Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A Câmara dos Deputados aprova o PL Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado. O texto relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PL-SP) retoma trechos da versão aprovada pela Câmara e mantém parte das alterações feitas pelo Senado. O projeto segue agora para sanção do presidente Lula (PT), que pode sancionar, vetar parcialmente ou vetar integralmente.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/kuBdszIxOWk

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#OsPingosnosIs

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00que a Câmara dos Deputados
00:01aprovou ontem o projeto que
00:03endurece o combate ao crime
00:05organizado, projeto de lei que
00:07ficou conhecido como
00:08antifacção. O relator, deputado
00:11Guilherme de Ritch, ele retomou
00:13o projeto que tinha sido
00:14aprovado pela Câmara e manteve
00:16apenas algumas alterações
00:17promovidas pelo Senado. Agora
00:20há uma dúvida, né? Porque o
00:21texto vai à sanção do
00:23presidente Lula, que poderá
00:25sancionar integralmente,
00:27sancionar com vetos ou vetar
00:29integralmente. Chamar os nossos
00:31comentaristas, Roberto Mota ao
00:33vivo no Rio de Janeiro, há muitos
00:35aspectos desse projeto que nós
00:38devemos tratar. Mota, ao longo
00:41dos últimos meses, nós discutimos
00:43e analisamos as várias versões
00:45do PL antifacção. Aquele que foi
00:47apresentado pelo Executivo
00:48Federal, depois aquele alterado
00:50e aprovado pela Câmara, depois
00:54nova alteração e aprovação no
00:55Senado, texto retorna à Câmara
00:58Federal e aí essa última versão
01:00aprovada no dia de ontem. Enfim,
01:03um passo importante no sentido de
01:05dar mais ferramentas pra que o
01:07Estado possa combater de forma
01:09eficiente o crime organizado? Bem
01:11vindo. É um passo essencial. Eu
01:16diria que a partir de agora o
01:19Estado tem ferramentas pra
01:22enfrentar o crime organizado.
01:24Boa noite, Caniato. Boa noite aos
01:26meus colegas de bancada. Boa noite
01:29ao nosso espectador, ao nosso
01:32ouvinte, que nos dá a honra de
01:34nos receber na sua casa. Vamos
01:38simplificar essa história que
01:39parece muito complicada. O governo
01:42mandou pro Congresso um texto de um
01:45projeto de lei que segundo o governo
01:47tinha como objetivo combater as
01:50facções. Só tinha um pequeno
01:51detalhe, esse texto enviado pelo
01:54governo, na verdade, reduzia a pena
01:58mínima dos faccionados, criando o
02:01que se chamou de eh faccionado
02:03privilegiado. Muito bem, Guilherme
02:06Derrite, que tem muita experiência no
02:08combate ao crime, transformou esse
02:11texto num texto que quebrava a perna
02:15das facções. Quarenta anos de
02:18prisão para quem pertencer a uma
02:21facção, prisão preventiva pelo
02:24simples fato de pertencer a uma
02:26facção, nada de a saidinha, auxílio,
02:31reclusão, ou direito a voto pra quem
02:34pertence a facção. Um projeto que
02:37realmente afeta a vida do crime
02:40organizado, esse projeto foi pro
02:42senado lá ele foi enfraquecido. Supõe-se
02:48que a pedido do governo, não só a
02:52pena máxima foi reduzida no senado,
02:54que é uma coisa inexplicável, como o
02:56senado aprovou, aproveitou pra
02:59colocar um jabuti nesse projeto,
03:01criando um imposto novo sobre as
03:04bets, lógico, com a desculpa de que o
03:07dinheiro iria para o combate ao crime
03:09organizado. Claro, a gente sabe disso.
03:12Aí esse projeto voltou para a
03:17Câmara dos Deputados, de novo, pra
03:19a relatoria de Guilherme Derrite, e
03:22foi feita uma correção para que
03:26essas modificações ruins que foram
03:29feitas no Senado não desvirtuassem o
03:32caráter do projeto. Ele foi agora
03:34aprovado e é um grande marco no
03:38combate ao crime, o Brasil começa a
03:41ter a possibilidade de viver em paz.
03:46Pois é, eu vou chamar também o Luiz
03:47Felipe Dávila, porque eu me lembro
03:49que durante as discussões, o Dávila
03:51fazia alguns apontamentos sobre aquela
03:53primeira versão e o Dávila trazia
03:56inclusive algumas experiências
03:58internacionais no que tange a
04:01aprovação de conjunto de medidas
04:03para dar mais ferramentas ao poder
04:06público para enfrentar esses grupos
04:08criminosos e o Dávila sempre
04:10mencionava a Itália e o projeto
04:12Antimáfia. Dávila, seja bem-vindo,
04:15ótima noite a você, o que devemos
04:16considerar em relação à aprovação
04:19do PL Antifacção. Bem-vindo.
04:22Boa noite, Caniato, boa noite, Mota,
04:25boa noite, Musa, e boa noite a nossa
04:27querida audiência. Caniato, o Mota já
04:31descreveu bem as virtudes do projeto,
04:34mas comparando com aquele projeto
04:37antimáfia, há um ponto
04:39extraordinariamente importante que
04:43não foi votado nesta última versão
04:46da Câmara e eu gostaria de entender
04:49por que não foi. Então, precisamos
04:51tentar conversar com o nosso deputado
04:55The Hit, que é justamente a questão
04:59da mobilização financeira, crime
05:02organizado, se não tiver acesso à
05:06movimentação financeira, essa
05:07investigação financeira, ele fica
05:10meio capenga, porque o único jeito
05:13de se combater o crime organizado é a
05:16tal da filosofia de seguir o dinheiro,
05:19precisamos desmantelar a movimentação
05:22de dinheiro, lavagem de dinheiro. O
05:26problema, Caniato, e isso é que me
05:28parece preocupante, toda vez que tem
05:32de mexer em questão financeira, eu
05:36não sei por que políticos começam a
05:39votar contra, ou a passar panos
05:41quentes, ou atenuar a medida, porque
05:44quando se fala de dinheiro ilícito, vai
05:47aparecer tudo, não só dinheiro de crime
05:49organizado, vai aparecer gasto, corrupção,
05:54tudo aquilo que eles tentam esconder.
05:57Então, o que eu senti falta nesta
06:00última versão aprovada na Câmara, é
06:04justamente esse aspecto da
06:05investigação financeira. Por que não
06:08COAF não estava junto? Por que não
06:10Receita Federal? Porque isto é
06:13fundamental, é a essência, é um dos
06:17pilares da lei antimáfia italiana, e
06:20quase todos os projetos ilícitos da
06:23máfia foram desmantelados por causa
06:27desta cooperação de investigação com
06:31esta, este, vamos dizer, com esse
06:34currículo, ou com esse histórico de
06:37movimentação financeira sendo apurado.
06:40É isso, daqui a pouco o Dávila
06:42menciona o deputado federal Guilherme
06:44Derrite, o relator dessa proposta, daqui
06:46a pouco ele entrará ao vivo com a
06:48gente aqui na Jovem Pan News. Deixa eu
06:51chamar o Bruno Musa pra também, nessa
06:53introdução, na abertura de Os Pingos
06:56nos Is, a reflexão, os apontamentos
06:58sobre o PL anti-facção aprovado na
07:01Câmara dos Deputados, depois de uma
07:03tramitação bem distinta, né? Cada
07:07casa acabou alterando o texto, aquele
07:12texto que tinha sido apresentado pelo
07:14Executivo Federal, pela presidência.
07:17Musa, seja bem-vindo, ótima noite a
07:18você, sua reflexão, seus apontamentos, o
07:21que podemos esperar dessa medida
07:23aprovada pelo Congresso?
07:26Neto, muito boa noite, Dávila, Mota e
07:29todos que nos escutam. Primeiro ponto
07:31que que me veio, Atora, quando eu
07:33comecei a ler hoje pela pela manhã a
07:35respeito disso, foi justamente o ponto
07:37que o Mota colocou, um belo de um
07:39jabuti que tinha sido colocado no meio,
07:41você vê a matéria sendo misturada
07:43com tributação de pets, mais o PL
07:47anti-facção, enfim, coisas e sopa de
07:50Brasil. Mas o ponto mais importante que
07:53eu venho falando, não sou especialista
07:55em segurança, mas no meu entender, o
07:57que tinha mais me preocupado lá atrás
07:59era a tal da centralização cada vez
08:01mais do governo federal, algo natural
08:03desse governo, e uma dificuldade maior
08:07de transferir responsabilidades aos
08:09estados, coisa que nessa versão me
08:11parece muito mais, muito mais nesse
08:15sentido e, portanto, eu acho que ela se
08:17transforma em algo mais eficiente.
08:20Se o governo acabou saindo
08:22prejudicado, perdendo, eu vou falar
08:25agora na questão da segurança, mas
08:27talvez dê pra falar em todos os outros
08:29aspectos. Se o governo saiu perdendo,
08:31significa que a população, em alguma
08:33forma, saiu ganhando. Quando esse governo
08:35defende alguma coisa, fiquem tranquilos que
08:38o bom é mais pra eles, pra aqueles
08:40burocratas que os comandam, e não
08:42para a população. Então, o primeiro
08:44ponto é esse. Se o governo foi derrotado
08:46nisso, a probabilidade maior é que a
08:49população tenha mais vantagem com
08:52relação a isso, uma vez que foi retirado
08:53o poder da mão mais centralizadora
08:56deles. Eu acho que esse é o principal
08:59ponto. Estados passam a ter uma função
09:01mais importante do que teria naquela
09:04naquela visão que o governo queria que
09:06fosse aprovado. E, portanto, será
09:09importante debatermos aqui, perguntarmos
09:11até para o Guilherme de Ritchie, pontos
09:13como esse. Eu acho que o Brasil está
09:15longe de dar uma resposta satisfatória
09:18à situação de guerra, narco-estado, o
09:22que quer que seja, crime organizado, que
09:24estamos vivendo em diversas regiões do
09:26Brasil. Mas não deixa de ser um ponto
09:28importante, que a sociedade começa a
09:31debater sobre isso e que, de fato,
09:33algum tipo de punição maior para quem
09:36comanda essa máquina passa a ser agora,
09:39talvez, uma realidade um pouco mais
09:41presente. Então, longe de solucionar, mas
09:44começamos a caminhar numa direção
09:46onde é extremamente importante que a
09:48população participe do debate e entenda
09:52todas essas mudanças. Portanto, acho que
09:54foi, sim, um ganho. Pois é, um passo por
09:57vez, né? Naturalmente, eu pude
09:59acompanhar alguns especialistas em
10:01segurança pública, enaltecendo o texto
10:04aprovado, mas também há lembranças
10:07sobre coisas que poderiam ter sido
10:09tratadas, né? Ou partes do texto que
10:12foram retiradas. Você, Mota, o que
10:15faltou para você ou o que pode ser um
10:18novo objetivo daqui em diante? Você
10:21mencionou, inclusive, na sua análise
10:24inicial, a questão das BETs, né? A
10:26retirada daquele aumento da taxação
10:28das BETs, esses recursos seriam
10:30revertidos para financiar a segurança
10:32pública. A questão do financiamento
10:34lhe preocupa, Mota?
10:37A questão do financiamento é totalmente
10:40secundária. É óbvio. Quanto mais
10:43dinheiro você tiver para apoiar uma
10:46atividade, seja ela qual for, melhor.
10:48Mais dinheiro para a saúde, excelente.
10:51Mais dinheiro para a educação, fantástico.
10:53Mais dinheiro para a segurança, é
10:55evidente. Com mais dinheiro, você tem
10:57mais recursos, consegue fazer mais
10:59coisas. Mas esse não é o maior
11:01problema. O problema, o que está na
11:04raiz da crise de segurança no Brasil, é
11:07a impunidade. E você começa a entender
11:10porque, claramente, quando um projeto
11:12como esse enfrenta resistências. Eu
11:15gostaria que as pessoas perguntassem
11:18aos parlamentares da situação do
11:22governo, por que a decisão que foi
11:26tomada no Senado de reduzir a pena
11:29máxima prevista nesse projeto, por que
11:32a esquerda brasileira tem obsessão com
11:36facilitar a vida dos criminosos,
11:39reduzir as penalidades, tornar mais
11:42difícil o trabalho da polícia. Não é
11:45possível que essa cegueira ideológica
11:49não tenha limites. Não é possível que
11:51os parlamentares não enxerguem a
11:54realidade das nossas ruas. Ou então
11:56existe algum outro incentivo muito
12:00grande. Aí eles colocam na balança.
12:02Olha, ou eu vou defender a segurança da
12:05população, ou eu usufruo desse outro
12:09benefício. É a única explicação que eu
12:11encontro, Cariato. Então, eu não conheço
12:15os detalhes do que foi aprovado nessa
12:17versão final. A gente vai ter que ouvir
12:19isso do deputado Derrite, mas eu acho
12:24que foi dado um primeiro passo, um passo
12:27muito importante. Agora, cabe ao eleitor,
12:31cabe à sociedade fazer essas perguntas
12:35que eu estou sugerindo aqui. Se você
12:37apoia o governo, se você vota em
12:40parlamentares de esquerda, você também
12:43concorda que o criminoso é uma vítima da
12:45sociedade, ou você acha que chega de
12:48insegurança nesse país? Se você acha
12:51que lugar de bandido é na cadeia, mas
12:54você é um eleitor de esquerda, então eu
12:56faço a você essa sugestão. Pergunte ao
12:59parlamentar em quem você vota. Por que
13:02essa obsessão de proteger bandido?
13:05Dávila, aprovação desse projeto, criação
13:08de um novo tipo penal, também é preciso
13:12destacar a ampliação das penas, né? Eu
13:14acho que isso chama a atenção e é
13:18preciso também olhar adiante. O trabalho
13:20vai continuar, né? Um passo por vez e é
13:23preciso entender a maneira como o
13:25legislativo deve se debruçar para
13:28tratar das questões que envolvem
13:29segurança pública. Esse ano, um ano
13:31eleitoral, talvez seja difícil imaginar
13:34um avanço importante nesse ano, em
13:37razão, naturalmente, dos desafios dos
13:40parlamentares que querem a reeleição.
13:42Mas se você precisasse colocar em
13:44ordem de importância, quais outros
13:46temas e assuntos ligados à segurança
13:48pública deverão estar no centro da
13:51discussão também no processo eleitoral?
13:55Bom, Caneto, primeiro, em relação ao
13:58projeto anti-facção, já é um primeiro
14:02golaço, aprovar um projeto dessa
14:04importância. Agora, o grande desafio é
14:08fazer valer a lei, porque no Brasil a
14:10gente sabe, a lei é aprovada, mas é
14:12pra saber se a lei pega. Então,
14:14precisamos ter esse rigor no
14:17cumprimento da lei. Isso seria um
14:19golaço mesmo. Manter líder de facção
14:23encarcerado por 40 anos, separar de
14:26presídios comuns e deixar eles presídios
14:29de segurança máxima, todo esse rigor da
14:31pena que nós queremos é fundamental.
14:35Então, entendo como um primeiro passo
14:37importante e entendo a aprovação para
14:41atender também um clamor popular de
14:44endurecimento de pena e redução
14:47drástica da impunidade. Esta é uma
14:49grande demanda da sociedade. Então, isso
14:51está contemplado aí no projeto
14:54anti-facção. Mas como a gente está
14:56falando de facção criminosa, nós
14:59precisamos avançar. E aí, eu entendo
15:01que este tema da segurança vai
15:03continuar em discussão. Eu não gosto
15:06quando essas discussões ocorrem em ano
15:08eleitoral, porque tudo acontece de
15:10maneira assodada, tudo acontece de
15:12maneira superficial e não se tratam dos
15:14reais problemas. Esse projeto foi
15:18aprovado porque, como já falou aqui o
15:21Mota, começou lá atrás como iniciativa
15:23do governo, foi modificada na Câmara, foi
15:26para o Senado, então ele já estava na
15:28reta final para ser concluído. Agora,
15:30começar uma discussão desde o início
15:32é complicado. Mas a boa notícia é que
15:35várias iniciativas importantes já estão
15:37aparecendo. Por exemplo, o promotor de
15:39São Paulo, o Lincoln Gaqui, acabou de
15:40publicar um livro importante, inclusive,
15:43sobre essa lei antimáfia italiana,
15:45explicando o que tem que ser feito
15:46passo a passo. E isso é uma excelente
15:49plataforma para qualquer candidato da
15:51direita pegar e fazer um copy-paste e
15:53começar a defender exatamente o que
15:56está nesse novo livro do Lincoln Gaqui.
15:58Então, eu entendo que nós vamos
16:01colocar a segurança pública para estar
16:03no epicentro do debate político e
16:06isto é importante para dar uma
16:08resposta concreta a um problema que
16:12atormenta a vida do brasileiro.
16:14Agora, Musa, a Secretaria de
16:17Comunicação do governo fez uma
16:20publicação, comemorou a aprovação do PL
16:22antifacção e disse que esse texto
16:25acaba fechando brechas
16:27brechas jurídicas que poderiam gerar
16:31impunidade aos criminosos.
16:34É só a gente ler agora a manchete
16:36principal do programa. Câmara derrota
16:38governo. O texto aprovado é muito
16:41diferente daquele que foi enviado pelo
16:44governo federal ao Congresso.
16:46Enfim, na narrativa, muitas vezes você
16:49ajusta daqui, puxa de lá, acaba
16:53apresentando uma caixa bem diferente
16:56daquela que você inicialmente
16:58projetou. Como esse projeto deve ser
17:03tratado e trabalhado no processo
17:05eleitoral? Porque um entende que foi
17:08derrota para o governo. O governo
17:10enaltece, bate palmas e fala em
17:12vitória?
17:15É, perdeu já, né, Caniato? Então, é
17:18melhor ele falar que apoia, afinal de
17:20contas, duras, penas mais duras. A gente
17:22está vendo que o problema da
17:24criminalidade no Brasil é um dos
17:26grandes temas que serão abordados
17:30nessa campanha, afinal de contas,
17:32talvez seja a maior preocupação do
17:34brasileiro, junto com a perda do poder
17:36de compra em outros ao longo do
17:38período. Então, uma coisa é o que se
17:40defende da porta para dentro. Outra
17:42coisa é, quando já aprovados, o que
17:45ele defende da boca para fora. Ele
17:47sair a público também e falar se a
17:50preocupação do brasileiro é a
17:52segurança e eu comemorar que os
17:55bandidos estão soltos, a coisa
17:56começa a ficar meio complexa, ainda
17:58mais quando será um tema que nós
17:59falaremos ainda hoje, daqui a pouco,
18:01que a gente vê a aprovação do governo
18:03em queda e começando a acender a
18:05luz amarela ou talvez até mesmo a
18:07luz vermelha lá dentro do planalto
18:09em um sentido de precisamos fazer
18:11alguma coisa. Quando parecia já
18:14praticamente um jogo ganho no alto
18:15do pedestal deles, parece que não é
18:18bem assim. Então, uma coisa é o que
18:20eles falam da boca para fora, outra
18:22coisa é o que eles defendem. O Mota
18:23sempre fala aqui, eu concordo muito
18:24com ele. Eu lembro quando a gente
18:25estava fazendo, há umas duas, três
18:27semanas atrás aqui no programa, uma
18:29definição entre esquerda e direita e
18:31eu basicamente coloquei que para mim
18:33uma definição da esquerda passa por
18:35você responsabilizar o meio em que
18:38você vive por aquilo que a pessoa
18:40se tornou. Então, é meio que se eu me
18:42tornei um bandido é porque a sociedade
18:45ela é opressora e me fez mal. A direita
18:48ela se autorresponsabiliza, você olha
18:50mais o indivíduo e não o coletivo. E
18:52por que eu estou falando isso? Porque a
18:54esquerda, obviamente, acredita que o
18:56bandido é uma vítima da sociedade e
18:58essa vítima da sociedade, portanto, não
19:00deve ficar presa e deve ter duas, três,
19:02quatro, cinco, dez, oitenta chances
19:04para conviver num ambiente, num
19:07ambiente solto, onde nós, pagadores
19:10de impostos, somos reféns dessas
19:11pessoas. Então, de novo, uma coisa é
19:14saber diferenciar o que ele fala da
19:16boca para fora, outra coisa é saber
19:17como eles pensam. E para eles, bandido
19:19bom é bandido na rua.
19:20Pois é, eu vou passar para o Mota só
19:24lembrando a nossa audiência que daqui
19:26a pouco o Guilherme Derrit, deputado
19:28federal, relator do PL Antifacção,
19:31entrará ao vivo com a gente aqui no
19:33programa Os Pingos nos diz. Daqui a
19:37pouco, a gente só está acertando
19:38detalhes, deixa eu passar para o Mota
19:40porque tem uma questão aqui, eu acho
19:42bem curiosa, é importante que a gente
19:44trate disso, o Dávila mencionou algo
19:47que se fala no Brasil já há muito
19:48tempo. Ah, tem lei que pega, tem lei que
19:50não pega. E há também uma, um
19:53entendimento de boa parte da
19:54população, se as figuras que
19:57eventualmente sejam condenadas a
19:59penas de 40 anos, se essas figuras
20:02cumpririam. Há essa dúvida, né? Em
20:04grande parte da sociedade, né, Mota?
20:06Inclusive tem uma mensagem interessante
20:08aqui, ó, excelente que endureceram as
20:10regras e aumentaram as penas, mas os
20:13criminosos vão cumprir penas de 40
20:15anos? É uma dúvida, de grande parte da
20:18população, Mota. Não precisa ter
20:21dúvida, não vão cumprir, porque no
20:23Brasil existe a tal progressão de
20:26regime. Então, dependendo de uma
20:29série de fatores, o criminoso pode
20:32ficar apenas uma pequena parte dessa
20:36pena no chamado regime fechado, que
20:38é o que a gente entende como prisão.
20:41Depois ele passa pro regime semi
20:43aberto, no qual o criminoso tem dado
20:46pelo estado brasileiro o direito de
20:48sair, passar o dia na rua, supostamente
20:51trabalhando, na verdade fazendo o que
20:54ele quiser, porque não existe nenhuma
20:55supervisão e volta pra dormir na
20:59prisão. Muitos aproveitam pra fugir.
21:02Os dois assassinos de Tim Lopes fizeram
21:06exatamente isso, no primeiro dia do
21:07regime semi aberto, eles foram embora.
21:10E depois do regime semi aberto, o
21:13criminoso condenado passa para um
21:16regime que é uma inovação absoluta no
21:19mundo. Nenhum país do mundo tem isso, que
21:23é a prisão no regime semi aberto.
21:26Funciona assim, no registro, o sujeito
21:29tá preso. Na vida real, ele tá na rua,
21:33no shopping center, na frente da escola
21:36do seu filho, ele tá fazendo o que ele
21:39quiser. Então, os nossos espectadores
21:42têm razão, Caniato, nessa dúvida, a
21:45dúvida está tirada. Não fica preso
21:47mesmo. Agora, como o criminoso fica
21:50preso só um percentual da sentença,
21:54quanto maior a sentença, mais tempo
21:57ele fica preso. Agora, o ideal,
22:00evidentemente, e a gente espera isso
22:03pro futuro próximo, é que se acabe com
22:06essa palhaçada de progressão de
22:08regime, que é uma fantasia
22:12ideológica, criada em cima de outra
22:14fantasia ideológica, que é a da
22:17ressocialização. É a ideia de que
22:19você pega um criminoso que já matou
22:21três, quatro, cinco pessoas, ou
22:23estuprou várias mulheres, e aí você
22:27deixa... e a mais cedo, você
22:30colabora pra que ele se torne um
22:32cidadão de bem.
Comentários

Recomendado