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A PORCA VOADORA E A REINVENÇÃO DO BOTECO
A Porca Voadora é o nome que está na boca dos mineiros, e não é por acaso. No podcast Degusta, do Jornal Estado de Minas, a chefe Bruna Rezende revela como transformou um bar menor em um gigante da gastronomia criativa. O segredo? Uma mistura ousada de tradição mineira com pitadas da culinária asiática.
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#APorcaVoadora #BrunaRezende #Degusta #EstadoDeMinas
A Porca Voadora é o nome que está na boca dos mineiros, e não é por acaso. No podcast Degusta, do Jornal Estado de Minas, a chefe Bruna Rezende revela como transformou um bar menor em um gigante da gastronomia criativa. O segredo? Uma mistura ousada de tradição mineira com pitadas da culinária asiática.
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NotíciasTranscrição
00:09Olá, eu sou Celina Aquino e esse é o Degusta, o podcast de gastronomia do estado de Minas.
00:15Chegamos de novo nesse momento delicioso de sentar aqui nessa mesa que tem papo bom e comida boa.
00:22Então se eu fosse você, já juntava aqui com a gente, senta nessa mesa que a gente já vai começar
00:28mais um episódio.
00:30E no cardápio de hoje nós temos o puro suco da boemia belo-horizontina, mas de um jeito irreverente e
00:39que chacoalha demais o nosso paladar.
00:42Eu tô falando de um bar que fica em Belo Horizonte e ele coloca na mesa vários clássicos de boteco.
00:48Desde assim, dos que são unanimidade, tipo um torresmo, até os mais polêmicos, moela, giló, língua.
00:57Mas de novo, é sempre de um jeito que nos surpreende, que faz a gente ficar assim interessado pela comida.
01:04E a mulher que é responsável por fazer misturas muito inusitadas e inesperadas, ela sabe conquistar os clientes, com sabor
01:15e com muito carisma.
01:17E ela tá aqui hoje com a gente no estúdio, é a Bruna Rezende, que é chefe e sócia do
01:23bar A Porca Voadora.
01:25Isso mesmo.
01:26Ei Bruna, muito obrigada pela sua presença, a gente tá muito alegre de ter você aqui.
01:30Ah, eu que tô, muito obrigada a eu, muita honra participar de um programa tão importante como esse. Obrigada mesmo.
01:36Que bom, então vamos bater um papo, que eu tenho certeza que vai ser divertido.
01:41E eu já quero tirar uma curiosidade, porque assim, eu acho muito curioso o nome A Porca Voadora.
01:48Eu acho maravilhoso, eu acho que ele já entrega muito do clima de vocês, que vocês têm um jeito mesmo
01:54que é divertido,
01:55numa comunicação muito próxima das pessoas, me fala de onde que veio esse nome.
02:00Então, quando a gente, eu e meu sócio, resolvemos abrir um bar, né, eu já trabalhava com cozinha há muito
02:07tempo,
02:07e ele fez esse convite e eu aceitei, logo de imediato, assim, já era uma vontade minha.
02:13E a gente fez algumas pesquisas mesmo, e seguiu alguns projetos, e um deles, quando chegou na escolha do nome,
02:20e a gente não tinha nem onde ir ainda, mas a gente tava seguindo essa coisa assim, pra gente montar
02:25esse negócio.
02:26E a gente ficou pensando, claro, em vários nomes, e nós somos, assim, não querendo dizer que eu sou,
02:33mas nós dois juntos, nossa turma é muito divertida mesmo.
02:36Então, claro que eram nomes sempre divertidos, assim, meio inusitados, reverentes e tal.
02:43E um belo dia, ele mesmo falou, o Porco Voador, ele tem um amigo publicitário, ele logo consultou,
02:50e disse, aí o cara falou, que fenomenal, assim, Belo Horizonte não tem um nome assim tão...
02:56Então, dessa forma, assim, divertida, assim, no nome, inalogo, enfim, toda a identidade, né?
03:02E assim ficou, mas aí, nessa hora, eu falei, não, Porco Voador não, então vamos de Porca Voadora,
03:07afinal de contas, somos todos Porcas Voadoras, né?
03:12E, diante disso, houve essa roupagem nela de ser uma Porca Esperançosa, muito grande,
03:18mas ela se prepara toda pra voar, enfim, tem um corpo maior que o balão, talvez ela fique por ali,
03:25mas tem a ver com isso também, assim, da gente pensar de uma forma divertida,
03:30que é o nosso primeiro momento de pensar o bar, dele ser, começar com a diversão, claro.
03:35Ah, é muito legal, a logo é maravilhosa mesmo, né?
03:38Desenhar da mão, tinta de, sei lá o nome, mas a Céia foi mulher do Ivan, meu sócio,
03:46pintou a mão pra depois ser vetorizada, a galera especialista nisso colocou digital,
03:52mas ela fez a mão num pincelzinho, tudo minucioso, maravilhoso ela.
03:56Muito legal. E o nome Porca, ele tem a ver com o fato de vocês trabalharem muito com a carne
04:05de porco,
04:05porque acaba que ela tá muito presente no cardápio, ou isso foi uma coisa que naturalmente aconteceu?
04:12Bom, eu como cozinheira já tinha, já tava atendendo qual seria o caminho do cardápio inicial,
04:21e até hoje é, né, assim, e realmente é a carne que eu mais gosto, embora eu goste de todos,
04:26mas a carne de porco tem lugar especial na minha barriga mesmo, assim.
04:30Então, claro que tem a ver com isso, mas não foi pensado para ser um bar exclusivo de porco, né,
04:39até porque a gente tem todos os outros cortes também de outros animais.
04:43Mas sim, acho que é bom brincar com isso, assim, de dizer que é uma casa que tem um cardápio,
04:49a maioria dos pratos são porco.
04:52Mas também gosto de, como diz assim, chegar alguém lá sempre achando que a gente é especialista em porco e
05:01vê,
05:01então eu acho ótimo também ter essa...
05:04Essa quebra de expectativa, assim, né?
05:06É, nós somos um cardápio bem diverso, eu acho, assim, né, tem várias coisas.
05:12Então, né, e muito, eu acho que eu tenho uns oito itens, sete, oito itens vegetarianos também.
05:19Então, também tem esse lugar também.
05:21Mas o nome é mais pelo fato da diversão do que, de fato, ser um lugar especialista em porco.
05:28Ótimo, a gente ainda vai falar mais em detalhe sobre o cardápio.
05:31Eu quero voltar agora um pouco na sua história.
05:33Você é do time dos chefes que passaram por uma transição de carreira, né?
05:39Sim.
05:40Então, eu queria que você me contasse como é que foi sair do lugar de uma professora de educação física
05:46pra se transformar em uma chefe de cozinha.
05:49É tudo muito doido, né, essa caminhada, assim, é nada muito...
05:54Não era tão propriamente planejado, assim.
05:59Acho que a maternidade me trouxe muito contato com alimento na qual eu não tinha, assim.
06:05Então, o cuidado com alguém, o manuseio, a escolha.
06:10E o estudo disso, inicialmente, pra alimentar um ser humano,
06:14acho que foi me trazendo um lugar muito...
06:17Que mexeu muito comigo, assim.
06:19Acho que era a parte mais prazerosa que eu tinha na rotina com um filho, assim.
06:24E isso foi me tocando muito, assim.
06:27Não quero dizer...
06:29Tô romantizando.
06:31É claro que essa troca de profissão, essa transição, ela é muito dolorosa financeiramente, né?
06:38Enfim.
06:39Não tô aqui num lugar de romantizar, mas eu hoje consigo enxergar que esse lugar me trouxe...
06:46Começou a me levar pra conhecer o alimento, assim.
06:50Tá.
06:50De como eu não conhecia.
06:52E isso foi despertando muita coisa, assim.
06:55E, ao mesmo tempo, a educação física, né?
06:58Eu tinha uma renda que eu tinha que complementar.
07:00Então, tendo figuras e amigos que já estavam no AIB,
07:05eu fui começando essa transição, muito pra complementar a renda,
07:09conseguir ter o mês completo, assim, financeiro.
07:14E isso foi me levando também, junto com toda essa que eu disse antes,
07:19foi me levando pra esse lugar de muito encantamento, com a operação, assim, né?
07:24A gente tava conversando mais cedo e é um ambiente muito caótico, né?
07:30Totalmente, né?
07:31É muito, muito, muito louco, assim.
07:33E isso me encantava.
07:35Olha só!
07:36Será que eu sou caótica?
07:37Não, mas isso também foi...
07:39E aí, frequentando o lugar de não cliente e de trabalhador naquele lugar,
07:46naquela época, como um bico ainda, né?
07:48Foi me colocando de muito apreço pra isso tudo, assim,
07:52de muita dedicação.
07:54E aí eu consegui perceber,
07:55eu comecei a perceber que essa dedicação tava sendo mais
07:59do que a profissão que eu estava no momento que era professora.
08:04e todas as minhas horas vagas eu trabalhava como no AIB.
08:09Então, isso foi começando a virar o jogo, assim.
08:12De repente, eu tava mais na cozinha do que na educação física.
08:16E aí foi um momento que, claro, foi uma caminhada muito cansativa, assim.
08:22De manhã e à tarde eu trabalhava como professora
08:25e à noite como cozinheira, assim, iniciante ainda, né?
08:28Que eu tinha tido alguns projetos antes de cozinha, mas muito amadora, assim.
08:33Que, claro, deu início a tudo, principalmente essa transição,
08:37mas ir trabalhar numa cozinha profissional foi o que me transformou de verdade
08:41pra decidir a escolher, de fato, a cozinha, assim.
08:45E você passou por vários restaurantes, né?
08:49E acabou escolhendo, primeiro, né?
08:53Ter o seu próprio negócio.
08:55É.
08:55E, segundo, ser um bar.
08:57E a gente tá falando de uma chefe que tem um bar
09:02e, importante, uma chefe mulher, né?
09:04Que tem um bar.
09:05Eu quero entender como que foi isso pra você, assim.
09:10Escolher ter um bar.
09:11E se, em algum momento, você sentiu, de alguma forma,
09:15ou ainda sente, não sei, um certo olhar, assim,
09:18de que, nossa, talvez desvalorizando.
09:21Por que um bar, né?
09:22Porque as pessoas têm uma tendência a enxergar o bar como uma coisa menor do que um restaurante, né?
09:28Como é que foi isso pra você?
09:30Olha, é exatamente isso mesmo, assim.
09:33Desde o fornecedor que não conversa comigo,
09:36porque sou a mulher e pede pra chamar o dono do bar, né?
09:39Isso várias vezes.
09:41Mas, assim, eu só lamento, porque ele tá perdendo a pessoa que vai comprar dele.
09:45Então, assim, quem perdeu foi ele.
09:48Mas, e dessa forma também, de colegas ou, né?
09:52Não colegas, mas, digo assim, pessoas da profissão.
09:56Eu já ouvi vários, vários comentários menosprezando o trabalho do bar.
10:00Ah, vai trabalhar lá?
10:01Poxa, trabalha aqui, aqui é um restaurante, lá é só um bar?
10:05Você não vai ter muita técnica?
10:06Você não vai aprender muita coisa?
10:08Enfim, isso é muito comum, né?
10:11Assim, eu acho que, num primeiro momento, isso me entristece um pouco,
10:15mas não afunda, assim, porque a gente sabe o trabalho que a gente faz, né?
10:20Eu acho que ter o que a gente faz e imprimir essa verdade dentro do nosso trabalho,
10:26eu acho que já fala por si só, não tem que o outro.
10:29Se o outro acha que lá é fraca, é só não ir, né?
10:32Não frequentar ou não trabalhar lá, de alguma forma, né?
10:36Assim, a gente faz um trabalho muito grande, apesar de ser um bar menor, né?
10:40Não é um bar faraônico com 200 mesas, mas é um trabalho, uma operação que funciona.
10:46Não o bar funciona de segunda a segunda, mas operacionalmente a gente trabalha de segunda a segunda, né?
10:52Um planejamento bem feito, pra gente ter...
10:55Com o planejamento bem feito, pode ser o bar que for.
10:58Se você não tiver um bom planejamento, ele não vai sobreviver nenhum ano, né?
11:01Então, eu acho que é muito comum mesmo, esses caminhos.
11:08Mas, enfim, a gente vai fazendo a nossa verdade, quem tá do nosso lado, inclusive, que acredita nisso, sabe.
11:15Sim.
11:16Vamos caminhando e vamos fazendo o nosso, que é o mais importante.
11:21E vocês mostram mesmo, com o trabalho na cozinha, que tem técnicas, sim, que tem complexidade, sim,
11:29que vocês pensam uma receita, não é simplesmente colocar um ingrediente na mesa, né?
11:34Aquilo tem um contexto, tem uma história, tem um porquê, né?
11:39De ter colocado tudo aquilo no prato, né?
11:42E aí, até vamos entrar um pouco mais agora no cardápio.
11:47Como é que você chegou nessa ideia, primeiro, de colocar os clássicos, mas dessa forma diferente, né?
11:55Que acaba sendo divertida também, né?
11:58Tem uma brincadeira ali, sempre por trás.
12:01Como é que você chegou nisso?
12:03É exatamente, pegando esse fio do nosso documentário, assim, a gente tem esse lugar de complexidade, sim.
12:10Tem um lugar de um grande estudo e trabalho nisso.
12:14E tem um lugar também que, quando surgiu a ideia de abrir um bar, também é descomplicar.
12:21Então, claro que dentro da cozinha tem até, por exemplo, o giló recheado, eu preciso de três dias, no mínimo,
12:26pra ele ficar pronto.
12:27Então, tem complexidade, tem técnico, tem muita mão de obra nisso, mas também tem um lugar de descomplicar.
12:34E essa era a primeira ideia na hora de fazer o cardápio.
12:37De ser uma coisa menos complicada, menos roupagem, mais sabor.
12:46E também tudo que é aquilo que eu gostava e gosto de comer.
12:49Gostava não, ainda continuo gostando e muito.
12:52Então, a primeira ideia é isso.
12:54Eu acho que eu vou fazer uma certa leitura do que eu acho que é a cultura alimentar de Belo
13:03Horizonte.
13:03Vou fazer a minha leitura diante disso e tudo que eu vivi até hoje nessa cultura alimentar de bares, né?
13:10Principalmente, porque a ideia era sempre abrir um bar.
13:13E você tem uma história antiga com bar, não é?
13:16Você era uma frequentadora, você já me contou isso.
13:19Viva inteira.
13:19De criança, né?
13:20Viva inteira.
13:21Minha mãe sempre me levou, minha família.
13:23A gente sempre foi essa família que frequentava bares, principalmente de bairros mais antigos, né?
13:31Eu morei num bairro muito antigo, assim, desses que tem bar em cada esquina.
13:34Vivi minha infância comendo marmitex do bar do lado de casa, assim.
13:40Uma história muito antiga mesmo, assim.
13:42Acho que tem tudo a ver com o que eu queria, que era isso.
13:46Não, então já que eu vivi isso, agora eu vou colocar a minha leitura de tudo isso que foi a
13:52caminhada até aqui, né?
13:53Sim.
13:54E o Giló, você comentou dele, a gente tem que falar com mais detalhes, porque não tem jeito.
13:59É o seu prato mais icônico, né?
14:02Não, impressionante.
14:03Desde o dia 1 até hoje é o prato que mais vende.
14:05Salvo, assim, umas duas semanas pra trás o Conosquim ganhou, mas ele tá correndo atrás.
14:10E até hoje o Giló é o mais vendido, assim.
14:14Como que ele é? Conta pra gente.
14:16Ele é um Giló recheado com joelho de porco, ele é empanado e frito.
14:20Então ele fica como uma coxinha, assim.
14:23Várias pessoas confundem com uma coxinha.
14:26E pode ser também uma coxinha.
14:27Sim, uma coxinha de Giló.
14:28Uma coxinha de Giló.
14:30A gente cozinha o Giló, tira o recheio, deixa só a capinha dele.
14:37A gente cozinha o joelho de porco defumado, processa, né?
14:42Desfia, tempera.
14:44A gente tem um tempero com pimenta de cheiro e pimenta gojujang, né?
14:49Que é uma pimenta coreana, assim.
14:51Tem várias basezinhas coreanas e asiáticas, assim.
14:55Nesse preparo.
14:56Mas belo horizontino demais.
14:58E depois de recheado, empana e frita e é isso.
15:04E come-se e delicia.
15:05É uma coxinhona.
15:07E pra quem não gosta...
15:09É um prato que até hoje eu não enjoei de comer, juro.
15:11Olha, você come sempre que pode.
15:14Sempre, sempre de Gilózinho.
15:15Uma prova dele, uma vez por semana, no mínimo.
15:18E quem chega lá e fala assim,
15:20Ai, mas eu não gosto de Giló.
15:22Vai.
15:22Porque é demais, né?
15:23Não, eu tenho até algumas outras críticas, assim.
15:27Porque o povo fala assim, não, tirou muito o sabor do Giló.
15:31Então até quem não gosta de Giló, come.
15:33Mas na verdade tem, acho que das duas formas.
15:36Quem gosta de Giló vai sentir o Giló, é óbvio.
15:39O Giló é muito característico, muito presente o sabor.
15:42É impossível sumir com o sabor do Giló.
15:45Eu tiro o recheio não pra agradar a todos, mas pra caber o joelho.
15:50Inclusive a gente tem essa...
15:52A gente utiliza o recheio pra um outro preparo também bem legal.
15:56Então não há desperdício nesse preparo.
15:58A gente usa do início ao fim.
16:01E...
16:02Mas eu já vi muitos relatos de gente que não gosta de Giló e fala que foi a primeira vez
16:07que comeu e que agora ama Giló.
16:08Então, fica aí.
16:10Quem não gosta, eu indico.
16:13Eu acho que fez sucesso nos que não gostam.
16:16Os que gostam já é gol marcado.
16:19Sim.
16:20Ou seja, tem que ir lá pra honrar.
16:21Eu tenho muito orgulho desse prato.
16:23Muito mesmo, assim.
16:24Porque ele, além de ser um sucesso, ele é muito bom.
16:26E é isso.
16:27Ele já agradou gente que odeia, agrada gente que ama.
16:31Então ele é muito democrático, né?
16:32Sim.
16:33Eu gosto disso, da comida democrática.
16:34E é o que você falou.
16:35Ele é muito belo-horizontino, né?
16:36Não tem jeito.
16:37Muito.
16:37A gente pensa BH, a gente pensa o Giló.
16:39Foi o que eu aprendi como frequentadora.
16:42Sim.
16:42Eu comi um Giló lá no Bar Bocaiúva, no Santa Tereza.
16:47Nem existe mais.
16:48Um antigo.
16:49Tinha uma moça que cozinhava maravilhosamente bem.
16:52É um...
16:53No Alto dos Piolhos, ali no Santa Tereza.
16:55Um Gilózinho.
16:56Era dois reais o Giló.
16:57Nossa.
16:58Cozidinho, com uma gordurinha, assim.
17:00Não sei explicar, assim.
17:02Foi o Giló que eu mais amei em Belo Horizonte.
17:03Embora eu tenha comido vários outros, né?
17:05Mercado Central, enfim.
17:07Mas esse é emblemático.
17:08Foi muita inspiração pra esse, assim.
17:10Ah, legal.
17:10Esqueci o nome dela.
17:12O Bar Bocaiúva.
17:13Eu amava.
17:14É dois reais.
17:15Impressionante.
17:16Hoje em dia é difícil conseguir isso.
17:17Mas a tira Giló.
17:18Não, é.
17:19Até porque é tudo muito caro mesmo.
17:21É, é.
17:22E a porca lambuzada, que também é um prato que é super associado, né?
17:28Até pelo nome mesmo, né?
17:29E que você vai variando ao longo dos cardápios, né?
17:33Como é que é essa história, né?
17:35Desse lambuzado.
17:36Então, desde o início, eu sempre quis ter um cardápio fixo.
17:41Coisa mais tradicional, tudo bem, é isso.
17:44E é isso, tudo certo.
17:46Mas também sempre quis variar, assim.
17:47Tanto que no sábado, cada sábado é um prato de almoço.
17:51E aí, só aos domingos, ter o banquetão da porca lambuzada.
17:55Que sempre também foi uma ideia ter coisas pra compartilhar.
17:58Sempre ter mais coisas pra compartilhar.
18:01Sempre foi a ideia inicial.
18:02De tudo poder, todo mundo tá na mesa, cada um pede uma coisa e vai cada um.
18:08E a porca, por ser aos domingos, eu quis colocar esse almoço mineirão, né?
18:14Afinal de contas, várias referências que tem aí pelo mundo.
18:18Mas a maior referência que temos é, eu pelo menos, é a mineira, né?
18:22Onde eu nasci, onde eu cresci, onde eu aprendi, né?
18:25Então, de colocar esse lugar do banquete mineiro, assim.
18:30Aos domingos, que é um clássico, pelo menos, na minha vivência.
18:35E, então, é isso.
18:36De colocar uma carne, claro que porco, né?
18:38Antes era, a costelinha, ela sempre faz um molho.
18:42Por isso que ela chama lambuzada.
18:44Porque vai em volta, no molho que a gente faz na casa, uma pasta de vegetais.
18:51Vegetais vermelhos, tostados.
18:53Também com um pouquinho de pimenta gojujang.
18:56Enfim, processa e vira essa lambuza, essa costelinha.
18:59Hoje em dia é um lombinho de porco maravilhoso.
19:02Tá fazendo um sucesso também.
19:04Mas por muito tempo foi a costelinha.
19:06E os acompanhamentos, a gente varia conforme o morro.
19:10Mas tô brincando.
19:12Geralmente eu troco de temporada, assim.
19:15Fica uns quatro meses com os acompanhamentos.
19:18Depois mudo os acompanhamentos.
19:20A carne continua.
19:21Mas a gente vai variando entre macarronese, batatonese.
19:24Sempre são acompanhamentos.
19:26Já foi que bebe com macarronada ao sugo, enfim.
19:30Mas sempre representando esse banquetão que eu julgo mineiro, assim.
19:34Que é da minha minoridade, assim.
19:36Então é pra compartilhar, né?
19:38Compartilhar.
19:39Duas pessoas, mas assim.
19:41Na boa, umas quatro comem.
19:43Tô falando sério.
19:45É rechonchudo.
19:49E esses outros preparos que eu falei no início lá.
19:53Que são os polêmicos, né?
19:55Além do giló.
19:56Tem moela, tem língua.
19:58Como é que é acessar as pessoas com essas coisas que tem gente que é o amo e eu odeio,
20:05né?
20:05Tem muito esse lugar.
20:06É, eu acho que o primeiro lugar é fazer o convite de experimentar.
20:11Poxa vida.
20:12Durante muito tempo isso foi relatado como carnes ruins, né?
20:17Carnes de resto.
20:18E eu particularmente acho melhor filé mignon, né?
20:22Assim, na minha humilde opinião.
20:25Então, eu acho que primeiro é um convite as pessoas a experimentarem coisas que elas não estão acostumadas.
20:31Ou que elas julgavam que é carne ruim.
20:34E, claro, muito bem feita.
20:36E eu acho, né?
20:38Quem comeu talvez possa opinar melhor.
20:40Mas de um preparo muito bem feito, muito zeloso, né?
20:45Sempre com bem caldoso, com caldos bem feitos e marinadas muito, durante muito tempo.
20:53Então, assim, são temperos que eu julgo que fazem sentido com esse tipo de preparo, assim.
20:58Como a moela, a língua.
20:59A língua também é essa do mesmo lugar que o giló, assim.
21:02Várias pessoas que não comem língua comem.
21:05E dizem, nossa, primeira vez que eu comi a língua e tal.
21:08Então, algumas coisas que são desse lugar, de que eu quero fazer esse convite.
21:13E são comidas que eu gosto de comer.
21:16Eu deixo no cardápio e vou mudando.
21:18Por exemplo, a língua, ela começou com um purêzinho de batata bem sedoso, bem gostoso.
21:24E ela bem caldosa.
21:25Então, era aquele abração, né?
21:28Assim, purêzinho com língua e caldinho.
21:30Hoje, ela já teve uma polenta de canjiquinha com curry.
21:34E atual, ela é com pamonha frita também.
21:37Nossa, que interessante!
21:40Diferente, né?
21:41Pamonhão frito, assim, com a língua.
21:43Milho e língua, eu acho que uma coisa que combina muito.
21:47Eu acho que potencializa os dois sabores, assim.
21:49Tanto da língua, tanto do milho.
21:51A junção dos dois.
21:52Então, tem ficado essa pamonha, então, sucesso com a língua também.
21:56Então, eu acho que é isso.
21:58Na hora de compor o prato, ter a diversão e de colocar coisas na qual a pessoa também vai poder
22:06se arriscar, né?
22:07Aquelas que tem um pouco de restrição a esse tipo de...
22:10Então, eu sempre penso nisso.
22:12Colocar uma coisa divertida, uma coisa bem chamativa também, que vai trazer todo mundo pra curtir tudo ao mesmo tempo.
22:21Ótimo!
22:21Ó, vou fazer uma pausa aqui.
22:23Primeiro, eu vou mostrar pra vocês o nosso conteúdo dos nossos cadernos que são publicados semanalmente.
22:30A gente tem aqui, por exemplo, no Gastronomia, que sai às segundas.
22:33Essa matéria que a gente fala, mostra como que o mercado de sommeliers vem se ampliando pra outras áreas.
22:41E aí, a gente tem aqui várias... chá, por exemplo, água, queijo.
22:46É uma matéria que mostra como que essa questão da análise assessorial, guiada, tá mudando no Brasil.
22:52E nessa matéria aqui também do degusta, que sai às quintas, a gente fala dos vinhos naturais.
22:58Que estão cada vez mais presentes nas cartas aqui de BH.
23:02E a gente mostra um pouco o que são, né?
23:06Pras pessoas conhecerem e onde encontrar.
23:08E a gente já vai emendar agora com a pausa pra cozinha.
23:13A gente vai logo ali preparar uma comida deliciosa.
23:16Eu, na verdade, não, né?
23:18Bruna vai preparar.
23:19E a gente já volta com essa mesa montada e linda.
23:22Até já!
23:23Já estamos de volta e com um pedacinho da porca voadora aqui na nossa mesa.
23:28Que delícia!
23:30Prazer alimentá-la!
23:32Nossa, tô feliz demais!
23:33Conta o que temos aqui, porque eu sei que é coisa boa!
23:37Então, esse é uma coalhada que a gente faz desde o zero mesmo, né?
23:43Uma coalhada feita por nós.
23:45Leite e vaca.
23:46Antigamente era leite e cabra, agora é vaca.
23:48E ela está desde o primeiro cardápio, assim.
23:51Que também tem isso, né?
23:53É o que eu tava propondo pro primeiro cardápio com vários elementos que tem também uma mineridade.
24:00Que são muitas, né?
24:01E uma delas que tá aí é a castanha de pequi.
24:05Que vem lá do norte de Minas, da dona Neném.
24:08Que ela tira e faz o proveito do pequi, desde a casca até a semente.
24:12Que no qual a gente chama de castanha.
24:14Essa preciosidade, né?
24:15Que é o pequi e a castanha dela.
24:18Então, temos uma coalhada.
24:19Ó, vou começar a montar aqui.
24:21Você vai falando, eu vou montando.
24:23Coalhadinha seca.
24:25Ela vai temperadinha com flor de sal.
24:28E ao lado tem um picles de uva verde.
24:33Uma picadinha de ervas com raspinho de limão e tal.
24:38Azeituda.
24:39E a castanha de pequi, que dá todo esse perfume, eu acho, pra esse prato.
24:43Tem essa acidez muito grande, perfumado da castanha.
24:47E essa untosidade do azeite, que eu acho que faz sentido tudo aí.
24:53Espero que goste.
24:54Olha que combinação maravilhosa.
24:57Eu amo.
24:58Ó.
25:00E aproveitando, já me fala um pouco.
25:03Porque seu bar tem uma particularidade que é interessante.
25:07Que é uma estufa fria.
25:09Que você tem ali a charcutaria, os embutidos.
25:14Essa parte fria como a coalhada.
25:17Por que você pensou em ter esse espaço no bar?
25:23Sempre foi a vontade de ter uma estufa fria.
25:25Não uma estufa quente.
25:27Que eu acho que é muito desafiador ter uma estufa quente.
25:30E também pelo apreço da charcutaria.
25:33Tá bom?
25:35Bom demais.
25:36Dá uma explodidinha.
25:38A uva, né?
25:38Eu amo.
25:41E esse apreço muito grande que eu tenho pela charcutaria.
25:45E, assim, cada vez mais quero aprender e me dedicar até com isso.
25:49Não tem nenhuma estrutura para fazer.
25:51Então, eu prefiro fazer essa...
25:53Vangloriar.
25:54Ou fazer essa curadoria dos sacutarias que eu considero que sejam bem boas.
26:00A nossa é da Porco Alado.
26:02Que vem de Nova Friburgo, no Rio.
26:04Foi apresentada por um amigo.
26:06E, hoje em dia, nós somos super parceiros.
26:09Então, é isso.
26:11É tímida essa estufa.
26:14Não é nada demais.
26:16Mas ela contempla vários cortes, várias defumações, várias maturações.
26:21Que eu acho que a coalhada tem tudo a ver.
26:24Então, eu sempre acho que o pedido de uma charcutaria com o pratinho da coalhada e o pãozinho, para mim,
26:30sim.
26:30Eu amo comer, assim, tomando uma cerveja, sabe?
26:33Em vez de pratão e tal.
26:35Então, também juntou com aquilo que eu estava a fim de fazer.
26:40E, realmente...
26:42Cerveio também, Bruno.
26:43A charcutaria que a gente tem é muito preciosa.
26:47E, assim, eu vou variando, né?
26:49Conforme a época.
26:52Porque, então, a gente faz um pedido, tem o presunto de pato, a Copa Negra e tal.
26:57Aí, no próximo pedido, eu tento variar para a gente conhecer tudo deles também, assim.
27:03São porcos muito trabalhados, né?
27:09O Breno, ele tem um trabalho muito bonito e muito grande e estudioso com o porco.
27:14Então, é uma charcutaria muito, muito inteligente, muito boa.
27:17Vale a pena.
27:18Nova Friburgo.
27:18Ah, Nova Friburgo.
27:20Ah, legal, legal.
27:21E você, no ano passado, você fez parte da comitiva que saiu aqui de BH e foi lá para Macau,
27:33na China,
27:34representando a nossa cozinha numa feira de gastronomia.
27:39E você levou, inclusive, pratos da porca, né?
27:43Coisas que são super típicas.
27:45Eu queria que você me contasse, então, como que foi essa oportunidade de estar lá, nesse lugar, representando.
27:52O que você ouviu de comentários das pessoas sobre a nossa comida, sobre o que você preparou.
27:58Ô, me fala como é que foi isso.
28:00Ah, foi emocionante todos os dias, né?
28:03Assim, um outro lado do mundo, você levar o seu para o outro lado do mundo é mais que importante,
28:10né?
28:10É muito emocionante mesmo, assim.
28:12E ver o outro lado do mundo comendo essa comida é mais ainda.
28:16E a gente tinha um desafio de representar a nossa, de ter essa regionalidade mineira, Belo Horizontina.
28:23Então, foi diante disso que eu resolvi levar coisas nossas, assim.
28:28Claro que tinha essa restrição de insumos, então, tentei adaptar com tudo que eu pudesse achar lá, né?
28:34Eu não podia levar as coisas daqui.
28:36Então, foi desafiador demais imaginar que um asiático ia gostar de pão de queijo recheado, que foi um dos pratos
28:44que eu levei.
28:45Eu fiz a porca lambuzada, só que com a costelinha desfiada, né? Sem o osso, com essa pasta que a
28:51gente faz e recheia um pão de queijo.
28:53Mas é muito difícil achar polvilho, então, eu tive que fazer um polvilho com parmesão, que eu achei tudo bem.
29:00Gente!
29:01É o que tinha. E fiz com... Durante um tempo eu tive polvilho e quando acabou eu fiz com farinha
29:08de arroz glutinoso, que é o que faz o moti deles.
29:11E deu super pra fazer o pão de queijo, ficou igual.
29:14Claro que se a gente usa o nosso queijo curado, enfim, coisas que são representativas do pão de queijo, seria
29:21melhor.
29:22Mas foi uma adaptação muito boa, foi um sucesso.
29:25Eles simplesmente amaram o pão de queijo recheado.
29:28Era uma loucura, assim, porque certa hora a gente olhava, um comeu.
29:34E aí chamava o outro e comeu. Eles são muito curiosos, muito hospitaleiros, né?
29:39Nesse sentido, né? Comida pra eles é muito importante.
29:43Como pra muita gente no mundo, né?
29:47E aí chamava o outro, chamava o outro e já chegava com essa indicação, ah, cheese bread e tal.
29:52Olha só!
29:53E aí foi um sucesso.
29:55Levei também uma bochecha de porco com uma pamonha frita, que na qual depois eu coloquei na língua, porque foi
30:01um sucesso também.
30:02Porque fiquei justamente querendo levar um corte de porco que tem essa...
30:09Que é consigo de maior... fácil de achar lá na época, assim.
30:15E também que eu acho representativo.
30:18E o milho, né? A pamonha e tudo tem o Brasil, várias partes do Brasil tem essa linguagem do milho.
30:25E eu levei uma que acho que representamos bem.
30:30Foi desafiador, mas foi um sucesso de vendas, assim.
30:33Foi maravilhoso.
30:34Então, é isso.
30:35Foi uma realização de sonho todos os dias.
30:38Emocionante todos os dias.
30:39Foi uma viagem que, nossa, até hoje está super fresca na memória, assim.
30:44Tem o pessoal que está indo agora, porque vai ter de novo.
30:48Todo ano tem.
30:49É a feira da...
30:50Reúne as cidades da gastronomia criativa no mundo, né?
30:53E Belo Horizonte é uma delas.
30:55E agora vai a outra delegação desse ano.
30:59Então, fizemos várias reuniões.
31:01Eu estou amando ajudá-los e contar e reviver, assim.
31:05Foi muito legal.
31:07Foi muito, muito importante representar a gente lá num lugar tão distante.
31:10Tão diferente da gente também.
31:12E que dica, assim, que você daria para eles conquistarem lá o paladar do pessoal?
31:19Quem eu conversei sabe, mas o podcast já acha que tem um lugar especial lá.
31:24Mas eu acho que é isso, assim.
31:26Aproximar um pouquinho.
31:27Eu vejo que também, ao mesmo tempo, tem resistência a algumas coisas.
31:31Então, eles têm muito dulçor na comida.
31:34Então, eu acho que talvez aproximar o que está levando com um pouquinho desse lugar de dulçor, do agridoce,
31:40eu acho que vai ter uma boa venda.
31:42Acho que só fazer essa construção de que a gente está levando a nossa regionalidade,
31:50mas a gente também está chegando em outro lugar.
31:51Então, saber chegar também é importante, né?
31:53Então, eu imagino que fazer essa transição vai ter uma boa aceitação.
31:57Ótimo.
31:58E você já tinha estado na Ásia antes disso?
32:02Foi a primeira vez?
32:03Foi a primeira vez.
32:04Já era um sonho meu, pessoal, assim.
32:08Nunca imaginei que eu ia trabalhar na Ásia, assim.
32:11Tem estudos e referências de muitas coisas na porca, inclusive, asiáticos, né?
32:16Pois é, eu até queria abordar isso com você, porque tem vários pratos seus que têm uma forte influência asiática,
32:24inclusive no torresmo, né?
32:25Eu acho super interessante, curioso isso, né?
32:28Imaginar que a gente está tão acostumada a comer torresmo, mas com um tempero asiático, isso não é comum, né?
32:35Aqui não, né?
32:36Sim, sim.
32:37E lá é muito, mas assim, sempre tive, eu acho que desde o início da cozinha, em todo o início
32:42desse estudo, dessa caminhada,
32:45eu sempre tive essa tendência para estudar muito o asiático, de frequentar e de entender melhor, né?
32:53Sobre isso.
32:53Claro, com todas as outras coisas, né?
32:56Mas tem um lugar do asiático muito de estudo, assim.
33:01Então, sempre trouxe para a porca, se bases, né?
33:04Bases de tempero, próprio de ló, tem a pimenta fermentada coreana, enfim.
33:09E aí, o torresmo, eu acho que é porque depois que eu voltei da China, eu coloquei ele.
33:13Não, já era uma forma que eu queria sair do torresmo também tradicional, assim,
33:21para dar uma nova roupa para ele um pouco, uma temporada de uma roupa nova,
33:25porque todo mundo precisa de uma roupa nova de vez em quando, né?
33:29Sim, com certeza.
33:30Eu também achava disso.
33:32Então, é isso.
33:34Mas é uma base que eu admiro muito, de uma terra que eu admiro muito, enfim.
33:40Toda essa história deles e aí não seria diferente nas bases da porca também.
33:45É, e aí eu acho que é muito legal ver que vocês conseguem surpreender com uma coisa que para a
33:52gente é comum, né?
33:53O torresmo, ele vira uma outra coisa, né?
33:56Ele vai para um outro lugar.
33:58Então, eu acho que essa brincadeira mesmo de brincar com o nosso paladar, né?
34:04De colocar ali uma pitada de uma coisa que a gente não espera, eu acho que isso tem toda a
34:09graça, né?
34:10Eu acho.
34:10Comer uma coisa que te surpreende mesmo.
34:12E dar, eu acho que para além, dar cozinha para fora, para quem recebe isso e come, e eu acho
34:18que dar cozinha para dentro também,
34:20porque é uma forma da gente inovar para a gente que está ali dentro, para as pessoas que trabalham naquele
34:28fronte, né?
34:28Assim, a gente precisa mudar também e pensar junto e as pessoas não ficaram mesmo 200 anos fazendo aquele mesmo.
34:37Então, é tudo bem quem faz também.
34:38Eu não estou dizendo que é um defeito isso.
34:41Pelo contrário, a gente tem aí vários clássicos que se mudar de roupa talvez não fique tão bom, né?
34:47Mas eu estou dizendo, para esse lugar que eu tenho essa proposta, eu queria também que para dentro da cozinha
34:52fosse desafiador e inovador.
34:54Então, vira e mexe, a gente vai fazer roupinhas novas para as outras coisas e outras coisas novas,
35:00ou também coisas que já existem, fazer da nossa forma, tudo bem.
35:05Mas tem esse desafio para a gente ir lá para dentro também.
35:09Sim.
35:10Movimento, assim, eu acho, eu gosto disso.
35:12Legal.
35:13Quem está lá também.
35:15Ainda bem que está com você lá, né?
35:18E tem uma outra coisa muito legal lá no bar, que é a parte do armazém, né?
35:22Que, inclusive, o nome tem o armazém, né?
35:25No Poca Voadora, armazém.
35:27Bar e armazém.
35:29Que tem uns produtos que, inicialmente, eram produtos de parceiros e que, depois, aos poucos, você foi colocando coisas da
35:36sua própria cozinha, né?
35:37As conservas ali.
35:39Esse realmente era um plano desde o início do bar?
35:43Desde o início, o primeiro ponto era abrir um bar com o piano, que a gente tem o piano, e
35:49com o armazém.
35:50Então, sempre foi a nossa ideia, sempre teve essa ideia.
35:55O lance é que eu sempre quis começar com o armazém repleto de coisas nossas já.
36:01Só que eu não tinha jeito.
36:02Eu estava sozinha na cozinha.
36:04Eu abri, não tinha...
36:05Era eu e uma cozinheira que trocava o turno comigo, mas não trocava, assim.
36:10Eu ainda ficava lá, mas ela chegava para me ajudar em outros momentos de produção, de coisa para outro dia,
36:16enfim.
36:16Então, eu não tinha tempo para fazer a produção da cozinha e rechear aquelas prateleiras cheias de produto.
36:24Era um sonho inicial, mas jamais eu ia conseguir.
36:26Então, eu acho que, depois que a gente começou a formar uma equipe legal, a cozinha tomou uma forma legal,
36:32eu consegui ter dedicação agora a essa ideia, assim.
36:36Sempre foi o meu sonho, colocar o produto dentro da cozinha.
36:39Claro, com várias adaptações, tem produtos que saem da cozinha que não cabem num potinho e vice-versa, né?
36:46Mas sempre foi a ideia inicial.
36:49A gente chama isso por quê?
36:50Porque quando você vai abrir o CNPJ, você precisa colocar os ramos do seu negócio.
36:56Então, a gente falou, coloca a armazém logo de uma vez, porque se a gente conseguir conquistar o armazém que
37:01eu quero,
37:02já tem o nome e a gente, na fiscalização também, não vai ser um problema.
37:08Porque bar, teoricamente, não pode vender.
37:11Então, a gente coloca, coloca a armazém e vamos ser, porque eu vou conquistar essas prateleiras um dia.
37:16E chegou o grande dia.
37:17Já chegando.
37:18Claro que ainda é tímido também, é muita coisa, né?
37:22Mas a gente já tem, já o sucesso, que é o Tilicante, que a galera ama.
37:26Tipo, liga, pede no Instagram, faz pix, manda buscar de Uber.
37:30O que é isso? Explica o que é, pra quem não sabe.
37:31Ah, é um óleo aromático, assim, de pimenta, mas ele tem um croque que coloca vários elementos,
37:39pimenta calabresa, tem um alinho torrado, tem semente de gergelim, tem vários elementos que deixam esse óleo crocante, assim.
37:46Então, ele serve pra muita coisa.
37:48Comendo pão, ele serve, o povo ama, sabe?
37:51Então, a coalhada a gente faz também no potinho, deixa na geladeirinha.
37:56Pra quem quiser levar também, é um sucesso, o povo ama, leva sempre.
37:59Então, claro, ainda quero conquistar mais produtos ainda, mas ainda, mas conseguir chegar nesse lugar de tirar,
38:06não tirar o outro, mas sempre foi a vontade de ter produtos nossos lá.
38:10Mas também temos, né, cachaça mineira pra vender lá no armazém, tem a nossa pimentinha que a gente faz também,
38:18a Céfara faz, a Brabona e coisinhas, assim, de outras pessoas, assim, tem também demais.
38:27Mas a gente quer conquistar essa prateleira nossa, a nossa própria prateleira.
38:31Encher ela totalmente dos potinhos.
38:33Encher ela totalmente, potinho colorido.
38:35Ótimo.
38:35E agora a gente vai fazer mais uma pausa.
38:38Chegou aquela hora de você pegar o papel e a caneta pra anotar as dicas dos lugares pra comer em
38:44BH.
38:44Eu vou chamar aqui o nosso convidado, que é o Fagner Rodrigues.
38:49Ele é o chefe, consultor e de charcutaria.
38:52E ele vai contar pra gente quais são as dicas imperdíveis.
38:56Fagner, vamos lá, é com você.
38:58Ei, gente, aqui é o chefe Fagner Rodrigues.
39:00E eu tô passando aqui pra contar de onde eu gosto de comer em Belo Horizonte.
39:06Eu tenho três locais onde eu gosto muito de ir, com três características totalmente diferentes.
39:14Um deles é o meu jantar a dois, junto com o Carol, que é lá no D'Artagnan Bistrô.
39:22Restaurante clássico aqui em Belo Horizonte.
39:24Hoje, mais de 20 anos, lá da Marisa e Racha, tem um atendimento perfeito, uma comida espetacular.
39:31É bom da hora que chega até a hora que vai embora.
39:35Quando eu quero um evento mais descontraído, eu gosto muito do Cabernet Boutiquim.
39:41Eu gosto de tomar um vinho, petiscos leves, super gostoso.
39:46E quando é um bar muito raiz, eu gosto muito do Antônio Marcão Bar, aqui no bairro Saudade, pertinho da
39:54minha casa.
39:55É um bar com mais de 30 anos, então tem um torresmo maravilhoso e uma cerveja sempre muito gelada.
40:03Então, quando eu quero ir em algum local com uma característica diferente, eu vou num desses três.
40:10Um grande abraço.
40:12Ótimo, Fagner. Obrigada pelas dicas.
40:15Agora tá com você, Bruna.
40:17Quais são os lugares pra onde que você vai quando você quer sair pra comer em BH?
40:22Ó, eu adoro ir pro meio do mato, assim, de domingão, de folga, assim, dar um relax.
40:30Então, eu amo o Bar do Valdemar, que é entre Nova Lima e Macacos.
40:35De Nova Lima.
40:37Entre Nova Lima e Macacos.
40:39Não conheço, gente.
40:41É um casa simples, um bar simples, comida mineira, fogão a lenha, cerveja geladaça e meio do mato, com uma
40:49duchinha,
40:50pra, se tiver calor, pode...
40:52Que delícia!
40:54Ficar debaixo da árvore, tomando cerveja e petiscando.
40:57Maravilhoso. Batata frita de verdade, aquelas coisas.
40:59Bar do Valdemar, no mato, delicioso. Dá meia hora daqui, mesmo.
41:04Tomar cerveja, boemia, Brasil 41, amo.
41:09Classicão.
41:09Meu lugar, cresci ali também.
41:12Verdade, assim, dona Jacina, meu amor.
41:15Amo.
41:16Boemia, comida boa, caldinho de feijão, incrível.
41:21Bom, recém-aberto, fuga, perfeito.
41:25Só comida da pesada, assim.
41:28Só não tem uma coisa que deva ser mais ou menos ali.
41:32Fuga, padrim, yokai.
41:40Coboche do Vitimba, também maravilhoso.
41:43Eu, recentemente, fui nu, delirante.
41:47Bom, tem gente que vai ficar com ciúme, tá?
41:51Mas aí, depois você fala.
41:53Não, tem um monte, gente.
41:55Então, é coisa que é pressão.
41:57Então, tem que falar rápido, mas...
42:00É isso, assim.
42:01Eu tenho frequentado bastante esses...
42:04E o bar do Valdemar tem meu coração.
42:06Ótima dica essa, porque eu não conheço...
42:09Nossa, vai amar.
42:09Já tô doida pra conhecer.
42:10Passar domingo à tarde é a melhor coisa que tem.
42:13Relaxamento total.
42:14Não pega telefone, melhor ainda.
42:16Ótima, que maravilha.
42:17É.
42:17E vocês têm uma troca muito legal.
42:20Um grupo aí de chefes, né?
42:22Que um cozinha na casa do outro, né?
42:25Convida um do outro, né?
42:25Faz ali a cozinha.
42:27Vai ter em breve, hein?
42:28Pois é.
42:28O que você pode contar pra gente aí que vem?
42:31Olha, a gente se juntou, apesar de ser amigos também.
42:34Fora, o juntamento não veio por causa disso.
42:38Somos amigos da cozinha há muito tempo.
42:42E, claro, né?
42:42Agora, nessa nova geração que abrimos os nossos estabelecimentos.
42:47E a gente se juntou também para a gente criar essa união, né?
42:52Porque, infelizmente, a gente tem algumas histórias de desunião, da gastronomia.
42:57Não só em Belo Horizonte, acho que em todo lugar, né?
42:59Então, já que a gente é a nova geração, a gente também trouxe essa nova união.
43:07Acho que mais do que necessário, né?
43:11Muito.
43:13Um ambiente na qual a gente estava falando mais cedo, né?
43:16É super difícil.
43:17Então, a gente resolve fazer essa união.
43:20E, com isso, vem coisa maravilhosa, né?
43:24Além de se ajudar de troca, a gente sempre vai fazer esse convite um na casa do outro, assim.
43:31Eu acho que, para o público, é maravilhoso.
43:34Porque é onde você pode provar pratos exclusivos desses.
43:38Que não estão nos cardápios dos restaurantes, né?
43:42Temos a vantagem também de fazer essa troca para a gente.
43:46Que eu acho que é um dia divertido, uma diversão.
43:48A gente toma uma.
43:49Uma que a gente vai, para além, cozinhar com alegria, assim.
43:53É não que a gente não cozinhe, mas que é um momento especial para isso, né?
43:58E é isso, assim.
43:59A união, eu acho que é a palavra que mais faz sentido na gente, assim.
44:04E é isso.
44:05Também sair de um lugar de...
44:08Dias que a casa não funciona, né?
44:10Então, geralmente, a gente faz na segunda.
44:11Para a gente que trabalha durante a semana e não conseguir poder ir também.
44:15Então, a gente tenta unir muita coisa.
44:17Que legal.
44:18Principalmente a culinária e a gastronomia.
44:20E qual que vem por aí?
44:22O que você vai contar para a gente?
44:23Nossa, tem muito.
44:23Olha, eu sei dar agenda de pares.
44:27O Lully, do Nimbus, esteve aqui no último episódio e falou que vocês iam se encontrar.
44:32Ah, então ele já falou.
44:33É, ele já soltou essa.
44:34Então, vai ter o Chapa na Chapa de novo.
44:37Que ano passado foi decente, foi maravilhoso.
44:40Então, esse ano tem de novo, está chegando.
44:42Vai ser agora em final de março.
44:44Que delícia.
44:45E o Padrinho vai convidar a Porca também.
44:47Então, a gente volta para esse lugar maravilhoso que eu tanto amo do meu amigo.
44:52E vai nos receber de novo.
44:54E o Cardafio, assim, está animal.
44:57Nossa.
44:58Nós já fechamos.
44:58Está incrível, real.
45:00Não vejo a hora, hein?
45:02Muito bom, muito bom.
45:04E Bruna, você é uma super figura nas redes sociais.
45:08Seus vídeos são maravilhosos.
45:10Você tem um jeito realmente divertido de comunicar, né?
45:13Tem edição aí também.
45:15Tem, mas a edição, eu tenho certeza que não inventa nada.
45:19Está tudo ali, sua essência.
45:21E você tem até bordão, né?
45:24Você chama seus seguidores de Meus Més.
45:28Enem.
45:28Como que é você nesse lugar, assim?
45:32Isso aconteceu de uma forma natural?
45:34Você sempre teve esse jeito, essa forma, assim, de se expressar com câmera com as pessoas?
45:41Como é que foi isso?
45:42Não, mas eu até agradeço, porque eu não sabia que estava tão...
45:45Não, é maravilhoso.
45:46Gente, quem não viu, vai lá no perfil da Porca, que é imperdível.
45:51Não, na verdade, assim, eu acho que aí, eu nunca tive mesmo, acho que foi o meu primeiro contato com
45:57essa coisa toda, assim.
45:58Mas é desinibida, né?
46:02As gracinhas.
46:03Mas eu acho que isso foi se tornando mais natural, assim, porque a minha parceira, a Joana, que toma conta
46:09das redes sociais,
46:10a gente é uma dupla maravilhosa.
46:13Então, eu acho que ela vem com a farinha, eu coloco uns ovos e a gente faz um bolo legal,
46:20nós dois.
46:21Mas ela é a dona do roteiro.
46:24Então, eu acho que tem muita coisa que ela traz e que a gente vai criando junto, mas tem muita
46:28base dela, assim.
46:29Então, ela me transformou de verdade.
46:32Outro dia a gente estava comparando do início até hoje.
46:35Claro que tem N coisas para melhorar, assim.
46:38Mas tudo bem, a gente está fazendo tudo orgânico, o que dá conta, naturalzão mesmo, não tem nada forçado.
46:45Os bordões já existiam há muitos anos.
46:48Ah, é?
46:48Muito.
46:50Coisa de bordão mesmo, de sempre tem essas manias, a vida inteira eu tenho bordões, assim.
46:55Vira e mexe as épocas de bordões.
46:59Mas, então, eu acho que a Joana traz, né, na hora do vídeo, apesar de sermos amigas, tem esse lado
47:07roteiro certinho e tal.
47:10Então, acho que a gente dá uma dupla boa, acho que por isso que fica legal.
47:13Eu gosto também.
47:14Incrível, continuem fazendo, tá?
47:17Porque é maravilhoso.
47:18Nós vamos estudar mais, vamos fazer mais.
47:20Mas a Joana aí, ela é a dona dessa rede aí agora.
47:25Ótimo.
47:26E lá na parede do bar, tem uma plaquinha que tem uma frase, algo assim, não sei se eu vou
47:32falar tão fiel, mas um dia tudo isso foi um sonho.
47:37Por que que é importante pra você ter aquilo ali, lembrar disso todos os dias?
47:43E já vou emendar com a pergunta do futuro.
47:46Quais são os seus sonhos pro futuro?
47:53Essa placa foi um presente, na verdade, um presente, assim, do universo, né?
47:58Eu tava comprando um fundo de coisas, de fundo de restaurante, né?
48:03A gente tinha pouco orçamento, então tinha que vasculhar coisinhas pra vender e a gente começar a montar.
48:08E ela veio junto com...
48:12Eu comprei umas caixas, uns equipamentos, uma geladeira, enfim, um trem de colocar porta-copo.
48:19E veio, algumas coisas vieram em umas caixas e essa placa apareceu nessa caixa quando chegou do carreto.
48:27E aí a gente, tirando as coisas da caixa, ela apareceu.
48:30Eu não sei como, mas provavelmente a moça que tava embalando as coisas que a gente comprou, colocou porque queria
48:36desovar, enfim.
48:38Então é muito emblemático pra mim pegar uma na construção disso tudo, ver que o sonho tá sendo construído e
48:43a plaquinha dizendo isso.
48:45Mas, assim, não é místico isso que eu quero dizer, só porque realmente é um sonho sendo construído, sempre vai
48:53ser construído, né?
48:54Não tem como esse sonho acabar, mesmo que os rumos vão se tomando, é um sonho que tá em construção,
49:02sempre vai tá, né?
49:03E entre amigos, né? Eu acho isso muito legal, né?
49:06Imaginar que vocês começaram essa história, três amigos, né?
49:10Então, é isso, acho que eu posso dizer pro futuro.
49:13É que esse sonho vai continuar sendo construído, outros sonhos também vão ser construídos.
49:18Eu tenho um grande sonho atual, que é abrir outro bar, claro, né?
49:25Ah!
49:25Então, já tenho as ideias, assim, me falta costura.
49:36Mas a gente vai, vai, o sonho a gente constrói, a gente faz com que esses costuras vão sendo...
49:48Que as linhas vão chegando.
49:49Então, uma hora ele vai, mas eu acho que o grande sonho pro futuro é continuar construindo os sonhos.
49:56Ótimo!
49:56E sempre vai ter espaço para mais um bar aqui e um bar bom, que eu tenho certeza que vai
50:02ter comida boa.
50:03Esse vai mais pra diferentão, eu acho.
50:05Tomara que eu consiga, mas já tô jogando no ar aí, porque vai que capta, né?
50:09Ó, aqui ó, a gente já tá aqui jogando também pro universo, gente, olha.
50:13Se tá precisando de costura, ó, quem tiver aí uma máquina de costura, quem sabe?
50:17Uma coisa mais robusta, né?
50:22Ótimo, Bruna, muitíssimo obrigada pela sua presença.
50:25Obrigada a você.
50:25Foi um papo delicioso, como eu tinha certeza que seria, viu?
50:29Volte mais vezes.
50:30Olha, eu tô sempre aqui, eu acho que sempre eu tenho muito amor em falar, assim, e construir junto com
50:40quem a gente tá falando, né?
50:41É muito bom, eu não sabia nenhuma vírgula do que tava por vir.
50:46Foi muito prazeroso conversar, muito obrigada pelo convite.
50:49É bom a gente falar de coisa boa, né?
50:51Sim, sempre.
50:53Obrigada, e olha, você que ainda não conhece a Porca Voadora, por favor, vá lá, e se já conhece, volte
50:59mais vezes, né?
51:00Porque o cardápio tá novo, de pouco tempo, então tem novidade sempre, né, Bruna?
51:05Tem novidade sempre, muitas quartas-feiras a gente coloca o menu especial, então fica ligado nas redes, né?
51:12No Instagram, que a gente sempre publica por lá, e caso não tenha acesso ao Instagram, a gente tem nosso
51:18contato no WhatsApp,
51:19e pode perguntar, que a Lívia vai responder, se tem algum especial, o que tem no almoço de sábado, o
51:25que muda tudo,
51:25então estamos sempre ouvidos pra ir de porcas abertas esperando vocês chegaram.
51:31Muito bom, obrigada, Bruna, e obrigada a você também, que acompanhou esse papo maravilhoso,
51:37e você continua lá com a gente no nosso site, em.com.br barra degusta, e também no Instagram, arroba
51:46degusta.em.
51:48Em breve a gente volta com mais um episódio. Tchau!
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