No Em Off desta semana, Mari Cantarelli recebe um dos mais queridos personagens do punk rock nacional: Supla. O eterno Papito fala de sua luta pra conquistar seu espaço artístico, da participação no primeiro reality show do Brasil, a Casa dos Artistas, sua relação com Marcos Mion que tanto brincava com seus clipes e sua carreira nos EUA. Mari e Supla também falam sobre casamento, filhos e família. C'mon Kids, tá imperdível.
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NotíciasTranscrição
00:03Tá vendo? Não é bom conversar. Você faz essa pergunta.
00:06Ai, faço, tá bom. A gente não vai conversar. Alguém quer gravar a chamada aqui enquanto isso?
00:11Nada foi em vão. O nada foi em vão ao concorrer ao prêmio da música popular brasileira e tal.
00:18Nada, obrigada.
00:20E aí, você não vai mandar pra mim a foto?
00:31Faça você mesmo. Nunca o velho lema punk teve tanto a ver com um artista.
00:36Afinal, ele compõe, canta, toca, cria figurino, decide cada passo da sua carreira.
00:43E como se reinventa, ele se mantém atual até hoje.
00:46Hoje no em off comigo, o eterno papito.
00:50Supla, bem-vindo.
00:53Você é muito simpática, Mari.
00:55Obrigada. Apesar que eu tomei umas patadas suas já na chegada, hein?
00:58Mas é só pra acordar, né?
01:01Você pode dar umas patadinhas também, fica melhor.
01:04Spice it up.
01:06Vamos começar com a seguinte pergunta pra você.
01:08Quem é você, Supla?
01:10Quem eu sou?
01:11Quem é você?
01:12Ah, já tô há 40 anos aí fazendo o que eu faço.
01:15Como é que você se define agora em 2026?
01:19Ah, sei lá. Eu tô uma pessoa que tá sempre tentando ser criativa,
01:24buscando fazer o melhor possível dentro do meu trabalho.
01:27Eu me sinto muito sortudo, assim, pra poder fazer o que eu faço.
01:32Porque eu já faço isso há 40 anos, né?
01:36Então, logo quando eu comecei, já tive um sucesso estrondoso,
01:40que era com a música Humanos e depois Garota de Berlim.
01:44Então, de lá, nunca mais parei.
01:47A gente tava conversando rapidamente.
01:49Agradecer, né?
01:49Agradecer ao público, né?
01:50Porque o artista sem o público não é nada.
01:54Então, tô aí até hoje.
01:56Você não gosta muito de falar antes da entrevista, mas rapidamente a gente conversou.
02:00Sim.
02:01E você comentou que muitas vezes você fica sendo ponto de referência em relação aos seus pais, né?
02:07Porque você é filho de duas figuras públicas muito grandiosas.
02:11Isso te incomoda?
02:13Te incomodou?
02:15Olha, sempre teve um pouco...
02:18Tem um lado bom, como você falou, e o lado ruim, né?
02:22Mas, no final, quem canta no palco, quem escreve as músicas, não é o pai nem minha mãe.
02:26Aliás, não tem nada a ver.
02:29Sou eu que faço as canções e tal, né?
02:31Com a minha banda, com os parceiros que eu tenho ao longo dessa vida e tal.
02:37Mas, sim, por exemplo, várias vezes eu já vim aqui na Jovem Pan, eu me lembro do Carioca
02:42no programa Pânico, querendo colocar pilha em cima de mim e falar daqui quando minha mãe
02:46era prefeita.
02:47Ele já...
02:48Todos teriam que pagar de tudo que tá acontecendo aí.
02:51Hã?
02:52Então, ela saiu, não tá envolvida em corrupção, não está envolvida, né?
02:57Mas vocês vão brigar.
02:58Não, deixa, eu não sou o Tico Santa Cruz, pelo amor de Deus, deixa, Paulo Antônio.
03:02Eu tô falando com você, eu tô falando com a mãe.
03:05Falava, eu já pegava na pilha.
03:07Carioca tá de volta aí, ó Carioca, fica esperto, que ele continua frequentando nossos
03:12estúdios.
03:12Não, eu gosto dele, eu acho ele, assim, um talento.
03:18Aliás, todo mundo que era do Pânico naquela época, tinha gente muito talentosa, né?
03:22Então, todos eles ali, foi um marco na televisão brasileira.
03:27Mas eu tô falando desse assunto no caos, que ele adorava pegar no pé, eu me lembro dele.
03:32Daí o Emílio só controlando ali a situação, mas era uma coisa que, ah, então, por um
03:40lado, como até respondi pra você, muita gente, eu tenho um amigo meu que falou, isso é
03:45como se fosse uma gasolina pra você.
03:47Você sendo filho de gente famosa, você tem que estar sempre provando que você é bom,
03:53sabe assim?
03:54Então, pra mim, acho que é uma gasolina isso.
03:56E tudo bem, eu tenho muito orgulho do meu pai e da minha mãe, né?
03:59Acho que minha mãe conseguiu fazer uma prefeitura legal, ajudou muita gente.
04:03Eu moro no centro, até hoje vem muita gente falar que ajudou muito ela, que ela ajudou
04:08muitas pessoas, né?
04:09Então, isso é uma coisa que me conforta o coração por ela.
04:13E meu pai também, né?
04:14Assim, então, beleza.
04:15Eu sei que tem muita gente que discorda politicamente, mas aí vai de opinião, né?
04:19Cada um tem a sua opinião também.
04:21Você nunca pensou em seguir o caminho da política?
04:23Ah, já pensei várias vezes, já me convidaram várias vezes pra ser vereador, deputado
04:27federal, deputado estadual, até senador.
04:29Falei, primeiro nem sei se eu seria eleito.
04:31Nossa, que tem todo o respaldo da família, aquela coisa.
04:34Mas eu optei por criar o meu caminho mesmo, sabe?
04:37Acho que talvez por ter tido isso muito forte em casa, política e tal, isso aí dá um...
04:42Acho que é justamente pra sair um pouco dessa coisa de ser filho dos seus pais, que você
04:48escolhe uma carreira completamente diferente?
04:49Sim, eu acho que isso tem muito a ver, com certeza.
04:52Você querer encontrar o seu caminho, né?
04:55Seria muito mais fácil.
04:56Você tem o seu talento, o que você ama, né?
04:58Você ser político, já tem o pai, a mãe que faz, entendeu?
05:01Não, eu quis fazer o meu caminho e deu certo, porque eu tô há 40 anos fazendo isso, cara.
05:06E eu vivo muito bem.
05:07E acabou de ser indicado a um prêmio, já conta aí pra gente.
05:10É, é indicado.
05:11Tem indicação.
05:12O melhor álbum, que é esse aqui que eu tô lançando, que se chama Nada Foi em Vão.
05:17Deixa eu contar.
05:17O Nada Foi em Vão.
05:19E ele que tá pré-selecionado, né?
05:22Pra concorrer ao prêmio da música popular brasileira e tal.
05:26E aí eu tô bem contente com esse álbum, que quase todas as músicas aqui têm clipe, né?
05:32Então tem Amor Kamikaze, tem a Fofoqueira, que eu gosto muito.
05:37E quase todas têm clipe no álbum, né?
05:41Assim, Amor Kamikaze, eu fiz o clipe no Japão, que é uns dois anos atrás.
05:45Não, dois anos atrás.
05:46Eu tinha umas imagens, é um ano e meio atrás.
05:48Eu toquei no Brazilian Day, que eles falam lá, né?
05:52Yoyogi Park.
05:54Então, é um parque maravilhoso e tem gente do mundo inteiro passando, né?
05:59Eu tinha umas imagens ali desse...
06:02Lá do Japão e eu fiz um clipe também.
06:05Aí tem a Fofoqueira, que é uma história muito engraçada da Fofoqueira.
06:07Qual é a história da Fofoqueira?
06:09A história, me convidaram pra...
06:11O Denis, que é da Rádio 89, ele me convidou pra apresentar o concurso do maior fofoqueiro
06:17do Brasil, a escolha do público e tal.
06:20Falei, tudo bem, eu vou, mas você tem que deixar eu fazer um clipe aí.
06:24Onde é que eu ia reunir o Léo Dias, o Leão Lobo, todos fofoqueiros ao mesmo tempo?
06:29Então, ele deixou.
06:30E é muito engraçado, porque eu acho que um trabalho assim do artista também, ele meio
06:35captar as coisas que ocorrem, desde as gírias, assim, do que a gente tá falando.
06:39Então, eu me lembro, eu me lembro, eu tinha umas amigas, assim, que falavam,
06:42ai, amiga, nem te conta esse babado.
06:44Você viu que o Supla disse pro Felipe, que o Edu contou pro Henrique, que tá viciado.
06:48Ai, não quero saber de fofoca, eu detesto fofoca.
06:51Ai, mas me conta tudo, tudinho, eu quero saber, quero saber.
06:55E aí, fala...
06:56Não, e aí, achei engraçado, a pessoa, ai, joga no tarô.
06:58Eu falei, não vale nada, né?
07:01Fofoqueira, boca de sacola, mas vale pra homem também, que entra, né, no...
07:06Tipo, fofoqueiro, boca de bueiro.
07:08Mas, de qualquer forma, como eu tava ali pra fazer o clipe, e eu apresentei o prêmio,
07:14eu falava, assim, pro Léo Dias e pra todo mundo que tava lá,
07:17ó, você faz assim no ouvido da pessoa e vai passando a fofoca.
07:20Ai, o clipe ficou mó legal, a banda tocando, e os fofoqueiros tudo passando, ó, sabe,
07:25com essa cochicha, assim.
07:27Maravilhoso.
07:27Ai, tem a música, você não vai me quebrar.
07:29Como é que Marcos Mion apresentaria esses seus clips, desse seu novo álbum?
07:33Ah, tem que perguntar pra ele.
07:35Eu gosto muito do Marcos Mion, o Marcos Mion ali, a gente tem uma química que nunca foi,
07:41a gente nunca combinou nada.
07:43Ele sempre ficou, tipo, não sei o que vai acontecer hoje, o Supla vai vir aqui lá na MTV,
07:49quando ele apresentava, né, MTV, whatever you call it, aí ele, eu sei que ele começou
07:54tirando sarro dos meus clips, e eu olhei pra ele e falei, mano, who the fuck is that guy,
08:00mano?
08:01Que que é esse cara, meu, tá tirando sarro dos meus clips, falando...
08:03Você ficava puta?
08:04No começo eu fiquei, logo quando eu vi ele tirando sarro, mas aí eu pensei, porque eu
08:08morava já há sete anos nos Estados Unidos, fazendo, correndo atrás do meu sonho, né?
08:15E quando eu voltei pro Brasil, eu vi esse cara tirando sarro dos meus clips, e eram clips
08:20que não tinha internet naquela época, mas mostrava muito a realidade do que tava ocorrendo
08:25no cenário punk de verdade em Nova York.
08:28Então tinham figuras magníficas, assim, dentro do clipe, e era um prato cheio pra ele
08:33tirar sarro.
08:35Então, ele foi bem esperto, que ele teve a visão, ele e o diretor dele, acho que era
08:39o Chuck, se não me engano.
08:40Ele tentou te cancelar ali, fez a sua visibilidade aumentar, mesma coisa que acontece hoje, não
08:45mudou nada.
08:46É aquela coisa, você tem que saber levar uma piada, e no final, a música Green Hair
08:50da Japa Girl, que é uma música de amor até...
08:53Quem é a Japa Girl, pelo amor de Deus?
08:55Olha, a Japa Girl é uma menina brasileira, né, que ela entrou no meio da bagunça, mas a
09:00música, ela também fez parte de um romance que eu tive, e ela é minha amiga até hoje,
09:06mas o grande amor, assim, da canção se chamava Monica, Chrónica, Monica Watson.
09:13And unfortunately she passed away, ela faleceu, então quando eu canto essa música, eu tenho
09:17uma emoção muito grande pra mim quando eu canto essa música, né.
09:20O pai dela era, como eu dizia na letra mesmo, o pai dela era um irlandês, um bombeiro
09:25aposentado do Bronx, né, a Meca, que eles falam de uma forma pejorativa, e aí a mãe
09:32era uma porturiquenha, e era os pais da Monica, que infelizmente faleceu ano passado e tal,
09:40e aí era, a música foi feita pra ela, assim, no geral.
09:43Ela foi sua namorada?
09:45Você era um amor platônico, maluco, depois a gente separou e tal, mas eu sempre tive muito
09:49carinho por ela.
09:50E tem o clipe, né, que ela tá.
09:52Isso foi na época que você morou fora?
09:54Sim, que eu conheci ela, foi uma das primeiras pessoas que eu conheci.
09:58Em Nova York.
09:59Em Tompkins Square, é.
10:00E a letra fala isso mesmo.
10:03Her dad is Irish, her mom Puerto Rican, né.
10:07Manor in Tompkins Square, eu conheci ela na Tompkins Square, bottle in hand with all her
10:11crusty fans, com a garrafa assim, com todos os amigos crustys, que é aquela galera muito
10:17que mora nos prédios abandonados ali em Nova York.
10:20Mas foi, eu realmente, eu fiquei apaixonado na hora, assim, ela era uma menina, tipo,
10:25com todo o meu respeito, um cabelo comprido, liso igual ao seu, assim, bem preto.
10:29Bem green hair, purple hair, bem a minha cara mesmo.
10:33É, mas, e aí o Marcos mesmo soube ter essa visão e começou a tirar sarro disso, eu falei,
10:38beleza, e a música virou hit.
10:40Até hoje eu acho que...
10:41E eu vendi um milhão de cópias.
10:43Aí eu entrei naquela coisa, reality show, o primeiro reality show do Brasil, né.
10:47Por favor, vamos só parar pra falar alguma coisa.
10:50Sim.
10:50Que é aquela genialidade da primeira casa dos artistas, que Silvio Santos mudava todas
10:57as regras no meio do programa.
11:00Ah, vocês eliminaram o Frota, não, não, eliminou, não.
11:02Eliminou.
11:02Não, não, eliminou, volta, volta aqui.
11:04Eu me lembro, tem uma cena que eu falo assim pra ele, o Frota tinha sido eliminado, né,
11:09e aí, de repente, ele voltou.
11:10Aí eu falei, mas e aí o Frota que voltou e tal?
11:13Aí a câmera tava aqui, eu não tava mais na câmera, já tinham me tirado da câmera.
11:17Tô até arrumando o meu broche.
11:20Ok, it's cool.
11:22Maravilhoso, né?
11:22Isso é puro suco de Brasil.
11:25Ah, isso foi uma ideia que o Silvio Santos teve, né, assim, parece que ele pegou, a Globo
11:30já tinha assinado, só que ele falou, ah, vou colocar uma, a minha é diferente,
11:33vou colocar uns artistas aí e tal.
11:34E eu realmente tava morando nos Estados Unidos, já fazia sete anos, e teve essa coisa do
11:41Mion antes, e aí teve essa coisa que alavancou pra fazer com os artistas, por isso que ele
11:46me convidou, o Silvio Santos.
11:48Mas ele nem fazia ideia que ia ser esse sucesso, ninguém fazia.
11:51E aí, e foi isso mesmo, deixou a, acho que a Glória Maria e o Zé Cacamargo no Fantástico
11:56falando sozinho por um bom tempo, né, que era a eliminação no domingo, né?
12:00E pra mim foi muito bom isso, porque muita gente pode conhecer um outro lado, meu,
12:04né, muita gente achava.
12:06É um lado, ah, uma pessoa, ah, carinhosa, amorosa, não sei se educado ou não, mas um
12:14outro lado, porque eu me lembro, quando eu saí do Brasil, eu, eu me lembro até a Hebe
12:19Camargo, nossa, você canta tão agressivo, dá soco no ar, essas coisas, né?
12:24É uma forma de expressão, it's my body language.
12:27Mas era uma coisa, você não via, no Brasil não tinha esse tipo de coisa.
12:31Já tinha punk, lógico, tinha ratos do porão, inocentes, né, cólera, já tinha
12:38pessoas que já davam aquele tom agressivo pra cantar, mas eu, eu gostava de misturar
12:43essa coisa meio, poderia até dizer meio sexy e agressiva ao mesmo tempo, sabe?
12:47Eu achava que ficava legal, né, um pouco dos dois.
12:51Você nunca mais foi chamado pra outros reality shows?
12:53Já, já.
12:53E não quis?
12:54Não.
12:55Por quê?
12:56Não me deu vontade.
12:57Eu não sei, hoje em dia acho que eu nem poderia fazer mais, naquela época eu realmente
13:01precisava de dinheiro e muito, e eu ganhei bastante dinheiro, naquela época eu precisava,
13:06hoje em dia eu falava, eu já sou um artista bem conhecido, eu falava, ah, esse cara não
13:10precisa de grana, eu não vou, não vou votar nele, porque quem, as pessoas que entram
13:13no programa, eu sinto muito que eles entram porque precisam da grana mesmo, entendeu?
13:19Porque você passa um perrengue lá e passa uma vergonha também, porque o programa
13:23é feito pra você entrar em conflito.
13:27Claro.
13:28Você entra lá uma hora, você vai entrar em conflito, não tem como, né?
13:32Então, ele é feito pra isso mesmo, essa é a sacada do programa.
13:37Então, mesmo você gostando muito de outra pessoa e tal, você vai acabar entrando num
13:41conflito e vai mostrar a população que tá assistindo, que adora ver o circo pegar
13:45fogo, né?
13:46E eu acho que eu nunca teria chance de ganhar, porque, ah, você já ganhou dinheiro,
13:50sai fora, né?
13:51Ah, então você não entraria porque você acha que, primeiro, você não precisa da
13:55visibilidade que te dá e nem do dinheiro que, eventualmente, você poderia ganhar
13:58e que você não ganharia porque você não acha que seria vencedor.
14:00Acho que eu não seria vencedor muito por causa disso também.
14:02Não, ó, tô dando uma opinião meio soberana aí, né?
14:06É, mas é isso mesmo.
14:07Mas eu tenho que confiar no...
14:08Pra falar sua opinião, se for pra falar a opinião dos outros, já os outros.
14:11Eu tenho que confiar no meu taco, né?
14:12Tá certo.
14:13Sabe, se eu entrar no negócio, eu vou entrar pra ganhar, entendeu?
14:16Mas naquela época não tinha esquema de como ganhar, ninguém sabia o que era.
14:21Hoje em dia acho que as pessoas já entram já meio com certas estratégias, né?
14:25Pra ganhar, sei lá, o jogo é esse.
14:28E sei lá, beleza.
14:29Eu não recrimino nada, eu acho que todo mundo tá na batalha aí e bola pra frente.
14:36Ô, Supla, a gente falou um pouco das suas namoradas que você citou que receberam músicas.
14:40Tinha até um programa, Papito in Love.
14:42Exatamente, era aí que eu ia chegar.
14:44Por que você fez um programa pra achar namorada?
14:48Era um teatro ou você realmente tava engajado em achar uma mulher através de um reality show?
14:53Não, eu tava solteiro, então acho que poderia ser divertido.
14:56Você tá solteiro agora?
14:57Tô solteiro agora, sim.
14:58É bom?
15:03Encolerado.
15:04Eu tinha uma música aqui no começo da MTV que chamava Encolerado, era bem legal.
15:09Eu cantava com o Roger, adorava a letra, era muito legal.
15:13E agora, no ano passado, eu lancei esse álbum que tem Eu Sou Um Capacho, que é bem legal também.
15:20Tem um clipe de desenho animado.
15:21Eu sou um capacho, você é minha mulher, eu sou muito obediente e faço o que você quiser.
15:25Se liga, eu atendo, preciso confirmar, tô sempre atento de olho no celular.
15:28Por aí.
15:28Você é esse homem?
15:29O que?
15:30Que tipo de homem?
15:31É esse aqui?
15:31Que é?
15:32Eu acho que todo homem que fica apaixonado, ele fica encolerado.
15:35Você é um homem apaixonado?
15:37No momento eu não tô apaixonado, né?
15:39Tem algumas paixões aí, né?
15:40Tudo bem, mas...
15:42It's okay.
15:43Encolerado também era boa a letra.
15:45Como é que é aí, meu camarada, alguma coisa tá errada?
15:47Não sei se é comigo ou com a minha namorada.
15:49E por aí vai, né?
15:52Quase capado.
15:53Mas eu não tô capado, tô bem.
15:55Vamos voltar.
15:56Você tava...
15:57É muita informação na minha cabeça.
15:59A lot of information and a short amount of time.
16:02Eu não consigo nem...
16:03É muito...
16:03O meu raciocínio fica...
16:04Pensa em milhões de coisas.
16:05É.
16:06Mas a minha cabeça também é assim.
16:07Hoje em dia eles falam que é neurodivergência.
16:08Na minha época era o meu jeito de ser.
16:09Pode ser mesmo, né?
16:11Vai lá.
16:11Mas fala.
16:12Agora, você foi então procurar mesmo, de verdade, uma companheira?
16:17É, e eu acho que é um entretenimento também.
16:19Desculpa.
16:19Ah, então tinha um pouco de teatro, né?
16:22Não.
16:22Bom, eu tava de coração aberto.
16:25Se pintar, pintou, entendeu?
16:26Mas não deu certo.
16:27Você nunca quis casar, ter filhos, família?
16:31Não.
16:32Nunca quis.
16:33Got no problem with that.
16:34Não.
16:34Tenho um monte de sobrinho.
16:35Eu amo meus sobrinhos.
16:37Um deles até faz letra comigo, que é o Teodoro Suplicy.
16:40A gente fez uma música que tocou muito na rádio.
16:43Não tocou na pan, mas tocou bastante nas rádios de rock.
16:46Se chama Supla Ego.
16:48Eu adoro essa letra.
16:50Ela...
16:50Eu já tinha esse título há um tempo, né?
16:52De Supla Ego, Super Ego e tal.
16:55E a letra como é que é?
16:56Supla Ego, Super Ego.
16:58Meu amor eterno, eu não nego.
17:00Supla Ego, Super Cego.
17:01Eu nunca te falei do meu ego.
17:03Meu ponto cego, eu não revelo.
17:05Eu me desapego logo do meu ego.
17:07Eu ainda não consegui parar de ser eterno.
17:10De Beatles a Billie Eilish sempre.
17:11Me disseram, eu sou muito belo.
17:13O que Narciso acha feio.
17:15O que não é espelho.
17:16Me preveram.
17:17Eu acho que tava pra fazer uma entrevista com você,
17:19que a gente pergunta, você responde com uma música sua.
17:21E ia dar pra fazer uma conversa.
17:23Você tem música de tudo.
17:24De tudo.
17:25Pelo amor de Deus.
17:26Eu adoro...
17:27Uma coisa que eu tenho muito medo é de ficar velho e não conseguir...
17:31A velhice te assusta?
17:33No sentido de ficar...
17:35Não conseguir fazer as coisas, sabe?
17:37Pensar, né?
17:38Sabe?
17:39Não reconhecer as pessoas.
17:41Eu já vi umas situações meio tristes.
17:42Nesse sentido, né?
17:43Mas vai chegar a todos nós.
17:45Com quantos anos você tá?
17:46Tô.
17:47Vou fazer 60 anos.
17:48Você acredita em mim?
17:50Inacredita.
17:50Você acredita, Supla, que você tem 60 anos?
17:54Eu vi o Clint Eastwood falar uma coisa.
17:56O que ele falou?
17:57Você não pode deixar o homem velho entrar em você.
17:59Ele falou.
18:00E você não deixou, definitivamente.
18:02Eu definitivamente não deixei, cara.
18:04Não deixei.
18:05Por que você acha?
18:06Eu não sei.
18:06Eu gosto de ser assim.
18:08Eu gosto da minha vida.
18:12Aliás, tô num momento muito bom da minha vida, meu.
18:14Nada foi em vão, baby.
18:16Essa é uma música do disco também, que diz bastante.
18:18Aliás, acho que esse título, modéstia à parte, eu gosto bastante.
18:21Faz você pensar na sua vida.
18:23Nada foi em vão, né?
18:26A sua vida.
18:26Como é que tem sido a sua vida?
18:27Qual é o seu signo?
18:29Libra.
18:29Não sei nada de Libra.
18:31Mas você é ariano.
18:33Eu sou ariano.
18:33Fogo.
18:34Como é que os caras falam satanários.
18:36É, satanários.
18:38É óbvio que você não casou, entendeu?
18:40Porque quem é que quer casar com um ariano?
18:42É verdade.
18:44Pelo menos a honestidade aí é importante.
18:48Mas...
18:49Fala.
18:51Inclui o que você ia dizer.
18:52Nada foi em vão.
18:53Da onde vem um pouco a fé.
18:54Não, não.
18:54É uma coisa que eu acho que faz uma Libriana também, como você, também pensar na sua vida.
18:59É um título que faz você pensar na sua vida.
19:01De tudo que passou.
19:02Das pessoas que vão e voltam na sua vida.
19:04Tem uma letra legal.
19:05Como é que é um pedaço dela?
19:08Luzes nas ruas.
19:11Pera, daqui a pouco eu me lembro.
19:12Tudo bem, vai.
19:13Que é muita música na cabeça.
19:14É que eu acho que não é todo mundo que vai pensar que nada foi em vão, né?
19:18Nada foi em vão.
19:19Mas até as coisas boas e as coisas ruins, né?
19:21Tudo bem.
19:21Não tô nem qualificando.
19:23Mas às vezes você tá fazendo uma...
19:24Pessoas refletem solidão.
19:27Reencontro pessoas que sempre vêm e vão.
19:31E o que resta então, será que foi em vão?
19:35E o que resta então, nada foi em vão.
19:38Segundo meu coração.
19:40Escuto o arraso.
19:41É um zabafo?
19:42Pode ser.
19:43Viver é uma inspiração.
19:45Pode ser ou é?
19:46Reconhecção.
19:47Ah, não, não.
19:48É mais uma coisa pra gente pensar.
19:50Pro telespectador pensar na vida dele também.
19:52Eu acho que é um título que faz você pensar na sua vida.
19:55De tudo que foi, sabe assim?
19:57Eu gosto desse título.
19:59Então, como eu falei pra você, faz você pensar talvez na sua vida, eu acredito.
20:04Mas a sua arte, você acha que ela vem mais pra expor aquilo que você sente e você te mostrar?
20:09Exato, as suas músicas.
20:10Ou você faz um convite porque você quer que as pessoas reflitam.
20:15E isso não necessariamente tem a ver com o que você quer mostrar sobre você.
20:18Eu acho que arte é meio...
20:20Vai de cada artista.
20:21Eu já vi a Nina Simone, que é uma grande pianista que eu gosto muito e cantora falecida, lógico.
20:27Ela falava que o artista, ele tá pra fazer uma reflexão dos tempos, entendeu?
20:32Das coisas que estão ocorrendo.
20:33Eu acho isso legal, eu acho isso importante.
20:36Não precisa ser só, não em política, mas até como eu te falei, da forma de se falar.
20:41Tipo, ai amiga, nem te conto esse babado.
20:43É uma coisa que você vê atualmente.
20:45Hoje em dia, nem sei mais, um ano e meio, mais ou menos, as pessoas falavam meio assim.
20:49Era uma coisa que me chamava a atenção, sabe?
20:51Então, eu acho que...
20:54Eu digo isso porque pro público também se identificar, eu acho, com o que você tá falando.
20:59Com as histórias que você tá contando.
21:02Sei lá, então eu acho que as minhas músicas é como se fosse uma entrevista mesmo, pra mim mesmo.
21:07Então, você não vai me quebrar, pode até tentar.
21:10Sabe, assim, é uma música.
21:11Você acha que eu tô tentando te quebrar?
21:13Não.
21:14Você tá tentando, não tá conseguindo até então.
21:17Você acha que eu tô tentando?
21:18Acho que não.
21:19Acho que você tá num bate-papo bem tranquilo.
21:21Tá deixando eu falar.
21:22Porque também é difícil, né?
21:24Tem alguns entrevistadores que falam mais do que entrevistados.
21:28Você fala, mas eu deixo o entrevistado falar.
21:29A gente vê tudo pra você falar.
21:32Então, é uma arte saber entrevistar também.
21:34Mas eu acho que você tá fazendo um bom papel.
21:36Você vinha me elogiando, acho que a gente pode continuar nesse ponto.
21:39Vamos daí.
21:40Tá bom.
21:40Então, obrigado.
21:42Não, mas é bom.
21:43É o seguinte.
21:44Mas eu falei, se eu não achasse, eu não iria falar nada.
21:47Obrigada.
21:47Ok.
21:48Você sabe que não é a primeira pessoa que diz isso, né?
21:51De você?
21:51Não, não de mim, mas da dificuldade que é, às vezes, dar entrevistas.
21:54Porque você, às vezes, precisa ter um espaço pequeno ali e quer colocar tudo e, às vezes, não dá.
22:01E uma coisa que eu vou falar, é importante também você saber aceitar um elogio também.
22:05Tem gente que não aceita elogio.
22:07É difícil.
22:07Eu tenho chugada.
22:08Você aceita bem elogio?
22:09Oh, eu adoro um elogio.
22:11Mas também aceito.
22:12Se a crítica vem construtiva e sem maldade, ela é muito bem-vinda também.
22:17Você lida bem com crítica?
22:18Sim.
22:19Qual foi a melhor crítica que você já recebeu?
22:21A melhor crítica?
22:22Bom, recebi uma boa...
22:24Recentemente, eu cantei com o Roberto Carlos.
22:26Como é que foi isso?
22:26Foi maravilhoso.
22:27Olha, o ano passado foi um ano, assim, muito bacana.
22:30Porque a gente fez um show no The Town.
22:32And it was wonderful.
22:34A galera amou.
22:35A crítica foi muito legal.
22:38E aí, depois, eu fui convidado para abrir o show do Billy Idol também, que sempre me
22:42compararam e achei isso muito legal.
22:44Você se compara com ele?
22:46Não.
22:46Você acha que ele é uma inspiração para você?
22:48Ah, não acho.
22:48Eu tenho certeza.
22:49Porque ele foi, lógico.
22:50David Bowie, Billy Idol, Elvis Presley, John Lennon.
22:54E tem os brasileiros também, né?
22:57Tem...
22:57Por incrível que pareça, eu sempre gostei muito de Vinícius de Moraes.
23:00Gosto da Maria Bethânia, gosto do Caetano Veloso.
23:04Falando da velha guarda aí também.
23:05Maravilhoso.
23:05Gosto do Jorge Bem, acho uau, sabe?
23:09Obá, obá.
23:10São músicas fantásticas, assim.
23:12Mas, ah...
23:14Porque eu acho que todo mundo tem mais ou menos as referências.
23:17Mas, quando você falou uma coisa de elogio, que eu achei legal, que foi no...
23:21Quando a gente...
23:23Convidaram para a gente abrir o show do Billy Idol, eu achei muito legal.
23:26Porque é legal, pô, tem essa comparação, vou lá, né?
23:29E aí, no...
23:31Quando ele acabou de tocar a segunda música dele, ele falou...
23:33I wanna like...
23:34Thank you, Supra.
23:35Thank you, Supra.
23:36It was fantastic.
23:37Great show and all that.
23:38Ah, que legal.
23:39Foi um elogio, sabe?
23:41Pra todo mundo ver que ele curtiu, assim, entendeu?
23:43E a banda dele tava atrás, enquanto a gente tava cantando.
23:46Going...
23:46Yeah!
23:47Yeah!
23:48Que a gente fez uns dois covers do John Lennon, né?
23:51Tipo...
23:52Imagine, punk rock style.
23:53E aí, foi muito legal isso.
23:55E do Roberto também foi, pô, um presente, assim, né?
23:58De Deus mesmo.
23:59Então, não foi um elogio, né?
24:00Foi quem elogiou?
24:02Foi um elogio e quem elogiou, né?
24:04Porque tem essa...
24:07Essa...
24:07Essa comparação.
24:07Mas você acha que ele foi o primeiro a dizer que você é fantástico?
24:10Acho que não.
24:10Não, sim, mas foi uma coisa que...
24:13Vindo dele, porque eu sempre recebi críticas, pessoas pejorativamente querendo falar.
24:19E pra mim, isso foi uma coisa legal, sabe?
24:21Eu me lembro...
24:22Quando eu tive a ideia de fazer o cabelo branco, eu já tinha uma coisa de surfista, assim.
24:26Tinha um surfista que ele era patrocinado pela Rip Curl, que chamava Shane Oren.
24:31E ele usava uma roupa de...
24:32Aquela de borracha pra surfar.
24:34E era maravilhosa.
24:35E eu queria ter aquela roupa e o cabelo branco.
24:37Então, veio dali essa história de cabelo branco e tal.
24:40E aí, eu vi um show do David Bowie.
24:42Em 1983, aquele Let's Dance Tour, eu falei...
24:46Uau, mano!
24:47This is great!
24:48I mean...
24:49A elegância parecia um Fred Astaire, mas um cara bonito, assim, de se olhar, sabe?
24:55E aí, tinha a ser de vícios, os caras do The Clash.
24:58Aí, eu vi o Billy Idol, eu falei...
24:59Quer saber?
25:00Eu vou misturar tudo isso e a banda toque, quando eu comecei, vai ser isso.
25:04Pelo menos no aspecto visual, né?
25:07E a música era o que a gente tinha 18 anos, né?
25:1118, 19 anos.
25:12E qual foi a crítica que mais te machucou?
25:15Rock em berço dourado.
25:16Eu me lembro quando saíram.
25:17Saíram na capa da Folha de São Paulo.
25:19E o pessoal já veio malhando.
25:21Porque era muita coisa.
25:22A banda era uma banda muito bonita.
25:26Tinham ótimos equipamentos.
25:28As roupas eram boas.
25:29E, lógico, que a gente estava nu ali pras pessoas.
25:32Porque a gente estava começando.
25:34Eu tinha 18 anos.
25:34O Marcelo Zarvos tinha 16 anos.
25:36Mas o tecladista.
25:39E...
25:39A gente era muito moleque, entendeu?
25:41Então, a gente...
25:42E os caras tiraram o maior sarro da gente.
25:44Ah, vocês sabem assoviar e mascar chiclete ao mesmo tempo.
25:48Falou do baterista.
25:48Ele é um grande baterista.
25:50O Rocco é um grande baterista.
25:51Então, é...
25:52Assim, o pessoal tirou um sarro, assim, forte.
25:56Eu fiquei, me lembro, na época, chateado.
25:58Falei, bom, tá bom, então.
25:59Você que é bom, então.
26:00O que que doeu dessa crítica?
26:01O que que pegou?
26:02Aonde pegou?
26:03Era tipo, é, uns filhinhos de papai fazendo som.
26:06Não, ué, e tal.
26:07Então, por isso que eu te falei no começo do programa.
26:10Isso foi sempre a minha gasolina.
26:12Eu tenho que provar que eu faço a coisa.
26:15Tanto que depois eu fui pra Nova York muito pra isso mesmo.
26:18Eu tinha ganho uma grana aqui, né?
26:20No Brasil, com o Tóquio e tal.
26:22E aí fui pra Nova York.
26:24Eu tinha dinheiro pra ficar uns quatro, cinco meses.
26:26Aí acabou o dinheiro.
26:27Aí meu pai e minha mãe falaram, ó, ninguém vai ficar te sustentando aí.
26:31Você tem uma carreira aqui.
26:32Falei, então, ok.
26:34Aí eu resolvi ficar.
26:35E aí fui Mr. Joe Pizza, diríamos assim.
26:39Não entreguei pizza, mas fiz vários tipos de trabalho.
26:41Jogar futebol.
26:45Você provou?
26:46Oi?
26:46Você provou que você não é só o filho dos seus pais?
26:49Eu provei, sim.
26:50Pude me provar, sim.
26:51Porque ali eu me envolvi com bandas de hardcore.
26:56Hardcore de verdade.
26:57It's like the underground.
27:00E eu tive muito respeito dessas pessoas.
27:03E tenho até hoje.
27:04Bandas tipo Madball, Agnostic Front, Murphy's Law.
27:09Bandas que iniciaram todo esse movimento, assim, pós-punk depois.
27:16Hardcore.
27:17Então, eu tenho respeito dessas pessoas, porque eles viram várias performances, vários shows
27:21que eu fiz em Nova York.
27:22Inclusive, que isso foi o que deu para depois eu vir e assinar um contrato com meu irmão
27:28trazendo a bossa nova com punk rock.
27:30Meu irmão João Splissi, a gente fez o Brothers of Brazil.
27:34E eu me lembro, para a gente ter assinado um contrato lá nos Estados Unidos, a moça que
27:40assinou a gente, ela perguntou nos bares, who the fuck is this supla guy?
27:45Is he real?
27:46What's up?
27:46What's his story?
27:47Now he's a real deal.
27:49He's been here for a long time.
27:50Ele tocou aqui muitos anos aqui, com a banda Cycle 69.
27:54Pode assinar que é de verdade.
27:56And it's a different sound.
27:57E é um som diferente.
27:58São dois irmãos, né?
27:59Brothers of Brazil.
28:00Um produto bem pensado, hein?
28:02Sim.
28:02Quem deu o nome foi o empresário do The Clash.
28:04Is The Clash, né?
28:05Que chama Bernard Rhodes, que descobriu Johnny Rotten na rua também.
28:09Vocalista do Sex Pestos, que inclusive vem ao Brasil.
28:14É um show que eu recomendo assistir.
28:16Um dos caras que inventou punk, né?
28:18Pio.
28:19Esse projeto é algo...
28:20Brothers of Brazil.
28:21É mais interno ou tem uma cara mais de produto mesmo?
28:25Vocês fizeram pela oportunidade.
28:27Não, a gente fez porque...
28:29Não, não.
28:29Antes do business tem que vir do coração, senão não funciona.
28:33Eu acho que a arte, principalmente quando você está fazendo uma música,
28:37eu acho que...
28:39Se eu for fazer uma música com você, por exemplo, a gente vai compor uma música.
28:42Aí você fala uma coisa engraçada e a gente fala...
28:45Meu, isso é muito engraçado.
28:46Se eu estou rindo com você, talvez mais pessoas...
28:50Outras pessoas também vão se identificar e vão dar risada desse assunto.
28:54Ou se a gente falar de uma coisa que...
28:55Sei lá, que seja...
28:57Uau, isso aqui está interessante essa letra.
28:59Está bem...
29:00Está me tocando, entendeu?
29:01Então, aí eu acho que isso é o que importa.
29:04É conseguir pegar aquele momento e depois que você lança a música,
29:08aí ela não pertence mais muito a você.
29:10Cada um interpreta ela de um jeito.
29:11Eu já escutei cada coisa mesmo.
29:14Coisas positivas.
29:15Uma música, por exemplo, que eu fiz com o meu irmão que se chama On My Way.
29:18Estou no meu caminho, né?
29:21Muitas pessoas vieram me falar dessa música.
29:23Nossa, eu me identifico com essa música porque eu estou no meu caminho, tá ligado?
29:26E é uma música em inglês simples.
29:28On My Way.
29:30Então, eu acho que é essa coisa da música.
29:33E a coisa do Brothers, ela veio de coração mesmo, assim.
29:36Lógico, eu falei para o meu irmão, daqui a pouco a gente vai ficar muito velho, sabe?
29:40A gente tem que fazer isso, meu.
29:42Vamos fazer esse som.
29:43E você traz o que você estudou de MPB, de música brasileira.
29:48E eu também conheço bastante música brasileira.
29:50E vamos misturar tudo isso daqui e virar o Pancanova.
29:53E deu certo.
29:54A gente saiu tocando pelo mundo.
29:56É que fazer uma carreira internacional não é fácil.
29:58Meu irmão estava com três filhos.
30:00É difícil para ele.
30:02Digo nem financeiramente.
30:03Minha mãe poderia até ter ajudado.
30:04Mas é...
30:05Eu me lembro, a gente abrindo o show para o Adam Ant.
30:08Show para duas mil pessoas.
30:10Toda noite.
30:11E voltava, ele estava meio triste.
30:13Falei, pô, João, caramba, meu.
30:15Mas o cara não estava vendo os filhos dele crescerem e tal.
30:18É complicado.
30:19Eu não.
30:19Eu já sou...
30:20Eu não tenho filho, como eu te falei.
30:21Não sou casado.
30:23Meus filhos são minhas músicas e minha banda.
30:25E nem quer.
30:25Ou ainda é uma possibilidade?
30:27Melhor dizer nunca vai dizer bebê dessa água, né?
30:31Mas I don't think about it, really.
30:32I don't.
30:33Eu te falei, eu tenho muitos sobrinhos.
30:34Adoro os meus sobrinhos.
30:35São maravilhosos.
30:36Obrigado ao André e ao João, meus irmãos que...
30:39Acho que nem minha mãe fala mais também, né?
30:42Supla, eu vou chamar aqui o nosso quadro A Verdadeira Produção.
30:46E nesse quadro é o seguinte, eu vou trazer algumas frases suas, coisas que você disse,
30:51para a gente discutir em cima da mais substância aqui para a nossa conversa e para você reafirmar
30:55ou mudar de opinião, ou enfim, whatever you want.
30:59Já que estamos falando meio inglês aqui também.
31:01É.
31:03Vamos lá.
31:04Aspas.
31:04Mas a gente vive numa sociedade machista e muito racista.
31:10Ah, com certeza.
31:12Eu ainda mantenho a sua opinião.
31:15O que você quer que eu fale?
31:18Você quiser.
31:19Ah, é isso.
31:20Eu falei isso, eu acho.
31:23Aspas.
31:24Eu já recebi muitas críticas da Folha de São Paulo, por exemplo.
31:28Lembro quando me colocaram na capa do jornal e escreveram rock em berço dourado.
31:31Vou falar o quê?
31:33Na época você não tinha nada para falar.
31:35O que você pode falar hoje?
31:36Eu estou aí até hoje, mano.
31:38Você está onde?
31:39Where the fuck you are?
31:41I'm still here.
31:42Supla, a gente falou muito aqui na nossa conversa sobre críticas, como é que você lida com elas.
31:47Falamos também de como começou a viralização do seu primeiro clipe ali,
31:52que bombou, do Japagão, que foi a história do Marcos Mion.
31:55Como é que você lida com a internet e com as críticas que vêm da internet, os cancelamentos,
32:00gente falando mal, gente caçoando.
32:03Você lida bem?
32:05Não, a gente fica puto.
32:06Normal, né?
32:07Eu vou chamar o nosso quadro.
32:08Toma que o hate é seu.
32:10E aí nesse quadro eu vou ler alguns hates para você, a gente responde, conversa.
32:15Aspas.
32:17Porra, papito.
32:18Cantar com Roberto Carlos na Rede Globo é coisa de punk de boutique.
32:23Não rola?
32:24Rola sim.
32:25Rolou, você não viu lá?
32:26Estava tocando lá.
32:27Foi bom, eu gostei demais.
32:30E punk de boutique era uma crítica que eu recebia, né?
32:35Ah, eu suplei punk de boutique porque eu tinha umas roupas boas e tal.
32:38Você tem que ter estilo para ser um punk de boutique.
32:41Claro.
32:42E muito do punk começou na boutique da Vivian Westwood, com o Malcolm McLaren.
32:48Então eu sempre curti esse negócio de roupa, muito antes de punk ou qualquer coisa,
32:52eu acho legal, acho que é divertido.
32:54E eu acho que essa coisa de estilo é maravilhoso.
32:57Quando você encontra uma pessoa que tem um estilo, você olha para a pessoa e fala,
33:02uau, man, seu estilo está tão legal.
33:05Isso aí já cria uma onda tão positiva.
33:08Aí você já começa uma conversa legal com outra pessoa.
33:12E eu acho isso maravilhoso.
33:13Então você pode ser quem você quiser.
33:15Eu tenho uma música que se chama Viva Liberty.
33:18E é bem isso aí mesmo, né?
33:21Viva a liberdade, que eu fiz em Nova York.
33:24Até te conto essa história rápido.
33:25Uma vez eu estava no...
33:26Eu conheci aquele fotógrafo, Bob Gruen, que tirou a foto do John Lennon com a estátua da liberdade.
33:32E com aquela camisa New York City.
33:35Ele que tirou essa foto.
33:36E ele foi no meu show e me convidou para ir na casa dele.
33:40E eu fui lá, ele estava com a esposa.
33:41E logo quando eu entrei, tinha a foto do John Lennon com a estátua da liberdade na frente.
33:45Ele assim.
33:46Aí eu me lembro, logo quando eu saí da casa dele, eu fiz essa canção Viva Liberty.
33:50Some people sing in the shower.
33:53Some people piss in the sea.
33:55Some want to be Lady Gaga.
33:56Não é porque Flava Madora, mas é tudo bem com mim.
33:59Whatever you want, you can be.
34:00Some people live for the power.
34:02Some people live on the streets.
34:04Some are rich and famous.
34:06Some are poor but sweet.
34:08Some people like to be hardcore.
34:10Some are scared to be beat.
34:11Some are always competing.
34:13Some just want to be free.
34:16Viva Liberty.
34:17Whatever you want, you can be.
34:20Viva Liberty.
34:22Muito bom.
34:23All right.
34:25Aspas.
34:25Thank you.
34:26Os primeiros 60 anos da infância de um homem são incríveis.
34:32Como é que é?
34:33Não é tanto hate esse, né?
34:34Não, eu nem entendi.
34:35Ele quis dizer, acho que ele quis dizer que você ainda é uma criança, assim.
34:39Graças a Deus.
34:39Você é uma pessoa de 60 anos que ainda não cresceu.
34:42Como eu te falo?
34:43Como eu não crescer?
34:44Eu pago conta, faço um monte de coisa, trabalho pra caramba, né?
34:49É que é fácil eu falar.
34:50Ah, o cara...
34:52Cara...
34:52I'm one of the hardest working men in show business.
34:56É por isso que eu tô aí até hoje, irmão.
34:58I'm independent.
34:59I do my own shit.
35:01Pay my own bills.
35:02Do my own thing.
35:03Faço a minha coisa.
35:04E tem gente que ainda fica falando essas coisas aí, né?
35:08Beleza, fala o que você quiser.
35:09E eu vou só fazendo o meu trabalho.
35:12Gosto e não gosto.
35:13Ainda bem que tem um monte de gente que gosta.
35:15Nem tô aqui pra agradar todo mundo também.
35:18Ninguém consegue, né?
35:19Ah, não quero.
35:21São planos pra gente fechar?
35:23Nesse ponto, assim, né?
35:25É, eu acho que é importante você tá contente com o que você faz.
35:28Você ter noção do seu trabalho.
35:30Você tem que ter a noção do seu trabalho.
35:32E aí, quem quiser concordar, concorda.
35:34Quem não quiser, não concorda.
35:36Mas eu gosto do que eu faço, que é o mais importante.
35:39Sensacional.
35:40Imagina você trabalhar numa coisa que você não gosta, que nem você aprecia.
35:44Não vai dar certo.
35:46Perfeito.
35:47Antes da gente fechar, eu quero fazer o ping-pong com você.
35:52Eternamente grato.
35:53Silvio Santos ou Marcos Mion?
35:57Os dois.
35:59Os dois.
36:00Até hoje eu vou no programa do Marcos Mion.
36:03Então, acho que não dá pra separar.
36:07Não dá pra escolher.
36:07Os dois foram muito legais comigo.
36:09O Silvio ficou pra história, né?
36:12O Marcos Mion tá vivo ainda aí.
36:14Sucesso ao Marcos Mion.
36:16Se fosse voltar pra um reality, a Fazenda ou o Big Brother?
36:21Você tem que ir.
36:22Você tem que ir.
36:23Tem que ir.
36:23Tem que escolher um.
36:26Tá precisando de dinheiro.
36:28Vamos mudar.
36:28Tá precisando muito de dinheiro.
36:31A Fazenda ou o Big Brother?
36:34A nenhum dos dois.
36:35Não votaria.
36:36Não consigo nem pensar nisso.
36:38Não.
36:39Acho que não.
36:39Acho que...
36:42Sei lá.
36:43Mas é aquela coisa, né?
36:44Assim, eu posso mudar de ideia.
36:46Mas no momento eu não faria nenhum dos dois.
36:50Um pensador favorito.
36:51Pondé ou Leandro Karnal?
36:54Prefiro o Karnal.
36:56Por quê?
36:58Ele parece um...
37:01Um homem doce.
37:03Tem uma alma doce, esse cara.
37:05Uma pessoa...
37:07Não sei.
37:09Talvez isso.
37:11Parece um homem doce.
37:13Um homem doce.
37:14Um homem doce.
37:24Eu acho que eu me identifico um pouco mais com as ideias do carecão.
37:31Simpático.
37:32Onde Neymar estará em julho?
37:34Copa do Mundo ou férias em Mangaratiba?
37:36Eu devo...
37:37Talvez eu vá para a Copa do Mundo.
37:39Talvez tenha um negócio.
37:41Fizeram uma proposta para mim.
37:42Eu estou pensando.
37:44Em relação à Copa do Mundo.
37:46Você quer contar?
37:47Não posso contar, porque eu ainda não fechei.
37:49Tá bom.
37:49Mas é uma proposta.
37:51Eu tenho que pensar.
37:53Com quem mais gostei de cantar?
37:55Roberto Carlos ou Calbi Peixoto?
37:59O Calbi é um grande cantor, mas eu acho que com o Roberto foi uma coisa muito especial.
38:06Eu acho que deu uma química boa.
38:09Porque...
38:11É que é mais recente também, né?
38:13Está mais presente na minha vida.
38:15Mas eu sei que o Roberto respeitava muito o Calbi.
38:18Muito.
38:18A gente conversou sobre isso.
38:21E eu também respeito.
38:22Eu cantei com o Calbi, né?
38:23Muito tempo atrás.
38:26Se não existisse rock, ouviria funk ou sertanejo?
38:34Olha, eu não sei.
38:36Eu acho que essa pergunta é meio esquisita, assim.
38:40Funk ou sertanejo?
38:43Eu não escuto nenhum dos dois.
38:45Tem umas coisas de trap que eu gosto.
38:48Eu acho que eu escuto...
38:49Eu gosto das batidas do funk.
38:52Assim, eu acho legal.
38:53E tem umas músicas de sertanejo que também são legais.
38:56Eu vou falar uma super banjada, assim mesmo.
38:59Pense em mim, né?
39:00É uma melodia legal, né?
39:04Assim...
39:04Então, acho que tem algum...
39:06Depende da canção.
39:07Eu prefiro não generalizar o estilo.
39:09Acho melhor você me mostrar a canção e falar, não, essa não está boa.
39:13E tem umas de funk que são uma atiração, uma boa sacada, que acho engraçado, acho legal.
39:20Mas eu mesmo já que fiz um funk.
39:22Já gravei um trap também.
39:25Eu tinha um funk que eu achava legal.
39:27Não tem tigrão, não tem tchutchuca.
39:29Pra mim, são todos uns filhos.
39:31Se um tapinha não dói, a porrada vai comer.
39:33E aí no baile funk, você vai ver.
39:35Era um funk.
39:36É em cima de uma batida funk.
39:37Eu gravei um trap também.
39:40Não, um funk.
39:41Baile funk, baile funk.
39:42Agora virou punk.
39:44Fazendo o sinal do rock.
39:45Eu como ela e fumo skunk.
39:46Era bem divertido.
39:47Você acha que o rock está meio fora de moda pra nova geração?
39:53Ah, lógico.
39:54Lógico, não é uma coisa que você está só vendo os streamings da vida, né?
40:01Mas eu nunca seguia a moda mesmo.
40:04Então, I don't care.
40:06Se você não cantasse, você teria sido jogador de futebol ou lutador de boxe?
40:11Jogador de futebol.
40:12Tomar porrada na cara, ninguém gosta.
40:14Esse foi o meu papo com o Supla.
40:17Não perde o em-off da semana que vem com o meu próximo convidado.
40:20Até lá.
40:20Tchau.
40:22Tchau.
40:29A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
40:41Realização Jovem Pan.
40:44Realização Jovem Pan
40:44Obrigado.
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