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00:12O que aconteceu com o beija, o pior que o homem pode fazer para uma mulher invadir o seu corpo
00:22e matar sua alma.
00:23Minha filha, me ajuda a tirar ela daqui. Vamos tirar a beija daqui. Eu preciso de uma confissão.
00:33Eu não sou mais padre beija. Eu não posso mais tomar a confissão de ninguém. Mas eu posso te ouvir.
00:42Pode falar.
00:44Eu vou levar essa bacia.
00:51Eu entendi.
00:57Só agora eu entendi.
01:01Ai, avô! Você está me apertando!
01:05Já senta para a gente atrapalhar seu avô, filha.
01:08As coisas estranhas que a minha mãe fazia eram tudo para me proteger.
01:14Eu sentia ciúme quando minha mãe tentava me afastar do meu avô.
01:20Eu queria tanto agradar a ele. Tanto que eu acabei desrespeitando minha mãe.
01:26Eu sou uma pecadora. A minha filha nunca devia ter nascido. Nunca!
01:30Mesmo ouvindo da sua boca, eu não entendia a dor que ela sentia.
01:36É por isso que meu avô odiava quando eu perguntava quem era meu pai.
01:42Eu odiava porque sabia meu avô sabia quem era meu pai.
01:51E você sabe que eu preciso da sua confissão.
01:56Eu sinto muito.
02:06Eu sou fruto de um pecado.
02:09Um pecado nojento, horroroso.
02:17Eu tenho nojo.
02:21Você não tem culpa, beija.
02:23Você não tem culpa do que seu avô fez para sua mãe.
02:27Nem de ser filha de quem você é.
02:28Esse pesadelo é esse que eu não consigo acordar.
02:34Eu quero acordar desse pesadelo que queima, que arde, que eu acreditei, que eu criei sobre mim.
02:45Eu tenho ódio.
02:47E você tem direito de sentir raiva de quem você quiser.
02:49Eu tenho raiva de mim porque eu sabia.
02:53Mesmo sem saber, eu sabia.
02:56E por isso esse desespero.
02:58Para que alguém me olhasse, para que gostasse de mim, para que me abraçasse, para que eu não sentisse nojo
03:04de mim.
03:05E foi assim com o Antônio, desde a primeira vez que eu vi, tão, tão quebrado, tão frágil.
03:15E o Antônio, ele me matou.
03:19Foi o Antônio que te atacou.
03:22Eu preciso de uma penitência.
03:24Eu tenho nojo de mim.
03:26Eu preciso de...
03:28Me faz uma penitência.
03:30Por favor.
03:31Pai do Deus!
03:32Que saia do céu!
03:35São juvica!
03:36São juvão!
03:37São juvão!
03:38Meu pai!
03:40Meu pai!
03:42Por favor!
03:44É meu pai!
03:46Cheia do céu de corvo!
03:49Vem!
03:50Vem!
03:50Vem!
03:51Vem!
03:52Vem!
03:53Vem!
03:53Vem!
03:56Vem!
03:57Vem!
04:02Vem!
04:07Agora é você, Antônio.
04:10Quero cantar só para as pessoas fracas
04:13Que estão no mundo e perderam a viagem
04:16Somos iguais sem desgraça
04:19Vamos cantar o blues da piedade
04:23Pra quem não sabe amar
04:26Vem!
04:27Vem!
04:29Vem!
04:29Vem!
04:33Vem!
04:34Vamos pedir piedade
04:35Senhor piedade
04:38Senhor piedade
04:38Pra essa gente careta e covarde
04:43Vamos pedir piedade
04:46Senhor piedade
04:49Lhes da grandeza e um pouco de coragem
05:07Desculpa, Eugélica.
05:09Eu não sei como eu vim parar aqui.
05:13Nem devia ter bebido tanto.
05:15Eu não faço nenhuma questão de ouvir as suas explicações.
05:19Toma.
05:21São do nosso pai.
05:22Troca de roupa e vá cuidar da sua vida.
05:26Longe daqui.
05:35Ele chegou no baile vestido de freira.
05:39E me importunou.
05:41Na frente de todo mundo.
05:44Eu me esquivei.
05:48Depois ele voltou e...
05:50O que aconteceu quando ele voltou, beija?
05:52Passou dos limites.
05:55Se serviu de mim sem meu consentimento.
05:59Eu quero justiça, belgar.
06:02É muito difícil por ir num homem por se servir de uma mulher.
06:07Ainda mais se tratando de...
06:10Me desculpe.
06:12Uma mulher que vende o corpo por dinheiro.
06:14Precisa pedir desculpas.
06:16Esse é o meu trabalho.
06:18Eu tenho muito orgulho dele.
06:20Inclusive me dá o direito de dizer não.
06:23Eu imagino o inferno que vivem as esposas.
06:26Mas eu sou uma profissional.
06:29Ninguém pode me obrigar a trabalhar.
06:32Que eu não quis.
06:34Eu não queria trabalhar.
06:37Eu disse não.
06:38A senhora sabe que o seu relacionamento com Antônio Sampaio é...
06:42É de conhecimento público, não?
06:44Já acabou.
06:46Eu entendo.
06:49A lei no Brasil é bastante escorregadia.
06:52Nós precisamos entender uma forma de acusar alguém que obrigou um outro alguém a trabalhar.
06:58O que já é bastante complicado tem em vista a situação dos cativos.
07:02O que é inaceitável.
07:04Enfim.
07:05Talvez.
07:07Se você concordar em acusá-lo por agressão...
07:10Ele me agrediu.
07:12Ver, essas são as marcas.
07:16É tão meio longe de ser as piores.
07:20Maria, minha filha.
07:21Você se deitou tão cedo ontem que eu até estranhei.
07:25Ai, minha mãe.
07:27Eu...
07:27Estava precisando descansar um pouco.
07:31Eu ando passando muito tempo na igreja rezando.
07:36Eu abro.
07:38Estou sem apetite mesmo.
07:42E você?
07:44Por que insistiu em vir tomar café com a gente?
07:46Você não cansa de humilhar a Angélica, não?
07:49Maria, a Angélica...
07:50Pelo visto, não foi só a mim que você maltratou ontem à noite.
08:05Aconteceu alguma coisa?
08:07O senhor está preso por agressão à senhora Ana Jacinta, de São José.
08:13Você agrediu a Messalina, Antônio?
08:15Não.
08:16O que o seu irmão fez foi bem pior.
08:21Insp. Tobelgar, deve haver algum engano.
08:25O senhor vai ter a chance de esclarecer esse engano na delegacia.
08:30Vamos.
08:31Januário.
08:35Não toque em mim.
08:37Eu não sou bandido para ser levado na corrente.
08:44Qual fantasia ele estava usando ontem à noite?
08:47Eu vou buscar.
08:50Está fresquinho.
08:52Quer mais um pouco?
08:57Um brô de milho.
08:58Quer mais um?
08:59Não, não, não. Obrigado.
09:01Eu já comi três.
09:04Vim para cá, foi a melhor coisa que eu fiz.
09:08Foi muito triste o que aconteceu com o seu pai.
09:11Eu vou sentir falta dessa tensão toda.
09:15Quando eu for para a capital, como deputado.
09:18Mas e o seu casamento com beija?
09:20Vai deixar para trás?
09:21Do jeito que a cerimônia foi feita, ele não vale.
09:25Aos olhos de Deus e da lei, eu continuo solteiro.
09:28Ah, eu não sabia.
09:31Por que você está em pé, Candinha? Senta.
09:32Come comigo.
09:33Claro que não. Você é um cliente.
09:36Então eu vou terminar de comer em pé.
09:38A senhorita se incomoda?
09:39Claro que eu me incomodo.
09:40Pode sentar aí.
09:42Eu vou sentar um pouquinho.
09:48E me conta, como foi?
09:52O baile da beija.
09:56Eu não fui.
09:58Eu não quero saber de baile.
10:00Eu não quero saber de beija.
10:03Aliás, eu não quero saber de ninguém que se acha mais que os outros.
10:07É muito bonito como você se coloca em pé de igualdade com todo mundo.
10:12Mas todo mundo é igual, Candinha.
10:15Para você.
10:21É...
10:21Bom, termina de comer.
10:23Que eu tenho que trabalhar.
10:25Tá?
10:25Eu vou deixar.
10:27Não, amor.
10:28Não, não.
10:31Eu já disse, inspetor.
10:33Eu usei essa fantasia e foi para o baile.
10:40Mas eu bebi demais.
10:42Eu nem lembro como eu cheguei na chácara do Getupá.
10:46Ótimo.
10:48Eu vou refrescar a sua memória.
10:52Várias pessoas te viram importunando beija.
10:56Eu juro que eu não agredi ninguém.
10:59Muito menos a beija.
11:01Se você insiste que não lembra de nada,
11:04como pode ter tanta certeza que não agrede o beija?
11:11Leva ele.
11:13Quem sabe as grades não refrescam a sua memória, senhor Antônio.
11:17Por favor.
11:18Não encosta.
11:22Todos nós sabemos que eu não vou ficar muito tempo nessa cela.
11:26Meu tio já deve ter chamado um advogado.
11:33Beija.
11:38Você me conhece.
11:41Sabe que eu jamais faria o que fizeram com você.
11:51Você está cometendo um erro, beija.
11:54Não fui eu.
11:57Vamos para a cela.
11:59Doutor.
12:15A senhora está bem.
12:17Esse é o tecido.
12:19Que ele cobriu o rosto antes de se revelar.
12:22Estava jogado no jardim da chácara.
12:26Visitar o Antônio na cadeia?
12:29Nem pensar.
12:31Quem escolheu se destruir foi ele.
12:33Mas minha filha, você não acha que é uma oportunidade de ouro
12:36para você ter o seu marido de volta?
12:38Eu não quero o Antônio de volta.
12:42Agora, se a senhora me dá licença, eu preciso conferir a venda do gato.
12:53Maria, você vai visitar seu irmão?
12:56Comigo, a senhora não precisa fingir que se preocupa com o Antônio.
12:59Você fala assim porque você não tem filhos.
13:02Não sabe o que minha mãe sente.
13:04Se a senhora está assim, tão preocupada,
13:07por que ainda não foi visitar o seu filhinho querido?
13:10Ah, mãe.
13:12A senhora não foi e nem vai.
13:15Já morria de vergonha desse filho antes?
13:18Imagina agora que ele é um criminoso.
13:20A vergonha virou ódio, não foi?
13:24Como é que você pôde ter se transformado nessa pessoa tão horrorosa?
13:27Nós duas sabemos que ninguém nessa casa vai fazer nada pelo Antônio.
13:32Ele destruiu a nossa família.
13:34Ainda assim, eu vou rezar para que Deus tenha piedade da alma dele,
13:39porque eu sou boa.
13:56Nós temos que amar nossos filhos incondicionalmente.
14:01São o sangue do nosso sangue.
14:03São parte de nós.
14:11Manda soltar o Antônio,
14:12prender um homem de bem só porque deu uns tapinhas numa puta.
14:15Ainda mais uma que sempre se deitou com ele, seu Costa Pica.
14:17Exatamente, sempre se deitou.
14:19Senhores, por favor, vamos manter a calma.
14:22Isto foi um requerimento do inspetor.
14:25Pois então, manda ele se entender com o advogado que eu já mandei vir.
14:28Isso não será tão simples assim, coronel Felizardo.
14:32Não esqueça que nós estamos sem promotor.
14:35E para piorar,
14:36inspetor Belgarde gosta de tudo nos conformes da lei.
14:41Despacha esse bosta para Paracatu.
14:43Porque aqui em Araxá ninguém gosta desse engumadinho.
14:46Ninguém gosta dele, não.
14:48Enquanto esses homens não levarem um tapa na cara da justiça,
14:51vão se achar donos do mundo.
14:54E de todas nós.
14:55Logo tiram o Antônio da cadeia.
14:57Só por cima do meu cadáver.
15:02Severina, eu preciso que você encontre uma pessoa para mim.
15:11Beija mergulhou, Araxá, na lama.
15:16Eu falhei, padre.
15:18Eu pequei por não conseguir afastar essa lama da minha família que...
15:24está consumida por ela.
15:26Você precisa se limpar, Maria.
15:29Desse pecado que te consome, que está impregnado na tua pele.
15:32Eu sei, padre, mas eu já tentei de tudo.
15:34Todo tipo de penitência, tudo.
15:36Eu vou te ajudar.
15:37Me dá algo que tenha contato com a tua pele.
15:40Com a minha pele?
15:40Sim, sim, para expurgar o pecado.
15:44Mas suas meias servem.
15:47Tira esse pano que está grudado na tua carne,
15:50impregnado de pecado, e me entrega.
15:53Que eu, em nome de Deus, vou te limpar.
16:11Aqui, padre.
16:15Eu posso ir, padre?
16:17Ah, sim.
16:18Vai em paz e que o senhor te acompanhe.
16:31Padre, esqueceu de me dar uma penitência.
16:54Meu Deus, eu não aguento mais essa aflição.
16:57A culpa é sua, Carminha.
16:59Se você não tivesse inventado de ressuscitar,
17:02nada disso estaria acontecendo.
17:04E se a senhora não tivesse me matado em vida?
17:07Estaria?
17:07Teria o quê?
17:08Que seu filho soubesse que a mãe é uma assassina?
17:11E que ele foi abandonado por causa do crime que ela cometeu?
17:14Se a senhora tivesse deixado eu levar o meu filho comigo.
17:19Silêncio!
17:20Ai, até que enfim.
17:22Um homem.
17:23É o meu filho, meu pai.
17:24Que está sumido por aí.
17:26E se alguma coisa tiver acontecido com o menino?
17:28Que o Vicente precisa de um tempo
17:29para digerir todas as mentiras
17:31que nós todos aqui contamos para ele.
17:33Meu gênero tem razão.
17:34Todos nós erramos.
17:35O jeito agora é nos unirmos.
17:38para resgatar o amor dele.
17:40Se teta Viquel,
17:42se setiu moete.
17:46Que Casimodo se pancher
17:49e passei dizer a conversar.
17:53Não entendi nada.
17:55Mundio!
17:57Só o nome Casimodo.
18:01Que é aquele sujeito de Notre Dame.
18:04É o corcunda que é o que eu ia virar
18:06se eu ficasse escondido lá atrás.
18:08Como é que você veio parar aqui?
18:10Eu entrei pela janela de noite.
18:12Você saiu correndo do baile.
18:13Eu achei que você tinha voltado para a sua casa.
18:17A casa é perto de você, Joana.
18:20Me desculpa não poder te dizer o mesmo.
18:24Tudo bem.
18:26Eu já estou me acostumando
18:28a ser rejeitado.
18:30Sabe?
18:31Até a minha família...
18:32Pelo que a gente ouviu,
18:33a história não foi tão simples assim.
18:36Por que você não dá uma chance para eles?
18:38Para eles se explicarem?
18:39Eu não quero ouvir ninguém.
18:41Nem eles.
18:43Nem os meus avós.
18:45Eles são todos mentirosos.
18:48Eu só queria.
18:51Eu...
19:02Calma.
19:04Tudo passa.
19:17Olha, gente.
19:18Não precisa casar, Joana.
19:20Eu só queria sentir aquilo.
19:23O que a gente sentiu na fonte.
19:26Eu também gostei.
19:29Mas eu não quero engravidar outra vez.
19:31Você está grávida?
19:33Não mais.
19:35O que aconteceu com a nossa filha?
19:38Era no meu corpo que ele ia dormir
19:40até nascer.
19:42Eu não quis.
19:44Mas era meu filho também.
19:47Você nem me perguntou o que eu queria.
19:55Vicente, espera, Vicente.
19:58Vamos.
20:05Você tem certeza
20:08que é isso que você quer fazer?
20:11Não vou ficar de braços cruzados.
20:17Esperando.
20:19Já que eu não posso voltar no passado
20:21pra acertar as contas com o meu avô.
20:25O Antônio vai pagar.
20:27Pelo mal que me fez.
20:29O seu avô?
20:30Eu vim assim que recebi esse recado.
20:37Tá precisando de trabalho, Romulo?
20:40Desde que a senhora me dispensou, eu...
20:43ainda não consegui nada.
20:44É meu pai que tá botando a comida
20:46dentro de casa e...
20:48sozinho.
20:52Então...
20:53não vai negar o dinheiro que eu tenho
20:55pra te dar.
20:59Por um serviço.
21:07A minha família agradece.
21:10A senhora precisa que eu faça.
21:14Mostre pra um homem o que é sofrer.
21:16Isso é simples.
21:18Ele tem que continuar vivo.
21:22Mas sofrendo
21:23com as cicatrizes de Duca
21:25pelo mal
21:27que ele me fez.
21:29Minha família precisa desse dinheiro.
21:31Quem que é o sujeito?
21:36Antônio Sampaio.
21:39O homem que me violentou.
21:42Merece
21:43um corretivo.
21:47Padua.
21:49Antônio Sampaio.
21:51É um nome muito importante de Araxá.
21:54É melhor não mexer com ele.
21:57Eu posso ter problema se eu for pego.
22:00Você vai negar?
22:06Vai negar um pedido
22:07meu romo?
22:11Eu faço.
22:16Eu faço serviço.
22:33não vai me convidar
22:35para sentar?
22:37Com licença.
22:44Eu sei que ainda dói,
22:47mas eu sou obrigado
22:48a lhe fazer um convite.
22:51Nunca pensou em sentar
22:53na cadeira do seu pai?
22:56Com a quantidade de crimes
22:58que estão acontecendo,
22:59o Araxá não pode ficar sem um promotor.
23:01Tem a morte das prostitutas,
23:03o problema com a beija.
23:06Até meu neto sumiu.
23:09O problema da beija?
23:10Vocês não estão juntos, né?
23:12Não.
23:14Mas o que aconteceu com ela?
23:15A acusou Antônio Sampaio
23:17de agressão.
23:19Sabe como é?
23:20É briguinha de casal.
23:22Você conhece beija?
23:23Qualquer tira de canhão.
23:25Eu não posso aceitar o convite,
23:27senhor juiz.
23:28Eu fui eleito.
23:30Em breve eu vou partir
23:31para a capital.
23:32É só por um tempo.
23:34Até eu conseguir
23:36trazer um promotor
23:38de fora.
23:44Pense bem.
23:46Você pode ajudar a Araxá
23:48antes mesmo
23:49de tomar posse
23:50como deputado.
23:59mais uma dose, João?
24:04Deixa a garrafa, Candinha.
24:07Assim eu não preciso
24:08ficar te chamando.
24:12Obrigado.
24:13Dá licença.
24:21Ele ficou mal
24:23só de saber
24:23que a beija foi agredida.
24:25Ah, mas quem não ficou
24:28é logo por Antônio.
24:31Quem diria?
24:34Você vai manter
24:35o Antônio preso.
24:37Baseado só
24:38na palavra da beija?
24:40Ou tem mais
24:41alguma evidência
24:42contra ele?
24:44Eu digo
24:45qual erva
24:45você deve usar
24:46em cada chá?
24:47Não, não.
24:50Foi bom fazer as pazes.
24:52Hum?
24:53Shhh.
24:56Eu não quero brigar de novo.
24:58A você diz isso,
24:59mas acha que eu sou um suspeito
25:00de ter matado
25:01aquelas mulheres.
25:03Eu confesso
25:04que tenho dúvidas hoje.
25:06Porque a única forma
25:07de você matar alguém
25:08é...
25:10é de prazer.
25:15É melhor a gente sair
25:16antes que amanhecer
25:17alguém ver a gente
25:18os reputus aqui.
25:19Só que sai.
25:20Vamos.
25:25Bom dia, meu amor.
25:26Bom dia.
25:27Trouxe seu café da manhã
25:28na cama pra você.
25:30Obrigada.
25:32Madrugou hoje, foi?
25:33Fui resolver alguns assuntos
25:35da escola de música.
25:38Pelo olhar,
25:39não resolveu?
25:41O dono do imóvel
25:43onde seria a escola
25:44não quer mais alugar.
25:46Eles estão julgando a gente
25:48por conta do que aconteceu
25:49com a Mendonça.
25:52Você não está acostumado,
25:54mas se soubesse
25:55quantas vezes
25:56essa gente
25:56virou a cara pra mim.
25:59O que a gente faz?
26:03segue unido
26:05de cabeça erguida.
26:12Põe pouco, Maria,
26:13que você sabe
26:14que eu sou fraco
26:14pra essas coisas.
26:16Mas é o sangue
26:17de Cristo, padre.
26:18Até o sangue
26:18de Cristo
26:19deve ser consumido
26:20com parcimônia.
26:27E Mateus escreveu
26:29pode alguém
26:31colher uvas
26:32de um espinheiro?
26:35Ou figos
26:36de ervas daninhas?
26:40Não.
26:45Chegou a hora
26:46desse lobo
26:47em pele de cordeiro
26:48pagar pelo que ele fez.
26:57E vai ser
26:58com seu sangue, senhor.
27:03Este é o cálice
27:04do meu sangue.
27:06O sangue
27:06da nova e eterna
27:08aliança.
27:08do meu sangue.
27:22O sangue é de Cristo.
27:27O sangue é de Cristo.
27:35do seu sangue é de Cristo.
27:36O sangue é de Cristo.
27:37Estão me tentando,
27:38demônio.
27:40Em vez elétrica!
27:41Ela tem que exporgar, padre.
27:45Exporgar o pecado que está entranhado na sua carne.
28:06Guarde retro! Desaparece!
28:09Sube daqui!
28:11Vá de retro, satanás!
28:13Sube daqui!
28:15Obrigada, senhor.
28:16Vá de retro!
28:17Obrigada por não me abandonar.
28:20Vá de retro, satanás!
28:26Não se preocupe, meu pai.
28:28Eu já estou acostumada a comer nessa casa sozinha.
28:31A minha mãe tem passado muito tempo lá na chácara por esses dias.
28:34Algum problema com ela?
28:36Não.
28:37O senhor sabe como ela é. Às vezes ela se isola.
28:42Está com saudades dela?
28:45Está com saudades?
28:46Estou com saudades de você, minha filha.
28:49Por isso eu vim aqui te ver.
28:52E ainda bem que eu dei sorte.
28:53Sem sua mãe aqui, nós dois podemos comer juntos.
28:57Só mais dois.
29:03Acho que eu falei cedo demais.
29:06Joana, por favor, não me esconda nada.
29:08Você sabe do Vicente?
29:10Eu ainda não me acostumei com o fato de que a senhora não é freira.
29:14E eu ainda não acredito que você e o Honorato estão vivos.
29:18Eu peço desculpas pelas mentiras.
29:20Elas foram necessárias.
29:22Eu acho que a única pessoa que tem que te desculpar é o Vicente, seu filho.
29:26Se ao menos eu soubesse onde ele está.
29:29Ninguém tem notícias dele.
29:31Ele esteve aqui ontem.
29:33Mas saiu correndo, sem dizer para onde ele ia.
29:36Bem, eu vou seguir procurando ele.
29:40Obrigada.
29:40Boa sorte.
29:47Eu fiquei sabendo sobre você e o pequeno anjinho.
29:50Se cuida, minha filha.
29:51Você podia ter morrido.
29:54Fica tranquila.
29:55Se tem uma coisa que eu aprendi com a sua mãe,
29:57é que a melhor amiga de uma mulher é outra mulher.
30:00Fica bem.
30:01Como pode um homem ficar em uma cela por causa da denúncia de uma...
30:07prostituta?
30:08Que reclama dele ter se servido dela.
30:12É como dizer que a água não serve para aliviar a sede.
30:16Pois dessa vez,
30:19a sede não vai ser resolvida com água.
30:25Mas com o sangue.
30:27O Antônio vai sentir o mesmo gosto amargo que você sentiu?
30:40Não, não.
30:42Não.
30:43Vem.
30:43Sim, sim.
30:43Vem dar movimento aí.
30:45Bravo.
30:46Bravo.
30:47Melhorar.
30:52Pega, ladrão!
30:53Pega, ladrão!
30:54Ei, eu morrei!
30:55Pega, ladrão!
30:59Gosta de maçã, Romulo?
31:01Pois se prepara que você vai apodrecer que nem uma.
31:04Uma cadeia.
31:05Tenho certeza que você é bem mais que um ladrãozinho de frutas.
31:13Amanhã, depois que o juiz autorizar, o inspetor vai te apertar.
31:19Você vai confessar que é o assassino das prostitutas.
31:29Ei.
31:30Eu não vou dividir cela com assassino.
31:34Meu advogado já chegou.
31:37Ei!
31:49Que bom que você aceitou, João.
31:54Seu pai ficaria orgulhoso de você.
31:58Eu espero corresponder à confiança que o senhor está depositando em mim.
32:02Eu e você, meu jovem.
32:05Nós vamos acabar com o crime em Araxá.
32:08A começar por essa agressão na beija.
32:12Se o Antônio fez tudo que ela denunciou,
32:16então ele tem que pagar.
32:25Algo me diz que esse Romulo não é o assassino das prostitutas.
32:28Não?
32:29O criminoso que nós estamos procurando é inteligente.
32:32Meticuloso, ele não se deixaria ser pego pelo roubo de maçãs.
32:48E esse lenço vermelho, inspetor?
32:50Será que é sacrifício?
32:52Bruxaria?
32:54Fim do expediente de Núria.
32:56Sim, senhor.
33:00Enfim, suas.
33:11Cumprimentos da dona Peixada.
33:14Achavam mesmo que ia sair impune depois de machucar uma mulher com ela?
33:22Olha!
33:23Não é que filho do coronel sabe bater?
33:25Eu ainda não ouviu nada.
33:40Eu amo você.
33:41Eu amo você.
33:43Eu amo você.
33:49Obrigado.
34:10Inspetor.
34:12O senhor vem comigo.
34:13O que foi que eu fiz?
34:15Exatamente o que nós vamos descobrir.
34:17Conversando.
34:20Eu lhe trouxe aqui, senhor Alcides,
34:23porque todas as prostitutas foram encontradas com lenço vermelho na boca.
34:30Como esse que o senhor carrega.
34:32Mas eu não fiz nada.
34:34Eu juro.
34:34Eu sei.
34:36Eu já averiguei.
34:37O senhor estava em outras vilas quando as prostitutas foram mortas aqui em Araxá.
34:41Viu?
34:42Eu não sou um assassino.
34:44Mas é uma pedra em meu caminho.
34:54Qualquer encomenda que chegar para a botica,
34:56você dá para mim que eu entrego.
34:59Fui claro, carteiro.
35:03Sim, senhor.
35:04Por favor.
35:25Mas olha quem está tentando escapar.
35:28Saia daí com as mãos para cima.
35:31O januário precisa aprender a ficar mais atento
35:35quando larápios como você estão presos na cela.
35:39O que é isso nas suas mãos?
35:41Fala.
35:44O que você fez?
35:53Para você se acalmar.
35:55Será que já conseguiu dar uma surra nele e fugir?
35:59E se pegar um óleo para ele me entregar?
36:04Veja.
36:07Você está preocupada com que castigo?
36:10Com o seu ou do Antônio?
36:27que todo homem
36:30que tentar me controlar.
36:34que tentar me destruir.
36:39Que esse homem encontre a própria destruição.
36:42O que é isso?
36:44É verdade.
36:48O que é isso?
36:52O que é isso?
36:58O que é isso?
37:11Amém.
37:41Amém.
38:13Amém.
38:41Amém.
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