Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A revista britânica The Economist apontou a situação econômica do Brasil como um importante sinal de alerta para grandes economias mundiais. A publicação criticou aspectos do modelo fiscal e previdenciário brasileiro, destacando riscos e impactos que podem servir de referência negativa no cenário internacional.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/d9QPcy6u2SA

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#3em1

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00porque a revista britânica The Economist afirmou que a situação da economia brasileira
00:05representa um alerta mais importante para as grandes economias do mundo.
00:10Assunto para o nosso super Luca Bassani.
00:12Luca, seja bem-vindo aqui ao nosso querido 3 em 1 Brasil.
00:15Foi citado, inclusive, como um exemplo negativo, meu amigo.
00:19Boa tarde.
00:21Oi mesmo, Cássio. Boa tarde a você, boa sexta a todos que nos acompanham aqui no 3 em 1,
00:25queridinho da Jovem Pan, de fato, a revista britânica The Economist,
00:29que trata sobre diversos assuntos econômicos,
00:32trouxe o exemplo da brasileirização da economia de muitos países desenvolvidos,
00:39citando um cenário de juros elevados que tornam a dívida pública cada vez mais difícil de se administrar.
00:46Eles trazem como exemplo que, por mais que o Brasil tenha índices positivos,
00:51indicadores positivos durante os últimos anos, como o crescimento do PIB,
00:54até mesmo uma inflação sob controle, tem uma dinâmica de endevidamento considerada explosiva.
01:00Já aqui, no caso brasileiro, nós sabemos a Selic a 15% ao ano,
01:05faz com que o governo provavelmente tome emprestado cerca de 8% do PIB anual
01:11para pagar a conta de juros.
01:14Então, eles fazem um alerta para as grandes economias europeias,
01:17para o Japão, que já é o país mais endividado do mundo,
01:19para os próprios Estados Unidos, sobre este fenômeno que se passa no Brasil
01:25e que pode acometer o mundo desenvolvido também.
01:28Outro ponto que eles ressaltam é que a dívida líquida no Brasil neste ano de 2026
01:33vai ficar na faixa de 66% do PIB e que tem uma previsão de chegar quase a 100%,
01:40ou seja, 99%, mas especificamente no ano de 2030,
01:44o que é um cenário muito alto para um país emergente,
01:48comparando com as outras economias semelhantes ao Brasil.
01:51Ou seja, eles fazem várias críticas em relação a isso,
01:55esse cenário de juros, esse cenário de endividamento público,
01:58e alertam que esta pode ser a nova crise do nosso tempo.
02:02Daqui a alguns anos, uma crise onde os governos vão estar tão endividados
02:06que não vão conseguir mais se sustentar, a exemplo do que a gente já vê.
02:10Aqui na Europa, muitos países também 100%, 120%, 130% do PIB de endividamento,
02:15o próprio Estados Unidos também numa situação semelhante,
02:18o Japão mais de 200% quase, ou seja, o caso brasileiro sendo utilizado
02:23como exemplo negativo, infelizmente, pela grande publicação britânica.
02:28Valeu, Luca, obrigado pelas informações, bom trabalho para você,
02:32bom carnaval, se divirta bastante aí na Europa,
02:35porque agora eu quero me divertir com meus comentaristas.
02:37Alangânia, eu quero te ouvir em relação também ao Brasil,
02:40sendo citado por uma das revistas mais respeitadas do mundo
02:43na área da economia, como exemplo negativo aos países ricos.
02:46Pois é, né?
02:48A revista traz uma reportagem, faz um diagnóstico muito preciso
02:52dos nossos problemas aqui.
02:54Então, não falou só da parte fiscal,
02:56mas fala também alta carga tributária,
02:59taxa de juros decorrente também da piora fiscal,
03:03o que nos condena aí também a um baixo crescimento,
03:07um estado muito inchado, falta de investimentos,
03:11mas toca no ponto principal,
03:14que é o nosso endividamento e a nossa dívida crescente.
03:19Então, só para ter uma ideia, de acordo com a revista,
03:22ao final de 2010, a nossa dívida PIB
03:25era de 62% metodologia do FMI.
03:29Hoje, na metodologia do FMI, a nossa dívida PIB
03:32chega a 90% e chegará a 100% em 2030.
03:36Ou seja, é muita coisa.
03:38E aí, a revista diz o seguinte, olha,
03:40os países desenvolvidos estão indo para o mesmo caminho.
03:44Porque, se você pegar os Estados Unidos,
03:46tinha uma dívida PIB na década de 80, Cássio,
03:49mais ou menos, de 30% do PIB, 30%, 35%.
03:54Isso com guerra fria, com corrida armamentista e tudo mais.
03:57Hoje, a dívida PIB norte-americana é 125% do PIB.
04:01A do Japão, 200%.
04:03Países como França e Itália, mais de 100% do PIB.
04:06Então, é algo muito complicado,
04:09porque vai chegar um momento,
04:10porque dinheiro não nasce em árvore, concorda?
04:12Vai chegar um momento que, mesmo emitindo nova dívida
04:15para pagar a dívida pré-existente,
04:18não vai ser suficiente.
04:19E aí, é o quê? É o calote.
04:21Se ocorrer um calote da dívida norte-americana
04:25ou da japonesa, é um armagedom no mundo.
04:28Piperno, quero te ouvir também,
04:29porque a publicação da revista britânica
04:31critica, principalmente, o modelo fiscal
04:34e previdenciário do Brasil.
04:36A gente está no ano de eleição
04:37e será um assunto recorrente aqui nos debates.
04:40Bom, eu estranho.
04:41Primeiro que eles apontam o Brasil
04:44como um exemplo negativo
04:46pelo fato do Brasil estar indo
04:48para o mesmo caminho que os outros.
04:50Não é que os outros estão indo
04:51para o caminho do Brasil, né?
04:53E é claro que a situação do Brasil
04:55é muito dramática,
04:56até porque o Brasil nunca foi um país rico,
04:58nunca foi um país desenvolvido.
05:01Então, ele tem esses indicadores
05:03que são realmente problemáticos
05:05e que são extremamente difíceis.
05:10Porque, veja, não é só uma questão,
05:12por exemplo, do Brasil amanhã, depois,
05:15passar a dar um superávit.
05:16O Brasil tem mais ou menos um déficit aí,
05:19arredondado, de mais ou menos
05:20meio por cento do PIB.
05:22Se o Brasil virar esse déficit
05:25para um superávit de um e meio,
05:27significa que nós teremos uma situação
05:30dois por cento melhor, tá?
05:33Isso dá hoje, a PIB de hoje e tal,
05:37mais de duzentos e cinquenta bilhões de reais
05:40de melhoria.
05:42e, mesmo assim, a relação dívida-PIB
05:45vai continuar aumentando.
05:47Também porque,
05:49e essa é uma causa importante,
05:51ela não pode ser desconsiderada jamais,
05:54a questão dos juros altos,
05:56ela impacta demais isso.
05:58Não é só isso,
05:59mas ela impacta demais.
06:00Mas os juros altos
06:02é consequência de déficits sucessivos.
06:04Não, no Brasil.
06:05No Brasil,
06:06de déficits sucessivos e dívida alta.
06:09Aí é a questão.
06:10O Brasil, não,
06:11o Brasil pensa...
06:12O juros não é a causa,
06:12o juros é a consequência.
06:13Depende,
06:14o Brasil pensa a economia assim.
06:15Não.
06:16O Brasil pensa a economia diferente
06:17do resto do mundo.
06:18A gente nunca adotou um modelo diferente.
06:21O Brasil, exatamente,
06:22nós nunca adotamos um modelo diferente.
06:24Ou seja,
06:25nós sempre fomos diferentes
06:26do resto do mundo.
06:27Não, não.
06:28Infelizmente, é isso.
06:29É uma cultura.
06:29Nunca tem austeridade fiscal aqui,
06:31isso que é o ponto.
06:32O Brasil sempre teve juros altíssimos
06:36com ou sem superávit.
06:38A taxa de juros
06:39não é uma variável independente,
06:41ela é uma variável dependente
06:43de outras variáveis.
06:44Aqui no Brasil é,
06:45mas nós somos compelidos
06:47a adotar esse discurso,
06:49mas no Brasil é.
06:51O Brasil já deu superávit fiscal
06:53de 3%
06:54e a taxa de juros...
06:56Você está culpando a febre
06:59botando a culpa no termômetro.
07:00Isso num país normal, sim.
07:02Mas num país mesquinho
07:03como é o Brasil, é assim.
07:04Não, não.
07:05A culpa não é da taxa de juros.
07:06O problema é que
07:07o juros é muito elevado no Brasil
07:09em decorrência de um excesso de gasto.
07:11Aí você tem um duplo efeito.
07:12Sobe a taxa de juros
07:13que piora a dívida.
07:14O Brasil já teve.
07:14E as contas não fecham de juros.
07:15O Brasil já teve.
07:17Dívida baixa,
07:18superávit fiscal
07:19perto de 3%
07:21e taxa Selic
07:22e a Selic começou a cair
07:24quando começou a ter superávit
07:26e a Selic começou a cair.
07:28Essa é uma Selic de 26%.
07:30E começaram a recuar.
07:32O Alô, só faltava não cair.
07:34Então, mas começaram a recuar.
07:36Aí a gente piora.
07:38Quando que a gente começa a piorar?
07:40Começou a recuar
07:41e mesmo assim continuava.
07:43Veja, o começou a recuar
07:45significa que
07:46nós continuamos com a maior taxa
07:48de juros do mundo
07:49só que caiu um pouco.
07:51É isso que vocês estão querendo dizer.
07:52A gente estava lá fazendo, né?
07:54Tinha superávit primário e tal.
07:56Aí, dívida PIB
07:5760% do PIB, mais ou menos.
08:00Aí vem o governo Dilma.
08:01O que acontece?
08:02Inverte.
08:03A gente não passa a ter mais
08:04superávit primário.
08:06Déficit primário sucessivamente.
08:07O que acontece com a dívida?
08:08É matemático.
08:10Piora o déficit primário
08:12e as contas não fecham.
08:13São coisas diferentes.
08:13Não, mas olha só.
08:14Mesmo excluindo as despesas
08:15com juros no déficit primário,
08:17a dívida...
08:18Alô, o que você está falando
08:19é algo diferente.
08:20O que você está dizendo
08:22é correto.
08:23Se dá déficit,
08:25a dívida aumenta.
08:25Claro.
08:26Perfeito.
08:26Porém, dando déficit
08:28ou superávit
08:29com dívida alta
08:30ou com dívida baixa,
08:31nós temos
08:32os maiores estados juros do mundo.
08:33Isso é histórico no Brasil
08:35e nós normalizamos isso.
08:37Até para a gente entender
08:38melhores aí, Alangani,
08:40quer dizer então
08:41que a taxa de juros
08:42não é âncora.
08:43Ela é ancorada
08:43por outros fatores.
08:45Aí entra uma sucessão
08:46de fatores
08:47que acabam interferindo.
08:48Quando a gente fala assim,
08:49vamos lá,
08:50a taxa de um título público,
08:52pegar um título prefixado
08:53para explicar para a audiência.
08:56Não é o Banco Central
08:57que determina a taxa
08:58de um título público.
09:00Banco Central é uma coisa.
09:01O Banco Central
09:02determina a taxa Selic.
09:04Então,
09:05para ele reduzir
09:07a taxa Selic,
09:07o que ele faz?
09:08Ele vai lá
09:09e compra títulos públicos
09:10do mercado.
09:10Vai lá,
09:11chama Open Marketing
09:12e bota dinheiro em circulação.
09:13Comprou, pagou o mercado.
09:15Certo?
09:15Pagou os bancos.
09:15Os bancos com mais dinheiro
09:16emprestam mais
09:17a taxas menores.
09:19Muito bem.
09:19Então,
09:19esse é o Banco Central.
09:20O mundo do Tesouro
09:21é outro.
09:22O mundo do Tesouro
09:24emite títulos
09:27semanalmente
09:27e nesta emissão
09:29são leilões
09:30que ele oferece taxa.
09:31Muito bem.
09:32Um dos títulos,
09:34apenas um dos títulos
09:35é no Tesouro Selic.
09:36Na taxa Selic
09:37é influenciada
09:38pelo Banco Central,
09:38que representa aí
09:40talvez um terço
09:41das emissões dos títulos.
09:44Os demais títulos
09:46prefixados
09:47ou indexados
09:47à inflação
09:48são outras taxas.
09:49Muito bem.
09:49O prefixado
09:50é uma expectativa
09:52futura
09:53da taxa Selic,
09:54da Selic
09:55que vai ocorrer
09:55de hoje
09:56até o vencimento,
09:57mais um adicional
09:58de prêmio de risco.
09:59Então,
09:59o Banco Central
10:00não está determinando
10:01a taxa.
10:02Se o Tesouro
10:03chegar amanhã
10:03e falar o seguinte,
10:04eu estou lançando
10:05um título prefixado
10:06a 5%.
10:085 ao ano.
10:09O ação é do governo,
10:10ou menos.
10:103% ao ano,
10:112% ao ano.
10:12Por que ele não faz?
10:13Porque o leilão
10:14vai furar.
10:15Porque não vai ter
10:15um comprador.
10:16Uma taxa de 5%
10:19com a inflação
10:20de 4,
10:21é óbvio que ele não faz.
10:22Mas no final das contas,
10:23o Tesouro pode lançar
10:25na taxa que ele quiser.
10:26Mas a questão
10:27é que não vai ter demanda
10:28por esse papel.
10:29Pessoal,
10:29só deixa eu dar
10:30nossas boas-vindas
10:31ao pessoal da rádio
10:32que está chegando agora
10:33acompanhando o nosso
10:333 em 1.
10:345 horas em ponto.
10:35Eu sou o Cássio Zeiman,
10:36te faço companhia
10:37junto com o nosso time
10:38de comentaristas
10:39até às 6 horas
10:40com muita informação.
10:41Bom, meus amigos,
10:42a gente está debatendo aqui
10:43porque o Brasil
10:44foi citado pela The Economist,
10:46uma das principais revistas
10:47do mundo
10:48em relação à economia,
10:49como um exemplo negativo
10:51a países ricos
10:53e também criticando
10:54o modelo fiscal
10:55e previdenciário
10:56aqui do país.
10:57Vamos até Brasília
10:58conversar com o Zé Maria Trindade?
11:00Zé, porque a gente
11:01está discutindo aqui
11:02o Alangani e o FAP Perno
11:03e também eu quero trazer isso
11:04para o contexto político
11:06e também eleitoral.
11:07Porque a questão
11:09da economia
11:09é, querendo ou não,
11:11todos os anos,
11:12ainda mais no ano eleitoral,
11:13uma das principais pautas
11:14a ser discutida.
11:16O próprio governo Lula
11:17tinha essa missão
11:18de virar agora
11:19o ano de 2026
11:20com um déficit fiscal,
11:22quer dizer,
11:22perdão,
11:22com um superávit fiscal
11:24e isso, é claro,
11:25pode interferir
11:26em outros indicadores econômicos.
11:28Zé, como é que você vê
11:28essa questão
11:29da discussão da economia
11:30e o peso que tem
11:31para a política?
11:34Pois é,
11:34e dá até para
11:36aprofundar um pouco mais
11:37sobre essa situação
11:39do Brasil.
11:41É evidente
11:42que se trata
11:44de um assunto estrutural.
11:46A matéria é boa,
11:47é uma avaliação
11:49muito correta
11:49e profunda
11:51analisando a situação
11:52do Brasil,
11:53não como agora,
11:54não os números,
11:55as taxas,
11:56que são boas,
11:57pleno emprego,
11:58isso é pleno emprego,
12:00mas só no papel,
12:01só a taxa.
12:02A qualidade de emprego
12:04é muito baixa.
12:05Os empresários
12:07não estão conseguindo
12:08contratar
12:09os funcionários
12:10mais simples
12:10porque os salários
12:12não estão compensando
12:13e os empregos
12:16mais complexos
12:17não têm funcionários
12:19treinados
12:19e preparados
12:20para isso.
12:21Veja que situação.
12:22e aí a avaliação
12:24do Brasil
12:24que serve
12:25como alerta
12:26para que nenhum
12:27outro país
12:28entre nesse caminho
12:30de se engessar.
12:32O Brasil está
12:32engessado.
12:34Olha,
12:34Cássio,
12:35uma pergunta insistente
12:36que eu sempre
12:37faço
12:38analistas internacionais,
12:40a economista,
12:41qual é o motivo?
12:42O que é que acontece
12:43não com o Brasil só,
12:45mas com a América do Sul
12:46que não pega
12:47o bonde do desenvolvimento?
12:49as outras regiões
12:51se desenvolveram,
12:52a Europa
12:52foi lá para cima,
12:54os Estados Unidos
12:55da América do Norte,
12:56aquele país
12:57que cresceu muito
12:59toda a América do Norte,
13:00e aqui na América do Sul
13:02não,
13:02a gente patina
13:03e os economistas
13:05nunca têm
13:06uma resposta
13:06correta.
13:07Eu realmente
13:08não sei a resposta
13:09dessa pergunta.
13:11A maioria diz
13:12é política,
13:13trindade,
13:14é política,
13:15ou seja,
13:15são as opções políticas
13:17que fazemos
13:18aqui no nosso dia a dia,
13:19um processo assim,
13:21um desastre assim,
13:22ele não é montado
13:23de repente.
13:24É preciso
13:24muita competência
13:25a longo prazo
13:27para derrubar
13:27um país.
13:29Senhores,
13:30senhoras,
13:31nós estamos
13:31com um problemão,
13:33a revista
13:33tem razão.
13:35A Simone Tebbit,
13:36ministra do Planejamento,
13:38falou,
13:38não foi ninguém
13:39de fora do governo,
13:422027
13:42será terrível,
13:43ou seja,
13:44o orçamento
13:45será ultrapassado
13:47pelos gastos.
13:48A arrecadação
13:49não dá para pagar
13:50os gastos fixos,
13:52não sobra
13:52para investimentos,
13:54construir estradas,
13:56grandes rodovias,
13:58uma base
13:59de produção
14:00de energia elétrica
14:01confiável
14:02para o país
14:03se desenvolver,
14:05treinamento,
14:06não tem investimento.
14:07Então,
14:07é por isso.
14:08Então,
14:08o Brasil
14:09está numa situação
14:10complexa.
14:11É a dívida,
14:12a dívida interna
14:13é muito pesada,
14:15vai chegar
14:16a 100%
14:17do PIB,
14:18do PIB,
14:19porque 100%
14:20do orçamento
14:20já ultrapassou
14:21há muito tempo.
14:22Se pegar todo
14:24orçamento anual,
14:25não dá
14:25para pagar
14:26a dívida
14:27interna.
14:28E é quase
14:29metade,
14:30a diferença
14:31de orçamento
14:32e PIB.
14:33Então,
14:33assim,
14:33é complexo
14:34e é estrutural.
14:36Eu estou falando
14:37isso para dizer
14:37o seguinte,
14:38não é só
14:39desse governo,
14:40mas o problema
14:41foi do governo
14:42anterior,
14:43desse governo,
14:44e o próximo
14:44governo.
14:46É aí que está
14:47a parte triste
14:47da história
14:48e pensar,
14:49gente,
14:50quando nós
14:51vamos escolher
14:51políticos,
14:52eu falo no coletivo
14:53da América do Sul,
14:54políticos que possam
14:56transformar
14:57esse Cone Sul
14:58aqui num grande,
14:59tem tudo
14:59para ser uma região
15:00desenvolvida
15:01e não é.
15:03Ô,
15:03Vitor Nuttum,
15:03eu quero te ouvir
15:04também em relação
15:05a essa publicação,
15:06o Brasil sendo citado
15:07como exemplo negativo
15:08a países ricos
15:09por causa
15:10da economia
15:11que adota aqui
15:12em solo brasileiro.
15:13Como é que você
15:13vê também
15:13essa situação
15:15e o que isso
15:15pode trazer,
15:16inclusive,
15:17ou alguns sinais
15:19de preocupação
15:19para o governo federal?
15:22É interessante
15:23o termo
15:23brasilificação,
15:24ele já roda
15:25há algum tempo
15:26na internet
15:28anglófona.
15:28E agora ele foi
15:29apropriado
15:30pela The Economist
15:30para trazer
15:31um novo significado.
15:32Ele significava,
15:34primeiramente,
15:35um modo
15:36de sociedade
15:37brasileira
15:38muito informal,
15:39moradia irregular,
15:41os serviços públicos
15:42básicos,
15:43as garantias
15:44fundamentais
15:45flexibilizadas
15:46conforme
15:48o nível,
15:50a camada
15:51social
15:51onde o cidadão
15:52está envolvido,
15:54mas agora ele passa
15:55a ter um significado
15:55muito mais concreto
15:56e, na minha opinião,
15:57de certa forma,
15:58até mais grave.
15:59O Brasil hoje
15:59é um país
16:00que não tem
16:00orçamento
16:01para ser executado
16:02pelo presidente
16:02da República.
16:03Isso é uma crítica
16:04muito válida do PT,
16:05mas hoje em dia
16:06o grau de poder,
16:07o nível de poder
16:08do Lula
16:08é relativamente baixo.
16:09se não me engano
16:10é 7%
16:11de orçamento
16:11discricionário hoje.
16:13Todo o poder
16:13de gás
16:14do governo
16:14já é muito
16:15pressionado
16:16pela Previdência
16:17e, mais ainda,
16:19a gente está
16:19acompanhando
16:20a dificuldade
16:21do Haddad
16:21de arrumar
16:22arrecadação.
16:23Não há,
16:24não há.
16:24A carga tributária
16:25hoje brasileira
16:26já é brutal,
16:27é não competitiva
16:28diante dos seus pares
16:30no cenário
16:31internacional.
16:31Então,
16:32você, ao mesmo tempo
16:33que tem um país
16:34que não tem capacidade
16:35de investir,
16:36não tem capacidade
16:37de arrecadar
16:38e você vê
16:39essa conta
16:39cada vez
16:40fechando.
16:41Trindade falou,
16:42e é verdade,
16:43em 2027
16:44está tudo apontado
16:46para o Brasil
16:46ter uma grande
16:47crise de insolvência,
16:48incapacidade.
16:49Em termos estritos,
16:50seria uma falência
16:52do Brasil
16:52no ano de 2027.
16:54Então,
16:54a gente vai passar
16:55pelas mesmas
16:55reformas dolorosas
16:56que a gente passou
16:57no governo
16:58do Michel Temer
16:59e você vê
16:59um descaso
17:00completo
17:00da classe política
17:02diante da temática.
17:03para não
17:05condenar
17:05todos os parlamentares,
17:07vou excetuar a figura
17:08do Kim Kataguili
17:08que já vem falando
17:09disso há alguns meses.
17:11Mas a verdade
17:11é que a gente
17:12está para passar
17:13por um momento
17:13muito difícil
17:14no Brasil
17:14em termos
17:15matemáticos mesmo.
17:17Não há muito
17:17o que ser feito.
17:18Eu não posso tirar daqui
17:19e botar ali
17:19orçamento muito
17:21pressionado,
17:22não há alternativa,
17:23você não tem dinheiro
17:24para investir,
17:25para multiplicar
17:26valores.
17:27Eu não tenho dinheiro
17:28para construir uma estrada
17:29que vai aumentar
17:30o meu PIB em tanto.
17:31a gente está passando
17:32por essa armadilha,
17:34como se fosse
17:34um nó górdio.
17:35O Alexandre o Grande
17:36se deparou na asa menor
17:38com um nó
17:38que ninguém conseguia
17:40desatar.
17:41E o Brasil
17:41não tem um Alexandre o Grande
17:43hoje para poder
17:44partir o nó ao meio
17:45e resolver os problemas.
17:47Isso é particularmente
17:48grave no Brasil
17:49porque é um alerta
17:50aos países europeus.
17:52O país europeu
17:53sem querer parecer
17:54presunçoso,
17:55mas é um país pronto.
17:56Tem parque industrial,
17:58tem serviço público
17:59gratuito para todo mundo,
18:00tem boa qualidade de emprego,
18:02boa renda,
18:03jornada de trabalho
18:03equilibrada,
18:04o país está pronto.
18:05E está pronto
18:05há uns 50 anos já.
18:07Qualidade de vida
18:07na Europa
18:08nos anos 70,
18:09nos anos 80
18:09já era excepcional,
18:11superior a muitos brasileiros
18:12hoje em dia.
18:13E o Brasil
18:14ainda não passou por isso
18:15e corre sério risco
18:16de jamais passar também.
18:18É.
18:18É.
Comentários

Recomendado