No Em Off, Rick Bonadio não foge das polêmicas. O renomado produtor musical fala sobre o avanço da Inteligência Artificial na composição e produção de músicas. Sincero e sem filtros, ele também relembra desentendimentos marcantes que teve com grandes nomes do cenário nacional, como Anitta, Alok e Badauí, explicando o preço de ser um "cara de opinião".
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Categoria
😹
DiversãoTranscrição
00:00Aspas. Música totalmente feita por inteligência artificial é uma porcaria.
00:06Com certeza, eu continuo com essa mesma opinião.
00:09Por quê?
00:10Porque, assim, a arte, a música, a gente pressupõe que é arte.
00:16Arte é emoção humana.
00:18A gente, pra fazer uma música que emociona as pessoas, você tem que colocar emoção.
00:22Sabe, se eu vou tocar um instrumento, um violão, uma guitarra, eu coloco a emoção no meu dedo,
00:26eu tô sentindo a corda, eu tenho a letra, você tá sentindo porque você tá apaixonado,
00:31porque você teve uma desilusão, ou porque você tá revoltado com alguma coisa, você escreve.
00:36E essa emoção é o que faz ser arte.
00:40Música é arte porque contém emoção humana.
00:43A inteligência artificial é uma matemática.
00:46Mas você não acha que a inteligência artificial consegue identificar padrões históricos de músicas que são tocantes pra humanidade?
00:56E aí ela consegue aprender e gerar alguma coisa que siga esses padrões e que, portanto, teria boas chances de
01:05ter o mesmo resultado?
01:06Eu acho que consegue algum resultado, mas o mesmo resultado eu não acredito que consiga.
01:15Porque, assim, eu não acredito que a música seja tão fácil de decifrar quanto essa colocação que você fez agora,
01:24entendeu?
01:25Pra quem não faz música, parece fácil decifrar.
01:29Se você ouvir uma música de inteligência artificial e uma música mais ou menos ruim, feita por humano, você vai
01:35achar que é a mesma coisa.
01:36E pode ser que seja muito próxima.
01:37Mas se você ouvir uma música incrivelmente bem composta, como o Epitáfio, por exemplo, do Sérgio Brito, dos Titãs,
01:45eu duvido que uma inteligência artificial consiga produzir uma letra que te passe a mesma emoção que essa letra te
01:52passa.
01:53Então a gente tem que falar sobre a alta qualidade.
01:56Então, assim, a inteligência artificial é uma porcaria, porque ela consegue fazer música ruim muito bem.
02:01Assim como muitos artistas hoje em dia.
02:04A gente tem um monte de artistas que, se tudo der certo, eles vão desaparecer graças à inteligência artificial.
02:08Mas os bons, os raros, esses é o que eu tô falando.
02:13O que é música boa e música ruim hoje? Qual o critério?
02:17É simples. Música boa é música boa, música ruim é música ruim.
02:20Sempre vai existir. Sempre vai existir.
02:23Não significa que você não possa gostar de uma música ruim.
02:27Tá bom.
02:28Gosto é variado.
02:30Agora, a qualidade musical, apesar de ser de certa forma subjetiva, ela envolve algumas coisas.
02:37Primeiro, uma organização de composição, uma organização de exposição de emoção,
02:46um jogo de palavras que seja interessante, um conjunto de harmonia e sons.
02:54Não vou nem falar de melodia e harmonia, vou falar de sons que sejam, de certa forma, quimicamente fortes pra
03:05movimentar as emoções humanas.
03:08Pra mim, isso é uma música de qualidade.
03:09Falei difícil pra caramba, né?
03:11Você acha que o seu... não.
03:12Você acha que o seu tino tá nessa sensibilidade?
03:16Total.
03:16O que eu faço é me emocionar e gostar de coisas.
03:22Eu não contrato ninguém que eu falo, eu acho que isso aqui a Mari vai gostar.
03:25Eu contrato alguma coisa que eu falo assim, eu gostei disso aqui.
03:28Todo mundo vai gostar, porque isso é muito bom.
03:30Eu amo isso aqui.
03:31Eu adoro ouvir isso aqui.
03:32É que eu não sei se hoje esse critério de todo mundo vai gostar para em pé, porque é isso
03:36que você falou.
03:37Balizou de uma forma tão mais simples, vou chamar de simples, mas que você diz que é de baixa qualidade.
03:46É, mas é simples.
03:47Técnica, é, e mais simples.
03:48Mas baixa qualidade, é, baixa qualidade de técnica e tudo mais.
03:53E também, e daí o critério era sempre assim, vai fazer sucesso, vai bombar.
03:57E aí agora, como é fácil bombar, talvez a gente achar algum outro critério para dizer o que é música
04:02boa ou música ruim.
04:03Música boa é técnica ou é sensibilidade?
04:05É aquela que fica eternamente.
04:08Mas tem muita música ruim que fica.
04:10Qual?
04:11Não tem?
04:12Não.
04:13Você não acha que tem?
04:14Não.
04:14Eu acho que música ruim, ela não pode ser regravada, ela não é eterna, ela não é atemporal.
04:22Acho que as músicas, eu estou falando desse tipo de música de hoje em dia, que viraliza e são boguas.
04:28Perfeito.
04:29Essas músicas não podem ser regravadas.
04:32As letras de hoje são muito do meme, do momento, daquela idiotice que ele está falando ali.
04:38Não são músicas atemporais.
04:40Então, é claro que assim, o que é bom e o que é ruim, tem uma porção que se confunde.
04:48E vai de gosto.
04:49Eu acho melhor, você acha melhor, eu acho pior, beleza.
04:53Mas eu estou falando assim, bom e ruim é aquilo que claramente é ruim e aquilo que claramente é bom.
04:59Então, essas são duas caixas que eu aposto nas que são boas, porque eu acredito que as pessoas, mesmo as
05:07mais simples, que estão ligadas nos memes da internet, elas vão se emocionar de uma maneira diferente, que vão falar,
05:13eu quero ver o show dessa pessoa.
05:15Eu quero ver essa música para o resto da minha vida.
05:18Então, eu estou apostando em encontrar esse tipo de música.
05:20Eu quero acreditar que isso ainda vai movimentar as pessoas e esse é o meu desafio.
05:28Eu só trabalho por isso, porque eu acredito nisso.
05:30Se eu não acreditar nisso, eu paro.
05:32Perfeito.
05:34Aspas.
05:35Precisamos urgentemente de artistas novos que não sejam militantes de nada, que sejam contra a manada, contra sistema, contra tudo.
05:44Contra tudo até, mas que tragam algo novo de verdade.
05:50Assim, eu falei isso e foi muito mal interpretado, porque as pessoas estão treinadas nos clichês.
06:00E quando eu disse assim, que não milite nada, é porque assim, hoje em dia a militância virou um marketing
06:07para o artista.
06:08E eu vejo que, para alguns isso é legítimo, mas para uma galera muito influenciável e muitos artistas, os caras
06:17estavam militando sem saber nem por que estavam militando.
06:20Então, aí começa a desvalorizar a militância, empobrecer os discursos e transformar numa manada.
06:30Eu falei, eu preciso de alguém que vá contra a manada.
06:32Um cara que traga algo realmente novo.
06:34Vamos lá, eu vou querer entender melhor o que você está falando disso.
06:37Você está falando de militante que fala de política, se posiciona politicamente.
06:41De política, de sexualidade, de veganismo, de qualquer coisa.
06:47De pautas.
06:47Os caras pegam a pauta e falam assim, jogam na música, porque disseram para eles que, enfim...
06:55Que o artista é de esquerda.
06:56Que o artista tem que ter, ou de esquerda, ou de direita, ou do que quer que seja, mas o
07:00cara tem que ter uma bandeira.
07:02Ele começou a ver, ele falou assim, pô, isso começou a surgir meio na época da Pabllo Vittar.
07:07Tá.
07:07Que ela surgiu e tipo...
07:09Ah, e aí começaram os artistas a todo meio que levantar essa bandeira LGBTQIA+, e o outro não sei
07:16o que, não sei o que.
07:18Todos, todos, vários, mas não artistas que cresceram muito.
07:21Eu digo os que me mandam as músicas.
07:23Me mandando assim, olha, eu recebia trabalhos dizendo assim, olha, eu sou vegano, eu sou vegano, sou tanto tempo, tenho
07:34tantos seguidores, faço isso, e aqui está a minha música.
07:37Eu falo, cara, não me interessa se você é vegano, se você é gay, heterossexual, se você milita disso ou
07:43daqui, se é de esquerda ou de direita, e depois a sua música.
07:46Primeiro me interessa a sua música.
07:48As pessoas vão te conhecer pela sua música.
07:49Isso que eu quis dizer.
07:51Tá.
07:52Contra a manada de pessoas que começaram a usar a militância.
07:56É que quando você escreve as coisas ali no Twitter, é difícil porque, cara, você escreve, você falando a pessoa,
08:02né, às vezes te mal interpreta, né, imagina escrito.
08:05E aí, mas aí o que você acha?
08:07Que essas pessoas deveriam falar mais de sentimentos, de questões planas?
08:11Não, eu acho que elas deveriam fazer música boa.
08:15É só isso.
08:16O que é música boa, Rick Bonaccio?
08:17É a música que te emociona.
08:18Eu não vou terminar essa entrevista enquanto você vai me falar o que é uma música boa.
08:21Eu te falo.
08:22O que você gosta de ouvir?
08:24Eu gosto de MPB.
08:26Qual é a melhor música que você já ouviu de MPB?
08:29Qual música?
08:29Qualquer uma.
08:30Não, fala uma.
08:31Mas é um monte, qualquer uma.
08:32Eu quero ouvir uma.
08:33Eu quero saber uma.
08:33Maria de Verdade.
08:34Maria de Verdade?
08:35O que tem na música que você gosta?
08:40Você vai lembrar a primeira vez que você ouviu?
08:42Isso.
08:43Era o que eu ia dizer.
08:44O que te pegou?
08:45É que eu ouvi essa música desde criança, junto com o meu pai.
08:48Então, eu tenho uma coisa, assim...
08:51Foi a primeira música que eu comprei de ela tocar no violão.
08:54Foi a primeira música que eu cantei.
08:55Sim, mas você lembra de pequenininha, você lembra das palavras.
08:59Perfeito.
08:59As palavras não te diziam alguma coisa no coração?
09:03Essa é uma música boa.
09:05As palavras da música te diziam alguma coisa no seu coração.
09:07Você se emocionava.
09:09Você tem essa relação com o seu pai.
09:11O seu pai provavelmente também...
09:12Mas eu vou te confrontar, porque o que mexe no coração?
09:16E eu amava as mamonas, hein?
09:17Mas o que diz no coração a música, tipo...
09:21De quem é esse jegue?
09:24De quem é esse jegue?
09:26O que você sentiu quando ouviu a primeira vez...
09:28Eu dei risada.
09:29Você deu risada.
09:30Você sabe quantas pessoas deram risada dessa música?
09:33Muita gente, né?
09:33E continuam dando risada.
09:35Até hoje.
09:35Isso é uma música boa.
09:37Entendi.
09:37Uma música boa gera emoção com contundência.
09:41Com força.
09:42E permane...
09:43Eu disse pra você, o que é uma música boa?
09:45É uma música que fica.
09:46Se você tocar aqui, nesse estúdio, agora...
09:49Jumento Celestino, que é essa música...
09:52Todo mundo vai dar risada, vai se divertir...
09:54Vai sentir o que a gente sentiu dentro do estúdio quando gravou ela.
09:57Entendi.
09:58Isso é uma música boa.
10:00Não é necessariamente uma música elaborada.
10:04Não precisa eu tocar aqui Chopin.
10:06Não precisa eu tocar Mozart.
10:07Não é isso.
10:08Música boa é uma música que provoca e carrega emoções fortes.
10:13Pra permanecer.
10:14E ir contra o sistema, por exemplo?
10:17Contra o sistema?
10:18É.
10:18Assim, contra a manada, contra o sistema.
10:20O sistema é o que existe hoje.
10:23Que o artista...
10:24Agora já caiu.
10:25Isso aí faz tempo, essa frase.
10:28Mas nesse...
10:292024.
10:302024.
10:30Faz dois anos.
10:31Dois anos é muito tempo hoje em dia, né?
10:32Hoje em dia, é.
10:33Há dois anos atrás, todos os artistas...
10:35O sistema era ser militante.
10:37Música, dane-se.
10:38Se a minha música é boa ou não, não sei.
10:40Mas o sistema era o quê?
10:42Fazer música boa.
10:43Contra o sistema, eu dizia também contra o sistema, do tipo assim...
10:47O que é o sistema hoje?
10:48O militante é o cara...
10:50Assim, principalmente na música, o cara que era revolucionário, era o cara que falava
10:54contra coisas que eram o famoso establishment.
10:57Era o que estava.
10:58Era o que todo mundo ia pra lá e estava sendo todo mundo controlado.
11:03O artista chegava e falava, presta atenção.
11:05Então, hoje em dia, os caras que falavam, presta atenção, são o establishment.
11:13Então, continua...
11:14Os caras estão rebeldes.
11:16Tem muita gente rebelde com o vácuo.
11:19Porque você está reclamando de uma coisa que já está.
11:22Eu falei contra o sistema?
11:24Cara, reclame de coisas que não estão.
11:27Nesse sentido.
11:28Não, porque eu ia te confrontar justamente nesse ponto.
11:34Porque é isso, assim...
11:36Caetano, quando estava contra o sistema...
11:39Qual é o sistema hoje?
11:40O Gilberto Gil vai reclamar do quê hoje em dia?
11:44Do patrocínio do Banco do Brasil?
11:51Não é o que a gente vive hoje?
11:54É que me chama a atenção quando você diz
11:56eu não quero alguém que fique militando pelas causas LGBT
12:01ou pela diversidade
12:03ou pelo veganismo no sentido de defender, sei lá, o meio ambiente
12:07ou seja lá o que o veganista pensa em relação a isso.
12:12Mas, assim, não é uma forma também de se expressar politicamente?
12:18A música não é historicamente isso também?
12:21Sim, mas o ponto é
12:22quando você fala as mesmas coisas que todo mundo já está falando
12:27hoje todo mundo no Twitter é um militante.
12:30Então, seu ponto é fazer algo novo?
12:31O artista tem que fazer algo novo.
12:33Entendeu?
12:34Era exatamente o que eu escrevi.
12:35Alguém que traga algo novo.
12:37Que seja contra o sistema.
12:39Que seja de verdade contra alguma coisa
12:41que tenha motivo para ser contra.
12:43Que artisticamente o cara consiga ter um discurso
12:47que separe ele do que todo mundo já obviamente está falando.
12:52Não tem novidade nenhuma você ficar falando
12:55do político de esquerda, do político de direita.
12:58Não tem novidade nenhuma.
12:59Todo mundo já fala isso.
13:01O artista tem que trazer algo novo.
13:02O artista tem que ser diferente.
13:05O que eu quis dizer com essa frase é o seguinte.
13:07Os artistas não podem ser o que todo mundo é.
13:13O artista tem que ser diferente.
13:15Se ele está fazendo uma coisa que todo mundo já faz,
13:18ele não tem graça.
13:20Ele não é artista.
13:21Você se posiciona politicamente?
13:24Cara, eu sou antipolítica.
13:27Porque assim, eu não tenho mais possibilidade
13:30de defender um lado ou outro
13:32porque eu acredito em coisas dos dois lados.
13:37Tudo bem.
13:38E por essência, desde o plano Collor,
13:42eu sou contra todos os políticos.
13:44Eu acho que os caras estão lá para fazer lei
13:45para a vantagem deles e para nos prejudicar.
13:48De verdade.
13:49Mas aí a gente está falando de política.
13:51E ideologicamente?
13:53Ideologicamente, eu não sou de direita e nem sou de esquerda.
13:56Eu me identificava muito mais com essa coisa meio PSDB, por exemplo.
14:01Que era uma coisa mais equilibrada.
14:03Eu sou um cara equilibrado.
14:04Mas eu, de qualquer forma,
14:06eu sou contra muitas coisas da esquerda.
14:08Por exemplo, a parte econômica,
14:10da forma Estado, essa coisa,
14:12eu sou totalmente contra.
14:13E essa coisa radical da direita de
14:16não pode liberar maconha,
14:18enfim, tantas outras coisas.
14:21Ou a falta da direita de entender a cultura.
14:25Eu acho que tem muita coisa ali
14:27que eu acho que é meio errado.
14:29Então, eu vejo que tem certo aqui,
14:32certo aqui, errado aqui, errado ali.
14:34E eu não me sinto, assim,
14:39obrigado a nada.
14:41Hoje em dia, todo mundo é obrigado.
14:43Então, se é obrigado...
14:44O cara fala para mim,
14:45Ah, você não é de esquerda,
14:46você não é de jeito nenhum,
14:47então você é isentado.
14:47Eu falo, dane-se.
14:48Eu sou o que eu quiser ser.
14:50Eu sei o que eu quiser ser.
14:51No dia de eu votar lá,
14:52eu vou votar em quem eu quiser.
14:55Talvez eu vote para um lado,
14:55talvez para o outro.
14:57Não importa.
14:58Mas hoje, se você me perguntar assim,
14:59hoje, eu não fico em cima do muro.
15:01Eu acho que hoje,
15:02o país economicamente está muito ruim.
15:04Então, assim,
15:04eu não acho que esteja bom
15:06do jeito que está sendo feito.
15:08E eu acho que tinha que mudar.
15:10Antes estava melhor?
15:11O governo interior era melhor?
15:12Eu acho que o caminho era melhor.
15:14Mas tinha muito erro também
15:15de muitas outras coisas.
15:16Tanto que não ganhou,
15:17que eu acho que por causa desses erros, né?
15:19Errou mais feio?
15:22Não sei se errou mais feio
15:23ou menos feio, assim.
15:25Eu acho que, assim,
15:26eu sou o cara da música.
15:30Eu sou especialista em música.
15:32Mas você é um cara da música
15:34e do business da música.
15:35Então, você está num lugar
15:37em que você, de um lado,
15:39precisa olhar para a cultura e para a arte.
15:41Sim, sim, sim.
15:41E, ao mesmo tempo,
15:42você é um cara
15:43que chegou onde chegou
15:44e construiu muita grana
15:47e fez muito negócio.
15:49Com certeza.
15:49Então,
15:50e aí é interessante
15:52a gente tentar entender
15:53qual que é a visão, né?
15:56Então, eu acho isso.
15:57Eu acho que, economicamente,
15:59a esquerda tem errado muito.
16:01Tipo assim,
16:01a conversa que...
16:02as coisas que eles falam
16:03e tudo,
16:04ninguém mais acredita.
16:05Não dá.
16:06Ah, mas esse papo de, sabe,
16:07Estado e não sei o quê
16:09e as desculpas
16:09que a política econômica dá.
16:12Você consegue ver.
16:13Todo mundo,
16:13até a galera de esquerda
16:14está vendo que isso está errado.
16:16A corrupção está num nível
16:17que eu acho que, assim,
16:18dá vergonha.
16:19Dá até vergonha alheia.
16:20Tipo, você fala assim,
16:21pô, mano,
16:22peraí, não está legal isso.
16:23Qualquer um consegue ver isso.
16:25Então, eu acho que,
16:26no momento,
16:27eu diria para você,
16:27é melhor mudar.
16:29Com certeza.
16:30Com certeza.
16:31Não está bom.
16:31Eu estou vendo que não está bom.
16:32Aí você fala assim,
16:33ah, mas vai ficar pior.
16:34Aí vem todas aquelas narrativas e tal
16:36e eu sou muito avesso a isso.
16:38Porque ninguém vai fazer
16:38minha cabeça com narrativa,
16:40entendeu?
16:41Tipo,
16:42eu acho que nem do povo,
16:44eu acho que, assim,
16:44a grande maioria das pessoas,
16:47eu acho que já está de saco cheio
16:48desse papo de narrativa,
16:50entendeu?
16:50Eu acho que,
16:51eu converso muito com as pessoas
16:53sobre todos os assuntos.
16:53A gente estava falando sobre isso,
16:55né?
16:55De conversar com as pessoas.
16:57É, de conversa.
16:58Você acha que existe caminho do meio?
17:00a gente vai conseguir chegar no...
17:02Tem que existir.
17:02Mas o mundo não está nesse caminho,
17:04então eu acho que vai ser difícil.
17:05Mas teria que existir, sim.
17:08Porque esse negócio de esquerda e direita
17:11está emburrecendo a gente, né?
17:13Ou não.
17:14A gente que está vendo o que está acontecendo,
17:17de errado dos dois lados,
17:18a gente está se vendo obrigado
17:19a escolher o menos pior.
17:21Eu acho isso um pouco ruim.
17:23Aspas.
17:24Eu não acho que é errando o que se aprende,
17:26é acertando o que se aprende.
17:28Não, isso é...
17:29Isso é uma provocação, né?
17:32Óbvio que quando a gente erra,
17:33a gente aprende muita coisa.
17:34Mas eu acredito que quando a gente acerta,
17:36a gente aprende muito mais.
17:38Muito, claro.
17:38O que você errou?
17:39Não, já errei um monte de coisa.
17:41Tudo que você pode imaginar.
17:43Não, arrepender, não.
17:45Arrepender...
17:45Acho que eu nunca cometi nenhum erro
17:47tão grave assim,
17:47a ponto de ter que arrepender.
17:49Você já...
17:49Que erro que você cometeu
17:50que você aprendeu muito?
17:52Não, eu já lancei muitos artistas,
17:54vamos...
17:54Já errei muitos artistas,
17:58já...
18:00Puta, já errei músicas,
18:01já errei muita coisa.
18:02Errei muitos acordes,
18:03já errei muitas notas.
18:05Eu acho que assim,
18:06quando a gente acerta,
18:08o que eu quis dizer com essa frase,
18:10assim,
18:11como...
18:11Principalmente como business.
18:13Quando você acerta,
18:14as portas do lado de quem acertou
18:17são abertas para as mesmas pessoas.
18:19Então, você passa para o lado
18:21das pessoas que venceram.
18:23Então, você começa a aprender
18:25o que aquelas pessoas fizeram.
18:26Você faz um network muito maior.
18:28Eu digo isso porque
18:29quando eu acertei os mamonas,
18:30eu conheci o lado de lá
18:32da indústria.
18:34E foi graças a isso que
18:35quando aconteceu o acidente,
18:37eu achei que eu ia ficar
18:38na estaca zero,
18:38eu tinha contatos
18:39e fui chamada
18:40para trabalhar numa gravadora.
18:42Então, acho que quando você acerta,
18:43você aprende mais.
18:45O que você aprendeu?
18:47Com o seu momento certo?
18:49Eu acho que eu aprendi o caminho,
18:51sabe assim?
18:52O caminho das pedras.
18:53Você aprende o que fazer
18:55para dar certo de novo.
18:58É aquela história.
19:00Sabe quando você joga
19:01aqueles videogames?
19:02Quando você passa
19:03de algumas fases,
19:05você já sabe como passa
19:06aquelas fases.
19:06Mesmo se alguém recetar
19:07o seu videogame,
19:09você consegue passar de novo.
19:10Acho que é isso que eu quis dizer.
19:12Mas é errando.
19:13A gente tem muito aprendizado.
19:16Gente, eu vou ter que parar
19:17aqui um minuto,
19:18porque eu estou sem o quadro,
19:20ô, opostor.
19:21Eu vi que você estava
19:22um pouco desesperado.
19:22Ele está,
19:23estou um pouco desesperado.
19:23Ele está assim,
19:24chama o quadro,
19:24chama o quadro
19:25e eu estou sem o quadro
19:26aqui na frente.
19:26Eu estou vendo que você está
19:27olhando para um monte de lugares.
19:27Eu estou desesperada aqui.
19:32Eu posso fazer,
19:33você sabe?
19:33Você está chamando aqui,
19:34chama o quadro,
19:35chama o quadro,
19:35chama o quadro
19:36e eu não estou com um hate
19:37aqui na mão.
19:38Você não me deu.
19:39Isso, por favor.
19:41Tá bom?
19:43Rick, vou chamar mais um quadro
19:44aqui nosso,
19:45que é o quadro Ping Pong.
19:47E esse quadro é o seguinte,
19:48vou te dar opções
19:50e você tenta aí
19:52me falar
19:52o que você escolheria,
19:53o que você prefere
19:54e pode comentar um pouco.
19:56Primeiro é o seguinte,
19:58quem foi maior?
19:59Titãs
19:59ou Charlie Brown Jr.?
20:02Nossa,
20:03eu acho que eu já respondi
20:04essa pergunta,
20:05mas eu posso mudar de ideia
20:07a qualquer momento,
20:07porque para mim
20:08os dois foram muito grandes.
20:09Eu acho que o Titãs,
20:11como eu sou fã dos Titãs,
20:14eu não participei,
20:15eu sempre acho
20:16que é um pouco maior,
20:17porque para mim
20:17é tipo ídolo, sabe?
20:19Mas eu entendo
20:20que tem muitos jovens
20:22que falam,
20:22pô, o Charlie Brown
20:22foi maior.
20:23Isso depende muito
20:24da época que a gente viveu,
20:25mas são duas bandas eternas.
20:28Charlie Brown,
20:29vai, pelo amor de Deus.
20:30É.
20:31Não, eu adoro o Paulo Mix,
20:32eu adoro o Titãs.
20:33Tudo é idade,
20:33tudo é referente à idade.
20:35Eu tipo o Charlie Brown.
20:36É, isso aí.
20:38Quem era melhor
20:39dentro de um estúdio?
20:41Mamonas
20:41ou Charlie Brown?
20:42Charlie Brown.
20:43Por quê?
20:45Tecnicamente,
20:45os músicos do Charlie Brown
20:47eram absurdamente talentosos,
20:48são absurdamente talentosos.
20:50Eu nunca gravei
20:51uma banda mais talentosa.
20:53É mesmo?
20:55Musicalmente falando,
20:56tecnicamente,
20:57criativamente também, né?
20:59Devia ser muito engraçado
21:00os Mamonas, vai?
21:01Não, agora em termos
21:03de diversão e astral,
21:04ninguém vai nunca...
21:05Deve ser maravilhoso.
21:06Nunca vai se comparar.
21:07A banda mais legal
21:08de se gravar,
21:09com certeza,
21:09era o Mamonas.
21:10Para quem você gravaria
21:11um jingle político?
21:13Lula ou Bolsonaro?
21:15Ah, com certeza,
21:17nenhum dos dois.
21:18Não, eu não gravaria
21:19um jingle político.
21:21Eu não gravaria
21:22um jingle político.
21:23Você fez o jingle
21:24mais famoso do mundo,
21:26que é o Mac Color,
21:27de peças adesivas,
21:28que colam e não descolam.
21:30E você canta?
21:30Canto, faço rap.
21:32Você ouve lá,
21:33é minha voz que está lá.
21:35Até hoje eu sou.
21:35É o jingle mais longevo
21:37da história da publicidade brasileira.
21:39Está vendo aí
21:40meus amigos publicitários,
21:41você acha que sabe
21:42fazer publicidade?
21:43Olha aí.
21:44Não, comecei fazendo jingle.
21:45Fazia jingle pra caramba.
21:47Maravilhoso.
21:48Que banda tretava mais?
21:50Rouge ou Charlie Brown?
21:53A Rouge.
21:54Deve mesmo?
21:55Peraí, peraí, peraí.
21:56Olha.
21:57Olha, eu acho que é
21:58pau a pau.
21:59É que assim,
22:00a Rouge tretava mais
22:02frequentemente.
22:02Mas entre elas ou você?
22:03O Charlie Brown tretava mais forte.
22:04A tretava mais pesada.
22:06Mas era com você
22:06ou entre elas?
22:07Não, entre elas.
22:08Eu nunca tretei com elas.
22:09Zero.
22:10Nunca.
22:10Não tinha por que tretar com elas.
22:12Elas entre elas.
22:14Por quê?
22:15Ah, eu acho que elas
22:15eram muito jovens
22:16quando a gente...
22:17E a gente formou uma banda
22:18de meninas que não se conheciam.
22:20Elas foram obrigadas
22:21a estar naquela banda
22:22porque era uma oportunidade
22:23incrível.
22:24Então, é isso.
22:26Elas têm diferença.
22:27Quando o Charlie Brown
22:28eles se conheceram,
22:28eles se escolheram.
22:30O Rouge, a gente escolheu
22:31quem eram os integrantes.
22:33Isso gera uma dificuldade
22:35de relacionamento.
22:39Um quadro.
22:40Um silênciozinho aqui
22:41pra gente ter um pontinho de corte.
22:43Eu bebo um copo de água.
22:44Eles falam que eu não dou ponto de corte,
22:46que eu vou emendando a conversa.
22:47Eu falo, gente,
22:47é a sala da minha casa,
22:48isso daqui.
22:49Eu não consigo.
22:49Quando eu vejo, já foi.
22:51Ah, isso é muito...
22:59Eu vou perguntar isso,
22:59mas eu fico...
23:00Eu não responderia, hein?
23:03Próximo.
23:04Se você pudesse trazer
23:05um de volta.
23:07Nossa senhora.
23:08Dinho, o chão.
23:09Nossa senhora.
23:10Pelo amor de Deus.
23:11Não dá, né?
23:11Não dá pra responder isso.
23:12Não dá, tá vendo?
23:13Ah, o pastor, desculpa.
23:14É o pastor, pelo amor de Deus.
23:16Eu tô sofrendo com essa daqui, hein?
23:17Porra, mas você...
23:18Você tá no programa errado.
23:19Você não vai fazer isso com a gente aqui.
23:21Você tem que ir lá pro ratinho, mano.
23:23O que ele respondeu,
23:24a gente vai brigar,
23:25a gente vai brigar.
23:26Não, mas...
23:26Entendeu?
23:27Não dá pra eu responder.
23:28São dois amigos grandes.
23:29Imagina, não tem como eu responder isso.
23:32Quem você não produziria?
23:34A Anitta ou a Lóquia?
23:37Eu produziria os dois, com certeza, tranquilamente, sem nenhum problema.
23:42Eu sou profissional da música.
23:44Eu entendo o valor dos dois musicalmente.
23:47Eu entendo o talento dos dois.
23:50Tipo, zero problema.
23:51Zero problema.
23:53As pessoas confundem muito.
23:55E por que que tem essa...
23:56Porque existia uma polêmicazinha com um e com o outro, de duas coisas assim que...
24:01Sem importância.
24:02Quais são essas polêmicas?
24:05Com a Lóquia, ele fez um remix dos Mamonas, que tinha um acorde errado, eu falei, ele ficou
24:09um pouco incomodado, mas eu nem tive a intenção...
24:12Não era uma intenção ofensiva, nada disso.
24:15Se não tira o talento dele, não tira nada disso.
24:17E com a Anitta, eu falei uma coisa que foi...
24:21Eu nem lembro direito o que foi, mas foi uma coisa no Twitter que eu falei que eu me expressei
24:26mal e ela tomou meio que as dores, mas qual o problema?
24:29Eu não tenho nada contra ela.
24:31Tenho certeza que ela não tem contra mim também.
24:33É zero.
24:33Como eu não produziria?
24:34Lógico que eu produziria.
24:36É verdade que você parou de arrumar treta?
24:39Eu tento, né?
24:41Por que você tá agora, Rick, paz e amor?
24:44Não, eu não gosto dessa energia de...
24:46Eu não gosto dessa energia de treta, de polêmica.
24:48Eu não sou esse cara, assim.
24:49As pessoas às vezes me veem como um cara muito polêmico.
24:52Eu sou o cara de opinião.
24:54Eu falo as coisas, sabe?
24:55Eu falo as coisas que eu penso, mas nunca é uma intenção ofensiva e se a gente for conversar
25:01com a pessoa da treta, eu tenho certeza que a gente vai se entender, porque realmente
25:05eu quero levar a música e eu não gosto dessa energia de treta.
25:11O que aconteceu sempre que eu tive essas pequenas tretas, que sempre foram bobagens,
25:15pra falar a verdade.
25:17Eu sempre vejo que, assim, eu fico mal, eu fico numa sensação ruim.
25:23Eu não sou um cara que gosta de briga.
25:25Eu gosto de paz e amor.
25:27Eu gosto de fazer música.
25:28Eu gosto de vibrar em diversão.
25:30Eu gosto de curtir a vida.
25:31Então, me traz coisa ruim.
25:33Então, eu tento, sabe?
25:35Não ser...
25:35Não falar coisas polêmicas e tal.
25:37Mas tem certas verdades que estão tão explícitas que, às vezes, eu não me contenho e falo.
25:44E talvez isso, hoje em dia, tá difícil, né?
25:47A gente não pode se posicionar muito.
25:48Não pode falar nada, né?
25:50Antes da gente terminar, vou chamar o quadro.
25:52Toma que o hate é seu.
25:53Vamos ver se você não briga mesmo.
25:57Nesse quadro, eu vou ler alguns hates seus na internet.
26:00Aí você vê se você quer responder, na paz e no amor.
26:02Se você vai conseguir estabelecer um diálogo.
26:04Ou se você vai brigar e vai repensar.
26:08Se você quer um hate.
26:09Eu gostaria de poder conversar com o cara que escreve um hate.
26:11Eu gostaria de chantar e trocar uma ideia.
26:13A gente estava falando sobre isso.
26:14Eu tenho conversado com os meus haters nas redes sociais, alguns, né?
26:18Porque não dá pra gente responder todo mundo.
26:20E tô adorando.
26:21Porque, no fim, depois eles falam.
26:23Não, pô, legal.
26:24Você também...
26:25É, porque...
26:25Você não é tão ruim quanto eu imaginava.
26:27O cara que mete um hate pra você na internet, ou que cria uma polêmica em cima de uma opinião
26:33sua,
26:34ele tá pegando uma fotografia tão pequena do que a gente realmente pensa, né?
26:37Então, no final das contas, a chance de haver um entendimento é muito grande.
26:42Vamos lá.
26:43Aspas.
26:45CPM 22, NX Zero, Fresno.
26:48Depois que o Charlie Brown acabou, o Bonadio só produziu bandas modinhas.
26:54Essas são as modinhas que ele falou?
26:56Eu só quero continuar produzindo modinha, então.
27:00Modinha que fica pro resto da vida, né?
27:02Adorei essas modinhas.
27:04Não, beleza.
27:06Eu gosto dessas modinhas.
27:08Não tenho problema com elas.
27:10Aspas.
27:11Esse nem foi hate, esse foi quase um elogio.
27:12Eu achei também.
27:13Eu achei também que ele quis, ele quis te cutucar, mas eu achei que ele...
27:18Foi de boa.
27:19Exato.
27:20Aspas.
27:20Bonadio produziu música que falava...
27:23Compraram uma panela de pressão só pra ver se eu conseguia mais depressa.
27:28Com certeza.
27:28O bom pastor tá fazendo de propósito, eu leio essas frases aqui.
27:32Isso aí.
27:32Outra é pegar no bigolim e ainda fala que faz música de qualidade.
27:38O que eu tenho pra responder é assim.
27:41Todo mundo em algum período da vida precisa vencer na vida.
27:45E os boletos continuam chegando.
27:48Tem hora que eu já produzi muita coisa ruim.
27:51O fato de eu defender a música boa não significa que eu nunca fiz música ruim.
27:56Significa que eu quero fazer música boa.
27:58Mas nem sempre é possível.
28:02Aspas.
28:03Rick Bonadio transformou o rock, que era pura rebeldia, em um som domesticado e feito apenas para vender.
28:12Ah, se eu tivesse esse poder de transformar o rock em alguma coisa, eu seria tão poderoso.
28:17Isso é uma coisa realmente assim, porque eu, que, se eu fosse um babaca, eu poderia achar até que é
28:23um elogio, assim, sabe?
28:24Tipo assim, eu transformei.
28:25Mas eu não tenho esse poder, não.
28:27Não transformei em nada.
28:29O rock tá meio distante, assim, das novas gerações?
28:33Tá ficando meio coisa de tisão velho?
28:35Eu tenho sentido isso, assim.
28:36O rock, na minha época, assim, era legal.
28:39Ah, o rock tá assim...
28:44Tá mais pro jazz do que pro pop.
28:47Sabe?
28:47Tá virando uma coisa muito clássica, cool.
28:50E eu vejo que tem uma galerinha jovem tentando resgatar.
28:53Que são os meninos, assim, de 20 anos.
28:56Que vão ouvir as coisas antigas e querem resgatar.
28:59Espero que eles consigam.
29:01Eu tô aí pra ajudar a conseguir.
29:04Aspas.
29:04Quando eu tinha uns 10 anos, via o Dogon é Mal ao ao.
29:08Todo dia no Disque MTV.
29:10Será que o Boradio controlava aquele ranking?
29:14Você controlava o ranking da MTV?
29:15Não, imagina.
29:17Quem controlava o ranking da MTV era a Ana Butler, minha amiga.
29:21Diretora lá do T.E.R., lá do Departamento Artístico da MTV.
29:24Um beijo pra ela.
29:25Meu amor, assim.
29:27E ela...
29:28E ela...
29:29Eles controlavam o ranking da MTV.
29:32Eu gostaria de poder controlar.
29:34Aliás, eu gostaria de controlar o ranking do Spotify, da Apple.
29:36Eu gostaria de controlar Billboard.
29:38Eu gostaria de controlar tudo.
29:39Meu, esse cara...
29:41Ele precisa me ajudar a ter esse poder.
29:43Cara, como eu consegui...
29:44Eu gostaria de controlar o Hit Paredes da Jovem Pan.
29:47Eu quero controlar tudo.
29:49Tu tinha?
29:50Atenção.
29:50Eu quero controlar tudo, meu.
29:52Eu não consigo.
29:53Eu nunca controlei nada.
29:55Hoje eu queria controlar a internet.
29:57Né?
29:58Né?
29:58Duro.
29:59Aspas.
30:00Rick é um cara difícil de aceitar que você vai trabalhar com um concorrente dele.
30:06Como é que é?
30:07O Rick é um cara difícil de aceitar que você vai trabalhar com um concorrente desse.
30:12Quem falou isso é o Badawi, do CPM 22, falando na Jovem Pan em 2019.
30:16Eu não entendi o que ele falou.
30:17Que você não aceita que os artistas passem a trabalhar com concorrentes seus, com outros produtores que concorrem com você.
30:26Quando o seu contrato está em vigência e você quer dar uma pernada em mim, eu não aceito mesmo, foi
30:30o caso.
30:32Não, mas aí eu aceito, lógico que eu aceito, mas aí foi uma coisa, essa colocação foi porque a gente
30:39teve um desentendimento,
30:40porque eles queriam quebrar um contrato que estava em vigência e existia um investimento pesado, mas isso aí não cabe,
30:45né?
30:45Isso é uma discussão complicada, né? Lógico que eu aceito mesmo, pô.
30:53Mesmo?
30:54Mesmo?
30:54Não dói nem um pouquinho?
30:56Não, eu não tenho essa besteira não. Zero.
31:02Muito bom.
31:03Não, zero, zero, imagina, o Victor Clay é um exemplo disso.
31:06E também, assim, tem uma coisa, essa palavra concorrente, ela diz respeito a um momento da minha carreira que eu
31:14era empresário dos artistas.
31:17Eu não sou mais, eu sou somente produtor musical e tenho uma gravadora.
31:23Essa colocação foi na época que eu era empresário.
31:26Então, na época que você é empresário, você não quer que o seu artista trabalhe concorrente, porque significa o quê?
31:31Um business.
31:32É como você ter uma empresa que, ou uma loja que é, sei lá, distribuidora do seu produto e ela
31:39vai distribuir do concorrente.
31:40Sim, aí faz sentido.
31:42Mas hoje não faz mais sentido, porque eu já não tenho concorrentes.
31:45É isso que eu ia te perguntar, quem são os seus concorrentes hoje?
31:47Porque é isso.
31:48Hoje não tenho concorrentes.
31:49Você produziu uma música de alguém.
31:50Não, eu tenho parceiros. Os produtores são meus amigos, são parceiros.
31:54A gente não... Como produtor musical, eu me virei justamente por isso.
31:58Eu não queria mais esse business. Eu queria me virar para o lado mais artístico.
32:02A minha filha cuida da parte business hoje. Eu não estou muito ligado nisso.
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