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O Banco Central alertou para o avanço do superendividamento no Brasil, que já atinge cerca de 65% da população, o equivalente a aproximadamente 130 milhões de pessoas. Entre os principais fatores estão o uso frequente do crédito, juros elevados e dificuldades na organização financeira. O governo Lula (PT) estuda medidas para reduzir o endividamento e ampliar a renegociação de dívidas.
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NotíciasTranscrição
00:00Deixa eu só girar a reportagem da Jovem Pan News, porque o Banco Central emitiu um alerta severo do super
00:06endividamento dos brasileiros.
00:09Júlia Firmino, mais uma vez, aqui na programação, vai trazer os detalhes, as informações.
00:14Júlia, conta então para o nosso público quantas pessoas já estão com algum tipo de débito, algum tipo de dívida
00:21nos bancos, hein?
00:22Já tem uma estimativa?
00:26Tem sim, viu? Nosso editor, inclusive, Felipe Gustavo, pesquisou, fez aí umas contas, deu quase que 65% da população
00:34brasileira, o que equivale a 130 milhões de pessoas.
00:39É muita gente, falta dinheiro, né, Caniato, para pagar de fato as dívidas, mas o que a gente tem aqui
00:45de informação é que hoje, então, o Banco Central fez esse alerta, alertou para o super endividamento,
00:52que é um problema que, segundo o Banco Central, está cada vez maior aqui no nosso país e entre os
00:58motivos para isso, o que nós temos é que temos, é, aliás, o aumento de empréstimos pessoais sem garantias,
01:06o uso frequente dos cartões de crédito que desorganiza, né, o orçamento familiar, além dos juros altos, que deixam as
01:15dívidas mais caras, né?
01:18O que que isso tem de impacto, então, na vida das pessoas? Porque a gente fala de números, né, mas
01:22isso não tá, não traz consequência só para o bolso do brasileiro,
01:25isso também impacta outras áreas da vida das pessoas, o próprio Banco Central diz que tem impacto psicológico profundo e
01:33também abrangente,
01:35que pode causar problemas no sono, na baixa autoestima, até mesmo nos conflitos familiares,
01:40e, inclusive, alguns estudos mostram que endividamento tá associado a alto nível de estresse, ansiedade e também depressão.
01:50Pra mudar, então, aliás, o que reflete, né, esse cenário reflete um ambiente de crédito mais caro.
01:56E aí, como eu tava dizendo, né, pra tentar organizar melhor esse cenário, controlar tudo isso,
02:01o que que o governo federal tem feito, o governo Lula planeja pacote de medidas pra reduzir o endividamento,
02:08combinando renegociações de dívidas e ampliação, também, do acesso ao crédito.
02:14Uma das opções é aquela ligada ao fundo de garantia, né, o FGTS, pra quitar ou renegociar as dívidas
02:21que, eventualmente, a pessoa possa ter uma estimativa, inclusive, de que sejam investidos aí 7 bilhões de reais,
02:28e sejam liberados pra esse modelo.
02:31O segundo movimento seria a ampliação de pagamentos de renegociação.
02:36E o terceiro plano seria mudanças no mercado de crédito pra ter, de fato, linhas mais acessíveis,
02:43mais baratas pra população conseguir colocar aí as contas em ordem,
02:48porque, de fato, tá doendo o bolso de brasileiro, ele não tá conseguindo,
02:52nós não estamos conseguindo, né, renegociar as nossas dívidas,
02:55continuar com as contas no lugar, mas seguimos aqui de olho pra ver
02:59o que o governo vai trazer ali de opções pra que as pessoas possam voltar com as contas em dia.
03:06Volto contigo.
03:07Legal, Júlia Fermino trazendo os detalhes da notícia, da informação,
03:10a gente vai analisar aqui com os nossos comentaristas.
03:12Valeu, Júlia, bom trabalho pra você.
03:14Vou começar essa rodada com o Cristiano Beraldo,
03:17sempre quando a gente fala, né, de endividamento das famílias brasileiras,
03:21mas agora já estão usando o superendividamento das famílias brasileiras.
03:25Ok, vão falar de taxa de juros?
03:27Com certeza.
03:28Falta de planejamento, né, falta de educação financeira,
03:31também, provavelmente, vão tratar disso.
03:34Mas, e colocam também nessa lista o incentivo, muitas vezes, do próprio governo
03:39pra que a população compre, né.
03:41Quem lembra da redução do IPI, dos impostos sobre alguns produtos?
03:45Porque daí a população acabava comprando muitas coisas.
03:49Isso dava uma aquecida na economia e parecia, inclusive,
03:52dava aquela turbinada nos números da economia.
03:56Aí é preciso considerar, como é que uma pessoa que ganha 3 mil reais por mês
04:00compra um telefone celular que custa 6 mil?
04:03A conta não fecha, né.
04:05A pessoa tira foto no espelho, só que a parede não tá rebocada.
04:08E aí?
04:09Não dá certo assim, né, Cristiano Beraldo?
04:11Mas daí, talvez, virá a solução.
04:13O Desenrola 2.0, Beraldo.
04:16Olha, Caniato, eu, inclusive, tô escrevendo um livro
04:19sobre essa questão do endividamento no Brasil.
04:23O que é dever no Brasil?
04:24A saga do devedor no Brasil.
04:26Por quê?
04:27Porque nos países minimamente desenvolvidos,
04:31ou, podemos dizer, nos países civilizados,
04:33coisa que o Brasil já não é,
04:36o endividamento, o crédito,
04:38ele é um instrumento de fortalecimento da economia.
04:42A partir do crédito, com juros razoáveis,
04:46em patamares que o tomador do crédito consegue pagar,
04:51você consegue ter mais coisas,
04:53as coisas se tornam mais fáceis, mais factíveis.
04:57A economia se fortalece, o dinheiro gira,
05:00e o governo fatura.
05:02Por quê?
05:03Quando você tem uma economia aquecida,
05:05mais impostos são pagos.
05:07Só que no Brasil,
05:09que não é mais um país civilizado,
05:12e também não é um país que consegue se desenvolver
05:16minimamente para alcançar o resto do mundo,
05:20o crédito, ele funciona
05:23não para fortalecer o pobre,
05:27aquelas pessoas que estão num processo de ascensão.
05:30O crédito funciona justamente para fazer o oposto,
05:35para tirar dinheiro daquelas pessoas que precisam recorrer ao crédito,
05:40ou seja, elas estão numa situação financeira difícil,
05:44e transferir esse dinheiro para os donos da grana,
05:48os grandes bancos, as instituições financeiras.
05:52E por que isso?
05:52Porque não é razoável, não é civilizado
05:55você ter um país que cobra 400% de juros no cartão de crédito.
06:02Um país que cobra 400% de juros ao ano no cheque especial.
06:08É impossível que alguém se recupere.
06:13É impossível que alguém durma bem.
06:16Para lembrar aí as falas da nossa querida repórter Júlia Firmino,
06:22não dá, a pessoa entra num estado mental,
06:24se ela tiver o mínimo de vergonha na cara, é claro,
06:26porque tem gente que deve, não está nem aí,
06:29quer vir arrumar um CPF de outra pessoa
06:33que é para fazer mais dívida e dorme tranquilo.
06:36Agora, se a pessoa tem o mínimo de vergonha na cara,
06:40ela entra num estado que consome a saúde,
06:44consome energia, porque você está todos os dias
06:48lidando com este desespero de não conseguir pagar as suas contas.
06:52Você trabalha, trabalha, trabalha,
06:54pega todo o seu dinheiro e entrega para o banco.
06:57Entrega para o governo a parte dele em forma de impostos.
07:01Isso não é uma relação justa, isso não é uma relação saudável,
07:04isso não é uma relação que faz bem para nenhum brasileiro que deve.
07:07E só para terminar, Caineta, eu destaco aqui.
07:09A nossa reportagem trouxe 130 milhões de brasileiros
07:14estão com este grau elevado de endividamento.
07:17Se a gente adicionar a esse número 40 milhões de jovens e crianças
07:22até 14 anos, nós temos 170 milhões de brasileiros
07:28que estão, ao contrário, nós temos de 170 milhões
07:35para 215 milhões de brasileiros no total,
07:38nós temos 45 milhões de brasileiros
07:40que estão numa situação mínima de tranquilidade.
07:43Agora, a gente precisa considerar também que parte desses 45 milhões
07:46são pessoas que vivem dentro de casas, de famílias
07:50que estão endividadas, apesar dela a própria não estar.
07:52Então, isto é um assombro que pega quase toda a sociedade.
07:58Pois é, eu vou passar para o Luiz Felipe Dávila.
08:01Antes disso, eu vou pedir para a produção confirmar.
08:04Inclusive, se eu tenho que dividir a rede, deixa eu só passar aqui.
08:08É isso mesmo.
08:09Deixa eu...
08:09Você que nos acompanha, muito obrigado pela audiência, pela parceria,
08:14mas algumas emissoras ficarão agora com a sua programação local.
08:18Deixa eu passar agora para o...
08:21Quem é o Dávila?
08:22Luiz Felipe Dávila.
08:23Você, Dávila, a gente tem falado tantas vezes, né?
08:25Do endividamento das famílias brasileiras, os números que assustam,
08:29mas também a maneira como o governo federal trata dessa questão.
08:33Agora, a possibilidade, inclusive, de desbloquear o fundo de garantia
08:36para conseguir ajudar essas pessoas.
08:39Isso sim é uma ajuda, Dávila?
08:42Não, Caniato.
08:43A ajuda é derrubar a taxa de juros.
08:47Só que para fazer isso, o governo tem que fazer uma coisa que ele detesta,
08:51que é reduzir despesa pública, cortar gasto.
08:55Ele não consegue fazer isso.
08:57Aliás, esse governo só aumentou gasto.
08:59Um governo que aumenta gasto e arrecada menos do que gasta
09:04é um governo que vive no cheque especial.
09:06E quem vive no cheque especial sabe o desespero que é.
09:11Então, o Brasil está nesse estágio de desespero
09:15por um governo pendurado no cheque especial
09:18que passa a conta para a população de que forma?
09:23Tendo a taxa de juros mais alta do planeta.
09:27A média de taxa de juros para o cidadão brasileiro é 60%.
09:32Quem entra nesse buraco não sai nunca mais.
09:37Como é que você vai pagar 60% de taxa de juros média no Brasil?
09:40Não tem como sair.
09:42Quem se endividou está numa enrascada que dificilmente sairá.
09:48E como bem trouxe a reportagem da Júlia Firmino,
09:50isso leva depressão, ansiedade, problemas familiares,
09:55porque é quase impossível sair desta armadilha
10:01que é se endividar, tomar dinheiro a taxas de verdadeiro agiota
10:08e tentar sobreviver no país.
10:10É impossível.
10:12Então, Canhato, isso mostra o descaso deste governo.
10:17Para que o governo está taxando tanto a gente?
10:19Para que o governo está se endividando tanto?
10:21Para pagar rombo de estatal?
10:24Para pagar roubo do INSS?
10:27Para pagar que tipo mais de buraco?
10:30Cartão de crédito de pessoas da presidência da república
10:33que viajam e põem sigilo sobre o cartão?
10:35É uma vergonha.
10:37Como tratam mal o dinheiro público?
10:40Como tratam mal o recurso nosso, do pagador de imposto?
10:45Por isso, Canhato, esse número é extremamente preocupante.
10:49Não há FGTS, não há fórmula mágica
10:53para fazer com que, como bem lembrou o Beraldo aqui,
10:57mais de 80% da população brasileira, não é 65%, está endividada.
11:01Porque se você tirar as crianças de 0 a 14 anos, é isso aí.
11:05Vai dar 80% da população brasileira.
11:07Como é que vai tirar essas pessoas?
11:09Não tem desenrola, não tem nada.
11:11Porque se tiver programas artificialmente criados pelo populismo,
11:16isso vai aumentar ainda mais a dívida do governo,
11:21pressionar o Banco Central a continuar aumentando a taxa de juros.
11:25É um ciclo vicioso interminável.
11:29Um ciclo desse só termina no dia que a gente tiver um governo sério.
11:34E isso jamais vai acontecer até janeiro de 2027.
11:38Agora, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos.
11:43Nos diz o endividamento das famílias brasileiras em destaque.
11:47Deixa eu passar para o Bruno Musa.
11:49O Bruno Musa acompanha isso, todos esses levantamentos, esses estudos.
11:54Musa, quais aspectos dessa notícia a gente precisa compartilhar com o nosso público?
11:59Dá para colocar somente a culpa no cidadão, no trabalhador?
12:02Quais outros elementos devemos nos atentar?
12:07Impressionante, né?
12:08Quando a gente ouve realmente que a culpa é do cidadão, não culpe ao governo.
12:12Eu acho que eu vou fazer uma...
12:14Cumprimentar um pouco do que foi colocado aqui pelos meus companheiros.
12:18Muito bem colocado, por sinal.
12:20Mas eu vou trazer um outro ponto.
12:22A gente já discutiu isso aqui.
12:23Quando a gente fala que eu quero atribuir a culpa apenas ao cidadão,
12:28isso é discurso e a narrativa de sempre de um governo que ele estimulou o crescimento dessa dívida.
12:36Rapidamente, tá?
12:37Qual é a fórmula do PIB?
12:39Gastos das famílias, mais os gastos do governo, mais investimentos,
12:44mais a diferença entre exportação e importação.
12:47Dois pontos importantes dessa equação são os gastos das famílias e o gasto do governo.
12:52O que esse governo faz não de hoje?
12:54Lá de trás, lembremos, são 22 anos de governo do PT em 26 anos desse século.
13:0122 de 26.
13:03Significa que esse governo estimulou o gasto do governo se endividando,
13:08que lá no começo a dívida era abaixo de 50% do PIB,
13:12lá no começo, em 2002, quando o Lula assumiu a primeira vez,
13:15e hoje ultrapassa 80% do PIB, quando a média dos países emergentes é de 60% do PIB.
13:20Então, o Lula veio, Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Lula 3,
13:27estimulando o gasto do governo para que a família gastasse e isso puxa o PIB.
13:32O PIB cresce, só que ele foi estimulando o endividamento.
13:37Lembra agora, quando ele aprovou a nova isenção do imposto de renda até 5 mil reais,
13:42ele falou, quem sobrar dinheiro agora, compre uma televisão para assistir a Copa.
13:47Não é poupe, compre um curso sobre educação financeira.
13:52Não, é gasto, consuma, porque isso puxa o PIB.
13:55Lá atrás, a gente já viu o estímulo à criação do crédito consignado.
14:00A gente já viu depois aquele estímulo todo à redução do IPI
14:05para comprar produtos de linha branca.
14:08Depois, nós vimos o tabelamento de preços de energia
14:12para dizer que era o controle da inflação.
14:14Depois, nós vimos o controle do preço de combustíveis,
14:18quando isso nunca funcionou na vida.
14:20Governo se endividando, transferindo renda para a população,
14:24para eles gastarem.
14:25Depois, a gente viu agora o que nós estamos vendo,
14:28mais crédito consignado.
14:30Aí, o crédito consignado privado,
14:32que saltou de 30 bi para mais de 100 bilhões agora.
14:36Saltos de programas assistenciais,
14:39onde mais de 50% da população vive de alguma ajuda do Estado,
14:43consumindo bilhões e bilhões do orçamento.
14:46O chamado, entre aspas, Estado de Bem-Estar Social
14:48já consome mais de 400 bilhões de reais.
14:52Uma porta de entrada gigantesca e uma porta muito pequena de saída,
14:57criando aquele bolsões de pessoas que dependem do governo
15:00e ficam com medo de tirar um governo,
15:03com medo de perder o que tem.
15:04São duas décadas de estímulo ao endividamento.
15:09E pegar o microfone, depois de 22 anos do governo,
15:12e falar que a culpa é de terceiros,
15:14quando você cria todo o estímulo,
15:16e não a educação, para se endivide,
15:18é realmente uma piada pronta.
15:20Portanto, a educação hoje é superimportante.
15:25Mas o ponto é, quem irá educar?
15:27Aquele mesmo que estimula o endividamento?
15:29E aí, a gente precisa começar a ver essa informação descentralizada
15:33e as pessoas começam a olhar, acho que me enganaram.
15:38E agora o nível está altíssimo do endividamento.
15:41Precisamos de um caminho completamente alternativo ao que temos agora.
15:44Pois é, deixa eu passar para o Roberto Mota,
15:46só lembrando a nossa audiência,
15:48que teve uma tentativa do governo federal
15:50em ajudar a população a renegociar as dívidas
15:54por meio daquele programa Desenrola Brasil.
15:57Mota, tem um levantamento muito interessante
16:01do Banco Central, hein?
16:03Que revela que a cada um real negociado
16:06do Desenrola Brasil,
16:07as pessoas acabaram aumentando o endividamento.
16:12Então, a cada um real negociado,
16:14gerava um calote de um real e quinze centavos.
16:18Portanto, o montante da dívida,
16:21que estava em pouco mais de cinquenta e três bilhões
16:24de reais em inadimplência,
16:27saltou para sessenta e um bilhões.
16:30Por essa razão que colocaram um ponto final.
16:33Ou seja, a história não deu certo.
16:37É como se eles soubessem, né?
16:41Que não ia dar certo.
16:44Caniato, tudo começa com as ideias certas.
16:48Uma das coisas mais importantes,
16:50uma das maiores lições que meu pai me ensinou,
16:53foi não fazer dívidas.
16:57Toda vez que eu tenho uma dívida,
17:00a minha prioridade é pagar aquela dívida.
17:03E eu ensinei isso aos meus filhos.
17:06Não faça dívida.
17:08Viva de acordo com os meios que você tem.
17:13Ajuste o seu padrão de vida à sua renda.
17:17Você tem que gastar menos do que você ganha.
17:21Não há lição mais importante do que essa
17:25para quem quer ter segurança e tranquilidade na vida.
17:30O que o governo federal do PT ensina
17:32é justamente o oposto.
17:35Eles criaram nas pessoas,
17:38na população brasileira,
17:40a ideia de que dívida é ótimo,
17:43gasto é vida.
17:45Se você não consegue comprar as coisas que você quer com a sua renda,
17:50peça empréstimo.
17:51Depois peça um outro empréstimo para pagar o empréstimo.
17:55Depois o governo vai criar um outro programa
17:58para te dar um outro empréstimo
18:00para você pagar todos os empréstimos que você tem.
18:04Essa estratégia é uma tragédia.
18:08Ela leva à frustração,
18:11ela leva à pobreza,
18:14ela leva à dependência.
18:17E é isso mesmo que o governo quer.
18:19O governo quer pessoas endividadas,
18:24desempregadas,
18:24em becos sem saída,
18:26que olhem para o governo
18:28como a única solução para a vida delas.
18:31Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Berardo,
18:33porque há pouco o Bruno Musa
18:34mencionou a questão que envolve a educação financeira.
18:38Há quem defende, inclusive,
18:39que a educação financeira
18:40deveria ser uma matéria, por exemplo, da escola.
18:44As crianças já deveriam aprender
18:46as noções básicas de economia,
18:48de educação financeira,
18:49ainda na escola, quando crianças.
18:52E aí a gente vê um comportamento
18:54que é cada vez mais comum
18:55nas redes sociais.
18:57Comprou alguma coisa posta,
18:59talvez um estímulo ao consumo,
19:01ou pessoas que não têm um padrão de vida
19:03acabam ostentando coisas.
19:05Um tênis, por exemplo,
19:06ou uma roupa muito cara.
19:08Ainda que seja uma marca importada,
19:11mas a pessoa gasta um bom dinheiro
19:13para comprar a falsificada, né?
19:14A réplica de um relógio, por exemplo.
19:17Quais aspectos culturais também
19:19a gente precisa levar em consideração
19:21sobre o que essa geração enxerga
19:23como o que é importante?
19:25Ah, isso aí é uma discussão
19:27que precisa ser feita
19:29por um longo período
19:31para a gente abordar
19:32todos os aspectos dela, Caniato.
19:33Porque nós temos, sim,
19:35um problema grave no Brasil,
19:37mas é pela falta de alicerces
19:39na educação do jovem brasileiro.
19:42Antigamente, as famílias
19:44tinham um papel muito importante
19:46na formação da moral,
19:47do caráter dos jovens.
19:49Os jovens cresciam vendo
19:51em seus pais, em seus avós,
19:53um tipo de comportamento
19:54que eles eram estimulados
19:56a repetir.
19:57Hoje em dia, com a destruição
20:01da instituição família,
20:04algo que é tão defendido,
20:07batalhado pela esquerda, né?
20:09Que vê na família uma ameaça
20:12à evolução, crescimento
20:14da participação da esquerda
20:16no ambiente político,
20:18a gente sofre as consequências disso.
20:20E no Brasil, especialmente,
20:21porque isso se combina
20:23com uma qualidade péssima
20:26de ensino em geral.
20:28Nós temos jovens
20:30que vão sendo levados
20:32ao longo da sua vida escolar
20:34pela aprovação automática
20:36e saem da escola
20:38sem nenhuma aptidão intelectual.
20:41Não conseguem, muitas vezes,
20:44ler e compreender
20:45o que estão lendo,
20:46têm dificuldade com matemática,
20:48e isso se alastra
20:49não apenas nas escolas públicas,
20:51mas também em diversas
20:53escolas particulares Brasil afora.
20:56Conforme esses jovens
20:58não conseguem compreender
20:59o valor do seu próprio dinheiro,
21:02porque não receberam
21:03esse ensinamento na escola,
21:05entender o impacto dos juros,
21:07o que é o valor do dinheiro,
21:10entender que se pega um empréstimo,
21:13que aquilo que eles estão comprando,
21:14que no momento pode até parecer barato,
21:17custará caro,
21:18e às vezes muito caro.
21:20As pessoas não se dão conta disso.
21:22Talvez, Caniato,
21:24o que o Brasil precise
21:26seja de um choque de realidade,
21:28que se passe uma lei
21:30para exigir que bancos
21:32e instituições financeiras
21:33ao final de cada ano
21:36enviem para os seus correntistas
21:38o valor pago por ele
21:41em juros ao longo do ano.
21:44Talvez assim,
21:45combinando essa informação
21:47sobre os juros pagos
21:49e também o governo
21:51enviar para cada um dos contribuintes
21:53tudo que aquele contribuinte
21:55pagou em impostos,
21:56talvez assim,
21:58tendo esse choque de realidade,
22:00o brasileiro perceba
22:02o quanto ele trabalha,
22:04se esforça
22:05para dar dinheiro para os outros.
22:07E,
22:09sob a influência das redes sociais,
22:10Caniato,
22:11que você comentou,
22:11isso se agrava,
22:13porque o ter
22:14parece ser mais importante
22:17do que o ser.
22:18E isso
22:19é um problema gravíssimo
22:22porque destrói
22:23o caráter
22:24de uma sociedade.
22:25Pois é,
22:25deixa só para fechar
22:26essa discussão,
22:27passar a régua
22:28nessa pauta,
22:29passar para o Luiz Felipe Dávila,
22:30porque o Dávila
22:31nas suas falas
22:32ele projeta
22:33um novo momento.
22:35Há possibilidades
22:36de virarmos a página
22:38e nos depararmos
22:39com uma outra situação.
22:40dávila,
22:41quando a gente olha
22:42para a política monetária,
22:43o papel do Banco Central,
22:44mas também
22:45o que,
22:46por exemplo,
22:46o próximo governo
22:47poderá fazer,
22:49principalmente em relação
22:50às estratégias
22:52à frente
22:52do Ministério da Fazenda,
22:54quais aspectos
22:55você gostaria
22:55de destacar
22:56em relação ao Ministério
22:57da Fazenda
22:58e Banco Central?
22:59O que deve ser feito
23:01em uma próxima gestão?
23:03Seguir a fórmula
23:05de Milley,
23:06do nosso vizinho
23:07aqui na Argentina,
23:09reduzir o gasto público,
23:11aumentar a eficiência econômica,
23:14tirar o Estado pesado
23:15das costas do brasileiro
23:17que produz,
23:18empreende e investe,
23:21promover o crescimento econômico,
23:23abertura econômico,
23:25desregulamentação da economia,
23:27privatizar
23:28todas as estatais,
23:30cem por cento,
23:31vende tudo,
23:32Petrobras,
23:33Banco do Brasil,
23:34Caixa Econômica Federal,
23:36e aí,
23:37finalmente,
23:38nós vamos começar
23:39a ter uma perspectiva
23:41de um governo sério,
23:42impulsionando o crescimento
23:44com medidas de redução
23:45do tamanho do Estado
23:46na economia,
23:48fazer com que o gasto público
23:49seja muito mais racional,
23:51e só isso
23:52vai começar a fazer
23:53a taxa de juros
23:54cair rapidamente
23:56no Brasil,
23:57como aconteceu
23:58lá no breve governo
24:00de Michel Temer.
24:02Por isso, Caniato,
24:03precisamos de um governo
24:05com o sangue de Milley
24:07pra fazer essa transformação
24:09que o Brasil
24:11desesperadamente necessita.
24:12Não dá pra falar
24:13de Javier Milley
24:14sem tirar o Bruno Musa,
24:15porque o Bruno Musa
24:16é um grande estudioso,
24:18né,
24:18de Javier Milley.
24:19Bruno,
24:20rapidamente,
24:21quer trazer um complemento,
24:22um adendo
24:23em relação a essa informação,
24:25essa boa reflexão
24:26do Luiz Felipe Dávila,
24:27talvez pro próximo governo
24:30é preciso pensar
24:31no tamanho da máquina,
24:32reduzir custos,
24:33talvez essa seja
24:34a lição número um?
24:36Claro,
24:37não é nem estudioso
24:39do Milley,
24:40eu vim da mesma escola
24:41que ele,
24:41tivemos o mesmo professor
24:42que o Jesus
24:43Fortale Soto,
24:44nessa escola econômica
24:46que pouco se fala,
24:47mas muito se prega
24:48diariamente
24:49no nosso dia a dia.
24:50É o estudo
24:51do indivíduo,
24:52o indivíduo,
24:53o menor indivíduo
24:55que,
24:55através das suas decisões,
24:57compõe a economia
24:58como um todo,
24:59e tem um pilar
25:00único e central
25:01em todas essas conquistas
25:02que o Milley vem tendo
25:03e enaltecidas,
25:04não por mim,
25:05que venho da mesma escola
25:06que ele,
25:07mas pela The Economist
25:08e pelo FMI,
25:09que não vem da mesma
25:10escola econômica
25:10e estão enaltecendo
25:12o que Milley
25:13vem conseguindo até agora.
25:15Qual é o eixo central
25:16de tudo?
25:17Geração de superávit.
25:18Pode parecer
25:19bobo ou pequeno.
25:20Quando você gera
25:21superávit,
25:22significa que,
25:23o mesmo que o Mota
25:24falou das famílias,
25:25quando você vive
25:26dentro das suas capacidades,
25:27é o que o Estado
25:28precisa fazer.
25:29gastar menos
25:30do que arrecada,
25:31assim tem uma sobra.
25:33Essa sobra,
25:34você passa
25:35uma mensagem
25:35de confiança,
25:37ora,
25:37podem me emprestar dinheiro
25:39porque eu terei capacidade
25:40de se devolver.
25:41Ao ter essa capacidade,
25:44você naturalmente
25:45precisa pagar
25:45juros menores,
25:47você atrai
25:48mais investimentos,
25:49você tem uma
25:50previsibilidade
25:51daquele país,
25:52teu câmbio valoriza
25:53porque tem uma entrada
25:54maior de capital
25:56no teu país,
25:57câmbio mais valorizado
25:58significa preços estáveis
26:00de produtos e serviços,
26:02consequentemente,
26:03maior geração
26:04de emprego,
26:04melhor ambiente
26:05microeconômico,
26:06melhores margens
26:07para as empresas,
26:08é um ciclo
26:09virtuoso.
26:10O eixo central
26:11é você viver
26:13dentro das suas capacidades.
26:14E no Brasil,
26:15a gente ainda tem a ideia
26:16que o Estado
26:18é infinito
26:19e que o dinheiro
26:20nasce em árvores.
26:22Portanto, sim,
26:22o pilar central
26:24de um governo responsável,
26:25seja agora em 2026
26:26ou esperemos
26:28que o Brasil
26:28um dia tenha,
26:29será precisamos
26:30gastar menos
26:31do que arrecadamos.
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