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Em entrevista ao Direto ao Ponto, o ex-presidente da Petrobras e ex-senador Jean Paul Prates comenta sua saída da estatal, nega ter sido humilhado e fala sobre divergências internas no governo. Ele também explica a mudança do PT para o PDT e defende uma reformulação da esquerda brasileira.
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Transcrição
00:00Vamos juntos então, direto ao ponto, quero ouvir do senhor, o senhor que está nessa articulação, mas a saída do
00:05senhor da Petrobras, teve uma carta e o senhor chegou a falar em algumas situações daquela reunião, de uma humilhação
00:13na reunião final.
00:15Já está tudo restabelecido, como o senhor está dentro do governo?
00:18É, não Bruno, na verdade não houve uma carta, né? A carta foi a da saída do PT, eu fiz
00:25uma carta ao partido e tal, isso a gente vai tratar em um momento da entrevista.
00:29A saída da Petrobras foi uma substituição de executivo de uma empresa estatal, né?
00:35E na verdade já havia um período aí grande de fricção, digamos assim, com o ministro de Minas e Energia,
00:47políticas diferentes, entendimentos diferentes do que se poderia fazer em alguns assuntos que eram assuntos ainda a futuro, né?
00:55Eram assuntos que a gente estava preparando para organizar, né? Outros assuntos a gente entregou, né?
01:00Nós entregamos, é bom lembrar, o melhor ano da história da empresa, aos 70 anos.
01:06Naquele ano, 2023, Petrobras celebrava o seu 70º ano de vida.
01:12E naquele mesmo ano nós entregamos o melhor resultado da história da empresa, sem vender ativos estratégicos.
01:18E então nós preparamos aquele primeiro ano, nós vamos desenvolver aqui, né?
01:23Foi um ano de muita mudança, transição, preocupação em não traumatizar nem a plataforma do governo que havia sido eleito
01:32ali com um determinado programa.
01:34E ao mesmo tempo também não traumatizar o mercado, porque era importante.
01:38Aí eu estou falando mercado amplo, né?
01:39Mercado de pessoas que compram produtos da Petrobras, pessoas que suprem a Petrobras.
01:44E também o mercado financeiro, porque é do mercado financeiro que ela se capitaliza, né?
01:48Em boa parte do que ela faz em termos de investimentos.
01:51Então, nós entregamos isso e de fato havia coisas ali mais para frente, como a questão de políticas de conteúdo
02:00nacional,
02:01a questão de fertilizantes, questões de desenvolvimento do gás, da aceleração.
02:06Nós vamos falar aqui da questão de acreditar que o gás natural, de fato, vai ser o substrato energético da
02:14indústria brasileira.
02:15Coisa que eu discordo, porque nós não somos um país gasífero.
02:18Então, tínhamos várias aí percepções diferentes sobre algumas coisas.
02:21E aí, claro, chegou-se um momento que eu disse, bom, conversamos com o presidente.
02:25O presidente me chamou e disse, olha, de fato, essas coisas eu não concordo.
02:29Então, assim, eu fico um pouco desgarrado nesse processo.
02:32E aí o presidente se sentiu à vontade de pedir, então, o meu cargo.
02:36E eu saí, mas sem absolutamente nenhuma briga.
02:38A questão, você se refiriu, da humilhação, para não deixar isso sem resposta, não foi uma colocação minha, né?
02:44Foi uma colocação, porque foram descritos a forma lá que foi, né?
02:49Liga junto com os ministros e tal, sem uma conversa direta, e aí falou-se nisso.
02:53Mas não fui eu que falei, não. Não foi eu que coloquei, não.
02:55Em momento nenhum eu me senti humilhado, pelo contrário, porque eu tive uma grande honra que foi presidir a empresa
03:00que eu fui estagiário.
03:02Quer dizer, eu fui, nos anos 80, final dos anos 80, comecei minha carreira profissional e devo toda a minha
03:08carreira profissional,
03:09de especialista na área de petróleo, de energias, evoluções todas delas, de 40 e tantos anos de carreira, a Petrobras.
03:15Então, ali, eu posso dizer que foi um estagiário que chegou à presidência da Petrobras
03:20e que entregou, de fato, uma administração voltada para os petroleiros e petroleiras,
03:25quem está nos ouvindo é petroleiro e petroleira, sabe disso,
03:28e também para os acionistas, todos, o conjunto de acionistas, que incluem o povo brasileiro.
03:34E aí não estou fazendo aqui demagogia.
03:37O povo, de fato, é acionista da Petrobras,
03:39porque o Estado brasileiro é majoritário e é o dominante, digamos assim, é quem controla a empresa.
03:45Os minoritários também têm muita importância, precisam ser, obviamente, atendidos nas suas expectativas,
03:51que são básicas, ser sócio de uma empresa, de um governo numa empresa de petróleo
03:55e ter nela direito a determinadas horas receber dividendos dela
04:01e, eventualmente, entender momentos de investimento onde você precisa investir mais e pagar menos dividendos.
04:06Tudo isso nós fizemos.
04:07A gente vai conversar muito sobre essa articulação. Por favor, Nathalie.
04:13Ex-presidente, o senhor acabou de trocar o PT pelo PDT.
04:17Primeiro, por que o PDT?
04:18E, segundo, essa mudança é um atestado de que o processo de transição energética
04:23que o senhor tentou implementar enquanto presidente da Petrobras
04:27foi derrotado pela ala desenvolvimentista do atual governo?
04:31É, bom, primeiro, por que o PDT?
04:33Eu sou uma pessoa de esquerda, de formação de esquerda, da minha família,
04:38que tinha esses laços do Rio Grande do Sul, né?
04:41Meu pai era gaúcho, de Cruz Alta, e o pai dele militou ao lado do Getúlio,
04:47enfim, tem toda uma ligação com o próprio PDT mesmo, né?
04:51Que foi o meu primeiro partido, inclusive, antes de ir para o Rio Grande do Norte,
04:54ainda no Rio de Janeiro, na Juventude, eu fiz parte do PDT.
04:57Então, na verdade, é uma volta para casa, um partido em que eu me sinto bem, conheço bem a história,
05:02e você acaba não fazendo uma digressão para outro campo ideológico.
05:07Eu acho que a esquerda precisa ser reformulada no Brasil,
05:11acredito que a esquerda tem muito a entregar para o Brasil,
05:13ela precisa de modernizações, ela precisa enxergar novas relações trabalhistas,
05:18novas formas de conforto para o cidadão,
05:20evidentemente o aprimoramento que toda a esquerda defende dos serviços públicos de qualidade e gratuitos,
05:25entrando aí até por outras áreas, como transporte público, por exemplo, enfim.
05:29Nós temos muitas bandeiras que, se tratadas de forma objetiva, racional, correta,
05:35e respeitando a parte econômica do processo e a parte de responsabilidade fiscal,
05:41de fato, são o melhor campo, onde você vai encontrar o melhor campo
05:46de pessoas que se preocupam com o país que ainda precisa conquistas sociais.
05:50A gente não pode abrir mão hoje, a gente não é a Dinamarca ainda.
05:53Então a gente não pode sair, por exemplo, dizendo que a nossa política de segurança
05:56é simplesmente dar arma para os outros.
05:59Isso é terceirizar uma responsabilidade que é pública.
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