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No Visão Crítica, André Perfeito e Manfred Back analisam o polêmico aumento do IOF e questionam se o Brasil se aproxima de uma crise financeira em 2027. Os especialistas não poupam críticas, afirmando que a pressão política do Congresso, utilizando o IOF como moeda de troca, evidencia que "esse é o pior Congresso da história do Brasil". Apesar disso, eles ressaltam a contradição de que esse mesmo Congresso foi inteiramente eleito pela população brasileira, refletindo os desafios da representatividade política atual.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/JoYUxrh42yE

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Transcrição
00:00Eu peço justamente para o André, muitos analistas referendam o que o Paulo está apontando,
00:08esse é um dos piores congressos da história republicana, eu digo história republicana
00:14para quem nos acompanha, porque durante o império tinha o congresso e o congresso daqui a pouco
00:18já está quase completando o parlamento brasileiro 200 anos, só que nós tínhamos um parlamento
00:24diferente do império, o senado era vitalício, uma lista trêplice por imperador que escolhia
00:29era eleito pelo voto censitário, segundo a renda, e funcionava assim o senado, e a câmara
00:36era eleito diretamente pelo inomútil, havia um sistema de descolonamento de eleitores,
00:41só para as pessoas que nos acompanham compreenderem, na república é que foi ampliando o colégio
00:47eleitoral, especialmente nos tempos mais recentes.
00:50Bem, André, justamente pegando essa questão, alguns falam que o Brasil tem encontro marcado
00:58com a crise em 2027, o encontro marcado é um grande livro do Fernando Sabino, no tempo
01:05que se lia nas escolas, hoje ninguém lê nada, isso no colegial, no ensino médio.
01:11E eu fiquei pensando assim, se isso encontra o marcado com 2027, como não vai ter dinheiro
01:16nem para pagar os gastos obrigatórios, segundo alguns, e até o próprio governo em certo momento
01:21falou isso, será que não é um bugo do milênio?
01:24Os mais novos, no ano 2000, ia dar um pau danado nos computadores, então ficou aquele
01:31medo, agora vai, não aconteceu nada.
01:35Então, eu não estou dizendo que não vai acontecer, e não quero que ninguém seja pitonista,
01:40mas eu pergunto aos três.
01:41Primeiro, André, será que não é um bugo do milênio?
01:44Nós temos um encontro marcado com a crise em 2027?
01:46Eu digo isso porque as medidas outratadas agora podem ser entendidas como medidas programáticas
01:52e até chegarmos a uma situação mais favorável lá na frente daqui a dois anos.
01:57É exagero dizer isso?
01:59Bem, eu vou tentar colocar algumas falas aqui, né?
02:01Primeiro o seguinte, né?
02:04O fato do Congresso superar o Congresso da história, isso é irrelevante na seguinte perspectiva,
02:08é o Congresso que foi eleito pelo povo brasileiro, né?
02:11Reestabelecer aqui o que é dado, e não quero com isso falar mal do povo brasileiro,
02:17é o que se tem.
02:19O que é importante colocar isso, pela perspectiva seguinte,
02:23eu concordo com o Paulo, que ele falou assim, que de fato, e também com o Manfred, né?
02:30No sentido de que não teve nada efetivamente legal no uso do IOF,
02:34mas também pedir que eu ache que está respeitando o espírito da lei do IOF,
02:41por isso mesmo ele é determinado de forma extra legal, fora do Legislativo e sim no Executivo,
02:48ou eventualmente que nem era antigamente no Banco Central,
02:51por conta do caráter regulatório, ou seja, está querendo se arrecadar, também é verdade.
02:55É óbvio que se quer arrecadar.
02:57Agora entra numa discussão que aí eu acho interessante com o encontro marcado que você colocou,
03:01que é o seguinte, quando o Lula ganhou agora, nessa última eleição,
03:06não foi um, nem dois, nem três, nem quatro,
03:08foram dezenas de economistas na faria lima que falavam,
03:11não, não se preocupa, esse Congresso é mais de centro-direita.
03:16Centro-direita?
03:17Da onde é centro-direita?
03:18Esse Congresso está gastando como se não houvesse amanhã,
03:21e de forma ineficiente.
03:22Então, assim, se tem alguma coisa que se pode se dizer de direita no Congresso,
03:28é alguma pálida menção a conceitos vagos do ideário do liberalismo,
03:36qualquer coisa do tipo, mas mesmo assim não é.
03:38Então, assim, o que me preocupa na situação é o seguinte,
03:41vamos supor que o presidente Lula não ganha a eleição em 26,
03:45acho que é uma hipótese que ainda existe,
03:47apesar da movimentação que está tendo ultimamente, né, acho que é isso,
03:50e então vamos supor o Tarcísio, só para colocar alguns nomes aqui.
03:55Se o Tarcísio entrar com o Congresso que nem esse,
03:57ele não consegue aplicar o próprio projeto que, em tese, ele vai ter que defender.
04:01Então, esse Congresso é uma armadilha para qualquer um.
04:04Do jeito que está armado, é um perigo isso daí que está colocado mesmo.
04:08Porque eu não teria problema discutir com um liberal que falasse,
04:11não, tem que cortar, vou colocar uma coisa que se fala muito ultimamente,
04:14tem que congelar durante seis anos o salário mínimo.
04:17se debate, se entende, ah, faz sentido, não faz sentido,
04:21o efeito é esse e por aí vai.
04:23Mas da forma que está o Congresso é disfuncional.
04:27E mais do que disfuncional, vamos também ser francos,
04:29da maneira de uma forma que eu exijo, exijo não,
04:32mas que eu acho que é importante ter uma franqueza a respeito da intenção do IOF,
04:36o Congresso está jogando para, quanto pior, melhor.
04:40É nítido que é isso.
04:41Agora, como isso daí vai se articular para esse encontro com o ano 27,
04:46é um problema sério.
04:50Por quê?
04:51Porque, que nem o Paulo também colocou ali, na fala dele,
04:55a respeito do arcabouço.
04:58Bom ou mal, foi aprovado esse arcabouço.
05:01Esse que é o ponto.
05:02Quer se mudar o arcabouço?
05:03Não tem problema, vai ter que comprar a briga política a respeito disso.
05:06Até segunda ordem, o ministro Haddad está fazendo, na minha opinião,
05:09o que ele pode fazer.
05:11É resolver, que nem eu falei,
05:12a conta erro das contradições entre Congresso e Palácio do Planalto
05:15através de um aumento de arrecadação.
05:18E a sociedade que não gosta,
05:19ou faz pressão junto aos seus deputados e senadores de direita,
05:24e aí eu quero ver se eles de direita mesmo,
05:25se eles deputados e senadores,
05:27ou fica esse jogo, deixa que eu deixo, né?
05:30Que é isso que está vivendo o Brasil, né?
05:33Manfred, e aí?
05:34E aí, temos um encontro marcado com a crise em 27?
05:37Olha, primeiro, eu quero concordar com o André.
05:41Se é pior ou melhor o Congresso, o Congresso foi eleito.
05:45Se eu não me engano, não tem nenhum lá que não foi eleito.
05:49Então, eles representam o escopo da sociedade brasileira.
05:55A segunda coisa, viu, Vila?
05:57Meus tempos de trader de mercado,
06:01eu não acredito em previsão.
06:04Porque se eu for acreditar em previsão de economista,
06:06nós podemos ficar felizes.
06:07Não vai ter o Robi em 2027,
06:09porque eles não acertaram nem o PIB na pesquisa Focus.
06:13De 23, de 24, e agora em 25, vamos ver, né?
06:17No câmbio, eles não acertam faz muito tempo.
06:19E juros, muito menos.
06:20A gente sabe que Deus inventou o câmbio
06:21para deixar o economista humilde, né?
06:23Porque ele só erra essa porcaria.
06:25É verdade.
06:25Mas parece que os modelos matemáticos
06:27vieram para errar mais ainda, né?
06:29É.
06:29Mas, então, se for por esta questão,
06:33eu acho que a gente pode ficar tranquilo.
06:35E eu tenho uma visão,
06:38Vila, particularmente,
06:40junto com o professor,
06:42que essa geração mais nova formada em economia,
06:45de uns tempos para cá,
06:47eles são formados numa teoria de pensamento único,
06:51e eles vivem em blocos.
06:55Então, eles separam economias em bloco.
06:58E eles são incapazes de ver
06:59uma conjuntura do bloco completo.
07:02O que eu estou querendo dizer com isso?
07:04Eles discutem a despesa
07:06como se não tivesse identidade com a receita.
07:10Então, sempre é corte,
07:12mas não fala da arrecadação.
07:15Então, assim,
07:15eles destruíram a identidade contábil.
07:18Então, se der um balanço contábil
07:20para esses economistas mais novos,
07:23de uns 30 anos de idade para 20 e poucos,
07:26porque eles falam todos a mesma coisa.
07:28Então, assim,
07:28a demanda não tem nada a ver com oferta.
07:32Primeiro é a demanda,
07:33depois tem a oferta,
07:34mas elas não se conversam.
07:37E tem o negócio da despesa e da receita.
07:39Então, toda a conversa...
07:40Eu concordo com o André.
07:41Uma coisa é a narrativa,
07:42outra coisa é a prática.
07:43Toda a conversa é
07:44vamos cortar a despesa,
07:45vamos cortar a despesa,
07:46vamos cortar a despesa.
07:47Como se a despesa não tem nada a ver com a receita,
07:49a receita não tem nada a ver com a despesa.
07:51Quer dizer,
07:51se eu pegar uma palanca da minha empresa,
07:52quer dizer,
07:53a identidade de uma receita
07:55a ver com a despesa...
07:56Tudo bem,
07:56a receita pode ser maior que a despesa ou não.
07:59Sim.
08:00Agora,
08:01o Congresso é meio esquizofrênico,
08:03que ao mesmo tempo
08:03que encheu o saco
08:04com esse negócio do IOF
08:05e solta uma pauta bomba,
08:08a comissão
08:09aprova a isenção
08:11dos 5 mil
08:11do Imposto de Renda.
08:13Então,
08:15assim,
08:16no meu entendimento,
08:18e eu concordo
08:19com o que o André e o Paulo falaram,
08:22e concordo mais com o André,
08:23o que foi acertado no arcabouço
08:25que está escrito lá é esse.
08:28Perfeito.
08:29E percebeu, sim.
08:32E aí tem que dar
08:33um ponto positivo
08:34para o ministro Haddad,
08:36que percebeu
08:36que ele tinha uma previsão
08:39de receita irreal no começo.
08:41E agora percebeu
08:44que para a meta ser cumprida
08:46precisa de receita.
08:50Agora,
08:51o problema do embrólio,
08:52na minha opinião,
08:54é que
08:54o IOF
08:55jamais deveria ter sido
08:57uma questão de Congresso.
09:02Aí você volta à questão
09:03que você falou
09:03que é o Banco Central
09:04que deveria...
09:06Não fui eu
09:07que redigi
09:07a norma do IOF,
09:09é como está.
09:10Sim.
09:11E aí ele tem que respeitar.
09:13E eu concordo com o André,
09:14mesmo que seja
09:15do Banco Central,
09:16é arrecadatório.
09:17Agora,
09:18ele tem um porém,
09:19porque ele pode
09:20distorcer câmbio,
09:23como na época
09:23que saiu,
09:24deu uma distorcida
09:25no mercado
09:27no dia seguinte,
09:29porque você começa
09:29a fazer conta.
09:30Então, assim,
09:31precisaria ter uma combinação.
09:33Agora,
09:33não é questão
09:34para o Congresso Nacional
09:35deliberar sobre o IOF.
09:37muito menos
09:39e parar no Supremo.
09:42Porque ele foi criado
09:43como regulatório.
09:46Agora,
09:48uma coisa
09:49é o que a gente
09:49acha que deve ser, né?
09:52Eu brinco sempre
09:53que é o grande
09:54filósofo
09:55Garrincha, né?
09:56Precisa combinar
09:57com os russos.
09:58Então, assim,
09:58a discussão
09:59econômica
10:00hoje,
10:01os caras falam
10:02o que tem que fazer.
10:03eu posso,
10:05a gente pode aqui,
10:06junto com o Paulo,
10:07Gil, com o André,
10:08se ele começar o número,
10:09faz isso, faz aquilo,
10:10acerta lá.
10:10Tá, e combina como
10:12com a realidade?
10:14Perfeito, perfeito.
10:15Porque no mundo
10:15dos modelos econômicos
10:16não tem força política, né?
10:18Como não tem dinheiro também.
10:20Sim, sim.
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