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A escalada das tensões no Oriente Médio já começa a impactar os mercados globais. O preço do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, aumentando a preocupação de investidores com inflação, crescimento econômico e volatilidade nas bolsas.

Na CNBC, analistas destacam que o impacto do petróleo hoje vai além da chamada “velha economia”. Setores ligados à tecnologia e à inteligência artificial também podem ser afetados, já que grandes data centers consomem enormes quantidades de energia. Felipe Machado analisou no Real Time.

Acompanhe em tempo real a cobertura do conflito no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-no-oriente-medio/

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Transcrição
00:07CNBC, claro, de olho na reação dos mercados, justamente por conta da escalada do preço do barril do petróleo que
00:16passou os 100 dólares.
00:18Felipe Machado me acompanha para a gente ouvir quais são as análises do momento, inclusive porque isso está afetando as
00:25bolsas no mundo inteiro, né?
00:27Com certeza, Natália. Vamos pensar o seguinte, né? Quando a gente falar de petróleo, normalmente na velha economia, a gente
00:32falaria de energia, principalmente gasolina, óleo diesel e tudo mais.
00:35Mas hoje tem um outro componente que é a energia para as empresas de inteligência artificial, que consomem muita energia.
00:42A gente sabe que os data centers consomem muita energia. Então, o petróleo também afeta essa parte da economia.
00:47Isso é uma novidade em relação a esse conflito. A gente não tinha isso nos conflitos anteriores, no Oriente Médio.
00:53Hoje a economia americana depende muito da inteligência artificial, portanto precisa de mais energia.
00:58Portanto, o petróleo acaba sendo um elemento que também interfere nesse setor da economia e não apenas no setor industrial,
01:07como era já conhecido antigamente, né, Nath?
01:09Isso. E nesse momento, quem está na sua tela e a gente acompanha é a Moss Rostein, que é consultor,
01:17inclusive, para questões ligadas à energia, geopolítica e segurança internacional para o governo ali dos Estados Unidos.
01:24Vamos acompanhar, então, o que ele está dizendo agora.
01:34Ela está falando sobre os impactos do conflito no Irã, especialmente para a Ásia.
01:56Nath, uma coisa que eu chamo atenção aqui, que eu acho que é uma coisa curiosa em relação ao sucesso
02:01da operação, né?
02:03Quer dizer, o final dessa operação, ela depende dela ser bem-sucedida, atingir algum tipo de resultado pragmático.
02:08Que é esse sucesso.
02:08Pragmático. Exatamente. A grande certeza que eu acho que traz a mais nesse conflito é o que seria uma vitória.
02:16O que seria uma vitória? Seria o assassinato do Khamenei? Isso já aconteceu?
02:23É a capacidade, é uma mudança de regime? É a capacidade de acabar com uma possível bomba, um possível programa
02:32nuclear iraniano?
02:33Não está muito claro qual seria o objetivo. Então, quando você não tem objetivo claro, fica muito mais difícil você
02:38estabelecer qual seria o parâmetro de vitória.
02:41Então, acho que é essa a incerteza que também acaba trazendo mais volatilidade, mais incerteza ainda para os mercados.
02:50E a Mos Rostain, falando agora, ex-secretário de Estado Adjunto de Recursos Energéticos dos Estados Unidos,
02:59falando sobre o preço da gasolina nos Estados Unidos agora.
03:14É, agora dizendo sobre o momento em que Donald Trump recuaria de alguma decisão, e ele está lembrando da atuação
03:24ali, das ameaças envolvendo a Groenlândia, né, Filipe?
03:27É, eu acho curioso ele ter falado isso, né, Nath, porque chama atenção para como a agenda do presidente Donald
03:33Trump muda de uma maneira tão rápida que a gente não consegue nem acompanhar.
03:37Então, agora, a gente teve... Vamos lembrar que a Venezuela faz pouco tempo e já parece que é uma coisa
03:42do século passado, né?
03:43O mesmo episódio com a Groenlândia, enfim, outras... As tarifas, né? As tarifas parecem que são uma coisa de outro
03:52mundo, foi uma coisa que aconteceu há pouco tempo.
03:55Então, esse cenário do Irã, o presidente Donald Trump, eu tenho certeza, pelo que ele falava, assim, pelo que ele
04:02anunciou, que ele esperava um desfecho um pouco rápido.
04:05E talvez não seja isso que acontece.
04:07Outra coisa, Nath, que é uma coisa que eu gosto sempre de lembrar, é que a estratégia do Irã de
04:10atacar os países vizinhos foi uma coisa que ninguém tinha pensado nisso.
04:14Então, essa guerra é muito mais imprevisível do que o presidente Donald Trump imagina e, por isso, traz toda essa
04:19incerteza ainda maior.
04:22Isso. E na fala do ex-secretário de Estado, adjunto de recursos energéticos dos Estados Unidos, ele trouxe agora há
04:30pouco, então, essa...
04:31Você falou da agenda imprevisível de Donald Trump, mas é uma agenda, claro, que considera muito as reações do mercado,
04:37né?
04:38Ele é muito movido, né, a esses dados, a esses números, e aí ele disse o seguinte, que ele acha
04:45que se seguir pressionando e a gente, por vários dias seguidos, observar as reações que a gente está vendo, né,
04:52de bolsas caindo, inclusive, que Donald Trump pode reconsiderar.
04:57Agora, o difícil é sair.
04:59São Paulo's chickens out, né? Aquela coisa dele sempre voltar atrás.
05:03Eu acho que tem um pouco a ver, sim, Nath.
05:04Agora, uma coisa que não é que surpreende, porque isso é uma coisa, historicamente, que acontece.
05:10Apesar de toda essa guerra, esse conflito e tal, as bolsas não foram tão impactadas quanto poderiam.
05:16Quer dizer, elas tiveram perdas, mas o mercado não teve aquela queda tão abrupta quanto poderia ter num momento tão
05:23delicado.
05:25O que acontece é que parece que, assim, o mercado está olhando com uma certa calma, com muitas incertezas, claro,
05:31mas o principal afetado, nesse momento, é claro, que é o petróleo e as consequências que vão vir a partir
05:37do petróleo.
05:37Mas eu acho que isso é interessante, porque uma coisa que a gente não tinha nos outros conflitos anteriores,
05:41eu queria ressaltar esse ponto.
05:43Era a questão da energia, ela afetava, principalmente, indústria automobilística, indústria aérea, enfim.
05:48Você tinha toda a questão industrial que precisa de petróleo.
05:52Mas você não tinha a economia digital sendo afetada por isso.
05:55Hoje você tem, porque a inteligência industrial precisa de muita energia.
05:58Então, o petróleo, enfim, vamos lembrar que o presidente Donald Trump também rechaçou todo aquele tipo de energia alternativa,
06:08energia eólica, energia solar e tudo mais, e concentrou a energia fóssil, dos combustíveis fósseis.
06:15Então, isso é um mercado, é uma indústria que a gente não sabe exatamente como é que ela vai ser
06:20afetada no médio prazo.
06:22A gente sabe que no curto prazo estamos sentindo isso nas bolsas,
06:24mas se o conflito ficar muito, se estender por muito tempo,
06:29isso pode também ter algum tipo de influência nessas empresas de tecnologia.
06:34Então, é um componente a mais, é um componente delicado, sensível,
06:39porque a economia americana, vamos lembrar que o S&P 500,
06:41as 500 maiores empresas têm, a grande parte delas são aquelas empresas de tecnologia,
06:47que hoje mexem muito, que estão investindo muito em inteligência artificial,
06:50portanto, estão precisando de muita energia.
06:52Então, são pontos que não estavam presentes em outros conflitos
06:58e hoje em dia estão influenciando essa nova economia americana e mundial.
07:05Então, é muito delicado esse novo sentido.
07:09As bolsas não sentiram tanto ainda essa guerra,
07:12mas é possível que elas, com certeza, no médio prazo, comecem a sentir sim.
07:17E daí, vamos lá, vamos lá, vamos lá.
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