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Eduardo Barbosa, CEO da Multiplica, discute o avanço da companhia, que já ultrapassa a marca de R$20 bilhões de reais sob gestão. O executivo detalha a estratégia de focar em crédito estruturado via fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), destacando a versatilidade e a agilidade deste mecanismo para o setor produtivo.

A pauta abrange o fortalecimento da atuação em fundos imobiliários voltados ao agronegócio e galpões logísticos, além dos planos de internacionalização da empresa. Eduardo também analisa o impacto negativo dos juros elevados na economia, reforçando a expectativa de uma trajetória de queda para que o setor produtivo possa retomar investimentos mais robustos a partir de 2027.

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Transcrição
00:00Com mais de 20 bilhões de reais sob gestão, a Multiplica Crédito e Investimento avança na estratégia de ampliar a
00:07presença em energia e fundos imobiliários,
00:09além de reforçar a atuação como player relevante em crédito estruturado.
00:14Em 2025, a companhia direcionou cerca de 200 milhões de reais em operações para o agronegócio mineiro,
00:21por meio de fundos de investimento em direitos creditórios, os FIDICs,
00:25fortalecendo a posição na estruturação de capital para o setor produtivo.
00:29Sobre essa expansão, eu converso agora com o Eduardo Barbosa, que é CEO da Multiplica.
00:34Eduardo, seja muito bem-vindo aqui ao Estúdio do Radar.
00:36Obrigado, Marcelo. Obrigado pela oportunidade.
00:39Bom, eu queria começar perguntando para você o seguinte.
00:41A gente fala sobre... a gente começa falando sobre a estrutura do crédito via FIDIC.
00:48Como é que esse dispositivo funciona?
00:50E eu queria entender também se ele vai ganhar mais espaço na estratégia da Múltipla.
00:56a Multiplica hoje tem como carro-chefe sempre focar em operações estruturadas, visando sempre o cliente.
01:04E um dos principais pilares de produto são os fundos de crédito, os famosos FIDICs que tanto se fala hoje
01:10em dia.
01:12É um produto que tem uma flexibilidade maior, ela tem um alinhamento e um direcionamento com investidores mais próximos
01:20e acaba tendo uma engenharia e uma visão muito mais rápida com os tomadores de crédito.
01:28Então, o mecanismo de fundos que permite hoje praticamente fazer qualquer tipo de operação de crédito
01:36permite a gente poder avançar em expansão de vários produtos, várias frentes, várias regiões
01:42que é um dos nossos principais focos, é poder atender o melhor possível, o mais abrangente possível
01:50e com velocidade e rapidez aos nossos clientes aí afora.
01:53Eu queria entender também a decisão dessa expansão com foco em energia e em fundo imobiliário nesse momento.
02:00É, o nosso, são dois temas que andam muito juntos, né?
02:04O nosso principal discussão interna de avançar no fundo imobiliário foi específico já há três anos
02:12que a gente vem direcionando esforços para a expansão de galpão, principalmente de commodities.
02:19São três nichos, na verdade.
02:22Commodity, que é uma frente que a gente está em expansão proprietária, construir galpões e silos
02:29para fazer frente a essa cadeia gigantesca de agronegócio que todo mundo sabe que anos e anos,
02:35recordes de produção no Brasil...
02:37Quer dizer, é fundo imobiliário, mas é fundo imobiliário ligado ao agronegócio, então, né?
02:41Propriedades para atender ao agronegócio.
02:43Um dos braços é o agronegócio, um dos fundos é o agronegócio, que hoje ele está exclusivamente
02:50através de um fundo em capital proprietário para fazer expansão em construção de silos
02:56e galpões, com foco em commodities.
02:58E o outro braço é na demanda de galpões especulativos e built suits, que hoje, do ano passado
03:08e esse ano, a expansão está sem freio.
03:11Somente com a demanda das grandes empresas de varejo, de comércio, empresas chinesas
03:17que estão vindo forte para o Brasil, essa demanda de centros de distribuição estão
03:22muito fortes.
03:24Então, a gente está forte.
03:24Interessante isso que você está trazendo, porque essa semana mesmo a gente falou aqui
03:27de fundos imobiliários e a gente estava tentando entender quais eram as próximas bolas
03:32da vez dos fundos imobiliários.
03:33Então, pelo que você está dizendo aqui, Eduardo, o setor de galpões está bombando.
03:39Muito.
03:39Hoje, a demanda por espaço, em todos os sentidos, seja o agronegócio, que acho que a gente sempre
03:46vai ter esse problema de espaço, seja por um lado de varejo, comércio, centros de distribuição
03:53no geral, está com uma demanda gigantesca.
03:57Precisa de espaço, precisa de centros de distribuição.
04:00Como é que vocês trabalham a gestão de risco num portfólio superior a 20 bilhões
04:05de reais?
04:06Hoje, o nosso principal foco e o nosso grande esforço é a análise de risco.
04:12Então, seja qual for o setor, seja qual for o negócio, a gente sempre se ampara com um
04:18time muito grande de análise de risco, setor e colaterais em todo tipo de operação que
04:24a gente vai entrar, seja na via de crédito ou seja na via de participação.
04:29Agora, eu queria que você falasse para a gente sobre o impacto concreto dos 200 milhões
04:34estruturados para o agro mineiro em 2025.
04:37Eu queria saber, assim, também que tipo de agro foi, que região de Minas.
04:41A gente expandiu principalmente com foco na produção de grão que precisava de centros
04:49de distribuição.
04:50A gente fez uma parceria com o time da Contro Union, que hoje é um grande parceiro nosso
04:55em certificação de grão.
04:58A gente criou galpões específicos para poder financiar a estocagem desses traders, comercializadores,
05:08cooperativas que desovam soja, milho para exportação, para outros estados.
05:16Então, o nosso foco foi na região sul de Minas, principalmente ali fazendo vazão ou
05:21para a venda de grão para dentro do estado de São Paulo, ali na região de Ribeirão
05:26Preto, ou propriamente para fazer uma exportação.
05:29Então, o nosso foco foi especificamente para conseguir fazer com que esses caras pudessem
05:34ter dinheiro na hora certa, resguardar o preço do grão e poder ter tempo de poder comercializar
05:41o grão na hora certa com o preço certo.
05:43Então, a nossa entrada foi 100% focada nesse nicho.
05:47A gente está vendo alguns resultados muito bons no Brasil, a Bolsa aqui batendo recorde.
05:52Agora há pouco, um entrevistado nosso, o Angelo Britardo, estava falando aqui sobre a pior
05:57dificuldade, ou melhor, uma das únicas dificuldades da economia nesse momento, que são os juros
06:01altos.
06:01E esse patamar aí da Selic afeta vocês de que maneira?
06:05Olha, acho que os juros no patamar que hoje está, ele afeta o mercado como um todo.
06:12Uma Selic a 15%, ela é ruim para qualquer setor, principalmente quando a gente se depara
06:19com indústria.
06:20Você vê empresas e investidores querendo gastar menos, investir menos, porque o capital
06:25está muito caro.
06:27Então, o termômetro de risco, num juros básico de 15%, ele fica muito alto.
06:32Então, a cautela por concessão de crédito fica muito maior.
06:38Então, as operações ficam mais caras, o custo financeiro para o empresário fica
06:43mais caro, tudo fica mais difícil.
06:46Mesmo assim, a gente tem que costurar caminhos para sempre estar suportando e ajudando o ecossistema
06:51do mercado.
06:52Mas há um patamar como está, o mercado sofre como um todo.
06:56Recua faturamento, recua investimento, recua ampliação, recua o complexo como um todo
07:04no mercado inteiro.
07:06É sempre ruim a manutenção muito longa de um juros no patamar que está hoje.
07:10Precisamos ter a queda.
07:12E eu queria que você falasse um pouco dos planos de expansão da Multiplica para os próximos
07:16anos.
07:16Hoje, o grupo, o propósito dele de alguns anos já é uma expansão bem acelerada.
07:23Esse ano e o ano que vem, a gente tem um planejamento de expansão para pelo menos mais
07:28quatro estados e a gente vai aprofundar agora, em poucos meses, nesse primeiro semestre, uma
07:35expansão internacional.
07:36Começar a levar essa expertise, esse modelo de trabalhar o crédito para fora do país que
07:43tem uma oportunidade gigantesca.
07:44Hoje a casa tem 20 bi, o nosso planejamento é esse ano fechar com 25 a 30 bi e nos
07:51próximos
07:52anos a gente conseguir chegar num patamar de 50, 60 bilhões com foco específico no braço
07:58de crédito.
07:59E como é que você está vendo as condições do Brasil para o ano que vem, depois da eleição?
08:04Você acredita que a gente vai chegar já ao fim do ano com juros um pouco mais civilizados?
08:07A gente espera e conta que esses juros têm que ter essa visão de queda.
08:15Todo mercado indica, todos os relatórios indicam que, além de necessitar dessa queda, tem que
08:22cair.
08:22Então, a nossa visão é que vai cair, seja para um patamar que a gente está brigando entre
08:2713, 13, 13 e 25, mas precisa.
08:31É necessário para a economia conseguir ter um modelo de expansão e crescimento como um
08:36todo.
08:37E 2027, principalmente a gente que é uma casa que tem um foco muito grande no mercado
08:41de agro, a gente vê um ano de 26 muito difícil, muito cauteloso, mas com um forte indicativo
08:50de que 27 a frente, a gente possa colher um pouco mais dos resultados que precisam vir
08:56para o mercado de agro, que está sofrendo muito com esses juros elevados.
08:59Eu tive o prazer de conversar aqui com o Eduardo Barbosa, que é CEO da Multiplica.
09:04Muito obrigado pela presença, Eduardo.
09:05Eu que agradeço.
09:06Muito obrigado.
09:07Obrigado.
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