A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou um pedido de prisão contra o apresentador Ratinho, após comentários agressivos sobre a escolha da presidência da Comissão da Mulher na Câmara.
A indicação do PSOL gerou uma onda de reações negativas não apenas entre comunicadores, mas também dentro da própria bancada feminina, que vê um desvio de representatividade. Analisamos o limite entre a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar, e como essa "guerra cultural" pode acabar em processos internacionais contra o Brasil.
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#erikahilton #ratinho #psol #comissãodamulher #brasilia #politicabrasileira #lgbt
A indicação do PSOL gerou uma onda de reações negativas não apenas entre comunicadores, mas também dentro da própria bancada feminina, que vê um desvio de representatividade. Analisamos o limite entre a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar, e como essa "guerra cultural" pode acabar em processos internacionais contra o Brasil.
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NotíciasTranscrição
00:00A deputada federal Érica Hilton foi eleita nesta quarta-feira
00:04presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres
00:07da Câmara dos Deputados.
00:09Foram 11 votos a favor da indicação do PSOL e 10 em branco.
00:14Por acordo entre os líderes, o partido ficou com o comando do colegiado
00:19por mais um ano.
00:20Érica sucede Célia Chacribiá no posto.
00:24Ao assumir a comissão, Érica prometeu defender as mulheres.
00:28Vamos ver.
00:30Eu espero que nós, com a pluralidade dos partidos que aqui compõem esta comissão,
00:35não nos preocupemos e não demos importância à condição de gênero da presidenta
00:40da Comissão da Mulher, mas que o que vale aqui de fato sejam as problemáticas
00:45que nós precisamos enfrentar no nosso país.
00:47Seja enfrentar o discurso de ódio, o crescimento desta onda ínsel e redpill
00:52que dominam as redes sociais, mas não só dominam a vida das pessoas
00:56a ponto de nós vermos um homem, a jovem, se entregar para a polícia com uma frase
01:01nos peitos dizendo, não se arrependa de nada.
01:04Esta é a prioridade desta comissão.
01:08Esta deve ser a preocupação das mulheres que compõem esta comissão.
01:12Não ficar querendo fazer esse espantalho com pautas ideológicas,
01:18tentando deslegitimar uma pauta ou outra, porque as mulheres do Brasil,
01:23aquelas que estão sendo violentadas, estupradas, espancadas,
01:27aquelas que estão tendo que viver de maneira compulsória,
01:31elas esperam desta comissão uma responsabilidade efetiva.
01:35Vamos aqui discutir projetos, vamos aqui discutir a vida das mulheres,
01:39vamos aqui lembrar, sim, que queira ou não queira,
01:43mulheres transexuais e travestis não serão abandonadas nessa discussão
01:48e não me importa a vontade de quem quer que seja.
01:51Há uma determinação no Supremo Tribunal Federal.
01:54E se antes espizinhavam nos nossos direitos,
01:57se antes esmagavam a nossa dignidade,
02:00sem que nós pudéssemos estar aqui de igual para igual,
02:03defendendo o nosso lugar no mundo, este tempo acabou.
02:06Nós chegamos aqui, chegamos para ficar e chegamos para fazer uma reparação histórica.
02:13Não aceitamos mais continuar invisibilizadas.
02:16Não aceitamos mais ter nossas identidades violadas.
02:20Não queremos viver no primeiro país do mundo que nos mata com um tiro na cara,
02:25arrancando nosso coração, nos arrastando na via pública.
02:28Se para algumas de vossas excelências, o que importa é o que diz a biologia,
02:34eu recomendo que vossas excelências vá discutir isso lá no Departamento de Biologia.
02:39Aqui nós vamos discutir mulheres.
02:41Mulheres pobres, mulheres pretas, mulheres trans, mulheres cis,
02:44mulheres mães, mulheres que amamentam,
02:47todas as mulheres, sem exceção, na sua dignidade e na sua pluralidade.
02:54A decisão foi criticada por integrantes do PL.
02:57Em vídeo encaminhado ao meio-dia em Brasília,
03:00a deputada federal Júlia Zanatta falou sobre a escolha do PSOL.
03:05É uma derrota histórica para as mulheres brasileiras.
03:09Derrota imposta pela esquerda, pelo PSOL, pelo PT.
03:12Nós, mulheres, estivemos unidas e conseguimos, na primeira votação,
03:17dar a derrota a Erika Hilton, votando em branco.
03:21Sim, teve mais votos em branco do que em Erika Hilton.
03:24No segundo turno, que a estratégia era não dar quórum,
03:27dois homens, por ironia do destino, um deles, o Tony de Paula,
03:33deram um quórum, ou seja, não importa como eles votaram,
03:36o que importa é que eles deram um quórum.
03:37E aí perdemos, porque foram 11 votos em Erika Hilton
03:41e 10 votos em branco, sendo que não era para ter tido voto.
03:45Pois bem, as mulheres estavam unidas contra esse absurdo,
03:49em defesa das mulheres.
03:51E em seu pronunciamento, Erika Hilton já começou a fazer
03:55aquilo que já é de costume, humilhar as mulheres.
03:57Eu já fui humilhada por Erika Hilton, me chamou de feia,
04:01ultrapassada, mandou hidratar o cabelo,
04:03dentro da comissão das mulheres, com mulheres de esquerda ali, de risadinha.
04:07O que demonstra que a esquerda está desconectada da realidade
04:11da mulher comum brasileira.
04:13Eu, uma mãe que carrego toda semana um bebê para trabalhar,
04:17para poder trabalhar em Brasília, eu conheço a realidade das mulheres brasileiras.
04:21E, sinceramente, a Erika Hilton não representa as mulheres brasileiras.
04:26Mas será, com certeza, um tiro no pé colocar essa pessoa
04:30para presidir a comissão da mulher, que agora vira comissão da mulher trans.
04:35E é questão de pouco tempo para o PSOL propor a mudança do nome da comissão da mulher
04:42para a comissão da mulher, da comissão das pessoas que gestam,
04:45comissão das pessoas que menstruam.
04:47Porque essa pessoa que assume agora a presidência da comissão da mulher,
04:52que seria para discutir políticas públicas para as mulheres, maternidade, amamentação,
04:57não representa as mulheres.
04:59E chama as mulheres de pessoas que gestam, pessoas que menstruam,
05:04num apagamento histórico das mulheres que vem acontecendo.
05:08É revolução acontecendo ao vivo.
05:10E talvez as feministas não saibam, por falta de conhecimento,
05:13sempre defenderam o movimento feminista,
05:15mas existem autoras feministas clássicas, como Firestone,
05:19que previa já, na década de 70, um mundo no futuro sem sexo biológico.
05:27Erika Hilton, derrota para as mulheres, mais um passo na revolução.
05:34A deputada federal Rosângela Moro também se manifestou.
05:38Nós estamos vendo com muita indignação
05:42a presidência da comissão dos direitos das mulheres
05:45ter sido atribuída para a deputada federal Erika Hilton.
05:50A deputada tem uma atuação majoritariamente ideológica.
05:55E ela já deixou muito claro, nas suas postagens, após a eleição,
06:00que ela vai trazer o tema da ideologia de gênero,
06:02que ela vai trazer o tema do abuato e mais.
06:05Que ela diz que ela não quer uma divisão, mas ao mesmo tempo,
06:08quem não concorda com ela é o esgoto da sociedade
06:11e quem não concorda com ela pode latir à vontade.
06:14São expressões dela, como se cachorros fôssemos.
06:19Então, a gente não pode concordar,
06:21porque a gente já sabendo como que é a pauta majoritária da deputada,
06:26claro que ela quer trazer isso para a comissão das mulheres.
06:28Só que na comissão das mulheres, nós queremos tratar pautas
06:31que são prioridades para nós.
06:34Saúde da mulher.
06:35É preciso ter vivência para falar de temas que dizem respeito à saúde,
06:39à intimidade da mulher.
06:40Vamos falar menstruação, menopausa, gestação, parto,
06:45discutir cesárea, discutir pato normal, discutir aleitamento materno,
06:50como que é o melhor método para prevenir câncer de mama,
06:52falar da mamografia ou CESA.
06:55Ela não tem vivência nenhuma.
06:57Isso não é ofensa, isso é uma realidade.
07:00Ela não tem vivência nesses assuntos.
07:03Está rolando um abaixo-assinado.
07:05Eu assinei também para ali colocar a minha digital nessa indignação.
07:09Agora tem um tema que ninguém está falando,
07:11um aspecto que ninguém está falando,
07:12que é importante a gente trazer.
07:14Esses ajustes de atribuir comissão para cada um dos partidos
07:19passam pelas lideranças partidárias.
07:21E as lideranças partidárias têm que ficar mais atentas também.
07:25como o direito das mulheres.
07:26Tudo bem discutir a pauta ideológica,
07:29mas pode ter um espaço para isso.
07:31Não precisa ser dentro da Comissão das Mulheres.
07:34O fato é que nós estamos perdendo o nosso espaço.
07:37Na noite de ontem, o apresentador Ratinho, do SBT,
07:41teceu críticas à escolha.
07:43Hoje, Erika Hilton protocolou uma representação
07:46junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo
07:49e ainda pediu uma indenização de 10 milhões de reais.
07:53Na internet, a parlamentar foi alvo de outras críticas.
07:57Integrantes da direita iniciaram uma campanha com a hashtag
08:00Ele Não, alusiva à mobilização de mulheres
08:03contra a candidatura de Jair Bolsonaro
08:05nas eleições de 2018.
08:08E para falar sobre essa polêmica toda,
08:10estamos com Celina Lazari,
08:12diretora da Associação Mátria,
08:14entidade que se destaca na defesa do direito das mulheres.
08:19Celina, muito boa tarde.
08:21Bem-vinda ao Meio Dia em Brasília.
08:23E a primeira pergunta é a mais básica.
08:25O que é que você achou da escolha da deputada
08:28para presidir a comissão?
08:30Já há um movimento, um orquestrado
08:33de tomada dos espaços das mulheres,
08:35desde a redefinição de mulher,
08:37desde a eliminação da palavra mulher,
08:39da palavra mãe.
08:40Então, esse é mais um passo.
08:41As feministas costumam falar
08:43o patriarcado 2.0, elas têm razão nisso.
08:46É mais um movimento masculinista, machista, misógino,
08:50que aí a gente está presenciando,
08:53atestando nesse momento.
08:57Trago aqui o Wilson Lima
08:58para participar da entrevista.
09:00Wilson, muito bom dia.
09:01Quer dizer, boa tarde, tecnicamente.
09:05Boa tarde, tecnicamente.
09:06Não, mas você está perdoado, Inácio,
09:07porque tem aquela máxima, né,
09:09de que isso é boa tarde para quem já almoçou.
09:11Eu ainda estou com fome,
09:12a Celina provavelmente sim,
09:13você também,
09:14mas principalmente boa tarde.
09:16Eu acho que aproveitar e deixar a boa tarde
09:17para você, meu amigo Inácio, para a Celina,
09:19mas principalmente para você, meu amigo e minha amiga
09:21de um antagonista.
09:23Antes de eu entrar na pergunta em si,
09:24deixa eu só contar um bastidor
09:26sobre a escolha da Erika Hilton.
09:29Como esses dois vídeos,
09:30eles ilustraram bem,
09:32houve um...
09:33Eu conversei ontem à noite,
09:35hoje pela manhã,
09:36com várias parlamentares
09:37para sentir o sentimento.
09:39Estou falando parlamentares de partidos do Centrão.
09:41MDB, PSD,
09:44republicanos, enfim.
09:46E aí, o que elas me falam?
09:48Wilson, o que elas me falaram em off?
09:52Eu senti um certo constrangimento
09:54das parlamentares com essa escolha.
09:57Não pela figura em si, tá?
10:00Eu acho que isso,
10:00a gente tem que deixar isso muito claro.
10:01Não pela figura em si,
10:03mas, como falou a deputada Júlia Zanatta,
10:06mas pela falta de um trabalho
10:08ostensivo de defesa das mulheres.
10:10Se você for fazer uma busca
10:12no sistema da Câmara
10:14e observar os projetos de lei
10:16apresentados pela deputada Erika Hilton,
10:19você vai perceber
10:20que os projetos em defesa da mulher
10:23são minoritários.
10:24A maioria das propostas
10:26são em defesa da comunidade LGBTQIA+.
10:28Então, isso criou um constrangimento.
10:31Agora, você me pergunta, Wilson,
10:33diante disso,
10:34por que ela foi eleita?
10:36Simples, existe um acordo na Câmara
10:40de que alguns partidos,
10:42de que os partidos têm direito
10:44a determinado número de comissões.
10:46Ao PSOL, né,
10:48coube a Comissão das Mulheres.
10:50E aí, como é um acordo tácito na Câmara,
10:53o partido que tem direito
10:55àquela comissão,
10:56ele pode indicar qualquer presidente.
10:58Então, exemplo,
11:00colocando aqui numa situação
11:02mais esdrúxula,
11:04se o PSOL quisesse indicar
11:05o Ivan Valente
11:06para ser presidente
11:07da Comissão das Mulheres,
11:09o PSOL teria esse direito.
11:11Então, isso é um acordo tácito,
11:13assim como acontece
11:13com outras comissões.
11:14E nessas conversas
11:16que eu tive com algumas parlamentares,
11:17Inácio, elas me compararam muito
11:19àquela situação de 2013,
11:21quando o Marco Feliciano
11:23foi eleito presidente
11:25da Comissão de Direitos Humanos.
11:26que naquele período,
11:28a esquerda protestou
11:30de forma,
11:31com unhas e dentes,
11:32em relação àquela indicação.
11:35Feito com...
11:36Já que eu já contei
11:37todo esse bastidor
11:39sobre essa comissão,
11:41Selena, eu queria te perguntar
11:42justamente sobre isso.
11:46no início do programa,
11:47você criticou a escolha
11:48da Erika Hilton,
11:49e eu queria que,
11:50como você acompanha muito
11:51a atuação da Erika,
11:52a pergunta que eu te faço
11:53é a seguinte,
11:54de fato,
11:55a deputada,
11:56ela tem o histórico
11:58de trabalhar em prol
12:00das mulheres
12:01ou não?
12:04Não, não tem, né?
12:05E, ao contrário,
12:07nós temos um histórico
12:08machista de Erika Hilton,
12:10de perseguição às mulheres,
12:13de atitudes machistas
12:14e que não é de hoje.
12:16Talvez muitas pessoas,
12:17muitas pessoas que estão aí
12:18na audiência hoje
12:19não saibam,
12:20mas quem procurar
12:21digitar por
12:23Raquel Marques,
12:24por exemplo,
12:25vocês vão verificar
12:26a expulsão
12:27dessa co-deputada
12:28que compunha um mandato
12:30junto com a Erika Hilton
12:31pelo PSOL.
12:33E por quê?
12:34Qual é o crime
12:34que Raquel Marques
12:36cometeu?
12:36Eu vou até ler aqui.
12:38Ela disse o seguinte,
12:39eu queria que um dia
12:40o desrespeito ao direito
12:42à infância e adolescência
12:43ganhasse na mente
12:44da esquerda
12:44a mesma indignação
12:46que a transsobia cauda.
12:47Isso gerou uma ira
12:49de Erika Hilton
12:50que levou à expulsão
12:51de Raquel Marques,
12:52que foi uma mulher eleita
12:54e que trouxe,
12:54eleita por mulheres,
12:56que trouxe milhares
12:57de votos de mulheres
12:58e que é uma ativista
13:00de proteção
13:02à violência obstétrica
13:03do parto humanizado.
13:05Então,
13:05e quem acompanha
13:06sabe de outros casos,
13:08né?
13:08Nós temos um caso
13:09que ficou bastante famoso
13:10recentemente,
13:11que é o da Isabela Cepa,
13:12que inclusive está
13:13na condição de refugiada
13:15por perseguição
13:17de Erika Hilton.
13:19Temos também
13:20Karim Mizuno,
13:21que também não ganhou
13:22tanta repercussão.
13:23Temos a Isadora Borges,
13:24que também está respondendo
13:26por um processo,
13:27por ter citado
13:28uma frase
13:29de uma autora feminista,
13:31o caso da Karim Mizuno
13:32é até cômico,
13:34ela estava
13:35constatando,
13:36falando sobre a questão
13:37do trabalho
13:38dos antropólogos
13:39de detecção
13:40através da alçada
13:42se aquela alçada
13:43era de macho
13:44ou de fêmea
13:45e isso gerou
13:45um processo
13:46contra ela.
13:47E assim,
13:48vocês trouxeram,
13:49inclusive,
13:49aqui a deputada
13:50Julia Zanato,
13:51que é também
13:51um exemplo
13:52desse tipo de ofensas,
13:54que são ofensas
13:54tipicamente machistas,
13:56falando de roupa,
13:57de cabelo,
13:58é uma coisa
13:59que historicamente,
14:00inclusive,
14:01muitas teóricas feministas
14:03analisam esse tipo
14:04de coisa,
14:05esse tipo de comportamento
14:06de reduzir,
14:08de colocar regramentos
14:09sobre a vestimenta
14:10das mulheres,
14:11que são comportamentos
14:12e atitudes machistas.
14:13Então,
14:14isso nos ajuda
14:15a ter uma visão
14:16de como que
14:17essa autodeclaração
14:18de identidade de gênero
14:19que a Erika Hilton
14:20reivindica para si,
14:23isso distoa
14:24dos seus comportamentos,
14:26que são comportamentos
14:27tipicamente machistas,
14:28masculinistas.
14:29E até me lembrei agora,
14:32por exemplo,
14:33também dessa aproximação,
14:34a Erika Hilton
14:34não teve pudor nenhum
14:35de se aproximar,
14:37de buscar uma aproximação
14:38com o Oruan,
14:38que tem falas
14:39bastante misóginas,
14:41inclusive,
14:43até com alusão
14:44a estupro,
14:46que no caso
14:46daquela vereadora
14:47Amanda Vitorazzi,
14:49então,
14:49nesse sentido,
14:50o que a gente percebe
14:51é que esse pacto masculino,
14:53essa broderagem,
14:54permanece muito consistente,
14:56e as mulheres
14:58que não estão falando,
14:59não estão fazendo
14:59nenhum tipo de fala criminosa,
15:01mas estão apenas
15:02reivindicando o direito
15:03de falar por si mesmas,
15:05são perseguidas,
15:05são processadas,
15:06precisam se refugiar
15:07para fora do Brasil.
15:08um,
15:09não está.
15:22Legenda por Sônia Ruberti
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