- há 9 meses
Em entrevista ao JP Ponto Final, o senador Plínio Valério analisa o cenário político em Brasília, comenta a tentativa de reconstrução do PSDB, defende a autonomia financeira e administrativa do Banco Central, fala sobre Pix, papel moeda e o caso Banco Master, critica a atuação de ONGs na Amazônia, rebate a ministra Marina Silva, discute a BR-319, segurança pública, ativismo judicial e a relação entre os Poderes no Brasil.
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NotíciasTranscrição
00:00Salve, seja bem-vindo. Nós hoje estamos transmitindo diretamente aqui dos estúdios da Jovem Pan na
00:12capital federal. E vamos falar aqui no ponto final sobre política, os bastidores da política. Você
00:18sabe que a política domina a vida de todos nós, né? A sua casa, a escola do seu filho e assim por
00:23diante, da importância de conhecer. Hoje aqui nos estúdios da Jovem Pan, o senador Plínio Valério,
00:29líder do PSDB no Senado Federal. Senador, muito obrigado por estar aqui nos estúdios
00:35da Jovem Pan. Sempre bom estar aqui com você para conversar exatamente sobre política.
00:40Você está certo, não adianta não gostar de política. Tudo passa por lá. Em Brasília
00:44tudo acontece. Pois é. Você é líder do PSDB, né? O PSDB está tentando se reerguer, né?
00:51Eu sinto lá que o Marconi Perillo está viajando o país. O senador Aécio Neves tem conversado
00:57muito, tem feito articulações. É possível reerguer o PSDB depois do fim da possibilidade
01:03de colegações e de federações, né? Sim, num projeto tanto quanto temos que ter paciência,
01:11né? Não pode ser um projeto para a próxima eleição agora, em 2026. A gente conversa
01:16muito, a gente conseguiu, e não é graças a gente, as pesquisas móveis, detectar que
01:21grande parte da população não quer extremo, não quer nem direita nem esquerda, quer
01:26alguma coisa de centro. Uma mensagem que a gente tem que encontrar para reencontrar o
01:32brasileiro, para que ele possa voltar a acreditar no PSDB. Cometemos muitos erros. Um deles
01:37é ficar querendo só repetir a nossa herança, nosso legado, nosso legado.
01:41Plano real, estabilidade.
01:43Plano real, estabilidade, fomos nós. É futuro. As coisas do passado só servem para a gente
01:49aprender para olhar para o futuro. Então, o projeto agora é realmente fazer o maior
01:54número possível de deputados federais. Aquela questão, nenhum partido sobrevive sem fundo
01:58partidário. É priorizar algumas candidaturas ao Senado para que nós possamos continuar
02:03com bancada no Senado. Falo isso porque você sabe, Zé, a gente passou lá um ano sozinho.
02:08O PSDB, nós éramos oito. O senhor estava isolado. Agora tem três senadores e oito deputados.
02:16Não, o deputado tem quinze. Quinze deputados federais, né?
02:18É, tem.
02:19Senador, eu devo confessar que às vezes eu sinto uma certa saudade do tempo do PSDB, que
02:25a gente discordava e tal, mas tinha profundidade, era um debate mais importante. Muitos técnicos
02:30ali fazendo debates sobre a educação, sobre economia. O que aconteceu, senador, de lá para
02:37cá, é que a política está tão rasa e de xingamento e sem debate profundo sobre
02:43o futuro do país?
02:45Aos poucos o PSDB foi perdendo valores, né? Eu vou te dar exemplo que serve para outros
02:50exemplos.
02:50Mas eu acho que não é só o PSDB, não.
02:51Está falando do modo de todo? Ah, sim, sim.
02:53Estou com uma mudança geral, né?
02:54Eu acho, Zé, veja bem. Falo muito assim, ah, no tempo...
02:56O senhor concorda comigo que naquele tempo o debate era mais profundo?
02:59Concordo, concordo.
02:59Mas quando você fala assim, vamos falar do debate, vamos falar de pessoas, né?
03:03Mário Covas, por exemplo, vamos botar o Lice Guimarães lá, Mário Covas aqui, Serra
03:08lá. Primeiro que realmente os quadros foram ficando fracos, mas a rede social, ela tem
03:14a capacidade de nivelar e nivelar por baixo. O que mais interessa a rede social é a coisa
03:21ruim, é o desgaste, é a briga, é o erro, é o desmando. Então, hoje, aquele grande político
03:27não tem mais, não tem mais. Porque você está numa entrevista, por exemplo, aqui
03:32agora, tem umas pessoas elogiando, aí entra lá um qualquer baixo nível. Então, quando
03:38ele baixa o nível, aquilo espalha, vira meme. Isso ajuda muito a enfraquecer a classe
03:45política. E a classe política também não tem colaborado para não deixar acontecer
03:49isso. É questão de quadros mesmo, Zé. É questão de quadros, de temas. Agora os temas
03:54são mais diversos. Você tinha lá, você tinha lá a polarização PT, PSDB, isso
04:00favorecia. Você tinha lá. Hoje você não tem discussão. Não sei nada. Alguém do PT
04:05está falando besteira lá, aí você deixa ele falar e não tem mais aquele embate.
04:11O debate, tentativa de convencimento.
04:13Isso. Mas o pior é...
04:14Quem não vai hoje, ninguém convence ninguém.
04:15Não, não. Ninguém convence. Todo mundo já vai convencido por ali. Já vai. Não adianta,
04:20eu costumo dizer. Quando tem um projeto, por exemplo, que está relatando... Outro
04:24eu conversava com o Paim, eu estava defendendo um projeto dele, que eu relatei...
04:28Com o senador Paulo Paim, né?
04:29É, que criou o fundo para ajudar os deficientes. Estou falando de 18 milhões de pessoas.
04:35Aí a gente dizia, projeto bom é aquele projeto que é aprovado.
04:39Isso.
04:39Então, às vezes, o relator tem um projeto aí, começa a devagar e começa a falar, falar,
04:43falar. Dá tempo à discussão, dá tempo à contra-argumentação. Então, projeto bom é o que é
04:49aprovado. O político gosta, normalmente ele gosta de falar muito, eles fazem o...
04:53Mas o principal mesmo, Zé, resumindo, o que está causando esse mal é a polarização.
04:58Senador, você está com um assunto muito importante aí sobre a independência, não
05:02seria nem independência, nem a autonomia do Banco Central. O Banco Central conseguiu
05:07uma autonomia ali, mas quer mais, quer autonomia financeira, administrativa, inclusive para
05:13contratar, enfim. É mesmo preciso? Já tem gente querendo retornar ao Banco Central,
05:18tirar a autonomia?
05:19Aquilo ali é desconhecimento total, Zé. Desconhecimento total. Qual a vantagem...
05:24Deu certo essa autonomia?
05:24Deu certo. A autonomia do Banco Central, que foi projeto meu, conseguiu autonomia operacional.
05:30Eles podem operar, executar política monetária, vou dar duas vantagens. Três vantagens.
05:37Uma que proporcionou as outras duas. Quando o presidente Lula assumiu, a minha lei já
05:42estava em vigor. Aí ele não pôde exonerar o Roberto Campos. O Roberto Campos tinha um
05:47mandato, tem toda a diretoria de mais quatro, mais dois anos. É um mandato de quatro. O
05:51Roberto pôde executar a política monetária, que estava traçada, controlá-lo a inflação
05:55e colaboraram para o país. Essa foi uma grande vantagem. Eu vou te dar uma outra. Agora
06:01o Banco Master. Foi o Banco Central que investigou, foi o diretor que provou tal. Fosse o Banco Central
06:08sujeito ainda ao presidente da República, tinha mil vezes, mil vezes, chance, nenhuma chance
06:15de sair.
06:16Que seria político controlado, né? E o Banco Master estava aí.
06:19Não, e você exonerava o diretor. Corta o diretor. Aqui é o Zé Maria que está. Tira
06:24outra. Bota o Joaquim. Não pôde. E o cara pôde com a autonomia operacional. Pôde
06:28ir adiante. Está aí o escândalo do Banco Master. Graças à autonomia. O que eles estão
06:32querendo agora? O APEC do senador Wanderlán, que eu estou relatando. Ele quer autonomia
06:36financeira, né? Ele precisa e orçamentária. Por quê?
06:40O senhor está convencendo de que precisa.
06:42Imagina só. Imagina só. Vou te dar dois exemplos. Eu acho que eu convenço você mostrar
06:47que o Banco Central precisa de recursos. O orçamento é pequeno. Tudo que precisa
06:51pede do governo. Eles têm. Vamos pegar o Pix. Você não vive mais sem o Pix. Nenhum brasileiro
06:56vive mais sem o Pix hoje. É a instituição nacional. São 32 pessoas que tomam conta do
07:03Pix. Só 32. Eles precisam de 80. Mas não tem funcionário para isso. Fizeram um concurso
07:11agora. E a contratação é muito complexa. Muito complexo. Não pode contratar. Tem que
07:14pedir do Ministério. Tem que estar pedindo. Edital. Edital, vaga, medigar lá no governo
07:22federal agora. Cria estabilidade. Se for um péssimo funcionário, fica do mesmo jeito.
07:26Com orçamento próprio agora, eles vão poder contratar, fazer concursos e reajustar
07:31o salário. Hoje o salário do Banco Central não é convidativo. Eles perdem quadro
07:36toda semana. Fizeram um concurso há pouco tempo e hoje eles me disseram que desse
07:40concurso 20% desistiram. Nem assumiram o cargo. Porque encontraram coisa melhor.
07:46Então a gente precisa estabilizar o Pix. E isso eu estou colocando, tá, Zé, no relatório.
07:51Eu estou colocando lá que o Pix é do Banco Central. Ele não pode terceirizar, não
07:57pode delegar poder nenhum e não pode cobrar da pessoa física. Então o Pix vai continuar
08:04sem ser cobrado. Isso mediante a lei e esse artigo que eu coloquei.
08:08Os carros fortes, os carros que eles transportam valores, já tem 40 anos de uso.
08:1440 anos de uso. Então ele é um Boeing com orçamento de teco-teco. Eles precisam ter.
08:21Não quer dizer que eles vão ter orçamento e vão criar uma caixa. Nada disso. Eles vão
08:25ter liberdade para fazer o seu orçamento. Que o Senado é que tem que avalizar. O Senado
08:30é que dá a palavra. Eu acho que eles merecem sim. Só o exemplo que eu estou te dando.
08:34Cuidar do Pix. Cuidar da moeda. Contrar do controle da inflação, do jeito que eles
08:39estão com orçamento que eles têm, é muito difícil. E olha que o banco é reconhecido
08:42mundialmente.
08:43Senado, eu tenho tido várias surpresas nessa cobertura aí da política e do Congresso.
08:49Uma delas é que a primeira vez que eu vi o deputado Eduardo Jorge apresentou há 10,
08:5415 anos atrás um projeto para acabar com a moeda impressa, a moeda papel. E ele dava
09:00um prazo de 20 anos. Ou seja, se o projeto dele tivesse sido aprovado lá atrás, já estaríamos
09:05aí prestes a acabar com o papel moeda.
09:11Eu achei na época, eu fiz até uma matéria muito engraçada, achava estranho.
09:16Mas hoje eu acho que é o final. A gente vai discutir em quanto tempo isso vai acontecer.
09:21O senhor que estudou muito o funcionamento do Banco Central, o controle de moeda, o Pix.
09:26É possível que o papel moeda acabe?
09:28Eu acho que o mercado é que vai cada vez mais isolar.
09:31Já isolou, né?
09:32Está isolando, cada vez mais vai isolar.
09:34Eu tenho um amigo que tem um restaurante que chega, depois de um final de semana, ele
09:37vende 35 mil e chega na segunda-feira com 200 reais no caixa.
09:42Já está difícil. Eu estou tendo, inclusive, dificuldade. Uma vez eu cheguei...
09:46O senhor avaliou isso quando olhou o Pix e tal?
09:48Não, é porque o Pix já vai dominar. O dinheiro espécie vai sucumbir, ele vai morrer por
09:54e na missão. Ele vai...
09:56Tem lugar...
09:57Não vai precisar de uma lei.
09:59Não vai precisar de lei para isso. É mais uma lei desnecessária. Cada vez mais está
10:03difícil o dinheiro espécie. Cada vez mais.
10:05Nossa!
10:06Ainda se faz. Tem lugar que não aceita.
10:07O caixa briga com você.
10:09É, e quando o caixa não pode, que ele é obrigado a aceitar, ele vai loucura, né?
10:13Porque não tem troco.
10:14Então, e por exemplo, eu tenho um problema com cartão. Você chega, fugiu do teu perfil,
10:21né? Tu está no restaurante, uma hora da manhã, fugiu do teu perfil. Aí eles não pagam.
10:26Não pagam porque fugiu do teu perfil aqui. Então, você tem que estar sempre com algum
10:30dinheiro no bolso. Mas vai sucumbindo. Não precisa de lei para isso, não. Eu não sei
10:33te dizer quanto tempo. Vai ficar. Sempre vai ter gente com dinheiro, com dinheiro, com
10:38isso. Sempre vai ter. Mas cada vez vai ser mais difícil. E o Pix vai colaborar.
10:41Hoje é tudo no Pix, né? Você vê até aquela pessoa que pede ajuda no sinaleiro.
10:47Ah, eu não tenho aqui trocado. Não, eu tenho o Pix. Manda o Pix para mim. Então, todo
10:50mundo... Por isso que eu tive a preocupação de colocar nesses relatórios a garantia do Pix.
10:56Garantia do Pix.
10:57Pix gratuito.
10:58Gratuito.
10:59Universal.
10:59É do Banco Central.
11:00E sob domínio do Banco Central.
11:01Que não pode delegar terceiros.
11:04Isso vai ficar na lei, né?
11:05Vai ficar na lei. Eu quero estabelecer isso na lei.
11:07A Polícia Federal já houve um momento que queria essa independência.
11:10Tem muita gente querendo independência financeira.
11:12Eu acho diferente. Eu acho que a Polícia Federal não concordaria.
11:17Aí ele vai ter independência financeira para ter independência de atuação, né?
11:21E ter de atuação...
11:22Administrativa.
11:23O Ministério Público já tem esse tipo.
11:25O que ficou... O grande embate todo foi agora. Demorou muito essa questão.
11:28O meu projeto demorou para ser pautado, mas foi votado na época da pandemia.
11:32Até porque o governo não dificultou.
11:36O governo Bolsonaro não colocou nenhuma dificuldade.
11:38Ao contrário desse agora, que está colocando toda dificuldade.
11:42Eu estou com dois anos e meio para fazer esse relatório.
11:46E uma hora é isso, outra hora é aquilo.
11:48Eu estava... Não porque...
11:50O Banco Central é uma empresa pública.
11:52E eles queriam, o governo queria, o Banco Central queria com atividade privada.
11:57Porque ele se liberta das amarras, né?
11:59Do orçamento, se liberta das amarras da contratação, aquilo que eu falei.
12:03E a gente levou dois anos e meio.
12:05Ontem chegou, hoje chegou mais ou menos a um consenso.
12:10Essa era uma atividade de cujo jurídico especial.
12:15Ela continua sendo pública, né?
12:16Então, a gente está chegando lá.
12:18Mas precisa sim, Zé.
12:19O Banco Central é quem cuida da moeda, é quem cuida do controle dos juros, sabe?
12:24É quem faz a coisa funcionar.
12:26Sem o Banco Central, o Banco Central manietado, dominado, escravizado, a gente, repito,
12:32não teria esse escândalo todo que teve no Banco Master.
12:35Graças à independência.
12:36É interessante o senhor falar isso, porque tem uma linha da economia
12:40que defende a inexistência do Banco Central.
12:43Já ouvi discurso, um setor forte, dos Estados Unidos que querem acabar com o Banco Central.
12:49O Milley fez um discurso assim durante a campanha e não acabou com o Banco Central da Argentina.
12:54Quer dizer, o senhor acha que acabar, extinguir o Banco Central, também não...
12:58Eu acho que é fora de cogitação.
13:00Eu não vejo como.
13:01Eu não vejo quem prestaria esse serviço de fiscalização, de vigilância que eles praticam.
13:08Eu não vejo.
13:09Eu não sou um especialista em finanças.
13:11Eu sou um humanista, que gosta de saber aquilo que é bom para as pessoas, para mim, para a família,
13:18o que é bom para o vizinho.
13:19Como, por exemplo, a lei da autonomia do Banco Central foi parida assim.
13:24Como agora a gente acabou de aprovar uma lei, obrigando o SUS a rastrear mulheres do câncer de mama
13:30a partir de 40 anos.
13:31Não a lei do senhor, né?
13:32Não a pena de 50.
13:33É uma lei minha.
13:33Está lá com o presidente Lula para se sancionar.
13:35Salva vidas.
13:36Então, eu sou muito humanista.
13:38Eu quero ir na coisa que precisa ser feita.
13:41Agora, os detalhes técnicos, essas coisas todas eu deixo para os técnicos.
13:45Mas aquilo que é bom, e eu acho que essa câncer de mama é muito boa.
13:49A Embrapa, que é um setor que gosta muito do agronegócio, é uma lei de minha autoria.
13:53O Lula vetou, mas nós derrubamos no Congresso e foi promulgada hoje.
13:58Que isenta a Embrapa de pagar essas taxas, de pagar registro e patente.
14:03Era um absurdo cobrar registro e patente da Embrapa.
14:06É, não.
14:06Então, eu estou muito assim...
14:08Se cobrou taxa, já existe o funcionário público, o equipamento, para que cobrar, né?
14:12É muito complexo, é muito difícil.
14:15A gente vive nesse debate da carteira de motoristas.
14:16Foi vetado, né?
14:17Você vê, você beneficiar a Embrapa, que é responsável pelo boom no agronegócio, nesse
14:22país, que é invejada e imitada no mundo inteiro.
14:25De repente, você veta um projeto que isenta ela.
14:29Descobriu lá um negócio, vai patentear?
14:33É patentear para o próprio Estado, né?
14:34A Embrapa é do Estado.
14:36Mas a gente conseguiu.
14:37O Lula vetou, o Congresso derrubou e vai ser lei também.
14:41Senador, o senhor foi muito insistente.
14:43Eu queria chamar a atenção aqui.
14:45O senador tentou, tentou, até conseguiu uma CPI que ninguém apostava que é a CPI das ONGs.
14:51O que o senhor encontrou?
14:52O relatório final da CPI mostra ali um emaranhado de interesses, né?
14:58Mostra o que a COP tenta fazer, né?
15:00A COP traz deveres para que nós brasileiros possamos cumprir aqueles deveres que os grandes
15:06países trazem.
15:07E as ONGs agem exatamente assim.
15:09Com dinheiro estrangeiro, financiado pelo governo estrangeiro, para tratar inversões
15:16e narrativas mentirosas, isolando, fomentando áreas indígenas, área de proteção ambiental,
15:25área de proteção animal.
15:26E isso isolou a Amazônia.
15:28Hoje a Amazônia está mapeada, dominada pelas ONGs de um lado e narcotráfico do outro.
15:33Mas onde tem produção, eles vão lá e inventam.
15:37Terra indígena, inventam terra de quilombolas, inventam terra de...
15:41Quem são esses dirigentes, hein, senador?
15:43Zé, é uma máquina...
15:45Eu fico impressionado, cara.
15:46Eu converso, às vezes, com a minha mulher, eu falo, Ana, eu fico impressionado.
15:50Como é que uma máquina que os idealizadores já morreram...
15:53E ela continua funcionando?
15:54Continua de uma forma...
15:55Faturando?
15:56...perfeita, perfeita.
15:57Eles fazem fundos, né?
16:00Há grandes empresas que poluem o mundo, né?
16:03Admiral...
16:04Limpa a imagem do...
16:06Valível, exatamente.
16:07Eles fazem aquilo, fazem um fundo para ajudar a preservar a Amazônia.
16:11Na verdade, eles querem isolar a Amazônia com seus recursos naturais.
16:15Para eles aproveitarem lá quando esgotar tudo deles.
16:19Mas o pior de tudo, o pior de tudo, é que eles querem jogar nos teus ombros, Zé, no meu,
16:24e no que você está nos ouvindo agora, a responsabilidade de salvar o planeta.
16:30A Amazônia não pode.
16:31A Amazônia está pegando fogo.
16:32Se chegar a 0,5 grau a mais da Amazônia, o mundo vai acabar.
16:37Nada.
16:38E não dizem para você que a Amazônia é 1% do território do planeta.
16:441%.
16:44Os mares representam 74%.
16:47Quem controla o clima, especialista que diz, não sou eu,
16:50se alguém envolve, influencia o clima, são os mares.
16:54São os mares.
16:55Então, eles ficam pregando que nós da Amazônia, que a Amazônia é isso.
16:59Mentira.
16:59Outro dia, criaram uma área de proteção ao macaquinho, o saunho de coleira,
17:03que é um macaquinho bonito, que é o símbolo de Manaus, que é uma fronteira lá com outro município.
17:08Deve ter 100, 120 macaquinhos lá.
17:11É uma área equivalente a 15 mil campos de futebol.
17:15O macaquinho.
17:16O que é pior, Zé, lá tem produtores que vão morrer, que vão sair de lá por inanição.
17:21E outra coisa, qual ameaça que o macaco tem se a nossa cultura ninguém come macaco, né?
17:26O macaco não está ameaçado, mas criaram.
17:28E haja reserva, e haja terra indígena.
17:31Agora em Apuí, produção de café, quase 2 milhões de pés de café.
17:36Eles estão indo em cima do pequeno produtor, expulsando a Guarda Nacional, o IBAM, a Polícia Federal.
17:41Onde tem produção, criação de gado com esses produtores.
17:45Eles confiscam, eles chegam queimando o curral dos produtores e levando todo o gado, não sabe para onde.
17:51Até a versão de que esse gado está indo para Cuba, né?
17:54Senador, o senhor se envolveu recentemente num tete-a-tete ali com a ministra Marina da Silva.
18:02A ministra Marina não é a ministra mais amada do governo.
18:06Mas, enfim, ali eu não acho que o senhor passou do ponto que deu a impressão de que o senhor era contra a mulher Marina, não a ministra.
18:14É, deu essa impressão.
18:16Como é que foi isso?
18:16Porque a narrativa, tem uma seita no Brasil chamada Marina Silva, é uma seita.
18:21Ela tem discípulos, discípula lá.
18:23Então, esse pessoal que tentou me lacrar, não quis saber da verdade, não quis saber de nada.
18:27Nunca, jamais, a Marina passou 6 horas e 10 minutos lá, convocada, para ser perigo que ela não foi convidada, convocada.
18:35O senhor convidou, ela não foi, né?
18:36Convidou, não foi. Nós convocamos, ela teve que ir.
18:39E eu tive a maior paciência do mundo.
18:40Aí eu fui relatar que eu tive paciência com ela.
18:45Eu fui dizer que eu tive paciência com ela.
18:47Um ano e meio depois, lá em Manaus, distante de Brasília, 3 mil quilômetros, sei lá.
18:52Fui dizer que eu tive com ela, sem enforcá-la.
18:55Eu falei essa palavra, tive com ela sem enforcá-la.
18:57Assim como eu estou falando com você.
18:58A como que diz, ah, eu morri de saudade, eu vou morrer de saudade, assim tu me mata.
19:06Quer dizer, é uma expressão normal, normal.
19:08Meu Deus do céu, o mundo caiu na minha cabeça com os lacradores.
19:12Aí depois eu encontrei com ela.
19:13Mas o senhor tinha vontade de enforcar a Marina?
19:15Nenhuma, nenhuma, nenhuma, nenhuma.
19:17Não tem nem porquê.
19:18Eu quis dizer com aquilo que eu fui educado.
19:21Com aquilo eu quis dizer que eu não fui mal educado, que eu tratei...
19:24Era como se eu dissesse, olha, eu estive com ela e tratei bem.
19:27Não teve problema nenhum, não fiquei com raiva, não fiquei chateado.
19:30O senhor usou uma expressão meio...
19:31Expressão, qualquer mulher.
19:32Se o senhor disser que eu vou morrer, olha, eu morri de saudade.
19:35Eu morri de saudade?
19:36Eu morri?
19:37Não.
19:37Então é uma expressão, mas tudo bem.
19:39Passou, depois encontrei com ela.
19:42Aí eu falei, pensando naquilo, que diz, ah, desrespeitou a mulher.
19:46Aí eu falei, olha, ministra, hoje aqui eu vou falar com a ministra.
19:50Eu estou olhando para cá, não estou vendo uma mulher, nem vou falar com a mulher.
19:54Piorou a situação.
19:54Com a ministra.
19:55Pronto.
19:55Você vê, os dois lados querem lacrar, né?
19:58Quando eu separo a mulher da ministra, qual é o problema separar?
20:02Ah, não é possível.
20:03É possível, sim.
20:04Você pode dizer assim, pô, o senador Pleno Valério atendeu o meu convite da Jovem Pan,
20:10foi lá, deu uma entrevista, ele conversou muito, ele é um cara legal, cara legal.
20:14Mas os argumentos dele não prestam.
20:17Aí eu estou respeitar a tua opinião de que o meu trabalho é ruim, né?
20:22Tu respeitou o ser humano, mas não tem por que respeitar o meu trabalho.
20:25É a opinião tua.
20:26E é o caso dela.
20:27Eu respeito a mulher marina, mas a ministra é um desastre.
20:31Senador Marcos Rogério, que é de Rondônia e que estava também nesse dia, nesse embate,
20:37ele trouxe uma repercussão, disse que foi uma repercussão até, assim, ele não foi
20:42muito execrado lá na base eleitoral e até foi positivo.
20:45Aqui fora, nos lacradores, você é execrado.
20:49Na CNN, Globo News, Folha, você é execrado.
20:53Lá no nosso estado, você é louvado, você não fez isso para isso.
20:57O Marco teve dois milhões e poucos de pessoas lá, eu tive um milhão e oitocentos de pessoas
21:02sendo solidária comigo.
21:03Então, a gente não faz isso por média, por volta, a gente faz porque é um dever fazer.
21:08A marina não está declaradamente oficial, mas ela é uma pessoa que não grata no Amazonas.
21:13Ela nos impede de ter um meio de ligar o Amazonas ao resto do Brasil.
21:19O embate ali é o seguinte, a região, toda a região amazônica, ela é impedida de progredir,
21:26de adotar tecnologia, porque 80% tem que ser para reserva indígena, reserva florestal,
21:36área de proteção, enfim.
21:39E os governadores se queixam aqui de que governam muito pouco, né?
21:43E condenam o ribeirinho, o morador lá do interior a ficar...
21:46Mas, no caso, é pior ainda, porque a Berta 19, ela já existe há 40 anos.
21:51Só não está asfaltada.
21:52Ela está asfaltada nos 201 quilômetros, nos 200 últimos quilômetros, no trecho do
21:57meio, 400 quilômetros, ela já foi asfaltada, mas tem a chuva, falta de manutenção.
22:02O que nós planteamos é esse faltamento de 400 quilômetros, que aí nos liga 815 quilômetros
22:08a Porto Velho, que de Porto Velho vem para o Brasil.
22:10E o que a ministra apregou?
22:13Que nós estamos querendo autorização para devastar 400 quilômetros de terra, de floresta
22:19virgem, o que é uma mentira.
22:21Lá não se derruba uma árvore.
22:23E eu falei isso.
22:24Quem provar que derruba uma árvore, vai no seu mandato.
22:27Não tem o que está fazendo, porque eu sou um mentiroso, eu sou um bravateiro.
22:29Então, não tem porquê eu estar se provado que derruba uma árvore.
22:32Não provam, não derrubam.
22:34Nós estamos falando de asfalto.
22:37E Manaus é a única capital do planeta com mais de 2 milhões de habitantes que não
22:44é ligada a outra cidade, a outra capital do país.
22:46Eu não saio pela estrada, até saio pela estrada.
22:49Agora tem gente lá enfrentando buraco, poeira, lama, chuva.
22:52É um disparate, é um negócio de doido.
22:54Até saio.
22:55E de avião e de barco não tem como.
22:57Então, na Amazônia a gente tem que trafegar.
23:00A gente não pode só ficar navegando.
23:02Navegando é custoso e demorado.
23:04E o que a gente quer, você brasileiro, brasileira, entenda, quando a gente tem essa desavença,
23:09é em benefício da população.
23:10Nós queremos o asfaltamento de uma estrada que nos liga até você.
23:14Ou até hoje, Zé, contamos os nossos mortos, vítimas do Covid.
23:19Cinco caminhões chegaram lá, levando oxigênio.
23:22Poderiam ter chegado 50.
23:24O caminhão levava 3, 4 dias para chegar.
23:26Se tivesse asfalto, 12 horas.
23:28É muita diferença, né?
23:29Senador, o público em geral já adotou a segurança pública como assunto principal.
23:36E faz sentido.
23:37Porque sem a segurança pública não tem economia, não tem investimentos, não tem escola, não tem nada, né?
23:43E o senhor acha que o Congresso está no caminho certo dessa regulamentação da lei antifacção e da PEC da segurança pública?
23:52Sim.
23:52Eu acho que nós, representantes da população, nós, legisladores, temos que enfrentar todos os temas que impactam
23:59a nossa sociedade.
24:00E um deles é segurança.
24:02Um deles é esse tema...
24:04Há uma cobrança, senador?
24:05Muito grande.
24:06E é geral, né, senador?
24:07É.
24:08E a cobrança, ela vem em forma de cobrança explícita e vem em forma de relatos.
24:12Porque nós somos representantes da população.
24:14Esse mesmo respeito que eu exijo do ministro Gilmar, do ministro Alexandre,
24:20que nos respeite como legisladores e representantes do povo,
24:24é o mesmo sentimento que me faz ter...
24:26De responsabilidade.
24:27De responsabilidade com a população.
24:29Pois é, senador.
24:30E eu sinto falta de uma regulamentação também para o policial.
24:35A gente vê ali a regulamentação de penas, de criar um tipo penal novo, né,
24:41de domínio de território, como uma facção criminosa,
24:45que começa a ser bem pesada, pode dar até mais de 40 anos de prisão.
24:51Mas falta ali uma lei para beneficiar o policial, os agentes de segurança.
24:56Um piso nacional, mais autonomia e segurança jurídica.
25:01Está faltando isso aí?
25:03Sim, falta inclusive esse apoio.
25:04Você vê, falta tudo para isso.
25:06Você vê, policial militar, por exemplo, o soldado.
25:09O soldado mora em favela, muito dele mora em favela.
25:11Estão escondendo a favela, não pode lavar.
25:13Estão escondendo a favela, se escondendo, se descobrem que ele é professor militar, matam.
25:17Ele mora em bairros, paupermes, zonas vermelhas, né?
25:21E é muito perigoso.
25:22A gente precisa, sim, Zé.
25:23Essa tua observação, ela é pertinente e inteligente,
25:27porque você tem que dar condições ao policial dele exercer o trabalho,
25:32assim como o trabalhador.
25:33Mas o nosso policial, ele não tem a menor condição.
25:36E combater narcotráficos, Zé, a gente de repente,
25:39ah, está dominado, não tem jeito.
25:41O governador do Rio mostrou que tem jeito, né?
25:43Se quiser fazer.
25:44Você acha que foi bem sucedido, aquela coisa?
25:45Eu acho que foi sim.
25:47Deu um exemplo, Zé.
25:48Deu um exemplo que é possível.
25:49Pois é.
25:50Deu um alento.
25:50E aí, pós essa operação, eles estão fazendo uma operação da operação.
25:55Indo atrás dos policiais que subiram o morro,
26:00enfim, cobrando detalhes e tal.
26:04Naquele momento, é diferente.
26:06O policial tem que agir ali com segundos de decisão.
26:10Então, esse risco jurídico que eu me refiro, senador,
26:14está perseguindo de uma maneira muito forte o policial.
26:16É o ativismo político, esse mesmo ativismo que dominou,
26:21que toma conta do Supremo Tribunal Federal em relação ao legislativo,
26:25é o mesmo em relação à segurança.
26:27Você vê, e aqui é o jurídico, de forma geral,
26:31você vê narcotraficante entrar hoje na cadeia, sair no próximo final de semana.
26:36Você vê todos eles sendo inocentados.
26:39Você vê o presidente da República dizendo que roubar um celular não tem problema nenhum.
26:44Aí você vê o Supremo Tribunal Federal querendo desfazer o que nós fizemos,
26:49que torpecente, que maconha, portar crime.
26:52Eles estão liberando, portar 100 gramas.
26:54Então, esse ativismo, sabe, que tomou conta do judiciário brasileiro.
27:00Esse modismo de querer imitar a Europa, de querer imitar os Estados Unidos, né?
27:04E isso complica demais.
27:05A gente tem um problema muito sério nesse país.
27:07Você fala em segurança, tem que ter saúde, tudo.
27:10Mas enquanto a gente não disciplinar, enquanto o Supremo Tribunal Federal,
27:16alguns ministros conscientizarem de que esse papel não é deles,
27:20é da polícia, é do legislativo, é disso, não é tudo.
27:23Eles querem abarcar tudo, Zé.
27:24Eu costumo dizer, na Covid, vai tantas vacinas para não sei quem.
27:30Como é que o Supremo pode dizer isso?
27:32Eu costumo dizer que daqui a pouco eles de querem resolver...
27:35O governador tem dificuldade para definir isso.
27:37Imagina. Não, tu imagina daqui a uns dias.
27:39Eles vão querer decidir tudo.
27:40Aí a gente separa da mulher, vai brigar pelo gatinho.
27:44Aí vai cair na mão do ministro, do Supremo, que vai dizer de que é o gatinho.
27:48Porque eles estão se arvorando a tudo.
27:49Mas já houve.
27:51Eles estão se arvorando a tudo.
27:54Eles querem fazer tudo, resolvendo tudo.
27:55Acabou há muito tempo, neste país, aquela coisa que o juiz dizia,
28:01que o magistrado dizia, essa questão é interna córpores, não é nossa.
28:07Um partido político brigava.
28:09Existe muita decisão.
28:10Tinha muita interna córpore, interna córpore.
28:11Cansei de vir, agora não tem mais.
28:14Ah, mas nós fomos incitados.
28:15Você foi incitado, mas não é tua área.
28:17Então, ah, o PSOL entrou, fala com a gente lá.
28:21Pessoal, é lá na Câmara.
28:23Então, é isso.
28:24E não diz mais, não.
28:25É como, gente, bota que eu mato no peito e vou embora.
28:28E não é, cara.
28:29E não é.
28:29Esse pessoal tem aí decisões monocráticas, dormitando, lá valendo, como se fosse lei.
28:35E aquilo é um colegiado.
28:37O Supremo deixou de ser colegiado há muito tempo.
28:41Quando o legislador diz, olha, são 11 ministros.
28:44Por quê?
28:4511 cabeças, o perigo de errar é menor do que uma cabeça só.
28:49E hoje, cada cabeça é uma sentença lá.
28:50Cada um faz o que quer.
28:51Desenvolve o monocrático que nós votamos no projeto do senador Eovisto, já está na Câmara dormitando.
28:57Se estivesse valendo, essa decisão de desromar em lixo era a mesma coisa.
29:00Senador Plínio e Valério, muito obrigado por participar aqui do Ponto Final.
29:04Agradeço a você por estar aqui na Jovem Pan.
29:07São os assuntos que demandam esse debate da política nacional.
29:13Muito obrigado.
29:13A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
29:30Realização Jovem Pan
29:32A Câmara Jovem Pan
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29:36A Câmara Jovem Pan
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