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No JP Ponto Final, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) comenta a regulamentação dos aplicativos de transporte e entrega, o debate sobre o fim da jornada 6x1 e os desafios da polarização política no Brasil. O parlamentar também fala sobre o papel do Congresso e os impactos dessas discussões para trabalhadores e empresas. #PontoFinalComTrindade

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Transcrição
00:05Salve, seja bem-vindo. Estamos aqui nos estúdios da Jovem Pan, no Planalto Central do país.
00:11É muito importante que você saiba da política, né? A política faz a sua vida, a escola do seu filho,
00:18o seu futuro, a casa que você mora, é a educação nossa de cada dia, ou seja, tudo passa pela
00:25política.
00:26Hoje nós vamos falar com o deputado Augusto Coutinho, ele é de Pernambuco, um grande líder aqui,
00:32o líder do Republicanos e líder do Bloco, ele lidera mais de 200...
00:3876, deputado.
00:41Lidera 276 líderes, né? Que para chegar aqui, isso não é brincadeira não.
00:46O deputado é um emprego bom, né?
00:48E trabalhoso, é gratificante, né?
00:53Quando o senhor manda, eles obedecem?
00:54Nem sempre, nem sempre.
00:58270 líderes, né?
01:00270.
01:01Mas é mais de procedimento, né? De assinaturas, para andamento dos projetos, entendeu?
01:09Então, é assim, é mais trabalhoso, mas é sempre a gente...
01:15Quando tem alguma coisa que é problemática, ou ideológica, ou qualquer coisa, a gente
01:20vai e para, e vai conversar um a um, para que possa avaliar se caminha ou não caminha.
01:28Pois é, o senhor está no terceiro mandato de deputado federal, né?
01:31Quarto.
01:31O quarto mandato.
01:33Três já concluídos agora, né?
01:35É.
01:35E já partindo para o quinto mandato, né?
01:38O quinto mandato.
01:38Mas o senhor foi vereador...
01:40Dois mandatos.
01:41Deputado estadual, né?
01:42Três mandatos.
01:44E de um Estado muito politizado.
01:47Você sabe dizer que Pernambuco tem essa fama de ser um Estado politizado e tanta qualidade
01:53de políticos, né?
01:54É, é verdade.
01:55O Estado é pequeno, relativamente.
01:56É.
01:56É um Estado que, eu acho, já historicamente, né?
01:59Eu acho que Pernambuco foi um Estado que foi muito penalizado, inclusive, pela coroa,
02:05né?
02:05Foi o primeiro Estado que se rebelou em um determinado momento e, por isso, a gente perdeu muito.
02:12Nós perdemos...
02:13A gente perdeu, eu acho que quase 50% do nosso território.
02:19A gente perdeu para Bahia, a gente perdeu para Sergipe, a gente perdeu para Alagoas,
02:23que é a comarca do São Francisco e foi nos tirado, né?
02:27Então, eu acho que vem daí.
02:30É um Estado que sempre você teve grandes nomes nacional, político, né?
02:37Nomes, seja de direita ou de esquerda, mas pessoas que nos orgulham, como o Pernambucano,
02:43como o Marco Maciel, como o Miguel Arraes, como o Joaquim Francisco, como o Dr. Roberto Magalhães.
02:50Enfim, figuras que são emblemáticas e pessoas seríssimas.
02:56Graças a Deus, a gente se diferencia muito.
02:59Você nunca viu governador de Pernambuco estar envolvido para estar preso, por exemplo.
03:06Lamentavelmente que você vê em alguns Estados, em outros Estados.
03:10Então, é um Estado que é muito, eu diria, com uma representatividade política muito grande.
03:18Isso não é essa bancada de agora.
03:20Isso é historicamente, como você que é um jornalista experiente, que conhece aquela casa, sabe.
03:27Tanto da Câmara como no Senado, a gente sempre teve...
03:30E outra coisa, Zé, eu sou coordenador da bancada de Pernambuco.
03:34De Pernambuco, né?
03:34Eu já sou coordenador já há algum tempo.
03:37E o que é que eu sou...
03:39Eu e o deputado Carlos Velas.
03:41E o que é que acontece?
03:42É impressionante.
03:44Os assuntos de Pernambuco, que são importantes para Pernambuco,
03:48a gente consegue resolver entre a gente.
03:51A gente briga, a gente...
03:53Mas é importante para o Estado, a gente se une...
03:55E aí eu vi, o senhor liderou uma disputa muito importante, que foi a escola de sargentos, né?
04:01Sim, muito importante.
04:01E acabou indo para Pernambuco, outros estados.
04:04Ficaram com os cotovelos ardendo, né?
04:06Muito, muito importante.
04:07Primeiro porque...
04:07Como é que foi essa negociação?
04:09Não, primeiro porque o Exército, ele selecionou, eu acho que entre 35, eu acho,
04:16posso estar cometendo alguma falha, cidades no Brasil, onde poderia ser instalado.
04:21E aí nós fizemos, inclusive desde o início, uma interlocução do governo do Estado,
04:29do governador Paulo Câmara, então governador, para que Pernambuco oferecesse a estrutura
04:36para o Exército, para que o Exército viesse para lá.
04:39E assim foi feito.
04:41O governador Paulo Câmara é um grande responsável por isso.
04:45Justiça seja feita.
04:46Porque o governo de Pernambuco ofereceu tanto aporte de recursos, não para a construção,
04:53mas da infraestrutura, ou seja, que é necessário.
04:57E o governo de Pernambuco fez isso.
05:02Então ficou-se decidida a três cidades.
05:06Era Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
05:12Eu acho que outra no Sul também, mas era Santa Catarina, eu acho, não sei.
05:17E a terceira era Recife, região metropolitana do Recife.
05:21Nesse momento, eu já como coordenador, eu mobilizei toda a bancada do Nordeste.
05:27Não faz sentido que o Exército brasileiro, ele não tinha nenhum órgão importante
05:34da estrutura do Exército, que é situado no Nordeste.
05:37E a gente foi, na ocasião, o comandante era o general Paulo Sérgio.
05:46E quero registrar aqui a postura de correção dele, de tudo.
05:51Então, o Exército saiu ganhando.
05:53O Pernambuco, para nós, foi importante.
05:56Porque, Zé, para você ter uma ideia, a escola de sargento é um investimento de mais,
06:02eu acho que uns dois e meio bilhões de reais.
06:06É um investimento relevante.
06:08Mas, na verdade, o que é mais importante é que, a preços de hoje,
06:12a escola de sargento, por ano, ela vai injetar na economia de um Estado que é pobre,
06:19ela vai injetar só das pessoas que estão em torno dela,
06:22trabalhando, sejam professores, os alunos, enfim, toda a estrutura,
06:28ela vai injetar na economia 311 milhões.
06:32311 milhões que vai para a padaria, vai para o mercadinho,
06:39que vai para o aluguel, que vai para uma série de coisas.
06:42Então, é uma coisa importantíssima.
06:45E tem mais outra coisa, o que vai deixar raízes.
06:49Porque esses rapazes, esses que estão lá, novos, se preparando para ser sargento,
06:56vai se engraçar com a menina de lá, vai ficar em Pernambuco,
07:03vai facilitar, inclusive, as pessoas do Nordeste a terem a motivação de fazer o curso para sargento.
07:12Porque, para você ter uma ideia, eu me recordo que, hoje, no sistema do Exército,
07:19você tem, eu acho que, 70% das pessoas que entram para o sargento do Exército é do sul do
07:28país.
07:28É verdade.
07:29É o sul e rio, né? Rio de Janeiro também, né?
07:32Exatamente, o Rio de Janeiro.
07:34Então, é uma coisa que você muda um pouco de um foco e não pode esquecer
07:38que o Exército nasceu no Monte Guararapes, em Pernambuco.
07:42O senhor, nós estamos citando aí esse exemplo como uma união de um Estado de várias tendências,
07:49que lá em Pernambuco tem esquerda, tem direita, tem centro, né?
07:53Da mesma forma, os grupos que brigam no dia a dia.
07:57O senhor passou por vários momentos da política, né?
07:59Como é que o senhor vê essa transformação da política do que é hoje?
08:03A política de corte, de conversas, a política de publicação em mídias sociais.
08:10Como é que o senhor vê essa mudança?
08:12Pois é muito, assim, é muito preocupado.
08:14Eu acho que o Parlamento perdeu muito de qualidade.
08:19Apesar de que, e dizem aí, que o doutor Ulisses sempre dizia,
08:23se você quer ver o Parlamento, veja o próximo,
08:25que vai ser pior do que esse agora.
08:26Está reclamando desse, veja o próximo?
08:28Está reclamando desse.
08:29Mas agora eu acho que, porque o problema todo é que as redes sociais,
08:34elas se incorporaram na vida de todo mundo.
08:37Só que em rede social você cria personagens.
08:41Você cria o cara que fala bem, que faz os cortes bem,
08:44que fala temas agressivos, que fala temas,
08:48muitas vezes, sem responsabilidade do que está dizendo.
08:51E as pessoas gostam, que ficam balançando, balançando, dançando,
08:55ou qualquer coisa desse tipo.
08:57Então você cria muito personagem.
09:00Isso é ruim, isso é muito ruim.
09:02Isso carece se você hoje vai, por exemplo, nesse momento que o Brasil vive.
09:08Porque muitos que chegam lá, chegaram por redes sociais.
09:12Muitos, muitos.
09:13E você para lá no plenário e fica lá olhando.
09:20É triste.
09:21Os debates que são travados, é debate unicamente ideológico.
09:28É o Lula que é ladrão e o Bolsonaro que é golpista.
09:34É o tempo todo, eles se degladiando e se esquecendo, muitas vezes,
09:40dos temas nacionais que são importantes.
09:43Então, isso volta também um pouco para o momento que eu vivo hoje no país,
09:50que é o momento de uma radicalização muito grande.
09:53E é uma radicalização que, aliás, interessa a ambos os lados.
09:59É, são codependentes.
10:01É, eles, à medida que radicaliza, fica difícil para as pessoas que são dissentes.
10:08Aí eu vejo...
10:09Como me considero, assim, você...
10:11Eu vejo, por exemplo, hoje o PSDB fazendo aquela campanha de...
10:14Me dizem, tem uma avenida do meio.
10:17Eu não vejo essa avenida, eu não vejo possibilidade de mudança.
10:20E você vê os números.
10:22Você pega o candidato a presidente de um lado e o candidato a presidente do outro,
10:27quase que tem a mesma rejeição.
10:30É 50%, 49%, e outro 49%, 51%.
10:34Já vem lá de atrás.
10:35O Aécio perdeu por muito por uma Dilma, né?
10:38É, mas o que é estranho, e que para mim foi estranho, principalmente nessas últimas pesquisas,
10:45porque eu achava que...
10:48Eu sei que tem a força do Bolsonaro, que é muito grande, né?
10:54Mas eu não pensava que era tanto.
10:57Ou seja, ele diz...
10:58Ah, supremo.
10:59O candidato não é ninguém.
11:01Ou seja, você não discutiu um projeto político para o país.
11:05Você não discutiu um programa de governo para o país.
11:09Você não...
11:09Você discutiu...
11:10Não, o candidato é do meu nome, é com o meu nome, é meu filho e pronto.
11:15E você tem governadores, que são governadores bem avaliados,
11:22que são homens que têm um, pelo menos que a gente conhece,
11:26são muito respeitados do ponto de vista, inclusive, de ética e tudo.
11:33O Caiado eu conheço muito bem, é um belo quadro da política brasileira, um homem de bem.
11:39E o Taciso também, enfim.
11:42Mas a gente, lamentavelmente, fica exatamente jogando nisso.
11:48Eu acho que ali é a decretação do fim da política.
11:51Eu venho dizendo que não adianta.
11:53Ah, o PL está apoiando fulano,
11:56o União Brasil vai apoiar o outro.
11:59Não acrescenta mais como antigamente.
12:01O que pode ser um diferencial, Zé, na verdade, é o tempo de TV.
12:06Porque, apesar de tudo, hoje, com as inserções,
12:12eu acho que as inserções são importantes.
12:15E o tempo de televisão é relevante em uma eleição presidencial.
12:19O senhor está relatando um projeto que eu acho que dá maior importância, deputado,
12:25que é o projeto que vai regulamentar os aplicativos.
12:28Isso.
12:29Por que precisa regulamentar uma situação que já está funcionando?
12:34Boa pergunta.
12:36Primeiro, hoje, como está funcionando?
12:40Funciona que os aplicativos são bons, são úteis na vida da gente.
12:47A gente gosta.
12:48Eu, pessoalmente, gosto de poder estar em casa e, se quiser sair para beber,
12:54eu pegar um aplicativo e ir para um bar, para um restaurante.
12:57Ou, então, tomar um sorvete, comer uma pizza, qualquer coisa desse tipo.
13:01Então, eles são essenciais.
13:03Hoje, a gente se incorporou.
13:05Não tem mais como dizer.
13:06Eles geram emprego.
13:08Você tem uma ideia, no Brasil, se estima de 1,7 milhões de motoristas
13:17e 500 mil entregadores.
13:20Então, dá 2 milhões, a gente está falando aí, 2 milhões e 200 mil brasileiros.
13:25Hoje, como funciona?
13:28Eu sou liberal, então, não vou me interferir em nada.
13:34Mas você tem de regular da seguinte forma.
13:37Ou seja, hoje, a regra ou como vai acontecer, quem diz, são os aplicativos.
13:44Então, os aplicativos já regularam.
13:47Não, eles regularam ele mesmo, mas do jeito que quer.
13:50Por exemplo, dá um exemplo de uma coisa que é gritante.
13:53O que é que acontece muito quando você conversa com o motorista?
13:56Ele faz uma corrida.
14:00A gente está em Brasília, daqui para Taguatim.
14:02Então, essa corrida custou 100 reais.
14:06A plataforma pega 50% desse valor, numa intermediação.
14:12É como você explicar.
14:13O cara tem o carro, tem o trabalho dele, tem o pneu, tem a gasolina, tem tudo.
14:17E você, só porque está intermediando, pega 50%.
14:20Aí, o aplicativo diz, não, eu pego 50% numa corrida Taguatinga.
14:27Mas, quando vai para outra cidade satélite que o motorista não tem interesse,
14:34eu pago a ele, eu só ganho 5%.
14:39Entende?
14:39Então, não dá.
14:42Tem de regular.
14:43Esse assunto, ele hoje é um assunto discutido no mundo.
14:48No mundo.
14:48Então, a OIT, no ano passado, o tema foi regulação sobre aplicativos.
14:56Existe uma dúvida muito grande e um questionamento enorme judicial,
15:03que é, tem vínculo empregatício ou não tem?
15:08Isso gera vínculo empregatício.
15:10Se for identificado que tem vínculo empregatício, automaticamente esses aplicativos, eles vão morar.
15:17O sistema desmonta.
15:18Desmonta completamente.
15:22E, então, o que fazer?
15:24A gente fez uma série de debates, ouviu os trabalhadores e o que é uma coisa interessante.
15:32A maioria dos trabalhadores não quer vínculo empregatício.
15:36Que, aliás, por exemplo, na Espanha, eu estive lá, em Madrid.
15:41Eu sou pessoa que esteve na Espanha e Portugal, os dois países que regulamentaram.
15:44Exatamente.
15:45O que é que eles fizeram?
15:46Eles criaram o vínculo empregatício.
15:49Resultado, 25 mil postos de trabalho a menos.
15:53A empresa que hoje lidera o mercado em Madrid, ela não está cumprindo a lei.
15:59E ela tem 60% do mercado hoje.
16:02Não está cumprindo a lei.
16:04Agora, recentemente, quando a gente esteve lá, ameaçaram prender o dono da empresa,
16:08que já tinha milhões de euros em multas, e aí ele sentou para negociar com o governo.
16:14E você quer que veja na rua os trabalhadores fazendo caminhada e passeata, pedindo para não ter vínculo.
16:25Então, isso é uma pendenga.
16:27Hoje você vai...
16:28Essa semana eu tive um debate no TST.
16:31Você tem o TST dividido.
16:33Uma parte acha que tem vínculo, outra parte acha que não tem vínculo.
16:37Você vai...
16:38Aí começa-se a ter a questionamento para o Supremo Tribunal Federal,
16:42porque essa matéria está no Supremo Tribunal Federal.
16:45Então, o Supremo ia decidir, parou.
16:47Foi uma intervenção nossa.
16:50Tanto que eu pedi ao presidente Hugo Mota,
16:53e tanto eu pedi ao presidente Vieira de Mello, presidente do TST.
16:58Porque não faz sentido o Supremo estar legislando.
17:03Quem legisla somos nós, a gente tem a obrigação de fazer.
17:06Então, por que ter a regulamentação?
17:09É que a gente precisa proteger o trabalhador.
17:11Tudo bem, não tem vínculo.
17:13Mas se você não tem vínculo, como é que eu posso chegar aí se eu digo que você é um
17:17trabalhador autônomo?
17:19Mas se você não atender a um chamado, a um pedido que eu lhe encaminhei, você sai penalizado.
17:25O algoritmo pega você e começa a não lhe dar mais corrida porque está lhe penalizando porque você não trabalhou.
17:35Não pode ser.
17:36Você precisa ter uma regra.
17:38Se você é autônomo, eu não posso lhe obrigar a você fazer isso.
17:42Então, eu acho que tem.
17:44Então, essa semana quando eu estive no debate lá no TST, pelo TST tem vínculo e pregatício.
17:52Mas se você fizer, como eu digo, acaba, no meu entender, inviabiliza.
17:57E eu acompanho o debate lá na comissão, deputado, que o senhor é o relator do processo.
18:03O relator chama deputados, senadores, há um debate e chama também motoristas, chama usuários, chama representantes das empresas e assim
18:13por diante.
18:14E eu descobri que existem mais de 500 aplicativos.
18:19Eu achava que eram dois, três.
18:21Zé, eu acho que passa de 600.
18:25Porque, na verdade, você tem o mercado hoje do aplicativo de entregas e você tem o mercado do aplicativo de
18:32motorista.
18:33O de motorista, você tem duas empresas que detêm quase 90% do mercado.
18:38A Uber e a 99.
18:41Depois, mas você tem, fora essas, você tem 90% não está correto.
18:45E o Sul tem uma muito forte também, né?
18:47Tem.
18:47Você tem a Indrive, que é inclusive uma multinacional, que já pratica um tipo de serviço diferente.
18:54E você tem uma Urbano Norte, no norte do país, que é uma muito grande.
19:00E já é completamente diferente.
19:02O cara paga uma calção, uma joia, todo mês, quando fosse o direito dele usar o aplicativo.
19:12Isso é melhor ser uma cooperativa.
19:13Isso, uma cooperativa.
19:14E aí, e funciona bem, e eles gostam dele.
19:17Então, a gente pensa, mas tem uma que só trabalha com mulher em São Paulo, no interior de São Paulo.
19:24Muitos municípios fizeram os seus, né?
19:28Mas hoje você tem...
19:29Tipo, um grupo de WhatsApp.
19:30Isso, exatamente.
19:31Mas o que é que acontece?
19:33Essas empresas, tanto no aplicativo como...
19:39Desculpe, tanto na entrega como no motorista, se existe aí poucas empresas que tem quase que a totalidade do mercado.
19:52Vai regulamentar mototaxi também?
19:54Vamos sim.
19:55Autorizar o mototaxi todo o país.
19:57Autorizar o mototaxi.
19:58Exatamente isso.
20:00Hoje é impressionante como é uma fonte de gente querendo usar.
20:10Eu fui...
20:11Usuários, os que querem...
20:12Essa semana eu fiz um exame em Pernambuco e eu tinha de chegar no hospital às sete horas.
20:18Uma idioscopia.
20:20Aí eu cheguei, mas eu me impressionei com o número de motos, de as pessoas descendo.
20:24Ah, achei que você tinha ido de mototaxi para lá.
20:26Não, não fui.
20:28Eu tenho medo de motos.
20:30Mas, na verdade, Zé, um monte de gente.
20:36E uma coisa que precisa também ser dita.
20:38Por exemplo, hoje, o serviço de aplicativo foi muito mais democratizado.
20:45Você sabe que...
20:47Eu vi um trabalho que foi feito e uma das empresas me enviou que ele diz o seguinte.
20:55Em São Paulo, corridas menos de R$8,50 são 25%.
21:04Em São Paulo, Pernambuco vai para R$35,00, que é um estado mais pobre.
21:09Você vai para o Pará, você vai para R$40,00, eu acho, R$37,00 ou R$38,00.
21:15Você vai, por exemplo, para Garanhuns, que é no nosso exterior, 70%.
21:20Menor do que R$8,50.
21:21É menor do que R$8,50.
21:23Mas o projeto Boulos, ele quer colocar um piso, né?
21:28Ele quer colocar R$10,00.
21:29R$10,00 com corrida mínima.
21:31É um embaraço.
21:32E tanto é que eu disse ao ministro e eu não acatei.
21:37Ele pediu R$10,00, eu botei R$8,50.
21:39E é uma coisa que...
21:40Esse é o maior problema hoje.
21:43O motorista...
21:43Só foi pela média menor, né?
21:44...querem receber mais.
21:45Mas o problema, Zé, é o seguinte.
21:49É que a gente, num país continental, com tantas desigualdades, vamos imaginar, você
21:55que está nos vendo, um lanche que você compra num sanduíche ou qualquer coisa, o ticket
22:02desse sanduíche em Brasília vai ser R$35,00, R$40,00.
22:07Em São Paulo, a mesma coisa.
22:09No Rio, a mesma coisa.
22:09Mas quando você vai no interior de Pernambuco, esse ticket vai ser R$15,00, R$17,00.
22:16É completamente diferente.
22:17Então, veja, se eu cobrar R$10,00 em cima de R$40,00, é 25%.
22:23É pesado?
22:24É.
22:24Mas dá para absorver.
22:25Mas se eu comprar R$10,00 em cima de R$17,00, o cara sabe o que vai acontecer?
22:30Ele não pede o pedido.
22:31Ele não faz mais o pedido.
22:32Ele vai fazer um sanduíche em casa e ele não faz.
22:35Então, ou vai buscar.
22:37O que é que acontece?
22:40A lanchonete perde, o cara perde o emprego, ele não vai ter o emprego de entrega e, na
22:47verdade, a gente perde o serviço.
22:49Então, é uma coisa que você tem de ter uma sintonia, um cuidado para não errar na mão.
22:54É a minha opinião nisso.
22:56Pois é.
22:56É um tema...
22:57E aí, o senhor já apresentou o seu projeto, né?
22:59Já apresentei.
23:00Você está fazendo pequenas mudanças ali?
23:01Vamos fazer mudanças, vamos redacionar as que foram feitas.
23:07Mas tem vantagens enormes.
23:10Primeiro, o trabalhador, ele vai ter...
23:13Hoje você tem, nesse segmento, pessoas que já estão há mais de 13, 15 anos, 14 anos,
23:21já prestando serviço aplicativo, fazendo isso do seu dia a dia e não tem nenhuma previdência social.
23:29A gente está fazendo a previdência social.
23:31E está incluindo, pagando barato.
23:32Ele vai pagar barato e ele vai ter o direito.
23:35A gente está fazendo com que as empresas também paguem a contrapartida para fechar a conta da previdência,
23:41que era outra preocupação.
23:43Eu não podia fazer uma coisa que viesse causar um déficit muito grande para toda a população pagar.
23:51Então, a gente faz o seguro de vida, o seguro de...
23:57A previdência, né?
23:59Não, a previdência, o seguro de vida e de invalidez.
24:03A gente faz, ou seja, a gente dá limites.
24:05Aí seria obrigatório, né?
24:06A gente dá limites a essa empresa.
24:09A gente diz...
24:10Enfim, o projeto é complexo.
24:12É um projeto, para não ficar cansativo, muito sensível.
24:17Às vezes, difícil de você explicar, porque é óbvio, o trabalhador quer 10 reais.
24:22Mas, veja, a gente não pode fazer um projeto que o cara que está lá nos assistindo vai aumentar o
24:30lanche dele,
24:33ou vai aumentar o carro.
24:34Em alguns casos, até muito mais, né?
24:37Mas, como polêmica por aqui não falta, vamos falar aqui sobre o fim da semana 6x1, né?
24:42É.
24:42Que é outro caroço, né?
24:45O seu partido já está discutindo.
24:47Já tem uma posição?
24:48Nós estamos discutindo a nossa posição.
24:52Eu, inclusive, conversei com o presidente Hugo Mota, conversei com o presidente Marco Pereira.
24:56Nós nos preocupamos com esse tema.
24:58É um tema que eu acho que precisa ser discutido, mas ele não deve ser contaminado com o aumento eleitoral.
25:06É muito ruim isso.
25:07Mas é um tema que a gente precisa ter um encaminhamento dele e talvez ter avanços, talvez não, ter avanços
25:16nele.
25:17Mas também ver a forma que vai ser, as empresas conseguem absorver.
25:22Porque eu vou dar um número, um número para nossos telespectadores.
25:26Hoje, no Brasil, 90% das empresas brasileiras são micro e pequenas empresas.
25:3390%?
25:3490%.
25:3570% da força de trabalho, dos empregos que são gerados, da força de trabalho, 70% é das micro
25:43e pequenas empresas.
25:45Como é que eu posso chegar para em cima de um micro e pequeno empresário desse que está gerando emprego,
25:50que está o Brasil hoje vivendo um pleno emprego, a gente deve as micro e pequenas.
25:55E eu empurrar na conta dele um...
25:59Uma semana com dois dias de folga, né?
26:03Além da carga horária, tem uns dias.
26:05Exato.
26:06Tem um...
26:07Você tem alguns projetos na Câmara.
26:09Tem um da deputada Érica, tem um do deputado Reginaldo, que é muito bom.
26:13Ele faz uma rampa aí para ir avançando.
26:18E eu acho que assim é que deve ser feito.
26:21E tem um projeto também que foi relatado pelo deputado...
26:25Na comissão do trabalho, pelo deputado Luiz Gastão.
26:29Luiz Gastão é um deputado do Ceará, um deputado muito qualificado, um cara muito sério.
26:34Foi meu colega, inclusive, a gente faz parte da...
26:38Da relatoria...
26:40Da reforma tributária.
26:43Então é uma pessoa com muita sensatez.
26:45E ele fez um projeto que eu achei...
26:47Um relatório que eu achei muito interessante.
26:50Ou seja, ele começa a dar a cada ano uma hora, baixa esses horários de 44 para 40 horas,
26:58que é a posição do governo.
27:01Ou seja, está se discutindo 36, mas o governo quer chegar a 40.
27:06E num processo que vai...
27:09Um processo lento.
27:10Que aí eu acho que aumentando a produtividade, fazendo com que a economia gire,
27:15isso vai ser absorvido pelas empresas, pelos pequenos empresários, pelas empresas também.
27:23Eu tive...
27:24Eu sou de Pernambuco.
27:25A semana passada, o setor sul-calconeiro é um setor que eu represento e defendo.
27:33Gera muito emprego no meu estado.
27:35E eles, apavorados, me chamaram lá.
27:38E eles estavam mostrando para mim, Zé, se você mudar hoje o sistema e passar, por exemplo,
27:45para 36 horas, ia ter um incremento de custo de 50%.
27:48Se você botar 40 horas, vai ter um incremento de 27%.
27:54Mesmo assim é grande.
27:55Então tem de se fazer uma coisa que não pode ser no afogadilho.
27:59E muito menos no momento eleitoral.
28:02Muito bom.
28:03Uns assuntos muito bons aqui.
28:05Quero agradecer ao deputado pela conversa.
28:08E agradecer a você, que esteve aqui no ponto final.
28:11É um programa que traz as entranhas e as articulações de Brasília.
28:15Muito obrigado.
28:21A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
28:33Realização Jovem Pan
28:34É um programa que traz as entranhas e aำ-ússia.
28:36É um programa que está sendo no profundo.
28:36Até antes.دمaga
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