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CHAVES - Episódio #200 (1978)
Seu Madruga sapateiro - parte 1

Situação no México: COMUM
Estreia no México: 26/06/1978

Chaves: Seu Madruga sapateiro - parte 1 (La venganza nunca es buena - parte 1)

Situação no Brasil: COMUM
Estreia no Brasil: 09/12/1990 (SBT)

Dublagem:Maga 1990
Marcelo Gastaldi → Roberto Gómez Bolaños (Chaves)
Carlos Seidl → Ramón Valdés (Seu Madruga)
Nelson Machado → Carlos Villagrán (Quico)
Cecília Lemes → María Antonieta de las Nieves (Chiquinha)
Osmiro Campos → Rubén Aguirre (Professor Girafales)
Mário Vilela → Édgar Vivar (Seu Barriga)
Marta Volpiani → Florinda Meza (Dona Florinda)

Sinopse:Seu Madruga começa um novo ofício e vira sapateiro. E como sempre, o trabalho é atrapalhado pelas crianças da vila.

Curiosidades:
- A data de estreia no Brasil é estimada cruzando relatos e gravações caseiras da época.

Direção:
Enrique Segoviano

Elenco:
Roberto Gómez Bolaños, Ramón Valdés, Carlos Villagrán, María Antonieta de las Nieves, Rubén Aguirre, Édgar Vivar, Florinda Meza

Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:11Chaves
00:37Seu Madruga, sapateiro
00:43Mas é muito bonita, mas é muito bonita
00:55Tá passando mal, pai?
00:58Por que, filhinha?
01:00Tá trabalhando?
01:04Aliás, eu nunca pensei que você soubesse o ofício de sapateiro
01:07Bom, eu também não, minha filha, mas é errando que se aprende, né?
01:12Você engole as tachinhas?
01:17Acha que eu sou idiota pra engolir as tachinhas, minha filha?
01:20Por que acha que eu perguntei?
01:24Não, filha, eu não engulo, simplesmente coloco na boca
01:28Ah, mas você não engole
01:30Claro que não
01:36O que você tem?
01:43Chiquinha
01:44Você quer me fazer um grande favor?
01:47Sim?
01:47Não, fora daqui
01:49Não, obrigada, eu quero ver como é que você...
01:52Fora!
01:53Fora!
01:54Fora!
01:54Fora!
01:55Fora!
01:56Fora!
01:56Fora!
01:56Fora!
01:57Fora!
01:57Fora!
01:58Fora!
01:59Você não deixou ver como faz o safado?
02:14Seu Madrugá, está trabalhando como sapateiro?
02:20Não, estou jogando beisebol
02:30Fora!
02:31Fora!
02:38Fora!
02:40Fora!
02:43Vamos!
02:54Grão, grão!
03:15O que você tem, tesouro?
03:16Não precisarei me responder.
03:23Mas algum dia eu hei de pegá-lo.
03:27Vamos, tesouro, não se misture com essa gentalha.
03:29Sim, mamãe.
03:32Gentalha, gentalha!
03:51Não, não se misture com essa gentalha.
04:30Não, não se misture com essa gentalha.
04:45Não, não se misture com essa gentalha.
04:47Parecido com um cachorro castigado.
04:50E às vezes...
04:51Chega!
04:53Está vendo por que vem um e te bate?
04:56Um? Todo mundo.
04:58Tudo bem, Chaves.
05:00Quer me fazer um favor?
05:01O que?
05:01Vai ver se a portinha botou um ovo.
05:03Sim.
05:06Mas vê se não vai dar martelada nos dedos enquanto não estou aqui.
05:10Não se preocupe, eu espero.
05:12Ótimo.
05:15Mas se der uma martelada sem querer, segura um pouco a cara e os pulinhos até voltar.
05:21Fica sossegado.
05:22Obrigado.
05:27Que favor o senhor pediu para fazer?
05:31É para você ir ver se a porquinha botou um ovo.
05:34Isso, isso, isso, isso.
05:38E eu não demoro.
05:40Ao contrário, demore bastante.
05:45Por quê?
05:48Porque a mim me agrada um bocado que você demore bastante.
05:53Tá bom, mas não se rite.
05:55Tá bom, mas não se rite.
06:01Quer dizer que agora o senhor é sapateiro, é?
06:05Bom, se a senhora não tiver nada contra, não é?
06:08E por que eu teria alguma coisa contra?
06:10Bom, é que sabe.
06:12Então, por que foi que perguntou?
06:14Ah, bom, porque eu acabei de me lembrar que eu tenho um par de sapatos velhos.
06:19Sinta coelha nos pés.
06:25Bem, eu não vou calçar sapatos novos para ir até a venda da esquina, não é?
06:30Além disso, o que eu estava dizendo é que...
06:33Bom, é que eu tenho...
06:35O que te importa?
06:37Vamos, tesouro.
06:38Não se misture com essa gentalha.
06:39Sim, mamãe.
06:41Gentalha, gentalha.
06:46Com licença.
06:52Sim.
06:54Sim, o quê?
06:55A porca pôs um ovo.
06:57A porca pôs um ovo?
07:00E cadê o ovo que ela pôs?
07:03Tá aqui, ó.
07:04A porca botou ovo mesmo?
07:07É que a senhora do 24 tem duas galinhas.
07:11Uma é muito limpa e a outra é uma porca.
07:16Eu entendo, Chaves.
07:18Eu entendo.
07:18Já venho.
07:19Vou perguntar se posso comer o ovo.
07:21Está bom.
07:24Não demoro.
07:25Está bem.
07:28Mas vê se não vai comer o meu ovo.
07:30Não, Chaves.
07:31Eu não vou mexer nele.
07:32Eu vou deixar ele aqui, tá?
07:34Isso, isso, isso.
07:38Eu não demoro.
07:40Não.
07:41Não.
08:11É que coisa, né?
08:13Sim.
08:14Olha, escuta aqui.
08:16Nunca te deram uma boa martelada às segundas de manhã.
08:20Uma martelada na segunda de manhã?
08:23Espera aí, deixa eu me lembrar direito.
08:26Ah, não.
08:27A que a Chiquinha me deu foi numa quarta.
08:31Agora, aquela que o Chaves me deu, não.
08:34Essa foi num sábado e era de tarde.
08:37E a que eu dei em mim mesmo foi numa cesta.
08:40De que é hoje?
08:42Segunda e é de manhã.
08:45Ih, com licencinha.
08:52Sim.
08:53Sim, o quê?
08:54Ela disse que eu posso comer o ovo.
08:57E quem te deu permissão de comer o ovo?
08:59A galinha.
09:01A galinha te deu permissão de comer o ovo.
09:05Bom, ela não disse que sim, mas também não disse que não.
09:18Quer dizer que você pediu permissão à galinha para comer o ovo?
09:22Isso, isso, isso, isso, isso.
09:24E como a galinha não disse que não podia,
09:28quer dizer que amanhã de manhã eu vou até a praça dar uma volta
09:31e peço a estátua do Duque de Caxias para me emprestar o seu cavalo.
09:35E depois o senhor me empresta para brincar de mocinho?
09:39Olha, Chaves, o que eu quero dizer é...
09:40Eu vou trocar.
09:42Minha mãe mandou perguntar se o senhor pode consertar esses sapatos.
09:45Ah, deixa eu ver.
09:47Ah, é claro que posso consertar.
09:49Mas é para consertar depressa porque eu vou esperar aqui até que acabe.
09:52Perelhão!
09:53Que foi?
09:54Ficou maluco?
09:54O que eu fiz de errado?
09:56Você ainda pergunta, olha aqui, ó.
10:00Mamãe?
10:01O que foi, tesouro?
10:03Por que perguntou se fez alguma coisa errada?
10:07Se eu contar, você não briga comigo.
10:10Não, não, tesouro.
10:11Mas o que você tem?
10:16Põe um ovo.
10:17Ah, o que?
10:21Sim, veja.
10:23Filho meu.
10:25Tesouro.
10:31Escuta, o senhor podia me explicar o que está acontecendo?
10:35Bom, pelo que eu sei, o Chaves ali foi quem trouxe o tal ovo, né?
10:39Aí depois o Chaves vai falar com a galinha para ver se ela deixava ele comer o ovo.
10:43Daí o Kiko chegou e sentou ali.
10:45Espere, espere, espere.
10:46Escuta, Chaves.
10:47Você foi perguntar para a galinha se ela deixava você comer o ovo?
10:51Sim.
10:52E se a Madruga vai perguntar para o Duque de Caxias, você lhe empresta o cavalo.
10:59Bom, na verdade, para o Duque mesmo não.
11:01Para a estuata do Duque de Caxias, não é?
11:03Olha, Chaves, em primeiro lugar não se diz estuata, se diz monumento.
11:08Isso, isso, isso, isso, isso, isso.
11:10E em segundo lugar...
11:11E em segundo lugar, eu não tenho tempo para ficar aqui escutando besteiras.
11:16Kiko?
11:23Tesouro.
11:24Mamãe?
11:25Venha cá e não se misture com essa gentalha.
11:29Sim, mamãe.
11:32Gentalha, gentalha!
11:40Sujou um pouco.
11:43Que coisa, não?
11:44Com licencinha.
11:58Seu Madruga, me empresta o martelo?
12:02Você ficou maluco?
12:03O martelo não é para brincar, é para trabalhar.
12:06Mas eu não quero ele para brincar.
12:08Então, para quê?
12:09É para bater no Kiko.
12:10Ah, bom.
12:12Não, não, me dá isso aqui!
12:13Está maluco, moleque pirado?
12:15Por que quer bater no Kiko com o martelo?
12:17Porque ele quebrou o ovo que eu ia comer.
12:20Bom, sim.
12:21Sim, mas sabe de uma coisa, Chaves?
12:23Não há nada mais feio do que a vingança.
12:26Entende?
12:27Eu vejo só.
12:28Você já viu quantas vezes eu já apanhei da dona Sorinda?
12:30E um monte.
12:31E depois de apanhar tanto, quantas vezes você me viu levantar a mão para ela?
12:36Nenhuma, porque quem tem que levantar a mão é o assaltado.
12:42Olha, Chaves, eu tenho que ir ao 37 entregar esses sapatos.
12:47Portanto, depois eu lhe explico.
12:49Sim.
12:49Mas lembre-se bem de uma coisa.
12:51A vingança nunca é plena.
12:53Mata a alma e é envenena.
12:56Entendeu?
12:57Sim.
12:58Tá, eu volto já.
13:03Bom, para o caso de você não ter entendido muito bem...
13:13Você quer, Chaves?
13:15Sim, sim.
13:21O que é isso?
13:23Bolinhas de barro cozido.
13:26Eu dei para você pegar e não para você comer.
13:30Então você vai ver.
13:32Não, não, não, Chaves, não, Chaves, não.
13:34O senhor não te mata porque a venenena não envenen...
13:39Como diz o seu pai?
13:41A vingança nunca é plena.
13:44Mata a alma e envenena.
13:46Então você já sabia?
13:47Faz tempo.
13:49Espertinha.
13:49Mas da próxima vez eu começo para você saber que não pode se vingar, tá?
14:02Viu só o que você fez, seu tonto?
14:04Foi sem querer, querendo.
14:08O que aconteceu?
14:10Foi o Chaves, seu barriga...
14:11Ninguém lhe perguntou nada.
14:12Mas eu vi o que você fez.
14:14Isso não me interessa, isso não me interessa.
14:16Você pensa que pode jogar o tijolo, o tijolo, o tijolo...
14:17Você que me fez jogar o tijolo na cabeça do barril destampado.
14:23O quê?
14:25Isso me escapuliu.
14:28Isso me escapuliu.
14:31Por que em vez de ficar aí não me ajudam a levantar?
14:33Porque não temos guindaste.
14:36O quê?
14:46Tinha que ser o Chaves de novo.
14:48Sempre que eu chego na vila, você me recebe com pancadas.
14:51Mas um dia eu vou me cansar.
14:52Aí você vai ver que...
14:53Não!
14:54A vingança nunca é plena.
14:56Mata a alma e envenena.
15:10Quer dizer que a vingança nunca é plena?
15:13Mata a alma e a envenena.
15:14Isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso.
15:17Concordo, concordo, Chaves.
15:18O senhor Madruga está em casa?
15:20Não.
15:21Obrigado.
15:22Ah, alto!
15:22Gordo!
15:23O quê?
15:28Então, senhor Barriga, veio cobrar o aluguel?
15:33Exatamente.
15:34Ah, pois eu tenho ótimas notícias.
15:36Veja, já tenho trabalho.
15:38Sim, estou vendo que está trabalhando como sapateiro.
15:40Não, está jogando beisebol.
15:44Não faça caso, senhor Barriga.
15:45O quê?
15:46Digo, não faça caso, senhor Barriga.
15:48Olha, a propósito, não quer que eu troque as solas dos seus sapatos?
15:51Não, eles são novos.
15:53Ah, é?
15:54Deixa eu ver.
15:55Deixa eu ver.
15:56E quanto pagou por eles, senhor Barriga?
15:58Ganhei de presente.
16:00Saiu caro, hein?
16:02Mas em dez minutinhos eu troco as solas.
16:04Não seja idiota!
16:06Faz uma semana que eu os ganhei.
16:07Como poderia gastar as solas em uma semana?
16:10Ah, agora com o seu peso deve gastar bem rápido, né?
16:15Claro, porque com esse peso...
16:16Crianças, não me espantem o freguês.
16:19Espera aí, não sou o seu freguês.
16:21Já lhe disse que não vou consertar os meus sapatos.
16:23Pois devia mandar consertar esse sapato, tem um baita buraco.
16:25Você está louca.
16:26Quanto quer apostar?
16:27Quanto quiser.
16:28Vamos ver.
16:29Então, cadê o buraco? Cadê?
16:30Aqui, onde o senhor enfia o pé.
16:34Onde o senhor enfia o pé?
16:37Chiquinha!
16:38Diga, papaizinho lindo, Mauro...
16:40Vá para casa.
16:41Mas papaizinho lindo...
16:42Mas papaizinho, papaizinho, papaizinho, papaizinho.
16:46Para casa, para casa.
16:48Você vai perder o dedo, seu filho.
16:50Então agora o senhor está trabalhando como sapateiro.
16:53Não, está jogando beisebol.
16:57Sim, sim, sim, está bem, está bem, está bem.
16:59Mas então, vamos trocar essa barriga, senhor Sola?
17:02O quê?
17:04Tá, tá, tá, tá.
17:05O que eu quero é que me pague o aluguel.
17:07Mas o senhor é o primeiro a me negar trabalho com o que quer que eu lhe pague o aluguel.
17:11Isso é problema seu.
17:12E se não me pagaram o aluguel agora mesmo, agora mesmo o despejo da casa.
17:16A vingança nunca é plena.
17:18Mata alva e envenena.
17:25O senhor poderia trocar as solas do meu sapato?
17:30Bom, eu acho que...
17:31Sim, não seja besta.
17:36É, vamos.
17:38Faça isso enquanto eu cobro os outros inquilinos.
17:40Está bem, fique à vontade.
17:45Puxa vida.
17:46Mas o senhor Barriga não me perguntou quanto eu vou cobrar para consertar os sapatos dele?
17:50Eu vou falar com ele.
17:51Eu volto já.
17:52E toma conta da sapataria, hein?
17:54E toma conta dos sapatos do senhor Barriga, hein?
17:57Não tire os olhos de cima deles.
17:58Os sapatos têm olhos em cima?
18:01Me refiro aos seus olhos.
18:04Não tire eles de cima dos sapatos do senhor Barriga.
18:07Eu já volto.
18:22Posso saber o que está fazendo, Chaves?
18:24É que o senhor Madruga falou para eu não tirar os olhos de cima dos sapatos.
18:30Com licença, Chaves.
18:31Com licença.
18:32Deixa eu explicar.
18:35Quando o senhor Madruga falou para não tirar os olhos de cima dos sapatos,
18:38quis dizer que você os vigiasse muito bem.
18:41Não para você colocá-los assim.
18:51Ou seja, estava falando por metáfora.
18:54Aonde?
18:55Por metáfora.
18:56Não sabe o que quer dizer metáfora?
18:59A esposa do semáforo?
19:01Não, Chaves.
19:03Metáfora.
19:04Metáfora.
19:05Bem, metáfora é...
19:17Dona Metáfora.
19:19Digo, Dona Flor.
19:21Que milagre aparecer por aqui.
19:24Vim lhe trazer este humilde presentinho.
19:26O senhor não precisava se incomodar.
19:29É para que se lembre de mim cada vez que aspirar o seu delicado perfume.
19:36Mas não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café.
19:40Não seria muita metáfora.
19:41Ai, é claro...
19:42Não seria muito incômodo.
19:44Mas é claro que não pode entrar.
19:46Depois da senhora.
20:02Imagina, Chaves.
20:03O senhor Barriga vai me pagar mais do que eu ia cobrar para consertar os sapatos dele.
20:07É, isso é bom, mas...
20:09Só que primeiro vou terminar este aqui.
20:10Porque este freguês chegou primeiro.
20:13Este aqui já está pronto.
20:15Já vê esse?
20:16Isso vai ser fácil.
20:17Eu conserto rapidinho.
20:19É só dar uma batidinha.
20:30Como o chefe teve a maltratar as flores que eu trouxe para a dona Florinda?
20:34Professor Girafales, eu juro que não entendo o que está acontecendo.
20:37Pois já vou lhe explicar.
20:44E toma essa porcaria de sapato.
20:53Seu Madruga vai continuar trabalhando como sapateiro.
20:56E as coisas que vão acontecer, a gente conta um dia desses, nessa mesma hora, nesse mesmo canal.
21:02Isso, isso, isso, isso, isso.
21:03E aí vem Chaves, Chaves, Chaves, todos atentos já olhando para a TV.
21:09Aí vem Chaves, Chaves, Chaves, uma historinha bem gostosa de se ver.
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