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Todo artista tem aquela crítica que não desce, e o Supla revelou a dele! Quando ele tinha só 18 anos e estava começando, a Folha de S.Paulo soltou a manchete "Rock em berço dourado". A mídia da época caiu matando e taxando os caras de "filhinhos de papai".

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Diversão
Transcrição
00:00Mas também assim, se a crítica vem construtiva e sem maldade, ela é muito bem-vinda também.
00:06Você lida bem com crítica?
00:07Sim.
00:08Qual foi a melhor crítica que você já recebeu?
00:10A melhor crítica?
00:11Bom, recebi uma boa, recentemente eu cantei com o Roberto Carlos.
00:15Como é que foi isso?
00:15Foi maravilhoso.
00:16Olha, o ano passado foi um ano, assim, muito bacana, porque a gente fez um show no The Town,
00:21and it was wonderful, a galera amou, a crítica foi muito legal.
00:26E aí depois eu fui convidado para abrir o show do Billy Idol também, que sempre me compararam e achei
00:32isso muito legal.
00:33Você se compara com ele?
00:35Não.
00:35Você acha que ele é uma inspiração para você?
00:37Ah, não acho, eu tenho certeza, porque ele foi, lógico.
00:39David Bowie, Billy Idol, Elvis Presley, John Lennon.
00:43E tem os brasileiros também, né?
00:45Tem, por incrível que pareça, eu sempre gostei muito de Vinícius de Moraes.
00:49Gosto da Maria Bethânia, gosto do Caetano Veloso.
00:53Falando da velha guarda aí também.
00:54Maravilhoso.
00:54Gosto do Jorge bem, acho uau, sabe?
00:58Obá, obá, são músicas fantásticas, assim.
01:01Mas, porque eu acho que todo mundo tem mais ou menos as referências, mas uma coisa de elogio que eu
01:07achei legal,
01:09que foi quando a gente convidaram para a gente abrir o show do Billy Idol, eu achei muito legal.
01:15Porque é legal, pô, tem essa comparação, vou lá.
01:18E aí, quando ele acabou de tocar a segunda música dele, ele falou...
01:28Foi um elogio, sabe, pra todo mundo ver que ele curtiu, assim, entendeu?
01:32E a banda dele estava atrás, enquanto a gente estava cantando, going, yeah, yeah!
01:37Que a gente fez uns dois covers do John Lennon, né?
01:40Tipo, imagine, punk rock style.
01:42E aí foi muito legal isso.
01:44E do Roberto também foi, pô, um presente, assim, né?
01:47De Deus mesmo.
01:48Então não foi um elogio, né?
01:49Foi quem elogiou.
01:51Foi um elogio e quem elogiou, né?
01:53Porque tem essa...
01:56Essa comparação.
01:56Mas você acha que ele foi o primeiro a dizer que você é fantástico?
01:58Acho que não.
01:59Não, sim, mas foi uma coisa que...
02:02Vindo dele, porque eu sempre recebi críticas, pessoas pejorativamente querendo falar.
02:08E pra mim isso foi uma coisa legal, sabe?
02:10Eu me lembro, quando eu tive a ideia de fazer o cabelo branco, eu já tinha uma coisa de surfista,
02:15assim.
02:15Tinha um surfista que ele era patrocinado pela Rip Curl, que chamava Shane Oran.
02:20E ele usava uma roupa de... aquela de borracha pra surfar.
02:23E era maravilhosa.
02:24E eu queria ter aquela roupa e o cabelo branco.
02:26Então veio dali essa história de cabelo branco e tal.
02:29E aí eu vi um show do David Bowie, em 1983, aquele Let's Dance Tour.
02:34Eu falei, uau, man!
02:36This is great!
02:37I mean...
02:38A elegância parecia um Fred Astaire, mas um cara bonito, assim, de se olhar, sabe?
02:44E aí tinha Sid Vicious, os caras do The Clash.
02:47Aí eu vi o Billy Idol, eu falei, quer saber?
02:49Eu vou misturar tudo isso e a banda Tóquio, quando eu comecei, vai ser isso.
02:53Pelo menos no aspecto visual, né?
02:56E a música era o que a gente tinha 18 anos, né?
03:0018, 19 anos.
03:01E qual foi a crítica que mais te machucou?
03:03Rock em berço dourado.
03:05Eu me lembro quando saiu na capa da Folha de São Paulo.
03:08E o pessoal já veio malhando.
03:10Porque era muita coisa.
03:11A banda era...
03:13Era uma banda muito bonita.
03:15Tinha ótimos equipamentos.
03:17As roupas eram boas.
03:18E lógico que a gente tava nu ali pras pessoas.
03:21Porque a gente tava começando.
03:22Eu tinha 18 anos.
03:23O Marcelo Zarvos tinha 16 anos.
03:25O tecladista.
03:28E...
03:28A gente era muito moleque, entendeu?
03:30Então a gente...
03:31E os caras tiraram o maior sarro da gente.
03:33Ah, vocês sabem assoviar e...
03:36Mascaxiclete ao mesmo tempo.
03:37Falou do baterista.
03:37Ele é um grande baterista.
03:39O Rock é um grande baterista.
03:40Então, é...
03:41Assim, o pessoal tirou um sarro, assim, forte.
03:45Eu fiquei me lembro, na época, chateado.
03:47Eu falei, bom, tá bom, então.
03:48Você que é bom, então.
03:49O que que doeu dessa crítica?
03:50O que que pegou?
03:51Aonde pegou?
03:52Era tipo...
03:53Ah, uns filhinhos de papai fazendo som aí e tal.
03:56Então, por isso que eu te falei no começo do programa.
03:58Isso foi sempre a minha gasolina.
04:01Eu tenho que provar que eu faço a coisa.
04:04Tanto que depois eu fui pra Nova York muito pra isso mesmo.
04:07Eu tinha ganho uma grana aqui, né?
04:09No Brasil.
04:10Com o toque e tal.
04:12E aí, fui pra Nova York.
04:13Eu tinha dinheiro pra ficar uns quatro, cinco meses.
04:15Aí, acabou o dinheiro.
04:16Aí, meu pai e minha mãe falaram,
04:18ó, ninguém vai ficar te sustentando aí.
04:20Você tem uma carreira aqui.
04:21Falei, então, ok.
04:23Aí, eu resolvi ficar.
04:24E aí, fui Mr. Joe Pizza, diríamos assim.
04:28Não entreguei pizza, mas fiz vários tipos de trabalho.
04:30Jogar futebol.
04:34Ah, muitos...
04:34Você provou?
04:35Oi?
04:35Você provou que você não é só o filho dos seus pais?
04:38Eu provei, sim.
04:39Eu pude me provar, sim.
04:41Porque ali eu me envolvi com bandas de hardcore.
04:45Hardcore de verdade.
04:46It's like the underground.
04:49E eu tive muito respeito dessas pessoas.
04:52E tenho até hoje, né?
04:53É verdade.
04:54Bandas tipo Madball, Agnostic Front, Murphy's Law.
04:58Bandas que iniciaram todo esse movimento, assim, pós-punk depois.
05:05Hardcore.
05:05Hardcore.
05:06Então, eu tenho respeito dessas pessoas, porque eles viram várias performances, vários shows
05:10que eu fiz em Nova York.
05:11Inclusive, isso foi o que deu para depois eu vir e assinar um contrato com meu irmão, trazendo
05:17a bossa nova com punk rock.
05:19Meu irmão João Suplicy.
05:20A gente fez o Brothers of Brazil.
05:23E eu me lembro, para a gente ter assinado um contrato lá nos Estados Unidos, a moça que
05:29assinou a gente, ela perguntou nos bares,
05:32Who the fuck is this Supla guy?
05:34Is he real?
05:35What's up?
05:35What's his story?
05:36Now he's a real deal.
05:38He's been here for a long time.
05:39Ele tocou aqui muitos anos, aqui, com a banda Cycle 69.
05:43Pode assinar que é de verdade.
05:45And it's a different sound.
05:46E é um som diferente.
05:47São dois irmãos, né?
05:48Brothers of Brazil.
05:49Um produto bem pensado, hein?
05:51Sim.
05:51Quem deu o nome foi o empresário do The Clash.
05:53Is The Clash, né?
05:54Que chama Bernard Rhodes, que descobriu Johnny Rotten na rua também.
05:58Vocalista do Sex Pestos, que inclusive vem ao Brasil.
06:03É um show que eu recomendo assistir.
06:05Um dos caras que inventou punk, né?
06:07Pio.
06:07Esse projeto é algo...
06:09Brothers of Brazil?
06:10É mais interno ou tem uma cara mais de produto mesmo?
06:14Vocês fizeram pela oportunidade?
06:16Não, a gente fez porque...
06:18Não, não.
06:18Antes do business tem que vir do coração, senão não funciona.
06:22Eu acho que a arte, principalmente quando você está fazendo uma música,
06:27eu acho que...
06:28Se eu vou fazer uma música com você, por exemplo, a gente vai compor uma música.
06:31Aí você fala uma coisa engraçada e a gente fala,
06:33meu, isso é muito engraçado.
06:35Se eu estou rindo com você, talvez mais pessoas...
06:39Outras pessoas também vão se identificar e vão dar risada desse assunto.
06:43Ou se a gente falar de uma coisa que...
06:44Sei lá, que seja...
06:46Uau, isso aqui está interessante essa letra.
06:48Está bem...
06:49Está me tocando, entendeu?
06:50Então aí eu acho que isso é o que importa.
06:53É conseguir pegar aquele momento e depois que você lança a música,
06:57aí ela não pertence mais muito a você.
06:59Cada um interpreta ela de um jeito.
07:00Eu já escutei cada coisa mesmo.
07:03Coisas positivas.
07:04Uma música, por exemplo, que eu fiz com o meu irmão que se chama On My Way.
07:07Estou no meu caminho, né?
07:10Muitas pessoas vieram me falar dessa música.
07:12Nossa, eu me identifico com essa música porque eu estou no meu caminho, está ligado?
07:15E é uma música em inglês simples.
07:17On My Way.
07:19Então eu acho que é essa coisa da música.
07:22E a coisa do Brothers, ela veio de coração mesmo, assim.
07:25Lógico, eu falei para o meu irmão, daqui a pouco a gente vai ficar muito velho, sabe?
07:29A gente tem que fazer isso, meu.
07:31Vamos fazer esse som.
07:32E você traz o que você estudou de MPB, de música brasileira.
07:37E eu também conheço bastante música brasileira.
07:39E vamos misturar tudo isso daqui e virar o Panca Nova.
07:42E deu certo.
07:43A gente saiu tocando pelo mundo.
07:45É que fazer uma carreira internacional não é fácil.
07:47Meu irmão estava com três filhos.
07:49É difícil para ele.
07:51Digo nem financeiramente.
07:52Minha mãe poderia até ter ajudado.
07:53Mas eu me lembro a gente abrindo o show para o Adam Ant.
07:57Show para duas mil pessoas.
07:59Toda noite.
08:00E voltava, ele estava meio triste.
08:02Falei, pô, João, caramba, meu.
08:04Mas o cara não estava vendo os filhos dele crescerem e tal.
08:07É complicado.
08:08Eu não.
08:08Eu já sou.
08:09Eu não tenho filho, como eu te falei.
08:10Não sou casado.
08:12Meus filhos são minhas músicas e minha banda.
08:14E nem quer.
08:14Ou ainda é uma possibilidade?
08:15Isso, sério.
08:16Melhor dizer nunca, vai dizer, beber dessa água, né?
08:20Mas I don't think about it, really.
08:21I don't.
08:22Eu te falei, eu tenho muitos sobrinhos.
08:23Adoro os meus sobrinhos.
08:24São maravilhosos.
08:25Obrigado ao André e ao João, meus irmãos que...
08:28Acho que nem minha mãe fala mais também, né?
08:30E eu te amo.
08:30E eu te amo.
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