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A crise no Oriente Médio atinge um patamar crítico que fecha as portas para a diplomacia no curto prazo. O chefe de segurança da Guarda Revolucionária do Irã declarou de forma contundente que o país não irá negociar com os Estados Unidos e manterá a sua postura bélica após o início dos bombardeios.

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Transcrição
00:00Muito bem, a gente tá acompanhando, então, essa movimentação.
00:03Luca, muito obrigado aí pela participação, você acompanhando aí, para e passo, né,
00:09tudo que está acontecendo nesse momento.
00:12Então, Luca, o que é também preocupante é essa guerra não oficial, né,
00:20com alvos civis, países pequenos, que tem algum tipo de relacionamento
00:24com os Estados Unidos e Israel.
00:27Como é que você aí da Europa observa isso?
00:30Temos Chipre, que teve uma base inglesa atacada, né,
00:35Chipre já foi uma colônia britânica, países pequenos como o Bahrein também,
00:41que são atrações turísticas, sendo alvo do Irã como uma contra-ofensiva.
00:48Isso assusta a Europa nesse momento?
00:52Assusta bastante a Europa, principalmente do aspecto econômico, Fernando,
00:56já que 20% do petróleo que sai do Estreito de Hormuz tem como destino final a Europa,
01:02que já vive uma crise energética, né, pelo menos nos preços da energia,
01:06das commodities energéticas, por conta da guerra da Ucrânia com a Rússia
01:10e de não ter acesso ao petróleo russo barato como era anteriormente.
01:14Em relação aos parceiros norte-americanos, a preocupação é que uma guerra
01:18estendida ao longo de muitas semanas ou de muitos meses possa comprometer
01:23aquela imagem que foi tão duramente criada por muitas dessas nações
01:29como países turísticos, países que atraem os esportes mundiais
01:33e que são pacíficos e instáveis.
01:35Como vimos, o aeroporto de Dubai foi atingido, também hotéis de luxo
01:40nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar, no Bahrein.
01:43Então, é de um interesse geral que essa operação seja a mais rápida possível
01:47e em poucos dias tudo possa ser retomado, inclusive as rotas aéreas
01:52severamente comprometidas, sem aquele hub principal,
01:55seja em Dubai, Abu Dhabi ou Doha, por conta dos ataques aéreos.
02:00Mas, como nós acabamos de ver na entrevista do secretário da Guerra,
02:03Hegset, e do chefe do Estado-Maior, Dan Kane,
02:06eles não deixaram claro por quanto tempo isso será conduzido.
02:10Eles deixaram nos bastidores, assim, se a gente pode ler um pouco
02:16nas entrelinhas, que não querem mais uma guerra eterna, né?
02:20Referenciando ao Afeganistão, que demorou mais de 20 anos,
02:23ou até mesmo o Iraque, 10, 15 anos, de um conflito que custou muito
02:27e não alcançou seus objetivos.
02:28Pelo aquilo que a gente consegue ler, que talvez seja uma operação
02:33de algumas semanas, talvez alguns meses, mas que não envolva, talvez,
02:37uma força de ocupação dentro do Irã, até mesmo pelas próprias dificuldades operacionais,
02:42sendo um país de 1 milhão e 600 mil quilômetros quadrados,
02:44uma nação de 90 milhões de pessoas, e que tem um sentimento anti-americano,
02:49anti-sionista, anti-israelense, muito forte também na sua própria população,
02:54o que inviabilizaria qualquer tipo de ocupação de uma força estrangeira.
02:58Acredito que aquilo que eles querem é uma mudança de regime,
03:03mas que seja feita pela própria população, após o enfraquecimento da guarda revolucionária
03:08e do próprio regime clerical dos ayatolás, depois desses ataques
03:12que mataram várias dessas figuras importantes, centrais no governo.
03:16Muito bem, fica então a expectativa, porque era um regime que estava enfraquecido,
03:23um líder que já estava ali claudicante, já com sinais de avanço na idade,
03:30com a saúde comprometida, mas o ataque torna esse líder um mártir,
03:35e isso também pode dar mais força para esse governo islâmico,
03:40e como é que fica também essa questão da expectativa de um ataque maior.
03:46A gente viu aí uma frase bem interessante, os Estados Unidos querem atingir os arcos,
03:51não as flechas, fica a expectativa de um ataque, como eles chamam,
03:56bota na terra, um ataque terrestre, um domínio territorial,
04:00que aí sim escalaria esse conflito para datas...
04:04A gente não poderia nem imaginar uma previsão, né?
04:09Exatamente, Fernando. Um aspecto que você traz, e que é muito importante,
04:14é que por mais que o governo dos ayatolás, o regime, estava enfraquecido,
04:18sem os seus aliados regionais, massacrando a sua própria população de forma constante,
04:24assim como foi no final do ano passado e desse ano,
04:26a circunstância da morte de Ali Khamenei o transforma num mártir,
04:30o que para os tiítas deu desse manos, que é a vertente do islã seguida no Irã,
04:36é algo muito simbólico, né? Já que o chiísmo surgiu a partir do martírio, né?
04:40Na Batalha de Karbala, 680 depois de Cristo.
04:43Então, essa separação é algo que fala muito de maneira simbólica
04:47e que pode acabar tendo um efeito contrário.
04:50Por mais que a maior parte das pessoas querem uma mudança de regime dentro do Irã,
04:54a morte de Ali Khamenei, como se deu, pode acabar fazendo aquele efeito contrário, né?
04:59Do que os cientistas políticos chamam do rally around the flag, né?
05:03Você se juntar em torno da bandeira quando há uma ameaça externa maior, né?
05:09Por mais que você não concorde com aquilo que a bandeira naquele momento
05:13está representando através da própria República Islâmica.
05:17Então, os objetivos norte-americanos ainda não são tão claros.
05:20Eles deixaram sobressair agora nessa entrevista que querem acabar com as capacidades de produção
05:26e de lançamento de mísseis balísticos, mas para isso não precisariam necessariamente
05:31decapitar o governo iraniano, assim como tem sido feito durante as últimas 57 horas.
05:37Provavelmente, o objetivo final, que eles não admitem, mas conseguimos ler nas entrelinhas,
05:42é uma mudança de regime, o fim da República Islâmica, que começou em 79
05:47e desde então tem sido o principal inimigo do Ocidente dentro do Oriente Médio.
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