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O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, classificou como "totalmente condenável e inaceitável" o ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

Em palestra na UFRJ e em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (2), o diplomata alertou que o mundo deve se preparar para o pior. Amorim afirmou que, diferentemente da invasão do Iraque em 2003, a guerra contra o Irã não será um "passeio" e possui um potencial de alastramento regional sem precedentes.

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Transcrição
00:00preocupado com as tensões, claro, no Oriente Médio.
00:03Direto pra Brasília com Janaína Camelo, as informações, quais são as articulações do Planalto
00:08pra tentar pelo menos diminuir essa tensão, se isso é possível, Janaína. Boa noite, bem-vinda.
00:17Muito boa noite pra você, Tiago, pra todo mundo que assiste a gente agora aqui.
00:21Pois é, o governo brasileiro segue monitorando, acompanhando toda a situação ali no Oriente Médio.
00:27Hoje o presidente Lula conversou com o chanceler Mauro Vieira sobre esse assunto.
00:31O chanceler, inclusive, que tem conversado com diplomatas dos países ali da região.
00:36Conversou também o presidente Lula com o seu assessor para assuntos internacionais, Celso Amorim.
00:41E tudo pra saber como é que vai ser a postura do Brasil daqui por diante.
00:46E é certo, Tiago, que até o momento vai ser da mesma forma como foi na nota divulgada pelo Itamaraty
00:51no último sábado.
00:52O Brasil defendendo uma negociação, né, uma atitude mais pacífica.
00:58A ideia é não haver um embate direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
01:04Logicamente que o Brasil, como na nota que foi divulgada no último sábado,
01:08condenou os ataques ao Irã por parte dos Estados Unidos e de Israel.
01:12Mas a ideia é não ter esse embate muito direto com o Donald Trump, até por conta da viagem que
01:18o presidente Lula deve fazer para os Estados Unidos,
01:22para uma visita a Donald Trump nos próximos dias.
01:25Aliás, com relação a esse assunto, quem falou agora há pouco aqui no Palácio do Planalto foi o ministro da
01:30Casa Civil, Rui Costa.
01:32Ele foi perguntado pelo jornalista se está mantida essa viagem do presidente Lula.
01:37Não tem uma data marcada, Tiago. Sempre ficou ali entre os dias 16 e 17 de março.
01:42E aí o ministro respondeu o seguinte, bom, se essa data nunca foi marcada, então não tem por que dizer
01:49que ela está mantida.
01:51Essa foi a resposta do ministro.
01:52Ele falou também ainda sobre esse assunto, sobre a guerra.
01:55Ele disse o seguinte, que por coincidência os países conflitados ali pelos Estados Unidos são todos produtores de petróleo.
02:02Ele deu, por exemplo, o exemplo da própria Venezuela, falou sobre o impacto no câmbio e também do preço internacional
02:08do petróleo.
02:09No caso dos impactos aqui no Brasil, ele acredita que não deverá ter um impacto sobre a inflação, por exemplo,
02:15dizendo que o Brasil é autossuficiente em petróleo, mas que guerra nunca é bom para ninguém, especialmente para a economia.
02:23Com relação a Celso Amorim, que o presidente Lula conversou hoje pela manhã sobre isso, para tomar pé da situação.
02:29O Celso Amorim, Tiago, falou há pouco no evento no Rio de Janeiro, na UFRJ, e ele disse o seguinte,
02:34que nunca, nas décadas dele, trabalhando com relações diplomáticas, ele nunca viveu uma situação como essa, nem de longe.
02:44Ele disse que são transformações profundas no mundo de ordem econômica e social,
02:48e que acabam levando à reação de líderes, se referindo a Donald Trump, da maneira como temos visto.
02:55disse que é uma guerra que não vai ser um passeio, e realmente, infelizmente, ele disse que a expectativa é
03:02que esse conflito perdure por um bom tempo.
03:05Vamos ouvir um trechinho do que ele falou mais cedo.
03:08É difícil medir quais serão as consequências, as consequências desse ataque.
03:14Mas uma coisa é certa, se me permitem usar uma palavra até inapropriada, mas que é usada, às vezes, no
03:21futebol e outras situações,
03:23essa guerra não vai ser um passeio.
03:26Não será, claro que nenhuma guerra é um passeio, mas não será uma guerra, creio eu, como foi, até certo
03:33ponto, a invasão do Iraque.
03:35Depois houve outras consequências, mas no momento foi algo, eu acho que não será.
03:44Tiago, quem falou hoje, também mais cedo, foi o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro,
03:49ele disse o seguinte, que hoje em dia, como todos os países estão fortemente armados,
03:53a arma que deve funcionar mesmo é o da diplomacia.
03:56Com relação ao Brasil, disse que o Brasil está muito bem protegido,
04:00com relação a repatriados, ele falou que isso é um caso específico do Itamaraty,
04:05não houve ainda um pedido formal do Itamaraty para a eventual repatriação,
04:11eventual repatriação de brasileiros.
04:13Aliás, com relação a isso também, brasileiros que estão lá fora,
04:17o chanceler Mauro Vieira, ele conversou hoje com o chanceler dos Emirados Árabes por telefone,
04:24falaram sobre a situação do Oriente Médio, falaram sobre o fechamento do espaço aéreo,
04:29a gente sabe que tem muitos brasileiros que não estão conseguindo pegar voo para cá,
04:33e assim como voos que estavam saindo aqui no final de semana aqui do Brasil,
04:37para Catar, para o Emirado dos Árabes, também precisaram retornar,
04:41então os dois chanceleres conversaram sobre esse assunto,
04:46não teve um resultado específico, não foi publicado um resultado específico dessa conversa,
04:52mas a expectativa sobre como que deve acontecer com relação a esses brasileiros
04:57que precisam voltar para o Brasil e vice-versa.
05:01Pois é, só os próximos dias vamos dizer como é que o governo brasileiro vai lidar com isso,
05:05e a Janaína volta em instantes, deixa eu chamar a Dora Kramer,
05:09dando as boas-vindas aqui, mais uma semana com a gente no Jornal Jalen Pan,
05:13tudo bem Dora?
05:13Bom, mais uma guerra para o radar,
05:16a guerra no Oriente Médio entre Israel e o grupo que promoveu ataques,
05:24há dois, três anos, e agora uma nova guerra, um novo conflito,
05:27que pode ter uma característica muito mais ampla.
05:30Eu te pergunto, claro, sobre a posição do governo brasileiro.
05:35Bem-vinda, Dora, bom trabalho.
05:37Boa noite, Tiago, boa noite a todos.
05:40Pois é, você vê que a posição do governo é extremamente cuidadosa,
05:45como aliás tem sido qualquer coisa em relação aos Estados Unidos,
05:50porque é uma relação que estava trincada, uma relação em recuperação e que nada pode estragar.
05:57Então, o governo brasileiro pisa com muito cuidado nesse terreno.
06:03Primeiro, quando o embaixador, ele é embaixador ainda, né,
06:09o Celso Amorim, fala sobre negociações,
06:13é apenas uma maneira de se expressar,
06:16porque não é muito realista, é mais uma utopia nesse momento se falar em negociações.
06:22Estamos falando de uma situação de força.
06:25Mas o governo brasileiro, além de não querer criar confusão,
06:30nenhum tipo de atrito adicional com o governo dos Estados Unidos,
06:34também tem outro problema.
06:36Não quer que qualquer posicionamento seja, possa ser aproveitado,
06:43aliás, já está sendo pela oposição, né,
06:46para jogar o governo brasileiro numa posição ruim de defesa do Irã.
06:54Quando o governo brasileiro condena a invasão,
07:00condena os ataques, na verdade,
07:03está fazendo aquela velha posição de sempre, né,
07:07condenando a violência, mas o passado de relações com o Irã,
07:13dá margem a que a oposição faça esse aproveitamento.
07:18Então, temos aí esse problema e a questão da viagem,
07:23porque no sábado,
07:25assim que começaram a surgir as notícias dos ataques americanos ao Irã,
07:30o governo brasileiro já falava sobre a possibilidade de adiamento da viagem
07:37que estava sendo esperada para meados de março.
07:42Não se fala ainda em cancelamento,
07:45mas já se fala abertamente, não, claro, oficialmente,
07:49e oficialmente é essa posição do ministro Fui Costa, né,
07:54de ter como não havia nada marcado,
07:57não há que se falar em cancelamento.
07:59Ah, sim, e isso atrapalharia muito a agenda do presidente Lula,
08:05a agenda de campanha,
08:06porque essa viagem para ele era importante,
08:09continua sendo importante,
08:10até do ponto de vista eleitoral,
08:12porque ele pretende tratar com os Estados Unidos
08:16de parceria para combate ao crime organizado,
08:19que é um assunto importante para a agenda nacional.
08:23E também tem uma questão,
08:25que se for muito adiado esse encontro,
08:28se é que vai ser realmente adiado,
08:32isso bate de frente com a ideia do presidente
08:36de encerrar a agenda internacional
08:40o mais rápido possível nesse semestre,
08:43para poder se dedicar às viagens de campanha aqui no Brasil.
08:47E aí
08:47E aí
08:47Obrigado.
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