamos na rede de rádios.
01:39Estamos aqui falando sobre o debate do fim da escala 6x1 e como isso pode impactar o trâmite dessa proposta
01:47na Câmara,
01:48que deve ser indicado agora o relator.
01:50E o relator pode ajudar, pode atrapalhar, dependendo do que ajudar e o que é atrapalhar.
01:56Nosso sofá recebendo, Andréia Krug, especialista em carreira, psicóloga.
02:01Sempre uma alegria te receber aqui, Andréia.
02:03Bem-vinda.
02:03Prazer, é tudo meu.
02:03Bora discutir isso aí.
02:04Vamos lá.
02:05Essa é uma belíssima discussão, não?
02:07Isso afeta praticamente a questão da renda brasileira, porque mexe com o trabalhador, mexe com o empresário, mexe com quem
02:15recebe, com quem paga.
02:17Do jeito que está, vai mexer mais com o empresário do que com o trabalhador nesse primeiro momento.
02:21Porque do jeito que está, não pode haver o princípio da CLT, da irredutibilidade salarial.
02:27Portanto, vai se reduzir a carga horária jornada de trabalho sem a redução do salário.
02:34Por enquanto, eu não ouvi nada em relação a uma contrapartida.
02:37Mas eu queria também colocar nesse bojo de discussão uma pesquisa mostrando o levantamento da data folha, né?
02:43Que revelou que 50% da população, 50, metade, 59%, quase 60% da população,
02:50sente que a renda familiar é insuficiente para pagar as despesas.
02:54E 45% recorrem a trabalhos adicionais.
02:57O famoso frila, o bico.
02:59As plataformas ganhando cada vez mais, gente, para poder completar o orçamento.
03:04Isso tem relação com a escala 6x1?
03:05Total, total, né?
03:07Na realidade, o que está havendo é uma mudança do formato de trabalho, né?
03:11E eu, assim, eu sou super a favor da escala 6x1, mas eu também sou muito a favor de uma
03:17discussão muito mais ampla do modelo da CLT.
03:21Porque ele é um modelo ultrapassado.
03:22Ele não encaixa mais no mundo como o mundo é hoje.
03:25Tanto é que o que você tem hoje em dia são as pessoas preferindo as plataformas à CLT.
03:31muito por uma questão de liberdade, muito por uma questão do líquido.
03:35Porque a questão do trabalho assalariado é que ele recolhe na fonte do empregado e recolhe na fonte do empregador.
03:42E no final das contas, o bolo que sobra é muito pouco.
03:45O André tem também uma situação, já que estamos falando de situação financeira e trabalho,
03:50tem um detalhe muito importante nessa pesquisa que mostra, além da família,
03:56a gente vai falar das mulheres, porque são as mulheres que mais sofrem com a situação financeira.
04:02Sofrem mais que os homens.
04:04Elas ainda ganham, os homens ainda ganham cerca de 20% a mais que as mulheres,
04:10mas são as mulheres também que estão sendo mais contratadas.
04:15Nada mais é do que um espelho da crise.
04:17Há despeito de absolutamente todas as outras questões, né?
04:21Mulheres hoje em dia, elas estudam por mais tempo que homens,
04:24mas elas, por exemplo, por que acaba comprometendo a renda?
04:28Elas são em muito menor quantidade.
04:30Quanto mais você sobe na escala das organizações, menos mulher você vai ter.
04:34O chamado fenômeno teto de vidro, que ele ainda continua a existir.
04:38Então, você olha um borde de uma empresa, uma diretoria de uma empresa,
04:41é muito difícil você ver mulheres lá.
04:43Você vê muito mais homens e pouquíssimas mulheres.
04:46Olha só, a contratação feminina aumentou em 11%, mas elas ganham menos.
04:51Então, faz sentido.
04:52Vamos contratar as mulheres, porque paga menos, é isso?
04:54Eu falei que essa questão das mulheres receberem menos,
04:57eu já ouvi falar, e existem dados disso,
05:01de que isso tem a ver mais com a capacidade dos números
05:06de chegarem exatamente à profissão de cada pessoa.
05:12Porque é o seguinte, as estatísticas não conseguem chegar
05:17no trabalho individual que cada pessoa faz,
05:20e isso impacta no que ela ganha, não é?
05:22E, na verdade, eu acho que, por exemplo, seria pouco inteligente pagar menos para uma mulher,
05:30não é?
05:31Do que...
05:32É mais...
05:33Daria para contratar mais gente com um valor maior.
05:38Mas a pesquisa mostra que o salário é menor mesmo.
05:40É isso, mas é porque a questão é essa.
05:42A mulher, ela ocupa os cargos da base.
05:44Ela está preparada para ocupar cargos acima.
05:47Porém, o estereótipo ainda não coloca a mulher nessas camadas mais de cima
05:52da hierarquia da organização, aonde o salário é maior.
05:55Portanto, a mulher acaba ganhando menos.
05:57E não podemos esquecer, falando em estatística,
06:00que cada vez mais você tem a mulher como sendo o provedor da casa.
06:04Está cheio de família, que a mulher, ela é o arrimo de família.
06:09Então, isso é bastante complicado, inclusive no cenário macroeconômico.
06:13E, já que você é psicóloga, tem um recorte muito importante,
06:17porque a mulher se sente mais deprimida.
06:20Ela sente mais o efeito dessa crise financeira cansada, desiludida, insegura.
06:27É algo muito, assim, evidente no que essa pesquisa aponta.
06:32Exatamente.
06:33O peso em cima da mulher, ele é cada vez maior, né?
06:37Quando a mocinha lá queimou o sutiã, alguns anos atrás, ainda no século passado,
06:42a gente saiu para o mercado de trabalho.
06:45Eu acho isso ótimo.
06:46Meu trabalho é a beça, adoro isso, não é problema.
06:48O problema é que, sem a estrutura, o papel social da mulher não mudou.
06:52A mulher continua sendo a dona da casa.
06:56Você dificilmente vai ter um homem preocupado com o que vai se comer no jantar.
07:01Isso ainda é papel da mulher.
07:03André, e é legal também a gente falar sobre felicidade,
07:06porque a gente está falando, não é de preocupação com dívida,
07:08mas desde o início do programa eu estou falando que foi, de novo,
07:12divulgada pela nona vez consecutiva a pesquisa
07:15que mostra o país mais feliz do mundo.
07:18Acho que você já deve imaginar que não é o Brasil, né?
07:22Não, não é o Brasil.
07:23É a Finlândia.
07:25A Finlândia foi apontada como o país mais feliz do mundo pelo nono ano seguido.
07:30É isso.
07:30Mas o que define felicidade?
07:32Para esse ranking foram usados os seguintes fatores.
07:34O PIB per capita, o apoio social, a expectativa de vida saudável,
07:39liberdade para fazer escolhas, generosidade e a percepção sobre corrupção, gente.
07:45É aí que a gente se ferra.
07:47Percepção sobre corrupção.
07:48É aí que detona a gente.
07:50Eu acho que, tudo bem, esses dados fazem sentido, não duvido deles,
07:54mas eu acho que o povo que mais expressa a sua...
07:56Um dos povos que mais expressa a sua felicidade é o povo brasileiro.
08:00Até porque, só para complementar, José,
08:02é muito fácil ser feliz onde está tudo certo, né?
08:04Ser feliz no Brasil é jogar a vida no modo hard.
08:07O ranking tem 148...
08:09O ranking tem 148 países.
08:12O Brasil está em 32º lugar.
08:15É, e aí ele define muito claramente o que é felicidade.
08:19A gente tem na cabeça da gente um conceito de felicidade
08:22que não é o que está definido nesse ranking.
08:25Esse ranking, ele fala de uma série de coisas, né?
08:27Por exemplo, liberdade de escolha.
08:29Ele fala de uma percepção de justiça,
08:31de equilíbrio, coisa que aí a gente fica devendo muito.
08:35Mas quando a gente fala...
08:36E aí essa percepção de que a gente expressa felicidade...
08:41Felicidade, do conceito mais genérico,
08:43é um estado passageiro de ânimo.
08:45Então, rir é fácil.
08:47Mas e no trabalho, hein?
08:48Quanto você se sente satisfeito com o trabalho que você faz?
08:51Vamos lá.
08:53Sim e não, né?
08:54Eu tenho uma tese um pouco diferente.
08:57Eu acho que em relação ao trabalho, né?
08:59E tem aí outros estudos que eles também trazem essa questão...
09:02A gente está mostrando.
09:03Só 23% dos profissionais estão engajados, felizes no emprego.
09:08É, e isso, esse número, ele vem, infelizmente, né?
09:13Crescendo no sentido de que cada vez a gente tem mais gente desengajada.
09:17E esse relatório, esse ano, ele traz uma questão que é muito crítica.
09:21É por conta da liderança.
09:23A liderança começou a ficar desengajada, portanto, o trabalhador também, ele não sente.
09:28Ele não tem um espelho, ele olha para o líder e o líder não está nem aí, não é ele
09:32que vai sair.
09:32Mas esse problema não se aplica aqui ao sofá da Discord.
09:34Eu tenho certeza que 100% das pessoas felizes com a nossa Ellen Manager.
09:40Felizes com o sofá, engajados, alegres, todo dia aqui com muita felicidade fazendo tudo isso.
09:45As pessoas, elas querem ir no trabalho, é reconhecimento, né?
09:49Eu acho que aí é uma outra coisa.
09:50E reconhecimento a gente tem a partir daquilo que a gente entrega e o outro reconhece que a gente entregou
09:56bem.
09:56Agora, olha só que legal assim, porque é o seguinte, você fala assim, a felicidade não se compra,
10:01mas você pode comprar uma passagem para aí, é o Sink, que é a capital da Finlândia, custa 5.500
10:05reais.
10:06E você compra, vai para lá, fica feliz.
10:08Dinheiro não compra a felicidade, mas manda buscar, né?
10:10Manda buscar, vai lá, vai para lá, você é feliz lá.
10:12O problema da grana é que você gasta rapidinho também, né?
10:15Aí 5 mil você não quer, você não vai querer ir para a Finlândia, você vai querer ir para outro
10:18lugar, né?
10:19Esse é o probleminha.
10:20Sabe qual é o último país dessa lista?
10:23O Afeganistão.
10:24É.
10:25148 lugares.
10:26Está no lugar número 148, né?
10:30É onde ninguém quer ir.
10:32Não tem nada, né?
10:33Infelizmente, infelizmente.
10:34Mas eu gostei muito da percepção de corrupção que torna o lugar mais ou menos feliz.
10:39Sem dúvida, porque nós demos esse dado ainda nessa edição de hoje do Morning Show,
10:44a respeito da questão dos impostos, de como isso tem pesado na vida do brasileiro,
10:49como a economia é uma preocupação.
10:51Então, aqui no Brasil, o que me parece, André, é que nós não temos a liberdade de fazer aquilo que
10:57nós queremos fazer na nossa vida para ganhar dinheiro.
11:00Muitas vezes a gente é compelido a trabalhar em algo que a gente não gosta, que a gente não quer
11:03fazer, só pela questão financeira.
11:06E eu imagino que isso deva ter um impacto significativo nessa questão da felicidade.
11:10Mais ou menos, porque na realidade, não necessariamente você vai se dar bem na carreira fazendo o que você ama.
11:17O que você ama pode ser um hobby seu.
11:19Você vai se dar bem na carreira se seu cargo exigir de você a sua principal habilidade.
11:26É nesse lugar que você tem a chance de brilhar e de acontecer.
11:29E aí, se você brilha e acontece, consequentemente você tem um reconhecimento.
11:33Reconhecimento me gera orgulho, orgulho é memória de valor.
11:35E a gente vê como tudo se conecta, né?
11:37Porque um pouco antes a gente estava falando justamente sobre a escala 6 por 1.
11:41E é exatamente isso.
11:42Como o Diego falou, a gente não vai mudar as coisas na canetada.
11:46A gente tem que estar feliz com o que a gente faz.
11:48A gente tem que ter liberdade com o que a gente faz.
11:50E não é na base da canetada, de cima para baixo, que isso vai acontecer.
11:53E aí a gente conecta novamente com o assunto que a gente estava falando anteriormente,
11:56que é o aumento da informalidade.
11:58Vocês acham que realmente, como a nossa psicóloga aqui, muito bem colocou,
12:06o aumento da informalidade, as pessoas acabam indo para aplicativos,
12:10para conseguir aumentar a sua renda, para conseguir complementar a sua renda.
12:14Então, com o fim da escala 6 por 1 para o meio da canetada,
12:18isso vai acabar acontecendo cada vez mais.
12:20Isso inclusive tem experiência histórica no Brasil a respeito disso.
12:22Em 2013 teve a PEC das domésticas.
12:24Exatamente.
12:24Que dizia que as domésticas teriam mais direitos, mais qualidade de vida.
12:28No fim do dia só aumentou a informalidade.
12:29Hoje o que nós temos é uma das maiores informalidades entre as categorias.
12:33E a peixotização para mim é o que vai vir.
12:34Passa de 70%.
12:35Exatamente.
12:36Porque é onde a pessoa acaba encontrando uma forma de conseguir a sua própria liberdade,
12:40de conseguir fazer os seus horários.
12:42A gente já mostrou aqui que existe um equilíbrio muito grande entre o trabalho formal e o informal.
12:47O número de pessoas que têm carteira assinada no Brasil é quase igual ao que vive aí,
12:52o que está na chuva, tomando chuva, na luta de todo dia.
12:56Porque ser CLT já não é um grande orgulho, não é um grande objetivo para muitos brasileiros.
13:01Não, e quanto mais jovem, menos é.
13:03Porque assim, o Brasil tem uma coisa de empreender.
13:07Esse país, ele tem um motor de pequena e média empresa.
13:10Você vai nas comunidades, você tem a manicure, a mulher cabeleireiro.
13:15Eles se viram de alguma maneira, isso sempre teve no DNA do brasileiro,
13:21e isso cada vez vai vir mais para o jogo.
13:23E bem ou mal, as plataformas, elas organizam isso.
13:27Então você se sente num lugar organizado, com a liberdade de você fazer aquilo que você quer,
13:33e o ganho líquido para um povo endividado é maior.
13:37Portanto, ele prefere, mesmo que ele não tenha todo o décimo terceiro,
13:41que ele não tenha as férias remuneradas, ele prefere isso no dia a dia.
13:45Agora, eu acho curioso é que é o seguinte, se você vai na Finlândia,
13:48dá a impressão que está todo mundo mal-humorado, né?
13:50No norte da Europa, eles são sérios, formais, chegam na hora, não sei o que é.
13:55E o brasileiro, quando eu morei nos Estados Unidos, a coisa que mais eu sentia falta
13:59era essa alegria do brasileiro.
14:01Chegar alegre, chegar falando, fazendo piada, que nem aqui nós no Morning Show é assim, né?
14:05E aí, você chega, você vai na França, as pessoas estão sérias no ônus, fechadas, assim.
14:11E eu não sei, também tem uma coisa que é o seguinte,
14:15o brasileiro, ele fica feliz com pouco, porque ele vive tanta dificuldade,
14:19que aquele pouco que ele consegue, ele fica feliz.
14:22E isso também, eu noto, tem a ver com o uso de redes sociais, né?
14:25Você vê, nesses países nórdicos, as pessoas usam muito pouco rede social.
14:30Você tem aí um ponto que você traz, que ele é muito importante,
14:34que é o seguinte, nós somos um povo relacional, né?
14:37Você vai para os países nórdicos, são processuais, é isso, é binário.
14:42É isso ou aquilo ou outro.
14:43A gente não é tudo pode, quem sabe, um jeitinho daqui, um jeitinho dali.
14:47E as pessoas acabam sendo muito solidárias na relação.
14:51Então, esse felicidade que a gente vê, ele tem muito a ver com isso.
14:56Você vê qualquer coisa que acontece no Brasil, você vê as pessoas contribuindo.
14:59Às vezes, as pessoas que têm menos, são as que mais contribuem.
15:02Portanto, é um povo da relação, não é um povo do processo.
15:06É um sentimento de que está todo mundo no mesmo bar.
15:08Todo mundo no mesmo bar.
15:09Eu já lembrei, Josias, da música do Frejá, que rir é muito bom, mas que demais é desespero.
15:13Exatamente.
15:14Acho que o brasileiro é essa vibe.
15:16André, eu quero te agradecer enormemente.
15:17Obrigado pela sua participação aqui.
15:19Eu que agradeço.
15:19Até que nem teve tanta discórdia com você.
15:21Poxa vida.
15:21Não te tratamos bem, né?
15:22Estou achando que tem alguma coisa errada comigo hoje.
15:24Não, está tudo certo.
15:25Muito obrigado, viu?
15:26Obrigada, gente.
15:27André, tu sempre conosco aqui.
15:28Muito interessante.
15:29No sofá, a gente segue aqui com Josias, com Diego.
15:34Queria muito que vocês falassem sobre essa percepção do endividamento que atrapalha a nossa felicidade.
15:39Claro, o brasileiro ri de tudo mesmo, mas tem esse desespero de não poder planejar o amanhã,
15:45de não poder ter um planejamento de algo fatível ali para uma vida mais tranquila.
15:51Tudo sobe o tempo inteiro.
15:53Foi na feira ontem.
15:54Cara, impressionante.
15:55Primeiro, pega a laranja.
15:57Como a laranja sobe, manga, melancia.
16:00A percepção de que as coisas aumentam sem parar é muito grande, Josias?
16:04Pois é.
16:04Não, e não é só uma percepção, não.
16:06A gente está vendo isso na prática.
16:07A gente vê no supermercado, a gente vê a conta de luz, a conta de água.
16:14Tudo isso está afetando diretamente a nossa vida.
16:16A inflação empobrece todos nós e afeta todos nós.
16:21E afeta até a nossa felicidade, né?
16:23Isso é um fato.
16:24Pois é, felicidade que está muito relacionada com a dívida que você tem amanhã,
16:30com o que você vai fazer para pagar essa dívida, dívida de cartão de crédito.
16:33Tem aquela dívida estruturada da compra de um apartamento, um sonho realizado,
16:38dívidas longas, 30, seja lá o que for, mas tudo bem, cabe no orçamento.
16:43Mas e a dívida do cartão de crédito?
16:44A gente já falou aqui, você deve mil reais no mês seguinte, dependendo do que for,
16:50do que você não pagar, está quase mil e duzentos, Josias.
16:52Pois é, nós já vimos dados aqui que metade da população brasileira está endividada.
16:56As dívidas crescendo, a inflação crescendo, os combustíveis.
16:59Isso afeta diretamente a nossa vida, a nossa felicidade, nossa relação com o outro.
17:04E mesmo assim a gente está no ranking número 34 de felicidade, entre 150.
17:11Não está ruim, não.
17:12Não está tão ruim, não.
17:12Está na primeira página da felicidade, está na primeira página.
17:15Tudo de ruim, o que está acontecendo aqui, a gente ainda está nesse ranking.
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