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A liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão de verbas indenizatórias sem base legal no serviço público, passou a ser analisada pelo Palácio do Planalto como um possível suporte jurídico para decisões do Executivo.
A medida, publicada nesta quinta-feira (5), estabelece um prazo de 60 dias para que órgãos dos Três Poderes em todas as esferas revisem pagamentos que excedam o teto constitucional de R$ 46 mil. Integrantes do governo federal avaliam que a decisão pode embasar tecnicamente eventuais vetos presidenciais a projetos de reajustes específicos aprovados pelo Congresso que criem novas gratificações.
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A medida, publicada nesta quinta-feira (5), estabelece um prazo de 60 dias para que órgãos dos Três Poderes em todas as esferas revisem pagamentos que excedam o teto constitucional de R$ 46 mil. Integrantes do governo federal avaliam que a decisão pode embasar tecnicamente eventuais vetos presidenciais a projetos de reajustes específicos aprovados pelo Congresso que criem novas gratificações.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, muito boa noite e sejam todos bem-vindos ao Jornal Jovem Pan.
00:04Estamos ao vivo com as principais informações do Brasil e do mundo.
00:08Eu sou o Cássio Zeiman e te faço companhia a partir de agora.
00:12Bom, gente, vamos começar o jornal, inclusive, trazendo todas as repercussões e mais detalhes
00:17da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino,
00:21em relação também à decisão dele de suspender os penduricalhos dos três poderes.
00:26Lideranças governistas na Câmara confirmaram que a tendência é de veto por parte do presidente Lula
00:31ao projeto que reajusta salários de servidores do Legislativo.
00:36A repórter Genaína Camelo chega ao vivo aqui no Jornal da Jovem Pan,
00:40trazendo mais detalhes e, é claro, o termômetro aí na capital federal.
00:43Genaína, seja muito bem-vinda, uma boa noite pra você.
00:49Muito boa noite, Cássio, pra todo mundo que assiste a gente agora aqui no Jornal Jovem Pan.
00:54Olha só, Cássio, a tendência aqui no Palácio do Conalto já se fala, certamente,
00:59de um veto parcial a esse reajuste de salário do Legislativo, da Câmara e do Senado,
01:04que acabou repercutindo muito nessa semana.
01:07E eu conversei com algumas lideranças governistas que disseram o seguinte,
01:11que esse veto, que a decisão do ministro Flávio Dino com relação ao penduricalho,
01:17suspendendo e também pedindo a revisão ali, pedindo que todos os órgãos dos três poderes,
01:23tanto a nível federal, estadual, municipal, revisem esses pagamentos,
01:27dizer que essa decisão do ministro Flávio Dino não só fortalece ali um possível veto do presidente Lula,
01:34como também blinda o Palácio do Planalto de eventuais críticas de que estaria interferindo no Congresso Nacional,
01:42caso vete esse reajuste.
01:44Porque aí o presidente Lula pode alegar justamente o que o ministro Flávio Dino justifica nessa decisão,
01:51que é o Congresso Nacional quem tem que legislar, criar uma lei que regulamente,
01:55quais são as verbas indenizatórias que podem, de fato, extrapolar o teto salarial do funcionalismo.
02:02Então é isso que lideranças dizem.
02:04Eu conversei agora há pouco com o líder do PT na Câmara dos Deputados, o deputado Pedro Uxay,
02:08e ele disse que o presidente Lula não tem alternativa senão vetar esse reajuste.
02:13E que vai colocar sim essa argumentação, que cabe ao Congresso Nacional legislar sobre o assunto,
02:20encontrar uma solução.
02:22Além disso, ele disse que tem também um projeto de lei de autoria do governo,
02:26do governo Lula, do PT no caso, na Câmara dos Deputados, tramitando ali,
02:32justamente tratando sobre penduricalho, sobre teto do funcionalismo,
02:37sobre verbas indenizatórias que são pagas extrapolando o teto.
02:41Segundo ele, o que pode ser definido, então, depois desse veto parcial do presidente Lula?
02:45Então, chegando a esse assunto ali no Congresso Nacional,
02:48é o Congresso Nacional, então, só decidir se há um aumento,
02:51pode haver um aumento do teto do funcionalismo, que hoje é um pouco mais de 46 mil reais,
02:56ou quais são essas verbas indenizatórias que podem extrapolar esse teto.
03:01Ele disse que, conforme esse ano é um ano eleitoral,
03:05e esse assunto pegou a opinião pública,
03:08é muito evidente que o Congresso Nacional deve vetar um reajuste,
03:14manter o teto de 46 mil,
03:16e definir, de fato, o que o ministro Flavio Dino está pedindo,
03:19definir quais são as indenizações que podem ser pagas realmente como auxílio,
03:23e não como penduricados.
03:25Casos.
03:26Perfeito, Geneína. Muito obrigado pelas informações.
03:29Vamos chamar, então, que os nossos comentaristas,
03:32Cristiano Villela e a Dora Kramer,
03:34estão ao vivo conosco nesta sexta-feira de muita informação,
03:38aqui no Jornal Jovem Pan.
03:40Dora, eu quero começar com você,
03:41porque, querendo ou não, essa decisão do ministro Flavio Dino,
03:44acaba, querendo ou não, confrontando aí, né,
03:47pelo menos magistrados, juízes, parlamentares,
03:50servidores do funcionalismo público também, do Poder Executivo,
03:53mas, querendo ou não, alivia um pouco a pressão do presidente Lula,
03:57que teria, num curto prazo, ter que vetar ou sancionar esse reajuste dos salários.
04:03O senhor acredita, Dora, que realmente o presidente Lula está um pouco mais aliviado
04:07com essa briga que o Flavio Dino comprou?
04:08Boa noite, Cássio, boa noite, Vilela, boa noite a todos.
04:16Sem dúvida alguma, queria, porque dá um respaldo,
04:19o ministro Flavio Dino aí, ele deu um respaldo ao presidente Lula,
04:25que veio a calhar, porque o Lula estava numa sinuca,
04:29muito, num problema, um dilema muito difícil de ser resolvido,
04:33e agora ele tem esse argumento, não é, para poder vetar.
04:38Mas esse gesto também do ministro Flavio Dino,
04:41que eu qualifico como a decisão correta na hora exata,
04:47ele também foi bom para o STF, viu,
04:49porque coloca o Supremo num lugar melhor do que aquele lugar em que ele estava,
04:54não deixou de estar, mas pelo menos do ponto de vista do noticiário,
04:59desloca um pouco o Supremo daquele lugar da discussão do Código de Conduta,
05:04da resistência a essas regras, da questão do Banco Master,
05:09e coloca nesse lugar de defensor de mais um assunto
05:17que precisa realmente de correção.
05:20O ministro Flavio Dino já conduz a questão das emendas
05:25e agora colocou o dedo nessa ferida que é realmente muito grave.
05:32Ô, Vilela, inclusive eu também quero te ouvir,
05:34porque algumas pessoas que eu conversei de Brasília falaram, né,
05:37que o Flavio Dino, com essa decisão de revisão e de suspensão dos penduricalhos,
05:42ele não faz um pente fino, faz um pentidino,
05:45porque agora, nesse sentido também, é uma piadinha que estão falando já em Brasília.
05:49Inclusive, querendo ou não, ele acaba movimentando.
05:51Vai dar certo? Vai dar alguma coisa?
05:53Essa revisão vai ser boa? Vai ser ruim? A gente não sabe.
05:55Mas, querendo ou não, isso acabou, de certa forma, repercutindo
05:58e movimentando bastante os três poderes.
06:01Ah, ele tá mexendo a panela, né, Cássio?
06:03Tá realmente movimentando.
06:04Uma ótima noite a você, a Dora, a Denise,
06:07que vai nos acompanhar logo mais,
06:08e a todos que acompanham o Jornal Jovem Pan.
06:11Olha, é uma medida realmente que mostra coragem,
06:14ela acaba fazendo com que se mexa no tabuleiro.
06:18Agora, o que a gente espera, o que a gente torce,
06:20é que isso seja efetivo,
06:21que não seja apenas ali um jogo de cena
06:23e que, ao final das contas, tudo acabe se encaixando
06:26e mantendo tudo como está.
06:28É um verdadeiro absurdo a situação que nós temos hoje no Brasil,
06:33onde dezenas, centenas, milhares de servidores
06:37acabam ultrapassando, e muito,
06:39o teto de gastos, o teto remuneratório,
06:42estabelecido constitucionalmente com esse tipo de pendura e cálhos.
06:45É importante que o Supremo Tribunal Federal passe esse pente fino ou pente dino,
06:51não apenas naquelas remunerações estabelecidas com base em regulamentos locais
06:57dos órgãos de poder, como a Câmara, como os tribunais, enfim,
07:00mas inclusive naquelas estabelecidas por lei e pelo CNJ.
07:04O Brasil realmente não pode mais continuar com uma situação
07:08onde parte do funcionalismo acaba tendo remunerações
07:13que ultrapassem em absoluto aquilo que está estabelecido no texto constitucional.
07:19Feliz que a gente está aqui conosco no estúdio.
07:22Eu queria te ouvir também, porque a decisão do Dino
07:24teve muita coragem, porque, querendo ou não,
07:26foi uma decisão que confronta, pelo menos,
07:29o que pensam os próprios ministros da Suprema Corte.
07:31Exatamente. Boa noite, Cássio.
07:33Boa noite.
07:33Vilela Dora, você que nos acompanha.
07:36Nós tivemos todo um posicionamento de outros ministros
07:39contra o Código de Ética e a gente sabe que boa parte dessa restrição
07:44vem do fato deles terem remunerações não declaradas,
07:48não divulgadas com transparência.
07:50É questão de palestras, de participação em eventos
07:52e tem muitos penduricalhos do próprio judiciário
07:56que também terão de ser revistos com base nessa decisão de Flávio Dino
08:00e nós sabemos que os valores que eles recebem habitualmente
08:04são multiplicados muitas vezes por conta desses penduricalhos.
08:08E aí eu estou falando de andar de cima,
08:10como o presidente Lula costuma citar, do judiciário.
08:13Eu não estou falando da base de servidores apenas, não.
08:16Embora também existam penduricalhos,
08:18algumas vantagens financeiras,
08:20a questão de férias remuneradas e tudo mais.
08:23Então ele passou um recado para o próprio judiciário
08:26e eu acho que ele reforça a posição da sociedade
08:30contra esse tipo de situação.
08:33Indignação com procedimentos do Congresso,
08:36essa remuneração absurda que se tem já por parte dos deputados,
08:39gabinetes, verbas de gabinete, de moradia, de transporte e tudo mais,
08:44eu acho que ele dá um reforço para essa indignação da sociedade.
08:49E a sociedade se posicionando contra,
08:50os políticos podem pegar o embalo para acabar evitando projetos
08:54como esse que foi aprovado nesta semana.
08:56Obrigado, Denise.
08:57Já já a gente volta a conversar um pouquinho mais,
08:59porque a decisão do ministro Flávio Dino
09:01de suspender esses chamados penduricalhos dos três poderes
09:05dividiu os parlamentares.
09:06Eu conversei hoje um pouco mais cedo com deputados,
09:09tanto da base do governo como também da oposição,
09:12para entender um pouquinho mais como é que foi a repercussão
09:14dentro do colegiado e muitos deputados, gente,
09:18inclusive reagiram, falaram um pouquinho mais
09:20em relação a essa repercussão.
09:23E olha, muitos disseram que criticaram essa decisão
09:26e outros acabaram, de certa forma, também,
09:29elogiando essa medida feita pelo ministro Flávio Dino.
09:33E uns disseram o seguinte, até eu anotei aqui para vocês.
09:36Olha, os penduricalhos existem principalmente no Poder Judiciário.
09:41Entendo que o ministro está de parabéns.
09:44Então, um dos parlamentares acabou citando este trecho.
09:47Bom, gente, além disso, os deputados, eles viram essa decisão
09:50do ministro Flávio Dino como uma tentativa de vilanizá-los,
09:54ou seja, de serem os vilões, a exemplo do que aconteceu
09:58com o caso das emendas.
10:00Então, a gente tem agora um congresso dividido nas reações,
10:04muitos num compasso de espério devido a toda a sensibilidade,
10:07a complexidade desse caso, desse tema,
10:09a repercussão negativa que teve perante também a opinião pública.
10:14Por isso, é importante a gente entender um pouquinho mais
10:16esse termômetro dentro do Congresso Nacional.
10:19Dora Cramer, eu quero te ouvir agora,
10:21porque, inclusive, essa apuração pelos deputados
10:24que eu pude conversar mostrou bastante,
10:26pelo menos, a tentativa deles não só de criticar,
10:29mas de jogar essa responsabilidade dos gastos
10:32mais pesados para o Poder Judiciário.
10:34Inclusive, a aspas que eu trouxe foi justamente isso.
10:37Dora, de que, olha, quem gasta principalmente
10:40é o Poder Judiciário, mas é uma medida boa.
10:42Mas, ao mesmo tempo, até eu quero ouvir a sua avaliação,
10:46todos votaram a favor.
10:48E hoje estão dizendo que a medida é extremamente importante
10:51para conter esses gastos.
10:54Não tem um pouco de hipocrisia, um pouco,
10:55nessa reação por parte do Congresso?
10:58Um pouco é bondade sua, né?
11:01Evidentemente que aí tem a chamada duas caras.
11:04Porque uma coisa é o que acabaram de fazer
11:07naquela tarde que a gente viu, terça-feira,
11:10achos, até esqueci, terça ou quarta-feira.
11:13Enfim, nessa semana, foi terça-feira,
11:15no segundo dia da reabertura dos trabalhos,
11:19fizeram aquela votação simbólica,
11:23que é uma votação para ficar, para esconder quem votou,
11:27criando penduricalhos, justamente.
11:29Então é muito fácil falar.
11:31É verdade que, pelo que a gente sabe,
11:34a maior parte dos penduricalhos realmente estão no Poder Judiciário,
11:39não importa que o Executivo é onde menos tem,
11:42mas não interessa.
11:44Interessa é que tem,
11:45que vai ficar todo mundo na defensiva,
11:47a partir de agora,
11:49vai ficar nesse jogo de empurra,
11:51um dizendo que é menos abusivo do que o outro,
11:57mas todo mundo é abusivo.
11:58Agora, vamos ver,
12:00na hora, transcorrido esses 60 dias do prazo
12:04que o ministro Flávio Dino deu,
12:07vamos ver o que vai acontecer efetivamente.
12:10Quem vai dar as informações corretas?
12:12Quem vai tomar a providência correta?
12:17Aí é que a gente vai ver quem é que está falando a verdade.
12:21Eu estou duvidando,
12:22acho o ato do ministro Flávio Dino indispensável,
12:27já estava mais do que na hora.
12:30Agora, uns anosinhos,
12:33poucos anosinhos de estrada que eu tenho em Brasília,
12:36que eu tive em Brasília,
12:38me levam a desconfiar fortemente
12:42de que isso realmente vai caminhar
12:45na direção em que o ministro Flávio Dino
12:49está dizendo que deve caminhar.
12:52E olha, gente,
12:53a decisão do ministro Flávio Dino
12:54contra os supersalários e os penduricalhos
12:57chama atenção para uma possível reforma
12:59no funcionalismo público.
13:01Mas como essa decisão afeta
13:03o pagamento de subsídios do judiciário,
13:06vamos ouvir o que falou agora
13:07o desembargador Francisco Eduardo Loureiro.
13:11Toda política salarial,
13:12e essa é a palavra correta,
13:14da magistratura,
13:15ela é nacional.
13:17Ela não é local.
13:18Ela não é paulista
13:20e nem de qualquer outro estado.
13:22E nós sempre pagamos somente
13:24e tão somente aquilo
13:26que é autorizado ou por lei federal
13:28ou por decisão
13:30do próprio Supremo Tribunal Federal
13:32ou por resolução do Conselho Nacional de Justiça.
13:35Portanto,
13:36uma decisão
13:36que diz que nós devemos pagar
13:38aquilo que está de acordo com a lei
13:40e com decisões do próprio Supremo
13:42para nós não provoca nem surpresa
13:47nem qualquer tipo de alteração.
13:50Nós vamos continuar como sempre continuamos
13:53a cumprir aquilo que o Supremo determina.
13:56Ô, Vilela,
13:56a gente ouviu agora o presidente do TJ
13:58aqui de São Paulo
13:59e uma coisa chamou a atenção.
14:01Ele já agora admite o fato de rever
14:03as gratificações,
14:05as ervas extras
14:06em relação ao judiciário
14:08dentro aqui do estado de São Paulo,
14:09mas no comecinho da semana
14:10ele estava defendendo os penduricalhos.
14:13Mudança rápida, né?
14:13Como a opinião pública tem o seu poder?
14:16Ah, sem sombra de dúvida.
14:18O poder da opinião pública
14:20é muito forte
14:20e por isso que a sociedade
14:21tem que saber utilizar realmente
14:23esse poder.
14:24É importante a gente ter claro
14:26quando trata dessa questão
14:28dos penduricalhos
14:29que nós temos uma série
14:30de penduricalhos
14:31que são estabelecidos em lei,
14:33estabelecidos através de decisões
14:35do próprio Supremo Tribunal Federal,
14:37do CNJ,
14:39resoluções diversas
14:40do Congresso Nacional
14:41e de outros órgãos, enfim.
14:43Quando se trata desse assunto
14:44deve-se passar um pente fino
14:46e o pente fino é
14:48o Supremo Tribunal Federal
14:50reconhecer
14:50que toda e qualquer remuneração
14:52que ultrapassa o teto de gastos
14:54estabelecido na Constituição
14:56é inconstitucional.
14:57Portanto, o valor máximo
14:59que qualquer servidor
15:00pode receber
15:02é o valor de 40 e tantos mil reais
15:04que é o teto
15:05de ministro do Supremo
15:07e de presidente da República.
15:08Isso sim é o que está
15:10na Constituição.
15:11Isso sim é o que deveria
15:13ser a norma,
15:14mas infelizmente
15:14o que a gente vê por aí
15:16no Judiciário,
15:17no Legislativo
15:18e no Executivo também
15:19são situações
15:20de poucos privilegiados
15:22que têm nos seus
15:23contra-cheques
15:24valores que ultrapassam
15:25os 100 mil reais,
15:26por exemplo.
15:27Isso é um verdadeiro absurdo
15:28e afronta a Constituição.
15:29Deixa eu ouvir também
15:31em relação a essa declaração
15:32do presidente do TJ
15:33e também esse recuo
15:35por parte de alguns tribunais
15:37na revisão dos chamados
15:38penduricalhos.
15:40Olha, eu acho que o
15:42Vilela tocou num ponto
15:43super importante,
15:44porque o ministro
15:45Flavio Dino
15:45fala dos tais penduricalhos
15:48ilegais,
15:49mas e os legais?
15:51É isso que o Vilela
15:52acabou de falar
15:53e é isso que o Congresso
15:55acabou de aprovar, gente.
15:57O que o Congresso
15:57aprovou na terça-feira,
16:01se for sancionado
16:02pelo presidente da República,
16:03passa a valer.
16:05É legal.
16:05E aí?
16:06É legítimo?
16:07É moral?
16:08É aceitável?
16:09Claro que não é.
16:11Ótimo.
16:12Tinha que começar
16:13por algum lado,
16:15algum caminho.
16:17E o caminho do ministro
16:18Flavio Dino
16:19foi esse,
16:20falar das vantagens
16:21ilegais.
16:22mas a chaga
16:24também
16:26ela é composta
16:27dessas vantagens.
16:29Por isso que chama
16:30penduricalho,
16:30porque elas vão sendo
16:31penduradas,
16:33entendeu?
16:33No salário,
16:34que não deve ultrapassar
16:35R$ 446.330 e tantos
16:39e R$ 19 centavos,
16:41que esse é o valor
16:42constitucional.
16:44Então elas vão sendo
16:45penduradas
16:46e por força de lei
16:47ou de resoluções
16:49vão sendo pagas.
16:50Isso é mais difícil
16:52de se combater.
16:54Mas quando o ministro
16:56traz o assunto
16:57à baila,
16:59a gente começa
17:00a discutir
17:01o todo
17:01da farra, né?
17:03Porque o ministro
17:04Flavio Dino
17:04chegou no meio
17:05da sala e disse
17:06aqui,
17:06aqui tem uma farra,
17:08vamos acabar com ela.
17:10Então é isso
17:11que está posto.
17:12Agora,
17:13até que ponto
17:13pelo menos
17:14vão ser expostos
17:15aqueles que não querem
17:17acabar com a farra
17:18também é outro
17:19aspecto positivo.
17:21Inclusive,
17:21Vilela,
17:22você acredita que
17:23há um temor,
17:24pelo menos,
17:24de autoridades,
17:26dos três poderes,
17:27como eu trouxe ali,
17:28não serem vilanizados,
17:29têm medo de serem
17:30o vilão,
17:31vestir essa roupa
17:32de vilão
17:32contra a sociedade,
17:34de maiores gastos.
17:35Por isso,
17:35a gente está vendo
17:36já um movimento
17:37um pouco mais concreto
17:38em relação a essa discussão
17:39das gratificações
17:41e dos penduricalhos?
17:43Ah,
17:43eu vejo que sim.
17:44Você vê que
17:45quando a gente trata
17:46dessa questão
17:46dos supersalários,
17:48a gente pode remontar
17:49para vilanias históricas,
17:51como,
17:51por exemplo,
17:52a questão dos marajás,
17:53que foi objeto
17:54de campanha presidencial,
17:56foi um mote
17:56da campanha presidencial
17:58de Fernando Collor
17:59há quase 40 anos atrás.
18:01É uma situação
18:02que realmente
18:02já está enraizada
18:03na sociedade
18:04e a sociedade,
18:05muitas vezes,
18:06ela vê
18:07uma série de explicações
18:09de necessidade
18:09de reformas
18:10da Previdência,
18:12de reformas
18:12nos ganhos
18:13do cidadão comum
18:15e ela fica horrorizada
18:16quando ela vê
18:17que existe uma elite,
18:19uma casta pequena
18:20de servidores
18:20que recebe
18:21verdadeiras fortunas
18:23nos seus vencimentos,
18:25muitas vezes
18:25respaldadas
18:26na legislação,
18:27mas dentro
18:28de uma legislação
18:29que é feita
18:30de uma forma
18:31absolutamente
18:31inconstitucional
18:33e é nesse sentido
18:35que o Supremo Tribunal Federal
18:36tem que se posicionar
18:37e o ministro
18:38Flávio Dino,
18:40ele sai na frente
18:41nesse ponto
18:42e ele cria um marco.
18:43Vai ser difícil
18:44para o tribunal,
18:45para o judiciário
18:46de uma forma geral,
18:47para o legislativo,
18:48para os poderes
18:49sair realmente
18:50dessa encruzilhada
18:51se o ministro
18:52Flávio Dino
18:53for firme
18:54nas convicções
18:55e seguir
18:55esse ponto adiante.
18:57Perfeito, Vilela.
18:58Já já a gente volta
18:58com a...
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