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A CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira, relator dos trabalhos. O parecer foi rejeitado por seis votos a quatro.

O texto pedia o indiciamento de três ministros do STF - Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes - e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Carlos Graieb o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Notícias
Transcrição
00:00Bom, a CPI do crime organizado terminou tecnicamente em pizza, mas politicamente num incêndio que está colocando em choque o
00:15Senado da República e o Supremo Tribunal Federal.
00:19Tudo porque o relator pediu indiciamento de três ministros do STF, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além
00:32do Procurador-Geral da República, Paulo Gonê, pela atuação deles no caso Banco Master.
00:42De técnico aqui tem o quê? Nada. Isso não virou nada. Isso era uma ideia do senador. Quando foi votar,
00:50não votou. Então, o Senado não fez isso.
00:54Mas mesmo o Senado não tendo feito nada tecnicamente, sendo uma ideia de um senador que os pares disseram que
01:03não ia virar realidade, isso teve repercussões profundas no STF.
01:09O ministro Gilmar Mendes ficou bem bravo. Falou muita coisa. Vamos ver aqui.
01:17Eu, como sabem, adoro ser desafiado.
01:25Lá no meu Mato Grosso, as pessoas dizem, não me convide para dançar, porque eu posso aceitar.
01:34Adoro ser desafiado.
01:37Me divirto com isso.
01:39Mas outros se acoelham.
01:42Tem medo.
01:46E a assombração, também dizemos no interior, aparece.
01:50Para quem acredita nisso.
01:52Então, é preciso que a gente esteja atento.
01:55Inclusive, para dizer, para aqueles que têm medo de assombração, que eles não existem.
02:02Que são fantasmas.
02:04Que não amedrontam.
02:07Que são fantoches.
02:11Olha, vamos passar daqui a pouco as outras declarações, mas vamos começar por essa.
02:17Eu senti aí uma declaração de guerra, hein, Graebi?
02:21Ah, total, né?
02:22Total.
02:23As outras, principalmente a do Toffoli, também é mais explícita ainda.
02:28E o Toffoli sobe o tom, como a gente vai ver, né?
02:31Mas o Gilmar Mendes, com esse jeito, assim, em voz baixa, com as pausas dramáticas que
02:39ele faz e tudo, ele fez uma declaração de guerra, com certeza.
02:46Chamou para briga, né?
02:47E o que ele falou é que ele foi chamado para a briga.
02:52Tem um jeito fácil de comentar, que é o jeito engana-trouxa, que eu poderia usar
02:57caso eu fosse picareta, que é assim, que absurdo!
02:59Ex-Supremo!
03:02E o Alessandro Vieira peitou!
03:04E o sistema derrubou ele!
03:07Porque tem que esclarecer que lá só tem safado.
03:10Eu sei fazer isso muito bem.
03:11Eu faço isso no meu programa Narrativas Antagonistas.
03:13Se você fosse trouxa, você que está vendo, eu faria também, que daria muito certo.
03:17Mas como a nossa audiência é qualificada, eu vou aprofundar a análise.
03:22A grande questão do relatório do Alessandro Vieira é ter enfiado o ministro Gilmar Mendes no meio.
03:29Por quê?
03:30Para o mundo político, o STF já dá por queimado o ministro Dias Toffoli.
03:38E cogita, se necessário for, ver como fica a situação do ministro Alexandre de Moraes.
03:47Mas esses eram os dois nomes.
03:49A grande novidade disso é que agora, junto ao nome do ministro Gilmar Mendes,
03:54que não é nome de ministro que estava cogitado nessa história de sair caçando.
04:00Era na boca do povo.
04:02Mas não no mundo político, né, Graebi?
04:04Isso é o que mudou.
04:05Ele não gostou.
04:06É que o nome dele está lá.
04:08O Gilmar Mendes é o mais hábil politicamente de todos os ministros que estão lá.
04:13Mais experiente, inclusive.
04:14Ele é decano da corte e decano da articulação política.
04:20Mesmo quando existiam ministros mais velhos do que ele no STF,
04:25era ele que fazia muito bem essa costura com o meio político.
04:33De fato, não é um adversário fácil de se tirar para dançar.
04:39Ele já mostrou em outras ocasiões, né?
04:42Que ele sabe articular e sabe da resposta, né?
04:45O Alessandro Vieira que se cuide.
04:48É, o Alessandro Vieira fez uma aposta assim.
04:50A aposta do Alessandro Vieira teria uma resposta diferente
04:57caso ele tivesse colocado apenas os dois que estão diretamente envolvidos.
05:04Um com a mulher tendo contrato de 129 milhões.
05:08E o outro empastelando as investigações.
05:12É esse que é o caso.
05:13Se o caso é Banco Master, tem dois que ali estão claramente envolvidos.
05:18Então, assim, seria, ai meu Deus, é o primeiro ministro, ok.
05:22Seria.
05:23Mas também já iam falar, ó, os caras também, 129 milhões de contrato,
05:27modere o seu apetite se não quiser virar vidraça.
05:30No próprio STF já ia ter torta de climão e falar,
05:33ó aí meu filho, foi ficar amigo do outro?
05:35O outro fez homenagem para você e na saída tinha a festa que punha brocha
05:40que a garota de programa de luxo estava paga?
05:42Agora arca aí com as consequências do seu negócio.
05:45Eles iam falar isso.
05:47Mas apareceu o nome de alguém que não está no negócio do Master também.
05:51Então, assim, virou uma grande briga, né?
05:54Qual que é?
05:54Quais são as...
05:55Eu estou com o relatório do Alessandro Vieira aberto aqui, né?
05:59Quais são as alegações que ele faz em relação ao Gilmar Mendes?
06:08Ele diz que ele procedeu de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro das funções de juízo do STF.
06:15Por quê?
06:16Porque ele suspendeu a quebra de sigilo da Maridit, a empresa, né?
06:21Do Toffoli e dos seus familiares, e do fundo Arlin, no caso do Banco Master.
06:28Não contente em ter feito isto uma vez, diz o Alessandro Vieira, ele reiterou a ação
06:38e também desviou do relator, que seria o natural para esse caso, o caso.
06:46Ele puxou, né?
06:47Para ele.
06:48Então, ele está dizendo que essas são condutas incompatíveis com o decoro do cargo
06:54e que configuram ali ilícitos, graves o bastante, para serem investigados, pelo menos.
07:04Ele diz, isso aqui requer um inquérito, para a gente entender por que ele agiu dessa maneira.
07:11É usada a interpretação, né?
07:14É usada a tese, Madá, porque ele não está falando de nada que tenha acontecido fora do tribunal.
07:20Ele está falando de decisões que foram tomadas nos autos.
07:25Na ação cotidiana de um juiz.
07:29Certo?
07:30Ele está dizendo, isto aqui infringe a honra e a moralidade do cargo.
07:36É bem mais complicado do que dizer, o cara recebeu 120 milhões.
07:40É ousado.
07:41É ousado.
07:41É ousado.
07:42Mas é o caso de ameaçar com perda de mandato?
07:47Vamos discutir isso.
07:48Porque aí é que nós vamos para a reação.
07:50Porque assim, o mundo político não teria a mesma reação e o mundo jurídico não teria a mesma reação
07:59se ali não estivesse o nome do Gilmar Mendes.
08:01Não teria.
08:02Eu concordo com você.
08:03Se ele tivesse colocado só Toffoli e Alexandre de Moraes, que tiveram relações financeiras
08:10e fora do tribunal e de longa data com o Vorcaro, eu acho que até o STF ia ajudar a
08:18puxar o tapete
08:19dos dois, porque são incômodos.
08:22Como ele mistura alhos com bugalhos, a situação para nós fica pior, porque vira um cozidão
08:29que todo mundo se pega e para o Alessandro Vieira fica melhor, porque ele perdeu o lugar
08:34dele na chapa para candidato a senador lá em Sergipe e ele precisa do nome dele estar
08:42nacionalmente circulando para voltar a ter lugar.
08:45O que é perder o nome na chapa?
08:46São poucas pessoas que podem sair candidatos ao Senado.
08:49O partido dele é o PMDB.
08:52Na aliança que houve ali, falaram para ele, você não vai sair para senador, se quiser
08:56vai sair para deputado federal.
08:58E ele quer sair para senador.
09:00Então, assim, ele sabe muito bem que juntar coisas que são uma relação comercial, que
09:08já está na boca do povo, o ministro Toffoli com o Tayhaya.
09:12A história do Tayhaya e dos 129 milhões não tem como voltar atrás, ninguém mais
09:17questiona em Brasília.
09:19A questão é que ele foi colocar outros no meio.
09:21Isso para resolver o problema.
09:23Resolve?
09:24Não.
09:24Mas com toda certeza garante a ele uma boa chance de voltar candidato e garante a ele
09:30a admiração de todo mundo que não entende dos meandros da política, que é 98% do Brasil.
09:36Então, assim, eu não duvido que as pessoas vejam isso e queiram votar no Alessandro Vieira
09:40para presidente.
09:41É óbvio que vão querer.
09:43O nosso país não está na lama que está por acaso.
09:48Ele está porque o brasileiro sempre decide na emoção e errado e admirando coisa que
09:54ele não sabe o que está acontecendo.
09:56E eu diria que...
09:57Ele fez o dele.
09:59Ele está fora da chapa.
10:00Ele sabe que o público é burro.
10:02Ele sabe que a maioria das pessoas com quem ele convive é desonesta.
10:07Ele sabe que ele é melhor do que a maioria que está ali.
10:10tanto tecnicamente quanto de caráter.
10:13E ele tacou o negócio ali na fogueira.
10:16E falou, ó, todo mundo quer dar um pau no Supremo.
10:19Eu vou dar um pau no Supremo aqui e dane-se.
10:21É isso.
10:21E eu acho que ele cometeu dois erros táticos.
10:25Estou falando do ponto de vista dele.
10:27Do que seria mais interessante para o Alessandro Vieira ter feito como jogador.
10:34Eu acho que ele errou ao não incluir criminosos no sentido cotidiano da palavra.
10:42É uma CPI sobre crime organizado.
10:45Cadê os caras que foram pegos ali atuando de fato com o PCC, com o Comando Vermelho?
10:53Era para isso que a CPI tinha sido criada.
10:56Se ele tivesse posto personagens deste universo na denúncia dele também, pedindo o indiciamento,
11:05investigação, ele teria fortalecido a peça.
11:08E teria tirado um dos argumentos que estão usando contra ele.
11:13O Gilmar Mendes usou esse argumento.
11:15Cadê os seus amigos que são próximos do PCC e que não estão aparecendo aí no seu relatório?
11:23Ele só pôs os ministros do STF.
11:26Ele aumentou a optanagem política do negócio, mas enfraqueceu uma defesa que ele teria.
11:33Não, aqui está todo mundo, né?
11:35É, eu não mirei em um grupo só.
11:38E daí ele cometeu o erro tático, a meu ver também, de misturar o Gilmar com os outros dois.
11:47Não estou defendendo o Gilmar, não estou defendendo ninguém.
11:51O que eu estou dizendo é aquilo que a Madá disse.
11:54O caso dele é um caso de interpretação da lei e um jeito de conduzir processo.
12:02Não é um caso de receber dinheiro ou de estar envolvido com o Banco Master.
12:07Então, acho que foram dois erros táticos.
12:09Não pôr gente do crime organizado e ter pôs o Gilmar.
12:15E aí, o que é que aconteceu?
12:18A reação foi em conjunto.
12:21Porque aí, mesmo quem estava enrolado, mesmo com o Vorcar e não tem como explicar os dinheiros,
12:26o que é que vai acontecer?
12:27Quando você coloca mais gente do que devia,
12:31ou você equipara duas situações de gravidade diferente, que é o que o senador fez,
12:36não é que a situação menos grave, todo mundo vai achar que é mais.
12:41Não.
12:41O cara que está na que é mais, ele vai querer dizer que a dele é igual a menos.
12:46E foi o que aconteceu nessa declaração do ministro Toffoli,
12:49que escalou completamente as coisas.
12:52Vamos ver.
12:52Bem, senhor presidente,
12:54não posso deixar de também dizer das oportunas palavras que vossa excelência hoje dirige
13:01em relação a essa situação de excrescência de um relatório completamente infundado,
13:09sem base jurídica, sem base em verdade factual,
13:13e com um único e nítido sentido de obter votos.
13:18Isso, senhor presidente, é abuso de poder.
13:21Isso pode levar, inclusive, à ineligibilidade.
13:24Isso pode levar, não só em sanções, em outras áreas,
13:30como vossa excelência já mencionou na fala de vossa excelência,
13:36quando disse respeito à necessidade de uma atuação do Ministério Público,
13:42mas também da justiça eleitoral.
13:44E a justiça eleitoral não faltará impunir aqueles que abusam do seu poder
13:49para obter voto num proseletismo eleitoral.
13:54Porque tem que se pôr fim, imediato, a essa sanha de que atacar determinadas instituições dá voto.
14:04Atacar instituições é atacar o Estado Democrático de Direito,
14:09é atacar a democracia.
14:10E isso é abuso de poder, ministro Nunes Marques,
14:14vossa excelência, que estará presidido no Supremo Tribunal Federal,
14:16ministro André Mendonça, que será o vice-presidente.
14:22Pelo que eu soube, na data de hoje, deve ser realizada as eleições na Corte Superior Eleitoral.
14:30Nós não podemos deixar de nos furtar a caçar eleitoralmente
14:38aqueles que abusaram atacando as instituições
14:45para obter voto e conspucar o voto do eleitor.
14:51Porque é disso que se trata, presidente Nunes Gilmar Mendes,
14:55quando surge um relatório aventureiro desse.
15:03É tentativa de obter votos.
15:06E esse voto é um voto conspurcado,
15:09porque ele é antidemocrático, é anti-Estado Democrático de Direito,
15:13é um voto corrupto.
15:17E essas pessoas não merecem a dignidade de ter
15:23a possibilidade de ser elegível.
15:32Bom, o STF falar de abuso de poder...
15:41Assim, como é que a gente define?
15:44Eu creio que não existe nem adjetivo na língua portuguesa
15:47para a gente ver o STF reclamar de abuso de poder.
15:53A questão é que ele está falando de ataque à instituição.
15:56Não houve um ataque à instituição.
15:58Foi resolvido interna córpores no Senado.
16:02O que aconteceu ali foi que um senador teve uma ideia
16:05de colocar algo num relatório final que não foi para frente.
16:08Não era nem para eles estarem comentando.
16:10Eles estão comentando porque sentiram.
16:12Politicamente.
16:13Não tem ataque nenhum.
16:15Qual é o documento que tem?
16:16O que foi feito contra eles? Nada.
16:18Alguém teve uma ideia, põe num relatório.
16:20O relatório não passou.
16:21Eu não sei nem por que eles estão comentando.
16:25Querer impedir o Alessandro Vieira de se candidatar por causa disso
16:29é a mesma coisa que fechar o Senado.
16:33É a mesma coisa que fechar o Senado.
16:37Agora, a proposta que o Toffoli faz aqui,
16:41que eu considero indecente,
16:43de deixar o Alessandro Vieira inelegível
16:46por algo que ele fez como relator da CPI,
16:49você pode discordar do relatório dele,
16:52mas ele agiu como relator.
16:54Ele não pediu fechamento do Supremo.
16:56Ele não ameaçou família de ministro.
16:59Ele não usou rede social para falar que tem que fechar o Supremo.
17:03Ele não fez filminho lacrador.
17:05O que ele fez foi um relatório do jeito que ele entendeu.
17:09em que ele pede que o ministro do STF seja condenado ou investigado pelos julgamentos que dá.
17:17E o STF está pedindo para fazer a mesma coisa sobre ele.
17:19Exato.
17:20Esse que é o negócio, né, Graieb?
17:24Ele abriu um flanco.
17:26O ministro Toffoli, que não está no relatório só pelas decisões,
17:30ele está no relatório pelo conjunto da obra.
17:33O Toffoli tem uma capacidade de estar errado,
17:36que é uma coisa impressionante.
17:39Agora, e outra coisa.
17:42Tem essa mania da metonímia.
17:45Metonímia é aquela figura de linguagem que toma a parte pelo todo,
17:51ou o todo pela parte.
17:52Então, o Dias Toffoli, o Alexandre de Moraes e o Gilmar Mendes
17:57não são o STF.
17:59Eles são integrantes do STF.
18:01Se você critica um deles, ou se você ataca um deles, inclusive,
18:07você não está atacando a instituição STF.
18:10Não existe essa coincidência entre o indivíduo e a instituição que ele está incluído.
18:17Então, já é outra...
18:18Tem uma coisa, Amadá, você já deve ter ouvido falar isso,
18:21de crime de hermenêutica.
18:24Uma coisa que o Rui Barbosa falava disso,
18:27para dizer, olha, hermenêutica é interpretação.
18:32Lá na época dele, no virado do século XX,
18:35tinha gente que queria prender juiz
18:38por interpretar a lei de um jeito que não era o jeito mainstream.
18:45Então, falava, esse cara está pirado.
18:46Não é assim que essa lei deve ser interpretada.
18:48Ele precisa ir preso por causa disso.
18:50O Barbosa falou, não, isso aqui é criar o crime de hermenêutica.
18:53Você criminalizar um juiz,
18:55porque ele lê a lei de um jeito diferente.
18:58O judiciário, desde então,
19:02assim, levanta todas as armas que tiverem a mão
19:05contra quem queira falar em crime de hermenêutica.
19:08E com toda razão.
19:09Você não pode incriminar um juiz
19:11por ter uma interpretação inovadora,
19:16discordante da ortodoxia.
19:18O pessoal do bolsonarismo
19:23tentou passar uma lei fazendo isso,
19:26proibindo juízes de usarem
19:30conceitos jurídicos como o de crime multitudinário,
19:35que foi usado na época das invasões lá do 6 de janeiro.
19:40Falaram, não, você não pode deixar que os juízes
19:42tragam essas ideias malucas da doutrina para julgar.
19:46Isso é um absurdo.
19:48Nenhum judiciário do mundo
19:50é punido simplesmente por interpretar a lei.
19:54Então, assim,
19:56o Toffoli e o Gilmar Mendes
19:58não têm a menor dúvida
19:59que eles vão falar,
20:00opa, vocês estão querendo me incriminar
20:02por interpretar a lei?
20:05O Gilmar Mendes pode muito bem levantar esse argumento.
20:08Você está querendo me incriminar
20:09porque eu interpretei
20:11que é assim que tem que ser feito o procedimento
20:14nesse caso e tudo mais?
20:16Agora,
20:18o senador pode ser incriminado,
20:21pode ser tornado inelegível,
20:23pode ser mandado para a cadeia
20:24porque ele,
20:26no exercício da função de senador,
20:28de relator de uma CPI,
20:31foi lá e interpretou a coisa?
20:33Não pode.
20:35Eles já criminalizam as pessoas
20:37que falam bobagem no púlpito.
20:41agora eles querem criminalizar também
20:45quem dá parecer
20:48investido de um cargo
20:51específico de relator de uma CPI,
20:53eles piraram.
20:55desculpa,
20:56isso é piração completa,
20:57é uma piração violenta,
20:59né,
20:59Madá?
21:00Violenta,
21:01autoritária.
21:03O que eles deram recado
21:05é o seguinte,
21:06se pensar em fazer qualquer coisa
21:08aqui,
21:09a gente te bota na cadeia
21:10e quero ver quem vai parar a gente.
21:11Foi isso que foi dito.
21:13A gente acaba com a sua vida
21:14e eu quero ver quem vai parar.
21:16Monarque foi apenas o primeiro.
21:18Porque o Monarque,
21:19não sei se vocês sabem,
21:20saiu agora,
21:21o Ministério Público
21:22deu o seu parecer,
21:24o Ministério Público
21:24levou para ver o vídeo lá
21:26que tem acho que cinco minutos,
21:27eles levaram alguns anos
21:29para ver e concluíram,
21:31é,
21:31não sei,
21:32acho que,
21:32não sei,
21:33demorou alguns anos,
21:34acho que tiveram que rever muito,
21:36né?
21:36Tiveram que rever muito,
21:37não era com o Luio
21:38para acabar com a vida do cara
21:40enquanto tentava ver o que fazia,
21:41não,
21:42não,
21:42demorou para ver.
21:43E o que ele falou agora
21:45é um recado direto,
21:47né?
21:47É um recado direto para o Carol,
21:49se fizer isso,
21:51vai sobrar para você também.
21:53O Alessandro Vieira,
21:54a diferença dele,
21:55a gente vai continuar falando disso depois,
21:57é que ele,
21:58ele só fez um relatório,
22:01do jeito que ele entendeu,
22:02você pode discordar do relatório dele,
22:04aliás,
22:05o relatório dele foi vencido.
22:07Exato.
22:08E por ter tido a ideia
22:09do que ele achava mais correto ali,
22:11você pode discordar dele é uma coisa,
22:14agora,
22:14querer impedir de concorrer,
22:16aí não dá.
22:17Isso é muito parecido
22:18com o que fizeram com o Deltan também.
22:20Sim.
22:20Porque eles enxergam
22:21uma causa oculta,
22:23que seria a causa verdadeira,
22:25ah, o Deltan saiu do MP
22:27porque ia ser processado,
22:29ia perder,
22:30o Alessandro Vieira
22:31fez o relatório assim
22:33apenas porque queria ganhar voto,
22:35não porque ele eventualmente
22:36considerou que aquilo
22:38era um fato mesmo,
22:39eram fatos que requeriam investigação.
22:41Então, assim,
22:42ainda por cima,
22:44eles criam interpretações
22:47abstratas,
22:49hipotéticas,
22:49e punem as pessoas
22:51por essas interpretações.
22:52Isso está virando praxe, né?
22:55Rolou com o Deltan,
22:57eu acho que vão querer fazer isso
22:58com o Alessandro Vieira também.
23:00Eu também acho.
23:02E vamos ver agora
23:03a resposta do ministro Fachin.
23:05Teve uma nota oficial do STF
23:06que eu considero um erro
23:07do ministro Fachin,
23:08mas vamos ver.
23:09nota da presidência.
23:10A presidência repudia
23:11de forma enfática
23:13a indevida inclusão
23:15e o alegado envolvimento
23:16dos ministros Alexandre de Moraes
23:18e de Astóvola e Gilmar Mendes
23:21indevidamente mencionados.
23:23Olha,
23:27eu considero, assim...
23:30É no mais puro Fachinês, né?
23:32O Fachin tem uma linguagem própria também, né?
23:35Ele não devia ter feito essa nota.
23:37Ele não devia ter feito essa nota
23:38assim,
23:39com toda sinceridade,
23:41porque ele não sabe
23:42se isso que está nessa nota é verdade.
23:44Ele não sabe
23:45se isso que está nessa nota
23:47dura o escrutínio
23:49de uma quebra de sigilo bancário
23:51de Vorcaro.
23:51O Fachin não sabe
23:53se isso que está aqui
23:54nessa nota
23:56resiste
23:57à quebra de sigilo
23:58de um celular do Vorcaro.
24:01Ninguém paga 120...
24:03De onde que ele tirou 129 milhões?
24:05Qual que é a origem
24:06do dinheiro do Vorcaro?
24:09Isso é o que tem que se ver,
24:10porque na advocacia
24:11em outros países,
24:13o advogado
24:13não pode receber o dinheiro
24:14que ele não saiba a origem.
24:16No Brasil, pode.
24:17O advogado não precisa falar
24:18ah, não,
24:19eu só recebi
24:20porque a origem é tal.
24:21O ministro Fachin
24:22não sabe
24:23se é indevida
24:23a inclusão
24:24de todos os ministros lá.
24:28Errou.
24:28Errou.
24:29Ele fica naquela coisa assim,
24:30olha,
24:30é muito importante
24:31preservar a liberdade
24:33do legislativo,
24:34mas também tem a...
24:35Ele fica naquela coisa assim,
24:37sabe?
24:38Era melhor...
24:39Eu acho que ele não tinha
24:40que ter falado nada.
24:41Ele não tinha que ter falado nada
24:42porque a presidência
24:44de um poder
24:44só se manifesta
24:45quando o outro
24:46faz algo.
24:47E isso foi resolvido
24:48em terna corpores
24:49no Senado.
24:50Fachin não é senador.
24:51Ele acha que é senador agora?
24:53Vai lá e vota, então.
24:54Enfim,
24:54estávamos juntos
24:55até as sete da noite
24:57falando da crise
24:58que se abriu
24:58entre o STF
25:00e o Senado
25:01depois que Alessandro Vieira
25:03pediu o indiciamento
25:04de três ministros
25:05do Supremo
25:06e do Procurador-Geral
25:07da República
25:08na CPI do Crime Organizado.
25:10O pedido
25:11não foi aprovado.
25:13Mesmo assim,
25:14o STF
25:16emitiu uma nota oficial
25:18falando do tema,
25:20que é um tema
25:21interna corpores
25:22do Senado.
25:23É uma nota assinada
25:23pelo ministro
25:24Edson Fachin,
25:26que até onde eu sei
25:27não é senador.
25:28Talvez ele seja
25:30um transsenador,
25:31ele se identifique
25:32como senador.
25:33Não é.
25:34É a única...
25:35Eu falei,
25:36por que será
25:36que ele escreveu
25:37essa nota?
25:38Ele é um ministro
25:39do Supremo,
25:40mas ele se identifica
25:41como senador.
25:43Então, ele...
25:44Tem cis-senador também?
25:45Cis-senador.
25:46Cis-senador.
25:48O Alessandro Vieira
25:49é um cis-senador.
25:50E o Edson Fachin
25:51é um transsenador.
25:53Muito bem.
25:53Os outros ministros também...
25:55Já o Alexandre de Moraes
25:56não é transsenador.
25:57Ele ficou na dele.
25:58Você vê,
25:59não falou nada.
26:00Falou nada.
26:00Falou nada.
26:01Ele deixou os outros
26:02passarem vergonha dessa vez.
26:04O ministro Alexandre de Moraes
26:06é um cis-ministro.
26:08O Alessandro Vieira
26:10é um cis-senador.
26:11O Fachin,
26:12Gilmar Mendes
26:13e o Dias Toffoli
26:15são cis...
26:17São...
26:18Eles não são cis nada.
26:19Eles são transsenadores.
26:20Eles são ministros supremos,
26:22mas eles se identificam
26:23como senadores.
26:24Essa que é a minha questão.
26:25uma coisa
26:26é se tivesse aprovado
26:28o relatório da CPI
26:30e tivesse...
26:31Tipo, já tivesse passado.
26:33Porque aí seria
26:34o Senado decidiu algo,
26:36então o Supremo responde.
26:38A partir do momento
26:39em que o Senado
26:40não decidiu nada,
26:41eu não sei por que
26:42que eles estão abrindo a boca.
26:44Eles podiam ter...
26:46Para intimidar.
26:46Para intimidar.
26:47A única resposta
26:49é a não institucional.
26:52Porque você tem toda razão.
26:54Se o Senado
26:55tivesse tomado uma coisa,
26:56a instituição STF
26:57brigava com a instituição Senado.
27:00Mas aqui não.
27:01Eles estão apontando
27:02as armas para um senador.
27:05É um gesto intimidatório
27:08do jeito que o Toffoli
27:11explicitamente
27:11e o Gilmar Mendes
27:12veladamente fizeram.
27:15É, então eles são...
27:16O ministro Fachin
27:17como um transsenador,
27:18eu acho que agora é isso,
27:20ele...
27:21Não aconteceu nada.
27:21O Senado não fez nada
27:23envolvendo a STF.
27:24Houve uma questão
27:25que se debateu lá dentro.
27:26Ah, indicia.
27:27O ministro não indicia.
27:27Decidiram.
27:28Não, não indicia.
27:30E aí,
27:32agiu o ministro Fachin
27:33como se senador fosse.
27:34Se ele fosse senador,
27:35ele estaria lá votando.
27:36Como ele é um transsenador,
27:38ele não pode votar.
27:39Então ele fez a nota.
27:40E acho que é importante
27:40a gente registrar uma coisa,
27:42né, Madá?
27:44Esse relatório foi engavetado,
27:50votaram contra,
27:51porque houve uma troca
27:52de membros da comissão
27:54na véspera.
27:57Então um monte de gente
27:58que era da oposição
27:59foi substituída
28:01por parlamentares governistas.
28:06Teve uma movimentação
28:07do Planalto
28:09para fazer isso.
28:10e deste jeito
28:12o relatório
28:13não obteve
28:15os votos necessários.
28:16Sérgio Moro
28:17foi tirado
28:18da comissão,
28:19entrou um cara do PT
28:20no lugar dele.
28:23Foram quatro
28:24ou cinco mudanças.
28:25Não lembro exatamente
28:26todos os nomes.
28:27O Marcos Duval
28:28até quis marcar
28:29a posição disso.
28:30O Marcos Duval
28:31é bom, né,
28:31nessa coisa teatral.
28:33Ele apareceu lá.
28:34O Marcos Duval
28:35fez uma torta de climão
28:36porque trocaram ele
28:37no dia anterior.
28:37é óbvio que todos eles sabiam.
28:39Mas como é que a gente
28:41comunica isso para o povo?
28:42O cara foi lá
28:43quando começa a votação
28:44ele,
28:44ô presidente,
28:45meu nome não está aqui.
28:47Me tiraram da CPI?
28:49Fizeram isso.
28:49Agora,
28:50os líderes desses partidos
28:52ninguém está cobrando.
28:54É porque é tanto escândalo
28:56que eu acho que as pessoas
28:57não lembram quem tem que cobrar.
28:59Agora,
28:59você acha que o PT
29:00e os outros partidos
29:02acordaram e falaram
29:03não,
29:04precisamos blindar
29:05os ministros do STF?
29:06Você acha que nenhum
29:07dos ministros do STF
29:08passou a mão no telefone
29:10e ligou para os políticos,
29:12para o Lula,
29:13e falou,
29:14ó,
29:15não deixem acontecer isso,
29:17senão teremos problemas,
29:18senão vai virar...
29:19É claro que houve
29:20uma articulação política
29:22que envolveu o STF,
29:23envolveu o governo,
29:24para impedir
29:25a passagem
29:26desse relatório.
29:28E ainda assim,
29:31os ministros
29:32não se deram
29:32por satisfeitos.
29:33eles acharam necessário
29:35fazer estes discursos
29:38ameaçadores
29:39contra um senador
29:40da República
29:40que você pode gostar
29:42ou não gostar
29:42do relatório dele,
29:43mas ele fez um relatório
29:44como o relator
29:45de uma CPI.
29:46Ele não fez nada
29:47que fuja
29:48a atribuição dele.
29:49Você pode achar
29:50uma bobajada
29:51tudo que está escrito lá,
29:52mas não foge
29:53a atribuição
29:53de um senador
29:54que está relatando.
29:55Então,
29:56olha,
29:56os caras não se deram
29:58por contentes
29:58de articular nos bastidores.
30:00Eles quiseram
30:01fazer uma ameaça.
30:02É muito ruim
30:03quando o STF
30:04age assim.
30:05Realmente,
30:06como você disse
30:06no comecinho,
30:07Madá,
30:09eu acho que isso
30:10está muito mais próximo
30:11do abuso
30:12de autoridade
30:14do que qualquer coisa
30:15que o Alessandro Vieira
30:16tenha feito.
30:17E foi um abuso
30:18de autoridade...
30:19Por isso que eu estou brincando
30:19aqui,
30:19eles são transsenadores.
30:21A autoridade deles
30:22não inclui
30:23da Pitaco
30:23em voto de senador.
30:26Não inclui
30:27da Pitaco
30:27em nada
30:28que o Senado faça,
30:29a menos que tenham
30:29sido provocados.
30:30o abuso
30:31de autoridade
30:32foi cometido
30:32pelos comentários
30:33feitos no STF
30:34e eles sabem disso
30:35melhor que eu.
30:35Aliás,
30:36eu aprendi isso
30:37com eles.
30:38Eu aprendi isso
30:40com o ministro
30:40Gilmar Mendes.
30:41Eu aprendi isso
30:42com ele.
30:43Efetivamente,
30:45quando eu trabalhei lá,
30:47havia ataques,
30:48falavam,
30:49faziam coisas
30:51e eles diziam
30:52não,
30:52isso aí é questão
30:53interna,
30:54corpores,
30:54do Congresso Nacional.
30:57Eles sabem
30:58o que eles estão fazendo.
30:59E eles ensinaram
31:01isso para todo mundo
31:01e aí vão eles próprios
31:03lá e fazem o oposto.
31:04E aqui,
31:05olha,
31:05no dia de ontem,
31:07o presidente
31:08do Senado,
31:09o Davi Alcolumbre,
31:11que já sabia
31:12desse rolo todo
31:13que a gente ainda
31:14não estava sabendo,
31:16ele deu essa entrevista
31:17aqui.
31:18Infelizmente,
31:19nos dias atuais,
31:21está muito difícil
31:22fazer política
31:23com seriedade.
31:24porque a todo instante,
31:26Hugo,
31:27as pessoas estão pensando
31:28em um processo eleitoral
31:30e efetivamente
31:31não estão pensando
31:32na vida das pessoas
31:33que precisam.
31:35Deixa o processo eleitoral
31:36por si só
31:38se cuidar
31:38do debate
31:39e do embate.
31:40Só que nós estamos
31:41vivendo,
31:42Hugo,
31:42uma agressão permanente
31:44às instituições
31:45republicanas.
31:46Porque está muito bom
31:47agredir as instituições
31:49republicanas,
31:50democráticas,
31:51sejam do Executivo,
31:53sejam do Legislativo,
31:54ou sejam do Judiciário.
31:56Porque está muito
31:57cômodo
31:58ofender os outros.
32:00Está todo mundo
32:01passando dos limites
32:03institucionais
32:03que norteiam
32:05a boa convivência
32:06na relação republicana.
32:08Nós somos
32:08uma democracia.
32:10A gente precisa
32:11compreender
32:11as pessoas
32:12que pensam diferente.
32:13Mas a todo instante,
32:15ofender,
32:17subjulgar,
32:18agredir
32:18e atacar
32:20não vai construir
32:22o Brasil
32:23que os brasileiros
32:24precisam
32:25e esperam
32:26dos poderes.
32:30Eu acho que tinha sentido
32:31já que tinha
32:32alguma coisa.
32:33Ele já sabia, né?
32:35Porque nessa altura
32:36que foi ontem de manhã,
32:38quando ele fala isso,
32:40para vocês entenderem
32:40do que nós estamos falando,
32:43quando ele fala isso,
32:44a gente ainda não sabia,
32:46mas ele já sabia
32:48do corre que o governo
32:49fez durante a noite.
32:51Há pedido, sim,
32:53de alguém no STF.
32:54O Graeb falou assim,
32:55os ministros ligaram,
32:55os ministros ligaram
32:56é na nossa época.
32:58Eu acho que o Congresso
32:59já está tão capacho
33:00que quem está ligando
33:01é chefe de gabinete,
33:03ajudante de ordem.
33:05Já nem precisa mais
33:06o ministro.
33:07Os ministros estão aqui,
33:08eles estão mandando
33:09todo mundo, né?
33:10Marionete.
33:12O Davi Alcolumbre,
33:13quando falou isso,
33:14ele já sabia
33:15do corre que rolou
33:16para tirar o pessoal
33:18e derrubar o relatório
33:19do outro.
33:20Ele já sabia.
33:21Essa articulação
33:22estava rolando já
33:23desde o primeiro momento
33:25em que esse relatório
33:26aqui foi...
33:27Alguém sentiu o cheiro
33:28dele lá dentro
33:29do Congresso.
33:32E é isso.
33:33Teve uma articulação
33:34política da qual,
33:36assim,
33:37pode cortar as minhas
33:37duas mãos
33:38se o STF não tiver
33:40participado dessa
33:41articulação política.
33:42É óbvio que participou.
33:44E repito,
33:45mesmo assim,
33:47julgou necessário
33:48intimidar.
33:49Não é legal.
33:51Not cool.
33:51Agora,
33:53gente,
33:54dá uma aflição
33:55ver o Davi Alcolumbre
33:56se indignando, né?
33:59Com gente que só
34:01pensa em eleição, né?
34:03Que ele não.
34:04Ele já,
34:04mas...
34:04Ele pensa no Brasil.
34:06Ele pensa no Brasil.
34:07Brasil.
34:08O estado dele
34:10tem 15 municípios,
34:11Madá.
34:12Você sabia disso?
34:13Não.
34:14Tem 15 municípios.
34:17O Davi Alcolumbre,
34:19com aquele monte
34:20de emendas parlamentares
34:23que ele tem,
34:23que são milhões
34:24e milhões
34:24e milhões,
34:25inclusive na época
34:26do Orçamento Secreto
34:26tinha mais ainda.
34:28Ele irrigou
34:29aquele negócio
34:30e cada centavo
34:32que caía no...
34:32Tum!
34:33Em algum negócio
34:34no...
34:35no Amapá,
34:37aparecia uma propaganda.
34:39Aqui o senador Davi
34:41mais uma vez ajudou.
34:4215 municípios,
34:44ele domina
34:45aquele...
34:45Ele comprou aquele.
34:46Estado
34:47com a grana
34:48das emendas
34:48e vem falar
34:49que não está preocupado
34:50com reeleição.
34:51Davi Alcolumbre,
34:52pelo amor de Deus, né?
34:54Ué, mas é...
34:55O que funciona...
34:57Infelizmente.
34:58Por que ele se comporta
34:59assim também?
35:00Ele se comporta assim
35:01porque dá certo.
35:02Qualquer um
35:03que falar qualquer coisa
35:04que o povo quer ouvir
35:06cada vez mais
35:07ganha poder.
35:09É isso.
35:09Ele faz isso
35:10porque dá certo.
35:11Ele vai ter voto.
35:13Qualquer um...
35:14Vamos dizer,
35:15entre as pessoas
35:16que a gente conhece
35:17que é um pé da vida
35:17com o STF.
35:18Qualquer um que chegar
35:19e xingar o ministro
35:21e mentir para você
35:22que vai fazer alguma coisa,
35:23vai ter o apoio das pessoas.
35:25Vai ter.
35:27Para terminar aqui,
35:28vamos à entrevista
35:29que o Alessandro Vieira
35:30deu para o meio-dia.
35:32Vamos dar uma olhada
35:33aqui na entrevista
35:34o que é que ele falou.
35:35Você vai conferir,
35:36é óbvio,
35:36a entrevista completa
35:38pergunta no nosso canal,
35:41mas vamos ver aqui
35:41um trechinho.
35:44Veja,
35:44os caminhos
35:45para a apuração
35:46da conduta
35:46de um ministro,
35:47eles estão postos
35:48na legislação
35:49e na Constituição.
35:51Se é um crime comum,
35:52a ação é privativa
35:54do Procurador-Geral
35:55da República
35:55e o julgamento
35:56vai se dar
35:56no próprio Supremo.
35:58Nunca aconteceu na história.
35:59Se o julgamento
36:00é por criatividade,
36:02cuja consequência
36:03é o impeachment,
36:03aí o legitimado
36:06constitucional
36:07para o processo
36:08e para o julgamento
36:09é o Senado.
36:09Também nunca aconteceu
36:11na nossa história.
36:12O que eu tenho defendido
36:13é a extrema necessidade
36:15de apuração
36:16de condutas,
36:17porque ministros,
36:18por mais que usem
36:19uma patoga
36:20e tenham uma percepção
36:21de si equivocada,
36:23são seres humanos.
36:24Eles erram,
36:25eles podem cometer crimes.
36:27A conduta deles
36:28precisa ser apurada,
36:30sindicada,
36:30quando surgem indícios.
36:32E foi o que aconteceu
36:34ao longo da CPI.
36:35Surgiram indícios,
36:36na minha visão,
36:37de forma,
36:38figuram que se amoldam
36:39a definição
36:40do crime de responsabilidade.
36:42Isso está detalhadamente
36:43colocado
36:45nos autos
36:45do relatório.
36:47Não tem invenção,
36:49não tem narrativa,
36:50não tem energia,
36:51não tem nada disso.
36:52Tem fatos concretos
36:54que nunca foram negados
36:56ou refutados
36:57pelos envolvidos
36:58e que, na minha visão,
36:59seguram
36:59o cometimento de crime.
37:01Pode ter gente
37:02que ache que
37:02carona em jatinho
37:03é conduta
37:05típica
37:05e compatível
37:06com a moralidade
37:07do magistrado.
37:08Eu acho que não.
37:09Entendo que não.
37:11Seguramente,
37:12muita gente como eu
37:13entende que não.
37:13Contratos milionários
37:15e o ministro
37:16persistir
37:17atuando
37:18em processo,
37:20me parece que está...
37:21mas é sempre
37:23muito difícil
37:23você quebrar
37:24resistências
37:25de quem está
37:26acostumado
37:27com a impunidade,
37:28quem está
37:28encastelado
37:29no poder.
37:30Dá trabalho.
37:31Mas cada etapa
37:31desce aí,
37:32respondendo o relatório,
37:34no caso dos crimes
37:34de responsabilidade,
37:36seria remetido
37:36à mesa diretora
37:37do Senado.
37:38Pela legislação,
37:39caberia à mesa diretora
37:41receber,
37:41despachar
37:42para uma comissão especial
37:43e depois levar
37:43à votação
37:45do plenário.
37:46Mas esse rito,
37:48esse tramitar,
37:49depende do despacho
37:50de uma única pessoa,
37:51que é o presidente
37:51da casa,
37:52o senador Davi Alcolume.
37:53Pergunto para o senhor,
37:54o senhor pretende,
37:55apesar da rejeição
37:56do relatório do senhor
37:56pela CPI do crime organizado,
37:58o senhor pretende levar
37:58esse relatório
37:59para a Polícia Federal?
38:02Não,
38:03acho que a Polícia Federal
38:04já tem acesso
38:05a essas informações todas.
38:07O que a Polícia Federal
38:08não tem
38:09e certamente vai enfrentar
38:10uma imensa dificuldade
38:12é a autorização,
38:14a legitimidade
38:15para investigar
38:16a conduta
38:16quando ela chega
38:17aos ministros.
38:18Dos ministros
38:19para baixo,
38:20aí tudo acontece,
38:21tudo é permitido.
38:21Dos ministros,
38:22não.
38:23O que a gente vai fazer
38:24é dar encaminhamento
38:25aos vários projetos,
38:27porque, veja,
38:28ao votar
38:28contra o relatório,
38:30esses seis senadores
38:31votaram contra
38:32o aumento
38:33do orçamento
38:33da Polícia Federal,
38:34votaram contra
38:36a criação
38:36de mecanismos
38:37de aumento
38:38da transparência,
38:39da evolução patrimonial
38:41de políticos,
38:42de pessoas
38:42politicamente expostas,
38:44eles votaram contra
38:44uma série de coisas
38:45que eles não levaram
38:46muito em consideração
38:47na hora,
38:47até porque pelo menos
38:48dois deles
38:48nunca passaram na CPI,
38:50só foram incluídos
38:51para votar contra.
38:53Então,
38:53tem coisas que vão
38:54ainda acontecer
38:55em consequência
38:56do relatório,
38:58mas esse ponto
38:59que chama mais
39:00atenção hoje,
39:01que é
39:01conduta de ministros,
39:03isso aí vai exigir
39:04novos procedimentos
39:05que podem ser
39:06na CPI,
39:07que podem ser
39:07diretamente
39:08do direito de impeachment
39:08e que passam
39:09pelo despacho
39:10do presidente
39:11da Via Columbre.
39:12É para quem diz,
39:12ah, mas não consegue
39:14superar a barreira
39:15da presidência
39:15da Via Columbre.
39:16Presidentes ditos,
39:18em fevereiro
39:19do próximo ano,
39:19vai ter uma nova eleição
39:20para o presidente
39:21solucionado.
39:22Então,
39:23o conhecimento
39:24e a capacidade
39:25e resiliência
39:27apontam que sim,
39:28a gente vai chegar
39:28em algum momento
39:29de avançar
39:30nessas apurações
39:31tão necessárias.
39:33Bom,
39:34a entrevista completa
39:35com o senador
39:36Alessandro Vieira,
39:37feita no meio-dia,
39:38você vê aqui
39:39no canal
39:40do Antagonista
39:40no YouTube.
39:41É só você procurar.
39:43E aí
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