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Como chegar ao topo de uma multinacional? Gilles Coccoli, presidente da Edenred Brasil, compartilha no Show Business sua trajetória de 28 anos na empresa, desde o início como auditor até o cargo de CEO. Ele revela por que a curiosidade e a coragem de assumir posições menores em outros países foram fundamentais para sua ascensão, deixando uma lição valiosa: a pluralidade de experiências vale mais do que o tamanho da equipe que você gerencia.


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Transcrição
00:00de benefícios ticket e tem mais de 3 mil funcionários só no Brasil.
00:06Nós vamos receber Dílis Coccoli, presidente da Edered no Brasil.
00:12Dílis, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
00:16Eu sei que a companhia é uma companhia francesa, presente em vários países.
00:21Gostaria que você falasse para a nossa audiência qual que é o peso da companhia
00:26no Brasil para os negócios globais da empresa.
00:32Boa noite, Bruno. Obrigado pelo convite.
00:35Eu diria que o peso financeiro é significativo.
00:40O Brasil é o maior mercado da Edered no mundo em termos de oportunidade,
00:49pois a gente tem uma população de mais de 200 milhões de habitantes,
00:53uma população que gosta do nosso produto do ticket-restaurante, a parte de alimentação.
01:01Mas eu diria que não é só nessa parte que o Brasil contribuiu para o grupo,
01:06e é muito mais como lidera, eu diria, o liderou e lidera durante muitos anos
01:13toda a evolução do programa nosso e a criação e o desenvolvimento de novos negócios.
01:19Então, eu vejo mais o Brasil como um, vamos dizer, um grande laboratório,
01:24além de ser um grande contribuidor direto, para que a nossa empresa global avance.
01:30Você é francês e está no Brasil há quanto tempo?
01:35Dessa última vez há um ano e meio, mas total deve ter uns 28 anos de Brasil.
01:42Nesses 28 anos trabalhando no setor, trabalhando na companhia.
01:46Bem, com 6 anos de idade, menos, não é?
01:50Quando eu, em 1976 a 1980, eu estava no Brasil, mas eu era uma criança.
01:55Mas aí o resto do tempo foi para trabalhar no Brasil estagiário.
01:59O que eu quis perguntar, a boa parte do tempo foi trabalhando já no setor.
02:04Sim.
02:05E trabalhando na companhia?
02:06Sim.
02:07Essa companhia.
02:08Somente essa.
02:09Me fala das transformações desse setor, que é um setor que costuma estar em ebulição,
02:18principalmente no ano passado, foi um ano agitado para todo o setor.
02:22Me fala das transformações desse mercado nos últimos tempos.
02:28Então, primeiro eu queria dizer que a Eden Red são vários mercados.
02:31A gente tem vários negócios no Brasil, não é?
02:33Quando a gente fala da Ticket, que é conhecida como Ticket Restaurante, Alimentação, Cultura.
02:38Que é o mais conhecido pelos brasileiros.
02:39É o mais conhecido.
02:40Mas nós temos todo um negócio de mobilidade que também é muito grande.
02:46Fez parte das transformações que nós fizemos para o grupo aqui no Brasil, não é?
02:51E nós temos duas outras unidades também, que são menores, mas relevantes para o nosso negócio.
02:55Mas se a gente falar do mundo de benefícios, não é?
02:57Do benefício ao trabalhador.
02:59Que é o maior negócio aqui no Brasil.
03:02Sim, ainda, mas tem coisa próxima.
03:06Ou seja, um grupo que se diversificou muito, não é?
03:08Nos últimos anos.
03:11A transformação, eu não sei se todo mundo sabe, a Ticket foi o pioneiro, não é?
03:16Nesse sistema, lá em 1976, no Programa de Alimentação do Trabalhador.
03:21Então, estamos há quase 50 anos, não é?
03:23O ano que vem é o aniversário da companhia, aniversário do Programa de Alimentação do Trabalhador.
03:29E nesses anos todos, como eu estava falando, a gente liderou, eu diria, a transformação do setor.
03:36E as últimas grandes transformações, só para relembrar, foram a passagem do papel para o cartão.
03:42A gente esquece, mas durante muito tempo, para quem tem mais de 35 anos, a gente tinha um talão de
03:48tickets, não é?
03:49No bolso, e a gente ia fazer esse almoço com um talãozinho de ticket.
03:54Nós fizemos e lideramos a transformação para cartão.
03:58E essa transformação nos levou num outro mundo.
04:01A gente era impressor, não é?
04:04De ticket, nós viramos processador de cartão.
04:08Isso sendo um meio, não é?
04:09Porque o objetivo do programa é trazer uma alimentação saudável para o trabalhador.
04:13Cartão, ticket, é um meio.
04:16E esse cartão, então, nos levou para um outro mundo, que é o mundo dos cartões.
04:20O mundo das processadores, o mundo das redes, não é?
04:24De maquininhas.
04:26E isso levou até algumas transformações até do quadro legal.
04:30Por exemplo, de definir que os cartões Open New poderiam também participar do programa.
04:37Não é que são cartões que utilizam as trilhas existentes do débito, por exemplo.
04:45Enquanto nós temos uma organização onde a gente monta o ecossistema,
04:51para a gente estar mais próximo dos estabelecimentos e controlar a questão de onde os tickets estão utilizados.
04:57Você citou o programa de alimentação do trabalhador, o PAT, né?
05:04Que vocês praticamente foram ali os pioneiros, né?
05:07As primeiras.
05:08Para vocês é muito relevante ali esse programa, né?
05:10E quando eu falei há pouco que o setor viveu um período agitado no último ano, em 2025,
05:21foi porque aconteceu um decreto que prevê novas regras para esse programa.
05:27Você, como líder, que comanda aí uma das três maiores empresas do setor aqui no Brasil,
05:35como é que você vê as consequências dessa mudança, que é uma mudança recente?
05:41Então, é uma mudança que foi promovida pelo Ministério do Trabalho.
05:47Nós tivemos participação, não é?
05:49Nas discussões em relação a essas mudanças.
05:54São mudanças fortes para o setor.
05:57São mudanças de impacto.
06:01E o objetivo anunciado foi o objetivo de trazer mais agilidade ao programa,
06:12de abrir para concorrência o programa.
06:16E a gente entende que parte dos objetivos que a gente tinha trabalhado junto ao Ministério do Trabalho
06:25foram atingidos, que era o rebalanceamento das taxas, não é?
06:31Entre o lado estabelecimento, onde se usa o benefício e os clientes, não é?
06:36Que compram o benefício para os seus colaboradores.
06:40E outras partes do decreto têm impacto que, para nós, no médio e longo prazo,
06:50não necessariamente são positivos para o programa.
06:52E a gente tem alertado o Ministério do Trabalho para que a gente possa achar os meios de corrigir isso
07:01daí,
07:01de ter um programa que consiga mais incluir os 20 milhões de trabalhadores que não estão no programa hoje.
07:10cuidar, por exemplo, do valor facial do ticket.
07:15A gente não fala muito sobre isso, não é?
07:16Mas o quanto eu consigo comer ou comprar da minha refeição com esse ticket.
07:21Essa cobertura do custo de uma refeição já foi maior no passado e está diminuindo.
07:27E a gente acha que o trabalhador brasileiro tem direito a ter um valor que permita comer adequadamente.
07:33Mas essa diminuição, qual que é o motivo?
07:36É que a alimentação, a inflação de alguns alimentos cresceu mais do que as empresas,
07:43porque são as empresas que dão, não tem referência.
07:46Ou seja, as empresas vão e decidem no valor que eles querem dar para os seus colaboradores.
07:51E essa evolução não acompanhou, não se acompanhou, não se adequou.
07:56Mas isso é, todas as empresas do setor estão vivendo isso.
07:59Sim, sim, sim.
07:59Não é uma coisa evidentemente específica com você.
08:02Não, mas o decreto ele toca a todos.
08:04Ele toca a todos, né?
08:05Bom, deixa eu chamar a atenção agora para a carreira do Dillys, né?
08:10Volto a repetir, um francês, já há 28 anos entre idas e vindas aqui no Brasil.
08:17O Dillys, ele estudou nos Estados Unidos, começou a carreira como auditor em 1994,
08:25na Arthur Anderson.
08:26Anderson, né?
08:27Quem é auditor sabe a representatividade da companhia.
08:31E você ingressou na sua atual companhia em 1997.
08:39Dillys, olhando hoje para toda a sua trajetória,
08:43que evidentemente é uma trajetória extremamente bem sucedida,
08:47o que foi determinante para essa ascensão na sua avaliação
08:52até chegar a esse cargo, esse cargo de CEO que você ocupa hoje?
08:59A minha...
09:01Obviamente, quando a gente começa a carreira, na vida profissional,
09:06a gente tem muitas dúvidas em relação a onde nós vamos chegar,
09:11como nós vamos chegar.
09:12Tudo parece longe, não é?
09:14O chefe é o chefe, ele está lá...
09:16E eu sou muito curioso, eu gosto de aprender.
09:22Então, eu fui de várias posições para várias posições,
09:27eu sempre me animei em poder fazer duas coisas.
09:31Um, aprender.
09:32Então, eu até falo para os jovens dentro da organização Edenhead
09:38que se você estiver em uma zona de conforto,
09:41você já não está aprendendo mais nada.
09:43Muda.
09:43Se muda.
09:44Porque é no desafio da coisa nova que a gente vai se desenvolvendo.
09:51Então, eu sempre gostava de ir para uma área, para uma outra,
09:55e ir aprendendo.
09:57E isso foi realmente fundamental para eu fazer esse movimento da minha carreira.
10:04A segunda coisa que eu acho super importante,
10:06e isso tem a ver com a Edenhead,
10:08que nós somos uma empresa de empreendedor,
10:10uma empresa de gente, mais do que processo,
10:13eu sempre tive a liberdade de fazer muita coisa nos meus empregos, não é?
10:21As suas posições.
10:23Nas minhas posições.
10:24A empresa é muito descentralizada e dá uma força para quem está no campo.
10:32E eu, com a minha vontade de fazer,
10:37eu sempre tive fronteiras profissionais que se alongavam.
10:42E ocupar esse espaço sempre foi alguma coisa gostosa.
10:45Eu nunca olhei, e eu falo isso muito, eu até dou exemplo,
10:49quando eu saí do Brasil em 2007, eu comandava 400 pessoas.
10:55Eu era o diretor financeiro, tecnologia e operações da Ticket,
10:59Edenhead, naquela época, chamava Ticket.
11:03Eu fui para a Turquia.
11:05Eu cheguei lá, tinha 100 empregados.
11:08Depois de dois anos, eu fui para a Inglaterra, eu tinha 30 empregados.
11:12E eu falo isso para os jovens, falo, pô, nossa, eu não sou promovido com mais gente.
11:17Eu sou João Ninguém.
11:18Eu falo, não.
11:19Eu aprendi uma cultura sensacional na Turquia.
11:22Fui para a Inglaterra, aprendi outra coisa.
11:25Eu tive que fazer os procedimentos de RH na Inglaterra,
11:28enquanto aqui tinha gente para fazer.
11:30Mas cada momento foi muito importante.
11:33E eu falo para eles, eu fui diretamente dessa empresa de 30 funcionários,
11:37que cresceu para 80, enquanto eu estava lá,
11:40para vice-presidente estratégia do grupo mundialmente.
11:43Então, não era, não tem relação nessas coisas.
11:46E quem olha para os seus colaboradores,
11:50ou no momento de decidir quem vai ocupar que espaço,
11:53eu acho que a pluralidade das experiências vale muito mais
11:57do que quantos funcionários, como, numa empresa.
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