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O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito nesta terça-feira, 4, como presidente da CPI do Crime Organizado.
Contarato venceu Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na disputa, em votação secreta.///O placar ficou em 6 votos a 5.
A relatoria da comissão ficou com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propôs a criação do colegiado e é delegado da Polícia Civil, assim como Contarato.
Vieira apresentou nesta terça-feira, 4, um plano de trabalho com nove tópicos temáticos. Ocupação territorial e sistema prisional devem ser os primeiros temas abordados. O planejamento foi aprovado no mesmo dia pelo colegiado.
Em entrevista ao Papo Antagonista, o relator da comissão afirmou que a CPI vai buscar "diagnóstico completo" do crime organizado.
Assista:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
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Contarato venceu Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na disputa, em votação secreta.///O placar ficou em 6 votos a 5.
A relatoria da comissão ficou com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propôs a criação do colegiado e é delegado da Polícia Civil, assim como Contarato.
Vieira apresentou nesta terça-feira, 4, um plano de trabalho com nove tópicos temáticos. Ocupação territorial e sistema prisional devem ser os primeiros temas abordados. O planejamento foi aprovado no mesmo dia pelo colegiado.
Em entrevista ao Papo Antagonista, o relator da comissão afirmou que a CPI vai buscar "diagnóstico completo" do crime organizado.
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NotíciasTranscrição
00:00O senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, foi eleito nesta terça-feira 4 como presidente da CPI do Crime Organizado.
00:07Contarato venceu Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, na disputa em votação secreta.
00:13O placar ficou em 6 votos a 5.
00:15A relatoria da comissão ficou com o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe,
00:20que propôs a criação do colegiado e a delegada da Polícia Civil foi delegada assim como Contarato.
00:25E a gente conversa agora justamente com o senador Alessandro Vieira, portanto, relator da CPI do Crime Organizado.
00:33Boa noite, senador. Muito obrigado por mais uma vez nos atender.
00:37Boa noite. Prazer, tá com a senhora.
00:40Senador, qual é o seu plano que foi apresentado para essa comissão tão importante que pega aí um momento de comoção nacional,
00:50pós-mega-operação policial, com um debate político muito forte a respeito do crime organizado?
00:55Como fazer com que essa comissão consiga, de fato, funcionar e avançar nessas investigações e apurações sobre as facções criminosas armadas?
01:08O projeto de controla, o plano de trabalho, o pedido de informação, o que a gente vai fazer é ouvir com prioridade
01:17os profissionais que atuam no combate à criminalidade violenta.
01:23Muita gente falando sobre segurança, muita gente se posicionando com segurança pública,
01:28mas que não tem conhecimento técnico na área.
01:32Então, a gente começa pelos profissionais da segurança,
01:35a gente vai ouvir todos que têm envolvimento direto em combate ao crime,
01:38os seus líderes políticos, que são secretários e governadores,
01:41os ministros de Estado, que têm atuação ligada ao combate ao crime,
01:48que são os ministros da Segurança Pública e Defesa, o Levan Dózio e o Múcio,
01:54e uma série de especialistas, especialista acadêmico,
01:59seja aquele que tem um histórico já como comentarista ou jornalista investigativo de longa data.
02:05Acho que a gente já tem um conjunto de convocados muito bom,
02:12tem muito conhecimento para trazer,
02:14e o foco vai ser esse, diagnóstico completo,
02:17a partir do diagnóstico mostrar quais são as coisas que funcionam e que não funcionam no combate ao crime,
02:23isso não tem segredo, é da área saada,
02:26e tentar criar um consenso aqui em Brasília,
02:30daquilo que é preciso fazer,
02:32inclusive no Tocantorçamento, que é o último ponto do nosso trabalho.
02:35Luiz Teixeira?
02:37Senador, agora, ao mesmo tempo, já estão sendo discutidos aí alguns projetos de lei.
02:43A ideia é que no final da CPI a gente tenha uma opinião melhor sobre qual projeto de lei deve seguir adiante,
02:52o que ele deve ter?
02:55A gente vai trabalhar em paralelo com isso.
02:57A gente já hoje aprovou um requerimento solicitando ao presidente da Câmara dos Deputados,
03:02Hugo Motto, prioridade na análise de dois projetos que recentemente foram pelo Senado.
03:07Um deles é o regime de responsabilidade do adolescente de infrator,
03:12basicamente aumentando o tempo de internação daquele que comete um ato violento,
03:18como homicídio, por exemplo,
03:20e faccionados.
03:23E também um pacote de combate ao crime organizado violento,
03:28também aprovado aqui no Senado.
03:29É um bom pacote, aumenta a pena, aumenta o tempo de cadeia,
03:32aumenta o rigor no cumprimento da pena.
03:35A gente pede ao deputado Hugo Motto que prioriza essa análise,
03:38na mesma medida em que a gente está em diálogo aqui com o senador David Colombo,
03:42e o presidente do Senado,
03:43para que a UNA, os diversos projetos aprovados pela Câmara dos Deputados,
03:47acho que eles aprovaram mais de 15 projetos nas últimas duas semanas,
03:52e que a gente dê para isso tudo um contexto,
03:54a gente junte isso tudo para não ficar um balaio de gato, como dizem na guerra,
03:59onde você só está fazendo um populismo penal e não está entregando nada para a sociedade.
04:05Então, a gente vai fazer essas duas coisas.
04:07Porque o Brasil, isso a gente tem feito do esclarecimento e vamos fazer ao longo de toda a CPI,
04:13não deixa de fazer o combate ao crime por falta de lei.
04:17Deixa de fazer por falta de liderança política,
04:19por falta de vontade efetiva política, por falta de conhecimento.
04:25E é isso que a gente vai ter que, ao longo da CPI, tentar alinhar.
04:30Ricardo Kertzmann, quer fazer uma pergunta para o senador?
04:33Boa noite, senador. Obrigado pela presença.
04:35Dentre essas leis que estão tramitando no Congresso,
04:38essas que o senhor acabou de citar,
04:40talvez a mais polêmica seja essa de equiparar essas organizações criminosas a grupos terroristas.
04:46Pessoalmente, na visão do senhor, isso é uma medida necessária?
04:49Isso é uma lei que é necessária?
04:53Nós aprovamos no Senado em 2023, maio de 2023.
04:57Relatoria minha, autoria do senador Estílson Valentim.
05:02Um texto que faz a equiparação.
05:04Você dizer que as organizações criminosas, as facções, PCC, Comando Vermelho,
05:08são organizações terroristas, não corresponde ao conceito técnico.
05:13O conceito técnico de terrorismo exige um componente ideológico, religioso, político.
05:19Não tem nada disso nessas organizações.
05:21Elas são facções criminosas voltadas para o lucro ilegal.
05:26Mas você pode, sim, equipará-las para fins penais.
05:28Não tem problema nenhum, sob a vista de vedação constitucional, coisa parecida.
05:34Não tem.
05:34O Senado aprovou lá em 2023, está dormindo em alguma gaveta na Câmara dos Deputados até agora
05:39e voltou a chamar atenção.
05:42Mas não é uma medida fundamental, não.
05:44Porque nesse pacote que eu acabei de falar, um pacote de endurecimento,
05:48a gente já faz o agravamento de pena.
05:51A gente já endurece a questão processual, o cumprimento da pena.
05:57Tem vários caminhos para oferecer essa realidade jurídica.
06:01Mas a principal coisa é você ter um senso técnico do que é necessário fazer
06:06e liderança política com a vontade, com a força suficiente para implementar.
06:11Porque segurança pública custa caro e ela exige continuidade.
06:15Não adianta uma operação pontual.
06:17Tanto faz se é uma operação de inteligência e papel, como foi a Carbono Zero,
06:22ou se é uma operação de confronto, como foi a contenção.
06:27Se ela for pontual, não fez nada.
06:30O crime volta e se reorganiza sempre mais forte.
06:33Então, acho que tem que ter continuidade, trabalho sério.
06:37Acho que tem muita coisa boa que a CPI vai poder mostrar
06:39para nivelar esse conhecimento e para forçar o senso político.
06:44O Brasil tem que entender que isso é uma pauta de todos.
06:46Não é pauta de esquerda, de direita.
06:48Não pode ser pauta eleitoreira.
06:49É uma pauta de todos.
06:50O Brasil precisa de mais segurança.
06:53E, senador, a gente vê historicamente,
06:55de um lado mais caricato, uma leniência com a bandidagem
06:59e, do outro lado mais caricato, uma leniência com eventuais abusos
07:03policiais.
07:04Como é que o senhor se posiciona a respeito de operações policiais
07:08no contexto, agora, evidentemente, na esteira dessa mega operação
07:11no Rio de Janeiro?
07:14Qualquer operação policial que vá disputar espaço territorial
07:19ou vá tentar o cumprimento de uma andada de prisão
07:23com um criminoso violento armado,
07:25ela tem um risco do confronto.
07:26E, no confronto, o risco de óbito.
07:30Infelizmente, nesse caso, nós tivemos quatro policiais
07:32que foram a óbito.
07:34Um policial em estado grave, até agora, já teve uma amputação de perna.
07:38E, se eu não estiver enganado, mais de 15 feridos.
07:40E, em torno de 118, 120 mortos, supostamente,
07:45torminosos, segundo a polícia do Rio de Janeiro.
07:48Então, isso faz parte da dinâmica.
07:49Quando é esse tipo de operação,
07:51isso não foi surpresa para ninguém que é da área.
07:54A quantidade de volume,
07:56mas, quando você monta uma operação com aquela estrutura
08:00e com aquela dinâmica,
08:01é muito evidente que você vai ter confronto
08:04e vai ter morte.
08:05O mundo ali sabia o que estava fazendo.
08:07A pergunta é, o passo seguinte,
08:10o que eu vou fazer agora?
08:11Tudo bem, subiu o morro,
08:12teve o confronto,
08:14desceu o morro.
08:15Agora?
08:17Alguém acha que ficou com medo e não vai estar lá?
08:20Eles estão lá fazendo a mesma coisa,
08:21nesse momento que a gente está aqui conversando.
08:24Você já teve ocupações feitas no passado,
08:26no Rio de Janeiro,
08:27que duraram um ano, dois anos.
08:28E o crime voltou,
08:30porque não teve continuidade.
08:33Não há uma política pública.
08:34O Rio não tem um plano nacional de segurança pública.
08:38Não tem integração entre as forças,
08:40não tem integração entre as forças de segurança
08:42e as forças de defesa.
08:44Mas, talvez, a chave disso
08:46seja o consenso político,
08:48a liderança para tocar isso.
08:51E não pode ser com pirotecnia,
08:52com frases feitas.
08:55É muito trabalho,
08:56é muito investimento,
08:58segurança é uma atividade cara,
09:01mas ela é absolutamente fundamental.
09:03A sociedade tem que entender isso,
09:04fazer essa escolha política,
09:06para que a gente possa tocar e implementar.
09:07E eu tenho certeza que,
09:08com investimento certo,
09:10treinamento certo,
09:11contratação certa,
09:12as polícias brasileiras têm total condição
09:14de fazer enfrentamento
09:15a qualquer facção criminosa
09:16em qualquer lugar do nosso território.
09:18Duda?
09:19Senador,
09:19vi que um dos nove pontos da CPI
09:22vai ser discutir as experiências
09:24bem-sucedidas.
09:26imagino que alguns governadores
09:29serão chamados.
09:31Não seria o caso também
09:32de chamar governadores
09:34de estados com experiências
09:36mal-sucedidas,
09:37como, por exemplo,
09:39o governo do estado da Bahia?
09:40Sim,
09:43foram todos já convidados.
09:44São onze convites já feitos,
09:45isso deve ser expandido,
09:47porque até o momento
09:48só voltou os meus requerimentos iniciais.
09:50Cada um dos membros
09:51vai poder fazer as suas indicações
09:53naturalmente.
09:55Nós chamamos três ou quatro
09:56com piores resultados,
09:58os três ou quatro
10:00com os melhores resultados,
10:02e Rio e São Paulo,
10:03por conta da sua condição
10:05de serem foco,
10:06origem das duas principais
10:08criminosas do Brasil.
10:09E aí o governador,
10:10secretário da Secretaria de Segurança
10:12e suas equipes,
10:12inteligência,
10:13sistema prisional
10:14e planejamento
10:15estão todas convidadas,
10:18espero que todos
10:19possam com brevidade
10:20via convite,
10:20se não for esse o caminho,
10:21a gente vai fazer a convocação deles,
10:24para que prestem informações
10:25e mostrem.
10:26Aqueles que não têm bons resultados,
10:27apontem suas carências,
10:29aqueles que têm bons resultados,
10:31expliquem o que fizeram.
10:32Eu dou um exemplo
10:33do meu estado, Sergipe.
10:35Sergipe não está entre os convocados,
10:36porque ele nem é um dos três
10:37mais violentos,
10:39mas ele já foi o terceiro estado
10:40mais violento da federação.
10:42E hoje é o nono mais seguro
10:44do Brasil,
10:45o mais seguro do Nordeste.
10:46O que a gente fez nesse Sergipe?
10:47Investimento,
10:48continuidade,
10:49planejamento,
10:49serviço de inteligência
10:50conhecido nacionalmente.
10:52E aí você consegue fazer
10:54contenção,
10:55prevenção
10:55e evitar a instalação
10:56das organizações criminosas
10:57mais violentas.
10:59Outros estados
11:00não conseguem fazer isso,
11:00você ver os problemas
11:02se agravando.
11:03A gente vai ter um trabalho
11:04de escutar essa turma.
11:06Acho que a gente vai conseguir
11:07fazer isso num bom clima.
11:08Ficou muito claro já
11:09no primeiro dia
11:10que quem está dando
11:11que podia ter uma CPI
11:13chapa branca,
11:14que não ia chamar
11:15quem é do PT,
11:16coisa que o Vale,
11:17isso não aconteceu.
11:18Logo de cara
11:19a gente já aprovou
11:20a convocação
11:21do governador de Ceará,
11:22governador da Bahia,
11:24os dois ministros de Estado
11:25que têm pertinência
11:27com a área
11:28e tantos como for necessário.
11:30que é muito sério
11:31para fazer publicagem.
11:33Ricardo Kersman,
11:34caminhando para o final
11:34aqui para a gente
11:35liberar o senador,
11:36diga.
11:37Senador,
11:38recentemente os governadores
11:39de oposição,
11:40eles se reuniram
11:41em solidariedade
11:43ao governador do Rio
11:44e todos eles
11:45foram contrários,
11:47todos eles criticaram
11:48essa PEC
11:48que é defendida
11:49pelo governo
11:49dizendo que isso
11:50vai centralizar
11:51as medidas,
11:53vai centralizar
11:53a atuação
11:54no governo federal
11:54e retira dos estados
11:56a capacidade
11:57de fazer
11:58a política de segurança.
11:59o que o senhor acha
12:00dessas críticas?
12:02Elas não me parecem
12:04corresponder à realidade,
12:05é muito mais
12:06uma questão política
12:07do que uma questão
12:08técnico-jurídica.
12:10Até o seu conhecimento,
12:12o texto encaminhado
12:13pelo governo
12:13e também
12:14a versão do relator
12:15na Câmara dos Deputados,
12:16o Mendonça,
12:18não está retirado
12:19ou supressão
12:20de responsabilidades.
12:22Ele faz uma arrumação
12:23melhor
12:23ou mais transparente
12:25nesse arranjo federativo,
12:27mas o fato é
12:28de que não há necessidade
12:29de mudança
12:30na Constituição
12:31para ter atuação integrada.
12:33Tanto é que nós temos
12:34uma série longa
12:35de operações integradas
12:36realizadas
12:37nos três níveis
12:38da Federação.
12:40Não é novidade isso daí.
12:41A gente teve hoje
12:42uma operação integrada
12:43no Estado da Bahia
12:45e Ceará,
12:46Polícia Federal,
12:47Polícia Civil da Bahia
12:49atuando em conjunto
12:50uma facção carioca
12:51com ramificações
12:52no Nordeste
12:53que teve,
12:54salvo em dano,
12:5430 presos hoje
12:55na Bahia.
12:56Um Estado que vem
12:57enfrentando muitas dificuldades
12:58com relação à violência
12:59causada pela luta
13:01e transfacções.
13:02Então, assim,
13:03a PEC não parece necessária,
13:04ela traz pouquíssimas
13:05inovações relevantes.
13:07Para mim,
13:08é importante delas
13:08elevar para a Constituição
13:09os fundos
13:10que financiam
13:11a segurança pública.
13:13Mas isso vai passar
13:14por uma situação longa
13:15na forma dos deputados
13:16e aqui no Senado.
13:17Mas o posicionamento
13:18específico dos governadores
13:20em grande parte
13:23é um posicionamento
13:23político-eleitoral.
13:26Não é uma questão
13:27de natureza técnica.
13:28Isso tem que ser
13:29visto com muito cuidado
13:30por quem quer resolver
13:31o problema.
13:32Porque para resolver
13:33o problema,
13:33eu vou ter que,
13:34pelo menos por algum tempo,
13:35deixar o palanque de lado
13:37e entender o que é fundamental.
13:39Então,
13:39eu preciso de muito mais dinheiro
13:41investido em segurança pública.
13:42Uns três milhas.
13:43Muito mais.
13:44Eu preciso de muito mais dinheiro
13:46investido na defesa,
13:47na proteção das nossas fronteiras.
13:49porque não se produz
13:51fuzil,
13:52nem se produz droga
13:53no complexo do Alemão.
13:54E se é verdade
13:55a informação
13:56de que eles rodam
13:5710 toneladas
13:58de entorpecentes,
13:59essa droga toda
14:00roda o dia inteiro
14:01para cima e para baixo
14:02pela cidade do Rio de Janeiro,
14:04pelo estado do Rio de Janeiro
14:05e pelas nossas rodovias federais.
14:07Isso não brota
14:08numa árvore.
14:10E todo esse processo
14:11tem incompetência,
14:13omissão e corrupção.
14:14Então,
14:16a gente vai ter
14:16que ter
14:17a técnica adequada,
14:19o levantamento
14:20desses dados
14:20para a gente entender
14:21o que ele está falando
14:22e o que é que eu preciso fazer
14:23para resolver.
14:24Tem solução.
14:25Se não tivesse solução,
14:26não tinha nenhum lugar
14:26seguro no Brasil.
14:27E tem.
14:28Então,
14:29é só trabalhar certo,
14:31entender o que tem que ser
14:31e botar a mão na massa.
14:33Pois é,
14:34eu,
14:34há uns 15 anos
14:35que eu escrevo uns artigos
14:36que eu começo dizendo assim,
14:37o que mais se discute
14:38no debate público
14:39nos Estados Unidos?
14:40Fronteira.
14:41O que mais se discute
14:42no debate público
14:42em Israel?
14:43Fronteira.
14:44O que mais se discute
14:45no debate público
14:46em diversos países da Europa?
14:47Fronteira.
14:48E no Brasil,
14:49muita besteira.
14:51Então,
14:51a questão da fronteira
14:53que é discutida
14:53no mundo inteiro,
14:54ela é muito importante
14:56porque justamente
14:57é por ela
14:57que passam as armas
14:59e as drogas
14:59que chegam lá
15:00nas favelas
15:01e que escoam
15:01pelas rodovias
15:02e também há decisões
15:04muitas vezes
15:04que eventualmente
15:05impedem uma revista
15:06e aí são criticadas
15:07por determinados especialistas
15:08como a gente
15:09cobriu aí
15:10em todo esse episódio.
15:12Mas a minha última pergunta,
15:13senador,
15:14é a seguinte,
15:14a gente tem visto
15:15várias comissões parlamentares
15:16de inquérito,
15:17às vezes mistas,
15:18como é o caso
15:18do INSS,
15:20em que há um objetivo
15:21específico de investigar
15:22determinado escândalo.
15:24Você teve a CPI
15:25dos Correios,
15:26a CPI da Petrobras,
15:27agora essa do INSS,
15:28e aí você tem pessoas
15:29que estão investigadas ali,
15:31às vezes recorrendo ao silêncio,
15:33eventualmente saem presas
15:34da comissão
15:35ou podem ser presas
15:36mais adiante.
15:38E por todas as respostas
15:39que o senhor deu,
15:39eu vejo que a sua preocupação
15:40com essa CPI
15:42do crime organizado
15:43é mais
15:43na elaboração
15:45de um projeto nacional,
15:46para que não seja
15:48só enxugamento de gelo,
15:49para que não seja
15:50só tiro curto,
15:51para que haja
15:52efetivamente um plano.
15:54Mas existe alguma
15:55possibilidade
15:56dessa CPI
15:56do crime organizado
15:57trazer investigados,
16:00líderes de facções,
16:01pessoas eventualmente
16:02que já estão presas
16:03para esclarecer
16:04algum ponto,
16:04ou ela vai ter realmente
16:06uma outra perspectiva.
16:08Se depender
16:09da minha vontade,
16:11de algum requerimento
16:11meu, não.
16:12Não tenho por que
16:13trazer bandido
16:14para dar palanca.
16:16Não consigo imaginar
16:17que tipo de informação
16:19um faccionado
16:20possa sentar
16:22na CPI
16:22e prestar
16:23que seja benéfica
16:24para a sociedade brasileira.
16:26Mas eu tenho que ouvir
16:26todo mundo
16:27do sistema prisional
16:28tomar conta dele,
16:29para me informarem
16:30por que não conseguem
16:31tirar o celular,
16:32por que não conseguem
16:33bloquear a comunicação
16:34com a cadeia de comando
16:35o crime.
16:36Aí sim é uma coisa
16:37que eu acho que é muito vaga.
16:39Mas dar palanque
16:40para bandido,
16:41se depender de mim,
16:42não vai acontecer.
16:43Eu acho que a grande hora
16:44e a grande diferença
16:45é a voz para quem trabalha
16:46no combate ao crime.
16:48Para quem tem essa vivência,
16:50para quem está ali
16:50todo dia,
16:51sabe o que funciona,
16:53sabe o que não funciona,
16:54quais são as carências.
16:56É isso tudo
16:56que a gente tem
16:58que trabalhar
16:59na minha visão.
16:59Mas é um colegiado,
17:00então pode acontecer
17:01de se apresentar
17:03e ter voto suficiente
17:04passar qualquer bobagem.
17:08E aí a gente vai estar ali
17:09para tentar
17:10garantir seriedade
17:12e foco.
17:14Maravilha.
17:14Inclusive nessa
17:15mega operação policial,
17:17depois dela,
17:17foi divulgada uma imagem
17:18ali de líderes
17:19do Comando Vermelho
17:20que estão presos
17:21e o Brasil tem esse elemento
17:22bastante curioso,
17:23que nem na cadeia
17:24os criminosos
17:25ficam efetivamente presos.
17:26Tomara que a CPI
17:28do crime organizado
17:28encontre soluções
17:29para esse tipo de problema.
17:31Muito obrigado,
17:31senador Alessandro Vieira,
17:33que agora é o relator
17:35da CPI
17:36do crime organizado.
17:37Por mais essa participação
17:38aqui no Papo Antagonista,
17:39boa sorte,
17:40bom trabalho.
17:42Um abraço a vocês.
17:43tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau
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