- há 7 horas
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No Papo Antagonista desta sexta-feira, 23, Duda Teixeira, Madeleine Lacsko e Leonardo Corrêa falaram do relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre a liberdade de expressão no Brasil.
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NotíciasTranscrição
00:00Mas agora, aproveitando então o gancho que a gente está falando de judiciário,
00:04vou destacar a reportagem de capa da revista Cruzoé.
00:07Produção, pode soltar a vinheta.
00:22A edição dessa semana vem com esse título Tofolão.
00:25Estamos falando aí do escândalo do Banco Master, que ainda foi crescendo de tamanho,
00:32com todas essas decisões e as descobertas que foram feitas sobre o Dias Tofoli
00:39e a relação dele com o resort Tayayá, lá na divisa do Paraná com São Paulo.
00:45Essa é uma reportagem do Guilherme Resc e do Wilson Lima, está imperdível.
00:50Eles trazem todo o histórico desse caso e também os caminhos que o Tofolão pode tomar agora.
00:59Lembrando que Tofolão foi uma sugestão do senador Alessandro Vieira,
01:03ele que trouxe essa ideia de chamar de Tofolão.
01:08E nessa edição da revista Cruzoé, a gente tem um artigo do Leonardo Corrêa,
01:13falando, então, sobre o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos,
01:23o advogado Pedro Waca, colombiano, que veio aqui para o Brasil no ano passado.
01:29Ele publicou um relatório sobre liberdade de expressão no final do ano passado
01:35e o Leonardo Corrêa fez uma análise, então, desse relatório publicado nessa edição da revista Cruzoé.
01:44E aí, Leonardo, você toca em vários pontos ali.
01:51Um deles que você fala é a questão da liberdade que a gente tem hoje para fazer críticas, por exemplo, de autoridades.
02:00A gente estava falando aqui, justamente, da nota do Fachin, reclamando das críticas que o STF tem recebido.
02:09O relatório, ele fala um pouco isso, dessa liberdade de a gente poder criticar a autoridade?
02:17O relatório fala. O problema do relatório, para mim, é a metodologia dele no começo do relatório.
02:25Ele parte do pressuposto que todo problema surge em cima do ano 8 de janeiro.
02:30Ele analisa todos os fatos que foram noticiados a partir do 8 de janeiro.
02:36Eu acho que isso gera uma miopia, na verdade, no relatório.
02:40Porque teve muita coisa antes.
02:42Teve o caso da Cruzoé, teve um caso que nós mencionamos na manifestação da Lexon,
02:48do Instituto Liberal e do Instituto Mises, que foi o caso do Marquesi,
02:53que também é um caso assustador quando você começa a olhar.
02:57E a gente mandou as cópias do processo todo para a entidade.
03:02A gente, inclusive, participou de uma audiência pública com eles.
03:06Os institutos e a Lexon também participaram.
03:09O CIVES participou também.
03:11Vários institutos participaram.
03:12A gente tentou explicar a liberdade de expressão.
03:15Eu tentei explicar a liberdade de expressão, Madeleine, a partir das nossas letras.
03:21Veja, a Constituição de 88 nasce depois da ditadura.
03:24Então, a gente tem Cálice, a gente tem Por Que Não Falei das Flores.
03:28Temos outras músicas todas que eram defesa intransigente da liberdade de expressão.
03:34Então, o ambiente de 88 era um ambiente de uma preocupação enorme do cidadão
03:40com relação à sua liberdade de expressão.
03:43E a gente tentou explicar isso para o Pedro Vaca na nossa reunião
03:49e nas manifestações que apresentamos.
03:51Mas, infelizmente, eu acho que quando ele foca no 8 de janeiro,
03:56ele se perde e não trata dessas questões que foram tão importantes.
04:01Não é de todo ruim o relatório.
04:02Ele acaba, no final, trazendo algumas recomendações
04:05e que, se forem acompanhadas, podem ajudar na preservação
04:11da liberdade de expressão no Brasil.
04:13Mas eu acho que muita gente comentava um fato,
04:18inclusive na época inicial que a gente foi para essa reunião
04:21e escreveu uma libertação, que é o seguinte,
04:24não viria de fora uma solução para o que está acontecendo no Brasil.
04:29Isso é um problema que os brasileiros vão ter que lidar
04:31com o Estado tal qual ele está hoje.
04:34Eu repito, da forma democrática,
04:36eu não estou defendendo nada fora das quatro linhas,
04:40mas eu acho que a gente tem que reclamar democraticamente
04:42pelo voto.
04:44A gente vai ter uma eleição agora, que é muito importante para o país.
04:47É muito importante votar para o legislativo,
04:50muito mais importante, talvez até, do que para o próprio executivo.
04:53O legislador, a gente precisa de um legislativo forte.
04:57Isso ajuda no equilíbrio entre os poderes.
05:01Então, a gente precisa resolver internamente essa questão.
05:03É uma questão que foi sendo deixada de lado.
05:07A questão, por exemplo, da imunidade parlamentar para os discursos,
05:11o texto da Constituição é claríssimo.
05:13Para mim, não tem margem para interpretação nenhuma.
05:15As interpretações mais recentes que o Supremo Tribunal Federal
05:18deu para o dispositivo, porque estão equivocadas,
05:20se você olhar ele à luz do sentido público,
05:24das palavras 188 e do direito fundamentais do atio quinto.
05:27Isso que você está falando do relatório ter sido focado no 8 de janeiro,
05:35todos nós aqui tivemos nas audiências públicas.
05:38O Duda, representando a Cruzoé, o Duda falou isso,
05:41que o nosso é 2019, é muito antes do 8 de janeiro.
05:46Eu estou lá com o meu caso também,
05:50que foi pelo meu Instituto de Representação,
05:52que é também de muito antes do 8 de janeiro,
05:55que eu não sei se você conhece o meu caso.
05:57O meu caso é de Miss Ganderin, sendo que eu não errei o gênero.
06:00Pessoas estavam me atacando,
06:03a minha equipe respondeu aos homens,
06:05olá, caro, e a resposta.
06:08E as mulheres, olá, cara, e a resposta.
06:12Uma dessas mulheres era trans,
06:14disse que eu a chamei de um cara e que eu ameaço a existência dela.
06:19E eu fui condenada em segunda instância a estar no STF.
06:22Eu fui falar disso e fui falar de humoristas,
06:26que é uma outra questão que a gente tem
06:28de violação de liberdade de expressão no Brasil.
06:31A dos parlamentares que você falou,
06:35assim, isso é um escândalo.
06:36Porque o que está no artigo 5º
06:38é que é inviolável o que quer que o parlamentar fale.
06:43E aí a gente vai tendo essas ressalvas, né?
06:46Agora, ah não, mas não tem a imunidade para cometer crime.
06:53Se não fosse para cometer crime, não precisava de imunidade.
06:55Então, assim, essa releitura da Constituição,
07:01ela criou um embrólio que eu não sei se a gente tem como sair.
07:06Você acha que a gente tem como sair disso?
07:09Eu acho que a gente tem como sair disso.
07:11Eu acho que esse embrólio interpretativo
07:13é um processo que está acontecendo no Brasil
07:14há mais ou menos uns 20 anos,
07:17que são essas ideias de neoconstitucionalismo,
07:20direito civil constitucional,
07:21que os juízes acham que eles podem mais, né?
07:24Aliás, eu acho que isso é um problema da nossa classe de advogado.
07:26Um advogado acha que ele sabe mais sobre os outros
07:30do que ele deveria saber.
07:31Um advogado, como, para usar o Nino Scali,
07:34ele dizia o seguinte,
07:35o que a gente aprende na faculdade de Direito
07:38é interpretar a lei.
07:40É isso.
07:41Então, assim, a gente começar a falar sobre,
07:43que aí é a frase do Nino,
07:45falar sobre direito a aborto,
07:47a direito a, sei lá, qualquer coisa,
07:49suicídio, uma coisa do gênero.
07:51Por que vocês perguntam isso para advogados?
07:53Ele termina enfaticamente dizendo,
07:57isso daí, a opinião de um advogado sobre isso,
08:00a opinião do, como ele dizia,
08:02Joe Sixpack, que é o cidadão comum,
08:04é a mesma coisa.
08:05Não vale nada diferente.
08:07Nós somos bons e estudamos para interpretar o texto.
08:10Agora, quando a interpretação vira fluida
08:12e serve para qualquer coisa,
08:14aí sequer adianta você estudar direito,
08:17porque basta você fazer um argumento retórico
08:20bonito, agradável ao ouvido
08:22e está tudo certo.
08:24Pode usar um super trunfo,
08:26que é a dignidade da pessoa humana,
08:27o grande super trunfo hoje do direito brasileiro.
08:29Tem saída? Tem.
08:30A gente vai demorar um tempo.
08:32A gente precisa criar uma cultura jurídica
08:34que combata, que combata,
08:35digo, combata no campo das ideias
08:38esses pensamentos, né?
08:40E, gradativamente, tem a gente retomar um pouco
08:43o rumo do direito no país, né?
08:46Vai ser gradativo, não é imediato, obviamente.
08:49Vai demorar, mas tem que ser feito.
08:53Leonardo, e um outro ponto que tem no relatório
08:55do Pedro Vaca, ele diz que
08:57um problema do Brasil é que a gente tem
09:00esses crimes em relação à opinião, né?
09:04Então, injúria, difamação,
09:05a pessoa se sentiu ofendida,
09:08achou que a honra dela foi prejudicada,
09:10ela vai lá e entra na justiça
09:12e aí o juiz vai decidir
09:14se cometeu-se um crime ou não.
09:16No resto do mundo, esse tipo de coisa
09:18não é crime?
09:20É tudo resolvido na vara civil, por exemplo?
09:24Eu vou te falar sobre os Estados Unidos,
09:26porque eu não sou um estudioso da Europa,
09:28eu acho que o Brasil é muito mais parecido
09:30com a América do que com a Europa.
09:33A Europa é um continente velho,
09:35os Estados Unidos também tiveram
09:37a sua independência como nós,
09:38eu prefiro falar dos Estados Unidos.
09:39Nos Estados Unidos, esses casos são lidas
09:42com esses casos com base nos
09:44defamation suits, de responsabilidade civil.
09:47A gente viu amplamente aquele horror público
09:51que foi aquela disputa do Johnny Depp
09:54com a Heather, eu esqueci o sobrenome dela,
09:58mas teve um caso grande,
10:00apareceu o julgamento todo,
10:02foi televisionado,
10:03a gente viu a advogada fazendo as objections
10:05para as perguntas e tal.
10:07Então, esses casos são lidados
10:08com questão de dinheiro.
10:10Eu acho que faz mais sentido,
10:12mas nesse ponto aqui,
10:13voltando ao que eu estava dizendo antes,
10:16isso é uma questão que a minha opinião
10:18vale tanto quanto a de vocês dois
10:19também não são advogados.
10:20a gente tem que, na sociedade,
10:23chegar a discutir e falar o seguinte,
10:25faz sentido botar na cadeia um indivíduo
10:28porque falou A ou B contra Cicrano?
10:32Isso faz sentido para a nossa sociedade?
10:35Se a gente chegar à conclusão,
10:37na nossa sociedade,
10:37que não faz sentido algum,
10:39a gente muda as leis que determinam isso,
10:43transferimos, botamos para responsabilidade civil,
10:46isso é perfeitamente factível.
10:48Basta a sociedade decidir o que ela quer,
10:51instar os seus representantes eleitos
10:53a mudar essa legislação,
10:56que a gente segue em frente.
11:00Certo que a gente já tem uma massa crítica para isso,
11:05porque, olha,
11:06a gente veio de uma geração, todos nós,
11:09em que a gente considerava
11:10que a liberdade de expressão era algo garantido.
11:13No exercício jornalístico,
11:18a gente tinha, sim,
11:19a salvaguarda constitucional
11:22até ali para 2015,
11:2614, 15, que começa a mudar.
11:30Eu me lembro, assim,
11:31o que político entrando com o processo
11:34contra mim, contra tudo,
11:35eles entravam toda semana,
11:38porque eles não gostavam de algo
11:39que a gente falou.
11:41Nunca um juiz aceitou um processo
11:43contra mim até 2017.
11:45Eu comecei a trabalhar em 96.
11:48E eu não me lembro
11:49dos meus colegas terem essa experiência
11:52de um juiz aceitar o processo,
11:55quando não havia, sabe,
11:57quando não era uma coisa muito
11:58que extrapolava.
12:01Jornalistas responsáveis
12:02não ficavam respondendo o processo.
12:04hoje, a nossa vida
12:06virou responder processo.
12:08Toda hora você está em algum lugar respondendo,
12:11tem que fazer um tour pelo país respondendo,
12:14aceita a denúncia de qualquer coisa,
12:16aceita a denúncia de gente
12:17que nem está na matéria que você fez,
12:20você nem falou da pessoa,
12:21a pessoa vai lá e reclama,
12:23a justiça aceita.
12:24Houve uma flexibilização
12:26do que o judiciário
12:28entende como liberdade de expressão.
12:30Por outro lado,
12:31eu nunca vi a sociedade
12:32discutir tanto essa pauta.
12:35As pessoas estão nessa agora.
12:37Ninguém pode falar mais nada.
12:39Você acha que já tem uma massa crítica
12:41para a gente conseguir virar esse jogo?
12:44Eu acho que tem.
12:46Aí, obviamente,
12:47feeling puro da percepção da sociedade.
12:50Eu vejo muita gente,
12:51como você,
12:52está criticando essa questão.
12:54O grande debate é se tem que ser absoluto
12:57ou se não tem que ser absoluto.
12:59nem nos Estados Unidos é absoluto.
13:01E tem um argumento, aliás,
13:02que eu vejo muitos jornalistas falando
13:04que eu queria fazer uma pequena correção.
13:07O pessoal fala
13:08que no Brasil nós não temos uma primeira emenda.
13:11Os dispositivos da nossa Constituição
13:14são mais contundentes
13:15para defender a liberdade de expressão
13:17do que a primeira emenda.
13:19O Congresso não vai violar a liberdade de expressão.
13:23Essa é a primeira emenda.
13:25O nosso não.
13:26O direito de liberdade de expressão
13:28está escrito ali textualmente no quinto,
13:31está no duzentos,
13:32eu acho que vinte e três,
13:33não sei de cabeça agora.
13:34Tem dispositivos claros
13:36dizendo sobre a liberdade de expressão no Brasil.
13:38Muito mais explícitos
13:41do que a própria primeira emenda.
13:43E aí a gente começa a chegar
13:45no nível da loucura
13:46de dizer o seguinte,
13:47não,
13:47a primeira emenda,
13:48que para mim é mais vaga,
13:50se torna mais firme
13:53do que os nossos dispositivos claros.
13:57É uma loucura total e completa.
14:00Agora, por que a gente chegou nessa loucura?
14:02Desculpa repetir,
14:03mas é porque os juízes
14:05não estão mais aplicando o texto da lei.
14:07A Lexson tem três princípios
14:09que eu acho que vale falar para vocês um pouquinho.
14:12O primeiro princípio,
14:13o Estado existe para preservar a liberdade.
14:15O segundo princípio,
14:16a separação de poderes
14:17é essencial para a nossa Constituição.
14:19E o terceiro princípio,
14:21a atribuição e dever do judiciário
14:23é dizer o que a lei é,
14:25não o que ela deveria ser.
14:26E o que está acontecendo no Brasil
14:28é que o judiciário está dizendo
14:29o que ela deveria ser,
14:30o que o juiz acha que ela deveria ser.
14:33Um ponto que pode ajudar a entender
14:36a minha posição com relação a isso
14:39talvez seja o seguinte,
14:42vocês se lembram do dispositivo
14:44na Constituição de 88
14:45que limitava os juros a 12% ao ano?
14:49Tinha um dispositivo lá
14:50que falava isso,
14:51continua na Constituição,
14:53mas o Supremo Tribunal Federal
14:54disse que ele não é autoaplicável.
14:57Ou seja, os juízes nos salvaram da catástrofe.
15:00Olha como é que você já fica
15:01com a percepção de que o judiciário
15:03é o grande super-homem.
15:05Talvez tivesse sido melhor
15:07se o Supremo Tribunal Federal
15:09naquela época dissesse assim,
15:10sinto muito,
15:11o legislador colocou 12% aqui,
15:14então eu tenho que aplicar o texto,
15:16é isso aí mesmo.
15:18Eu tenho certeza que em 48 horas
15:20a gente teria tido uma emenda,
15:21uma PEC,
15:22e teria alterado esse dispositivo rapidamente.
15:25Só que a gente aprendeu
15:26a procurar o super-homem
15:28para nos salvar dos problemas
15:29da democracia.
15:31E isso é um erro grave.
15:33A gente tem que aprender a bater
15:35na porta certa.
15:37A porta certa é o legislador,
15:39quem tem que corrigir as lambanças legislativas
15:45é o legislador,
15:46não o judiciário.
15:48O judiciário só deve proteger
15:50quando há violação
15:51aos direitos fundamentais,
15:54que é aquele ponto
15:54que a gente estava falando antes
15:56sobre a união homoafetiva
15:57e a questão da maioria e tal.
15:59Aí você teria o judiciário
16:01para ressalvar,
16:02mas é porque a república
16:04precisaria agir,
16:05porque a democracia sozinha
16:07ia dar só para a maioria
16:08aquele direito
16:11ou a proibição
16:11ou qualquer coisa do gênero.
16:13Então você precisa da república
16:14para ter um instrumento de contenção.
16:16Agora, tirando isso,
16:18deixe o legislador errar
16:20e deixe ele assumir
16:21os próprios erros
16:22e ter que fazer
16:23as próprias correções,
16:25porque só assim
16:26a gente vai aprender
16:27a viver uma democracia republicana.
16:30Ótimas explicações.
16:32A gente conversou
16:33com o Leonardo Correia,
16:34advogado,
16:35sócio da 3C-Lol,
16:37cofundador e presidente
16:39da Alexon.
16:40Leonardo, obrigado
16:41pela participação aqui no Papo.
16:43Obrigado a vocês.
16:45Boa noite.
16:45Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau
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