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O presidente em exercício Geraldo Alckmin avalia que a derrubada das tarifas impostas pelos Estados Unidos abre uma "avenida de oportunidades" para o Brasil. Segundo Alckmin, o cenário atual é positivo para a complementariedade econômica, lembrando que os Estados Unidos possuem superávit na balança comercial com o Brasil — um dos três países do G20 com essa característica, ao lado de Reino Unido e Austrália. O governo brasileiro, que optou pelo diálogo em vez de litígios jurídicos, monitora com cautela o anúncio de uma nova tarifa global de 10% feita por Donald Trump. O foco agora se volta para a internalização do acordo Mercosul-União Europeia e novos investimentos em setores estratégicos como data centers, minerais críticos e a exportação de manufaturados.


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Transcrição
00:00O comércio e serviços, o Geraldo Alckmin, está falando justamente sobre esse discurso do Trump
00:04e a derrubada das tarifas pela Suprema Corte. A gente vai acompanhar.
00:08...manufaturados de produtos de valor agregado mais alto.
00:12Então, com isso, a gente pode aumentar bastante agora a parceria comercial com os Estados Unidos,
00:19aumentar as trocas comerciais, a complementariedade econômica.
00:25Já estava tendo uma redução, fruto das conversas do presidente Lula com o presidente Trump
00:32e da participação da iniciativa privada, o tarifácio 10 mais 40,
00:39que estava onerando 37% da exportação brasileira para os Estados Unidos,
00:45foi reduzido para 35%, 33%, caiu para 22%.
00:51Mas nós ainda tínhamos 22% da exportação onerada com o tarifácio.
00:59Então, isso abre uma oportunidade ótima para a maior complementariedade econômica,
01:05ganha-ganha, investimentos recíprocos.
01:08Então, entendo que é positiva.
01:10E destacar que o Brasil só tem três países do G20 que os Estados Unidos têm superávit na balança comercial.
01:20Só três.
01:22Reino Unido, Austrália e Brasil.
01:25O ano passado foi 2,1 bilhões de dólares de superávit.
01:30Então, o Brasil não é problema.
01:32O Brasil, os Estados Unidos não têm déficit conosco.
01:36Eles têm superávit.
01:39E do que nós compramos nos Estados Unidos,
01:42dos dez produtos que eles mais exportam, a tarifa é zero.
01:47E a tarifa média é 2,7%.
01:51Então, acho que a negociação continua, o diálogo continua,
01:58e acho que abriu uma avenida ainda maior
02:01para a gente poder ter aí um comércio exterior mais pujante.
02:06O que significa emprego e renda, né?
02:09Comércio exterior é fundamental para o crescimento da economia.
02:13Só que me diga que o Brasil, ele vai, fica mais forte com essa decisão da justiça americana.
02:19E só para checar os 40%, então, estão contemplados no IFA, né?
02:23Junto com os 10.
02:24Olha, primeiro, o presidente Lula sempre defendeu o diálogo e a negociação.
02:30Isso continua.
02:31Isso continua.
02:33Isso não muda o roteiro, né?
02:36Vamos avançar ainda mais.
02:39Inclusive com outros temas não tarifários,
02:43que a gente pode também avançar.
02:46E temos que aguardar os desdobramentos.
02:50O Brasil acompanhará os desdobramentos de tudo isso.
02:54Já é possível dizer em quanto tempo, presidente,
02:56já é possível dizer em quanto tempo a suspensão das tarifas vai refletir nos setores,
03:00no agro, por exemplo, e reverter os impactos negativos?
03:03E também gostaria que o senhor considerasse esse novo almoço do Trump de 10%, né, global.
03:10Então, os 10% global, como você mesmo disse, é global.
03:16Então, é para todos.
03:18Nós não perdemos competitividade.
03:21Porque se é 10% geral,
03:24o que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de mais 40% que ninguém tinha.
03:31Esse é que era o problema.
03:33Aí você efetivamente perdia competitividade.
03:36Mas nós temos que aguardar agora, com cautela,
03:39os desdobramentos que vão ocorrer.
03:42Agora, é importante que acho que vai fortalecer a relação Brasil-Estados Unidos.
03:48O senhor saberia dizer, ou ministério,
03:52quanto os exportadores entregaram de tarifácio nesse período todo?
04:00Olha, o ressarcimento será para as empresas.
04:06Então, é um assunto, vamos dizer, empresarial.
04:10Nós podemos levantar esses dados e passar depois para vocês,
04:15porque isso foi reduzindo gradualmente.
04:18Começou a tarifa 10%.
04:21Depois ficou 10%, mais 40%.
04:25Depois saiu celulose.
04:28Depois saiu alguns tipos de madeira, industrial e móvel.
04:33Depois saiu café.
04:36Depois saiu carne.
04:38Depois saiu frutas.
04:40Não todas, mas uma parte.
04:42Então, você teve aí várias ordens executivas.
04:46Mas é possível a gente ter uma ideia aproximada de números para você.
04:50A decisão de hoje não afeta ou não atinge aço e alumínio.
04:58Porque não afetou a seção 232.
05:03A seção 232 tinha 50% aço e alumínio.
05:09Só que era para o mundo inteiro, a seção 232.
05:13Veículos e autopeças, 25%.
05:17Mas era para o mundo inteiro.
05:19Então, a seção 232, nós perdíamos competitividade para quem estava dentro dos Estados Unidos.
05:27Então, o que mais afetava realmente era o 10% mais 40%.
05:32O presidente, o presidente Trump disse que essa decisão da Suprema Corte foi por influência estrangeira, fez um monte de
05:38crítica.
05:39E tem alguns especialistas dizendo que o Trump tem outros mecanismos para acionar outras tarifas.
05:47Não existe um receio do governo brasileiro de que, com a decisão da Suprema Corte, que não foi bem recebida,
05:53venham mais tarifas e haja um revés?
05:55Olha, o governo brasileiro não entrou na justiça.
05:59Nem como a Mixcuri, não entrou na justiça.
06:03Essa foi uma ação interna que correu dentro dos Estados Unidos.
06:09A disposição do Brasil sempre foi do diálogo.
06:13Tanto é que, independentemente dessa decisão, está pré-agendado para o mês de março o encontro entre os presidentes Trump
06:24e o presidente Lula.
06:25E acho que esse diálogo deve até crescer.
06:29As negociações e o diálogo até se fortalecerem mais.
06:33O senhor falou de outros assuntos.
06:36Quais assuntos entrariam na pauta?
06:38Olha, você tem, além das questões tarifárias, que o Brasil tem tarifa baixa, média de 2,7, e os Estados
06:46Unidos é superavitário,
06:48você tem outros temas.
06:50Um tema que está agora na pauta da próxima semana, o Redata.
06:55Tem inúmeras empresas americanas interessadas em investir em data center no Brasil.
07:02Então, aprovação do Redata.
07:03Você tem minerais estratégicos e terras raras, que é um tema relevante.
07:10Enfim, você tem um conjunto de questões.
07:14Eu me lembro que, numa das conversas com o secretário de Comércio, Howard Luttenich,
07:19e o embaixador Gria, do ISTR,
07:23eles tinham falado do etanol, da dificuldade ele conseguiu certificado do RenovaBio.
07:30Nós resolvemos isso.
07:33Então, você pode ter outras questões tarifárias que a gente possa avançar.
07:37Presidente, sobre a decisão de hoje,
07:38especificamente, vocês têm uma leitura de quais setores segmentos vão ser mais beneficiados
07:43por essa retirada do tarifácio, por exemplo, em móveis.
07:47Qual o tipo de produto desses 22% ainda estava tarifácio e que foi mais apretado pelo tarifácio?
07:54Vou dar alguns exemplos.
07:59Armamento.
08:01Taurus era uma empresa que exportava muito para os Estados Unidos.
08:04Máquinas.
08:06Tanto linha amarela, que são máquinas rodoviárias, como agrícolas.
08:13Motores.
08:15Madeira.
08:17O Espírito Santo tem uma exportação importante de pedras ornamentais.
08:22Mas mesmo alguns tipos de fruta, café solúvel, porque tinha sido tirado o café torrado e o café verde,
08:31mas não o café solúvel.
08:33Enfim, reiterar que é uma decisão importante, fortalece a relação comercial Brasil-Estados Unidos.
08:41A negociação continua, o diálogo continua e o que nós esperamos é ter mais comércio,
08:48mais investimento recíproco e crescimento das economias.
08:52Sobre o HLM, eu e o Mércio do Sul, parece que está parado.
08:58Não, não, está indo muito bem.
09:01Deve ser aprovado agora, dia 24, no Parla-Sul.
09:05Então, na Câmara Federal, a comissão do Parla-Sul deve aprovar a internalização do acordo.
09:15Em seguida, vai ao Senado Federal.
09:19E sendo aprovado no Senado e assinado pelo presidente, nós temos a internalização.
09:27Então, você já tem os efeitos do acordo, que é o maior acordo do mundo, do ponto de vista de
09:38blocos,
09:39porque reúne os 27 países europeus, os nossos do Mercosul, os quatro, no futuro a Bolívia também, cinco,
09:48e o mercado de 22 trilhões de dólares.
09:52Então, é um acordo super importante, que a gente espera a internalização em questão de semanas.
09:58Quais são os próximos passos agora, depois da decisão do Supremo?
10:02O que vocês vão procurar novamente?
10:05Alguns secretários?
10:07Como que vai ser?
10:08Ou vai só esperar a reunião entre os dois presidentes?
10:11O senhor vai estar?
10:12Não, as conversas estavam ocorrendo, elas continuarão.
10:19Diálogo e negociação, essa é a orientação do presidente Lula.
10:23E o Brasil caminhou bem nesse período, e entendo que nós vamos poder avançar ainda mais.
10:34Então, esse é o campo.
10:35Uma última dúvida.
10:36Formalmente, tem que esperar a publicação de um documento por parte do governo?
10:40Oficializando como vai ficar, para que a gente consiga orientar as empresas brasileiras?
10:45Não, o que existe é o seguinte.
10:47Já foi publicada a decisão da Suprema Corte.
10:52O presidente disse, agora há pouco, que vai, nos próximos três dias,
10:59utilizando a seção 122, estabelecer uma alíquota geral de 10%.
11:06A gente tem que aguardar esta publicação e os desdobramentos jurídicos de muitas dúvidas
11:13que existem, mas que vão sendo esclarecidas no desdobramento do processo.
11:19Obrigado.
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