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O governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa global de 10% sobre importações, substituindo medidas anteriores após a decisão da Suprema Corte, com validade inicial de 150 dias. A medida afeta cadeias industriais globais, especialmente a indústria de transformação do plástico, integrada a setores como eletrodomésticos, automotivo, embalagens e bens de consumo.

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, analisa como a indústria brasileira lidou com o tarifaço anterior de 50%, quais ajustes foram feitos e o impacto da nova tarifa de 10% sobre exportações para os Estados Unidos.

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Transcrição
00:00Substituindo parte das medidas anteriores após a decisão da Suprema Corte,
00:05o governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa global de 10% sobre importações,
00:10isso com validade inicial de 150 dias.
00:14A iniciativa pode afetar cadeias industriais globais,
00:17sobretudo os setores dependentes de insumos importados e componentes tecnológicos.
00:24Para a indústria de transformação plástica,
00:29algo bem específico, integrada a segmentos como eletrodomésticos,
00:34segmento automotivo, embalagens, bens de consumo,
00:37o novo cenário tende a elevar custos, redirecionar fluxos comerciais
00:41e intensificar a concorrência internacional.
00:45E para comentar sobre esse impacto na indústria de transformação do plástico,
00:50a gente recebe aqui no Fast Money o José Ricardo Roriz Coelho,
00:54presidente da Abiplast, a quem eu desejo uma ótima tarde,
00:59bem-vindo José Ricardo aqui ao Fast Money.
01:02Eu quis frisar bastante que a gente está falando de um recorte específico
01:06à indústria do plástico.
01:09No mundo inteiro ela é muito importante, não é diferente do Brasil,
01:12só pensar a quantidade de embalagens com as quais nós nos deparamos todos os dias.
01:16E aí estou falando do consumidor absolutamente médio, estou tirando aí do recurso
01:23os consumidores específicos.
01:25Os insumos, pelo que a gente entende, parte dele vem dos Estados Unidos.
01:29Como é que o setor tentou contornar esse problema a partir do tarifácio
01:34que começou em abril, maio do ano passado e agora foi derrubado?
01:39Mas a gente tem um gap de tempo aí em que houve um aumento significativo de custos.
01:44Conta para a gente como foi esse período que a gente pode esperar agora,
01:48daqui para frente, com uma tarifa relativamente menor.
01:51Sr. José Ricardo, boa tarde, muito bem-vindo aqui ao nosso programa.
01:56Boa tarde, Marcelo.
01:57Boa tarde a todos aqueles que estão nos assistindo.
01:59Embora você tenha dito, Marcelo, que o plástico é um recorte,
02:03o plástico tem uma correlação com o PIB de 95%,
02:07ou seja, onde tem PIB tem plástico.
02:09O plástico está presente em quase todas as cadeias produtivas.
02:13Nós, aqui no Brasil, nós temos um faturamento de em torno de 140 bilhões por ano
02:20e 6.200 empresas.
02:22Dessas empresas, você tem uma parcela das exportações que são para os Estados Unidos,
02:27para os principais mercados.
02:29E o mercado que é bastante competitivo, mas é um mercado bastante atrativo,
02:33que são produtos.
02:35Os Estados Unidos compram produtos mais sofisticados, onde tem um preço maior.
02:40Nós exportamos diretamente 7 bilhões, um pouco mais de 7 bilhões por ano.
02:48Mas, dentro de, como você falou, dentro de produtos eletrônicos, automóveis,
02:53aviões, máquinas, equipamentos, o próprio pallet, ele é embalado num filme plástico.
02:59Então, você tem a importação que é direta do plástico e tem os produtos que são exportados,
03:05onde tem o conteúdo plástico.
03:07Então, os Estados Unidos, como você falou, a gente perdeu uma parcela das nossas exportações,
03:14porque nós estávamos com a tarifa de 50%.
03:17E, com essa tarifa, ficou mais difícil você exportar.
03:22Até que a gente aumentou um pouco em volume, mas perdemos em preço,
03:26porque as empresas brasileiras, para continuar no mercado americano,
03:30tiveram que dar um desconto muito grande para competir com os outros países,
03:34já que boa parcela dos países que vendem os mesmos produtos nos Estados Unidos
03:38estavam com parcelas bem menores do que os 50% que nós pagávamos.
03:43Agora, a situação ficou melhor.
03:45O Brasil foi um dos maiores beneficiados com essa decisão do governo americano.
03:53Sr. José Ricardo, teve uma fala do presidente em exercício,
03:57com a ausência do presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin,
04:01assumiu a presidência e, no final de semana,
04:04ele deu declarações justamente depois daquele movimento da Suprema Corte
04:08de derrubar o tarifácio, o Trump ter avisado que seria uma tarifa global de 10%,
04:12depois o Trump falou de 15%.
04:15Esses 15% ainda não viraram um decreto do presidente,
04:19então estamos ainda nos 10%.
04:20Mas o Geraldo Alckmin, o presidente em exercício, na ocasião, disse o seguinte.
04:25Bom, ficou bom, porque agora está todo mundo nivelado na mesma tarifa.
04:31Partindo dessa premissa e colocando uma outra,
04:33nós temos uma moeda competitiva com relação ao dólar.
04:38A desvalorização do real frente ao dólar.
04:41Isso nos coloca num ponto de vantagem com outros players
04:44que também exportam para os Estados Unidos?
04:47Logo, quando foram anunciadas aquelas tarifas, o Brasil tinha uma posição extremamente competitiva,
04:55nos davam competitividade.
04:56Depois, você teve aquela taxação de 50% que nos colocou dentro das piores situações
05:04em termos de competitividade com os países que concorrem com a gente.
05:07Agora, a situação voltou para uma posição em que o Brasil ficou muito confortável
05:13para exportar para os Estados Unidos, se comparado a outros países que importam os mesmos produtos para lá.
05:19A situação realmente, hoje, está bem melhor.
05:22Agora, temos que tomar cuidado, porque, do mesmo modo, nós saímos muito bem naquela situação
05:28onde tínhamos 10% e foi para 50% que envolveram discussões que estão fora de uma boa política comercial
05:36e envolveu questões ideológicas, outras discussões, que acabou que a tarifação do Brasil foi para 50%.
05:43Nós temos que tomar muito cuidado agora para os Estados Unidos não ativar a Sessão 301,
05:48que pode imputar ao Brasil práticas injustificáveis, irracionais ou discriminatórias,
05:56e essa taxação pode aumentar.
05:58Então, acho que o momento agora é da gente ter muita calma,
06:02aproveitar que tem o encontro do presidente brasileiro com o presidente americano,
06:07e a gente tentar manter essa posição atual nossa, que, para nós, é muito favorável.
06:12Queria agradecer a conversa que eu tive aqui com o Sr. José Ricardo Roriz Coelho,
06:17presidente da Abiplast.
06:20Eu espero, Sr. José Ricardo, que a nossa conversa seja retomada em breve
06:24e que a gente fale de retomada desse crescimento para a exportação,
06:30em especial para os Estados Unidos, que o tarifácio tenha sido uma lembrança amarga
06:35que fique no passado.
06:36Sr. José Ricardo, obrigado mais uma vez e até uma próxima.
06:39Eu que agradeço. Um abraço a todos.
06:41Até mais.
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