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O Banco Central atualizou as regras do Pix para rastrear e bloquear transferências feitas por golpe, mesmo que o dinheiro passe por até cinco contas diferentes. Pedro Ripper, diretor executivo da BMOB, explica como funciona o novo sistema, como bancos e fintechs devem se adaptar e o que muda para os usuários.

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Transcrição
00:00A gente falava de transferências feitas por golpe no sistema de pagamentos instantâneos e esta mudança permite rastrear e bloquear valores mesmo após passarem por outras contas, ampliando a proteção para usuários e empresas e mudando a gestão de risco no setor.
00:16E para entender como vai funcionar essa nova regra, eu vou conversar agora com o Pedro Ripper, diretor executivo da Bmob.
00:24Oi Pedro, agora me ouve meu amigo.
00:26Agora sim, perfeito Eric.
00:28Seja bem-vindo aqui ao Radar, bom falar contigo.
00:33Ô Pedro, o que muda na prática para quem sofre um golpe usando o pagamento instantâneo?
00:40Olha, é uma mudança bastante grande.
00:42No Médio 1.0, que é o primeiro mecanismo que o Banco Central estipulou para resolução de fraude, vou me imaginar que você sofreu um golpe.
00:50O teu papel como usuário é você entrar em contato com a tua instituição bancária ou o banco que você fez, o PIX.
00:57E esse banco basicamente tinha um período para ele validar se o dinheiro para onde você pagou, ou seja, a conta de destino que você pagou no teu golpe, esse dinheiro ainda está lá.
01:07E se o dinheiro ainda estiver lá, você tinha um protocolo, jogasse X dias e o dinheiro seria devolvido para você.
01:12O problema é que na vida real, esse dinheiro normalmente não está mais nessa conta.
01:17O criminoso normalmente já desvia o dinheiro para outra conta.
01:20A maior mudança da nova modalidade é que agora você faz um rastreamento em até cinco pulos, ou seja, o criminoso pode mudar de conta até cinco vezes,
01:30ou mesmo distribuir o dinheiro em várias contas, porque é como se você disparasse um bloqueio em todas as contas, seguindo o rastro do dinheiro.
01:38E se o dinheiro estiver em qualquer uma dessas contas, todas as contas são bloqueadas, aí efetivamente você recebe o dinheiro de volta.
01:47E se você não receber o dinheiro de volta, que você é no cenário negativo, essas contas que se querem confirmadas, que passaram por uma fraude, passam a ser bloqueadas por seis meses.
01:54Então as chances de efetividade do sistema mudam muito e aumentam muito a favor do usuário em geral do Pix.
02:01Então aumenta a chance, né Pedro, de recuperar o dinheiro perdido em uma fraude, é isso que a gente pode ler?
02:06Na prática é isso, ainda não é um sistema infalível, ou seja, você pode imaginar que você sempre tem fraudadores numa ponta se sofisticando.
02:14Se o dinheiro ainda estiver no sistema bancário, as suas chances aumentam muito.
02:19Então eu diria que é uma evolução muito grande vis-à-vis do que a gente tinha até uma semana atrás.
02:23Mas eventualmente esse dinheiro pode ser transferido para fora do sistema bancário.
02:28Por exemplo, na Bitcoin, pegando um tema que você acabou de falar alguns minutos atrás.
02:32Se você sair do sistema bancário, aí o sistema não te pega mais.
02:36Porém, as contas onde esse dinheiro passou são bloqueadas, o que diminui um pouco, vamos dizer assim, o benefício do criminoso.
02:44Começa a ficar mais caro você fazer o golpe.
02:46Então você não tem que garantir que vai receber o dinheiro de volta, mas o crime começa a ficar mais oneroso para o bandido.
02:53E como é que bancos e empresas de tecnologia, de pagamentos, Pedro, precisam se adaptar a partir de agora?
03:00Ou seja, todas as empresas que são participantes diretos ou indiretos do Pix, a gente chama do arranjo financeiro.
03:06Normalmente são ou bancos ou fintechs, prestadores de serviços de pagamento.
03:10Na medida que você faz parte desse arranjo, automaticamente, desde já, a gente está sujeito a ter que bloquear essas contas dinamicamente e automaticamente.
03:21Você tem uma espécie de um, vamos chamar de orquestrador, que seria o DICT, e ele, de certa forma, recebe esse pedido de bloqueio.
03:30E todas as pessoas financeiras, sejam bancos, fintechs ou prestadores de pagamento, automaticamente bloqueiam essas contas.
03:37Elas têm um período, basicamente, de sete dias para validar se, de fato, uma fraude aconteceu.
03:42Mas o dinheiro já está travado, importante.
03:45E aí, sete dias depois, esse dinheiro faz o rastro contrário, sai de conta para conta até voltar ao consumidor final.
03:50Então teve, assim, um investimento em tecnologia grande por parte dos bancos, das fintechs, para se adaptarem a esse novo requisito.
03:57E o usuário, precisa fazer algo diferente para ter essa proteção?
04:01Não, eu acho que tem duas coisas que são importantes.
04:04A primeira é a mesma que você fazia antes.
04:07Em princípio, qual é o canal que você vai reclamar?
04:11Você vai para o canal ou para a instituição que você usou para fazer o pagamento.
04:14Então, se você é correntista do banco A ou B, você vai entrar em contato com o banco a partir da qual você fez o seu pagamento.
04:21Isso não muda.
04:22Então, nesse sentido, é igual.
04:23Talvez o único ponto que não é uma novidade é o cuidado de sempre.
04:27Tentar olhar de onde está vindo as faturas que você está pagando.
04:30Esse cuidado com o golpe, eu diria que não muda.
04:32Até porque, como eu te falei, o sistema não é infalível.
04:35O dinheiro pode sair do sistema tradicional.
04:37Mas o processo para o usuário final é o mesmo.
04:39Você aí, o teu ponto de recurso é a instituição financeira a partir da qual você fez o pagamento.
04:45Pedro Ripper, queria muito agradecer a sua participação aqui no Radar.
04:49Um grande abraço para você e uma ótima quinta-feira.
04:53Igualmente. Até a próxima. Obrigado.
04:55Tchau, tchau.
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