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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu analisa as transformações políticas do país no Direto ao Ponto desta segunda-feira (23), em entrevista a Bruno Pinheiro.

Ao comparar cenários, Dirceu afirma que “o Brasil mudou e o Congresso mudou muito” e que não é possível equiparar o atual momento aos primeiros governos do presidente Lula.

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Transcrição
00:00O senhor foi um dos principais articuladores do primeiro mandato do presidente Lula.
00:04Eu ando muito no Congresso e a reclamação é que aquele Lula não existe mais.
00:09Da articulação, de conversar, de saber jogar com o Congresso Nacional.
00:13O que está faltando no governo que não fizeram a função que o senhor fez lá atrás?
00:20Aquele Lula não é o mesmo nem o Congresso.
00:23Não se pode tomar como exemplo o primeiro governo do Lula nem o segundo.
00:28Porque o Brasil mudou e o Congresso mudou muito.
00:32E nós governamos com quatro partidos de direita dentro do governo, do ministério.
00:38Vamos nem falar da base parlamentar do governo.
00:42Então, não é a mesma coisa.
00:44É o mesmo Lula e nós mudamos também.
00:48O Brasil mudou muito e o mundo mudou.
00:50Então, eu acredito que o Lula conseguiu aprovar todos, praticamente todos, as propostas e projetos dele.
01:00Inclusive, a reforma do IVA, além da PEC da transição.
01:04Agora mesmo, ele aprovou o pé de meia, o gás do povo, a isenção de luz, a reforma do sistema
01:11tributário,
01:13o imposto de renda que era impensável no Brasil.
01:15A isenção até 5, 7 mil e a cobrança dos super ricos.
01:20E mais, o Fernando Haddad, nosso ministro, ex-ministro agora, e o nosso presidente,
01:26aprovou pela primeira vez na história do Brasil fundos exclusivos, fundos offshore e lucros sobre capital próprio.
01:34E avançamos na discussão de cobrar lucros e dividendos e fazer uma reforma mais ampla tributária.
01:39Eu considero que é um governo praticamente bem sucedido e que teve sustentação e apoio no Congresso.
01:49Algumas resistências, né?
01:51Não, obviamente, porque nós temos um programa e eles têm outro.
01:54Nós temos uma visão do Brasil, do mundo, uma visão da vida.
01:58Nós estamos falando de dois caminhos, né?
02:00A direita brasileira unida ou separada da extrema-direita bolsonarista e a esquerda, a centro-esquerda, a esquerda, a centro
02:08-direita,
02:08como nós temos uma aliança com o governador Geraldo Alckmin, hoje ministro da Indústria e Comércio Exterior,
02:15nós temos propostas para o Brasil que não são as mesmas.
02:17E o peso das emendas parlamentares? Qual foi o tamanho do impacto que esse aumento da força do Congresso
02:24sobre o orçamento da União representou para a governabilidade, para a agenda do próprio governo?
02:30Na verdade, é o principal elemento que muda a relação do Legislativo com o Executivo.
02:34Primeiro, porque invade as distribuições do Executivo.
02:37Segundo, porque, como nós vemos pelos inquéritos e dos processos, aliás,
02:43já parlamentares acabaram de ser condenados por causa de emendas parlamentares,
02:46há necessidade de uma regulação radical das emendas parlamentares.
02:52Não pode continuar como estão porque vai acabar muito mal.
02:55São 93 inquéritos, quer dizer, 93 parlamentares envolvidos em suspeitas de desvio de finalidade
03:01ou desvio mesmo de recurso.
03:04E nós estamos vendo toda semana operações de buscas e apreensão e inquéritos policiais com relação.
03:11Mas, o país tem pouco recurso.
03:14Nós temos um orçamento que o governo não tem 3, 4, 5% do produto interno bruto para fazer investimentos,
03:23independente dos investimentos estatais.
03:25Os recursos que tem, tem que ser direcionado às áreas prioritárias.
03:29O que é mais prioritário hoje no Brasil?
03:31A educação, a ciência e a tecnologia, porque o mundo está mudando tecnologicamente
03:36e o Brasil precisa acompanhar isso.
03:37O que é mais importante? A infraestrutura do país.
03:41Agricultura familiar, porque nós estamos vendo que os preços dos alimentos dependem do dólar,
03:47das commodities.
03:48Agora, o Brasil tem 4 milhões de pequenas propriedades.
03:50Segurança pública.
03:52As emendas parlamentares, agora mesmo, têm uma denúncia de 2,3 bilhões para shows.
03:58Shows em prefeitura que, às vezes, o show é mais caro que o custeio da prefeitura.
04:04Então, é preciso que as emendas parlamentares existam, mas não como elas estão hoje.
04:10E elas pesam muito, porque o parlamentar hoje independe do prefeito, do governador e do presidente da república.
04:17400 milhões em emendas, 300 milhões em 4 anos para um deputado, um senador, 200 milhões.
04:24É mais que, acho que, talvez, 40, 50% das prefeituras do Brasil não tem orçamento de 200, 300, 400
04:32milhões.
04:33A gente vai girar esse...
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