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A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pode provocar mudanças profundas na geopolítica internacional. O ex-embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa opinou.

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Transcrição
00:00Olha, o conflito no Oriente Médio deve modificar de vez o tabuleiro da geopolítica internacional.
00:05Nós estamos ao vivo com Rubens Barbosa, que é ex-embaixador do Brasil em Washington,
00:09para debatermos mais sobre esse assunto.
00:12Rubens, primeiro, muito obrigada pela sua atenção com a nossa audiência nessa segunda-feira de manhã.
00:16Sempre que a gente fala aqui de geopolítica, acabamos fazendo essa alusão ao tabuleiro de xadrez,
00:22em que as peças vão se readequando com o passar do tempo.
00:26E a gente tinha um tabuleiro muito organizado já há muitas décadas.
00:30As modificações aqui, principalmente com ações de Donald Trump, levam a qual realidade?
00:36A gente vê esse ataque ao Irã também impactando, por exemplo, o mercado de petróleo para a China.
00:43Bom dia, bem-vindo.
00:45Bom dia, obrigado pelo convite.
00:47As ações do presidente Trump estão causando uma total desorganização,
00:57tanto econômica como comercial, quanto política, da política internacional.
01:03Quer dizer, essa guerra agora de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã,
01:09está começando a se ampliar.
01:11Não sei se vai haver uma ampliação fora da região, acho muito difícil,
01:18mas, de qualquer maneira, cria uma instabilidade ainda maior.
01:21Foi fechado o estreito de Hormuz, isso prejudica o trânsito de petróleo, de gás,
01:29e afeta muitos países ao redor do mundo, tanto na Ásia quanto na Europa.
01:34E, do ponto de vista geopolítico, causa uma insegurança ainda maior com essa incerteza
01:47quanto ao fim dessa guerra, desse conflito que teve como objetivo a mudança de regime no Irã,
01:59que eu acho dificilmente vai acontecer, além dos outros mencionados pelo presidente Trump,
02:06que era a destruição dos mísseis produzidos no Irã,
02:12e também a completa destruição da área nuclear de pesquisa e de enriquecimento de urânio do Irã.
02:24Então, é uma situação muito complicada.
02:26Como eu disse ontem e hoje, a gente vê que países da região começam a se colocar contra o Irã,
02:35e vamos ver quais vão ser os desenvolvimentos do xadrez regional do Oriente Médio.
02:44Se por um lado há países que se colocam contra esse conflito,
02:47há outros países que, de alguma maneira, voltam a se unir depois das recentes tensões.
02:52Então, eu estou falando de Alemanha e França, porque, recentemente, Brasil e União Europeia
02:58e alguns países da Europa protagonizavam algumas tensões por conta de decisões também,
03:03entre aspas, ameaças de Donald Trump sobre algumas regiões que, historicamente,
03:07pertencem a esses países da Europa.
03:08E, nesse momento, eles falam em uma nova união contra o Irã.
03:12Eu quero entender do senhor de que maneira que essas participações de países da Europa
03:17podem se dar de aliados de Donald Trump e também de Israel nos ataques contra o Irã.
03:25Até aqui, houve manifestações contrárias de vários países europeus,
03:30e o que eles fizeram, a França, a Inglaterra e a Alemanha,
03:35foi apoiar de maneira defensiva os ataques ao Irã.
03:43Quer dizer, a Inglaterra colocou as bases britânicas na disposição dos Estados Unidos.
03:49Eu acho que não vai passar muito disso, porque a Europa não tem interesse na ampliação desse conflito.
03:57Eu acho que a situação vai ficar mais ou menos limitada ao Oriente Médio,
04:04com algum apoio desses países europeus na área de suporte ao que os Estados Unidos e Israel estão fazendo.
04:15Isso no que diz respeito ao conflito militar.
04:18Nós estamos ao vivo com o Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington,
04:23tentando entender como fica a movimentação geopolítica.
04:25O posicionamento de diferentes países já tem demonstrado quem toma qual lado nessa guerra também de versões,
04:33envolvendo esse conflito entre Israel e Irã e Estados Unidos,
04:37mas também embaixador de forma até prática para a gente tentar entender.
04:41Como pode se reorganizar essa geopolítica?
04:45A gente tende a ver uma retomada do protagonismo com o maior distanciamento de outras nações,
04:52quando a gente fala em Estados Unidos, em Rússia e China,
04:56que são países que sequer estão envolvidos nesse conflito,
04:59mas que, em termos de poder global, também acabam sendo afetados de alguma forma.
05:06A Rússia e a China, assim como a Europa,
05:09não têm interesse em participar diretamente desse conflito.
05:13A Rússia, por exemplo, está numa guerra com a Ucrânia, não tem interesse.
05:18E a China tem uma situação muito favorável hoje no mundo,
05:22não vai entrar também nessa disputa.
05:25Então, como eu disse, essa guerra tende a ficar limitada à região.
05:33Mas o que a gente não sabe, e é difícil você fazer uma análise prospectiva,
05:39a gente não sabe o que é a capacidade de resistência do Irã.
05:45Os Estados Unidos, através do presidente Trump,
05:47estão falando da prorrogação desse conflito por algumas semanas.
05:54Será que haverá a resistência do Irã para aguentar todos esses ataques?
06:02Porque agora os ataques, pelo que a gente está sabendo,
06:05estão se dirigindo, depois da decapitação da chefia religiosa,
06:14da chefia militar do Irã,
06:17esses ataques estão sendo dirigidos para a infraestrutura da guarda revolucionária.
06:22Até que ponto isso vai afetar a eficiência e eficácia da guarda revolucionária
06:28para controlar o regime?
06:31Eu acho muito difícil que o objetivo principal desses ataques,
06:35que era a derrubada do regime, ocorra. Por quê?
06:40Porque não há dentro do Irã um movimento organizado com lideranças claras
06:46e não há força militar que se contraponha ao regime iraniano.
06:55Então nós vamos ter que aguardar para ver como isso vai evoluir
06:59a partir da resistência que o novo governo iraniano vai apresentar.
07:07E qual a força ainda da guarda revolucionária?
07:12Sim. Embaixador, só para a gente arrematar,
07:15o senhor fala sobre quanto tempo o Irã aguentaria.
07:18E eu quero saber também quais são os desafios para Donald Trump
07:24em termos políticos e em termos também econômicos,
07:28porque a gente mostrou uma pesquisa que revela que a população
07:31se coloca bastante contrária a movimentos que possam trazer
07:35ainda mais gastos com conflitos por parte dos Estados Unidos.
07:40Como é que o senhor avalia essa camada da história?
07:44Olha, o cenário interno americano para o presidente Trump
07:48fica cada vez mais difícil.
07:50Nós vemos no caso das tarifas,
07:53o Supremo Tribunal de Justiça americano
07:57se colocando contra as medidas que ele tinha tomado.
08:02Agora hoje começa a haver o briefing do Congresso americano.
08:07Ele tomou todas essas decisões de guerra
08:11sem nenhuma consulta ao Congresso americano.
08:14Na legislação americana, qualquer ação militar, guerra,
08:19contra outro país tem que ser aprovada pelo Congresso.
08:22Então vai haver, vai também haver uma resistência do Congresso
08:27a novas ações americanas.
08:29Então vamos ver politicamente como isso ocorre,
08:33porque as pesquisas, como você falou,
08:36mostram que um cada quatro americanos já são contra
08:40essas guerras que o Trump, ao contrário do que ele disse da campanha,
08:46está promovendo.
08:47E o Trump está fazendo tudo isso, na minha visão,
08:50pensando na eleição de novembro,
08:52a eleição do meio de mandato.
08:54Porque com as crises relacionadas com a imigração,
08:59com a não queda na ponta dos produtos alimentícios,
09:05enfim, agora com a guerra e com morte de americanos,
09:10que também ele queria evitar, mas já estão aparecendo,
09:14mortes que a gente não sabe ainda a extensão,
09:17mas já houve mortes de soldados americanos.
09:20Tudo isso vai atuar contra a pretensão dele
09:27de manter o controle republicano das duas casas do Congresso,
09:31na Câmara e no Senado.
09:34Se essa tendência continuar internamente com desgaste
09:38por causa da imigração, por causa dessas medidas internas
09:42que ele está tomando por causa da guerra agora,
09:44possivelmente ele perderá o controle de pelo menos
09:48uma das casas do Congresso americano.
09:51Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington,
09:54muito obrigada pela atenção com a audiência da Jovem Pan.
09:58Muito obrigado pelo interesse de você, bom dia a todos.
10:01Bom dia, um grande abraço, até a próxima.
10:03Bom dia.
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