00:00Senador, você está com um assunto muito importante sobre a independência, não seria nem independência,
00:05nem a autonomia do Banco Central. O Banco Central conseguiu uma autonomia ali, mas quer mais,
00:11quer autonomia financeira, administrativa, inclusive para contratar, enfim.
00:16É mesmo preciso? Já tem gente querendo retornar ao Banco Central, tirar a autonomia?
00:21Aquilo ali é desconhecimento total, certo? Desconhecimento total.
00:24Qual a vantagem?
00:25Deu certo essa autonomia?
00:26Deu certo. A autonomia do Banco Central, que foi projeto meu,
00:29conseguiu autonomia operacional. Eles podem operar, executar política monetária,
00:35vou dar duas vantagens, três vantagens, uma que proporciona as outras duas.
00:41Quando o presidente Lula assumiu, a minha lei já estava em vigor.
00:44Aí ele não pôde exonerar o Roberto Campos.
00:47O Roberto Campos tinha um mandato, e toda a diretoria, de mais dois anos.
00:51É um mandato de quatro. O Roberto pôde executar a política monetária,
00:55que estava traçada, controlá-lo a inflação e colaborá-lo para o país.
00:59Essa foi uma grande vantagem.
01:01Eu vou te dar uma outra.
01:03Agora, o Banco Master.
01:05Foi o Banco Central que investigou, foi o diretor que provou e tal.
01:08Fosse o Banco Central sujeito ainda ao presidente da República,
01:13tinha mil vezes, mil vezes, chance, nenhuma chance de sair.
01:17Que seria político controlado, né?
01:19E o Banco Master estava aí.
01:20Não, e você exonerava o diretor.
01:23Corta o diretor.
01:23O que é o Zé Maria que está?
01:25Tira outra, bota o Joaquim.
01:26Não pôde exonerar.
01:27E o cara pôde com a autonomia operacional, pôde ir adiante.
01:30Está aí o escravo do Banco Master, graças à autonomia.
01:33O que eles estão querendo agora?
01:34O APEC do senador Wanderlán, que eu estou relatando.
01:37Ele quer autonomia financeira, ele precisa, e orçamentária.
01:42Por quê?
01:42O senhor está convencendo que precisa.
01:43Imagina só, vou te dar dois exemplos, e eu acho que eu convenço você mostrar que o Banco Central precisa de recursos.
01:51O orçamento é pequeno, tudo que precisa, pede do governo.
01:54Eles têm, vamos pegar o PIX, você não vive mais sem o PIX.
01:57Nenhum brasileiro vive mais sem o PIX hoje, é a instituição nacional.
02:02São 32 pessoas que tomam conta do PIX.
02:05Só?
02:06Só 32.
02:07Eles precisam de 80.
02:09Mas não tem funcionário para isso.
02:11Fizeram um concurso agora.
02:12E a contratação é muito complexa, muito difícil para o concurso.
02:15Não pode contratar, tem que pedir do Ministério, tem que estar pedindo.
02:19Edital.
02:20Edital, vaga, medigar lá no governo federal agora.
02:24Cria estabilidade, se for um péssimo funcionário fica do mesmo jeito.
02:28Um orçamento próprio agora, eles vão poder contratar, fazer concurso e reajustar o salário.
02:33Hoje o salário do Banco Central não é convidativo, eles perdem quadro toda semana.
02:38Fizeram um concurso há pouco tempo e hoje eles me disseram que desse concurso 20% desistiram, nem assumiram o cargo, porque encontraram coisa melhor.
02:47Então, a gente precisa estabilizar o PIX.
02:51E isso eu estou colocando, tá, Zé, no relatório.
02:53Eu estou colocando lá que o PIX é do Banco Central.
02:57Ele não pode terceirizar, não pode delegar poder nenhum e não pode cobrar da pessoa física.
03:04Então, o PIX vai continuar sem ser cobrado.
03:07Isso mediante a lei e esse artigo que eu coloquei.
03:11Os carros fortes, os carros que eles transportam valores, já tem 40 anos de uso.
03:1640 anos de uso.
03:17Então, ele é um Boeing com orçamento de teco-teco.
03:21Eles precisam ter.
03:22Não quer dizer que eles vão ter orçamento e vão criar uma caixa, nada disso.
03:26Eles vão ter liberdade para fazer o seu orçamento.
03:29Que o Senado é que tem que avalizar, o Senado é que dá a palavra.
03:32Eu acho que eles merecem sim.
03:35Só o exemplo que eu estou te dando.
03:36Cuidar do PIX, cuidar da moeda.
03:38Contrar do controle da inflação do jeito que eles estão com orçamento que eles têm, é muito difícil.
03:42E olha que o banco é reconhecido mundialmente.
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