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O ministro Dias Toffoli negou ter gravado a reunião reservada entre integrantes do Supremo Tribunal Federal que antecedeu sua saída da relatoria do caso Banco Master. O encontro, realizado a portas fechadas, gerou repercussão nos bastidores da Corte após a divulgação de detalhes do diálogo entre ministros e aumentou a tensão institucional em torno da investigação.

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Transcrição
00:00Vamos pra Brasília porque a reunião entre os ministros do Supremo Tribunal Federal que aconteceu na noite de ontem deu
00:06que falar.
00:07Sabe por quê? Porque após esse encontro, Dias Toffoli deixou a relatoria do caso do Banco Master e depois, no
00:13dia seguinte,
00:14veio, inclusive, surgiram boatos de que Dias Toffoli teria gravado essa reunião que era secreta com todos os outros ministros.
00:23Vamos chamar a Janaína Camelo que vai trazer mais detalhes pra gente.
00:26Inclusive, a Janaína trouxe a confirmação que Dias Toffoli negou que fez qualquer tipo de gravação nessa reunião que definiu
00:33a saída dele da relatoria do caso do Banco Master.
00:36Jana, traz mais detalhes pra gente e também como é que tá o clima aí dentro do STF, porque é
00:41um assunto realmente que pesou muito o clima e subiu a temperatura.
00:44Seja bem-vindo, uma boa tarde.
00:49Boa tarde, Cassius. É verdade, né? É uma polêmica.
00:53O ministro Dias Toffoli afirmou, a Jovem Pan News, então, que jamais gravou conversa nenhuma, né?
01:00Com relação a essa suspeita de que essa reunião de ontem entre o ministro Edson Fachin, o presidente da corte,
01:05e os demais ministros ali,
01:07é pra conversar sobre a relatoria do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, que no fim das contas
01:12ficou decidido que ele deveria deixar essa relatoria.
01:14E aí, essa dúvida se levantou, essa desconfiança, Cassius, porque foi publicada uma matéria no portal 360 com muitos detalhes
01:24dessa reunião,
01:24uma reunião que a gente sabe que foi a portas fechadas, inclusive nessa matéria ali com trechos, aspas, de falas
01:31dos ministros.
01:33A informação no STF é de que apenas os dez ministros estavam participando dessa reunião.
01:39Bom, nessa matéria, Cassius, diz o seguinte, que o ministro Dias Toffoli tinha oito votos a favor dele pra continuar
01:46na relatoria do caso do Banco Master.
01:48E dois votos contra, que seriam do presidente ministro Edson Fachin e também da ministra Carmin Lúcia.
01:55No caso, o ministro Edson Fachin defendia colocar pra votação hoje, sexta-feira, aquela argüição de suspensão que chegou a
02:02ser aberta, chegou a ser protocolada,
02:04autuada ali no sistema do Supremo, pra analisar a relatoria do ministro Dias Toffoli, né, se ele poderia ser declarado
02:11suspeito ou não,
02:12se ele seria imparcial ou não de relatar esse caso.
02:16Enfim, tem alguns trechos ali nessa matéria de aspas dos ministros, por exemplo, o ministro Gilmar Mendes nessa reunião teria
02:22falado, abre aspas,
02:24Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do
02:28tempo, no caso Master, no STF,
02:30que contrariam a Polícia Federal e a Polícia Federal quis revidar.
02:34Só relembrando que essa argüição de suspensão foi aberta depois que a Polícia Federal entregou nas mãos do ministro Edson
02:42Fachin
02:43um relatório ali sobre os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro com várias missões ao nome do ministro Dias
02:50Toffoli, né,
02:50Então, por conta disso, toda essa história, o ministro precisou se esclarecer em notas públicas, enfim, acabou saindo do caso.
03:00Então, segundo essa matéria, a maioria dos ministros, na verdade, criticaram a atuação da Polícia Federal
03:05em citar ali benções a artigos da Lei Orgânica da Magistratura nesse relatório entregue a Edson Fachin
03:14sobre circunstâncias que o ministro poderia ser declarado suspeito de relatar algum caso.
03:21Então, segundo essa matéria, o que teria sido dito nessa reunião pela maioria desses ministros,
03:27críticas à Polícia Federal.
03:28E aí tem outros trechos também, na ministra Carmen Lúcia, que, no caso, a ministra Carmen Lúcia seria um dos...
03:34Ela e Edson Fachin estavam mais resistentes de permanecer nessa relatoria com o ministro Dias Toffoli.
03:41Nessa matéria diz, abre aspas, que a ministra diz exatamente assim, abre aspas,
03:44todo taxista que eu pego fala mal do Supremo, a população está contra o Supremo.
03:49E aí ela diz que tinha confiança em Toffoli, mas era necessário pensar na constitucionalidade.
03:55Um outro trecho do ministro André Mendonça, por exemplo, o ministro dizendo que é preciso tomar cuidado com uma crise
04:02de institucionalidade
04:04contra o Supremo Tribunal Federal.
04:08O ministro Flávio Dino disse que o que o juiz, essa questão envolvendo a Polícia Federal,
04:17acaba dando brechas para que, num município menor, né, acaba dando um direito ali de que uma autoridade policial possa
04:25investigar um juiz, por exemplo.
04:27Se no caso do ministro Cássio Nunes Marques, o ministro Edson Fachin, o ministro, na verdade, o ministro Flávio Dino,
04:34disse que o relatório da Polícia Federal entregue ao presidente do STF,
04:38se tratava ali de um material, um lixo jurídico, das palavras do ministro Flávio Dino,
04:45segundo essa matéria, com muitos detalhes dessa reunião.
04:50Mas, Cássio, o ministro de Estófoli, lembrando que apenas 10 ministros estavam nessa reunião, ali na sala,
04:58todos os ministros, são 10 no momento,
04:59o ministro de Estófoli, então, responde que não, em momento nenhum, gravou essa reunião.
05:07O STF, até o momento, não publicou nenhum comunicado com relação a isso,
05:13a assessoria está sendo questionada também, se alguma resposta institucional vai ser divulgada,
05:18mas, por enquanto, ainda não foi divulgada nenhuma informação, Cássio.
05:22Perfeito, Janaína, obrigado pelas informações.
05:25Olha, meus amigos, quando a gente acha que nada pode piorar, acontece algo novo,
05:30um novo elemento para trazer, inclusive, ainda mais discussão para o clima que não andava tão bom assim
05:35dentro do Supremo Tribunal Federal.
05:37Zé Maria Trindade, eu quero começar essa discussão com você,
05:39porque a gente tem duas problemáticas, uma interna e outra externa.
05:44Qual é a interna?
05:44Se não foi Estófoli, se ele negou ter gravado essa reunião com os ministros,
05:48alguém vazou, alguém gravou.
05:50Aí eu não digo que foram os ministros, porque é uma reunião,
05:52apesar de ter sido somente entre eles,
05:55mas tem ali quem acaba anotando,
05:56quem acaba, enfim, também colocando no sistema do Supremo Tribunal Federal,
06:00quem ajudou a redigir a nota que foi feita em conjunto entre os ministros,
06:04então alguém dentro vai, inclusive, levantar uma suspeita muito grande
06:08que acabou vazando informações e também aspas dos ministros
06:12o que foi dito em relação à saída de Toffoli dessa relatoria.
06:16E o aspecto externo.
06:18Ficou muito claro que o Supremo Tribunal Federal está com rusgas do trabalho
06:22por parte da Polícia Federal, Zé.
06:25Pois é, o espírito de corpo aflorou ali nesta reunião.
06:29Foi uma reunião considerada administrativa, né?
06:34Uma reunião administrativa, ela não precisa ser publicada,
06:37porque toda decisão, ela é obrigatoriamente que tem que ser pública, né?
06:42É uma decisão, por isso é transmitida,
06:44por isso é preciso aceitar que as pessoas assistam
06:49às decisões do Supremo Tribunal Federal,
06:51os julgamentos, existem cadeiras lá específicas para os visitantes,
06:57então, obrigatoriamente, é preciso que sejam sessões públicas.
07:01A sessão administrativa, não.
07:04É quando os ministros se reúnem para definir ali questões mesmo de gestão,
07:11questões mais de como administrar o tribunal, né?
07:14E esse é um assunto que eu acho que deveria ser levado ao plenário,
07:19deveria ser discutido e votado no plenário sobre o afastamento do Toffoli.
07:24Ele deveria, no plenário, dizer que entregar a relatoria.
07:29Isso não é um assunto para uma reunião administrativa.
07:33E esse choque de confiança que os ministros não estão entre eles,
07:39isso é grave, porque significa que a instituição não está à altura
07:45desta confiança que a Constituição deu a esses ministros, né?
07:50Porque é eles que representam a Constituição.
07:53Se alguém gravou algo que não poderia ser gravado, e aí?
07:59Qual é a punição que se dá a um ministro, né?
08:01E ali o espírito de corpo falou alto, quer dizer,
08:05como a Polícia Federal nos investigar?
08:07Que absurdo.
08:09A Polícia Federal tem que investigar.
08:11Agora, depois entrega ao Instituto Competente,
08:17ao Supremo, CNJ, e aí continua.
08:21Mas a investigação, ela é livre.
08:23Quando chega alguém que tem um foro privilegiado,
08:29aí se pede autorização para aquele setor.
08:33Então, foi isso que aconteceu.
08:34A Polícia Deparou, a Polícia Federal deparou com uma relação de ministros ali,
08:39do ministro de Astofoli.
08:41Com o processo, o que é que fez?
08:42Entregou ao presidente.
08:44Pulou o relator e entregou ao presidente.
08:46A Polícia Federal agiu corretamente.
08:49Agora, o que é muito estranho é, veja como o processo está se dando, né?
08:56Os ministros estão em guerra interna.
08:58Com isso.
08:59Vamos debater agora com os nossos comentaristas.
09:02Fábio Perno, quero te ouvir, porque o Zé Maria Trindade trouxe há pouco a questão do clima.
09:07Há uma briga interna muito grande, de falta de entendimento entre os ministros.
09:12Há núcleos dentro do Supremo Tribunal Federal.
09:15E tudo isso não ajuda em nada nos julgamentos, ainda mais de um escândalo que pode ser o maior do
09:20país.
09:20Veja, teve alguém, eu acho que foi Churchill,
09:23que uma vez disse que se as pessoas conhecessem como eram feitas as linguiças e a política,
09:28certamente passariam a se distanciar, a odiar os dois.
09:31No caso do funcionamento do STF, me parece ser algo parecido.
09:38Se a gente conhecesse as entranhas da Suprema Corte,
09:41a fogueira de vaidades que muitas vezes acaba fazendo criptar reputações,
09:47certamente a população desconfiaria ainda mais desse tão nobre colegiado.
09:54Porque o que aconteceu ontem é um típico caso de arapongagem.
10:01Alguém que fez lá, escuta clandestina e tal.
10:04Ou então, algum fofoqueiro que saiu contando tudo o que aconteceu lá,
10:10visando prejudicar alguém.
10:11Visando, certamente, conspocar algumas reputações e também atirar contra a Polícia Federal.
10:21E aí vem pra mim uma outra questão que é muito cara.
10:26Toda vez que se tenta, aqui no Brasil, bloquear o trabalho da Polícia Federal,
10:32é porque tem algo muito mais grave a ser escondido, ou pelo menos que se tenta esconder.
10:38Então, nesse caso, eu prefiro que a Polícia Federal mostre pra sociedade tudo.
10:44E jamais que o STF impõe algum tipo de sigilo.
10:49Alangânio, eu quero te ouvir também, porque o Piperno tocou num ponto interessante.
10:53Ficou muito claro, pelo menos, o desagrado, ou pelo menos a frustração de alguns ministros do STF,
11:00com a ida de Andrei Rodrigues até o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin,
11:04falando sobre as menções de Dias Toffoli no celular de Daniel Vorcaro.
11:08Eles viram isso como algo que teria ultrapassado ali o limite ou a prerrogativa da PF.
11:13Isso ficou muito claro nessas conversas divulgadas.
11:16Você vê também essa problemática, ou esse problema muito grande,
11:19do STF incomodado com o trabalho investigativo da PF?
11:23Olha só, eu acho até irônico, né?
11:25Alguns ministros reclamando de extrapolar as prerrogativas da Polícia Federal,
11:31quando muitas vezes eles também extrapolam as prerrogativas do devido processo legal
11:37e da própria Constituição, mas nada como um dia atrás do outro, né?
11:42E veja, muitos ministros elogiando a própria Polícia Federal na tal da trama golpista, né?
11:48Muitas vezes até como um relatório apontava falhas, e agora provando ali do próprio veneno.
11:54Como diria Machado de Assis, né, no Memórias Póstumas de Brascubas,
11:58a graça da vida está na aleatoriedade.
12:01E é exatamente isso, né?
12:03Então, o Andrei Rodrigues não tinha muito o que fazer, ele ia levar pra quem?
12:08Pro ministro Dias Toffoli, né?
12:09Que tinha ali um claro conflito de interesse.
12:12Fez certo em levar para o Fachin, e agora a situação é absolutamente imprevisível
12:19e pode ter, inclusive, reflexos eleitorais.
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