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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (10) que o Congresso Nacional está cumprindo rigorosamente os termos do acordo firmado com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução das emendas parlamentares.

A declaração ocorre após o fechamento do cronograma de liberação de recursos para o primeiro trimestre de 2026. Segundo Motta, a nova regulamentação, que exige maior transparência, rastreabilidade e vinculação a projetos estruturantes, está sendo seguida pelas bancadas, o que deve evitar novos bloqueios judiciais por parte da Suprema Corte.

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Transcrição
00:00Raros momentos de consenso com o ministro Flávio Dino, presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota,
00:05defendeu a determinação do ministro do STF de suspender o pagamento dos chamados penduricalhos.
00:13Vamos mais uma vez conversar ao vivo com o André Anelli, que vai trazer mais detalhes pra gente.
00:17Anelli, essa declaração de Hugo Mota chamou muita atenção, porque além de concordar com a decisão de Dino,
00:22ele também defendeu o reajuste dos servidores do Legislativo, né?
00:25Pois é, Cássio, a gente destacou isso na semana passada aqui no Jornal Jovem Pan,
00:34em toda a nossa programação, uma decisão aqui da Câmara dos Deputados,
00:38que permitiu que alguns servidores do Congresso Nacional tivessem, através de benefícios,
00:44também verbas indenizatórias, um salário muito maior do que aquele teto constitucional,
00:50que é limitado pelos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente em 46.300 reais.
00:58Só que uma semana, então, cerca de uma semana depois dessa decisão,
01:02o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, elogiou uma medida de Flávio Dino,
01:08no Supremo Tribunal Federal, que limitou a aplicação desses penduricalhos,
01:12que permitem, então, que alguns vencimentos ultrapassem o teto constitucional.
01:16Mas, de forma a não parecer contraditória, então, da parte dele,
01:21Hugo Mota destacou que a decisão tomada pela Câmara na semana passada
01:27não se aplica a essa decisão de Flávio Dino, porque, nas palavras de Hugo Mota,
01:32o reajuste aos servidores aqui do Congresso Nacional seria absorvido pelo próprio orçamento do Legislativo
01:40e que, portanto, então, não haveria custo extra para os cofres públicos.
01:44Chegou à Câmara dos Deputados o projeto que tratava do reajuste dos servidores do Senado Federal
01:52e nós aprovamos também, no ano passado, o reajuste dos servidores do Tribunal de Contas da União.
01:59Essas pautas, elas são tratadas com os presidentes de cada poder
02:02porque elas estão dentro do orçamento, tanto do Senado como do Tribunal de Contas da União.
02:07Para não haver uma disparidade nas carreiras, nós seguramos a aprovação desse projeto no final de 2025,
02:14trouxemos agora para 2026, e também, por justiça, assim como aprovamos o projeto
02:19que deu reajuste aos servidores do Judiciário, nós também teríamos aí que tratar do reajuste dos servidores da Câmara.
02:27Usamos o mesmo parâmetro que o presidente sancionou o projeto de aumento ao Judiciário,
02:33algo em torno de 8%, foi esse o reajuste dado.
02:39Essas declarações foram dadas durante um evento do Banco BTG Pactual
02:44e o Gumota acabou, então, de certa forma, concordando com Flávio Dino,
02:49mas, ao mesmo tempo, defendendo aqui toda aquela aprovação por parte da Câmara dos Deputados
02:55e que segue agora para o presidente Lula sancionar ou vetar,
02:59com a grande possibilidade de o chefe do Executivo vetar essa medida, esses aumentos, reajustes,
03:05então, a alguns servidores aqui do Congresso Nacional,
03:08sob a justificativa de aumento de gastos do poder público,
03:13sem que haja um interesse público generalizado nessa questão,
03:17contrariando aí o chefe do Executivo, o chefe aqui da Câmara dos Deputados.
03:22Cássios.
03:23Ele segue conosco aqui no Jornal Jovem Pan,
03:25porque, em relação às emendas parlamentares,
03:28o Gumota e o Flávio Dino estão, pelo menos, em lados opostos.
03:35Pois é, enquanto houve elogio, de um lado, por parte, então, dos chamados pendurecalhos, né, Cássios?
03:41Por outro lado, nessa mesma ocasião, o Gumota fez críticas a Flávio Dino
03:47no sentido de, no ano passado, ter limitado e até mesmo suspendido
03:52temporariamente as emendas parlamentares por falta de transparência e rastreabilidade.
03:58E aí, o Gumota, então, defendeu a prerrogativa dos congressistas
04:02de empenhar, de aplicar essas emendas parlamentares.
04:05Mota destacando que não defende nenhum tipo de irregularidade
04:09que possa vir a acontecer, mas ele defendeu, então, esse direito
04:13dos congressistas de destinarem uma parte da verba do orçamento público
04:18para, então, questões relacionadas à saúde, educação,
04:22que são de estrita escolha dos próprios parlamentares
04:26e, geralmente, destinadas, então, aos colégios eleitorais,
04:30às regiões eleitorais que são representadas por esses parlamentares.
04:34Não defendo aqui o parlamentar que comete mal feito com emenda,
04:40desvio com emenda, eu acho que quem faz isso tem que ser punido,
04:42tem que pagar, mas criminalizar o acesso do parlamento ao orçamento
04:47por uma questão ou outra pontual de problema na execução não é justo,
04:51até porque esses problemas também existem na execução por parte do poder executivo.
04:56Por que é que só tem coisa errada no orçamento do legislativo?
04:59Não, isso é criminalizar a política. Enquanto presidente da Câmara,
05:02nós não aceitamos isso e nós vamos cada vez mais lutar por transparência,
05:06mas que essa prerrogativa parlamentar, ela seja respeitada.
05:10Nós temos esse direito garantido pela Constituição
05:13e vamos seguir defendendo que o parlamento continue acessando as emendas,
05:18porque nós sabemos o grande papel social e estruturante
05:21que esse orçamento tem para a sociedade brasileira como um todo.
05:25E nessa mesma ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Mota,
05:32também se manifestou sobre eventuais tentativas de aumento de impostos.
05:36Ele defendeu que não existe mais espaço para aumento da carga tributária
05:40e que apesar então de legislativo e executivo estarem em conformidade
05:45um com o outro em alguns aspectos, em algumas pautas,
05:49concordarem em alguns temas, nesse tema específico do aumento da carga tributária.
05:55Não existe qualquer tipo de possibilidade de esse assunto prosperar
06:00aqui no Congresso Nacional.
06:02Cássios.
06:04Valeu, Nelly. Obrigado pelas informações aqui conosco,
06:06nosso time de comentarista, para destrinchar um pouquinho mais
06:10essas declarações de Hugo Mota.
06:12Dora Cramer, eu quero começar com você,
06:14porque o Hugo Mota, ele deu um recado primeiro concordando
06:18com a decisão de Flávio Dino de suspender os chamados penduricalhos,
06:22mas depois defender o reajuste dos servidores do Poder Legislativo.
06:26Você vê essa fala, pelo menos uma falta de consenso,
06:29ou pelo menos uma incoerência,
06:30como é que você faz essa leitura dessa declaração pelo presidente da Câmara?
06:36É o velho andar na corda bamba, não tem nenhuma novidade.
06:39É claro que, enquanto os penduricalhos estiverem só na retórica,
06:44o Hugo Mota vai fazer, vai ficar saudando,
06:48porque é isso que deve ser feito, né?
06:51Assim, a cordialidade e tal, a aparência obriga a isso.
06:56Vamos ver na hora do vamos ver.
06:58Aliás, já vimos, vimos na semana passada,
07:01a votação simbólica que equivale a uma votação secreta,
07:06porque ela não permite a abertura dos nomes,
07:09comandada por ele.
07:11Uma votação relâmpago.
07:13É isso que, na prática, ele pensa.
07:15Quanto às emendas, por favor, né?
07:19Ninguém está falando em criminalizar o acesso às emendas,
07:23se fala de acesso exagerado ao orçamento,
07:27por meio das emendas,
07:29e também não é uma questão pontual.
07:32Ele fala que não é um privilégio,
07:33por causa de um casinho aqui ou ali,
07:35que casinho aqui ou ali, entendeu?
07:37É generalizado o uso indevido,
07:39a falta de transparência,
07:41não é verdade que o Congresso preze pela transparência.
07:47Se fosse verdade,
07:49o ministro Flávio Dino não estaria,
07:51até hoje,
07:52por três anos, quase três anos,
07:54dois anos completos,
07:56depois de um acordo,
07:57de um compromisso não cumprido do Congresso,
08:01de corrigir esses abusos,
08:03o ministro Flávio Dino não estaria tendo de cobrar
08:06essa correção que não foi feita.
08:10Ô, Denise, já que a Dora tocou no assunto,
08:12no aspecto econômico,
08:13eu quero te ouvir também,
08:14porque essa questão da liberação das emendas
08:16são emendas impositivas,
08:19ou seja, que o governo tem obrigação
08:21de pagar e de liberar para os parlamentares,
08:23e tudo isso foi definido no ano passado
08:25para ter aprovação da lei orçamentária anual,
08:28ou seja, teve anuência também
08:29por parte do governo federal.
08:30Fez parte de todo aquele acordo
08:32para acelerar exatamente a aprovação
08:35do orçamento deste ano,
08:36para que nem o Executivo,
08:38nem o Legislativo perdessem tempo,
08:40como aconteceu no ano passado.
08:42Então, não dá para comparar, por exemplo,
08:44com o que aconteceu em 2025.
08:45Em 2025, houve aquele atraso imenso
08:48na aprovação do orçamento.
08:50Então, durante vários meses,
08:51o governo teve que contingenciar
08:53todos os gastos,
08:55incluindo as emendas parlamentares.
08:57Neste ano, teve esse acordo,
08:58o governo até vetou uma parte das emendas
09:00que ultrapassaria o limite de gastos.
09:03Então, esse cronograma tende a ser apertado
09:05e neste início de ano,
09:06a gente vê que o governo está querendo
09:07redirecionar as pautas prioritárias.
09:11Colocou a jornada 6x1,
09:13aquela questão toda da segurança
09:15está ficando um segundo momento,
09:17não se discutiu o veto da dosimetria.
09:19Então, tem isso em relação às emendas.
09:21Agora, quanto aos reajustes
09:22dos servidores do Legislativo,
09:24mesmo que haja verba,
09:26a grande discussão é
09:27a constitucionalidade dos penduricalhos
09:30que elevam os salários,
09:32as remunerações,
09:33acima do teto constitucional.
09:35E foi essa revisão
09:36que o ministro Flávio Dino,
09:37que também está de olho nas emendas,
09:39exigiu de todos os poderes.
09:41Isso passa pelo Judiciário,
09:42passa pelo Executivo
09:44e passa pelo Legislativo.
09:46Então, não basta ter verba.
09:47Precisa haver a condição
09:49de aplicação dessa verba.
09:50Então, nós vamos ver
09:51se isso é legal ou não,
09:52se passa ou não
09:53e se haverá essa revisão,
09:54independentemente de já ter verba destinada.
09:57Inclusive, esse acordo
09:58foi feito no ano passado
09:59para o governo destinar,
10:00pelo menos ali,
10:0165% das emendas até julho,
10:04porque é um mês eleitoral.
10:05O governo aceitou.
10:07Então, a gente vai ver
10:07a cada mês essa liberação
10:09de bilhões e bilhões
10:10de emendas parlamentares.
10:12Vilela, Hugo Mota falou,
10:14inclusive, uma frase
10:14que pelo menos chamou muita atenção.
10:16Ele disse que o Brasil
10:17precisa colocar o dedo
10:18nesta ferida.
10:20Só que também precisa
10:21também colocar apenas a mão
10:22na consciência
10:23em relação aos gastos
10:24com os penduricalhos.
10:26Pois é,
10:26o que não falta
10:27são feridas, né, Cássio?
10:29Infelizmente,
10:29o Brasil tem muitas chagas
10:31e que precisa
10:31colocar o dedo,
10:33precisa buscar uma solução.
10:35Quando a gente trata
10:36dessa questão
10:36dos penduricalhos,
10:37de fato,
10:38é algo absolutamente repugnante.
10:40Quando uma única casta,
10:42segmentos muito pequenos,
10:44muito ínfimos
10:45do funcionalismo público,
10:47não obedecem
10:48aquilo que é
10:48um mandamento constitucional,
10:50um mandamento claro
10:51e evidente,
10:52estabelecendo um teto
10:53de remuneração
10:54para todos os servidores públicos
10:56fundamentado na remuneração
10:58de ministro do Supremo,
11:00de presidente da República.
11:01Nesse sentido,
11:02eu vejo que
11:03o posicionamento
11:04do ministro Flávio Dino,
11:06ele vem em boa hora.
11:07Na mesma medida
11:08que o posicionamento duro
11:10que tem sido feito
11:11com relação
11:11à regularidade
11:13do pagamento
11:13das emendas,
11:14também é importante.
11:16Resta saber
11:16se, de fato,
11:17haverá força,
11:18força política
11:19para se seguir
11:20até o final
11:21e se estabelecer
11:22uma moralidade maior,
11:24seja na questão
11:25envolvendo as emendas,
11:26seja na questão
11:27envolvendo esses penduricalhos.
11:30Dora,
11:30eu quero conversar contigo
11:31também sobre um outro aspecto.
11:33O próprio Hugo Mota
11:34citou a reforma administrativa,
11:37que esse aumento
11:38dos servidores
11:38estava dentro
11:39do parâmetro
11:40da reforma administrativa.
11:42A gente sabe
11:42que é um assunto
11:42também sensível
11:44que tramita ali
11:45ou fica em banho-maria
11:47dentro do Congresso,
11:48porque é uma pressão
11:49muito grande
11:49por parte
11:50do funcionalismo público.
11:52O Hugo Mota,
11:52de certa forma,
11:53ele tenta levantar
11:54esse assunto
11:55da reforma administrativa,
11:57pelo menos
11:57para ter uma reforma
11:58para chamar de sua,
11:59ou é um assunto
12:00que está enterrado
12:01e é difícil
12:02de tirar,
12:03pelo menos,
12:03do papel?
12:05Olha,
12:05para esse ano
12:06está enterrado,
12:07né?
12:08E quando
12:08o Hugo Mota
12:11fala de parâmetro,
12:13olha,
12:13se tivesse qualquer
12:14parâmetro
12:14da decência
12:15e do bom senso,
12:17aquela votação
12:17da semana passada
12:18não teria sido feita
12:20daquela maneira.
12:21Isso é obra
12:22do,
12:22claro que os líderes,
12:24os partidos,
12:24mas isso é obra,
12:25isso é feito
12:25com autorização
12:26dos presidentes
12:27da Câmara
12:28e do Senado.
12:29Então,
12:29qualquer discurso
12:31da decência,
12:32dos bons costumes,
12:34diante daquilo,
12:36são palavras ao vento,
12:37entendeu?
12:38Não tem absolutamente
12:39credibilidade
12:40alguma.
12:42O relator
12:42da reforma tributária,
12:44o deputado
12:45Pedro Paulo,
12:46mesmo diante
12:46daquilo,
12:48mesmo foi o primeiro
12:49a reconhecer
12:50que a reforma
12:52administrativa,
12:53pelo menos
12:54nesse ano,
12:55ela está
12:56completamente
12:57inviabilizada.
12:58E por resistência
13:01de todo lado,
13:02direita,
13:03esquerda,
13:03governo e oposição,
13:05todo mundo aí no bolo
13:06porque ninguém
13:07quer corrigir
13:07coisa nenhuma
13:09nessas distorções
13:10do serviço público.
13:12na minha
13:14perdão.
13:15Claro,
13:16eu não vou
13:32abrir tudo,
13:32With...
13:33...
13:33...
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