00:00No Jornal Jovem Pan, a gente continua em Brasília, girando os nossos repórteres, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo
00:05Mota,
00:05estabelece um calendário para análise da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1.
00:11André Anelli, de acordo com o plano à votação no plenário, vai ou não vai demorar?
00:18André, bem-vindo, boa noite pra você.
00:22Não vai demorar muito não, viu Tiago? Muito boa noite a você também e a todos aqui no Jornal Jovem
00:27Pan.
00:27O presidente da Câmara, Hugo Mota, afirmou que até maio deve ser votada a proposta de emenda à Constituição da
00:35redução da jornada de trabalho,
00:37ouvindo, segundo ele, empregadores e trabalhadores.
00:41O tema vai ser analisado na CCJ para que seja verificada a admissibilidade.
00:46Em seguida, vai para uma comissão especial, evoluindo então para a votação em plenário que deve acontecer em maio.
00:54Mota negou qualquer tipo de briga por protagonismo sobre a matéria,
00:59dizendo que escolheu dar andamento à PEC para proporcionar mais espaço ao debate sobre esse tema.
01:07Essas declarações foram dadas em entrevista ao portal Metrópolis.
01:11No entanto, em entrevista à Folha de São Paulo, o vice-presidente da casa, o deputado federal Marcos Pereira,
01:18afirmou que discorda de votar o tema em ano eleitoral e que ele ouviu de Mota que o presidente da
01:25Câmara pautou a PEC
01:27porque o governo Lula iria insistir com o projeto de lei, motivo pelo qual então ele decidiu trazer o protagonismo
01:35à Câmara.
01:35Na avaliação dele, na avaliação então de Marcos Pereira, a redução da jornada vai tirar a competitividade das empresas brasileiras,
01:44mas Mota, por outro lado, defende o texto e diz que a medida é equivalente a um projeto de reforma
01:51na vida das pessoas.
01:53Tanto o governo quanto o Congresso têm interesse nesse projeto devido ao potencial de repercussão positiva junto à população nesse
02:02ano eleitoral.
02:04Tiago.
02:05Bom, o André tem uma informação sobre o ministro da Fazenda, mas não saia daí.
02:08Antes eu vou chamar a Dora Kramer para falar sobre essa pauta que é, claro, popular, não é, Dora?
02:16E o presidente da Câmara, ao que tudo indica, já encampou.
02:20Pois é, mas encampou você vê a PEC, né?
02:23E aí o pulo do gato é o seguinte, PEC, emenda constitucional, não precisa da sanção presidencial.
02:34Ela é promulgada pelo Congresso, uma vez aprovada em duas sessões da Câmara e do Senado,
02:43cada um, duas sessões cada um, ela é promulgada.
02:46Portanto, o protagonismo fica com o Parlamento, né?
02:51No caso de projeto de lei, que é o que o presidente prefere, a sanção é presidencial.
02:59E aí não é uma sanção no diário oficial.
03:02A gente sabe como foi a proposta, a aprovação da inserção do imposto de renda.
03:09Tem toda uma cerimônia oficial, uma bateção de bumbo em torno do assunto.
03:16O governo quer faturar o projeto de lei, dá oportunidade ao governo de fazer isso.
03:22A PEC não.
03:23A PEC é aprovada, o Lula não faz essa cerimônia,
03:27por isso eu acho que uma coisa é a previsão de votação.
03:32Outra coisa é a execução, porque tem essa, digamos assim,
03:36em briga, melhor dizendo, disputa sobre o protagonismo,
03:40quem promulga ou quem sanciona.
03:42E há também isso que o André trouxe sobre o Marcos Pereira.
03:48Não é só o Marcos Pereira que é presidente do Republicanos.
03:51A oposição, de um modo geral, sem ferir o caráter popular da questão,
03:58pretende segurar, sim, essa proposta,
04:02para não entregar de bandeja, nesse ano eleitoral,
04:06esse assunto para o governo.
04:08Então, eu acho que essa previsão de maio pode até se realizar.
04:14Mas hoje, diante da situação real, ela é um tanto otimista.
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