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Nesta semana conversamos com Flávio Trombino, dono do Xapuri e que está prestes a abrir um bar todo inspirado em uma grande paixão: os cavalos. Uma das especialidades do Alter, que funcionará no Bairro Belvedere, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, será justamente o bife a cavalo. O anúncio foi feito com exclusividade para o podcast Degusta, que também contou com a participação do seu sócio Cleber Guimarães, o Clebinho.
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NotíciasTranscrição
00:09Olá, eu sou a Celina Aquino e esse é o Degusta, o podcast de gastronomia do estado de Minas.
00:15O meu convite agora é para você se sentar aqui nessa mesa com a gente, que a gente já está
00:21se
00:21preparando para começar uma prosa boa, daquelas que faz a gente perder até a noção do tempo.
00:27No cardápio de hoje nós temos uma novidade galopante, no bom sentido, que promete ser um destino certo
00:37para quem gosta de comer e beber bem aqui em BH.
00:41É um novo bar de um chefe que já tem anos e anos de estrada.
00:46Pela primeira vez ele se descola um pouco do restaurante da família para abrir um negócio próprio,
00:54mas é claro, sem abandonar o legado da mãe dele, que é uma das matriarcas da cozinha mineira.
01:01E só para já aguçar a sua curiosidade, esse bar é especializado em bife a cavalo.
01:08O nosso convidado de hoje é o Flávio Trombino, chefe do Chapuri e filho da inesquecível Dona Nelson
01:17e ele trouxe aqui para a mesa, para conversar com a gente também, o sócio dele, parceiro de cozinha,
01:26Kleber Guimarães, o Klebinho, que também está no projeto do bar que vai se chamar Alter.
01:33E a gente vai contar aqui para vocês em primeira mão, não é isso?
01:37Todos os detalhes desse projeto novo.
01:40Klebinho, Flávio, muito obrigada pela presença de vocês.
01:44Estamos muito felizes de ter vocês aqui com a gente.
01:46Nós que agradecemos, é sempre uma honra participar do Degusta,
01:52que é essa plataforma que já há tantos anos difunde a gastronomia mineira.
01:58E para a gente é gratificante começar a contar essa história por aqui.
02:05Eu brinco que em 2026 a gente não entrou nem com o pé direito nem com o pé esquerdo.
02:11Entramos com quatro patas a cavalo e galopando.
02:15Opa!
02:15Porque em 2026, pelo horóscopo chinês, é o ano do cavalo.
02:21E tem tudo a ver com esse projeto que a gente está começando agora.
02:27Muitos sabem que eu tenho um restaurante, o restaurante Chapuri, super tradicional.
02:32Sou a segunda geração à frente do restaurante na Pampulha, que começou em 1987.
02:40Mas eu tinha um antigo sonho, antigo mesmo, porque eu estou com 57 anos.
02:48Quando eu tinha 13 anos de idade, minha irmã abriu um bar perto da Prudente Moraes,
02:55um bar super underground, na década de 80, e me pôs para ser garçom na abertura,
03:02porque estava faltando gente para ajudar.
03:04Aquilo despertou um sonho no meu imaginário de um dia ter um bar.
03:12Só que aconteceu o Chapuri.
03:14Nem nos nossos melhores sonhos a gente podia imaginar que ele viraria, o que ele virou,
03:20esse sucesso todo, tamanho, e esse sonho ficou engavetado.
03:26Aí, no finalzinho do ano passado, o Clebim, pode chamar ele também de Clebim Cachaça, tá?
03:34O Clebim, mais o Alexandre Binardi, que são meus sócios, me convidaram para uma oportunidade de um ponto no Belvedere,
03:43mas com a ideia de levar um pocket do Chapuri, um Chapurizinho.
03:51E quando eu cheguei lá, eu pedi a eles um mês para eu estudar o bairro e o ponto, para
03:57dar a resposta.
03:58Depois de um mês estudando o bairro, estudando o ponto, estudando o entorno,
04:07eu cheguei num conceito que tinha tudo a ver com a minha história e costurava tudo aquilo que eu sonhei
04:16esses anos todos.
04:18Alter, nesse caso, ele tem alguns significados.
04:22Primeiro, de alter de altura, que nós estamos no alto do Belvedere,
04:28Maria Alquimim, da Avenida José Maria Alquimim.
04:33Que tem uma vista linda da cidade, né?
04:35Que tem um mirante da cidade, então, alter de altura para identificar a localização.
04:43Alter de alter ego, do latim, meu outro eu, um novo negócio, um novo conceito,
04:50uma nova forma de oferecer minas.
04:53Que lindo!
04:53E alter, aí que vem os cavalos, aí que junta mesmo, que liga isso tudo,
05:00porque eu sou professor de equitação por formação.
05:05Então, além de cozinheiro, eu, mais de 20 anos na minha vida, eu fui profissional de equitação.
05:11Então, os cavalos estão na minha vida muito presente.
05:16Alter vem de Alter do Chão, em Portugal,
05:19que é de onde Dom João VI trouxe a Codelaria Imperial para Minas Gerais,
05:26para formar a Codelaria da Polícia Militar de Minas Gerais.
05:31Gente, então está tudo conectado.
05:33Esses cavalos vieram para Cachoeiro do Campo, em Ouro Preto, onde hoje é o Resorte Vila Galé,
05:42que antes foi o Colégio Dom Bosco, e que originalmente era a Cavalaria da Polícia Militar Mineira,
05:51que inclusive, onde Tiradentes serviu, que ele era o Férez.
05:56E essa raça, Alter, que tem a raça que chama Alter,
06:04originou também o Mangalarga Machador, que é a raça nacional,
06:09e que é a maior associação de cavalos do mundo.
06:13Então, Minas é um celeiro da equinocultura muito forte, muito presente.
06:19E aí, todo o conceito do bar, de decoração, de cardápio,
06:27então a nossa pretensão é ser especialistas em bife a cavalo.
06:32Sensacional! Estou adorando essa ideia, gente!
06:35E aí, nada mais mineiro do que a cachaça,
06:40aí entra a parceria com o Clebinho, que é produtor de cachaça.
06:46Inclusive, Clebinho, bom você contar um pouco da sua história, né?
06:49Você é cozinheiro e é fazendeiro também, e produtor de cachaça.
06:53Me conta um pouco da sua história, e assim, era também um sonho seu ter um bar,
06:57ou era só o do Flávio?
06:59A gente já frequentou muito, né? Então a gente gosta, né?
07:03Então, assim, eu sou filho de fazendeiro, neto de fazendeiro,
07:08a gente sempre foi produtor, desde leite, queijo, cachaça,
07:14todo tipo de carne na lata, e aí a gente, com 16 anos,
07:21eu peguei um resto de uma cana de açúcar do meu pai,
07:25que ele cuidava do gado, e fui fazer cachaça do outro lado do rio.
07:29Então, eu era menor de idade, não podia, meu pai autorizou,
07:32deu certo, e aí ele me emancipou,
07:35e tem mais de 35 anos que a gente faz cachaça e vive de fazenda,
07:40e eu sou produtor rural e tudo mais.
07:42Então, essa parte da produção, do produto, da terra,
07:45é muito, muito próximo a mim, eu gosto demais,
07:50é muito, tá sempre muito dentro de mim.
07:53E você também tinha esse desejo de ter um bar?
07:56Sim, sim.
07:58Com o comércio da cachaça, acabava que eu tinha que frequentar muitos bares e tudo mais.
08:03E eu lembro direitinho, meu pai, meu irmão e eu falavam,
08:05você tem que ir no bar, mas você não pode beber a cachaça.
08:09Mas eu acabei entrando nos cardápios dos bares pela amizade,
08:13mostrando como que era feita a cachaça,
08:16explicando cachaça de Alambique, como é que ela era artesanal,
08:19que ela era uma cachaça diferenciada das industriais e tudo mais.
08:23Então, esse ambiente, que eu falo que é descontraído,
08:29despretensioso, sempre me acolheu muito e eu tenho essa afinidade, sim.
08:34Legal. E como é que vocês estão encarando esse desafio?
08:37Porque a gente está falando de BH, que é a capital dos bares, né?
08:41E é mais um bar que chega.
08:43E como é que é estar dentro dessa diversidade que nós temos na cidade
08:48e, ao mesmo tempo, também trazer uma proposta nova,
08:51diferente para as pessoas?
08:52O desafio é grande, né?
08:54Você mesmo falou, capital mundial dos bares.
08:59E essa titularidade é porque Belo Horizonte é a cidade
09:03que tem mais bar por metro quadrado no planeta.
09:08Então, para não cair na vala comum e ser mais um,
09:14foi por conta disso que eu pedi a eles esse tempo
09:17para eu elaborar o conceito,
09:19elaborar os mínimos detalhes do que a gente quer fazer.
09:24Então, como o Nenéu, do Baixa Gastronomia,
09:27sempre falou, né?
09:30História não se compra.
09:32A gente apostou muito na verdade, na nossa história,
09:37na história do Clebinho, com a cachaça.
09:40A cachaça brasileira, ela não deve nada deste lado nenhum no mundo.
09:45Eu acho que ela precisa ser até mais trabalhada com o público
09:51para desmistificar e mostrar suas qualidades.
09:56É o único destilado que tem a possibilidade de envelhecimento
10:00numa infinidade de madeiras que a gente tem,
10:04de madeiras brasileiras.
10:05Isso traz para esse destilado uma complexidade muito maior do que as outras.
10:11nos dá uma possibilidade, um leque de possibilidade de aromas e de sabores incrível.
10:18Então, o que a gente precisa trabalhar não é nem a cachaça em si,
10:24porque a gente já tem muitos bons produtos, principalmente em Minas Gerais.
10:29O que a gente precisa fazer é enculturar o público
10:33do que o nosso produto realmente é bom
10:36e não deixa a dever nada para nenhum lugar no mundo.
10:40Com certeza.
10:41E a questão da localização, a gente está falando do Belvedere,
10:45e o Chapuri fica do outro lado da cidade.
10:48Teve um cálculo estratégico de que estamos nos duas pontas da cidade,
10:54vamos conseguir conversar com diferentes públicos?
10:57Como é que foi esse raciocínio?
10:59O público até não é muito diferente do meu público, não.
11:04O que acontece muito hoje, até por uma questão de trânsito e de logística,
11:13eu escuto muito dos moradores da Zona Sul
11:17que vão muito ao Chapuri, mas não vão tanto hoje em dia,
11:22e vão quando recebem um turista, recebem um parente.
11:26Então, o público hoje em Belo Horizonte é um pouco nichado por bairros.
11:32Acaba que as pessoas não frequentam muito outras localidades.
11:38E eu analisei muito o ponto propriamente dito,
11:42porque eu comungo da opinião de um restauranteiro americano que chama Dan Meyer.
11:49Ele escreveu um livro que chama Hospitalidade ao Negócio.
11:53E nesse livro, hoje ele tem 80 restaurantes e bares pelo mundo,
11:59mas o segundo restaurante que ele foi abrir,
12:03todo mundo imaginava que ele ia construir a mesma coisa do primeiro,
12:06que foi um grande sucesso, Estrela Michelin.
12:09E ele falava, não, primeiro você tem que estudar o ponto
12:12para ver qual o conceito que cabe e o que esse público em volta pede.
12:19E esse lugar onde a gente está é uma loja, um espaço físico muito pequeno,
12:29mas que tem uma varanda muito agradável, uma vista muito agradável.
12:33Então, a primeira coisa que me veio à cabeça é que ali não caberia um restaurante.
12:39Então, isso já tira porque fica todo mundo na expectativa.
12:44Vai abrir um Chapuri na Zona Sul.
12:46O Chapuri, gente, as pessoas têm que entender que não é um fator.
12:51É uma série de fatores que, inclusive, na época,
12:57a gente não estudou para isso, foi tudo orgânico,
13:02não teve a intenção, a gente simplesmente replicou a nossa verdade
13:07e a gente foi muito assertivo em todos esses aspectos.
13:13O ambiente, a decoração, a música, o cheirinho do fogão à lenha,
13:20tudo vai emendando essa colcha de retalhos,
13:26que faz com que a experiência fique completa.
13:29Então, o Chapuri é muito difícil ser replicado em qualquer outro lugar.
13:35Com certeza.
13:36Então, lá não vai ter fogão à lenha, por exemplo.
13:38Não vai ter fogão à lenha, por exemplo.
13:40Sim.
13:41Nós vamos ter uma cozinha completa,
13:43vamos explorar todos os anos que a gente tem de experiência
13:47cozinhando fora, cozinhando com chefes renomados,
13:52mas é um bar, com essência de bar.
13:56E o bairro está abrindo muita coisa,
14:02já tem muita coisa legal,
14:04mas tudo muito sofisticado,
14:08tudo com muita formalidade,
14:11tudo com muito...
14:13Como que eu posso dizer assim?
14:18Uma linha assim, muito austera,
14:21as coisas muito...
14:22O glamour.
14:23É.
14:25Lá vai ser o lugar que a pessoa se quiser ir
14:29andando de casa, de chinelo,
14:32tomar um choppinho no final de tarde,
14:35curtir a vista, comer um tiragosto,
14:38ou está vindo do trabalho,
14:39quer esperar o trânsito dar uma acalmada.
14:42Então, e o bairro também,
14:46tem muitos moradores que são criadores de cavalo.
14:49Ah, que interessante.
14:50Então, eu vejo que as pessoas também
14:52acabam se identificando.
14:55Legal.
14:55E isso foi...
14:56Minha mãe falava que o universo conspirava a favor do Chapuri.
15:00E eu vejo que ele está conspirando a favor do Halter também.
15:04Porque quando eu cheguei para conversar com a dona do imóvel,
15:08ela falou assim,
15:09eu já montei no Chapuri, eu fiz equitação lá.
15:12Então, são coincidências que vão acontecendo.
15:15E comprovando isso tudo que a gente está percebendo.
15:18Então, eu vejo que...
15:21Para aquele pontinho ali,
15:23era exatamente o que precisava para o local.
15:27Sim.
15:27E como um bom bar,
15:28teremos um bom balcão para a gente sentar?
15:31Com certeza.
15:32E eu vejo que a nova tendência de Belo Horizonte
15:35são os balcões.
15:39A gente tem um balcão tão icônico que é do Café Palhares, né?
15:44Acho que, se eu não me engano, tem quase 90 anos.
15:48Mas, hoje em dia, praticamente, eu não vejo nenhuma casa abrindo
15:52que não tenha um bom balcão.
15:53E lá não vai ser diferente.
15:55A loja, metade dela é balcão e metade é cozinha.
15:59Boa.
16:00E aí, Clebinho, sua cachaça e seus drinks
16:04entram nessa história do balcão, né?
16:06Porque o balcão é um lugar que a gente quer também
16:08beber uma boa bebida, né?
16:10Exatamente.
16:11Tanto o bar quanto a cozinha, elas são abertas, né?
16:14Então, vamos ver as preparações,
16:16vamos ver como que a gente conduz as coisas e tudo mais.
16:20E é isso que o Flávio estava falando, assim,
16:23é um lugar muito compacto,
16:25é para você se interagir com o próprio cozinheiro,
16:28com o barman, que você está ali.
16:30Então, para você entrar naquela espiritualidade do bar ali.
16:33E colocando que as peças do balcão e tal
16:36vieram todas da Ípica e do Chapuri.
16:39Então, tem toda uma história por trás.
16:41Legal.
16:42Que a gente vai contar em loco.
16:46Muito bom.
16:46É, tudo conta história.
16:50O balcão, ele foi feito com as portas das cocheiras
16:56da Ípica que a gente desativou na pandemia.
16:59Que incrível.
17:00Porque quando eu retorno para a cozinha
17:03há mais ou menos 15 anos,
17:05eu não consegui conduzir as duas profissões.
17:10Então, eu larguei a equitação
17:12e entrei de cara na gastronomia.
17:17Ficou rendado um pouco a Ípica,
17:20mas na pandemia eu resolvi desativar
17:23para poder focar no objetivo principal,
17:27que era a gastronomia.
17:29Então, praticamente tudo no bar
17:33são peças reaproveitadas da Ípica
17:36que a gente desmontou.
17:38Então, o balcão são as portas das cocheiras.
17:42O outro balcão do outro lado
17:44é apoiado nas bigornas da ferradoria.
17:48Então, tudo ali tem um...
17:51As prateleiras são portas-selas.
17:52Portas-selas.
17:54Então, o ambiente é para remeter
17:58o aconchego de um quarto de sela,
18:01de um estábulo.
18:03E diferente do chapuri, que é enorme, né?
18:08Quando eu quero ver o cliente,
18:10eu tenho que sair da cozinha,
18:12ir andando,
18:13para passar de mesa em mesa.
18:16E não pode deixar de fazer isso
18:17de jeito nenhum, né?
18:18Nossa senhora, minha mãe puxa meu pé
18:20se eu não fizer isso.
18:23Lá no bar, não.
18:24Do balcão, eu já vejo a varanda toda.
18:27Eu vou ter um sino
18:28para chamar a atenção da turma
18:31quando sair uma fornada de pão de queijo.
18:34Oh, que delícia!
18:35Então, eu vou estar muito próximo.
18:38E o bar, gente, o bar é isso.
18:40Não é simplesmente um lugar
18:42para você ir beber.
18:43Não.
18:44É um lugar para você socializar,
18:47para você conversar.
18:48Às vezes, para você até fazer terapia.
18:51Sim.
18:51Às vezes, a pessoa...
18:52O que ela precisa é só uma pessoa
18:55para ouvir.
18:56Sim.
18:56Então, um lugar descontraído,
18:59um lugar agradável,
19:00um lugar de bom humor,
19:02de boas risadas.
19:04E é isso que vai ter um pouquinho também.
19:06Mas a gente vai deixar para contar tudo, não.
19:08A gente vai deixar um pouquinho
19:09para as pessoas irem conhecer.
19:10Isso mesmo.
19:12Gente, eu vou fazer uma pausa rápida aqui
19:13que eu vou mostrar o nosso conteúdo
19:15que a gente publica semanalmente no jornal.
19:18E aí, a gente tem aqui, por exemplo,
19:20nessa matéria do degusta,
19:21super legal que a gente mostra
19:23o caminho do bacalhau
19:25até a nossa mesa.
19:26Ele vem da Noruega, né?
19:28E aí, ele passa aí por alguns processos
19:31para chegar até a nossa mesa.
19:32E olha só,
19:33nessa capa aqui, a gente mostra
19:35que a gente descobriu até a cabeça do bacalhau,
19:37viu?
19:37Aqui em BH.
19:38e nesse outro caderno aqui, no Gastronomia,
19:42a gente mostra produtos mineiros
19:44que tem o selo de indicação geográfica,
19:47que é uma coisa muito importante, né?
19:49Para a gastronomia, a gente ter,
19:51a gente mostra aqui essa lista
19:52com os produtos que a gente tem já
19:54com esse selo e como que se chega até isso
19:58e a importância e o ganho para os produtores
20:00de ter esse selo.
20:02E Flávio, eu quero que você me fale o seguinte,
20:04como é que é nesse momento que você está aí
20:06para abrir esse novo negócio,
20:09desgarrando um pouquinho lá do Chapuri,
20:12o que sua mãe falaria nesse momento para você?
20:15O que você acha?
20:17Eu acho que ela ia falar assim,
20:18menino, toma juízo!
20:23O que você está arrumando para a sua cabeça?
20:25Mas ela ia, no final,
20:28a princípio ia falar isso,
20:30mas ela ia apoiar como sempre,
20:32ela nunca deixou de apoiar mesmo, né?
20:36Sim, sim, é muita emoção, né?
20:40Porque ela realmente é uma pessoa
20:42tão, tão importante para você
20:44e para todos nós, né?
20:45Sim, sim.
20:46Uma pessoa que tem aí uma importância
20:48muito grande para a nossa gastronomia
20:50e eu tenho certeza que ela está super feliz
20:52com esse momento, né, Clebinho?
20:54Você que conheceu também a dona Nelsa.
20:56A dona Nelsa é uma amiga,
20:58uma professora,
21:00deu muitas oportunidades,
21:02ela que abriu o caminho
21:04no Madrid Fusão para eu conhecer o Flavinho
21:07e a gente lá,
21:09em Madrid, ela só chegou e falou
21:10ô, Clebinho,
21:12o Flavinho está voltando para a cozinha,
21:13apresenta ele para a turma
21:14e a partir daí a gente nunca mais desgarrou.
21:17Que legal!
21:17Hoje é uma turma grande,
21:19cozinheiros e amigos que andam,
21:21esse cuidado desses cozinheiros mais antigos
21:24para a gente que era mais novo,
21:26que vem da dona Nelsa, do Ivo,
21:28é impressionante, assim,
21:30esse aprendizado que a gente teve,
21:31esse cuidado que eles tiveram com a gente.
21:33A gente nasceu amparado.
21:35Ah, isso é muito legal!
21:37O Madrid Fusão foi um divisor de águas, né,
21:40para a gastronomia mineira,
21:43e lá eu estava recém retornando para a cozinha.
21:47Isso foi que ano?
21:48Foi em 2013,
21:502013,
21:51quando foi a primeira vez que um estado foi homenageado,
21:55porque o Madrid Fusão,
21:58tradicionalmente,
21:59cada ano ele homenageia um país,
22:01esse ano específico era Minas Gerais,
22:04porque os organizadores,
22:07dois ou três anos antes,
22:09visitaram o festival de Tiradentes,
22:12e conheceram Minas Gerais,
22:14e eles viraram e falaram,
22:16isso aqui não é um estado,
22:17isso aqui é um país.
22:19Que legal!
22:20E aí foi de onde surgiu a ideia
22:22de levar Minas Gerais para o Madrid Fusão,
22:26e estava a crema de la crema da cozinha mineira,
22:30estava nesse festival,
22:32e quando minha mãe foi convidada,
22:35ela não pensou duas vezes,
22:37e falava, meu filho, você tem que ir,
22:40porque você está voltando,
22:42lá você vai ter a oportunidade de ver tudo de novo
22:45que está acontecendo no mundo da gastronomia,
22:48e perto dos grandes nomes da cozinha mineira.
22:53Então vamos embora.
22:55E aí foi quando eu conheci o Clebinho,
22:59Felipe Ramell,
23:00Léo Pachão,
23:01Henrique Gilberto,
23:02Pablo Aze,
23:04eu já conheci o Ivo,
23:06mas foi quando eu tive uma proximidade maior com ele.
23:09Então, assim,
23:11e eu tive o primeiro contato com coisas que,
23:15na minha cabeça,
23:17não existiam,
23:19com cozinha molecular,
23:21com alguns equipamentos que
23:24nem imaginava que existia,
23:27e aquilo ali foi uma grande mudança de chave,
23:31que despertou a minha necessidade
23:34de estudar,
23:35de me aprofundar na nossa cultura,
23:39para preparar para esse novo tempo,
23:41que as coisas mudam tão rápidas, né?
23:43Demais,
23:44uma velocidade impressionante.
23:46Inclusive,
23:46vocês têm um projeto juntos,
23:47que é legal a gente contar,
23:49que é o Minas de Cabo a Rabo,
23:51que é muito legal,
23:53que vocês fazem expedições pelo Estado,
23:56vocês descobrem pessoas,
23:57produtos,
23:58contem como é que foi que vocês chegaram nisso.
24:00Bom, como você falou,
24:01passa tão rápido,
24:02já tem mais de 10 anos
24:04que eu comecei com o projeto,
24:06onde a gente fez várias expedições,
24:10inclusive duas,
24:12uma que já tem um livro
24:14e outra que está saindo em breve,
24:17uma que foi o Rio São Francisco,
24:19que nós fizemos da Nascente à Foz,
24:22e o Rio Jequitonha.
24:24Então, a gente já rodou bastante,
24:27inclusive,
24:29nós tivemos grandes inspirações,
24:31e uma delas é o Eduardo Avelar,
24:35que é daqui do Diários,
24:37é colunista aqui,
24:38que tinha um projeto
24:39que nos inspirou bastante
24:41para fazer esse projeto.
24:43Os Sabores de Minas, né?
24:44Os Sabores de Minas,
24:45que a gente faz algo parecido,
24:48a diferença é que a gente
24:51cozinhava em qualquer lugar
24:55que a gente encontrava algo inusitado,
24:59algum ingrediente,
25:01cozinheiros que a gente via
25:03que tinha potencial
25:04para nos trazer coisas novas,
25:07interessantes,
25:08e isso tudo agora,
25:10a gente bebeu dessa fonte,
25:12agora a gente aproveita isso tudo
25:15no cardápio do bar,
25:18eu aproveito bastante
25:19no restaurante,
25:21não somente com os produtores diretamente,
25:25que acaba que isso é um grande garimpo
25:27de produtos,
25:28nós tivemos a oportunidade
25:29de fazer uma viagem juntos,
25:31que a gente foi para Januária,
25:32você viu como que
25:35tanta coisa que aparece,
25:37tantas oportunidades,
25:39a gente descobre
25:41produtos novos,
25:42fornecedores novos,
25:44então isso é muito importante,
25:46a gente está sempre
25:48rodando, né?
25:50E vocês estão já com previsão
25:51de fazer mais uma viagem?
25:53Agora a previsão é
25:55finalizar o livro do Jequitinhonha,
26:00abrir o bar,
26:01botar para rodar,
26:02deixar a engrenagem bem azeitada,
26:05e comecinho do ano que vem,
26:10uma expedição em Alter do Chão
26:12em Portugal,
26:13que além da cavalaria,
26:15tem uma tradição muito forte
26:17com o porco alentejano,
26:19e a tradição do aproveitamento
26:25completo do porco,
26:26então eles têm uma festa
26:28super tradicional no começo do ano,
26:30que simboliza esse aproveitamento,
26:36faz o abate do porco,
26:39e dele se faz de tudo,
26:43isso virou uma festa
26:47super tradicional em Alter do Chão,
26:50porque é Minas de Cabarrabo,
26:52mas para a gente entender Minas,
26:55a gente precisa ir para o Xingu,
26:58ir para Portugal,
27:00ir para a África,
27:01porque a gente tem uma influência
27:03muito forte dessas etnias
27:08e dessas culturas, né?
27:10Sim, e você vai sair um pouco do Chapuri,
27:15mas o Chapuri não sai de você,
27:16não tem como, né?
27:17Não, e também o seguinte,
27:20os horários, né?
27:22O Alter vai funcionar de segunda-feira,
27:26que o Chapuri não abre segunda,
27:29de 17 horas às 23,
27:32de segunda à sexta.
27:35Tá.
27:36Sábado é o único dia
27:37que a gente vai ter almoço,
27:39que vai funcionar de 11 da manhã
27:41às 23,
27:43que é o dia da feijoada.
27:44E domingo não abre,
27:46quem quiser me ver
27:47vai ter que ir no Chapuri.
27:48Pois é,
27:49então você continua lá no domingo,
27:50firme e forte, né?
27:51O domingo do Chapuri
27:52é o nosso domingo sagrado,
27:54e o movimento forte no Chapuri
27:56é o almoço.
27:57Então eu continuo lá
28:01à frente,
28:03tocando,
28:04o Chapuri é o nosso porto seguro,
28:07mas eu vi essa oportunidade
28:09que tem um lastrozinho
28:11para poder...
28:12Minha mãe ia falar assim,
28:13não, você é muito novo,
28:14você aguenta,
28:15tá na hora de você...
28:16Pra você ter uma ideia,
28:18minha mãe,
28:18quando abriu o Chapuri,
28:19tinha 53 anos.
28:21Gente, olha só,
28:23nunca é tarde pra nada
28:25nessa vida, né?
28:26E quando a gente
28:26ousava de reclamar alguma coisa,
28:29falava assim,
28:29não, vocês estão muito novos,
28:31eu já passei por coisa
28:32muito pior,
28:33tá na hora de vocês
28:36arregaçar as mangas
28:37e pegar o boi pelo chifre.
28:41E o que você leva
28:43do Chapuri pra lá?
28:44Pensando tanto
28:46da sua experiência
28:47lá no Chapuri, né?
28:49Quanto também, assim,
28:51vai ter alguma coisa
28:52do Chapuri lá?
28:52Se alguém chegar e falar,
28:53eu quero esse prato do Chapuri,
28:55você vai fazer?
28:55Como é que vai ser isso?
28:56O principal que eu vejo
28:59é a minha essência,
29:01nossos valores,
29:03então,
29:04a nossa sofisticação,
29:05ela tá exatamente
29:07na nossa simplicidade,
29:09o arroz com feijão bem feito
29:12não tem nada melhor,
29:14mas óbvio que a gente tem
29:15alguns carros-chefes, né?
29:18que as pessoas não iriam
29:19me dar sossego, né?
29:21Como o bolinho,
29:22a linguiça,
29:23mas tudo vai ter
29:24uma pequena diferençazinha
29:29pra exatamente
29:30a gente imprimir
29:31a nossa identidade
29:33e mostrar que agora
29:34é algo novo,
29:36é algo um pouco diferente.
29:38É, isso é importante, né?
29:40Mas não tem como fugir,
29:41porque eu seria até injusto
29:45em falar que eu sou autodidata, né?
29:48Eu estaria sendo injusto
29:49com meus grandes professores,
29:51que foram os meus pais,
29:52e a minha grande escola,
29:54que foi o restaurante Chapuri.
29:55Então, não tem como
29:56eu não carregar
29:59dentro de mim
30:01essa alma do Chapuri.
30:04Ótimo.
30:04E chegou agora a hora
30:06que a gente vai ouvir dicas
30:07de lugares pra comer e beber
30:08aqui em BH.
30:09Quem vai dar as dicas
30:11hoje pra gente
30:12é a Dayana Mota,
30:13que ela é da Cafeteria
30:14e Confeitaria Amorete.
30:16Dayana, conta pra gente aí
30:17os lugares onde a gente
30:18te encontra quando você tá...
30:20pra comer, né?
30:22Que você tá afim de comer
30:23e a gente pode te encontrar
30:24também lá.
30:25Conta pra gente.
30:26Olá, meu nome é Dayana Mota,
30:28eu sou chefe de confeitaria.
30:30Eu tenho uma confeitaria
30:31aqui em Contag,
30:31que chama Amorete.
30:33Vou contar aí um pouquinho
30:34da minha trajetória.
30:35Eu estudei confeitaria na França,
30:37fui chefe de confeitaria
30:39do Gluton por dois anos,
30:40depois eu fui pra São Paulo,
30:43esse é o su-chefe
30:44do Diego Lozano,
30:45participei do programa
30:46Que Seja Doce.
30:47E hoje eu tenho
30:48uma confeitaria
30:49aqui em Contag,
30:50bem próximo à Arena RMV.
30:53E a pedido da Celina Aquino,
30:55eu vou dar aí
30:56três sugestões
30:57de restaurantes
30:57que eu gosto de ir.
30:59Um deles é o Anela,
31:00que é uma pegada italiana,
31:02e os outros dois
31:03são também
31:04com uma pegada italiana,
31:05que são pizza.
31:06é a Popolari
31:08e a Santa Pizza.
31:10Todos dois aí
31:11me traz memórias
31:12afetivas de quando
31:13eu morei na Europa
31:14e que eu gosto muito.
31:15Ótimo, Dayana.
31:16Obrigada pelas suas dicas.
31:18E agora quero ouvir
31:19Clebinho e Flávio
31:20dicas de lugares
31:22pra comer aqui em BH.
31:23Clebinho,
31:23conta aí
31:24quais são os seus lugares
31:24favoritos.
31:26Então, ultimamente
31:27a gente tá indo
31:27em muito bar e boteco, né?
31:29É bom pra poder entender, né?
31:31E temos uma turma
31:32de amigos cozinheiros
31:33que andam juntos.
31:34Eu não posso falar mais
31:36que é uma nova geração,
31:37porque eu já tô com quase
31:3850 anos também,
31:39mas a gente pode falar
31:40do Timbuca,
31:41do Caê,
31:42do Cozinha Tupis,
31:43do Henrique,
31:45do Bar Padrinho,
31:47do Daniel,
31:47que vem com essa essência
31:48de bares.
31:49A gente fala
31:50bunda de fora, né?
31:52Que é todo mundo ali
31:52na rua
31:53ou alguma coisa assim.
31:55Então, assim,
31:56eu acho que
31:57esses três
31:57estão bem em voga
31:58e são pessoas
31:59que servem fenomenal,
32:01tem uma hospitalidade fenomenal.
32:02Ótimo!
32:03E você, Flávio?
32:04Já que o Clebinho
32:04falou três,
32:05eu vou falar três também.
32:07Tá!
32:08Belo Horizonte
32:09é muito diversificado, né?
32:11Você tem
32:11pra todos os gostos.
32:15Eu indicaria
32:17pra tomar um café,
32:18Academia do Café,
32:20pra comer uma boa massa,
32:22Cantina Piacenza,
32:24e pro final de noite,
32:26um caldinho de mocotó
32:27no nonu.
32:28Nossa!
32:29Ótimas dicas, hein?
32:30Vocês não combinaram,
32:31cada um deu dica diferente,
32:33aí foi bom.
32:33Tem uma listinha boa aí.
32:35Eu gostei de ser igual
32:36o Clebinho, não.
32:39Olha, agora chegou
32:40aquela hora
32:41que a gente vai preparar
32:42comidas e bebidas
32:44pra montar essa mesa.
32:45Então, nós vamos fazer
32:45essa pausa rapidinha.
32:47Segura aí você
32:48que a gente já volta
32:49com uma mesa montada
32:50e mais histórias
32:51e uma parte do cardápio
32:53do bar.
32:53Vocês vão ver.
32:56Voltamos
32:56e já com a mesa
32:58preparada
32:59pra gente ter uma provinha
33:00aqui do que será
33:01o Bar Altair
33:02de Flávio
33:04e Clebinho.
33:05Vamos então
33:06pra brincadeira.
33:07Nós vamos começar
33:08falando das bebidas,
33:10dos drinks.
33:11Clebinho vai preparar
33:12pra gente aqui
33:12ao vivo
33:14esse drink
33:15que é qual,
33:16Clebinho?
33:16Conta pra gente.
33:17É um clássico
33:18rabo de galo.
33:20Na década de 50, né?
33:23Os imigrantes
33:24da Itália
33:26chegaram em São Paulo
33:27e estavam acostumados
33:27a tomar muito vermul.
33:29Mas a bebida
33:30que a gente tinha disponível
33:31era cachaça.
33:32Então,
33:33uma grande indústria
33:34resolveu
33:35misturar
33:36os dois
33:37e a mistura
33:37de drinks
33:38se chama coquetel.
33:40E aí,
33:40para dar um nome
33:42abrasileirado,
33:43eles
33:46traduziram
33:46ao pé da letra.
33:47Então,
33:48coquetel
33:49virou rabo de galo.
33:51Nas premissas
33:52lá do nosso bar,
33:54a maioria das coisas
33:54são feitas artesanais.
33:56Ou são feitas
33:57por a gente
33:58ou por produtores
33:59que já têm
34:00uma experiência
34:01e tudo mais.
34:02Então,
34:03a gente desenvolveu,
34:04junto com alguns parceiros,
34:06um vermul artesanal
34:08pra gente sair
34:09desse drink industrial
34:11e ir junto
34:12com a cachaça
34:13de Alambique,
34:13que é a cachaça
34:14nossa artesanal.
34:15Então,
34:16eu vou fazer
34:16primeiro o drink aqui,
34:17mas a gente vai fazer
34:18aqui uma orgia
34:20de drinks
34:20que é igual
34:21você bebe
34:21no bar.
34:23Que é um pouquinho
34:24de uma cerveja artesanal,
34:26um shotzinho
34:27de cachaça
34:28e o rabo de galo.
34:30Então,
34:30vamos preparar aqui.
34:32A cerveja
34:33também.
34:34A cerveja do Chapuri,
34:36inclusive, né?
34:37Isso,
34:37é uma parceria
34:38com a Krugbia,
34:40que faz uma cerveja
34:42puro malte,
34:44sem glúten
34:45e você vai perceber
34:47que é um amarelo
34:48bem clarinho,
34:50uma cerveja
34:51com amargor
34:52moderado,
34:54que é a cerveja
34:57do gosto geral
34:59do brasileiro, né?
35:01O brasileiro
35:01não é muito adepto
35:04a cervejas muito amargas,
35:06muito lupuladas, não.
35:08Então,
35:10essa aqui
35:11vai bem com
35:13saúde, Clebinho.
35:15Clebinho,
35:15vamos para a pausa
35:16para o brinde.
35:17Saúde,
35:19vamos lá.
35:22Tá vendo?
35:23É leve.
35:24Mas é boa, hein?
35:25Tem um cítricozinho
35:27no fundo.
35:29Cai muito bem
35:30com
35:31boa parte
35:32dos nossos petiscos.
35:34Mas hoje aqui
35:35eu preparei
35:36um chouriço,
35:38que é um clássico
35:39dos botecos
35:40mineiros,
35:42que é um embutido
35:43feito de sangue,
35:45com gordura
35:46e temperos.
35:49E uma homenagem
35:51a nosso grande parceiro,
35:53que é o Herwin,
35:53que é austríaco.
35:55Então,
35:56tem um chucruti,
35:58que é um
36:00fermentado de repolho,
36:01com mostarda escura
36:03e uma pimenta aí
36:05para vir um pouquinho
36:07mais de acidez.
36:08Vai cair bem
36:09aqui com a nossa cerveja
36:11e com o rabo de galo.
36:13E é numa bocada só?
36:15Como é que é?
36:16Para se lambuzar,
36:17comer com as mãos,
36:21para não fugir
36:22a etiqueta.
36:24A etiqueta dos botecos,
36:27a etiqueta mineira.
36:29Isso é ancestral, né?
36:30A gente come de capitão.
36:34A percepção
36:35é diferente
36:36do que você comer
36:38de garfo e faca.
36:39Ou comer um sanduíche
36:41de garfo e faca.
36:43É como tomar um vinho
36:45e num copo raso também, né?
36:47Então,
36:49por favor, vamos...
36:50Vamos lá,
36:50vamos experimentar então.
36:52Está lindo, hein,
36:53esse prato.
36:54Eu vou dar uma lambuzada.
36:55Isso,
36:56é para isso mesmo.
36:57Exatamente.
36:58Olha que lindo, gente.
36:59Vou passar para vocês.
37:00Deixa eu ver se alcança o meu.
37:03Olha lá, Klebinho.
37:05Faz as vezes.
37:07Eu também vou.
37:11Difícil de falar nesse momento.
37:15Boca cheia.
37:22Gente,
37:23nossa própria ideia
37:25de comer com a mão,
37:27pegar o araná,
37:28pegar o pão e chuchá
37:29na carne de panela.
37:31Essa acidez
37:32é maravilhosa, né?
37:34Faz a gente
37:35salivar, salivar
37:37e querer mais.
37:38Tem os rituais de boteco, né?
37:40A pessoa toma uma cerveja,
37:41toma uma guiazinha
37:42de cachaça.
37:43Essa história toda
37:45que a gente quer
37:46trazer de novo
37:47juntamente com os copos, né?
37:49São os famosos copos americanos
37:50que são nomeados
37:52como lagoinha.
37:53Então, lá a gente vai ter
37:54o lagoinha,
37:55lagoão,
37:55lagoaço.
37:57Boa!
37:58O chouriço tem
38:00untuosidade,
38:01tem gordura,
38:03é um pouquinho apimentado, né?
38:06Então,
38:07a acidez do chucrute
38:10e aí você pega
38:11uma cerveja leve
38:12dessa
38:13que dá uma limpada
38:15no paladar
38:16pra te preparar
38:18pra uma nova bocada.
38:20Nossa,
38:20maravilhoso isso.
38:22E a ideia é agradar
38:23todo mundo, né?
38:24Então, assim,
38:25quem quer tomar
38:25cervejinha ali no sol,
38:27quem gosta de uma bebida
38:28mais forte,
38:29no caso dos drinks,
38:30aquela pessoa que acha
38:31que a cachaça
38:32chega a ser muito forte,
38:33ela fica mais fácil
38:36de descer, né?
38:37Mais palatável.
38:38Então, a gente vai usar
38:39a mesma dose
38:40que eu tô usando aí,
38:42né?
38:42Uma dose de cachaça.
38:44E me fala das suas cachaças,
38:45você tem duas,
38:46não é isso?
38:47A gente tem duas,
38:49são cachaças...
38:50Saideira.
38:51Saideira e abrideira.
38:52Muito bom esses nomes.
38:53O nome também
38:54é muito sugestivo
38:55com bar, né?
38:55A gente até brinca
38:56que o nosso lema é
38:58pediu, ficou.
38:59Porque eu acho que
39:00nunca ninguém pediu
39:01uma saideira
39:01e foi embora de um bar.
39:03Aí você continua
39:04pedindo e pedindo
39:05e pedindo.
39:06e uma fica...
39:08A saideira,
39:08ela fica de 24 a 36 meses
39:11numa adega de carvalho,
39:13de tonelos europeus.
39:15A gente estabeleceu
39:16o limite máximo
39:17de 36 meses
39:19pra ela nunca perder
39:20a característica
39:21de cachaça,
39:22sentir o gosto,
39:24o aroma da cana de açúcar.
39:26Porque quando começa
39:27a ir muito,
39:2748,
39:2960 meses,
39:30começa a ter o gosto
39:31apenas da madeira.
39:32e aí a pessoa vai falar
39:34ah, esse é um whisky,
39:34esse é um conhaque.
39:35A gente quer manter
39:36a característica de cachaça.
39:39E numa eventual demanda
39:41de um bar,
39:42que a gente estava
39:43vendendo a saideira,
39:44que ela era muito
39:45tranquila, leve,
39:47um cliente chegou
39:48e falou
39:48por que você não faz
39:49a branquinha
39:50com o cheiro da garapa,
39:53gosto da cana de açúcar
39:55e tudo mais,
39:56que é a mesma cachaça,
39:58só que ela vai
39:59pra uma adega
39:59diferente
40:00de uma madeira nacional.
40:01de equitibá
40:02e amendoim.
40:03São tonéis
40:04muito antigos,
40:05hoje equitibá
40:05nem pode ter mais.
40:06Deixa eu sentir
40:07o aroma dela aqui.
40:09E a única diferença
40:11é que elas vão
40:11pra adegas diferentes
40:13por tempos diferentes.
40:14Então não tem
40:15a melhor
40:15ou a pior.
40:17Elas são
40:18a mesma cachaça
40:19em madeiras diferentes
40:21pra gostos diferentes.
40:22Gente, eu tô sem força,
40:23vocês me ajudam?
40:24Eu tô.
40:25Eu tô.
40:26E a boa lembrada
40:28também a nossa carta
40:31de cachaça
40:31vai ter uma peculiaridade
40:33e um diferencial.
40:35Qual?
40:36Nós vamos ter
40:37três preços
40:39de cachaças.
40:41Tá.
40:41Então nós vamos ter
40:42três prateleiras
40:43que a gente tá denominando
40:45de ouro, prata e bronze.
40:47Então todas as cachaças
40:50que tiveram na prateleira bronze
40:52tem um valor X.
40:54À medida que vai subir
40:56das medalhas
40:57o preço sobe
40:59até a medalha de ouro.
41:00E nós vamos ter
41:01um clube da garrafa.
41:03Como que é isso?
41:04Um clube da garrafa
41:06a pessoa
41:07que queira frequentar o bar
41:12passando pelo conselho
41:14do bar
41:16como cliente VIP
41:18ele vai ter uma prateleira
41:20que a gente chama
41:21de Oconcu
41:22onde ele pode ter
41:23a cachaça dele
41:24que nós vamos guardá-la
41:27pra ele
41:27quando ele for no bar
41:28ele já tem a sua cachaça
41:30de preferência
41:31pra beber.
41:32Opa!
41:32Que legal, hein?
41:33Agora, se tomar
41:34a bola preta do conselho
41:36aí não adianta
41:38que aí não entra
41:39no clube da garrafa não.
41:41Então a cachaça
41:41vai ser muito protagonista
41:43mesmo, né?
41:43Sim, sim.
41:44Do bar, né?
41:45É, vai ser uma grande
41:47prateleira
41:48com uma variedade
41:49enorme de rótulos
41:51uma curadoria
41:52que eu venho fazendo
41:53há mais de 20 anos
41:56é...
41:57porque eu sou colecionador
41:58desde os meus
42:00nove anos de idade.
42:01De cachaça?
42:02De cachaça.
42:03Olha só!
42:04Que inclusive
42:05foi quando surgiu
42:06a inspiração
42:07pro projeto cultural
42:10Minas de Cabarrabo.
42:12Ah!
42:12Quando eu tinha nove anos
42:13eu morava em Uberlândia
42:16e como falo aqui em Minas
42:18era um menino
42:18muito custoso.
42:20Quando chegava
42:21as férias
42:22minha mãe falava
42:22com meu pai
42:23leva esse menino
42:24pelo amor de Deus
42:26senão ele vai
42:27pôr fogo na casa.
42:29E meu pai
42:29trabalhava
42:30com reflorestamento
42:32e indo
42:33pro norte
42:33de Minas
42:35então ele me pegava
42:36em Uberlândia
42:37passava em Belo Horizonte
42:39pegava primos
42:40da mesma idade
42:40que eu e a gente
42:41ia pro norte
42:42de Minas
42:42então a gente
42:44atravessava Minas
42:45literalmente
42:46cabo a rabo
42:47e quando chegamos
42:49um dia
42:50isso
42:50mais de 40 anos
42:52atrás
42:52quando chegamos
42:54depois de Montes Claros
42:56pra cima
42:57por exemplo
42:57era tudo
42:58estrada de terra
42:59aí a gente tinha
43:00várias horas
43:01que tava viajando
43:02estrada de terra
43:03poeira
43:04sol
43:05chegamos em Salinas
43:07e paramos
43:09num boteco
43:10aquele tanto
43:11de cachaça
43:12meu pai
43:13adorava
43:13coleção
43:14ia incentivar
43:16a gente
43:16a ter coleção
43:17aí ele comprou
43:18três cachaças
43:19e falou
43:20isso aqui é pra você
43:21começar uma coleção
43:22de cachaça
43:22você só vai poder beber
43:24quando você tiver
43:2518 anos
43:26mas aí eu comecei
43:28essa coleção
43:29e toda vez
43:30que ele viajava
43:31ele trazia uma cachaça
43:33pra mim
43:33aí as pessoas
43:35os amigos
43:35ficavam sabendo
43:36da minha coleção
43:37aí te presenteava
43:39com cachaça
43:40então já há muitos anos
43:42eu venho pesquisando
43:43estudando
43:44as cachaças mineiras
43:46então a gente vai ter
43:48esse protagonismo
43:49com certeza
43:50da nossa
43:52branquinha
43:53marvada
43:54água que o passarinho
43:56não bebe
43:57timbuca
43:58quer dizer
43:59pode chamar
44:00como quiser
44:01mas as melhores
44:02estão em Minas
44:03com certeza
44:04e é o melhor deste lado
44:06eu acho
44:06particularmente
44:07saúde
44:08saúde
44:09saúde
44:11que delícia
44:15então esse é o
44:16rabo de galo
44:18com uma receita
44:19nossa
44:20né
44:21existe
44:22clássico
44:23mas sempre
44:23como o Flavinho
44:24tava falando
44:25tudo com um toque
44:26nosso
44:26um toque especial
44:27né
44:28tem uma peculiaridade
44:29muito engraçada
44:30que a segunda-feira
44:32é o dia
44:32dos cozinheiros
44:34né
44:35porque quase todos
44:36os restaurantes
44:36fecham e tal
44:37então quando a gente
44:38não tá trabalhando
44:39a gente se encontra
44:40pra cozinhar
44:41então o que a gente
44:42vai fazer lá
44:43é o que a gente
44:44faz pra gente
44:46na segunda-feira
44:47no dia a dia
44:48e tal
44:48então vai ser com
44:49muito carinho
44:50muito amor
44:51é o que a gente
44:51gosta de fazer mesmo
44:52ótimo
44:53e sente o sabor
44:54e vai ter o bife a cavalo
44:56em si?
44:56como é que vai ser isso?
44:57essa referência?
44:58nós vamos ter
44:59isso é uma grande
45:00referência
45:01um clássico
45:02né
45:03bife a cavalo
45:04marcha batida
45:05e bife a cavalo
45:07marcha picada
45:08como que é isso?
45:09o marcha batida
45:10é carne de boi
45:12e o marcha picada
45:13é carne de porco
45:15e vai ter o roncolho
45:17o que que é o roncolho?
45:19o roncolho
45:21é a expressão
45:21que na roça
45:22se dá
45:23pro cavalo
45:24que tem apenas
45:25um testículo
45:26porque o bife a cavalo
45:28são dois ovos
45:30e o roncolho
45:31vai um ovo só
45:33que é uma linguiça
45:34então vai ter
45:35a versão
45:36que é
45:37parecido com
45:38caol
45:39que é
45:40linguiça
45:41arroz e ovo
45:42então a nossa
45:44linguiça
45:44com ovo
45:45e uma cachaçinha
45:47que não pode faltar
45:48opa
45:49que delícia
45:49hein gente
45:50e o bar
45:51como é que tá?
45:52tá em breve
45:53né?
45:54em breve vamos abrir
45:55tudo pronto
45:56aguardando
45:57simplesmente
45:57a mudança
45:58de carga
45:59de energia
46:01é
46:03provavelmente
46:03essa semana
46:04já estamos
46:05de portas abertas
46:06opa
46:07estamos ansiosos
46:08você que também
46:09aí olha
46:09que já está curioso
46:10cola neles
46:12Belvedere
46:13Avenida
46:14José Maria
46:15Oquimino
46:15é isso?
46:16isso
46:16no shoppingzinho
46:18no mall
46:20é onde tem
46:21tudo no espeto
46:22vista
46:23que é logo ali
46:24no mirante
46:24do Belvedere
46:26naquela região
46:28ali
46:28onde tem
46:30aquela área
46:32de preservação
46:33que tem
46:34um mirante mesmo
46:35onde a gente
46:36avista toda a cidade
46:37é um lindo
46:39pôr do sol
46:41é um encontro
46:43marcado
46:43da melhor hora
46:44bom demais
46:45e esse
46:47pirulito aí
46:48gente
46:48da mesa
46:49eu tinha prometido
46:50uma sobremesa
46:51sobremesa
46:51de boteca
46:52é pirulito
46:53maravilhoso
46:55olha isso
46:55gente
46:56isso é feito
46:57em Belo Horizonte
46:57há muitos anos
46:59voltei no tempo
47:00clássico
47:01não é
47:01isso não é
47:02memória afetiva
47:03pura
47:04super
47:04memória afetiva
47:05demais
47:06você chegar
47:06pra casa
47:07não
47:08isso é maravilhoso
47:11muito bom
47:12gente
47:12é muito
47:13memória afetiva
47:13mesmo
47:14que delícia
47:14a gente volta
47:15à infância
47:16ótimo
47:16e esses molhinhos
47:17vocês vão ter
47:18também
47:19a pimenta
47:20pimentinha
47:21ah já ia
47:22esquecendo
47:23um presente
47:25e você vai ser
47:27a primeira
47:29primeiríssima
47:30nem nas nossas
47:31redes
47:32a gente ainda
47:32mostrou a marca
47:34então esse aqui
47:35é pra você
47:36que alegria
47:37obrigada
47:38nossa
47:39sandrinha
47:40pano de prato
47:41que fez
47:42com muito carinho
47:43ai que legal
47:45é o pano de prato
47:46com a marca
47:47que lindo
47:50nossa
47:51gente que honra
47:52eu tô me sentindo
47:53tão honrada
47:54com isso
47:54olha só
47:55a história
47:57de vocês
47:57agora
47:58aqui
47:59gente
48:00peraí
48:00vamos lá
48:01vai dar certo
48:02pronto
48:02consegui
48:03olha
48:04que coisa linda
48:07e aqui
48:08olha
48:08o detalhe
48:09que é o seu colar
48:11essa referência
48:12que legal
48:14minha história
48:15adorei
48:16gente
48:16muito obrigada
48:18viu
48:18obrigada mesmo
48:19a cruz
48:20inclusive
48:21fala também
48:21da nossa fé
48:23da nossa religiosidade
48:24mineira
48:26que é tão importante
48:27do ferro
48:28do ferro
48:29forjado
48:30na forja
48:31o mineiro
48:32acho que
48:33tem isso
48:35até no sangue
48:36acho que a gente
48:37traz isso
48:38no nosso DNA
48:40esses elementos
48:41que construíram
48:42o estado
48:43muito bom
48:45gente
48:45obrigada
48:46pela presença
48:47de vocês
48:47foi muito bom
48:48o papo
48:49foi maravilhoso
48:50fiquei feliz demais
48:50de saber
48:51dessa novidade
48:52dos detalhes
48:53e
48:54vou estar lá
48:55em breve
48:56hein
48:56obrigada mesmo
49:00e sucesso
49:01nessa nova etapa
49:02nesse novo negócio
49:03que vocês sejam
49:04muito felizes
49:04e façam
49:05muita gente feliz
49:06também né
49:07porque comer e beber
49:08a gente gosta
49:09e muito né
49:11beber e comer bem
49:12não é
49:13sempre bom
49:15obrigada
49:15obrigada a você também
49:16que nos acompanhou
49:17até aqui
49:18foi um prazer
49:19ter você aqui
49:20na mesa com a gente
49:21voltamos em breve
49:22com o próximo episódio
49:24enquanto isso
49:25você acompanha
49:25nosso conteúdo
49:26que é publicado
49:27às segundas e quintas
49:28no jornal impresso
49:29e também
49:30no nosso site
49:31em.com.br
49:32barra degusta
49:33e nas redes
49:35arroba degusta.em
49:37até breve
49:38tchau
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