00:00Eu vou agora mostrar para vocês, vou mostrar para vocês uma coisa que vai te dar esperança,
00:05uma manifestação que competiu com a do Nicolas, você sabe qual foi?
00:08A Erika Hilton, Erika Hilton.
00:10Ela participou no último domingo da terceira marcha Transbrasil, não confundir com a companhia aérea,
00:17na esplanada dos ministérios.
00:19Tem aqui uma foto do evento, vamos dar uma olhada.
00:24Onde foi?
00:26Foi lá na esplanada.
00:27Também, ao mesmo tempo, do Nicolas?
00:29E agora tem um trecho do discurso, que agora sim, vai recuperar a esperança pelo Brasil.
00:41Vamos ouvir a deputada Erika Hilton.
00:46Salve, salve, mais a trans.
00:50Que bom que nós estamos aqui, em mais um ano, ocupando este lugar,
00:55que, na maioria das vezes, simboliza aquilo que há de mais perverso, injusto, como a colega disse,
01:05cafona da sociedade brasileira, da política, naquelas casas que deveriam estar e morar,
01:13a democracia, os direitos, a justiça social, a dignidade de todas as pessoas,
01:20sem distinção de credo, de raça, de localidade, de orientação sexual, a identidade de gênero,
01:27mora, muitas vezes, a barbárie, a injustiça, a violência, o ódio, o ódio que massacra a divinidade,
01:37o ódio que fere a humanidade.
01:40Mas não é a humanidade de qualquer pessoa, é a humanidade dos corpos que já nasceram desumanizados,
01:49a humanidade dos corpos que são obrigados a assistir uma das suas, ser executada,
01:57o seu assassino levar uma delegacia e sair pela porta da frente,
02:02quando se matar as vidas, não falecem nada.
02:05Eu queria dizer que agora eu estou...
02:08Bom, não confundir, quando a deputada está falando dos corpos, dos corpos,
02:14não é IML, não é pessoa assassinada, é um novo jargão da esquerda,
02:20a esquerda chama seres humanos de corpos, é um novo jargão.
02:24Então, eu falo assim, temos aqui os corpos gordos ou escorpes gordes,
02:31as pessoas precisam aceitar corpos femininos, não sei onde.
02:37Se você não está na bolha da esquerda, você vai ver esse discurso,
02:39você vai falar o que ela está falando, ela está falando de gente que foi assassinada,
02:43está o corpo no IML, não.
02:45Quando eles falam corpos, não é para se referir ao corpo, cadáver.
02:51Eles se referem a pessoas desse jeito agora, tá?
02:53Estão desumanizando as pessoas.
02:56Quando começou isso, essa dos corpos, para mim, é novidade.
03:01Eu sei de todas essas coisas, eu acompanho tudo agora.
03:03Ah, tem.
03:04Chamar só de corpos?
03:05Tem de aceitar os corpos negros.
03:08Aí eu falo, gente, pelo amor de Deus.
03:10Mas também falaram que tem que aceitar...
03:12Começa com a coisa da gordofobia, que aí são os...
03:16Em vez de falar pessoas gordas, falam os corpos gordos.
03:21Isso é gordofobia também.
03:23Se chamar...
03:24Sim, mas vai criando esse dialeto.
03:27Então eles falam, corpos, eu só quis aqui alertar,
03:29porque se você não é da bolha,
03:31você pode se confundir com o que a deputada está falando ali.
03:37Essa era uma marcha que já estava marcada há muito tempo.
03:41Ela tem todo ano.
03:43E assim, não teve uma...
03:45Assim, não dá nem para comparar com a marcha do Nicolas.
03:48Mas você tem razão.
03:49Agora, depois de ouvir esse discurso, eu acredito num Brasil melhor.
03:53Gente, sejam otimistas.
03:55Tá bom?
03:56O Brasil tem jeito.
03:57Agora você viu que tem jeito.
03:59Corpos brasileiros.
04:01E acho que também não avisaram a deputada que...
04:03Eu achei isso...
04:04Achei isso um pouco de mau gosto.
04:07Não, não avisaram que tinha microfone.
04:09Coitada, ficou gritando lá daquele jeito.
04:11Ela tem a mesma retórica sempre.
04:15Ela usa o mesmo tipo de discurso.
04:18Ela tem um formato.
04:20Você que adora essas coisas de comportamento,
04:24você pode ver que ela vai falando num tom
04:26e quando falta um minuto para ela acabar,
04:29ela sobe uma tonalidade, um volume no Marshall dela.
04:34E tem aquele ritmo.
04:38Ela vai quebrando as frases ao meio...
04:40É boa.
04:41A retórica dela é boa.
04:42É boa.
04:42Ela é estudada, viu?
04:44Não é...
04:45Sei, eu sei.
04:46Ela tem retórica boa.
04:47E ela faz um...
04:48Não só a retórica, mas ela faz um ritmo
04:51que ela vai fazendo aquilo em loop.
04:53Você vê que ela quebra o meio da frase.
04:54É verdade.
04:56E isso é hipnotizante.
04:58Isso é algo...
04:59Para mim, não.
04:59Mas tudo bem.
05:00Ela está dando 10% na pesquisa para o governo de São Paulo?
05:07Tudo bem, 10%.
05:09A Simone Tebet está em primeiro?
05:13Eu vi hoje.
05:14Eu não vi isso.
05:16Eu vi em algum lugar que Simone Tebet ficou em primeiro
05:18em alguma pesquisa para...
05:20Agora, eu vi em rede social.
05:22Então, eu não confirmei e deixo para lá.
05:25Mas esse evento da Erika Hilton,
05:27em contraponto ao evento do Nicolas,
05:31a Erika Hilton é um tipo de esquerda
05:33que aqui em São Paulo, eu acho que junta muita gente
05:35porque vai em evento que já tinha show,
05:40já tinha isso, já tinha aquilo.
05:41E nesse contexto artístico,
05:43ela está muito inserida, né?
05:45Uma coisa que você me falou outra vez
05:47que eu não tinha percebido
05:48é que toda essa história do todo,
05:51isso não é do PT, né?
05:53Isso é do sol.
05:55Eu nunca tinha...
05:55Eu achava que era petista.
05:57Você me despertou para isso.
05:59Eu não sabia que quem quer impor essas coisas
06:02é o PSOL.
06:04É porque o PT, ele tem uma base social brasileira...
06:09O Zé Dirceu odeia isso.
06:10Odeia.
06:11Odeia.
06:12Que bastou o Zé Dirceu voltar ao comando ali
06:16que o Lula assinou a proibição da linguagem neutra.
06:19Você reparou isso?
06:20Não, e assim, o que é o país, né?
06:24O Lula acabou com a linguagem neutra,
06:27a militância não falou um A.
06:29E o Bolsonaro, que fez campanha contra a ideologia de gênero,
06:34não teve peito para ir lá cancelar a linguagem neutra.
06:37Nem para tirar a concessão, nem para não investir na TV Brasil,
06:41ele fez muita coisa errada.
06:43Mas o que a gente vê dessa pauta é que ela tem uma aderência
06:49num círculo social muito pequeno.
06:53Franja.
06:54Franja também.
06:54Franja, Franja.
06:55É porque é o que eles chamam, né?
06:57A minoria.
06:5810% eu estou impressionado.
07:00Eu fiquei muito impressionada porque, assim,
07:03ela tem um discurso que em tese interessa poucas pessoas.
07:08Outro dia eu trouxe até um influência.
07:09Não é 10% que você acha que esse universo das minorias,
07:13não mulheres, né?
07:14Mas trans, LGBT, isso é um pouco mais de 10%, não é?
07:20Mas não sei se são eles.
07:21Eu nunca vi uma estatística dizendo quanto da população é gay ou LGBT.
07:26Você já viu?
07:27Tem, tem.
07:29Mas a grande questão é que a Erika Hilton também se torna um símbolo,
07:34primeiro entre mulheres, ela ganhou o título de mulher do ano.
07:38Ai, meu Deus.
07:39Da revista Marie Claire.
07:41E, assim, ela faz parte de um movimento que tem como uma marca muito forte
07:47oprimir mulheres e tentar colocar mulheres no seu devido lugar.
07:52Tem o caso daquela ativista feminista Isabela Cepa,
07:55que conseguiu asilo no exterior devido à perseguição implacável de Erika Hilton contra ela.
08:02E aí a Erika Hilton vira mulher do ano.
08:04Esse evento é promovido pela Antra.
08:07A Antra estava comemorando o desligamento daquela pesquisadora da Parditude.
08:15Ela estava comemorando que ela foi desligada da universidade e falando
08:18a lágrima de uma transfóbica é sempre motivo de sorriso para nós.
08:24Então, assim, eu acho que é um movimento que cala muito fundo também
08:28entre as pessoas que, por alguma razão, precisam falar a favor da liberdade da mulher,
08:35mas que lá dentro odeiam.
08:36Então, esse é o lugar para elas.
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