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No Em Off, a educadora parental Ivana Jauregui toca em um dos maiores e mais dolorosos tabus da maternidade: o arrependimento. De forma sincera, ela fala sobre as extremas dificuldades e o cansaço de criar filhos nos dias atuais, abrindo o coração para responder se, em meio ao caos da rotina, já chegou a se arrepender de ter se tornado mãe.

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Diversão
Transcrição
00:00Você entende quem não quer ter filho?
00:03Quem não quer ter filho?
00:04É, quem decide, não quero, não quero ter filho.
00:06Ou você é do time de falar, poxa, repense.
00:10Eu sou do time de que cada um tem que...
00:12Tudo bem não querer.
00:14Assim, quem deita no teu travesseiro, com tua consciência, é só você.
00:18Então vive a vida 100% com sentido pra você.
00:22Esse time sou eu, agora, ficar falando o que a pessoa precisa ou não precisa, fazer da vida dela?
00:27Você, quando seus filhos eram pequenos, você tinha uma Ivana?
00:30Você tinha alguém que te ajudava com esses aconselhamentos?
00:33Você tinha onde buscar recursos pra desenvolver o que você desenvolveu?
00:38Ou foi uma coisa meio intuitiva, um pouco do contexto ali da sua família?
00:41Foi uma coisa de sobrevivência, de desespero.
00:44Porque eu sonhei com ser mãe a minha vida inteira.
00:46Eu era aquela criança que brincava de mamar, bonequinha.
00:51Tipo, era meu sonho.
00:52Aí, quando nasceu meu primeiro filho, os dois primeiros anos de vida foi o paraíso na Terra.
00:58Porque eu tinha um bebê, aquele sonho.
01:00Quando o menino começou a ter personalidade, fazer birra, essas coisas todas, eu me perdi.
01:05Eu não sabia como lidar com ele.
01:08Se perdeu como?
01:09Batia nele, gritava, xingava.
01:11Aquele menino não tinha limite nenhum.
01:13Era o terror, aquele era um caos.
01:15Você chegou a falar, meu, o que eu fiz da minha vida?
01:18Ser mãe não era tão legal quanto eu imaginava?
01:21Eu posso dizer assim, eu nunca me arrependi de ter filho, de ter sido mãe, porque era meu sonho a
01:26vida inteira.
01:27Mas eu sim pensei assim, quase me arrependi, quase pensei assim.
01:31Caramba, mas era um sentimento tão ruim, sabe?
01:35Chegava a noite e eu estava tão frustrada.
01:37Eu estava tão frustrada comigo mesma.
01:38Eu não gostava de ser eu.
01:41Eu não gostava de a mãe que tinha me tornado.
01:43Era uma decepção para mim.
01:45Então, chegava a noite e eu estava exausta.
01:47Não aguentava mais o filho, o marido maravilhoso que eu vim para o Brasil atrás dele.
01:53Eu não aguentava mais ele.
01:54Eu não aguentava mais...
01:55Eu morava na Bahia, em um paraíso.
01:57Não aguentava o paraíso da Bahia.
01:58Eu estava...
02:00Eu me sentia muito frustrada.
02:02E, assim, foram...
02:04Dos dois anos de idade dele até os oito, foram seis anos de busca.
02:08Eu busquei incansavelmente por respostas.
02:12Eu não tive alguém que me dizesse, olha, está fazendo isso errado, faz aquilo.
02:19Mas você buscava uma resposta de por que eu estou infeliz, se eu queria tanto ser mãe e eu não
02:23estou tão frustrada?
02:24Ou você buscava respostas porque você já tinha alguma coisa que falava, eu estou fazendo alguma coisa?
02:28Para mim, não, não sabia que era eu.
02:30Para mim, estava claro que meu filho tinha algum problema.
02:33Então, eu estava buscando alguém que me dizesse como lidar com meu filho, porque ele é difícil, porque ele enfrenta,
02:39tem um temperamento terrível.
02:40Então, eu estava à procura de alguém que me dizesse o que fazer com ele.
02:44Então, eu era psicólogo.
02:45Eu procurei escolas, educação.
02:47Eu viajei por muitos países, desesperadamente, à busca, à procura de uma solução, uma luzinha.
02:54Até que, no Equador, foi que eu encontrei uma moça que trabalhava numa escola, com uma pedagogia, assim, mais livre.
03:01Ela me disse assim, ó, não dê doce para o teu filho.
03:05Para mim, aquilo, eu não sabia.
03:07Ela me disse, e não bote ele de castigo.
03:10Aí, ela me disse, só que ela me disse o que não fazer, mas ela não me disse como fazer.
03:15Mas ela já me acendeu uma luzinha.
03:17Falei, ah, talvez realmente seja eu que estou fazendo alguma coisa errada.
03:22O jeito que eu estou lidando com ele, que está errado.
03:25E não é que meu filho tem um problema e ele está errado.
03:28Então, eu fui perceber, de verdade, que, na verdade, se tratava de mim,
03:32que era eu que estava lidando com o jeito errado,
03:36do jeito errado com uma criança de temperamento forte.
03:39Eu não estava sabendo lidar com ele.
03:40Por isso, ele respondia dessa forma.
03:42Quando ele tinha oito anos de idade.
03:44Foi quando eu lembro o dia que eu fiz o clique, que eu fiz a virada.
03:47Foi tarde demais, você acha?
03:50Não foi tarde demais, porque, assim, eu respeito muito o processo e o momento de cada um.
03:56Como assim vou achar que foi tarde demais ganhar consciência?
03:59Tipo, daqui a dez anos eu vou estar muito mais consciente que hoje, se eu continuar evoluindo.
04:04Então, eu tenho muito respeito pelo momento de percepção e de despertar de cada um.
04:10Agora, ele tem sequelas até hoje?
04:12Tem.
04:14Porque até os oito anos de idade ele apanhou.
04:17Mas que tipo de sequela?
04:19Por exemplo, para ele, e agora com vinte e cinco anos de idade, é um trabalho que cabe a ele.
04:25Eu não posso já fazer muita coisa por ele, mas, por exemplo, e muita coisa foi revertida,
04:30porque eu mudei quando ele tinha oito anos de idade, né?
04:32Mas, por exemplo, eu vejo que ele tem uma certa dificuldade em confiar nas pessoas.
04:37Por quê?
04:38Claro, o menino estava ali com a mãe, do lado, e a mãe não colocava um limite, não assumia, não
04:43dirigia a ele.
04:44Então, para ele, tipo, adulto, não tem muito valor.
04:50Então, por exemplo, eu vejo ele batalhando para poder admirar alguém, para poder botar aquela distância, se inspirar em alguém.
04:58Porque aquela referência de criança que sonha com ser aquele adulto que ele tem na frente,
05:03ele não tinha, porque ele tinha uma mãe quase que ao nível dele, perguntando,
05:06Filho, você quer me obedecer, por favor?
05:09Tipo, era quase isso, entende?
05:11Então, o que aconteceu com as mães da minha geração, por exemplo?
05:15Você teve culpa?
05:17Quando você teve seus filhos, quando você estava nesse momento, ou um pouco depois?
05:22Eu senti culpa quando eu estava fazendo tudo errado.
05:25Toda noite.
05:26Quando você descobriu?
05:27Ah, até os oito você sentiu a culpa?
05:31Toda noite eu sentia a culpa.
05:32Era horrível aquela sensação de, caramba, não está dando certo.
05:35Porque o meu sentimento era, realmente, eu quero me livrar disso.
05:39Tipo, amo meu filho, mas não aguento ele.
05:42Isso.
05:43Então, aquilo me remoía por dentro.
05:45Como assim, amo meu filho?
05:46Era uma dualidade, amo meu filho, mas eu não suporto ele.
05:49E eu quero ser uma mãe boa para ele, mas eu explodo e acabo batendo nele.
05:54E aquilo era um...
05:56Era horrível aquilo, era um liquidificador de culpa.
05:59A minha culpa começou a passar no momento em que eu percebi que eu precisava mudar.
06:05E isso é uma coisa que eu sempre falo para as mães hoje, assim, que eu ter um momento
06:10de toma de consciência, seja para você melhorar, não para você se culpar.
06:14Tipo assim, oito anos de idade eu percebi que eu estava fazendo tudo errado.
06:17Ah, então eu não vou me culpar porque eu percebi só agora.
06:21Para que eu quero, então, perceber as coisas se não é para fazer diferente?
06:25No momento em que eu comecei a mudar e assim, a minha grande mudança foi em uma semana.
06:31Que eu falei assim, percebi, então agora, por essa semana, eu vou mudar o meu comportamento.
06:37Vou me comportar com ele de uma forma diferente.
06:40E nessa semana eu já vi resultados.
06:43A partir daí eu virei empolgadíssima da vida de ganhar consciência e perceber os meus erros.
06:49Porque enquanto eu não percebia os meus erros, eu vivia o problema.
06:54Quando eu percebo os meus erros, eu vivo a solução.
06:58E é muito empolgante.
06:59E é muito empolgante.
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