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No JP Ponto Final, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) comenta a regulamentação dos aplicativos, o debate sobre o fim da escala 6x1 e os impactos para trabalhadores e empresas. O parlamentar também analisa economia, sindicalismo e competitividade no Brasil.

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00:05Salve, seja bem-vindo. É bom estar com vocês aqui. Nós estamos transmitindo diretamente dos
00:11estúdios da Jovem Pan aqui no Planalto Central do país e vamos falar de política. A política
00:18mexe com a sua vida, a casa que você mora, a educação dos seus filhos, a importância de saber
00:24por onde andam as entranhas do poder aqui em Brasília. E aí, este é um ano eleitoral.
00:30Daí a importância que você tem nesse processo. Hoje aqui no ponto final, o deputado Luiz Gastão.
00:37Deputado, muito obrigado por abrir a sua agenda para vir aqui aos estúdios da Jovem Pan.
00:42Eu que agradeço. É um prazer sempre conversar contigo.
00:45Pois é, deputado. A gente vai falar mais na frente da semana 6x1, mas a gente vê a dificuldade
00:52aqui de encontrar a agenda com o parlamentar. Quantas horas por semana o senhor trabalha aqui?
00:58Olha, eu já perdi as contas, mas eu acho que mais...
01:01Acima de 60, né?
01:02Acima de 60, com certeza.
01:04Pois é, não mata ninguém, né?
01:05Não, não, não. E eu comecei a trabalhar muito cedo, desde os 17 anos. E na época que
01:11eu comecei a trabalhar, eu trabalhava em 48 horas. Depois que reduziram para 44.
01:15Exatamente.
01:16O deputado, o senhor é líder da bancada católica na Câmara dos Deputados.
01:22E teve a ideia de reunir católicos e evangélicos, né?
01:26Fazer uma bancada, são cristãos, né? E é coerente.
01:30Mas há um... eu vejo um certo... eu não diria preconceito, mas uma certa cisma
01:35de lidar com religião e política.
01:39É compatível? Os dois assuntos são compatíveis?
01:41Olha, sem sombra de dúvida. Na hora que você... eu, antes de ser político, eu sou
01:46cristão. Você é um ser humano antes de ser político. Você é político e defende
01:51os seus valores. Então, nada mais justo de eu, sendo um cristão e chegando na Câmara
01:56Federal, querer defender os valores cristãos, que são os que eu acredito.
02:01Então, não há incompatibilidade. Infelizmente, pós-constituinte de 88, isso se acirrou ainda
02:07mais, de se querer dizer que, como o Estado é laico, você não poderia ter religião.
02:14O que não é verdade. A Constituição nos garante a liberdade de manifestação da fé.
02:19O Estado é laico, mas não é laicista. E o que tem hoje é uma perseguição enorme
02:26sobre os cristãos e sobre a religião. Eu me lembro, eu assumi a presidência da Federação
02:32do Comércio do Sesc e do Senac há 20 anos atrás e eu ia fazer uma parceria com a instituição
02:38católica e diziam que não podia. Por quê? Porque você estaria fomentando a religião.
02:46Você não está fomentando a religião. Hoje, a maioria dos hospitais, casas de assistência
02:52são católicos. A educação no país se deu através das escolas de ensino católico.
02:58Depois o Estado cresceu e teve seu aparato maior. Quantas assistências sociais e obras
03:06sociais tem a Igreja do Brasil? Ainda é a maior entidade de prestação de serviços
03:13assistenciais no Brasil. O que seria do Brasil se não fosse a Igreja Católica na constituição
03:20de cidades na polonização do próprio povo brasileiro? Com os bandeirantes e toda essa
03:27colonização brasileira.
03:29E a gente vê, por exemplo, os seminários que levaram, formaram muitos e muitos, que nem
03:34sempre quem estudou no seminário virou padre.
03:41Isso levou muita cultura, até cidades do interior, onde não existia possibilidade de escola, nem
03:49estamos falando de faculdade.
03:51Não, não. E você veja que todas as cidades do interior, normalmente, elas nascem e crescem
03:56ao redor de uma igreja. Que ela faz todo esse caminho, todo esse processo. E aí começaram
04:05a se botar, a coibir. Depois eu fui mostrar, aonde a lei me proíbe de fazer isso?
04:11Pois é, as emendas parlamentares enfrentam também essa barreira, né?
04:15Enfrentam.
04:16Você pode colocar emenda para um baile funk ou para uma festa, qualquer carnaval, mas
04:21não pode colocar uma emenda, por exemplo, para uma festa católica.
04:26Nós estamos começando a cortar e mostrar isso. Você vai para, por exemplo, a Caixa Econômica,
04:31tem alguns processos, que se você for fazer um evento religioso, ela diz que não pode apontar.
04:39Agora, você tem, por exemplo, no Ceará nós temos uma festa de Canidé.
04:44É a maior festa católica, fora a CIS, com o maior público.
04:48É turismo religioso, é turismo de ação e você não pode fazer.
04:53Nós temos o padre Cícero no Ceará, vamos ter agora a Beata Benigna, que vai inaugurar
04:59a estátua dela, agora em Santana do Cariri.
05:03Então, quantas ações turísticas e qual é o nosso maior patrimônio de arte barroca
05:10e tudo, se não estão dentro das igrejas também, não são...
05:14Agora, aqui, politicamente, no Congresso Nacional, a bancada evangélica, ela tem, assim, uma
05:20participação maior. Por que os evangélicos saíram na frente?
05:25Na realidade, não diria que tem uma bancada maior. Na realidade, por conta dessa questão,
05:29porque também essa questão da política na igreja também é um pouco de tabu.
05:35Por exemplo, você não vê um padre subir no altar e pedir voto para um candidato.
05:41A igreja coíbe essas ações, até porque a igreja não é partidária politicamente.
05:46A CNBB não tem um partido político. Já com relação às igrejas evangélicas, é mais
05:53fácil você ver pastores se transformarem em deputados, pastores pedirem e falarem de
05:59política no púlpito. Não tem isso na igreja católica. Mas isso não quer dizer que na igreja
06:06católica você não deventa os valores cristãos. A doutrina social da igreja tem toda uma normatização
06:14e uma orientação para a vida em sociedade.
06:19É um pouco diferente, mas até a legislação cuidou disso e proibiu.
06:24Não é mais possível pedir voto em púlpito, porque a igreja, apesar de ser de uma religião,
06:31ela é um local público. Mas o senhor tem uma atividade muito intensa, que o senhor é um liberal
06:37de formação e apresentou um projeto muito bom e que deve ser votado no mês que vem,
06:43que é a regulamentação dos aplicativos de transporte. O projeto do deputado Luiz Gastão
06:50inclui as duas rodas, que são as motos entregues, e de quatro rodas. O do governo queria regulamentar
06:56quatro rodas. E houve uma surpresa, porque o governo achava que os motoristas queriam vínculo
07:05e eles não querem. O senhor ficou surpreso também com essa reação dos motoristas?
07:11Olha, não, porque hoje nós estamos vivendo dentro de um outro clima. Você discute vários
07:16pontos e quando você vai discutir o que se tinha aí na percepção do motorista de aplicativo.
07:24Hoje o motorista de aplicativo recebe, em média, 200 mil reais por ano. Então qual era o receio?
07:32Hoje eles não pagam imposto sobre esse valor que recebem. Então o medo é de que...
07:38Isso? Ano. Em média, chega... Não todos, mas...
07:47Precisa trabalhar umas 14 horas por dia. Precisa, mas em média, quem trabalha em aplicativo,
07:53não de forma ininterrupta, mas chega a trabalhar 12 horas por dia. Tanto que no projeto de lei,
07:59tanto do governo quanto dos outros, se limitou a um máximo de jornada de 12 horas, mesmo que ininterrupta.
08:06Você não pode trabalhar no espaço de 24 horas...
08:09Mais do que 12 horas.
08:10Mais do que 12 horas. Para evitar também acidentes e você poder botar.
08:15Existem pessoas que trabalham dentro de aplicativos que têm um outro emprego e usam o aplicativo
08:22nas horas vagas para complementação de renda. Mas existem aqueles que vivem...
08:26Que foi a origem, né, do aplicativo?
08:28Que foi a origem do processo. Mas hoje existem aqueles que vivem exclusivamente desse processo.
08:34Então, o que nós buscamos fazer? Há uma indefinição com relação à tarifa.
08:41A pessoa vai pagar... Nós vamos lá, pegamos um aplicativo e no final do coisa nós vamos pagar uma corrida
08:49de 100 reais.
08:51Quanto daqueles 100 reais é pago ao motorista e quanto ficava no aplicativo?
08:55Então, em algumas situações, o aplicativo chegava a ficar com até 50%.
09:02Então, para dar um equilíbrio no processo, nós prevemos o seguinte.
09:07Como é uma intermediação de serviço, o aplicativo não contrata o motorista, é uma intermediação.
09:13Então, você entra na plataforma para contratar um serviço, o aplicativo vai fazer uma varredura de quem está próximo daquele
09:21lugar
09:22e vai oferecer a corrida, vai fazer a intermediação.
09:26Como intermediador, nós limitamos em 30% o valor desse trabalho.
09:31Que já é muito.
09:32Mas no máximo.
09:34E isso também deixa o livre mercado para eles fazerem uma ação.
09:38E aí, os 70% que ficam com o motorista, nós também classificamos que 75% disso é restituição de
09:49despesa.
09:50De combustível, manutenção de carro, IPVA, todas as despesas que ele tem para prestar o serviço.
09:56E apenas 25% nós consideramos como remuneração própria dele.
10:03Então, ele só pagaria o imposto sobre isso.
10:06Ou seja, se ele tem uma renda mensal de 200 mil, não é renda mensal que ele recebe por tudo.
10:14Ele só pagaria o imposto sobre 50.
10:16Como nós isentamos o imposto de renda agora até 50 mil por ano, ele estaria isento o total de pagamento.
10:22E é interessante porque se o Congresso não vota a lei, não regulamenta, o Supremo vai regulamentar, vai julgar.
10:30E pode, inclusive, criar uma relação de trabalho que desmontaria o sistema.
10:34Aí você cria uma condição de trabalho, agora você precisa dar também uma segurança mínima para isso.
10:41Então, nós também prevemos de que ele teria, o aplicativo pagaria uma parte sobre a remuneração dele, dos 25%
10:50de previdência, para ele poder ter a previdência dele.
10:53Que tem uma aposentadoria, uma segurança.
10:54Poder ter uma aposentadoria, ter uma segurança com relação a isso.
10:58E também teria o cadastro dessas pessoas e do carro que vai ser utilizado.
11:03Porque nós temos que entender que não é só uma relação do aplicativo com o motorista.
11:09Como a gente coloquei, é uma intermediação de serviço para o usuário que somos nós, da população.
11:16E aí, você que vai, eu vou pegar um carro, se eu entro no aplicativo para pegar um carro, eu
11:22passo do parto do pressuposto,
11:24que a pessoa que vai me pegar tem um cadastro no aplicativo, que o carro está registrado, que está correto.
11:31Então, cabe o aplicativo também fazer esse acompanhamento.
11:35Eu conversei muito com o presidente da comissão, o Joaquim Passarinho, com o relator Augusto Coutinho,
11:41que são ótimos parlamentares, né?
11:44Sem dúvida.
11:45E vi que eles visitaram vários países para saber como funciona.
11:51Ainda é uma tecnologia que não está regulamentada em vários lugares.
11:57A Espanha regulamentou errado, né?
11:59Houve uma regulamentação na Espanha, que eles se arrependeram do que fizeram e estão se reconstituindo.
12:06Criaram clandestinos.
12:08Criaram uma série de clandestinos. Por quê?
12:10Porque quando você sai, você não impede de criar a clandestinidade.
12:14E aí você cria, para a população em geral, um risco ainda maior.
12:19É, Portugal também, né?
12:20Portugal também.
12:21Também ficou mais caro, né?
12:23Acabou ficando mais caro.
12:24Então, você tem que ter um cuidado para que você tenha uma regulamentação,
12:28para que esse serviço possa ser regulamentado,
12:31dando segurança para a empresa também, de que não vai ter reclamações além do que é previsto no contrato,
12:37para o consumidor que vai poder pegar o transporte e saber que está pegando de forma correta,
12:42e ao motorista que vai poder fazer sua jornada de trabalho de acordo com a sua vontade.
12:47E é isso que eles querem.
12:49Eles querem ter essa liberdade agora.
12:52Querem também ter a tranquilidade que vão receber o justo.
12:55E não vai fazer como, em alguns casos, que o aplicativo poderia estar cobrando uma taxa muito maior
13:02e eles ficando com um valor muito menor.
13:04Pois é interessante, porque uma das coisas que eu aprendi nesse debate
13:08é de que, olha, não se deve regulamentar porque a coisa está funcionando.
13:13Eu queria dizer o seguinte, já está regulamentado.
13:16E regulamentado pelas empresas, ao modo delas, de um lado só.
13:21E como diz o deputado Luiz Gastão, assim, é um tripé, né?
13:26Sem dúvida.
13:26A gente costuma focar muito no motor.
13:28Não, porque tem o motorista, tem o aplicativo e tem o consumidor, o usuário.
13:33Diz que hoje existem mais de 600 aplicativos.
13:35Além disso, você tem também uma outra questão do motorista,
13:39que tem que ter uma segurança,
13:41de que se ele for excluído ou ele não pegar uma corrida,
13:47qual é a punibilidade?
13:49Porque hoje também é um questionamento
13:51de que muitas vezes o motorista é afastado do aplicativo
13:55porque ele não aceita corridas
13:57e às vezes o aplicativo bota corridas com valor muito baixo.
14:02E aí ele acaba não indo e por isso ele é excluído.
14:06Então é uma tensão muito grande.
14:09Então no projeto a gente prevê também
14:10de que ele tem que ter a informação,
14:13qual é o logorítimo que vai fazer e de que forma funciona isso.
14:16que não seja direto ao motorista,
14:19mas que seja para uma associação
14:21ou para um grupo que possa estar fiscalizando também
14:26de que forma esse algoritmo está sendo usado
14:29para que você saiba a utilização dele correta para todo mundo.
14:33Pois é, essa relação capital-trabalho,
14:35ela permeia os debates aqui há muito tempo.
14:38Foi muito forte durante o processo constituinte,
14:40a regulamentação da própria Constituição.
14:44E a gente vê que a legislação trabalhista,
14:47ela teve início ali na França,
14:49na Revolução Industrial,
14:51que tinha jornadas exaustivas,
14:53que as pessoas morriam literalmente de trabalhar.
14:56E aí foram sendo criadas leis,
14:59e aqui no Brasil, o Getúlio Vargas,
15:01que foi o responsável por esse aprisionamento,
15:04que é uma prisão hoje.
15:06Tudo mudou,
15:07hoje existe a internet,
15:09trabalho em casa,
15:11o home office,
15:12que ninguém nem poderia imaginar,
15:14na época da CLT,
15:16que se criou a CLT.
15:18Hoje eu vejo uma ruptura.
15:20A legislação trabalhista está de um lado
15:23e a realidade de outro.
15:25Olha, o que se criou,
15:27nós temos alguns monstros dentro disso,
15:30e principalmente uma justiça do trabalho
15:32extremamente paternalista
15:34e extremamente coexistiva
15:39com relação a alguns processos.
15:40Então, você muitas vezes é vítima
15:44de uma ação de que se não tem.
15:47Agora, os sindicatos avançaram,
15:50nós precisamos continuar discutindo
15:52a questão do sindicalismo do Brasil,
15:54mas, acima de tudo, garantindo a participação
15:57e a liberdade.
15:58Você fazia política sindical, né?
16:00Ainda faço.
16:01Ainda faço.
16:03Ainda faço.
16:04Eu, como dirigente sindical,
16:07ainda sou dirigente sindical,
16:09há mais de 30 anos que eu sou dirigente sindical,
16:12assumi a presidência do Sindicato
16:15de Aceio e Conservação do Ceará,
16:17ainda nos idos de 89.
16:21Então, assumi a Federação do Comércio
16:23do Estado do Ceará em 98
16:24e já fui vice-presidente da Confederação,
16:28participei de várias diretorias
16:30da Confederação Nacional do Comércio.
16:32Ajudei na reorganização sindical do comércio,
16:38mas acho que nós precisamos avançar
16:41em alguns pontos, principalmente com relação
16:43à negociação coletiva
16:44e com relação à garantia
16:47de que não só os filiados podem votar,
16:50mas aqueles que não são filiados também
16:52possam participar das assembleias
16:54e você possa discutir melhor isso.
16:57E quando você discute o segmento
16:59por atividade econômica,
17:01você facilita com que
17:02aquela atividade econômica
17:05ela tem o espectro da concorrência justa
17:08entre eles
17:09e você está dando a mesma condição.
17:12Há de reconhecer
17:13de que uma empresa que trabalha
17:16de supermercado
17:17tem suas peculiaridades
17:18diferentes da empresa de farmácia,
17:21diferente da empresa de calçado,
17:24diferente da empresa de serviços.
17:26Então, quando você,
17:27pela atividade econômica,
17:30regula as condições,
17:31você dá uma competição
17:33e uma concorrência justa
17:35entre os segmentos.
17:36Você imagina uma empresa
17:38que paga um salário mínimo
17:39para um funcionário
17:41e uma empresa que paga
17:42um piso salarial de 3 mil reais.
17:44Aquela que paga o salário mínimo
17:45já tem uma vantagem competitiva
17:49em relação às outras.
17:51Então, quando você tem
17:52uma carga horária,
17:54uma condição de trabalho igual
17:55entre setores,
17:57você tem uma concorrência
17:59mais justa dentro dos setores.
18:00Pois é.
18:01O senhor tocou num ponto
18:03muito importante,
18:03porque o debate
18:04sobre o fim da semana
18:066x1
18:07está muito forte
18:08no Congresso Nacional.
18:09E no ano eleitoral
18:11há um grande risco
18:12de uma decisão,
18:14eu não diria emocional,
18:16mas pensando exatamente
18:17no voto do eleitor
18:18e jogar o Brasil
18:20numa legislação muito complexa,
18:21muito difícil
18:22em alguns setores.
18:23eu entendo que hoje
18:25já existe setor
18:27que tem jornada de trabalho
18:29de 30 horas semanais,
18:31outros não suportariam
18:3340 horas semanais.
18:35Quer dizer,
18:36isso que o senhor está dizendo
18:37é muito importante,
18:38porque depende de que setor
18:39estamos falando.
18:41Olha,
18:41e não só de que setor.
18:42Você tocou num ponto,
18:43na verdade,
18:44que há um erro
18:49inaugural quando se fala
18:50escala 6x1.
18:52O que que se quer?
18:54Acabar com a escala 6x1.
18:56Uma coisa é a escala 6x1
18:59para quem trabalha
19:006 horas por dia.
19:01Nós apresentamos um projeto
19:03na subcomissão do trabalho
19:05que discutiu o tema,
19:06mostrando que,
19:08constitucionalmente,
19:09a Constituição prevê
19:1044 horas de trabalho,
19:12de jornada de trabalho semanal.
19:14Se você baixar
19:16a jornada de trabalho
19:18gradativamente,
19:19como nós propusemos,
19:20de 44 para 42,
19:22depois para 41
19:23e depois para 40,
19:25ora,
19:26se você trabalhar 40 horas
19:27de jornada máxima por semana,
19:29com o máximo de 8 horas por dia,
19:32se você dividir 40 por 8,
19:34vai dar quantos dias?
19:35Você só vai poder trabalhar 5.
19:36Você acabou a escala 6x1.
19:39Mas,
19:39quem trabalha em horário corrido,
19:43de 6 ao meio-dia,
19:456 dias por semana,
19:46vai trabalhar apenas 36 horas.
19:49Quem trabalha
19:50meio expediente
19:52para estudar
19:54ou para fazer
19:54em outro emprego,
19:56trabalha meio expediente
19:57no emprego,
19:57meio expediente no outro,
19:58e quer trabalhar
19:594 horas por dia,
20:01vai ser 24 horas por semana.
20:03E você vai proibir
20:04o direito da pessoa
20:06a exercer esse trabalho?
20:07Eu tenho a impressão
20:08que muita gente
20:09vai arranjar
20:10um novo trabalho,
20:11não é assim?
20:12Aí,
20:13é uma opção.
20:14Na minha visão,
20:16é inconstitucional
20:16você cercear isso.
20:18Agora,
20:18tem pessoas
20:19que
20:20o próprio presidente Lula
20:22já fala em jornada,
20:24mas tem assessores
20:25do presidente
20:26dentro do
20:28Ministério
20:28de Relações Institucionais
20:30que defende
20:31que tem que acabar
20:32com as coisas.
20:33Nunca trabalhou,
20:34não sabe o que é trabalho
20:35e fica falando
20:36que a escala 6x1
20:37tem que acabar.
20:38Mas vem cá,
20:39a escala 6x1
20:40para quem trabalha
20:416 horas corrida
20:42ou para quem trabalha
20:438 horas?
20:45Pois é,
20:45mas tem alguns setores
20:47que, por exemplo,
20:48assim,
20:48vamos lá,
20:49os shoppings,
20:50por exemplo,
20:51que trabalham
20:51sábado,
20:52domingo,
20:53feriado,
20:53e aí a escala
20:56fica realmente apertada,
20:58sem possibilidade
20:59de...
20:59Mas dentro do setor
21:00você tem o setor
21:00de segurança
21:01que trabalha
21:01em escala 12x36.
21:03Exato.
21:03Você tem os setores
21:04de saúde
21:05que trabalham
21:05em escala corrida
21:06de 6 horas.
21:08E essas negociações...
21:09Uma coisa é você
21:11concordar
21:12de que o trabalhador
21:13tem que trabalhar
21:13menos e é justo.
21:15Nós temos que dar
21:15melhores condições
21:16para o trabalhador.
21:17Então,
21:17reduzir a jornada
21:19de trabalho
21:20para 40,
21:21acabar com a escala
21:246x1
21:25para quem trabalha
21:268 horas por dia
21:27é uma coisa.
21:28Aí você compõe
21:29a escala.
21:30E há uns estudos
21:31feitos
21:31de que as empresas
21:32que possuem
21:33mais de 100 funcionários
21:36é uma probabilidade
21:37maior
21:38de fazer isso.
21:39As empresas
21:40que trabalham
21:40com menos de 100 funcionários
21:42terão um custo
21:43e um proibitivo.
21:44Como é que você vai fazer
21:45para compor
21:46dois dias só
21:47de trabalho
21:47ou reorganizar
21:49essa escala?
21:50Pois é,
21:51o Augusto Coutinho
21:52que é o relator
21:53foi procurado
21:54pelo pessoal
21:54de usinas
21:56de açúcar,
21:57diz que o aumento
21:59do custo
22:00será enorme
22:0280%.
22:03É proibitivo
22:04em alguns
22:04e principalmente
22:05com relação
22:06a micro e pequena empresa.
22:07Em alguns setores
22:08não vai mudar nada.
22:09A micro e pequena empresa
22:11que tem menos funcionários
22:12que tem menos funcionários
22:14elas terão
22:15por isso que nós propusemos
22:16também
22:16de que o governo
22:18não quer tanto acabar
22:19e diminuir
22:20a jornada
22:21de trabalho
22:21trabalhador
22:22tudo bem
22:22então ele tem que diminuir
22:23o custo das empresas
22:24e da sociedade
22:26porque na hora
22:27que você faz
22:27para a micro e pequena empresa
22:29sem compensação
22:30nós propusemos
22:32a compensação
22:33da contribuição
22:34patronal
22:35sobre a folha
22:36de pagamento
22:37dessas empresas
22:38baixar de 20 para 10
22:40para compensar
22:41o aumento
22:42que eles têm
22:43sobre a folha disso
22:44e aí você mantém
22:45a competitividade
22:46é aquilo que a gente fala
22:47se você não tiver
22:48essa competitividade
22:49nós vamos priorizar
22:51as grandes empresas
22:53em detrimento
22:53às pequenas
22:54daqui a pouco
22:55nós não vamos ter
22:56a empresa pequena
22:57vamos ter só
22:58as grandes empresas
22:59e aí sim
23:00um capitalismo
23:01cada vez mais selvagem
23:02e um capitalismo
23:03cada vez mais
23:05concentrador de renda
23:07dizimando
23:08a maior parte
23:09dos empregadores
23:10do Brasil
23:10que são as micro e pequenas empresas
23:12mas os grandes
23:13já estão reclamados
23:14ainda estão sendo
23:15inscribidos
23:15toda a legislação
23:17beneficia as pequenas
23:19e pune o grande
23:21e tal
23:21tem um grupo grande
23:22de empresários
23:23nós estamos
23:25sendo encurralados
23:27mas nós aprovamos agora
23:29a reforma tributária
23:29sobre o consumo
23:30que vai vigorar
23:31a partir de 33
23:32esse ano
23:32estamos começando
23:33a levantar alguns dados
23:34e já são
23:36uma transformação
23:37nessas competitividades
23:39e uma coisa
23:41que nós temos que ver
23:41é a competitividade interna
23:43entre empresas
23:44da mesma atividade econômica
23:45interna no Brasil
23:47e outra também
23:48é a competição
23:49das nossas indústrias
23:51com as indústrias
23:52que vêm de fora do Brasil
23:54para isso
23:55nós também apresentamos
23:56um projeto
23:56de zonomia tributária
23:58para que
23:59você tenha
24:00o mesmo tributo
24:02que a empresa nacional
24:03paga
24:03seja o tributo
24:05de importação
24:06de qualquer produto
24:07para dentro do país
24:07nem é proteção
24:08não é proteção
24:10é isonomia
24:11competitividade
24:12é competitividade
24:13ora
24:14se eu quero isentar
24:15qualquer compra
24:17de importação
24:19de 50 dólares
24:20beleza
24:21sem problema
24:22vamos pegar
24:24as empresas nacionais
24:25e vamos isentá-las
24:26de pagar
24:28pela venda
24:29de até 50 dólares
24:30aí você tem
24:32uma competição igual
24:32mas vamos lembrar
24:34de que a empresa nacional
24:36além do imposto
24:37que paga
24:38que vai manter
24:39toda a máquina
24:40pública
24:41ela gera emprego
24:42de pessoas aqui
24:44que não são
24:46amplitude
24:47é a grande
24:48preocupação mundial
24:49nós não falamos
24:50nem com relação
24:51a isonomia
24:53é só com relação
24:53ao imposto
24:54que paga
24:55nós não estamos
24:56nem entrando
24:57de que a empresa
24:58que traz o produto
24:59externo
25:00para dentro
25:01do Brasil
25:01está gerando emprego
25:03lá fora
25:03e está coibindo
25:04emprego local
25:05então não é uma questão
25:07de proteção
25:08é isonomia
25:10de trabalho
25:11eu estava olhando
25:13ali a grande
25:13preocupação do eleitor
25:15brasileiro
25:15a primeira
25:16segurança pública
25:17isso era esperado
25:19porque a violência
25:21invadiu as pequenas
25:22cidades
25:22o crime organizado
25:24cresceu muito
25:25então natural
25:26mas existem
25:28outras preocupações
25:29ali vem
25:30corrupção
25:31que é uma grande
25:31preocupação
25:32e a educação
25:35fica em quarto
25:36lugar
25:36eu fiquei decepcionado
25:38num mar
25:39país que possa
25:40se desenvolver
25:41sem educação
25:42o que está acontecendo
25:43essa falta
25:44de preocupação
25:45com educação
25:46com qualificação
25:48Maria
25:48eu acho que aí
25:49nós vamos voltar
25:50para o início
25:50da nossa entrevista
25:51eu acho que
25:53o que nós estamos
25:53tendo é uma crise
25:54enorme no país
25:55de valores
25:56de valores
25:57e quando a gente
25:58defende os valores
25:59cristãos
26:00você em qualquer
26:02outro lugar
26:02no mundo
26:04uma ação
26:06dessa
26:06que está tendo
26:07por exemplo
26:07um contrato
26:08de 129 milhões
26:12injustificado
26:13de uma esposa
26:15de um ministro
26:15do STF
26:18para
26:19uma ação
26:20que já foram
26:21pagos
26:2289 milhões
26:23em qualquer lugar
26:23no mundo
26:24esse ministro
26:25já estaria afastado
26:26isso seria um escândalo
26:28no Brasil
26:29nós estamos naturalizando
26:30isso
26:30você tem uma ideia
26:32o maior roubo
26:33nacional
26:33você sabe qual foi?
26:37todo ano
26:38tem um
26:38mas por enquanto
26:39é esse do Master
26:40não
26:40o maior roubo
26:42registrado
26:43como roubo
26:44ah tá
26:44como roubo
26:45como assalto
26:46assim
26:46assalto
26:47foi o assalto
26:48do Banco Central
26:49do Ceará
26:49isso
26:49que na época
26:50foram roubados
26:51160 milhões
26:55e é o segundo
26:56maior roubo
26:57do mundo
26:58e aí você tem
26:59um contrato
27:01de 129 milhões
27:07que não se justifica
27:09sem nenhum parâmetro
27:12e é visto
27:13com naturalidade
27:15então
27:16quando se fala
27:17em valores
27:18se fala em valores
27:19e em princípios
27:23nós não podemos
27:24deixar e achar
27:25que isso é natural
27:29isso é um processo
27:30educacional
27:31ou é cultural?
27:32não é contra a instituição
27:33do STF
27:34são pessoas
27:35que estão hoje
27:36do mesmo jeito
27:38que existem
27:38em todos os lugares
27:41existem
27:42bons profissionais
27:44e maus profissionais
27:45existem
27:47podem existir
27:49bons deputados
27:50e maus deputados
27:51existem
27:53bons prefeitos
27:54e maus prefeitos
27:55dentro da política
27:57como um todo
27:57nós não podemos achar
27:59porque está
28:00no STF
28:01são todos ótimos
28:03e qualquer coisa
28:04que se vai
28:05é ataque
28:06à instituição
28:08o ataque
28:09da instituição
28:10hoje parte
28:11de dentro
28:12da própria instituição
28:14se a própria instituição
28:17talvez por um
28:18corporativismo
28:19não age
28:19como é que fica
28:21a sociedade
28:21com relação a isso?
28:23muito bem
28:24uma conversa boa
28:25aqui no ponto final
28:27você fica sabendo
28:28exatamente
28:29o que pensa
28:29cada parlamentar
28:31o que a política
28:33está fazendo
28:33queria agradecer
28:34ao deputado Luiz Gastão
28:36por estar aqui
28:36nos estúdios
28:37da Jovem Pan
28:38obrigado deputado
28:39e obrigado a você
28:40que nos acompanhou
28:41aqui
28:48a opinião
28:49dos nossos
28:50comentaristas
28:51não reflete
28:52necessariamente
28:52a opinião
28:53do grupo
28:54Jovem Pan
28:54de comunicação
28:59Realização Jovem Pan
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