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No EM OFF desta semana, Mari Cantarelli recebe o maior produtor musical da história do pop rock nacional: Rick Bonadio. O “Midas” da nossa canção fala de sua carreira desde os tempos que gravava Jingles e artistas pouco conhecidos no seu estúdio semi caseiro.
Bonadio fala dos tempos de produtor e descobridor dos Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr, Ivan Kley, NX Zero e tantos outros e das polêmicas envolvendo nomes como Rouge, CPM 22, Alok e Anitta. O produtor musical abre o jogo sobre política e decepção com esquerda e direita.
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Bonadio fala dos tempos de produtor e descobridor dos Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr, Ivan Kley, NX Zero e tantos outros e das polêmicas envolvendo nomes como Rouge, CPM 22, Alok e Anitta. O produtor musical abre o jogo sobre política e decepção com esquerda e direita.
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DiversãoTranscrição
00:03Eu não criei o Zebeck, ele errou.
00:06Gente profissional já sabe o que tá fazendo, é outra coisa, né?
00:09Não criei, eu comecei ontem.
00:11Chega, você tá me... sai, sai.
00:15Os últimos aqui foram mais polêmicos.
00:18Agora você não se envolve mais em polêmica, é isso mesmo que eu escutei?
00:21Sofre com a opinião dos outros, hate essas coisas.
00:25Mas já tô fazendo entrevista aqui, nem conversamos e eu já tô, hein?
00:27Vocês gravaram, hein?
00:28Vai gravando, já tão gravando?
00:30Mas é que também virou um pouco meio de vida, você ser polêmico, não?
00:33Tipo, ah, vou fazer a polêmica aqui pra ver se a coisa roda.
00:36Pra mim isso atrapalha.
00:37Ô, fecha aí rapidinho, gente.
00:38Só pra eu conversar aqui, que eu tô mais interessada nele do que em vocês aí.
00:52Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., CPM 22, Vitor Clay.
00:56É impossível falar de pop nacional sem falar dele.
00:59Com seu faro único pra descobrir talentos, ele é apontado como um dos midas do cenário musical.
01:05Hoje no in-off comigo, eu recebo o Rick Bonadio.
01:08Bem-vindo, Rick.
01:10Obrigado pelo convite.
01:12Que honra te receber aqui.
01:14Imagina, honra minha estar aqui.
01:15Você sabe que eu fiquei emocionada a saber que você é o Cruzebeck.
01:19Então eu preciso começar falando isso pra você.
01:22Imaginava.
01:23Cara, que apelido é esse que os mamonas deram fugidinho, né?
01:27Dos mamonas que te deu esse apelido.
01:29Foi, foi.
01:29Por quê?
01:29Me explica.
01:31Assim, eu tinha um estúdio muito pequeno na época que a gente gravou os mamonas.
01:37E eu fazia trabalhos independentes, de artistas independentes.
01:40E tinha uma banda de forró gravando no meu estúdio que o sanfoneiro chamava Brezequeba.
01:50Brezequeba, guarda o Brezequeba.
01:51E a gente tava gravando a música Uma Linda Mulher, e o Dinho tava improvisando no final
01:55da música.
01:56Ele fala, e o...
01:58Ele foi falar, o Brezequeba tá ali abaixando os volumes.
02:01Nesse momento que você tá ouvindo a música, vai tá baixinha.
02:03E em vez de ele falar Brezequeba, ele falou Cruzebeck.
02:05Ele errou.
02:06E a gente riu muito.
02:07Você vê que ele fala Cruzebeck e dá risada.
02:09Na gravação tá assim até hoje.
02:11E aí virou meio que uma piada interna.
02:14E ele começou a me chamar de Cruzebeck.
02:15Todo mundo começou a me chamar de Cruzebeck.
02:17E aí eu virei o Cruzebeck.
02:20Então vamos lá que vai começar a baixaria, hein?
02:23O Cruzebeck tá aqui já.
02:25Rick, quem é você?
02:27Hoje, em 2026, quem é você?
02:29Hoje?
02:31Hoje?
02:33Porque amanhã eu já sou outro.
02:34Já começou, já começou complexo.
02:37Pô, eu já viajei aqui na terapia, né?
02:40Hoje, hoje eu sou...
02:42Eu sou músico.
02:43Eu sou músico, continuo sendo um produtor musical.
02:47Sou apaixonado pelo que eu faço.
02:50Faço todo o tempo.
02:52Faço 24 horas por dia.
02:53Minha família toda tá ao redor da música.
02:56Eu acho que eu conquistei isso, assim, com muito amor pela música.
03:02Sou uma pessoa conectada aos artistas.
03:04Gosto dos novos artistas.
03:07Sou um cara que ainda tem muitos sonhos.
03:10E ainda pretendo ganhar muitos Grammys, ainda.
03:14Que sonhos?
03:17De construir carreiras.
03:20Carreiras de artistas que vão deixar legados.
03:22Eu tenho o sonho de melhorar a música no Brasil.
03:25Eu tenho um sonho, assim, absurdo.
03:28Uma paixão enorme pela...
03:30Pela valorização da qualidade musical.
03:34E me sinto como, de certa forma, um pouco responsável por defender essa bandeira.
03:40Que poucos defendem hoje em dia.
03:42Eu já vou começar, então, puxando esse assunto que você tá trazendo agora mais superficialmente.
03:47Que é, eu sei que você já comentou em muitas entrevistas, de uma certa decepção do que tem acontecido, né?
03:56Na indústria musical e a mudança que foi ocasionada por conta do streaming, redes sociais.
04:03Quer dizer, você teve uma mudança muito grande de cenário.
04:06E em algum momento você se decepcionou.
04:09Passou?
04:10Você já conseguiu sim?
04:12Por que você ficou decepcionado?
04:14E o que você tá vendo hoje?
04:15Já se encontrou melhor?
04:17Ou ainda tá...
04:18Eu acho que não é...
04:19A palavra talvez não seja exatamente decepção.
04:22Mas foi um processo, né?
04:24Um processo que veio acontecendo com todo esse desenvolvimento da tecnologia.
04:29De as pessoas terem muito acesso à facilidade de gravação.
04:34À facilidade de lançar uma música.
04:36Então, muita gente começou a se achar artista.
04:39E no final das contas, as redes sociais contribuíram também.
04:43Pra que tudo isso fosse...
04:46Antigamente, você se focava exclusivamente na qualidade da música.
04:50Na emoção que a música te passava.
04:51Não necessariamente ser muito bom ou muito ruim.
04:54Porque às vezes uma música ruim te passa uma emoção legal e você gosta de ouvir.
04:57Mas hoje, com esse advento de toda essa tecnologia e rede social.
05:01As pessoas começaram a clicar.
05:04E as empresas que dominam esses mercados.
05:06Elas ganham muito dinheiro simplesmente com a sua atenção.
05:12Então, não necessariamente te entregam uma coisa boa.
05:15Então, é um audiovisual.
05:17É um pacote de porcaria que eles te entregam.
05:20Pra que você fique viciado ali clicando.
05:22Então, saiu...
05:23Antes a gente conquistava as pessoas pela emoção.
05:26Então, o meu trabalho era encontrar uma harmonia bonita.
05:30Com uma melodia bonita.
05:31Com uma voz bonita.
05:32Com um som de guitarra legal.
05:34Com uma bateria pulsante.
05:35Que a gente...
05:36E com letras e palavras legais.
05:38Que a gente possa captar a atenção dessa pessoa.
05:40Pra que essa pessoa vire fã do artista.
05:43E vá no show desse artista.
05:44Hoje em dia, as pessoas...
05:46E principalmente os jovens.
05:47Ficaram muito dispersos.
05:48Porque eles só estão ali clicando e vendo.
05:51E é o meme do momento.
05:53É a trend.
05:54E isso tudo fez com que...
05:56Com que...
05:57De certa forma, eu me decepcionasse.
06:00Porque...
06:00Cara, tem muita gente que ainda quer viver de arte.
06:04E as pessoas estão vivendo de cliques.
06:07Então, assim...
06:07Esse papo aqui, a gente pode ficar...
06:10Exato.
06:10Três dias conversando sobre isso.
06:12Não, que me interessa muito entender um pouco.
06:14De como é que você enxerga...
06:16Por exemplo, será que existe ainda artista?
06:19Ou todo mundo agora virou influencer criador de conteúdo?
06:22Existe.
06:22Sabe?
06:23Porque, né?
06:24Eu acho que várias indústrias vão sofrendo, né?
06:27Assim...
06:27Ah, você tinha um jornalista que era especializado em moda.
06:30E hoje você tem a menina que se veste legal e faz conteúdo.
06:36E aí ela tem uma visibilidade enorme.
06:38E aquela coluna de uma pessoa que tá há anos ali estudando tal assunto.
06:42De repente, ninguém mais tá lendo.
06:44E é um pouco o que você tá descrevendo.
06:46O que acontece com a indústria da música.
06:49Ou qualquer...
06:49Tem muitas ainda.
06:51Teatro, televisão.
06:52Hoje vai pra televisão, eventualmente alguém que saiu da internet.
06:57Né?
06:57O papel do produtor musical, ele ficou estranho, né?
07:04Ficou fácil de fazer, a máquina faz um pouco.
07:07A gente teve uma avalanche de...
07:12Como eu tava falando, né?
07:13Todo mundo grava, todo mundo canta.
07:15Então, muita gente se transformou em artista.
07:17E também muita gente se transformou em produtor musical.
07:21Que, assim, que sempre houve duas figuras no estúdio.
07:26Vamos falar assim.
07:27O produtor musical, que cuidava do conceito e às vezes fazia o arranjo da música e ajudava na instrumentação.
07:33E tinha o arranjador.
07:35Que era o cara que fazia as linhas dos instrumentos e cuidava do ritmo e tal e fazia o arranjo
07:41da música.
07:42Hoje o cara pega um computador e faz lá uma base.
07:45Ele se sente produtor, porém ele é o arranjador.
07:48O produtor vai muito além disso.
07:50Mas o produtor é o quê? Faz uma curadoria?
07:54O produtor pensa o que as pessoas precisam ouvir daquele artista.
07:59E hoje em dia tem um problema.
08:00Porque o artista contrata esse arranjador.
08:03Que se diz produtor.
08:05Só que no momento que ele contrata o arranjador, ele tá pagando o cara.
08:09Como é que o cara que tá recebendo vai falar pra ele?
08:11Isso aí tá uma porcaria.
08:12Não dá.
08:13Não dá pra um produtor que tá recebendo o dinheiro diretamente do artista
08:18falar pro artista certas verdades.
08:20Porque ele vai falar assim, meu, você tá achando uma porcaria?
08:22Então eu vou contratar outro.
08:24Não vou te pagar.
08:26Ainda não é capaz de dar um cano ali.
08:28Então assim, é uma situação completamente favorável a gente perder qualidade na música.
08:35Isso é favorável à porcaria.
08:37Porque quando você concorda com o artista em tudo, você não evolui.
08:41Ninguém pode concordar com tudo.
08:44Você acha que agora o teu papel fica mais em fazer essa curadoria do que que presta?
08:51Ou tem um pouco, talvez até, de tentar extrair o artista que tem num cara que eventualmente conseguiu alguma visibilidade?
08:59Não, com certeza.
09:00Eu tô nessa.
09:02Então você olha alguém que tem visibilidade e fala assim, cara, agora eu vou te dar um coach, um caminho,
09:08uma mentoria.
09:08Você conhece um artista que chama Zeus?
09:10Um fenômeno da internet?
09:11Não conheço.
09:12É um cara que fala de banda, fala de religião de raízes africanas.
09:16Ele chama Zeus.
09:17Tá.
09:17O Instagram dele é oficial, Zeus MC.
09:19Ele tem 24 anos.
09:22É um gênio da música.
09:24Lançamos uma música.
09:25Esse menino, ele é super talentoso.
09:28Ele é capaz de fazer letras maravilhosas, falando de coisas muito diferentes do que a gente tá acostumado a ouvir.
09:34Ele faz rap, ele faz trap, ele canta.
09:38E ele não tem técnica, então eu tô pulindo ele.
09:41Ele não tem técnica musical, você diz?
09:43Não tem técnica musical, mas tem musicalidade original.
09:46Perfeito.
09:46Ele tem talento.
09:47Muito talento.
09:48E ele é um cara que tem uma visibilidade absurda na internet.
09:52Então ele é exatamente o que você percebeu.
09:54Eu tô tentando transformar um cara, que eu acho que é um artista moderno, né?
09:58Um cara que hoje consegue conversar com as redes sociais, mas ele também tá interessado em fazer música boa.
10:03Então a gente faz música boa.
10:05E aí voltando então ao ponto que a gente tava falando.
10:08Antes talvez você pegasse pessoas que tinham qualidade musical, às vezes a técnica, ou tivesse já uma coisa.
10:14E você tentava produtificar isso.
10:16Eu enxerguei um artista aqui e agora eu vou fazer o business.
10:20E aí agora tá todo mundo no business, mas não tem o artista e não tem o talento.
10:24Então você tá tentando talvez extrair isso.
10:26Exatamente isso.
10:27Exatamente isso.
10:28Eu acho que tem muita gente no business.
10:30Todo mundo é famoso, todo mundo é influencer.
10:33Todo mundo faz posts pagos, ganha dinheiro com isso.
10:36Mas o cara não se desenvolve artisticamente.
10:39Porque a internet e as redes sociais, elas jogam contra a arte.
10:44Porque a internet é como se fosse um cassino.
10:48Você tá ali jogando com o algoritmo.
10:49Então você vai fazer um corte aqui meu, né?
10:52A tua produção vai jogar lá.
10:54Talvez o algoritmo mostre pra várias pessoas.
10:56Talvez não mostre.
10:57O artista tá nessa hoje.
10:59Então ele fica ali, faz um post.
11:01Então é tipo assim, a decisão não é puramente artística com o público.
11:05Tem um algoritmo no meio.
11:07Quem é esse cara?
11:08Quem é esse algoritmo?
11:09Quem determina?
11:10O que que é?
11:11Ele determina pra quantas pessoas vai mostrar.
11:13E isso acontece também lá no Spotify, na Apple, no Deezer, na Amazon, nas plataformas de música.
11:19Existe um algoritmo lá que sugere músicas.
11:22Então, cara, virou uma coisa muito robô, muito computador e pouco artista.
11:28E o computador não consegue olhar, né?
11:29Se aquela música é tocante, se ela é emocionante.
11:31Não, mas mesmo as pessoas que trabalham nessas empresas, eles são pagos pra olhar o clique.
11:37Porque no final das contas, o board, a empresa, vai valorizar se tiver muito atenção.
11:44A gente tá vendendo atenção e comprando atenção.
11:47Você encontrou, então, aí um novo espaço, uma nova forma de atuar?
11:52Ah, eu acho que sim.
11:54Acho que eu tô me encontrando.
11:55Na verdade, eu não sei exatamente o que vai acontecer.
11:58Porque eu vi você falando, né?
12:00Que você falou, pô, às vezes eu fico meio deprê, assim, com isso.
12:02De ver, né?
12:03Que a coisa tá tão ruim.
12:06Deprê faz parte da vida de quem trabalha com música, né?
12:10A gente fica alegre e deprimido no mesmo...
12:12No mesmo...
12:13Num curto período de tempo, vai.
12:15Mas, assim...
12:18Não é exatamente deprê, mas é uma luta pra você se manter motivado.
12:25Sabe, assim, se manter motivado, apesar de tantas adversidades.
12:29E é uma coisa que você sempre cobrou, né?
12:30Das pessoas que trabalham com você, né?
12:33De falar, cara, às vezes eu deixei pessoas pra trás.
12:35Me corrija se eu estiver errado.
12:36Mas eu acho que você já falou, assim,
12:38Ah, eu deixo, às vezes, né?
12:39Deixo de trabalhar ou não deu certo.
12:41Porque, às vezes, o cara não tá insistindo.
12:44E ele não tá tão comprado, assim, com a ideia.
12:47Ao ponto de...
12:48E muito...
12:49Ficaram muito talentosos pelo caminho.
12:51Porque não tinham força de vontade.
12:52Não tinha...
12:53O cara fala, eu quero muito.
12:54Todos falam o que quer.
12:55Mas querer e não realizar, não adianta.
12:58Querer e não ter força pra...
13:01Então, eu acho que, no final das contas,
13:06Eu me sinto um pouco nesse lado, hoje, assim.
13:09Tipo, se eu preciso realmente provar que eu quero mesmo.
13:11Você tem um sonho ainda de trabalhar com alguém que você não trabalhou?
13:14Porque você fez...
13:15Vamos lá, vamos listar algum...
13:17Já, Libraão?
13:19Amorna, Titãs?
13:21Jota Quest que tá até hoje.
13:23Ah, Jota Quest, Ira...
13:25Já fiz um monte de gente.
13:27Já fiz praticamente, assim...
13:30Não faltou ninguém?
13:31Um dos que eu gostava muito, que eu gosto ainda.
13:34Eu tive a oportunidade de trabalhar.
13:36Eu acho que, até recente, o Fagner foi uma coisa muito legal.
13:39Porque eu cresci ouvindo o Fagner, fiquei amigo dele.
13:42E ele é um cara muito exigente e tal.
13:45E ele...
13:45A gente teve uma empatia musical, assim.
13:47Porque a gente é igual, né?
13:49Quando você...
13:49Quando você encontra uma pessoa igual, bate o santo.
13:52Porque, no fundo, todos nós, da música, somos a mesma pessoa.
13:56Com pequenos detalhes diferentes.
13:58Mas a gente, no fundo, gosta da mesma coisa.
14:00E vibra pela mesma coisa.
14:02Mas eu não tenho, assim, especificamente um artista que eu queira trabalhar.
14:06Aí eu tenho, realmente, o meu sonho hoje, minha vontade toda,
14:09tá nessa coisa de, sabe...
14:12De provar que ainda um artista que faça música consegue fazer sucesso pela música.
14:18Então, eu falo isso na minha rede social e falo pras pessoas.
14:21Falam...
14:22Se você é artista, se você tem talento, se você acredita no seu talento, me procura.
14:26Manda o seu som.
14:27Quero ouvir, quero descobrir, quero saber.
14:29Porque eu preciso encontrar alguém que prove o contrário.
14:33Que não queira viralizar.
14:35Eu preciso de um artista que queira ter uma carreira.
14:38Fazer música.
14:39Queira ter uma carreira, deixar um legado.
14:40Porque viralizar é tão banal, é tão rápido, apaga tão logo, né?
14:45Então, eu tô nessa.
14:47Quem são suas apostas aí que...
14:49Você tem nome?
14:50Você já falou dos...
14:51É Zeus?
14:51Como é que se chama Zeus?
14:52Zeus.
14:53Zeus?
14:53Zeus é uma aposta.
14:54Eu tenho uma banda de rock de uns garotos muito jovens que se chama Rumore.
14:58Tenho uma banda que se chama 4K.
15:00Tenho uma artista do Pará que se chama Bruna Magalhães.
15:04Eu tenho muitas apostas, assim.
15:06Mas eu tô procurando mais coisas, né?
15:08Tô sempre testando.
15:10Eu tenho vários que eu não vou falar aqui, que...
15:12Ah, vai falar assim?
15:13Que estão ainda em desenvolvimento.
15:15Como assim?
15:16Eu não lembro.
15:18Ó, querido, você ainda não ficou marcado ainda nem na cabeça do seu produtor.
15:22Não, mas é mentira.
15:25Escuta, você é pai e avô, até.
15:28Minha avô.
15:29É, já.
15:29Demais.
15:30E tem uma história de que você vai gravar com a sua filha?
15:33Com a Eva?
15:34Eva é sua filha?
15:35Eva é minha filha, mas assim...
15:37Existe essa história?
15:38São rumores?
15:39Não, a Eva, assim...
15:42Meus outros dois filhos...
15:43Eu tenho um filho super esportista, esquetista, surfista e tal.
15:47Tem uma filha que é uma grande empresária, que trabalha comigo, inclusive.
15:52Que entende muito de gravadora, que conhece do business, todo, sempre trabalhou comigo.
15:57E agora tem uma pequenininha que é muito artista.
16:01Então, eu não sei se eu vou gravar ela, não sei.
16:03Ela canta?
16:05Ou ela toca isso?
16:05Ela canta bem, ela toca, assim...
16:08Ela tem um dom.
16:10Então, assim, foi o primeiro filho que eu tenho, que eu vejo que tem o dom da música.
16:13Se ela vai...
16:13Mas tem da dança também, que a mãe é...
16:15Ela tá com quantos anos?
16:16Ela tem seis anos.
16:18E ela é muito pequenininha, mas ela tem uma facilidade de aprender instrumentos e música
16:22e tudo que é relacionado.
16:24Mas ela pode ser atriz, ela gosta de teatro musical, ela dança, ela interpreta bem.
16:29Então, assim, eu não sei se eu vou produzir, né?
16:31Seria incrível, né?
16:32Seria uma outra realização também.
16:35Muito bom.
16:36Chamar aqui alguns dos nossos quadros, que aí vão dando mais substância pra gente entrar em outros assuntos.
16:42Então, eu vou chamar aqui A Verdadeira Tradução.
16:46Aspas.
16:48Música totalmente feita por inteligência artificial é uma porcaria.
16:52Com certeza.
16:53Eu continuo com essa mesma opinião.
16:55Por quê?
16:57Porque, assim, a arte, a música, a gente pressupõe que é arte.
17:02Arte é emoção humana.
17:04A gente, pra fazer uma música que emociona as pessoas, você tem que colocar emoção.
17:09Sabe, se eu vou tocar um instrumento, um violão, uma guitarra, eu coloco a emoção no meu dedo.
17:13Eu tô sentindo a corda, eu tenho a letra.
17:16Você tá sentindo porque você tá apaixonado, porque você teve uma desilusão.
17:20Ou porque você tá revoltado com alguma coisa, você escreve.
17:23E essa emoção é o que faz ser arte.
17:27Música é arte porque contém emoção humana.
17:29A inteligência artificial é uma matemática.
17:33Mas você não acha que a inteligência artificial consegue identificar padrões históricos de músicas que são tocantes pra humanidade?
17:43E aí ela consegue aprender e gerar alguma coisa que siga esses padrões e que, portanto, teria boas chances de
17:51ter o mesmo resultado?
17:52Eu acho que consegue algum resultado, mas o mesmo resultado eu não acredito que consiga.
18:01Porque, assim, eu não acredito que a música seja tão fácil de decifrar quanto essa colocação que você fez agora,
18:10entendeu?
18:11Pra quem não faz música, parece fácil decifrar.
18:16Se você ouvir uma música de inteligência artificial e uma música mais ou menos ruim, feito por humano, você vai
18:21achar que é a mesma coisa.
18:22E pode ser que seja muito próximo.
18:24Mas se você ouvir uma música incrivelmente bem composta, como o Epitáfio, por exemplo, do Sérgio Brito, dos Titãs,
18:32eu duvido que uma inteligência artificial consegue produzir uma letra que te passe a mesma emoção que essa letra te
18:38passa.
18:38Então, a gente tem que falar sobre a alta qualidade.
18:42Então, assim, a inteligência artificial é uma porcaria, porque ela consegue fazer música ruim muito bem.
18:47Assim como muitos artistas hoje em dia.
18:50A gente tem um monte de artistas que, se tudo der certo, eles vão desaparecer graças à inteligência artificial.
18:56Mas os bons, os raros, esse é o que eu tô falando.
19:00O que é música boa e música ruim hoje? Qual o critério?
19:04É simples. Música boa é música boa, música ruim é música ruim.
19:07Sempre vai existir. Sempre vai existir.
19:09Não significa que você não possa gostar de uma música ruim.
19:13Tá bom.
19:15Gosto é variado.
19:17Agora, qualidade musical, apesar de ser de certa forma subjetiva, ela envolve algumas coisas.
19:23Primeiro, uma organização de composição, uma organização de exposição de emoção, um jogo de palavras que seja interessante, um conjunto
19:38de harmonia e sons.
19:40Não vou nem falar de melodia e harmonia, vou falar de sons que sejam, de certa forma, quimicamente fortes pra
19:52movimentar as emoções humanas.
19:54Pra mim, isso é uma música de qualidade. Falei? Difícil pra caramba, né?
19:57Você acha que o seu... Não. Você acha que o seu tino tá nessa sensibilidade?
20:02Total. O que eu faço é me emocionar e gostar de coisas.
20:08Eu não contrato ninguém que eu falo, eu acho que isso aqui a Mari vai gostar.
20:12Eu contrato alguma coisa que eu falo assim, eu gostei disso aqui.
20:14Todo mundo vai gostar, porque isso é muito bom.
20:16Eu amo isso aqui. Eu adoro ouvir isso aqui.
20:18É que eu não sei se hoje esse critério de todo mundo vai gostar para em pé, porque é isso
20:23que você falou.
20:24Balizou de uma forma tão mais simples, vou chamar de simples, mas que você diz que é de baixa qualidade.
20:32É, mas é simples.
20:33Técnica, é, e mais simples, mas baixa qualidade técnica e tudo mais.
20:39E também, e daí o critério era sempre assim, vai fazer sucesso, vai bombar.
20:44E aí agora, como é fácil bombar, talvez a gente achar algum outro critério para dizer o que é música
20:48boa e música ruim.
20:50Música boa é aquela que fica eternamente.
20:54Mas tem muita música ruim que fica.
20:56Qual?
20:57Não tem?
20:58Não.
20:59Você não acha que tem?
21:00Não.
21:01Eu acho que música ruim, ela não pode ser regravada, ela não é eterna, ela não é atemporal.
21:09Eu estou falando desse tipo de música de hoje em dia, que viraliza e são boguas.
21:14Perfeito.
21:16Essas músicas não podem ser regravadas.
21:18As letras de hoje são muito do meme, do momento, daquela idiotice que ele está falando ali.
21:24Não são músicas atemporais.
21:27Então, é claro que assim, o que é bom e o que é ruim tem uma porção que se confunde.
21:35E vai de gosto.
21:36Eu acho melhor, você acha melhor, eu acho pior.
21:39Beleza.
21:40Mas eu estou falando assim, bom e ruim é aquilo que claramente é ruim e aquilo que claramente é bom.
21:46Então, essas são duas caixas que eu aposto nas que são boas, porque eu acredito que as pessoas,
21:53mesmo as mais simples, que estão ligadas nos memes da internet, elas vão se emocionar de uma maneira diferente
21:59que vão falar, eu quero ver o show dessa pessoa.
22:02Eu quero ver essa música para o resto da minha vida.
22:04Então, eu estou apostando em encontrar esse tipo de música.
22:07Eu quero acreditar que isso ainda vai movimentar as pessoas e esse é o meu desafio.
22:14Eu só trabalho por isso, porque eu acredito nisso.
22:17Se eu não acreditar nisso, eu paro.
22:19Perfeito.
22:21Rick, vou chamar mais um quadro aqui nosso, que é o quadro Ping Pong.
22:25Primeiro é o seguinte, quem foi maior?
22:28Titãs ou Charlie Brown Jr.?
22:31Nossa, eu acho que eu já respondi essa pergunta, mas eu posso mudar de ideia a qualquer momento,
22:36porque para mim os dois foram muito grandes.
22:39Eu acho que o Titãs, como eu sou fã dos Titãs, eu não participei, eu sempre acho que é um
22:45pouco maior,
22:46porque para mim é tipo ídolo, sabe?
22:48Mas eu entendo que tem muitos jovens que falam, poxa, o Charlie Brown foi maior.
22:52Isso depende muito da época que a gente viveu, mas são duas bandas eternas.
22:57O Charlie Brown vai, pelo amor de Deus.
22:59É.
23:00Não, eu adoro o Paulo Mix, eu adoro o Titãs.
23:02Tudo é idade, né? Tudo é referente à idade.
23:04O Charlie Brown.
23:05É, isso aí.
23:07Quem era melhor dentro de um estúdio?
23:10Mamonas ou Charlie Brown?
23:12Charlie Brown.
23:12Por quê?
23:14Tecnicamente, os músicos do Charlie Brown eram absurdamente talentosos, são absurdamente talentosos.
23:19Eu nunca gravei uma banda mais talentosa.
23:22É mesmo?
23:24Musicalmente falando, tecnicamente, criativamente também, né?
23:28Devia ser muito engraçado os Mamonas, vai?
23:30Não, agora em termos de diversão e astral, ninguém vai nunca se comparar.
23:36A banda mais legal de se gravar, com certeza, era o Mamonas.
23:39Pra quem você gravaria um jingle político? Lula ou Bolsonaro?
23:45Ah, com certeza nenhum dos dois.
23:47Não, eu não gravaria um jingle político.
23:50Eu não gravaria um jingle político.
23:52Você fez o jingle mais famoso do mundo, que é o Mac Collor.
23:56Mas não é político.
23:56De peças adesivas, que colam e não descolam.
23:59E você canta?
24:00Canto, faço rap.
24:01Você ouve lá, é minha voz que tá lá.
24:03Até hoje eu sou.
24:04É o jingle mais longevo da história da publicidade brasileira.
24:08Tá vendo aí, ó, meus amigos publicitários?
24:10Você acha que sabe fazer publicidade?
24:12Olha aí.
24:13Não, eu comecei fazendo jingle.
24:14Fazia jingle pra caramba.
24:16Maravilhoso.
24:17Que banda tretava mais?
24:19Rouge ou Charlie Brown?
24:22A Rouge.
24:23Não, peraí, peraí, peraí.
24:25Olha.
24:26Olha, eu acho que é pau a pau.
24:28É que assim, a Rouge tretava mais frequentemente.
24:31O Charlie Brown tretava mais forte.
24:34A treta era mais pesada.
24:35Mas era com você ou entre elas?
24:37Eu nunca tretei com elas.
24:38Zero.
24:39Nunca.
24:39Não tinha por que tretar com elas.
24:41Elas entre elas, né?
24:43Por quê?
24:44Ah, eu acho que elas eram muito jovens.
24:46E a gente formou uma banda de meninas que não se conheciam.
24:49Elas foram obrigadas a estar naquela banda, porque era uma oportunidade incrível.
24:53Então, é isso.
24:55Elas têm diferença.
24:56Quando o Charlie Brown, eles se conheceram, eles se escolheram.
24:59O Rouge, a gente escolheu quem eram os integrantes, né?
25:02Isso gera uma dificuldade de relacionamento.
25:05Quem você não produziria?
25:07Anitta ou Alok?
25:10Eu produziria os dois, com certeza, tranquilamente, sem nenhum problema.
25:15Eu sou profissional da música.
25:17Eu entendo o valor dos dois musicalmente.
25:20Eu entendo o talento dos dois.
25:23Tipo, zero problema.
25:25Zero problema.
25:26As pessoas confundem muito.
25:28E por que tem essa...
25:29Porque existia uma polêmicazinha com um e com o outro.
25:32De duas coisas, assim, que...
25:34Sem importância.
25:36Quais são essas polêmicas?
25:38Com a Alok, ele fez um remix dos Mamonas, que tinha um acorde errado.
25:41Eu falei.
25:42Ele ficou um pouco incomodado.
25:44Mas eu nem tive a intenção.
25:45Não era uma intenção ofensiva.
25:47Nada disso.
25:48Não tiro o talento dele.
25:49Nada disso.
25:50E com a Anitta, eu falei uma coisa que foi...
25:54Eu nem lembro direito o que foi, mas foi uma coisa no Twitter que eu falei
25:58que eu me expressei mal.
26:00E ela tomou meio que as dores.
26:02Mas qual o problema?
26:03Eu não tenho nada contra ela.
26:04Tenho certeza que ela não tem contra mim também.
26:06É zero.
26:06Como eu não produziria?
26:07Lógico que eu produziria.
26:09E o que eu não te perguntei nessa entrevista
26:12que você queria que eu tivesse te perguntado?
26:15Talvez.
26:15Qual é a minha comida predileta?
26:17Qual é a sua comida predileta, Rick?
26:19Eu nem tenho, sei lá.
26:21Não, é.
26:21Churrasco.
26:22Agora a gente é churrasco.
26:23Churrasco, acho que é churrasco.
26:24Mas qual corte?
26:26Qual corte?
26:26Eu sou tradicional, acho que picanha.
26:29Ah, picanha?
26:30Sério?
26:30Sério.
26:31Ah, quem gosta de churrasco de verdade normalmente não responde picanha não, hein?
26:35Eu gosto de picanha, ué.
26:37Eu não sou um grande fã de churrasco também não, mas é uma das coisas que eu mais gosto.
26:41Churrasco, hambúrguer, comida japonesa.
26:42Eu gosto dessas coisas normais que as pessoas gostam.
26:45Muito bom.
26:46Obrigada.
26:46Valeu.
26:47Também adorei, mãe.
26:48Valeu.
26:49Esse foi o meu papo com o Rick Bonadio.
26:52Não perde o em-off da semana que vem com o meu próximo convidado.
26:55Até lá.
27:04A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
27:15Realização Jovem Pan.
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